tributação

A tributação empresarial ainda é um tema que gera muitas dúvidas, não é verdade? Uma das principais dúvidas dos empreendedores em relação ao assunto é sobre os regimes tributários em que estão inseridas: Simples, lucro presumido ou lucro real? Como essa é uma escolha que não pode ser alterada no decorrer do ano fiscal, representando o valor dos impostos pagos, é muito importante que os gestores do negócio considerem tanto as vantagens como as desvantagens de cada modelo a fim de tomarem a decisão mais acertada.

Nesse cenário, vale apontar que o Simples só serve para empresas com faturamento bruto de até 3,6 milhões de reais por ano. Todas as outras empresas precisam optar por lucro presumido ou lucro real — sendo que empresas de factoring, financeiras ou com um faturamento bruto maior que 78 milhões de reais precisam, obrigatoriamente, utilizar o modelo de lucro real. Quer saber mais sobre as diferenças entre um modelo e outro? Então acompanhe agora mesmo nosso artigo:

Lucro presumido

O lucro presumido é uma forma de tributação mais simplificada que se situa entre o Simples Nacional e o lucro real. Nessa modalidade, a tributação é tabelada de acordo com um percentual legalmente estabelecido sobre o valor das vendas realizadas, independentemente da apuração do lucro e variando de acordo com a atividade.

Esse regime se aplica a empresas de pequeno e médio portes, já que possui uma relação de custo-benefício melhor que a do Simples e que a do regime de lucro real. O lucro presumido também é indicado para empresas prestadoras de serviço que possuem os maiores custos em sua folha de pagamento.

Empresas que atuam no mercado financeiro — como bancos, financeiras, factoring e corretoras, por exemplo —, empresas que faturam mais de 78 milhões de reais por ano, empresas que possuem algum tipo de benefício fiscal e empresas com capital oriundo do exterior não se encaixam na modalidade de lucro presumido, utilizando, portanto, o lucro real.

Lucro real

Segundo a Receita Federal, por lucro real se entende o próprio lucro tributável, para fins de legislação do imposto de renda, distinto do lucro líquido apurado contabilmente. Ou seja, a tributação das alíquotas se dará após a apuração do lucro, não do faturamento.

Entre contabilistas, o consenso é de que lucro real é a forma de tributação mais justa, por atender às características do imposto sobre a renda de pessoas jurídicas do resultado efetivo e não de um resultado teórico, como no caso do lucro presumido. Porém, por exigir uma burocracia muito maior em relação às outras modalidades, muitas empresas optam pelo Simples ou pelo lucro presumido. Outras empresas, com um faturamento pequeno, preferem o Simples Nacional porque os custos burocráticos exigidos pelo lucro real acabam sendo maiores do que as tributações devidas.

O lucro real ainda pode ser dividido em lucro real anual e lucro real trimestral. No anual, a empresa deve antecipar os tributos mensalmente, de acordo com o faturamento mensal e aplicando percentuais predeterminados de acordo com o enquadramento da atividade de atuação — semelhante ao lucro presumido. Já no regime de lucro real trimestral, os tributos são calculados com base no resultado do trimestre, isoladamente. Dessa forma, há quatro apurações, não havendo antecipação mensal.

Para não ter problemas no futuro, faça sua escolha tendo em mãos informações concretas e pensando no que é melhor para a empresa e na saúde do seu caixa! Em caso de insegurança, que tal consultar um conselheiro contábil?

Agora comente aqui e nos conte se ainda ficou alguma dúvida! Já deu para saber onde sua empresa se encaixa? Compartilhe seus questionamentos e suas impressões e experiências conosco! Participe!

Conheça o eGestor, um software online para gestão de micro e pequenas empresas.

Escrito por eGestor
O eGestor é um software online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em http://www.egestor.com.br