Se você por acaso pretende se aventurar pelo mundo do empreendedorismo, precisa saber desde já que a taxa de mortalidade de empresas brasileiras infelizmente é altíssima para os primeiros anos de abertura de um negócio. Isso se dá, em parte, pela burocracia dos processos de formalização e manutenção do empreendimento, mas também pela nada rara falta de conhecimento gerencial de seus proprietários.

Muitos donos de empresas sequer sabem o que é capital de giro e como ele é importante para a longevidade do negócio! Pois o post de hoje é exatamente para você, que também se enquadra nesse grupo de desavisados. Pronto para esclarecer essas questões de uma vez por todas? Acompanhe:   

Então o que é esse tal capital de giro?

O capital de giro nada mais é que a somatória do que a empresa possui de disponibilidades financeiras imediatas com seus estoques, contando aí tanto com as mercadorias prontas para a venda como com as que ainda estão em produção. Pode-se considerar que esses recursos representam os pulmões das empresas, dando aquele impulso de ar fresco em meio a quaisquer problemas que surjam no pelo caminho.

Posso calcular? Pode.

Você mesmo pode calcular o seu capital de giro de uma forma bem simples, até porque as despesas costumam se desenrolar em qualquer negócio e para ter controle disso, é bom sempre calcular esse valor para ter noção do quanto você precisa. Primeiro, atente-se ao seu ciclo de caixa.

Quanto mais tempo demorar o recebimento do ciclo de caixa pelo capital de giro, maior será o tempo desse ciclo e a demanda também irá aumentar para custear seu negócio. Só para ter uma ideia, o capital de giro normalmente corresponde cerca de 60% dos ativos totais de negócio. É por isso que, com toda essa frequência intensa na receita do seu negócio, calcular o capital de giro precisa ser uma tarefa contínua. Para você calcular, basta usar a seguinte equação:

CGL (capital de giro líquido) = AC (ativos circulantes) – PC (passivos circulantes)

Toda vez que entrar alguma receita ou custear alguma solução do seu negócio é importante que você faça esse cálculo. Fazendo isso, ficará mais fácil de você identificar furos financeiros, falta de recursos, reduzir inadimplências, fazer cortes necessários em algumas despesas, negociar dívidas ou acertar outras ações financeiras e ainda ter uma previsão de cobrança de juros feita pelos bancos.

Se tiver alguma dúvida sobre o que é um ativo circulante ou um passivo circulante, preste atenção nos recursos que você opera no negócio. Dinheiro depositado em bancos, em caixa, mercadorias, bens do estoque e contas a receber são alguns tipos de ativos circulantes. Já as contas que o negócio precisa quitar, dívidas com prazo de pagamento em até um ano, impostos, empréstimos feitos em bancos para investir no negócio e encargos sociais a serem pago são alguns exemplos de passivos circulantes.

O cálculo traz mais equilíbrio entre risco de levar o negócio à falência e a busca por rentabilidade. Procure conhecer qual o valor do seu capital de giro, planeje bem suas estratégias financeiras e tenha uma noção melhor da sua política de bens, das suas compras feitas e dos prazos de recebimentos e seu desempenho patrimonial.

Como otimizar a gestão desse capital?

Produção e estoque

Para fazer uma gestão do capital de giro mais eficaz, primeiramente busque identificar todos os detalhes que fazem parte do seu processo produtivo, desde a recepção dos insumos até o processo de embalagem, se for o caso. Com esse mapa devidamente delineado, o segredo está na busca pela diminuição do tempo de produção e de estocagem, oferecendo promoções para aproveitar oportunidades de sazonalidade, de mudanças governamentais ou até mesmo de restrições de agências reguladoras que estimulem a procura por seu produto. Além disso, a idade do estoque também deve ser confirmada, a fim de evitar prejuízos relacionados à negligência na verificação das datas de validade de um insumo qualquer, por exemplo.

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Dinheiro em caixa

Da mesma forma, o dinheiro em caixa deve ser muito bem gerenciado, com os pagamentos, quando possível, sendo feitos de maneira antecipada, para que seja viável negociar descontos. Só essa postura já melhorará o clima entre a empresa e seus fornecedores, além de trazer folga financeira no médio prazo.

Vale ressaltar que financiamentos não são a melhor opção para a obtenção de recursos de caixa e, por mais que nenhuma política de gestão de capital de giro abomine os empréstimos, é sempre bom lembrar que os juros e as demais taxas bancárias são gastos consideráveis para os cofres de qualquer empresa.

Assim, esgote todas as outras possibilidades antes de buscar essa alternativa e não se esqueça que o financiamento só é realmente bom quando o custo total do empréstimo for menor que as taxas de retorno obtidas pela empresa em operações normais de venda.

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Prazos de pagamento

Os prazos médios de pagamento e de recebimento são as molas que regulam uma boa gestão financeira empresarial. Se você tiver que pagar seus fornecedores antes de receber de seus clientes, por exemplo, o negócio até poderá se sustentar durante alguns ciclos financeiros, mas certamente terá problemas de capital de giro em breve.

Para evitar esse cenário nada favorável, não hesite em negociar prazos, quer seja comprando em maiores quantidades ou, se for o caso, mudando de fornecedores. Outra solução possível é a antecipação de recebíveis, o que fará com que suas vendas a prazo se convertam em operações à vista. Só tome cuidado para não tornar esse procedimento rotina, pois o recebimento antecipado gera taxas bancárias indesejadas.

Cuidados necessários

Mesmo com os preparos necessários com o capital de giro, não pense que os prejuízos também podem atrapalhar. Havendo uma má gestão do capital de giro, você pode estar sujeito a negociações arriscadas com instituições bancárias resultando em posições nada favoráveis, com direito a termos e contratos adversos, longos prazos para pagamentos de finanças e outros transtornos que se tornarão em mais dívidas.

Por isso, saiba fazer uma administração eficiente, planeje sabiamente sua base financeira cobrindo suas dívidas sem solicitar ajuda de crédito de bancos para financiar suas operações. Você viu como uma boa gestão do capital de giro pode fazer com que negócios perdurem e ganhem mercado?

Então, o que você ainda está esperando para implementar políticas que realmente funcionem a favor da sua empresa, trazendo os melhores resultados financeiros possíveis e evitando perdas? É aí que entra um bom software de gestão empresarial on-line, que facilite o controle das finanças da empresa de modo a direcionar os gestores rumo a cada vez melhores tomadas de decisão. Não parece promissor?

Veja um vídeo do Sebrae sobre Capital de Giro

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Escrito por eGestor
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