Entrar em negociação com bancos, seja para negociar dívidas da empresa ou para tentar conseguir uma linha de crédito, geralmente é uma tarefa complicada e que deixa muito empreendedor acuado.

Se você está passando por uma dessas situações e precisa de uma ajuda, continue conosco. Separamos algumas dicas e sugestões bem práticas que te ajudarão a resolver esse problema de forma menos morosa e de um jeito mais fácil para você e sua empresa.

1. Faça suas contas de forma realista

Existem vários motivos para que uma empresa acabe se endividando com bancos; um deles é não ter controle de suas finanças. A falta de um sistema de gestão ou a desorganização do empreendimento podem ser bem prejudiciais.

Outro motivo são os imprevistos e reviravoltas no mercado. Seja qual for o seu caso, tenha certeza de que nesse momento você sabe exatamente como estão seus números. Seu relatório financeiro precisa estar atualizado e ser confiável, para garantir que você enxergue o que realmente está acontecendo.

No caso de quem procura um empréstimo, é a mesma coisa: confira se o seu controle financeiro está batendo corretamente com o seu fluxo de caixa. Essas informações são fundamentais para você se preparar para uma conversa produtiva e realista.

2. Separe os documentos necessários

Depois de ter entendido todo o seu contexto, separe os relatórios financeiros necessários para uma reunião com o banco. Não adianta você ter várias páginas de dados e se perder no meio de tanta informação na hora da conversa com o banco.

Veja quais são os dados principais para a conversa e monte um pequeno resumo financeiro. Levante informações como o seu faturamento histórico, seu lucro mensal, os valores de dívidas e obrigações (passivos), suas posses e direitos (ativos), dentre outras informações relevantes.

3. Fique atento aos feirões

Para quem está com dívidas, feirões e mutirões para renegociar débitos são ótimas oportunidades de renegociação. Antes de ir atrás do seu banco, veja se existe alguma agenda da instituição bancária para participar de eventos do tipo. 

Nessas ocasiões, normalmente, a chance de você conseguir uma boa negociação é bem alta, uma vez que parte das instituições a iniciativa de rever os contratos. De toda forma, fique atento para garantir que a proposta seja boa de verdade e não aceite nada sem fazer as contas.

Se o seu banco ou instituição financeira não estiver participando, se não houver um feirão agendado ou se você não dispuser de tempo suficiente para esperar o próximo evento, aí sim será necessário procurá-los diretamente.

Guia de Otimização de Processos

4. Pesquise e compare

Para quem está em busca de empréstimos, comparar as opções que existem no mercado é obrigatório para garantir melhor condição. Não é porque você não tem conta em um banco que vai deixar de avaliar com ele a possibilidade de levantar um capital.

Como no Brasil temos poucas opções de bancos, não há motivos para você não fazer uma tomada de preços para entender melhor qual a realidade do mercado.

Já no caso de quem está tentando saldar uma dívida, também vale a pesquisa. Assim, na hora de conversar com o seu banco, você terá chances de entender mais facilmente se ele está agindo de maneira abusiva ou não.

Lembre-se sempre que informação é poder.

5. Entre em contato com o banco diretamente

Se não houver chances de participar de um feirão ou mutirão de conciliação, o jeito será você mesmo ir atrás do banco. Nesse caso, a primeira questão que você precisa ter em mente é: não se intimide.

Dever ou precisar de um empréstimo não é demérito nem vergonha para ninguém. São negócios. Sendo assim, mantenha uma postura firme e tranquila.

Ao procurar o banco, avalie qual o canal menos automatizado para realizar a operação. Geralmente, propostas de crédito oferecidas diretamente pelo bankline ou caixas eletrônicos são as mais caras do mercado.

Tente sempre uma conversa pessoal com alguém que tenha autonomia para discutir a sua situação. Busque extrair o máximo de informações sobre as possíveis operações. Dependendo do caso, aqueles relatórios financeiros que falamos lá no início serão cruciais para uma boa negociação.

6. Analise propostas/contratos com cuidado

Nunca feche um acordo por impulso, seja ele de empréstimo ou de renegociação de dívida. Nada de firmar qualquer tipo de compromisso sem antes ter certeza de que você entendeu muito bem cada ponto.

Leia com cuidado cada parte da proposta, confira as garantias, os valores cobrados, os prazos e qualquer outra obrigação da sua parte para com o banco.

Com relação às dívidas, a mesma orientação: confira todos os detalhes envolvidos no seu contrato. Infelizmente, é comum haver cobranças indevidas em nosso sistema bancário.

Veja também se não há taxas ou algum tipo de venda casada, que é quando alguma empresa te oferece um produto ou serviço, mas obrigando a levar junto algo que você não precisa.

Na dúvida, pesquise e questione.

7. Sugira soluções

Quando falamos em negociações ou renegociações, queremos dizer que existem duas partes na conversa, e isso implica em falar e ser ouvido.

Muitos empreendedores, quando vão conversar com bancos, perdem chances de melhores acordos simplesmente por ficarem mais retraídos. Logicamente, não estamos dizendo que você precisa ser agressivo ou coisa do tipo.

O ponto aqui é que na conversa com o banco há espaço para melhor tentativa de entendimento. Por isso, sugerimos acima que você tente renegociar dívidas ou pedir empréstimos pessoalmente.

Conhecendo bem a sua organização, suas vendas, estoque, clientes, fluxo financeiro, mercado e dificuldades do dia a dia, é mais fácil pensar em alternativas junto com o banco.

Entenda que os dois lados procuram um bom negócio, então faça perguntas e traga sempre sugestões para que você e o seu banco consigam encontrar pontos em comum que ajudem as duas partes a terem sucesso na negociação.

E então, gostou do nosso post? Agora que você já tem mais condições de fazer uma boa negociação com bancos, ajude outros colegas e amigos a também terem melhores chances de quitarem as suas dívidas ou conseguir empréstimos mais favoráveis. Compartilhe este conteúdo em suas redes sociais!

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