Entenda como funcionam os processos de exportação para pequenas empresas

Para fazer com que o seu empreendimento cresça e tenha mais lucros é necessário avaliar a possibilidade de olhar para outros mercados, descobrir novos potenciais clientes. Isso inclui considerar também aqueles que estão um pouco mais longe, em outros países.

No entanto, se você tem dificuldades de chegar até eles, aproveite esta matéria e confira as informações básicas que você precisa saber sobre o processo de exportação!

Os processos de exportação para pequenas empresas

Antes de entrarmos diretamente nos trâmites, vamos começar este artigo trazendo alguns incentivos para o seu negócio nos processos de exportação:

  • IOF com tarifas zeradas para suas operações de câmbio relacionadas a exportações;
  • não incidência de Cofins nas receitas de exportações;
  • ausência de cobrança de ICM para produtos industrializados ou semi-industrializados.

Entendido que existem esses benefícios, concentremos a atenção nos três pontos-chave que te colocarão no caminho certo. O primeiro deles é que você precisa entender melhor um pouco sobre o que pretende fazer, a legislação do país para o qual deseja exportar, o mercado estrangeiro e outros detalhes sobre produtos, por exemplo.

Para ter essas informações, acesse o ALICE-Web. Assim, você conseguirá, inclusive, saber como anda o mercado para o seu produto específico, se há outras empresas atuando nesse ramo e outros detalhes relevantes.

O segundo ponto é que, para estar devidamente habilitada, a sua empresa vai precisar do Registro de Exportador — o qual você consegue junto à Delegacia da Receita Federal ou pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Passando por essas etapas você já terá percorrido boa parte do caminho. Nesse momento, chegamos ao terceiro item: confira com os seus contadores se sua documentação está em dia e veja se há a necessidade de atualizar alguma certidão, por exemplo.

Alguns documentos poderão ser solicitados a qualquer momento, então é melhor deixar tudo organizado. Quanto aos papéis mais específicos para a concretização da exportação, é bom que você já vá se familiarizando com alguns nomes. Por isso, deixamos aqui duas listas de documentos que você precisará ter em mãos:

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Documentos exigidos do exportador

  • carta de crédito;
  • contrato de câmbio;
  • letra de câmbio;
  • fatura proforma;
  • documentos relativos ao Contrato de Exportação;
  • REI — Inscrição no Registro de Exportadores e Importadores da SECEX/MDIC.

Documentos relativos aos contratos de exportação

  • nota fiscal;
  • certificado de origem;
  • conhecimento de embarque;
  • apólice/certidão de seguro;
  • carta de entrega (borderô);
  • registro de exportação no Siscomex;
  • legislação consular;
  • commercial invoice (fatura comercial);
  • packing list (romaneio);
  • SD — Solicitação de Despacho;
  • RV — Registro de Venda;
  • RC — Registro de Operação de Crédito;

Se você achou que é muita coisa, não desanime — é só uma questão de hábito. Além disso, caso você possua um bom software de gestão, tudo fica mais tranquilo.

O caminho correto no processo de exportação

Diante de tantos documentos e processos, é preciso atenção para garantir que tudo seja feito corretamente. Para te ajudar, montamos uma sequência que você pode seguir para conferir se cuidou de todos os detalhes.

Veja:

1. Avaliar as finanças e a capacidade de produção do negócio

Antes de começar a tirar seus planos de exportação do papel, a primeira coisa a ser feita é conferir se a sua estrutura está preparada para esse novo passo. Como será necessário tomar algumas ações que vão impactar seu fluxo de caixa, confira se há uma reserva para dar início a esse processo.

Além disso, confira também se a sua produção suporta um ritmo mais acelerado e se há disponibilidade de espaço no estoque, pois você precisa continuar dando conta do mercado nacional e da nova demanda que virá de fora.

2. Pesquisar o mercado exterior

As fórmulas e as metodologias empregadas dentro do país podem não surtir o mesmo efeito além das nossas divisas. Por isso, confira se o seu novo público tem uma boa aceitação do que você tem a oferecer. Veja se não existem barreiras culturais, se o câmbio é favorável, se há impedimentos legais ou uma legislação mais restritiva.

3. Faça as adequações necessárias no seu produto ou serviço

Os clientes de outros países pode ter gostos e práticas diferentes dos nossos. Caso o seu público exija, faça as modificações necessárias para ter maior permeabilidade em seu mercado. Pode ser necessário alterar sua embalagem, as instruções de uso, o rótulo ou as medidas do produto, por exemplo.

4. Adapte o seu marketing

Assim como o seu produto, todo o seu marketing precisa ser conferido. É muito importante que você entenda que está tentando conquistar um novo cliente e, por isso, deve falar a língua dele, literalmente.

Prepare uma versão traduzida do seu site, confira se as cores estão certas e até mesmo o nome do produto ou serviço. Pode ser que você precise fazer algumas alterações bastante consideráveis para conseguir ser mais bem-aceito.

5. Defina seu preço

Seus custos são outros, os procedimentos para a venda também. Há a questão da diferença dos valores de moedas, das operações de troca cambial e, com isso, até o seu canal de vendas poderá exigir outra configuração.

Considerando todas essas novas variáveis, é preciso repensar o preço de venda. Ainda que algumas coisas se mantenham iguais — como, por exemplo, custos diretos de mão de obra na produção —, toda a dinâmica de valores investidos na exportação precisa ser calculada com muita atenção.

6. Escolha seu canal de distribuição

Para alguns tipos de produtos, sua empresa pode optar por meios mais tradicionais de enviar remessas — como, por exemplo, os Correios. Você pode, ainda, encontrar algum escritório de representação no país que pretende abastecer e optar por alguma outra transportadora.

Por outro lado, pode ser que o seu negócio trabalhe oferecendo serviços. De qualquer maneira, independentemente do caso, preste atenção à solução a ser adotada para a sua distribuição.

Na hora de definir a sua logística, confira se seus produtos ou serviços não serão prejudicados, se as entregas serão feitas no prazo correto, se a modalidade é segura e também se oferece um valor que justifique a sua contratação.

7. Cuide dos processos administrativos

Depois de tudo isso, é hora de montar a sua rotina de trabalho. No início as coisas podem parecer um pouco confusas, mas aos poucos tudo chega ao seu devido lugar. A repetição dos procedimentos faz com que sua empresa consiga um ritmo mais rápido nas operações futuras.

Órgãos de apoio para exportações de MEI e pequenas empresas

Agora que você já conseguiu entender um pouco mais sobre o assunto, vamos passar uma lista de vários sites e instituições que podem te ajudar a desbravar novas fronteiras.

Confira:

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