Como treinar sua equipe para evitar os 6 erros mais comuns na gestão financeira

A gestão financeira é indispensável para o crescimento de qualquer empresa, pois permite uma visão mais ampla de todas as etapas do negócio. Assim, é possível identificar desvios e providenciar correções rapidamente, evitando maiores prejuízos.

Além disso, essas informações devem ser utilizadas para suportar a tomada de decisões importantes ― que, normalmente, envolvem expansões, contratações ou investimentos em infraestrutura.

Esse tipo de análise costuma ser a base para a elaboração do próprio planejamento estratégico e para a definição de ações de curto, médio e longo prazo. Então, é fácil entender que erros na gestão financeira podem afetar drasticamente a competitividade da operação e por isso, precisam ser evitados.

Quer conhecer os erros mais comuns na gestão financeira e saber como evitá-los? Confira o post de hoje!

1. Os principais erros na gestão financeira

Alguns KPIs (Key Performance Indicators) estão diretamente atrelados aos controles financeiros ― como faturamento, lucratividade e nível de endividamento. Logo, é preciso contar com processos estruturados e muita disciplina.

Confira quais são esses erros:

1.1. Negligenciar o sistema de gerenciamento

Toda empresa deve ter um sistema de gerenciamento confiável, capaz de centralizar e cruzar diversos dados ― tais como entradas e saídas, estoques, custos fixos e variáveis, pagamentos e recolhimentos legais.

Ao negligenciar essa demanda, o empresário tem mais dificuldade para perceber problemas sérios e também para reconhecer novas oportunidades. Nesse sentido, os softwares de gestão passaram a ser uma necessidade básica, facilitando o monitoramento ativo desses KPIs.

1.2. Descuidar dos registros

Os registros de todas as transações alimentam o sistema de gerenciamento, garantindo relatórios completos e constantemente atualizados.

Ao descuidar desses lançamentos, a empresa se torna vulnerável, já que desconhece a realidade de suas finanças. Assim, é preciso estabelecer procedimentos rigorosos e automatizados, que facilitem e agilizem esses registros.

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1.3. Menosprezar o fluxo de caixa e o demonstrativo de resultados

O fluxo de caixa é um item fundamental da gestão financeira, pois indica como o capital está sendo movimentado diariamente. Sem essas informações, é mais difícil encontrar os gastos ocultos, os desperdícios e as despesas supérfluas.

O demonstrativo de resultados, por sua vez, oferece um diagnóstico mais abrangente da empresa, incluindo custos e receitas. Com essa avaliação, é possível saber se o negócio é mesmo lucrativo e quais aspectos podem ser melhorados.

1.4. Desconsiderar a gestão tributária

No Brasil, além do pagamento de impostos, taxas e contribuições, existem várias obrigações acessórias que devem ser cumpridas ― como a emissão de notas fiscais e guias de recolhimento, declarações fiscais, demonstrações contábeis, entre muitas outras.

Toda essa burocracia exige cuidado especial, já que a desobediência pode gerar multas e penalidades. Então, é preciso implementar uma gestão tributária sólida, com a intenção de assegurar regularidade da operação perante o Fisco.

1.5. Ignorar o ciclo financeiro das operações

Todo empresário deve compreender o seu ciclo financeiro ― que abrange o tempo médio entre o pagamento dos fornecedores e o recebimento das vendas.

Ciclos curtos garantem mais poder de negociação. Por isso, é essencial saber aproveitar esse trunfo para brigar por descontos e ganhos em escala.  

1.6. Abandonar os indicadores financeiros

Os indicadores financeiros simplificam o acompanhamento diversas variáveis do negócio, contribuindo para a localização de gargalos e a identificação de tendências.

Quando não há uma verificação desses números, a empresa pode perder dinheiro ou até mesmo desperdiçar chances de crescimento. Para evitar esses erros na gestão financeira, é preciso capacitar a equipe. Por isso, os treinamentos devem ser uma prioridade entre as práticas voltadas à gestão de pessoas.

2. O treinamento da equipe

Para que os treinamentos sejam verdadeiramente efetivos, é importante atentar para as principais fases do planejamento, que são:

2.1. Levantamento das necessidades reais

Todo o programa de qualificação deve começar com um levantamento que contemple as necessidades da empresa ― incluindo carências técnicas e operacionais. Nesse ponto, é fundamental considerar a chegada de novas tecnologias, mudanças nas legislações, reciclagens e projetos especiais, além do treinamento de liderança.

2.2. Definição de metas

Com o levantamento finalizado, o empresário consegue definir as metas ― em geral, elas envolvem a redução de custos, a queda nos índices de retrabalho, a diminuição dos prazos e, claro, processos mais ágeis e dinâmicos. Além disso, é preciso estabelecer as métricas que serão usadas para mensurar a evolução dos trabalhos.

2.3. Avaliação de perfil

As particularidades de cada membro da equipe também devem ser analisadas. Aqui, é importante avaliar a senioridade dos profissionais, o know-how, a experiência e o cargo ocupado. Considerando as características e as habilidades individuais, é possível direcionar os cursos de forma personalizada, sem generalizações.

2.4. Escolha do formato

Atualmente, existem vários formatos de treinamento, que podem ser explorados isolada ou conjuntamente. Os mais procurados são:

2.4.1. Presencial

Os cursos presenciais costumam ser ministrados nas dependências da instituição de ensino contratada. Nesse caso, o conteúdo é padronizado e as turmas são compostas por colaboradores de diferentes empresas ― o que incentiva a troca de ideias e o networking.

2.4.2. In company

No modelo in company, o treinamento acontece dentro da empresa, dispensando o deslocamento dos participantes. Em geral, o curso é customizado para atender às demandas e às expectativas do cliente.

2.4.3. Ensino a distância

ensino a distância têm conquistado cada vez mais adeptos no universo corporativo, principalmente por apresentarem custos menores e mais flexibilidade.

Nesse bloco estão os cursos eLearning, que podem ser acessados de qualquer lugar, até por aparelhos móveis. Essa proposta costuma incluir videoaulas e bibliotecas virtuais para complementar e enriquecer a discussão sobre determinado tema.

2.5. Engajamento da equipe

O engajamento das equipes é essencial para o sucesso de um programa de treinamento. Por isso, é preciso atentar para a aplicabilidade dos conteúdos e, principalmente, ouvir as sugestões e feedbacks dos colaboradores.

2.6. Garantir a aplicação dos novos conhecimentos

Depois dos treinamentos, a equipe deve colocar os novos conhecimentos em prática. Então, cabe ao empresário criar condições favoráveis e garantir os recursos necessários ― como softwares, equipamentos e tecnologias.

Vale ressaltar que treinamentos pontuais não são capazes de modificar comportamentos. Por isso, o ideal é que o programa esteja alinhado a uma cultura organizacional orientada ao aprendizado contínuo.

Dessa maneira, é mais fácil evitar os erros na gestão financeira e assegurar que a empresa esteja preparada para enfrentar os novos desafios do mercado.

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Escrito por eGestor
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