O boleto bancário, em nosso país, é uma das formas de pagamento mais usadas para diversas transações. Estima-se que mais de 50 milhões desse título sejam utilizados todos os meses na rede bancária de todo o Brasil.

Quer saber como gerar boleto bancário e como esse documento funciona? Vamos tirar todas as suas dúvidas a seguir. Continue a leitura!

O que é um boleto bancário

O boleto é um documento de cobrança que pode ter seu pagamento efetuado em qualquer estabelecimento conveniado até o dia de vencimento indicado no título.

Em alguns casos, é especificada ao consumidor a possibilidade de quitá-lo depois do prazo estipulado, com informações como multas e juros, entre outras condições que variam de acordo com cada empresa ou documento.

Vale ressaltar que, antes, o boleto só poderia ser pago em agências bancárias e, atualmente, graças ao avanço tecnológico, o pagamento pode ser realizado em unidades dos Correios, casas lotéricas, por meio da web, apps de tablets ou smartphones e em caixas eletrônicos.

O que consta no título

No boleto bancário, há diversos detalhes para a praticidade do pagador, para que seja possível identificar facilmente informações necessárias para a realização do seu pagamento.

Há a indicação do banco que vai receber o valor a ser pago, da data de vencimento e do código de barras que permite a captação, feita automaticamente, de todos os dados por meio dos leitores óticos das unidades credenciadas que podem embolsar o pagamento.

Como funciona

De uma maneira geral, o cedente gera o boleto e posteriormente o envia para o sacado no endereço que consta no cadastro, durante o período em que deve ser realizado o pagamento do documento.

A emissão pode ser efetuada pela própria pessoa jurídica ou física, por meio da terceirização de operações ou de softwares próprios para o procedimento.

Ao receber o pagamento, o banco credita o valor na conta da pessoa física (ou da empresa) dentro do prazo estipulado no contrato, com o devido acréscimo de juros, se o documento for pago após a data de vencimento.

Quais são os tipos de documento

Existem dois tipos de boleto bancário. O modelo avulso permite a cobrança de compras avulsas realizadas à vista. Esse recurso é muito utilizado por empresas quando precisam cobrar por produtos em uma única parcela.

Já o formato de carnê permite a realização de cobranças periódicas de determinada compra ou assinatura. Nesse caso, todas as parcelas são geradas em uma única vez e enviadas ao cliente. Assim é possível economizar, pois todas as prestações são geradas como se fossem uma.

Mudanças na emissão de boleto sem registro

As empresas podiam emitir boletos sem registro em sistema bancário e sem especificar uma instituição para receber pelo pagamento, bem como a sua data de vencimento. Entretanto, conforme anunciado em 2015, os documentos sem registro deixaram de existir.

Isso se dará até julho de 2017. Dessa forma, todos devem ser registrados já a partir do mês de janeiro do mesmo ano. Essa ação representa uma grande mudança, uma vez que, atualmente, de 3,5 bilhões de boletos emitidos anualmente no país, estima-se que cerca de 40% não tem registro.

Anteriormente, a data prevista para o fim desses documentos de cobrança era o mês de dezembro de 2016, entretanto a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alterou o prazo para facilitar a adaptação dos profissionais que trabalham com essa modalidade de pagamento.

O problema desse modelo de documento

Você deve estar se perguntando: “mas qual é o problema do boleto sem registro”? Hoje, eles têm sido utilizados para a realização de inúmeras fraudes que tem trazido consideráveis prejuízos para boa parte das empresas, além dos bancos.

Consequentemente, isso vem afetando a economia do país como um todo. São golpes como a mudança de alguns dígitos no meio do pagamento, por exemplo, que fazem com que o dinheiro seja desviado para outras contas.

Assim, com o intuito de reduzir a quantidade de contratempos dessa natureza, além de tornar todo o processo mais transparente, a Febraban decidiu encerrar a modalidade de boletos sem registro e trabalha somente com a opção registrada.

Os boletos registrados

A opção pelos boletos registrados está relacionada ao controle — que é mais facilmente realizado pelos bancos quando essa modalidade é adotada. A instituição pode, assim, controlar as operações desde o momento da emissão até a sua quitação, diminuindo o risco de fraudes e prejuízos.

Além disso, a segurança oferecida por esse tipo de documento é muito maior se comparada ao formato sem registro. Isso se deve ao fato de que, ao ser registrado, ele se torna um documento oficial, garantindo a viabilidade de procedimentos realizados em cartório, por exemplo.

Em contrapartida, existe um custo que precisa ser considerado. Na versão sem registro, as tarifas eram cobradas somente quando o boleto era pago. Assim, quando o cliente desistia da compra depois de imprimi-lo, não havia custos para as empresas, pois os bancos só cobravam quando os chamados bloquetos eram efetivamente pagos.

No caso do modelo registrado isso muda: os bancos podem realizar cobranças sobre as operações de registro, cancelamento ou alteração, o que implica em um custo maior a quem optava pelo boleto sem registro.

Como são realizadas as cobranças

Na cobrança registrada, assim que a empresa fecha o negócio é preciso enviar ao banco informações a respeito da venda, bem como a identificação do cliente, por meio do CPF ou CNPJ, para que tanto o preço quanto a data limite de pagamento sejam fixados.

Há uma tarifa obrigatória que será cobrada por cada documento emitido, sendo que o valor pode variar de acordo com a instituição financeira. Nesse caso, recomenda-se procurar os bancos para ter informações precisas sobre suas carteiras de cobrança registradas.

Como começar a usar

É preciso ter atenção especial aos seguintes aspectos:

  • Ter todos os dados cadastrais dos clientes atualizados, principalmente o CPF ou o CNPJ;
  • Entrar em contato com o banco para obter informações em relação ao processo de migração dos boletos;
  • Perguntar sobre as taxas que envolvem as operações de registro, cancelamento e alteração dos boletos. São essas 3 informações que podem ajudá-lo a comparar os valores dos serviços prestados por diferentes bancos e, assim, permitir que você opte pelo mais vantajoso para seus interesses comerciais. Isso é importante para que se possa escolher a instituição ideal para fazer a emissão das cobranças.

Como proceder para gerar boleto bancário

Ao definir o banco, você deve fazer um contrato. Essa instituição financeira precisa ser a dona de carteiras de cobrança e oferecer a ferramenta para que você possa emitir os boletos.

Assim, é possível proceder da seguinte maneira:

1. Abra uma conta-corrente que seja compatível com a emissão do boleto ou, então, procure o seu banco e peça para que esse serviço seja incluído na sua atual conta.

2. Adote um software de emissão de boletos. Isso pode ser feito junto ao banco, mas, também, a partir de uma ferramenta oferecida por outro fornecedor.

3. Reúna todos os dados da pessoa física ou jurídica que será o cedente, bem como do sacado, considerando elementos como valores e prazos para cada compra.

4. Utilize a ferramenta para gerar a cobrança.

5. Imprima e encaminhe o boleto. Você gerará um link que pode ser enviado para o cliente da maneira que julgar mais conveniente. Procure sempre trabalhar com e-mails para garantir credibilidade ao seu negócio.

6. Realize o controle do pagamento dos documentos ou da parcela de carnê de maneira separada.

7. Atualize a data de pagamento.

Alternativas de pagamento

Você também pode oferecer outras opções de pagamento para seus clientes além do boleto registrado. Muitos profissionais de e-commerce tendem a optar pelo modelo sem registro justamente pela necessidade de economizar com os gastos.

Nesse caso, para não sair no prejuízo, você pode considerar alternativas de parcelamento sem juros no cartão de crédito, integrações com internet banking para pagamento à vista, entre outras.

Mas lembre-se de sempre oferecer a opção do boleto bancário para o seu cliente, pois se trata de uma modalidade de pagamento muito popular e de fácil procedimento.

O que é preciso para fazer a emissão

Emitir um boleto bancário é muito simples e não tem muitos segredos. A pessoa a receber o pagamento de seus clientes só precisa ter uma conta-corrente válida para a cobrança.

Vale lembrar que os bancos costumam cobrar uma taxa por documento pago. Sempre que um consumidor realizar o pagamento, o banco descontará de sua conta.

O boleto bancário é a forma mais segura e prática de pagamento, sem mencionar o fato de que os custos ao cedente são baixos. Portanto, saiba que essa é uma ótima maneira das empresas cobrarem de seus clientes e, assim, oferecerem uma alternativa prática de pagamento pelos serviços ou produtos.

Tanto empresa quanto consumidor ganham vantagens ao usar o título para as transações, pois trata-se de um documento muito prático que tem como função facilitar a vida de todos.

Gostou de saber mais sobre como gerar boleto bancário? Entre em contato conosco e saiba como podemos fazer mais por você e sua empresa!

Escrito por eGestor
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