Empreender certamente não é tarefa fácil e abre margem a muitos erros de gestão. Ainda mais para profissionais de primeira viagem. Existe uma série de obrigações que têm a ver tanto com a parte estratégica quanto a operacional e costumam tornar as tarefas do dia a dia muito complexas.

Além disso, é preciso levar em conta o relacionamento interpessoal em cada ação, pois sem uma equipe coesa e capaz de caminhar para os objetivos determinados, os erros se tornam comuns.

Se você está começando a empreender e se identifica com situações assim, então precisa ler este texto. Acompanhe as nossas dicas e conhece 7 erros que deve evitar na gestão de sua empresa, para garantir crescimento e sustentabilidade no mercado. 

Guia de Gestão Estratégia

1. Ignorar o plano de negócios

Ainda que você julgue a sua ideia como genial, é necessário e seguro fazer um planejamento estratégico para a empresa atuar. Sem ele, não há uma visão clara dos objetivos a serem alcançados. Quando isso acontece, mesmo que as coisas comecem a dar certo, não existe nenhuma proteção contra eventualidades capazes de afetar a organização.

Além disso, é preciso atuar de maneira estratégica para que o crescimento seja ordenado e aconteça no momento esperado pela sua empresa. Imagine que você comece a oferecer um serviço extremamente relevante para seus consumidores, mas, antes do esperado, a demanda aumenta a ponto de tornar impossível atender a todos os pedidos.

Quando isso ocorre, você perde clientes, pois os concorrentes aproveitam a oportunidade para tomar o seu espaço no mercado. Portanto, não abra mão de critérios para empreender, e isso pode ser feito com a ajuda de um plano de negócios.

2. Não acompanhar as ações da concorrência

Da mesma forma, é preciso ter atenção especial às soluções que seus concorrentes oferecem. Observando as estratégias e o portfólio deles, você pode desenvolver métodos para que o seu produto ou serviço tenha a preferência das pessoas. O ideal é que aquilo que a sua empresa oferece seja único e tenha um valor justo.

O cliente fará inúmeras considerações antes de fechar negócio e, portanto, sua solução precisa ser diferenciada e atrativa, para que você tenha maiores chances de sucesso. Sendo assim, antes de definir o preço e até mesmo as características de seu produto — como a identidade visual, por exemplo —, lembre-se de analisar aquilo que o seu concorrente oferece.

Um dos grandes erros de alguns empreendedores é não avaliar o mercado para encontrar possíveis brechas nas soluções oferecidas. Isso permite encontrar oportunidades que outros ainda não viram e sair na frente. Por isso, a dica aqui é: quer empreender? Então, não faça o que todos já fazem esperando a preferência do cliente. Procure trazer a solução para aquilo que as pessoas precisam.

3. Não focar nas necessidades do consumidor

Existem inúmeras ferramentas que ajudam a identificar oportunidades, baseando-se no comportamento do consumidor. Busque pesquisas de mercado do seu setor e mercado. Elas são disponibilizadas por empresas públicas e privadas, como:

  • prefeituras;
  • universidades;
  • associações comerciais;
  • centros de pesquisa;
  • sindicatos;
  • Sebrae, entre outros.

Não é incomum ver empreendedores colocando produtos e serviços no mercado sem embasamento nenhum. Você acredita que seu produto é revolucionário, mas não avaliou a demanda que ele tem ou a aceitação junto ao público. Isso é um risco enorme! Sem saber o que o cliente quer, você tem o trabalho de convencê-lo dos benefícios da solução que sua empresa traz. Isso gera um gasto de energia muito maior do que atender a uma demanda existente.

Quanto mais inovador for seu produto, mais será preciso ser racional na oferta. Portanto, jamais comece um empreendimento sem antes estudar a fundo os anseios de quem pode fazer ele dar certo, ou seja: o consumidor.

4. Não separar seu dinheiro pessoal do dinheiro da empresa

Para que a empresa avance é preciso fazer uma gestão criteriosa do fluxo do caixa. E, ao misturar finanças pessoais, você praticamente inutiliza esse controle. Isso pode até por em risco sua permanência no mercado.

O ideal é adotar medidas para desvencilhar seus gastos das contas da empresa, como pró-labore — uma espécie de salário do dono do negócio ou dos sócios. Separe as pessoas: a partir de agora você é uma pessoa física e sua empresa é outra, jurídica. Sendo assim, considere essa divisão em tudo o que envolver o dinheiro do negócio. 

Pense no quanto você pagaria para um colaborador que realizasse o seu serviço, deixando o lucro da organização para novos investimentos ou para a formação de uma reserva de emergência. Abra uma conta bancária jurídica, com o CNPJ da empresa, para separar o caixa do negócio de sua conta pessoal.

5. Atuar de maneira informal

A carga tributária é um dos grandes vilões do empreendedor brasileiro. Isso não é um clichê. Somente em 2015, ela atingiu 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB). Por motivos como esse, muitos empreendedores preferem o risco de atuar na informalidade, evitando custos com o cumprimento de obrigações legais.

Mas isso impede o acesso a vários recursos legais, além de fechar as portas para boas oportunidades de negócios. Além disso, faz com que percam credibilidade no mercado, pois não podem oferecer notas fiscais aos consumidores.

O pior é que, hoje, esse problema pode ser facilmente resolvido. A legalização como Microempreendedor Individual (MEI) permite que o pequeno empreendedor economize com o pagamento de impostos nos primeiros anos de sua jornada.

6. Não automatizar processos

Empreendedores de primeira viagem têm mais dificuldades para aceitar a automatização de processos como uma necessidade fundamental. Muitas vezes, por confiarem demais em sua capacidade de resolver as coisas sozinhos — se tornando o famoso gestor “faz tudo”) ou por acharem que os custos com a automatização serão muito altos, eles abrem espaço para os erros e falhas dos controles manuais.

 Mas o mercado também mudou e hoje é possível contar com ferramentas excelentes de gestão, feitas para o tamanho e as necessidades da empresa. Não é mais necessário implementar sistemas caros e complexos que nem vão ser totalmente utilizados, mas você pode escolher soluções bem adequadas ao seu tamanho e condições financeiras.

E os benefícios são inúmeros. Com um gestor de negócios, por exemplo, você pode:

  • aperfeiçoar a gestão financeira;
  • organizar melhor as contas da empresa;
  • aprimorar a gestão do estoque etc.

7. Não ter um fluxo de caixa rigoroso

O fluxo de caixa permite que você controle com precisão as movimentações financeiras da sua empresa. Isso é fundamental para que haja condições de investir futuramente ou para readequar os pagamentos da empresa.

Se você não sabe ao certo quanto dinheiro saiu em determinado período, ou para onde ele foi, está perdendo o domínio sobre as ações da sua empresa. Isso acaba com suas condições de prever ações futuras.

Comece a controlar melhor o fluxo de caixa. Assim você toma as rédeas da movimentação de seu capital e tem condições para tomar decisões estratégicas como definir o volume de compras e escolher fornecedores com melhores condições de vendas.

Agora que você conhece alguns dos principais erros de gestão cometidos pelas empresas, baixe o nosso manual de gestão empresarial e conheça os procedimentos mais importantes para garantir o sucesso de seu negócio.

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Escrito por eGestor
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