Como avaliar e cuidar da saúde financeira da empresa

É possível comparar uma empresa a um organismo vivo. Afinal, ela também é capaz de adoecer e se debilitar. Uma organização com saúde abalada pode decair até a ruína, chegar à bancarrota e sair de vez do mercado. Por isso, é fundamental que o gestor saiba reconhecer os sintomas de desgaste da sua empresa e possa recorrer às medidas necessárias. Você sabe como avaliar e cuidar da saúde financeira da empresa? Leia este artigo e descubra algumas boas dicas:

Entenda o que é uma empresa saudável financeiramente

Considere como ela está desempenhando em suas tarefas, especialmente na captação de recursos, na produtividade e no fluxo de caixa. Uma empresa saudável consegue produzir a contento, captar os recursos necessários às suas operações, vender bem seus produtos e gerar lucros suficientes para se manter atuante. Ela deve estar em dia com suas contas, conseguindo equilíbrio entre receitas e despesas.

Atente-se para suas dívidas e lucros

Apesar de não ser bom sinal, as dívidas nem sempre determinam a má saúde da empresa. Se ela está endividada, mas ainda consegue produzir e alcançar lucros compensatórios, sua saúde vai bem. Porém, tome cuidado! Muitas dívidas não sanadas são sinal de descontrole e, com o tempo, podem ser responsáveis pela debilidade da empresa.

Tenha um ótimo planejamento

É necessário que haja um planejamento que vise o controle do fluxo de caixa, que considere os imprevistos e permita maior capacidade de enfrentar os riscos. Uma empresa corre riscos diversos, como dívidas não pagas por parte dos clientes, mercadorias estragadas, queda nas vendas etc. E há imprevistos, como assaltos, atraso na entrega dos produtos, saída de um funcionário etc. Ao investir, procure empreendimentos mais seguros; aplique seu capital em investimentos que afetem sua empresa positivamente, contribuindo para a economia e geração de lucros.

Separe o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal

A empresa garante sua sobrevivência, mas isso não quer dizer que todo dinheiro dela possa ser usado sem critérios. Seu dinheiro pessoal virá, principalmente, dos lucros auferidos. E, para que haja lucros, é preciso saber dividir entre as finanças pessoais e as do seu negócio. Se começar a tirar dinheiro descontroladamente do caixa para compras pessoais ou para pagamento de dívidas estranhas às operações da empresa, isso virá a afetar seriamente a saúde dela.

Faça planilhas para controle

Hoje, há diversos softwares que ajudam a elaborar planilhas de controle. Por meio delas, irá controlar:

  • o fluxo de caixa e todo o ativo da empresa;
  • as dívidas a serem pagas e aquelas que ainda serão feitas;
  • o pagamento de salários;
  • a capacidade mercadológica da empresa;
  • a produtividade;
  • a rentabilidade;
  • a inadimplência dos clientes.

A partir da análise dessas planilhas, será possível tomar medidas conforme o caso. Talvez, seja preciso cortar gastos imediatamente com o pessoal ou com as mercadorias; talvez seja aconselhável trocar de fornecedor ou talvez a redução de lucros seja uma alternativa para aumentar as vendas.

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Cuide de seu controle de caixa e da gestão do estoque

Conserve um monitoramento bem equilibrado sobre receitas e despesas. Se as despesas estão muito acima das receitas, é sinal de que há algo de errado, e o melhor é reavaliar a origem dos gastos e reconsiderar as vendas. O caixa serve para avaliar os recursos de sua empresa. O caixa cheio pode ser indício de:

  • boa rentabilidade, que contrabalança as despesas;
  • captação de recursos através de financiamentos;
  • venda de imobilizado.

É por isso que um caixa positivo nem sempre significa alta lucratividade ou que há saúde financeira estável na empresa. Além disso, controle o estoque. Ele representa a quantidade de produtos armazenados de que sua organização dispõe. Acompanhe a situação de seu estoque sempre em comparação às vendas dos produtos. Não é sinal de riqueza ter um estoque lotado e vendas estagnadas ou em declínio. Essa deve ser a relação entre estoque e vendas:

  • Mantenha o estoque abastecido, se tiver vendas suficientes. Se possuir muitas vendas e não abastecer o estoque, a tendência é que perca os clientes;
  • Por outro lado, se seu estoque está cheio há muito tempo, sem saída de produtos, é um sinal de que está vendendo pouco e os prejuízos já devem se fazer sentir (principalmente, com aquelas mercadorias que correm o risco de estragar).

O correto é ter um estoque sempre renovado (isso significa que as suas vendas andam em alta). Já um estoque sempre cheio pode ser interpretado como vendas em queda (ou acumulação de mercadorias). Lojas de roupas e outros artigos, por exemplo, costumam improvisar queimas de estoque, ou seja, vender produtos a preços menores a fim de liberar espaço ou simplesmente para não acumulá-los em seus depósitos.

Planilha de controle de estoque gratuita para download

Saiba mais sobre endividamento, financiamento e falência

O que alguns empresários menos experientes e mais afoitos fazem é tentar enriquecer ou melhorar sua empresa acumulando dívidas que não podem pagar. Isso gera uma bola de neve que vai crescendo até engolir toda a empresa. O mais correto é manter controle sobre suas contas, mantendo-as sempre pagas e evitando contrair dívidas inúteis. Uma empresa precisa de fornecedores, e para preservá-los você deve manter boa relação — um dos sinais desse bom relacionamento é o pagamento de suas compras corretamente. Um bom cliente cativa o fornecedor. Não se iluda, achando que trocar de fornecedor por causa de sua própria inadimplência vai resolver — nesse caso, o resultado será a perda de todos os fornecedores.

Sem dúvida, as dívidas continuam sendo um dos principais motivos da falência de muitas empresas. O importante é que sejam feitas com a finalidade de melhorar o negócio. Financiamentos para pequenas e micro empresas podem ajudá-las a comprar material de que precisem, máquinas e mesmo produtos. O financiamento pode ser uma forma de poupar e aumentar seu próprio capital de giro. Mas esteja atento ao que está financiando e em que está investindo.

Compare os ativos e passivos de sua empresa

Toda empresa possui bens ativos e passivos. Os ativos representam os bens de uma empresa:

  • Caixa (dinheiro, cheques, saldo em conta bancária e investimentos);
  • Estoque;
  • Duplicatas a receber (dos clientes);
  • Imobilizado (ativo usado durante as atividades da empresa).

Os passivos representam as dívidas:

  • Empréstimos (representados por empréstimos comuns ou financiamentos);
  • Duplicatas a pagar (dos fornecedores);
  • Contas a pagar (funcionários, impostos, taxas, etc.).

Se os passivos estão acima dos ativos, a empresa certamente não anda bem.

Procure boas consultorias financeiras

Busque ajuda especializada de consultores no ramo. Há muitas empresas que ajudam a efetuar o controle financeiro, oferecendo recursos eficientes. Se você está iniciando na gestão ou nos meandros das finanças, é melhor prevenir do que remediar.

Se sente que seu negócio vai mal, é hora de avaliar os aspectos citados e mudar a situação. Como está a saúde financeira da empresa em que você trabalha? Deixe um comentário, compartilhe sua opinião, conte suas experiências!

Escrito por eGestor
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