ponto de equilibrio

Todos nós sabemos que o mercado da internet vem para ficar cada vez mais forte. O grande desafio para esses empresários nesse momento é a superação dos custos fixos mensais. E é nessa hora que entra o planejamento do cálculo do ponto de equilíbrio financeiro que você, como grande administrador do seu negócio, saiba gerir todos os controles e gastos, fazendo com que no final do mês você tenha lucro e não prejuízos.

O que é ponto de equilíbrio?

O primeiro passo é entender o que é ponto de equilíbrio, afinal de contas. Ele nada mais é  do que o ponto ideal, quando a empresa e a receita total dessa sejam exatamente iguais a soma dos custos e das despesas empresariais. E o porque ele é importante? Simples! É através dele que a gente sabe o quanto uma empresa precisa vender, o número de transações e o dinheiro em volume para que a empresa consiga se bancar, sem que ela apresente em constante prejuízo.

É preciso entender, nesse momento, que ponto de equilíbrio não é meta empresarial, mas serve como uma referência para você seguir. O objetivo de tudo é ter lucro se o ponto já for ultrapassado em um real, isso quer dizer que o saldo em tudo foi positivo e que não estamos pagando para trabalhar.

Ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico

O contábil é o mais conhecido e o mais utilizado pelas empresas. Para que a gente consiga chegar a um valor, será necessário dividir o valor dos custos e das despesas pela margem de contribuição. O resultado que você irá obter dessa conta é a receita necessária para que os gastos sejam igualados.

No financeiro, a única diferença é que dentro desse cálculo, nós iremos excluir os custos fixos e a depreciação dos ativos, bem como as despesas não desembolsáveis. Por exemplo: se temos um ativo que antes valia R$ 100,00 reais e agora ele vale R$ 70,00, esses R4 30,00 reais que foram perdidos entram na lista de custos ou de despesas da empresa. Se nós formos fazer a conta de acordo com o ponto de equilíbrio financeiro, tal diferença será ignorada porque a única coisa que importa essa somatória é o gasto que representa o desembolso de dinheiro do caixa.

Por sua vez, o econômico é aquele em que o custo de oportunidade acaba sendo acrescido à soma. Ele nada mais é do que uma correção monetária que deverá ser considerada junto com todas as despesas fixas do seu negócio.

Devemos partir de um seguinte raciocínio: se o empreendedor não investisse na empresa em questão, ele poderia aplicar o seu dinheiro dentro de um investimento que iria lhe render alguma coisa, algo que girasse em torno de 15% ao ano. Esse último ponto de equilíbrio considera essa margem. Trocando em miúdos, isso quer dizer que para que você empate o caixa e termine zero a zero, quando você paga todas as suas despesas existentes e ainda assim, consiga ter uma remuneração compatível ao percentual que o dinheiro poderia lhe render se tivesse aplicado no mercado.

Como calcular ?

Antes de mais nada, é necessário que você apure dois valores importantíssimos:

– Despesas fixas: é nesse momento que você deverá considerar os custos para manter a empresa em operação. É nesse momento que entram despesas fixas, como a locação do espaço físico, os produtos de higiene e limpeza, contas de água, luz, internet, entre outros.

Aqui não irá entrar algumas despesas, como os produtos que serão revendidos ou até mesmo a matéria prima para a sua produção. Tais custos estarão embutidos no preço de venda, no preço total do seu produto.

– Margem de contribuição: aqui nós iremos somar tudo aquilo que ganhamos com o lucro da venda dos produtos. Além de essencial para que a gente consiga encontrar o ponto de equilíbrio da empresa, ele é muito útil para que a gente consiga calcular o preço de venda dos produtos no mercado.

Para se ter esse resultado, você deve somar todos os custos envolvidos na produção e as despesas consideradas variáveis (como por exemplo, os impostos que incidirão sobre a venda) e soma, em cima desse valor, a margem de contribuição. Em primeiro lugar, esse valor que excede irá para o pagamento das contas fixas das empresas e depois, para o lucro final, que é a remuneração do empresário, ou o pró-labore.

A fórmula ideal

O cálculo usado para a obtenção desse ponto é simples e prático. Para ele, você deve somar as despesas fixas do seu negócio e dividi-las pela margem de contribuição. Desse modo, resumimos assim:

Ponto de equilíbrio= Despesas fixas/ margem de contribuição

Se você optar por fazer o controle financeiro, basta desconsiderar a depreciação  e demais gastos não desembolsáveis. Já pelo aspecto econômico, você deverá acrescentar um pequeno percentual. Vamos a um exemplo prático: se as despesas somadas totalizam R$ 50.000,00 mil em um ano, definindo o custo de oportunidade em 15%, seus custos ficos ao final serão de R$ 57.000,00 reais.

Como devemos aplicar?

Agora que você sabe que o ponto de equilíbrio é quando todas as contas batem, o que podemos fazer com isso? Simples, é a partir desse ponto que conseguimos concluir a margem de contribuição e se ela é igual aos gastos fixos. Se a resposta for positivo, quer dizer que o seu ponto de equilíbrio está pleno e a saúde financeira da sua empresa está estável.

Mas não para por aqui. Podemos usá-la em porcentagem, forma pela qual ela é mais utilizada. Vamos ao exemplo: se você gasta R$ 10,00 reais para produzir o produto que você irá revender, vendendo-o ao final por R$ 13,00, então a sua margem de contribuição é de R$ 3,00 reais, equivalente a 23% do seu preço de venda.

Agora, para finalizar, vamos juntar todos os cálculos. Suponhamos que uma empresa X gasta R$ 50 mil por ano, e sua margem de contribuição é de 23%. Façamos a seguinte conta:
Despesas fixas= R$ 50.000,00
Margem de contribuição= 23%
Ponto de Equilíbrio= despesas fixas / margem de contribuição PE= R$ 214.391,30
O que isso quer dizer? Que para que a empresa feche de forma saudável esse ano, a empresa deverá ter uma receita bruta de R$ 217.391,30 por ano, pelo menos.

Veja um vídeo do Sebrae sobre o assunto

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Escrito por eGestor
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