Na escala de produção, sempre estamos a procura de melhorar os investimentos, tornando os lucros mais eficientes e diminuindo todos os gastos possíveis. A lógica de apertar as torneiras e aumentar o tamanho dos baldes é o básico para qualquer empresa, porém, em muitos casos, para concretizar esse tipo de situação, é preciso fazer algo a mais.

Invariavelmente, esse algo a mais significa um investimento extra. Todo investimento é feito pensando em um retorno, e apenas nos casos em que esse retorno é interessante é que os investimentos são recomendados. E a lógica por trás desse retorno do investimento é chamado de payback na linha produtiva. E para entender um pouco mais sobre sua função, vamos explicar toda a sua lógica.

Como funciona o payback em uma empresa?

Simples: quando você investe seu dinheiro em um produto ou projeto para aumentar a produtividade de uma empresa, você quer saber quando terá de volta o retorno sobre esse investimento. Esse retorno é o payback, que permite uma boa associação de custo-benefício para saber se esse é o momento de investir realmente ou não, sendo melhor esperar uma situação mais propícia.

Dentro dessa lógica, é preciso entender que a conta só fecha quando conhecemos o valor do investimento, o benefício que esse investimento trará e qual o impacto desse investimento no custo final do produto. Como deu para perceber, no final, o cálculo do payback é uma conta simples, em que apenas o conhecimento mais simples de matemática básica já permite que o seu cálculo seja feito ou não.

Para ficar mais simples de entender, vamos utilizar um exemplo real com valores fictícios:

Uma empresa de marmitas vende a marmita por R$ 10,00. E o custo de produção da marmita é R$ 5,00. Ou seja, o lucro em cada marmita é de R$ 5,00. Suponhamos que eles tenham uma pessoa que só fecha as marmitas e outra que só prepara as marmitas. Cada uma custando R$ 1.000,00 por mês. No total, são R$ 2.000,00 de mão de obra total, o que equivaleria, hipoteticamente, a R$ 2,00 em cada marmita feita.

Porém, existe uma máquina que fecha automaticamente as marmitas, deixando o processo mais rápido e prático. Possibilitando que uma pessoa possa sair dessa função, o que traria uma economia de R$ 1.000,00 do funcionário, ou diminuiria em R$ 1,00 o custo de produção das marmitas. O custo dela que antes era R$ 5,00 será então R$ 4,00.

Se a máquina custas R$ 3.000,00, significa que será preciso vender 3 mil marmitas para ter o payback – ou retorno – sobre o seu investimento. Se a empresa de marmitas vender 500 marmitas por mês, esse retorno seria em seis meses.

É claro que todos os valores aqui são apenas exemplos. Na prática, há outros fatores como direitos trabalhistas, remanejamento de função do profissional e assim por diante, mas na prática, o exemplo serve para nos mostrar que a economia causada por um investimento dividido pela produção alcançada com o investimento nos traz o payback em questão. E isso é o importante nessa conta.

Por que saber o payback de um investimento?

A partir do momento em que entendemos essa lógica, fica muito mais fácil tomar uma série de decisões de planejamento de investimentos, criando um mapa de ações possíveis para melhorar os negócios. Às vezes, adquirindo produtos simples, é possível ter um excelente retorno sobre o investimento. Algo que muitas vezes nem percebemos e que pode melhorar os resultados finais da empresa.

Justamente por isso, a prática do cálculo do payback tem se tornado um dos métodos mais efetivos e seguros de se avaliar se um investimento é interessante de se fazer em um momento ou não. E a partir do momento em que dominamos a lógica por trás do payback, podemos combiná-la com outras técnicas de administração, como o Custo de Mercadoria Vendida, ou CMV, que tem se tornado cada vez mais popular.

E na prática, quanto mais técnicas de previsão de retorno e cálculos de investimento temos, maiores as chances de dar os passos corretos em direção às ações corretas para ter os melhores resultados na empresa, algo indispensável para empresários que percebem que mesmo em períodos de crise não podemos deixar de manter os olhos abertos para investimentos.

O payback funciona em qualquer situação?

Vale mencionar que apesar de ser uma técnica simples e efetiva de cálculos para se fazer, o payback não é a melhor opção de técnica de análise em alguns casos. Principalmente se o produto for necessitar de um prazo muito longo de produção para trazer o retorno, fatores como oscilação do valor de investimento, parcelas do produto, preço do financiamento e aumentos inesperados podem fazer o payback ter outros fatores que vão além da conta básica feita.

No caso das marmitas que citamos acima, por exemplo, estávamos utilizando um recurso humano. O que normalmente envolve os valores da carteira assinada, o valor de uma rescisão trabalhista, outros trabalhos que possivelmente o funcionário fazia e assim por diante. E apenas com esse exemplo já fica claro que o payback é uma ferramenta efetiva, mas em algumas situações não pode ser utilizada como único guia para os investimentos.

Na prática, o payback seria como se fosse uma visita a um médico, que olha os sintomas apresentados e dá um diagnóstico com uma possível solução para resolver seu problema. Porém, para ter certeza da solução, é possível visitar outros médicos. E no caso das análises de técnicas de investimento, vale a pena consultar outras metodologias possíveis.

Nesses casos, há dois caminhos possíveis: o de apontamento de resultados diferentes, o que pode levar a novas análises e a novos diagnósticos, ou a comprovação de que os valores apresentados no payback estão de acordo com as expectativas, sendo o melhor remédio para administrar em sua empresa considerando custos, investimentos e os quais os resultados esperados a partir dessa ação.

Conhecer mais é sempre importante, e se o payback é um caminho de conhecimento, nunca deverá ser encarado como a única solução para os seus negócios. Portanto, saber o valor do payback de um investimento facilita na compreensão de como elaborar um bom planejamento para aumentar a lucratividade e o fluxo de caixa da empresa.

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Escrito por eGestor
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