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Direito Empresarial: O que o empreendedor precisa saber?

Direito Empresarial: O que o empreendedor precisa saber?

Quem está começando a empreender e, portanto, está a caminho de abrir seu próprio negócio tem várias dúvidas em relação ao que deve ser feito. Documentação, quantidade de funcionários, tributação, espaço em que irá funcionar a empresa… Esses são apenas alguns exemplos do que os empresários precisam correr atrás assim que decidem tirar do papel aquela grande ideia.

A verdade é que o dono de uma empresa precisa estar inteirado de todos os assuntos. E por mais que sua tarefa seja administrar, é interessante que ele tenha conhecimento em outras áreas, como a publicidade – para pensar em técnicas de divulgação de produtos e serviços – e o direito empresarial.

Vale comentar que o direito empresarial é amplo e complexo e também é conhecido como direito comercial. É a área do direito que determina os pontos importantes para a realização das atividades empresariais. Envolve várias ramificações que são estudadas pelos profissionais de direito. No entanto, os empreendedores precisam entender apenas algumas de suas vertentes, que são essenciais para garantir que seu negócio funcione corretamente.

Entenda agora o que micro e pequenas empresas – e os empresários que são responsáveis por administrá-las – precisam saber sobre esse tema. A ideia é se focar em aspectos essenciais e indispensáveis e contribuir para o desenvolvimento de melhores estratégias para seu negócio.

Dentre os principais aspectos que precisam ser conhecidos pelos empreendedores sobre o direito empresarial estão:

A diferença entre empresa e estabelecimento empresarial

Para aqueles que não têm muito conhecimento sobre direito empresarial, o termo empresa e estabelecimento empresarial são sinônimos. No entanto, é preciso ter em mente que para o direito empresarial trata-se de situações diferentes.

O termo empresa para um empreendedor envolve o espaço físico, o local em que opera seu negócio. Dessa forma, estabelecimento empresarial envolveria a mesma situação.

Para o direito empresarial, a empresa envolve o ramo do negócio, a atividade que é exercida pelo empresário, aquilo que ele faz, ou seja, é aquilo que é registrado em contrato. Já o estabelecimento empresarial envolve o espaço físico onde essa atividade é exercida.

Como regularizar o negócio

Abrir uma empresa envolve muito mais do que ter uma ideia e colocá-la em prática. É preciso verificar tudo o que é preciso para regularizar seu negócio. Para que se possa atuar em qualquer mercado é necessário que a empresa esteja registrada e regularizada.

O primeiro passo é fazer um registro na Junta Comercial da cidade em que a empresa se encontra e em seguida se cadastrar na Secretaria da Fazenda e na Previdência Social. Esses registros garantem que a empresa atue de forma legalizada e não tenha problemas posteriores que exijam seu fechamento – temporário ou definitivo.

Tudo precisa estar registrado em papéis que o empresário deve guardar consigo. Todos os registros e cadastros são uma prova de que a empresa existe e está de acordo com todas as normas para seu ramo de negócio.

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Quem pode e quem não pode ser empresário

A grande maioria das pessoas pode se tornar um empresário e abrir seu próprio negócio, no entanto é preciso ter conhecimento daqueles que estão impedidos de exercer essa atividade, principalmente quando a ideia é trabalhar com outros sócios.

Qualquer pessoa que seja considerada capaz – maior de idade e não impedida judicialmente – pode exercer a atividade empresarial. No entanto, estão proibidos de serem empresários:

  • Funcionários públicos;
  • Senadores e deputados;
  • Militares atuantes;
  • Falidos não reabilitados;
  • Médicos relacionados ao ramo farmacêutico;
  • Leiloeiros;
  • Devedores do INSS;
  • Estrangeiros não residentes no Brasil;
  • Aqueles que são considerados Incapazes ou Relativamente Incapazes (menores de 16 anos, que não possuam discernimento por seus atos, que não podem expor suas vontades, maiores de 16 anos, mas menores de 18 anos e viciados em tóxicos).

Vale comentar que aqueles que estão impedidos de serem empresários podem ser acionistas ou cotistas, ou seja, podem participar de uma sociedade anônima.

Ainda assim, no caso de quem está iniciando um novo negócio o mais comum é que se trate de uma sociedade limitada, sendo necessário se atentar a quem pode fazer parte dela. Quem se enquadra em alguma das categorias proibidas de exercer atividade empresarial e descumpre a lei está sujeito a responder legalmente por isso.

Tipos de Sociedade

São cinco os tipos de sociedade existentes para a formação de uma empresa. É interessante que o empreendedor tenha conhecimento sobre cada uma para que assim saiba exatamente em qual delas sua empresa melhor se encaixa.

Uma empresa pode ser categorizada em:

  • Sociedade limitada – na qual cada sócio tem responsabilidades que variam de acordo com o capital que foi investido, sendo ideal para novos negócios e empresas mais simples. O sócio que investiu maior capital é aquele que possui maior poder de decisão sobre a empresa e em caso de falência ou fraude é também o que assume a maior parte da responsabilidade.
  • Sociedade ilimitada – em que todos os sócios respondem sem restrições pelo que condiz o negócio, ou seja, não há dependência do capital investido e todos podem participar igualmente das decisões e problemas relativos à empresa.
  • Sociedade mista – na qual parte dos sócios tem responsabilidade limitada enquanto outra parte tem responsabilidade ilimitada;
  • Sociedade anônima – semelhante à sociedade limitada, porém dividida em ações que podem ser de capital aberto (que podem ser negociadas) ou de capital fechado (que não podem ser vendidas ou negociadas); É o modelo de sociedade adotado por grandes empresas e que permite que qualquer pessoa possua uma cota ou ação.
  • Sociedade em nome coletivo – Formada apenas por pessoas físicas, que são solidárias e possuem responsabilidade ilimitada em relação ao negócio. Nesse tipo de sociedade apenas os sócios podem administrar a empresa, não podendo repassar a terceiros essa atividade;

No caso de empreendedores que estão a iniciar uma micro ou pequena empresa o melhor é apostar na sociedade limitada. Pela nova lei inclusive é possível ser o único sócio e dono da empresa, ou seja, a sociedade limitada pode ser composta por uma só pessoa.

Além disso, na sociedade limitada é possível ser o dono da empresa e contar com um terceiro para assumir a responsabilidade de administrar o negócio.

Tributação em que a empresa se enquadra

Empresas precisam estar sempre inteiradas em relação aos impostos devidos e não podem se esquecer de realizar a emissão de notas ficais – sejam elas eletrônicas ou físicas. Essas informações serão importantes para manter o controle em relação aos tributos pagos.

Anualmente também será necessário declarar o IRPJ, o imposto de renda de pessoa jurídica, e outros impostos empresariais, ou seja, é preciso saber exatamente em qual tributação a empresa se encaixa. As possibilidades de tributação empresarial envolvem:

  • Simples Nacional: Tributação simplificada que permite ao empresário pagar oito impostos em uma única guia. É a forma de pagamento mais indicada para as pequenas empresas. O Simples Nacional engloba os seguintes impostos para pagamento conjunto: IRPJ, CSLL, IPI, PIS, COFINS, ICMS, ISS e CPP. Pode ser utilizado por empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano, desde que se enquadrem nas outras regras referentes ao Simples Nacional. É voltado para microempresa e empresas de pequeno porte.
  • Lucro Presumido: Para cálculo dos impostos pelo lucro presumido é utilizado um percentual do lucro bruto obtido no ano. Esse percentual varia de acordo com a atividade exercida pela empresa. A porcentagem deduzida do lucro bruto se encontra entre 1,6% e 32%. Pode ser utilizado por empresas que faturam até R$ 78 milhões por ano.
  • Lucro Real: Nessa forma de tributação, o cálculo dos impostos é feito com base no lucro devidamente obtido ao longo do ano. É mais complexa e exige maior controle. Normalmente é feita a cada três meses. Forma de tributação obrigatória para empresas que faturam mais de R$ 78 milhões por ano, de qualquer maneira toda empresa pode adotar essa forma de pagamento de tributos. Ideal para empresas que possuem um contador responsável o ano todo pelo cálculo dos impostos devidos.

Para quem está entrando no ramo empresarial e ainda está iniciando seu negócio – e vai apostar em uma micro ou pequena empresa – o melhor é adotar o Simples Nacional para realizar o pagamento de tributos. A tributação é feita de forma simplificada e exige menos do empresário para a realização de cálculos, já que os impostos são pagos em uma única guia. Além disso, é permitido também o parcelamento do valor do imposto devido no Simples Nacional.

Conhecimento em Direito do Trabalho

O direito do trabalho é uma das ramificações do direito empresarial a qual os empresários precisam se atentar. Isso porque é o que irá determinar tudo que está relacionado aos funcionários de uma empresa e sem a presença de colaboradores dificilmente é possível manter um negócio em funcionamento.

O empreendedor precisa ter em mente que será necessário realizar o pagamento de um salário compatível com o mercado de atuação e com a função desempenhada pelo colaborador e isso deve ser descrito não apenas na folha de funcionários como também na carteira de trabalho. Além disso, esse salário não pode ser inferior ao valor determinado como salário mínimo nacional.

É necessária também atenção ao regime de horas de trabalho realizadas, que pode variar de acordo com a profissão. Quando se ultrapassa o máximo de horas permitidas é preciso que sejam pagas horas extras. Por lei é permitido que o empresário realize o pagamento das horas extras em dinheiro ou permita ao funcionário que tire um ou mais dias de folga.

O chamado banco de horas só é considerado legal quando acordado em convenção com o sindicato da categoria empresarial em que a empresa se enquadra, sendo necessária atenção em relação ao tema.

Para registro das horas trabalhadas o ideal é fazer uso do relógio ponto, impedindo assim que os horários sejam posteriormente rasurados e alterados.

Outro ponto importante a ser levado em conta em relação ao trabalhador é a existência ou não de adicional noturno ou de periculosidade, já que algumas profissões exigirão o pagamento desses valores.

Ainda dentro da ramificação do direito do trabalho, cabe ao empresário realizar o pagamento do FGTS e da Previdência Social, férias e décimo terceiro salário. Os dois primeiros valores são discriminados na folha de pagamento e o décimo terceiro salário é um direito garantido independentemente do mês em que o funcionário ingressou na empresa. Em caso de menos de 12 meses de trabalho o décimo terceiro pago é proporcional.

Direito do consumidor

Outra das ramificações do direito empresarial que exige especial atenção por parte dos empresários é o chamado direito do consumidor, que tem se tornado cada vez mais importante.

É preciso saber quais são os direitos daqueles que são considerados clientes do seu negócio e respeitá-los, além de manter um exemplar do código do consumidor nas dependências da empresa para que o cliente possa consultá-lo a qualquer momento.

Dentre os direitos do consumidor mais essenciais estão:

  • O fato de que não se pode negar a venda a nenhum cliente tendo como base uma justificativa qualquer. Em alguns casos, dependendo do que foi divulgado. pode ser preciso inclusive realizar a venda de um produto semelhante pelo preço do outro anteriormente divulgado.
  • É proibida a realização de propaganda enganosa. O que é divulgado ao consumidor precisa ser o que chega a suas mãos.
  • Não se pode obrigar o cliente a realizar compras casadas. Vendas no estilo produto X só pode ser adquirido quando se compra o produto Y são proibidas por lei.
  • Em caso de mesmo produto com preços diferentes, o consumidor tem direito a pagar o valor mais baixo.
  • A troca é permitida desde que o produto apresente falha ou defeito e o cliente esteja com a nota fiscal em mãos.
  • É garantida a liberdade de escolha ao consumidor. Ou seja, ele tem o direito de escolher aquele produto que acredita ser o melhor para sua necessidade.

Ao conhecer essas especificidades do direito empresarial o empresário garante que seu negócio está de acordo com as leis, e consequentemente há mais segurança no ato de administrar sua empresa.

Dessa forma, é possível reconhecer seus direitos e deveres essenciais, tornando sua administração muito mais segura e livre de erros. Assim, o empreendedor sabe onde está pisando e consegue explorar ao máximo o que sua empresa lhe permite.

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Como ser um bom vendedor?

Como ser um bom vendedor?

Você sabia que dentro de uma organização todos são vendedores? O que acontece quando um funcionário do almoxarifado ou do setor de contas a pagar, em conversa com os amigos ou com família, fala bem da empresa onde trabalha com entusiasmo? Esse funcionário estará fazendo propaganda da empresa. Estará vendendo a marca da empresa. Possivelmente, estará abrindo um canal para que num futuro próximo essas pessoas acabem se tornando clientes da empresa.

Vamos imaginar o que acontece quando um atendente do contact center presta um excelente atendimento a um cliente… Ele também estará vendendo a empresa. Fidelizar um cliente também é uma forma de vender. Entregar produtos de qualidade é, também, uma forma de vender esses produtos. Porque o cliente não compra só uma vez. Entregar o produto certo ao cliente certo é uma forma de fazer um cliente feliz, que é aquele que fala bem da empresa e volta a comprar. Até esse cliente, ao falar bem da empresa, estará vendendo sua marca e seus produtos.

O papel do vendedor é fechar venda? Essa breve introdução serve ao propósito de estabelecer uma visão ampla do que é o processo de venda. Sim, mas afinal de contas, o objetivo do vendedor continua sendo fechar vendas… Ou não? Sim, cabe ao vendedor prospectar, seduzir, convencer, negociar as condições e fechar a venda. Claro que sim. Por que outra razão se atribuiria tal função a outro que não fosse o vendedor?

O que se pretende abordar aqui é que o papel do vendedor extrapola essa linha de procedimentos e atribuições. É assim porque os dias atuais não comportam mais empresas e profissionais que não tenham visão integrada de suas diversas atividades, tendo como centro de todos os esforços gerarem alto valor para os clientes. Pois o vendedor faz parte disso. Aliás, o vendedor talvez faça muito mais parte de tudo isso do que qualquer um. Ele é a face da empresa, é com ele que o cliente irá se relacionar, mesmo que seja por breves instantes.

Mais que convencer o suspect (consumidor ou cliente) a comprar, o vendedor precisa desenvolver uma relação de confiança, deixar uma ótima impressão e realizar a venda de uma forma que o mesmo perceba que fez um ótimo negócio. Lembre-se de que a palavra “vendedor” indica um ato contínuo. Em muitas empresas, por exemplo, a venda é contínua, reincidente e um único vendedor cuida da conta de diversos clientes. Logo, estamos diante de um processo que deve ser chamado de “relacionamento”.

Conheça o produto e o cliente

Produtos são bens e serviços desenvolvidos para atender a uma determinada finalidade e satisfazer alguma necessidade das pessoas?Sim, porém, numa empresa atual, em harmonia com as melhores práticas de marketing, o produto deve ser chamado de “oferta”. Porque a oferta é o produto de um longo processo, que começa na pesquisa, passa pelo desenvolvimento, ganha um posicionamento (como quer ser visto pelos clientes?) e um composto de marketing, do qual o vendedor faz parte.

Todo esse processo é construído a partir de uma oportunidade, que só existe por causa dos consumidores, com suas demandas, desejos, necessidades, sonhos, estilos de vida, valores e convicções. Na hora de vender, é mais fácil vender para alguém cujos desejos conhecemos ou para um ilustre desconhecido?

É mais fácil para um vendedor de software de gestão para empresas do setor de paisagismo vender o produto conhecendo bem todas as suas funcionalidades ou essa tarefa fica muito mais facilitada para aquele vendedor que conhece muito bem como funciona esse tipo de empresa e é capaz de mostrar com clareza os benefícios que esse software irá entregar?

Se você está sendo contratado para trabalhar num departamento de vendas e o treinamento não inclui lições sobre quem é o consumidor, como ele pensa, quais seus valores, o que ele deseja, talvez não faça mal sugerir que esse item seja incluído. Essa abordagem conjunta da necessidade de conhecer o produto com a de conhecer o consumidor, ou cliente, é importante porque evidencia a verdadeira relação entre essas variáveis do negócio.

O papel do vendedor não é sair com um produto e convencer alguém a comprar. Mas também mostrar ao mesmo que o produto é aquilo que ele estava procurando. Não vai nisso qualquer mentira, porque o produto existe para atender a uma determinada necessidade desse consumidor. É preciso sempre levar em conta que, voltando ao conceito de oferta, que até mesmo o preço, as condições de pagamento, a política de devolução e uma série de fatores foram feitas para atendê-lo.

Só que é preciso dar um passo à frente, que é seduzir o cliente a partir de suas próprias expectativas. Para isso, é preciso saber quais são essas expectativas e conhecer todos os atributos, tangíveis e intangíveis do produto. Em resumo, o vendedor é aquele que está entre o produto e o cliente. Conhecendo a ambos, a tarefa de fechar a venda será facilitada.

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Seja um consultor

Muitas vezes nos deparamos com ofertas de emprego onde oferecem o cargo de “consultor de vendas”. Parece algo meio pernóstico, mas não é. Um vendedor é um consultor. Partindo das premissas acima, o foco do vendedor não deve ser na venda. Não se pode atropelar etapas e perder oportunidades.

Entenda-se por oportunidades cada pergunta, cada dúvida mostrada pelo cliente. A dúvida de um é a de muitos. Apenas outros tantos entre esses muitos não perguntam, mas também não compram. Esclareça todas as dúvidas sobre as funcionalidades do produto, seus atributos, cuidados necessários para a sua conservação. Estimule as perguntas, provoque o cliente, ofereça alternativas, combine soluções.

Pense sempre que a compra é a forma de solucionar um problema e é o vendedor o responsável por entregar essa solução. Se o vendedor consegue mostrar com precisão como a oferta vai resolver o problema, qual a chance do cliente não comprar?

Dê feedback à empresa

Um vendedor deve lembrar sempre de sua condição de canal de relacionamento da empresa com seus clientes. Precisa lembrar, também, que relacionamento é uma via de mão dupla. Muitas vezes uma reclamação de um cliente no ponto de venda pode ser algo de valor inestimável para a empresa.

Um bom departamento de vendas, inclusive, deve treinar seus profissionais para essa tarefa e estimulá-los. Todo vendedor deve ter um formulário só para anotar reclamações, sugestões e dúvidas dos clientes. Aliás, deve ter à sua disposição uma plataforma digital para encaminhar imediatamente essas informações ao setor competente.

Mesmo que não tenha uma rotina ou um canal pré-estabelecido para esse feedback, o profissional de vendas deve adotar essa prática.Em cada problema está contida uma oportunidade de crescimento. Para ficar mais claro, podemos recorrer a exemplos. Um vendedor de canais de TV a cabo ouve de um consumidor que gostaria de ter um canal com determinadas características.

O vendedor anota essa informação e passa para o setor de marketing. Este setor realiza uma pesquisa e percebe que muitas pessoas também gostariam de ter um canal assim. A empresa descobre que esse canal existe, inclui em sua programação e aumenta o valor do produto. Tudo por causa da iniciativa de um vendedor.

Um vendedor de software é abordado por um cliente que comenta sobre como seria interessantes se houvesse um determinado módulo ou relatório no sistema. O vendedor ignora o comentário do cliente e a empresa pode perder uma grande oportunidade de gerar valor para um conjunto de clientes.

Invista em relacionamento

Falamos muito em relacionamento, mas pouco aprofundamos o assunto. Se perguntarmos qual é o principal sustentáculo de um bom relacionamento, dez em cada dez pessoas vão dizer que é a confiança. Sendo assim, conclui-se que a confiança é um ativo precioso nos negócios. Clientes pagam mais caro porque têm confiança em determinada empresa e não estão dispostos a arriscar uma relação em que se sentem seguros.

Nunca prometa o que não pode entregar para fechar a venda! Isso só trará prejuízos de imagem à empresa, que se traduzirão, mais tarde, em prejuízos financeiros. Se não souber responder, não seja evasivo. Mostre interesse pela dúvida do cliente. Anote e diga que vai procurar a informação e retornar com ela.

Desenvolva empatia, sendo educado, solícito, atencioso e agradável. Só não exagere no “agradável”. Tudo com exagero acaba causando, em vez de boa, má impressão.As pessoas compram por confiança, mas também por afinidade, porque se sentem à vontade, porque o contato com o vendedor fica registrado em suas mentes como uma experiência agradável.

Assim como acontece com as empresas, acontece com os vendedores individualmente. Custa muito mais caro adquirir um novo cliente do que manter os que já existem. Esteja sempre pronto para atender, certifique-se de que quando precisar o cliente irá encontrá-lo. Não dê essa oportunidade a outro.

Criar um bom networking é tão importante que pode abrir portas no futuro e um vendedor vive de abrir portas, sempre se lembrando de mantê-las sempre abertas.

Estabeleça suas próprias metas e invista em auto desenvolvimento

Há dois vendedores. Um consegue atingir a meta de vendas todo mês. O outro consegue atingir a meta x 2. Qual deles será mais valorizado pela empresa? É óbvio que o segundo. É preciso ser competitivo, o que não significa querer passar a perna em ninguém. Ser competitivo é estabelecer metas próprias. Um atleta, antes de pensar em concorrer com o oponente, trabalhar para superar seus próprios limites. O que ele faz para isso?

Treine

Se alguém obtém melhores resultados que você, é porque isso é possível. Se você não conseguiu, é porque talvez não domine algumas técnicas. Não é preciso chegar de uma vez só ao 2x, mas é preciso evoluir. Busque auxílio, leia, faça cursos, invista em auto desenvolvimento.

Sempre é possível melhorar, é só uma questão de perseverança. As metas são os indicadores. Se esse mês você vendeu R$ 80 mil, estabeleça para o próximo mês uma meta de R$ 85 mil. Só não estabeleça metas inatingíveis, pois elas são indicadores de performance e não parâmetros para identificar super heróis. Estabelecer metas inatingíveis só servirá para trazer frustração.

Conclusão

O que se quer mostrar aqui, enfim, é que o vendedor do século XXI deve manter intactas algumas premissas consagradas, como a competitividade, a empatia e o bom relacionamento. Deve, também, ser persuasivo e nunca ir para um fechamento sem uma estratégia de negociação pronta, de modo a estar preparado para desarmar todas as objeções do cliente na hora da verdade, que quando ele tem que assinar o cheque.

O que deve orientar o vendedor do século XXI é o seu papel de consultor e executivo. É claro que seria ingênuo vender aqui a ideia de que todas as empresas esperam ansiosamente por profissionais com essas características. As empresas, na verdade, buscam vendedores que sejam espelho delas próprias, mas as que não atentam para a necessidade de construir valor para seus clientes, de entendê-los e superar as expectativas ficarão pelo caminho.

O que foi abordado aqui, não obstante, serve para todas as situações de venda. Serve para o vendedor da loja de roupas, que precisa estar antenado com a moda, com o que as pessoas pensam, sentem e desejam ao comprar roupas. Precisa saber quais são os atributos intangíveis que aquele produto possui, muito além da cor, da estampa ou do corte. Precisa saber mostrar ao cliente que ele vai se sentir usando aquelas peças como ele deseja se sentir.

Da venda mais simples a mais sofisticada é preciso que o profissional seja capaz de entregar valor, fazer o cliente sonhar, desejar, mas é preciso, também, ter a consciência de que a melhor venda é a entrega da oferta correta ao cliente exato, porque a satisfação faz parte do processo de venda. Cliente bem atendido e satisfeito, lembremos, volta, mesmo que seja para pagar mais caro que no concorrente.

O vendedor precisa ter noção desse papel, da importância que tem o seu trabalho dentro da organização. Precisa trabalhar com os olhos voltados para as suas metas individuais, sim, mas precisa estar atento ao fato de que faz parte de um sistema, que só vai continuar proporcionando ganho a todos se todos zelarem por ele. Em outras palavras, deve conhecer a empresa, viver seus desafios, e ter como seus os objetivos organizacionais.

O que é coaching executivo?

O que é coaching executivo?

Coaching executivo é uma função prática e cada vez mais útil para o mercado de trabalho de grandes empresas. Na prática, ter um profissional orientando os cargos de liderança ajuda a fazer uma construção segura da estrutura gerencial da empresa. Como é de se esperar, com bases sólidas, é mais fácil manter o crescimento sustentável da empresa. Levando a novas conquistas.

Ou seja, um coaching executivo é um profissional indispensável para empresas focadas na sua estrutura. E mais do que isso, para os próprios profissionais que esperam adquirir novas aptidões. Mantendo sua relevância profissional e principalmente, encontrando diferentes ferramentas para se demonstrar interessante para outras empresas, valorizando seu passe e criando maiores possibilidades de crescimento financeiro e na estrutura da empresa.

Mais do que isso, todo profissional tem o objetivo de ser relevante dentro de uma empresa. Dessa forma, manter sua melhor versão e demonstrar a cada dia sua evolução ajuda nesse crescimento. Com um coaching executivo, um profissional consegue uma visão externa dos seus potenciais. Além de enxergar os pontos que precisam de melhorias, motivando um desenvolvimento e ajudando a construir um plano de carreira sadio, que manterá a motivação, o foco e o interesse em continuar progredindo, e não se acomodar em sua posição, sendo ela de liderança ou não.

Por que contratar um coaching executivo para minha empresa?

Como empresário, muitas vezes temos uma visão parcial do negócio em que atuamos. Ou melhor, sobre a forma como o gerenciamos. Justamente por isso, ter uma visão de alguém especialista em gerenciamento de recursos humanos, mas que não esteja ligado à empresa pode abrir uma nova visão, mudando nossa forma de enxergar o trabalho realizado e inclusive a forma de executá-lo. Justamente aqui é que se mostra a importância de um coaching executivo.

Um exemplo a se seguir

Para se ter uma ideia de como um coaching executivo é importante, durante anos grupos de comunicação utilizavam um profissional semelhante em suas estruturas, o Ombudsman.

Esse profissional tinha uma função simples: criticar os grupos. Mas é claro que não era reclamações infundadas, tais como vemos em qualquer portal de notícias hoje em dia. Eram críticas construtivas. Funcionavam mais como dicas para os veículos melhorarem suas estruturas, os jornalistas melhorarem suas escritas e, principalmente, o trabalho se manter sempre imparcial.

Atualmente, poucas empresas ainda utilizam esse profissional. Mas não é porque seu trabalho tenha se tornado obsoleto, mas é que a descentralização da comunicação levou a reduções de custos, o que por consequência levou à tentativa de absorver essa função por outras pessoas, como chefes de redação e assim por diante. Quais as consequências?

Os textos dos veículos de comunicação estão cada vez mais mal escritos, parciais e menos argumentativos. A queda da qualidade tem sido inclusive objeto de estudo. Embora existam alguns outros motivos para isso, o abandono do ombudsman como vigia da qualidade também está entre os motivos.

Voltando ao coaching executivo. É preciso mensurar resultados

Empresa não é ONG, então, ela sempre visa o lucro. Por isso, ao contratar um coaching executivo, é claro que o objetivo é melhorar resultados. Dessa forma, trabalhar com metas é uma das formas mais efetivas de mensurar os resultados obtidos com um coaching. Mas aqui, surge outro problema: como estabelecer metas para um trabalho de orientação?

Embora a resposta não seja tão simples, a verdade é que um coach que prestará serviço para uma empresa terá nos resultados anteriores sua principal ferramenta de trabalho. Então, pode-se trabalhar tentando primeiro identificar quais os pontos a se melhorar. Seja em uma área específica ou em um profissional, de acordo com sua importância na empresa.

A partir desse momento, é mais fácil encontrar os caminhos para buscar a melhora. Na maioria das vezes, essas mudanças podem ser objeto de motivação também. Criando as ferramentas necessárias para desenvolver a evolução necessária.

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Faça do investimento em coaching executivo algo necessário

Porém, há uma grande barreira enfrentada diariamente por coachs durante a orientação de empresas e profissionais: a ideia de que o seu trabalho não é necessário.

Isso acontece na maioria das vezes com pessoas que não estão conseguindo ver a necessidade de melhora. Quem está acomodado em seu cargo ou desanimado com sua função. A barreira criada nesse tipo de situação pode ser a mais difícil de vencer, afinal, o profissional que recebe a orientação não está querendo essa orientação.

Esse tipo de problema acontece muito em empresas onde o coaching é obrigatório, e os profissionais não conseguem perceber isso como uma oportunidade de melhora, mas como uma tentativa da empresa de controlar ainda mais seu padrão de trabalho e colocá-lo em rédeas mais curtas.

Para evitar esse tipo de problema, o ideal é que aja um diálogo aberto entre a liderança e as pessoas que receberão a orientação do coach. Quanto mais a pessoa percebe que essa é uma atitude aberta e com o objetivo de melhorar o seu desempenho pessoal, mais fácil será levá-la a um desenvolvimento pleno. O que será capaz de trazer melhorias efetivas e estruturais para a empresa e para o profissional em questão.

Coaching executivo para todos: quando o profissional é quem busca orientação

Originalmente, o serviço de coaching executivo foi voltado para os interesses que uma empresa tem para com seus funcionários. Porém, o que percebemos é que cada vez mais pessoas estão interessadas em procurar a orientação de um coach por conta própria. Pois entende que sua carreira só tem a melhorar com a visão de um especialista para administrá-la melhor. Dessa forma, muitas pessoas têm contratado os serviços de coaching executivo em busca de crescimento.

Nesses casos, é preciso primeiro traçar um plano de ação como profissional. Pense: onde quero estar daqui a 5 ou 10 anos? Para alguns, a ideia pode ser se manter na empresa em que já trabalha, mas em cargos de liderança. Para outros, o objetivo pode ser estar em outra empresa, maior ou mesmo em um cargo de maiores responsabilidades. Existe ainda a possibilidade de buscar uma carreira como empresário, abrindo seu próprio negócio em um curto, médio ou longo prazo.

Para cada uma dessas situações, os serviços de coaching executivo pode orientar de formas diferentes. Porém, é preciso entender que as habilidades desenvolvidas em cada caso serão as mesmas, apenas sendo direcionadas para situações mais específicas, com o objetivo de facilitar o caminho pretendido.

Para entender melhor esse conceito, pense em alguém que acaba de entrar na faculdade. Essa pessoa pode ter objetivos acadêmicos, o que significa que seus estudos serão focados em pesquisas, mestrado e talvez se tornar um professor. Ou, ela também pode querer entrar em uma empresa, o que significa que ela tentará desenvolver as aptidões necessárias no mercado de trabalho. Também pode acontecer de ela querer abrir um negócio, o que significa um desenvolvimento de aptidões administrativas e gerenciais.

Nos três casos, a faculdade é a mesma, o que muda é o objetivo do aluno. O mesmo acontece com um coaching executivo contratado por um profissional. Ele já tem uma visão do seu próprio trabalho, porém, há possibilidades de ele crescer mais, indo para caminhos diferentes ou seguindo por onde ele já está.

Encontrar novos caminhos também é possível

Também, em alguns casos, a pessoa pode simplesmente estar sentindo-se perdida em sua vida profissional. Quem nunca teve a impressão de estar em um trabalho sem objetivo que atire a primeira pedra. Nesses casos, especialistas recomendam de forma recorrente a mudança na rotina, adquirindo contato com novas pessoas. E o coach executivo pode ser essa pessoa.

Ao conviver com uma pessoa com experiência na orientação de outras pessoas, provavelmente você aprenderá com essa experiência. Isso vai fazer com que você desenvolva uma visão diferente de sua carreira e possivelmente encontrando novos caminhos. Não é errado sentir-se perdido de vez em quando, e dependendo da situação, isso pode até ser necessário antes de se encontrar.

Uma injeção de autoconfiança: por que utilizar um coaching executivo?

Não raro, acontecem algumas crises existenciais em que nos perguntamos se o que fazemos está de fato certo, se estamos no caminho correto e se não haveriam alternativas melhores para nossa vida. É comum sofrer com esse tipo de dúvidas, o problema é quando as dúvidas viram insegurança e, por consequência, atitudes descabidas.

Para essas situações, o coaching executivo pode se tornar uma verdadeira injeção de ânimo e autoconfiança. Na verdade, esses momentos de dúvidas são excelentes oportunidades de reforçar nossos caminhos como profissional, e o coaching executivo pode ser aquele empurrãozinho que faltava para tocar projetos pessoais ou para ter coragem de chegar ao chefe e ter uma conversa franca em busca de crescimento, estruturação ou mesmo um aumento.

O medo trava o desenvolvimento de qualquer profissional. Dessa forma, é preciso abandoná-lo antes de agir efetivamente em busca de alguma oportunidade de desenvolvimento. Ter medo de errar é prejudicial, porém, quando entendemos que está tudo bem errar as vezes, conseguimos pavimentar um caminho de crescimento muito maior e efetivo.

Exemplos não faltam de como o sucesso muitas vezes é feito de erro: Thomas Edison patenteou 700 invenções, mas tornou-se famoso por apenas uma, a lâmpada elétrica. Claro que depois vieram outras invenções, porém, ele precisou errar muito antes de chegar até ela.

Já no mundo corporativo, mesmo pessoas com uma mente única e visionária precisaram tentar muito antes de errar. Steve Jobs e Bill Gates saíram do mesmo grupo de pessoas. Ambos tentaram desenvolver softwares diferentes em busca da automatização de informações. Foram 15 anos de tentativas antes de chegar a algum resultado. Ele demorou para vir, mas chegou com um sucesso totalmente recompensador.

Mas é claro que não é necessário esperar 15 anos para conseguir realizar seus sonhos profissionais. Na maioria das vezes, com muito menos chegamos lá. E um coach executivo pode ser a pessoa que estava faltando para servir de pontapé para gerar mudanças em sua vida.

O coaching executivo como um mentor de carreiras

Em anos de literatura e cinema, nos acostumamos a acreditar que um belo dia podemos conhecer alguém que veja nosso talento e sirva como um mentor para desenvolver nossas aptidões e podermos crescer. Infelizmente, muitos passam a vida inteira esperando e nada acontece. Pense em quantos talentos não surgiram apenas pela falta de um mentor. Por outro lado, quantos talentos medianos se tornaram maiores apenas por conta desse mesmo mentor.

Agora pense que o coaching executivo pode ser o seu mentor. Ou seja, se bem utilizados os seus serviços, um coach executivo pode ser a diferença entre ter uma carreira mediana e potencializar todo o seu sucesso, tornando-se um profissional maior, melhor e desejado pelo mercado.

Não pense no coaching como um gasto. Encare como um investimento no seu futuro, no seu desenvolvimento e como a diferença entre mudar ou não o seu padrão de vida. O serviço de coaching executivo é um caminho de autoconhecimento e descobertas. Mesmo que seja para se manter no mesmo caminho, pelo menos ele servirá como um reforço para ter certeza de que você está no caminho certo.

Gerencie o seu futuro. Faça coaching executivo

É preciso entender que um profissional que oferece o coaching executivo não é um guru, um mago ou um guia, ele é um profissional  focado em resultados. Ele fará o que for preciso para que você também se torne uma pessoa ainda mais profissional. Portanto, é um pensamento ilusório e simplista acreditar que ele vai passar a mão em sua cabeça e dirá que tudo o que você fez está certo.

Claro que depende do perfil de cada profissional. Porém, se verdades duras forem necessárias, um coach executivo não deixará de falar o que é necessário. Isso é importante, pois muitas vezes acabamos desperdiçando anos de carreira apenas acreditando que fazemos o certo. Quando na verdade poderíamos ser melhores com uma orientação sincera e correta.

Ainda há a questão de acatar ou não as orientações do coach. Isso é algo pessoal. Porém, mesmo que não empregadas, as informações transmitidas por um profissional focado no desenvolvimento de carreira servirão para mudar a forma como você enxerga o seu trabalho. E provavelmente, como você continuará fazendo ele.