Taylor e Fayol: quem foram e qual a importância para a administração

Frederick W. Taylor (1856-1915) e Jules Henri Fayol (1841-1925) foram os precursores das abordagens clássica e científica da Administração. Frederick Taylor publicou, em 1903, o livro Gerência de Fábrica (Shop Management), no qual expôs um estudo que relacionava movimentos e tempos de serviços realizados por operários.

Em Estudo de Movimentos e Tempos, Taylor conclui que uma empresa deve padronizar os processos de produção de modo a produzir mais em menos tempo. A obra Gerência de Fábrica marca o início da Escola da Administração Científica.

A Administração Científica preocupava-se em:

  • Estudar o tempo padrão de produção
  • Supervisionar a funcionalidade da linha de produção
  • Uso de ferramentas e equipamentos padronizados
  • Planejamento dos processos de trabalho
  • Definição de cargos e atribuições
  • Premiação de funcionários

Os elementos principais da Teoria Clássica da Administração são:

  • Administração: prever, organizar, comandar, coordenar e controlar.
  • Comercial: compra, venda e troca
  • Contábil: registros, balanços, custos e estatística
  • Segurança: proteção da propriedade e das pessoas
  • Técnica: produção de bens ou de serviços

Primeira fase de Taylor

Segundo Frederick Taylor, a empresa deveria para pagar altos salários aos funcionários e conhecer os custos unitários de produção. Para isso, a Taylor destaca que seria necessário:

  • Aplicar métodos científicos de pesquisa e experimentos para padronizar os processos produtivos e controlar as operações realizadas pelos operários.
  • Selecionar operários para funções específicas, garantindo condições adequadas de trabalho, materiais e equipamentos padronizados para a execução das tarefas, também padronizadas.
  • Harmonizar o clima organizacional a fim de facilitar a comunicação, cooperação e assimilação de técnicas aplicadas aos processos de produção.

Segunda fase de Taylor

A segunda fase da teoria de Taylor foi marcada pela edição, em 1911, do livro Princípios da Administração Científica. Ele concluiu que, para racionalizar os processos de produção, a empresa deveria ser reestruturada. Embora tenha se concentrado em estudos sobre Administração Científica, Taylor não deixou de destacar a importância do desempenho dos operários para o sucesso do empreendimento.

Segundo Taylor, as indústrias daquela época apresentavam três problemas sérios: baixa produtividade, falta de padronização técnica e métodos empíricos de gestão. Em seus estudos, ele conclui que a produtividade dos operários correspondia a um terço do que realmente poderiam produzir, sendo que o alto nível de ociosidade decorria do temor que os próprios funcionários tinham do desemprego à medida que a produção executada parcialmente por máquinas aumentasse.

Ao mesmo tempo, os próprios gestores das indústrias não enxergavam as deficiências do sistema de administração que resultava em alto nível de ociosidade. Também não faziam um controle de produção, incluindo os procedimentos e o tempo necessário para a execução das tarefas.

Os serviços eram administrados de forma empírica e, por esta razão, havia um grande desperdício de tempo e recursos (humanos, materiais e financeiros). As indústrias não possuíam rotinas de trabalho, não empregavam técnicas de produção e os processos não eram padronizados.

Taylor defendia a implantação da Administração Científica, porém, de forma gradual. Ele acreditava que as mudanças devem ocorrer em cinco anos para que fossem melhor assimiladas pelos integrantes da organização, evitando-se, assim, conflitos internos e insatisfação. Nesse contexto, surge a Organização Racional do Trabalho.

A Administração Científica, proposta por Taylor, compreende os seguintes elementos:

  • Produção padronizada
  • Estudo e controle de tempo
  • Produção supervisionada
  • Instrumentos e ferramentas padronizados
  • Planejamento da rotina de produção
  • Uso de instrumentos, como a régua de cálculo para economizar tempo
  • Fichas de procedimentos para cada serviço
  • Premiação de operários pela eficiência e produtividade
  • Métodos de classificação de materiais e produtos manufaturados

Princípios de Taylor

  • Princípio do Planejamento: Métodos empíricos e o improviso devem ser substituídos por procedimentos técnicos e científicos.
  • Princípio da Preparação: Mão de obra deve ser capacitada e treinada para melhor executar as tarefas padronizadas. O arranjo físico da indústrias, máquina, equipamentos e materiais devem atender às necessidades de produção.
  • Princípio do Controle: Controlar a execução de todas as tarefas a fim de assegurar que as mesmas sejam realizadas conforme o padrão estabelecido.
  • Princípio da Preparação: Mão de obra deve ser capacitada e treinada para melhor executar as tarefas padronizadas. O arranjo físico da indústrias, máquina, equipamentos e materiais devem atender às necessidades de produção.
  • Princípio da Execução: A empresa deve definir cargos, atribuições e responsabilidades relacionadas aos mesmo, e alocar os operários conforme suas aptidões profissionais.

Henri Fayol: Teoria Clássica da Administração

Segundo Henri Fayol, a empresa possui seis funções básicas:

  • Técnica: abrange a produção e/ou prestação de serviços
  • Comercial: engloba as atividades de venda, compra e troca
  • Contábil: abrange a escrituração contábil (balanços, demonstrativos, inventários, custos, dados estatísticos.
  • Financeira: gerenciamento das finanças e busca por capital
  • Segurança: ações que objetivam a conservação e proteção de bens
  • Administrativa: responsável pelo planejamento, direção e controle das demais funções da empresa.

Para Henri Fayol, as funções universais da administração são as seguintes:

  • Prever: estabelecer um plano de ação para atender as demandas futuras.
  • Organizar: definir rotinas de trabalho, de modo a otimizar o tempo, evitar os desperdícios, eliminando ações que não agregam valor
  • Comandar: fazer com que todos os setores da empresa funcionem e levem a empresa a atingir seus objetivos e metas de produção, vendas e lucro.
  • Coordenar: sincronizar e harmonizar os processos interdependente para que todo o trabalho seja executado com mais facilidade e efetividade.
  • Controlar: verificar se todos os procedimentos são executados conforme as normas, detectar falhas e corrigi-las a tempo, antes que ocorram graves prejuízos à empresa.

Os princípios gerais da administração, segundo Henri Fayol:

  •  Princípio da divisão de trabalho: os cargos devem ser ocupados por pessoas capacitadas para exercer as funções a fim de se obter maior eficiência no trabalho.
  • Princípio da autoridade: a alta direção tem o direito de dar ordens, as quais devem ser obedecidas pelos subalternos, sendo que o direito e o poder inerentes à alta direção devem ser exercidos com total responsabilidade.
  • Princípio da disciplina: cabe aos membros da organização respeitar, colaborar e cumprir suas obrigações e os acordos estabelecidos.
  • Princípio da unidade de comando: as ordens devem partir de apenas um superior.
  • Unidade de direção: as atividades de cada setor devem ser comandadas por uma pessoa.
  • Princípio da subordinação: os interesses individuais devem ficar em segundo plano; em primeiro lugar estão os interesses da alta direção e os coletivos.
  • Princípio da remuneração: empregados devem receber uma remuneração justa, condizente com as tarefas que executam
  • Princípio da centralização: a autoridade concentra-se no topo da hierarquia.
  • Princípio da escala de comando: a autoridade é definida do alto ao mais baixo escalão da empresa.
  • Princípio da ordem: recursos humanos e materiais devem ser alocados nos locais adequados, onde realmente são necessários.
  • Princípio da equidade: funcionários devem ser tratados com justiça e respeito para que seja possível fortalecer os laços de lealdade.
  • Princípio da estabilidade: quanto menor for a rotatividade de mão de obra melhor para a empresa, que contará com pessoal capacitado, treinado e experiente.
  • Princípio da iniciativa: visão sistêmica e a capacidade para definir plano estratégico.
  • Princípio do espírito de equipe: uma organização ganha força quando existe união entre seus integrantes e comprometimento com a cultura organizacional.

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