5 razões para separar seu dinheiro da sua empresa

Todo negócio bem-sucedido respeita algumas regras básicas de administração, a fim de se tornar sustentável. Para manter e avaliar a saúde financeira, por exemplo, é fundamental que o controle do capital pessoal e empresarial ocorra separadamente. Foi pensando nisso que elaboramos esse artigo com 5 razões para separar seu dinheiro da sua empresa.

Não são poucos os empreendedores que ainda cometem o erro de misturar as contas pessoais com aquelas do seu empreendimento. Seja tomando de “empréstimo” do caixa para arcar com despesas cotidianas ou retirando do orçamento doméstico para os negócios. Mesmo que esta prática pareça inofensiva, a princípio ela pode ser bastante perigosa.

Em microempresas chega a ser difícil saber onde terminam os gastos do proprietário e começam aqueles da organização. O problema de toda essa indefinição começa pela dificuldade de se determinar o que está entrando e saindo.

Um negócio sem essa visão não consegue saber onde obtém lucro ou prejuízo. E a saúde financeira não é a única que fica em risco neste cenário. O aspecto legal pode acabar gerando problemas ainda mais sérios para o seu empreendimento.

Na contabilidade, por exemplo, é necessário respeitar a separação entre gastos de pessoa física e jurídica. Do contrário, os contadores envolvidos podem ser advertidos pelo Conselho Regional de Contabilidade. Os problemas com o fisco são ainda piores e aqui temos o primeiro motivo para realizar a separação. Confira essa e outras razões mais a seguir!

1. Você evita problemas com a receita

A falta de separação entre ganhos e despesas começa a gerar problemas na hora de discriminar imposto de renda e tributos. O cálculo errado em qualquer um deles acabará levando o outro ao equívoco também, ou seja, de um modo ou de outro, você estará correndo um risco grande de se encrencar com a receita. Seja porque os seus gastos pessoais destoam dos ganhos ou por cálculos imprecisos dos tributos devidos.

A situação é tão grave que a sua empresa pode ser enquadrada por crime contra a ordem tributária. Para piorar, a falta de separação do dinheiro vai dificultar a comprovação do faturamento da empresa e esta será mais uma fonte de embaraço com os órgãos de fiscalização.

Além de todas as possíveis sanções e formas de punição, existem casos onde os seus bens pessoais estarão ameaçados, como nos processos de recuperação, por exemplo. Nesta situação particular, os credores demandam a descaracterização da responsabilidade jurídica. Significa dizer que eles exigem que os bens dos sócios passem a ser considerados para o pagamento de dívidas.

2. Você não perde a noção do fluxo de caixa

Pode até ser que você não passe pelas situações descritas no tópico anterior. Isto não significa que não existam outras razões para separar seu dinheiro da sua empresa. Com todas as entradas e saídas mensais, a junção vai fazer com que você tenha uma noção imprecisa do fluxo de caixa.

Basta que você encare os gastos pessoais, como saídas da empresa, para começar a confusão. Afinal, haverá despesas incorporadas que não se originam no negócio. A indefinição vai acabar afetando de tabela a sua reserva de caixa, pois ao invés de guardar parte do excedente, você estará gastando com assuntos pessoais.

Em consequência disso, o negócio ficará vulnerável às oscilações do mercado. Há risco ainda de que não disponha de capital suficiente para lidar com os imprevistos. Na hora de fazer investimentos o negócio também estará desfalcado. E neste caso particular, a sua empresa pode acabar perdendo oportunidades valiosas de crescimento e modernização.

3. É melhor para definir o Pró-Labore

Na maioria dos pequenos negócios, os proprietários cometem o engano de achar que todo rendimento da empresa é renda pessoal. A organização precisa que parte do dinheiro ganho seja reinvestido ou poupado. Sem esse cuidado, a sustentabilidade do empreendimento no longo prazo fica ameaçada.

O procedimento correto a se adotar então, é o Pró-Labore, uma remuneração pré-estabelecida. Ele é basicamente o salário dos sócios e deve ser calculado de acordo com o negócio e a área de atuação.

Salientamos que essa medida não é benéfica apenas para os negócios. O salário pré-fixado pode ajudar os empreendedores a administrar melhor os seus recursos e isso acontece porque eles devem aprender a lidar com a renda do pró-labore sem recorrer ao caixa da organização.

Assim, as dívidas pessoais ficam apenas neste âmbito, sem “contaminar” as contas do negócio. Por isso, temos aqui mais uma das razões para separar seu dinheiro da sua empresa. E se você vai se beneficiar enquanto pessoa física, é certo que a pessoa jurídica não fique atrás.

4. É melhor para a sua pessoa jurídica

Toda empresa necessita de crédito. Parte das vantagens de se estabelecer pessoa jurídica é ter acesso às linhas e condições exclusivas para empreendedores. A liberação de empréstimos e financiamentos, no entanto, depende da reputação que você constrói com o banco.

Uma das formas de conseguir esses benefícios é justamente com a separação entre as contas. Para empreendedores iniciantes então, a regra é ainda mais válida. Sem esta distinção, é improvável que você consiga acesso aos cartões de créditos corporativos.

Relembramos ainda que a pessoa jurídica tem um aspecto particular de risco envolvido, pois onde não houver separação de despesas, poderá ocorrer responsabilização pessoal do empreendedor. Não vale a pena correr esse risco e ainda perder os benefícios da sua pessoa jurídica.

5. Dá mais clareza a situação financeira da empresa

Encerrando as 5 razões para separar seu dinheiro da sua empresa, temos a clareza com que você passará a entender a situação financeira do negócio. Em todos os tópicos anteriores fica evidente que a falta de separação atrapalha a organização das finanças. Isto significa que você nunca terá a real dimensão da saúde financeira do empreendimento, o que agrava muitos problemas citados.

Agora que você conhece as principais razões para separar seu dinheiro da sua empresa, fique atento na hora de fazer a contabilidade. Todo cuidado é pouco ao lidar com o capital empresarial, se você quiser manter sempre uma compreensão clara das suas finanças.

Escrito por eGestor
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