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Lucro arbitrado: O que é e hipóteses de arbitramento

Lucro arbitrado: O que é e hipóteses de arbitramento

Entre as modalidades possíveis para a realização da apuração do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ), bem como da Contribuição Social sobre o Lucro (CSLL), existe aquela em que o lucro é arbitrado, seja pela própria pessoa jurídica ou, em alguns casos, pela fiscalização da Receita Federal. Quer saber o que é lucro arbitrado, como ele pode ser utilizado e outras informações? Então fique com a gente neste artigo!

O que é lucro arbitrado?

O lucro arbitrado corresponde a um cálculo do imposto de renda. Tal base de cálculo pode ser usada pelo contribuinte ou pela autoridade tributária.

Conforme a Receita Federal do Brasil, o arbitramento de lucro é uma maneira de efetuar a apuração da base de cálculo do imposto de renda por meio da autoridade tributária, sendo aplicável caso a pessoa jurídica não realizar o cumprimento das obrigações necessárias para assim estipular o lucro real ou presumido.

O lucro arbitrado é mais geralmente utilizado diante de uma iniciativa do Fisco. No entanto, há a possibilidade também de ser usado a partir de movimento da própria empresa enquanto contribuinte.

A utilização do lucro arbitrado

O lucro arbitrado é utilizado em casos especiais ou quando é conhecida a receita bruta. Tais casos especiais para o arbitramento do lucro são previstos em lei. Além disso, os casos são:

  • A opção pelo lucro presumido for considerada indevida.
  • Possíveis sinais de fraude, vícios ou equívocos na escrituração, de maneira que a impossibilitam de efetuar a identificação das movimentações financeiras ou até mesmo de estipular o lucro real.
  • Quando o contribuinte, que é obrigado ao lucro real, não efetuar a escritura ou também não realiza a elaboração das demonstrações fiscais.
  • Caso os livros contábeis não forem devidamente mantidos em ordem por parte do contribuinte.
  • Caso empresas que tenham atuação em outros países não comunicarem da maneira correta as suas contas para a autoridade tributária.
  • Se não forem apresentados para autoridade tributária livros e outros documentos da escrituração fiscal e comercial.
  • Se o representante de uma empresa do exterior que atua no Brasil não comunicar os seus lucros de forma separada do lucro domiciliado no exterior.

O cálculo do lucro arbitrado é o mesmo cálculo que é realizado no regime de lucro presumido. Ou seja, ele é feito a partir de um percentual preestabelecido que é aplicado sobre a receita bruta. Assim, é indicado o possível lucro da pessoa jurídica em questão. Dessa maneira, é possível efetuar a aplicação da alíquota correspondente ao imposto devido.

A adoção e a apuração do Lucro Arbitrado

De uma forma geral a adoção do lucro arbitrado como base para tributação acontece mediante iniciativa do Fisco. Vale salientar que o lucro arbitrado adotado por conta do contribuinte acontece em situações excepcionais devidamente comprovadas, seguindo os acordos da definição da legislação civil e, desde que a receita bruta seja devidamente conhecida.

A apuração do lucro arbitrado é feita por meio de aplicação de percentuais que envolvem:

  • Sobre a receita bruta quando ela é conhecida, sendo de acordo com o tipo e atividade econômica realizada.
  • Quando a receita bruta não é conhecida, sobre valores fixados pela legislação fiscal.

De acordo com o que é previsto na legislação, podem ser distribuídos os lucros ao titular, acionista ou sócio da pessoa jurídica, o valor que corresponde ao lucro arbitrado, após a retirada das contribuições e dos impostos, tais como o adicional do IRPJ, a CSLL, a COFINS, e o PIS/PASEP.

Porém, caso o valor do lucro efetivo for considerado superior ao valor do lucro arbitrado, a empresa terá a possibilidade de realizar a distribuição dos lucros sem a necessitar efetuar tributação pelo imposto de renda. Tal procedimento pode ser realizado desde que existam possibilidades de mostrar graças a escrituração contábil, que o referido valor é realmente superior ao valor arbitrado.

Se qualquer distribuição de lucros for notadamente maior que o apurado pela contabilidade, o referido valor deverá ser atribuído para a conta de reserva de lucros ou de lucros acumulados.

Guia de Impostos e Tributos

Hipóteses de Arbitramento

Já sabendo que o lucro arbitrado serve para apurar a base de cálculo do imposto de renda usada pelo contribuinte ou autoridade tributária, caso seja conhecida a receita bruta. É válido então conhecer as hipóteses de arbitramento.

Nesse caso, o lucro da pessoa jurídica será arbitrado diante das seguintes hipóteses:

  • Ocorrer a falta de escrituração: a pessoa jurídica tributada com base no lucro real tem a obrigação de manter escrituração contábil completa, conforme está previsto nas leis comerciais e fiscais. Quando o contribuinte, independente do motivo, não escriturar os livros exigidos pela legislação, poderá ter seu lucro arbitrado pela autoridade tributária.
  • Ocorrer falha na escrituração: a partir do momento em que o contribuinte revelar uma escrituração que apresente alguns erros, e que tais erros a tornem impossibilitada para a devida determinação do lucro real e a identificação da movimentação financeira, até mesmo bancária.
  • Ocorre indevida opção pelo lucro presumido: caso escolha indevidamente pelo lucro presumido, poderá, dessa maneira, ter o seu lucro arbitrado.

O período de apuração

A apuração do Imposto de Renda que é baseada no lucro arbitrado contemplará todos os trimestres do ano, sendo garantida a tributação que tem base no lucro real ou presumido relacionada aos trimestres não submetidos ao arbitramento, caso a empresa:

  • Apresentar a escrituração comercial e fiscal que aponte o lucro real dos períodos que não foram abrangidos pelo arbitramento.
  • Ter a possibilidade de escolher o lucro presumido.

Vale destacar que no caso do lucro real, existe a possibilidade da pessoa jurídica efetuar a apuração do lucro de forma trimestral. No entanto, a apuração pode ser anualmente mediante a pagamentos mensais, não levando em consideração, portanto, os períodos em que foi submetida ao lucro arbitrado.

Além disso, tanto o CSLL e o IRPJ que forem pagos sob a forma de arbitramento serão considerados definitivos. Sendo assim, o contribuinte não terá a possibilidade de compensar os mesmos por meio de futuros recolhimentos.

Como lucro arbitrado será determinado

A determinação do lucro arbitrado é realizada de acordo com a seguintes formas:

  • Arbitramento feito pelo fisco: quando a receita bruta é desconhecida.
  • Arbitramento efetuado pelo contribuinte ou pelo fisco: quando a receita bruta é conhecida.

É válido salientar que a apuração trimestral é vigente desde o ano de 1997. Antes disso, mais precisamente desde o ano 1992, estava em vigor, destinada para o lucro arbitrado, o regime de apuração do tipo mensal.

Além disso, nos anos de 1992 a 1994, o procedimento de arbitramento era privativo do fisco, destinado ao contribuinte, pagar o imposto com base no lucro arbitrado apenas em alguns casos, definidos pela lei civil e também devidamente comprovados.

Realização do cálculo com receita bruta conhecida

No caso em que a receita bruta é conhecida, os percentuais que serão aplicados são os mesmos destinados para o cálculo da estimativa mensal e do lucro presumido, que é acrescido de 20%.

No lucro presumido o percentual que foi estabelecido pela Receita Federal corresponde aquele em que o órgão aguarda como lucro que é o resultado da atividade.

É pertinente destacar também que a possibilidade de arbitramento do lucro, ainda que não seja frequente, é possível que ocorra, em especial por parte do Fisco. Diante disso, é importante que os empreendedores tenham amplas noções sobre as características e as exigências referentes ao lucro arbitrado.

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Fluxo de Caixa: tudo que você precisa saber

Fluxo de Caixa: tudo que você precisa saber

O fluxo de caixa é o registro das entradas e saídas de dinheiro da empresa. Ele pode ser medido em um período definido, que pode variar de uma semana até um ano, ou pode ser relativo a períodos promocionais ou campanhas.

Para definir e entender o fluxo de caixa, além de calcular nesse período, é necessário saber tudo que entra e que sai. Esse processo deve ser feito constantemente. Ou seja, toda vez que uma venda ou compra é realizada, toda vez que alguma quantidade de dinheiro entra ou sai do caixa da empresa, esse montante deve ser registrado.

A organização deste controle pode ser feita em uma planilha simples ou até mesmo em um caderninho, embora existam recursos online e muito mais práticos para este meio. Esses recursos proporcionam um direcionamento exato de como está a situação financeira do negócio, também mostrando o total disponível ou quanto falta para quitar determinada conta.

Como fazer o Fluxo de Caixa

Agora que você já sabe o que é o fluxo de caixa, chegou a hora de fazer o da sua empresa. Não sabe como? A gente ensina passo a passo!

Especifique as entradas e saídas da empresa

Os principais elementos utilizados no fluxo de caixa são as entradas e saídas, mais respectivamente as receitas e as despesas.

Entradas

As entradas são representadas por todos os recebimentos das empresas. Geralmente são os realizados por vendas de mercadorias ou serviços prestados, mas, outros valores também podem representar ingressos e devem ser registrados como tal.

A primeira e melhor delas, é claro, são as receitas. Ou seja, registro de absolutamente todo o dinheiro que entrou no caixa da empresa.

É importante anotar em seu sistema a origem de cada valor, a forma de pagamento e a data do recebimento.

Alguns exemplos de entradas que interferem no fluxo de caixa:

  • recebimento de venda;
  • recebimento de duplicatas;
  • financiamentos ou empréstimos;
  • capital de novos sócios ou acionistas.

Saídas

As saídas são valores pagos pelas empresas, também são conhecidas como desembolsos. Assim, elas normalmente estão relacionadas com o pagamento de contas do dia a dia, como salário dos funcionários, fornecedores e contas diversas.

Nelas estão contidos todos os gastos e custos do funcionamento da empresa, desde as contas fixas até às variáveis. Também, vale ressaltar que aqui nada pode passar batido.

Geralmente as contas fixas são aquelas como aluguel, telefone, água, luz, folha de pagamento. Mesmo que sofram uma pequena variação de acordo com o mês, os valores são sempre aproximados e devem compor esta parte da planilha. Eles são valore fixos justamente porque são responsabilidades das quais a empresa não pode se ver livre.

Quanto aos custos variáveis, como o próprio nome sugere, eles variam de mês para mês e podem ser mais emergenciais ou momentâneos. Por exemplo, como a contratação de um serviço ou algum tipo de conserto.

Assim como nas receitas, é preciso considerar os parcelamentos feitos, projetando cada valor para a sua respectiva data de pagamento para maior controle.

E é importante destacar que este preenchimento, quanto mais correto e certeiro for, mais diretamente contribuirá com o planejamento geral da empresa. Assim é possível desenvolver novas estratégias, inclusive, quando for necessário para aumentar os lucros mensais do negócio.

Alguns exemplos de saídas que interferem no fluxo de caixa:

  • compras (fornecedores)
  • despesas
  • impostos
  • juros
  • dividendos.
Exemplo de Fluxo de Caixa

Exemplo de Fluxo de Caixa

Planilha de fluxo de caixa

Um meio fácil de fazer esse controle é através de uma planilha de fluxo de caixa. Elas são uma maneira mais fácil pois já possuem todos os cálculos configurados. Assim, basta baixar a planilha de fluxo de caixa e inserir os valores da sua empresa.

Por isso, o eGestor criou a planilha de fluxo de caixa. Nela você pode inserir os dados previstos e os dados reais. Também, é possível dividir os valores no primeiro e no segundo semestre do ano.

Planilha de fluxo de caixa financeiro

A importância do fluxo de caixa

A falta de controle financeiro de uma empresa prejudica demais a sua operação em curto ou médio prazo. Um problema como atraso em pagamentos de credores pode afetar a manutenção do negócio. E, devido a esta razão, pode fazer com que não se tenha dinheiro suficiente para que suas necessidades imediatas sejam realizadas.

Mas é importante salientar que, para ser rentável, uma empresa não precisa necessariamente ter bastante liquidez. Por isto, saber fazer uma gestão apropriada pode fazer a diferença e acabar compensando uma eventual limitação financeira.

Para o fluxo de caixa dar certo é preciso ter bastante atenção, são essenciais para esse controle fazer anotações que correspondam à realidade. É essencial não se esquecer de passar os valores para a planilha ou para um sistema ainda mais tecnológico. Esses são os mínimos cuidados requeridos para um eficaz controle financeiro.

De preferência, este fluxo deve ser atualizado diariamente para evitar posteriores erros. Entretanto, aceita-se também que este controle seja semanal, desde que nada passe batido durante a transferência dos dados.

Esta documentação das movimentações da empresa pode evitar a perda de dados importantes que, eventualmente, podem se perder com o excesso de informação. Além disso, também pode ser percebido algum problema, como a falta de dinheiro em caixa, antes de causar um efeito mais nocivo.

Vantagens de controlar seu fluxo de caixa

O fluxo de caixa permite que você saiba de onde veio cada centavo acumulado na conta. Isso acontece enquanto garante que você se mantenha de olhos abertos para saber para onde ele está indo.

Ele é uma ferramenta decisiva para aqueles que querem empreender e crescer. Inicialmente, ele ajuda na gestão financeira da empresa.

Por exemplo, com o fluxo de caixa é possível evitar o pagamento desnecessário de multas e juros por atrasos em títulos, já que melhora a organização financeira da empresa.

No caso dos títulos a receber, o fluxo de caixa auxilia na objetividade da cobrança. Isso acontece porque quando um cliente atrasa um pagamento fica mais fácil a identificação. E, assim, o processo de cobrança é mais rápido podendo diminuir a inadimplência em sua empresa.

Outra possibilidade é a projeção do fluxo de caixa. Dessa forma, com o uso do fluxo de caixa projetado é possível saber antecipadamente se a empresa terá capital para o futuro.

Caso seja verificado que a organização passará por dificuldades, o gestor poderá buscar capital com melhores prazos, condições e taxas. Assim, se a empresa tem necessidade de expansão ou outro tipo de investimento, ela poderá fazer um planejamento de longo prazo.

Com o uso do fluxo de caixa, sua empresa poderá criar uma reserva e utilizar recursos para alcançar seus objetivos.

Tipos de fluxo de caixa

É importante ressaltar que existem diferentes tipos de que podem ser analisados em sua empresa.

Fluxo de caixa projetado

O fluxo de caixa projetado tem como objetivo tentar prever e prevenir os riscos para uma empresa. Dessa forma, a companhia consegue estimar se necessitará de um empréstimo bancário, por exemplo.

O inverso também acontece: se o prognóstico for positivo, será viável investir em novas operações com mais segurança e tranquilidade. Assim, ele fornece uma visão aprofundada da movimentação das entradas e saídas e também, pode apontar soluções para curto e longo prazos.

Na primeira situação, essa conta serve para estimar o quanto existe de dinheiro sobrando ou faltando no caixa. Para o prazo maior, entretanto, as opções do que fazer com o fluxo de caixa projetado são mais vastas.

Abaixo, listamos algumas das aplicações para esse método.

Objetivos de longo prazo do Fluxo de Caixa Projetado:

  • planejar as atividades do caixa;
  • controle financeiro;
  • administrar o capital de giro;
  • avaliar a liquidez de uma organização.

Fluxo de caixa descontado

Esse tipo é utilizado para medir o valor de uma empresa. O tipo descontado se utiliza de dados como projeções de fluxo de caixa e descontos para chegar a esse valor.

Fluxo de caixa operacional

Antes de falarmos sobre o fluxo de caixa operacional, é sempre bom lembrar o conceito geral de fluxo de caixa. Trata-se de um instrumento usado pelos administradores para avaliar o retorno de um negócio.

Assim, de forma bem simplificada, os gestores somam os valores que entram e os que saem. Dessa maneira, o fluxo de caixa é positivo quando a quantia que entrar for maior do que a que sair. Existem, no entanto, outras variáveis influenciando essa movimentação de entrada e de saída.

Os gastos com juros e com impostos são exemplos de fatores que intervêm nessas operações. O fluxo de caixa operacional é uma modalidade que contabiliza o que a firma ganhou e gastou levando em consideração os juros, os impostos e a desvalorização da companhia.

Cálculo do fluxo de caixa operacional

A contagem do fluxo de caixa operacional segue esta fórmula:

LAJIR (Lucro Antes de Juros e Impostos de Renda) + Desvalorização – Impostos LAJIR.

Vamos para um exemplo prático?

Imagine que sua empresa chegou a um LAJIR de R$ 50 mil, apresentou desvalorização de R$ 15 mil e recolheu impostos no valor de R$ 20 mil. A conta ficará assim:

50.000 + 15.000 – 20.000 = 45.000

Assim, nesse contexto, seu empreendimento teria gerado um fluxo de caixa operacional da ordem de R$ 45 mil.

Fluxo de caixa livre

O fluxo de caixa livre é a quantia livre de despesas disponível em determinado momento, levando em consideração os investimentos e as necessidades de capital de giro.

Esse cálculo mostra o total do dinheiro desimpedido, separando desse montante os valores necessários para manter e expandir a sua base de ativos. Na prática, essa modalidade é usada para definir os repasses a acionistas e fornecedores.

Outra função importante do fluxo de caixa livre é que ele dará mais segurança nas escolhas da empresa quando ela fizer novos negócios. Afinal, sabe-se que há o suficiente para conservar e até para ampliar as atividades da companhia.

O fluxo de caixa livre, obviamente, tem de ser positivo. A comparação com períodos anteriores é importante para achar causas de possíveis resultados negativos.

Dessa forma, o gestor percebe se ocorreu comportamento sazonal relevante. Por exemplo: uma fábrica vende ventiladores e registra uma queda nas vendas em julho, época de frio. Esse motivo provavelmente explicaria o mau desempenho.

Essa análise financeira permite aos administradores equilibrar melhor a balança entre a busca por novas oportunidades e uma situação segura. Não manter os pés no chão é um dos principais equívocos cometidos no cálculo do fluxo de caixa.

Isso porque nem sempre as expectativas são alcançadas da maneira como foram planejadas.

Demonstrativo do fluxo de caixa livre

  • (=) receitas líquidas
  • (-) custos de vendas
  • (-) despesas operacionais
  • (=) EBIT (da sigla em inglês “Earnings Before Interest and Taxes”, ou “Lucro antes de Juros e Imposto de Renda – LAJIR).
  • (+) depreciação e outros ajustes de despesas
  • (=) EBITDA (da sigla em inglês “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization” ou “Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – LAJID)
  • (-) impostos em relação ao lucro
  • (=) montante gerado com as vendas
  • (-) investimentos (permanentes e circulantes)
  • (=) Fluxo de Caixa Livre

Fluxo de caixa para investimentos

O fluxo de caixa para investimentos é o valor que sobra depois de descontados os passivos da empresa. Assim, com o resultado dessa diminuição, é possível avaliar futuros investimentos da empresa, se é possível e viável realizá-los.

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Método Direto

O fluxo de caixa direto evidencia os ganhos e as despesas relacionados às atividades operacionais da companhia. Para produzir a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) pelo método direto, quem administra o controle financeiro precisa classificar os recebimentos e pagamentos das operações de acordo com a sua natureza. Por exemplo:

  • gastos com insumos;
  • com locação de equipamentos;
  • valores recebidos de clientes;
  • despesas com transporte;
  • outros.

Mesmo sendo uma conta mais complicada, ela tem como benefício uma classificação de entradas e saídas por critérios técnicos. Assim, essas não são fiscais e categorizam o movimento financeiro por tipo de tarefa realizada.

Demonstração do Fluxo de Caixa (Método Direto)

1. Entrada de recursos
  • recebimentos de clientes;
  • pagamentos a fornecedores;
  • despesas administrativas e comerciais;
  • despesas financeiras;
  • impostos;
  • mão de obra direta;
  • (=) entrada de recursos advindos das operações;
  • recebimentos por vendas do imobilizado;
  • (=) Total de entrada dos recursos.
2. Saída de recursos
  • aquisição de bens do imobilizado;
  • pagamentos de empréstimos bancários;
  • (=) total das saídas de recursos;
  • variação líquida de disponibilidades;
  • (+) saldo inicial;
  • (=) saldo final de disponibilidade.

A demonstração pelo procedimento direto permite analisar a solvência de uma organização — isto é, a capacidade de honrar seus compromissos financeiros. No método direto, é revelada a movimentação do dinheiro, sua origem e seu destino.

Método Indireto

O fluxo de caixa indireto tem como base a análise dos lucros e do prejuízo do DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício), que deve ser corrigido por fatores como a depreciação e a amortização, sem contar as oscilações das contas patrimoniais.

Por ser fundamentado na DRE, em vez de ter como base o fluxo de caixa em si, é que esse modelo recebe a nomeação de “indireto”. Um dos benefícios desse padrão de fluxo é o custo baixo para calculá-lo. A organização precisa apenas consultar seus próprios balanços patrimoniais do intervalo em questão. Ele exige dados extras, mas estes são facilmente encontrados no setor de contabilidade de qualquer empresa.

Entre as desvantagens podemos citar que o fluxo de caixa indireto pode sofrer alguns desvios se houver mudanças na lei ou até mesmo nos métodos contábeis. Esse modelo requer um conhecimento mais profundo sobre contabilidade.

Demonstração do Fluxo de Caixa (Método Indireto)

1. Origem
  • lucro líquido do exercício;
  • (+) depreciações;
  • (+) aumento em imposto de renda a pagar;
  • (+) acréscimo em fornecedores;
  • (-) aumento da cartela de clientes;
  • (=) caixa gerado pelas operações;
  • venda do imobilizado;
  • (=) total dos ingressos de disponibilidade.
2. Aplicações
  • pagamento de empréstimos bancários;
  • aquisição de imobilizado;
  • (=) total das aplicações de disponibilidades;
  • variação líquida das disponibilidades;
  • (+) saldo inicial;
  • (=) saldo final das disponibilidades.

Problemas que o fluxo de caixa evita

Existem diversos problemas que podem ser resolvidos com um fluxo de caixa bem feito. Confira alguns deles:

Para onde vai o dinheiro da empresa

Com o fluxo de caixa sempre atualizado fica muito mais fácil acompanhar seu financeiro. Assim, você sabe para onde seu dinheiro vai e quanto vai. Dessa forma, é possível encontrar erros e corrigi-los de forma mais precisa.

Pagamentos sem atraso

A maioria das contas que devemos pagar adiciona juros caso seja paga após o vencimento. Com os dados que o fluxo de caixa proporciona, nenhuma conta ficará para trás e você não irá perder dinheiro pagando juros de contas que teriam sido pagas antes do vencimento.

Não saber o ritmo de crescimento

O fluxo de caixa dispõe diversas informações sobre a empresa. Entre elas, quais valores o aumentam e quais os diminuem. A partir disso, se sabe quando e como as vendas aumentaram. Isso significa que há possibilidade de planejar o futuro da empresa com uma maior certeza.

Sem exatidão nas análises

Se a sua empresa não mantém o controle do fluxo de caixa de forma precisa, não é possível saber para onde vai o dinheiro da sua empresa. Dessa forma, se perde dinheiro sem nem saber onde. Com essa ferramenta, a análise tem uma base e pode servir de ajuda em questões de orçamento, por exemplo.

Dicas para controlar seu fluxo de caixa

Existem algumas maneiras que podem aprimorar a maneira com que você faz seu fluxo de caixa. Conheça elas:

Escolha o tempo que será analisado

Quando se inicia o controle de fluxo de caixa, surge a dúvida: “insiro as entradas e saídas quando elas acontecem ou a data que elas irão acontecer?”.

A resposta não é simples: depende.

Existem dois tipos de regime para facilitar esse processo. Eles são o regime de caixa e o regime de competência. É de extrema importância que o processo a ser usado seja definido no início do controle.

Regime de caixa

O regime de caixa do fluxo de caixa é quando o valor só é contabilizado ou descontado quando ele efetivamente entra ou sai. Dessa forma, os dados são ainda mais precisos.

Com o regime de caixa, se uma compra de R$ 100,00 foi feita a vista, o valor será contabilizado no caixa. Já, quando uma compra for parcelada em 5 vezes, por exemplo, os R$ 20,00 referentes a cada parcela serão inseridos apenas quando eles forem pagos.

Regime de competência

O regime de competência do fluxo de caixa é o oposto do regime de caixa. São inseridos no controle de fluxo de caixa os valores na hora da venda, sendo lançado como receita ou entrada de caixa.

Dessa forma, se uma compra for parcelada, o valor total será tido como saída. Assim, as parcelas pagas futuramente, serão lançadas como contas a pagar, no passivo circulante. E, as parcelas nas quais o vencimento se dá no próximo exercício irão ser lançadas no passivo não circulante.

Separe gastos pessoais dos gastos da empresa

É válido ressaltar que o dinheiro do caixa da empresa não está disponível para uso do empresário. Por ter despesas e custos próprios para cobrir, é essencial esta separação para que nenhuma das partes seja prejudicada.

Sempre que algum tipo de retirada for feita, é imprescindível destacar no fluxo de caixa da empresa o valor e a data, citando se o dinheiro faz parte do pró-labore do proprietário ou se é algum tipo de saque extra.

Mas o recomendável é que não exista saques pessoais diretamente do caixa da empresa.

Manter este controle determinará o sucesso ou o fracasso de qualquer tipo de negócio. Por isso, misturar as contas pessoais com as contas da empresa é um erro básico que muitos empreendedores cometem, principalmente os mais iniciantes no mundo empresarial, por isso é preciso ter atenção.

Atualize constantemente seu fluxo de caixa

O funcionamento do fluxo depende da sua atualização constante. Qualquer valor que seja retirado ou acrescido deve ser registrado.

Assim, a análise das contas da empresa é feita de forma precisa e nenhum valor é desperdiçado.

Ajuste o planejamento financeiro

Quando se abre uma empresa, é necessário ter um planejamento financeiro. Ou seja, ter uma programação do valor que será investido e que será utilizado ao longo do tempo. Acontece que conforme a sua empresa funciona, esse planejamento pode mudar.

Se as vendas aumentam ou diminuem, os dados citados nesse planejamento devem ser repensados e recalculados. Por isso o fluxo de caixa é tão importante. Com ele, você pode analisar esses valores e entender qual caminho sua empresa está trilhando.

Atenção com as compras e vendas parceladas

Como explicado na diferença de regimes, as vendas parceladas são um assunto confuso. Se você utiliza o regime de competência, é importante entender que o valor não necessariamente se encontra em caixa.

Também, esteja atento a valores que podem ser inseridos errados. Algumas parcelas podem ter o acréscimo de juros se não pagas antes do vencimento. Esse valor pode trazer uma grande dor de cabeça ao cruzar os dados no final do exercício.

Considere a tecnologia

Existem diversas maneiras de realizar o controle de fluxo de caixa. Ele pode ser feito através de um caderninho onde são anotadas todas as vendas e compras, pode ser feito em uma planilha de controle de fluxo de caixa e outras formas.

Mas, existe uma tecnologia aliada a empresários que fazem esse controle: um sistema de controle de fluxo de caixa.

Ao utilizar um sistema de gestão para fazer o seu controle de fluxo de caixa, todos os seus dados se tornam automatizados. Além disso, ele é totalmente integrado com os outros setores da sua empresa, como estoque, por exemplo.

E a melhor maneira de fazer é com o eGestor. Com todos os seus dados dispostos de maneira eficiente, facilita a análise do seu dinheiro, evitando a perda e otimizando as movimentações financeiras.

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Como fazer a gestão financeira de pequenas e médias empresas?

Como fazer a gestão financeira de pequenas e médias empresas?

Quem começou a empreender há pouco ou ainda está nos primeiros anos do próprio negócio, pode acabar descuidando das finanças.

Isso ocorre porque os empresários mais novos contam geralmente com equipes menores e muito atarefadas, e todos, inclusive o empresário, tendem a se envolver quase que 100% apenas com os produtos ou serviços em suas operações.

Mas a gestão financeira de pequenas e médias empresas, como as suas atividades, tem influência no sucesso dos empreendimentos. E não pode ser deixada em segundo plano, como um trabalho dispensável — para o momento em que sobrar tempo.

Saiba agora como gerenciar as finanças do seu negócio e não ter surpresas ruins com contas a pagar ou capital de giro.

Conheça todos os seus vencimentos

Mais do que conhecer, é preciso ter controle e registro de todos os vencimentos — seja de fornecedores, impostos ou contas de consumo da empresa.

Pagar as obrigações em atraso gera mais despesas em multas e juros. Além disso, é possível que se perca a concessão de descontos para quitações adiantadas no caso dos fornecedores.

Em relação aos impostos, o não pagamento em dia suspende as Certidões Negativas de Débitos (CNDs) — documentos que sempre devem ser mantidos válidos e atualizados.

Portanto, mesmo que seja apenas em uma planilha, mantenha registro de todos os vencimentos com descrição das obrigações e seus valores. De preferência, utilize um programa de gestão financeira para PMEs e acompanhe os seus relatórios.

Planilha de controle Financeiro gratuita

Separe as finanças pessoais e empresariais

Esse é um dos erros mais comuns nos negócios, se não o mais comum. Ainda que a empresa seja totalmente sua e todo o dinheiro necessário para o início tenha sido seu, não se pode tratar as finanças dessa forma.

Essa prática facilita o descontrole das contas, do capital de giro e do caixa. Por fim, pode acabar faltando dinheiro para operações e obrigações. Além disso, se torna quase impossível ter uma escrituração contábil exata e correta — o que é passível de multa.

Defina um salário para você e o retire mensalmente, de forma oficial via pró-labore. Não saque dinheiro do negócio frequentemente para o seu bolso. E quando fizer as retiradas de lucro previstas, siga o procedimento contábil correto.

Controle o estoque com excelência

O estoque não tem só produtos ou materiais disponíveis para gerar faturamento. Ele tem dinheiro em bens que influenciam nas finanças atuais e em curto prazo.

Não controlar o estoque é facilitar a ocorrência de perdas por motivos diversos. Então, novas compras — desnecessárias — precisam ser feitas.

E o mesmo ocorre quando algum item está armazenado em excesso, além do fato de isso não ser identificado para que o gestor crie uma estratégia de liquidação das sobras.

Então, primeiramente, tenha o registro de tudo o que há estocado detalhadamente. Depois, atualize o histórico com as saídas e entradas de itens.

Novamente, recomendamos que dê preferência a uma ferramenta de gestão financeira de pequenas e médias empresas. Pois o trabalho se torna mais fácil, rápido e exato, integrado ao gerenciamento das finanças e notas fiscais dentro da plataforma.

Planilha de controle de estoque gratuita para download

Faça planejamento financeiro

As finanças empresariais devem ser planejadas logo no começo do ano, com as previsões de faturamento e despesas e lançamento dos custos já conhecidos para o período.

Assim, o gestor sabe anteriormente se os saldos em caixa são suficientes ou se terá dificuldades ao longo do ano — o que dará tempo para agir.

O contrário, cuidar das finanças mês a mês, pode fazer com que de repente, por exemplo, o negócio se veja sem capital de giro e com contas próximas a pagar.

Acompanhe os números mensalmente

O planejamento financeiro deve ser anual, mas as análises precisam ser mensais. O acompanhamento próximo facilita na identificação de oportunidades e necessidades e também permite que se avalie se o andamento das finanças está conforme o planejado, abaixo ou acima das expectativas.

Mantenha o fluxo de caixa impecável

O fluxo de caixa pode ser visto como uma das bases para uma boa gestão financeira de pequenas e médias empresas. Isso porque ele registra todas as entradas e saídas de dinheiro e, por meio das suas projeções — que sempre devem ser feitas —, dá suporte ao planejamento financeiro e às análises mensais.

Então, faça do seu uma boa ferramenta por meio de ações simples, como:

  • Não deixar as anotações para depois. Fazê-las no momento de cada movimentação ou pelo menos a cada fim de expediente;
  • Não ignorar valores pequenos. Dar importância a todos os ganhos e gastos menores, pois somados podem se tornar relevantes;
  • Fazer conciliação bancária, pois alguns recebimentos podem entrar diretamente pelas contas bancárias. Então, precisam ser registrados e devem fazer parte dos saldos das disponibilidades mesmo não entrando diretamente no caixa;
  • Não adiantar ou atrasar datas. O fluxo de caixa precisa ser fiel à realidade da empresa. Então, se um pagamento é recebido em atraso pela empresa, seu saldo pode ficar para o próximo mês, e o fluxo deve mostrar exatamente isso.

Estabeleça e acompanhe indicadores financeiros

Os indicadores auxiliam na gestão financeira para PMEs porque medem o sucesso por meio de aspectos relevantes e distintos, mas que podem influenciar uns aos outros. Mas como escolhê-los?

Existem alguns que são básicos e servem a todas as empresas. Então, partindo disso, acompanhe sempre, no mínimo:

  • A lucratividade;
  • O ticket médio;
  • As despesas fixas e variáveis;
  • O faturamento;
  • Os recebíveis em curto e longo prazo.

Além deles, você pode definir indicadores não gerais mas importantes especificamente à sua empresa. Por exemplo, para um escritório de contabilidade é fundamental medir o Lifetime Value, que significa o valor que cada cliente representa por período de relacionamento — pois os serviços contábeis são contínuos e adquiridos por meio de contratos periódicos.

Para cada indicador, além do período de acompanhamento, defina metas a serem alcançadas. Dessa forma, se tornam úteis e não servem apenas como relatórios gerenciais de visualização de números.

Isso porque os objetivos auxiliam na análise da evolução de quesitos como o ticket médio e no controle de indicadores como despesas fixas e variáveis.

Outra ação muito importante para a gestão financeira de pequenas e médias empresas é sempre continuar adquirindo conhecimento sobre a área.

E então, gostou do nosso post de hoje? Deixe um comentário!

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Consultor financeiro: porque contratar um para a sua empresa?

Consultor financeiro: porque contratar um para a sua empresa?

Um consultor financeiro organiza processos e analisa questões empresariais relacionadas as movimentações financeiras de uma empresa. Ele também avalia os indicadores e contabiliza informações de fluxo de caixa. A partir disso, o mesmo deve avaliar investimentos e aplicações da empresa para definir seu futuro. Ou seja, um consultor financeiro é quem auxilia a empresa em questões financeiras.

Sem um controle financeiro adequado, as empresas podem não ter uma noção exata de seu fluxo de caixa, e de possíveis gastos excessivos, o que pode levá-las a situações de grave crise, e consequentemente, ter que fechar as portas. Entretanto, muitos empresários por mais conhecimento que possuam do seu segmento de mercado, e do seu produto ou serviço especificamente, não possuem total domínio das finanças de suas empresas. É aí que entra a importância do trabalho do consultor financeiro nas organizações.

Assim, apesar de representar gastos adicionais na folha de pagamento, esses profissionais podem ser determinantes para manter a estabilidade financeira do seu negócio, além de permitir com que você foque especificamente na parte operacional de sua empresa. Quer saber mais a respeito do papel de um consultor financeiro nas empresas? Quais as vantagens que ele pode trazer para o seu empreendimento? É o que vamos tratar no decorrer deste artigo!

Planilha de fluxo de caixa financeiro

O que faz um consultor financeiro?

O consultor financeiro empresarial, é o profissional responsável por organizar todos os processos que envolvem as movimentações financeiras das empresas, e também os seus indicadores de desempenho. Este profissional deve não só contabilizar todas as informações de fluxo de caixa das empresas, mas também saber analisar e fazer um balanço do impacto que cada transação representa no orçamento empresarial.

Com o auxílio do consultor financeiro, as empresas possuem uma noção mais exata de quais gastos são mais significativos em seu caixa, indicando assim possíveis cortes no orçamento. Esses profissionais também proporcionam uma visão mais abrangente da situação financeira, em relação a lucratividade e outros indicadores.

Além destes aspectos, os profissionais de consultoria financeira, também podem realizar o processo de formação de preço de venda de seus produtos, negociação no pagamento de dívidas, e auxílio no planejamento financeiro da empresa de uma forma geral.

Por que contratar um consultor financeiro?

Agora que você já conhece sobre o papel desse profissional nas empresas, e as diferentes funções que podem ser exercidas, vamos mostrar de fato algumas vantagens para você realmente considerar a contratação de um consultor financeiro para o seu negócio:

1. Estudo de viabilidade

A partir da análise de caixa da sua empresa, realizada pelo consultor financeiro, será possível identificar se existe ou não a viabilidade para a execução de novos projetos de investimento ou a aquisição de novos produtos para o seu estoque.

Assim, o consultor financeiro irá identificar se a sua empresa está no momento adequado para realizar determinadas ações, sem comprometer significativamente o seu orçamento.

Para este estudo aprofundado, é imprescindível com que você disponibilize todas as informações financeiras de seu negócio, incluindo notas fiscais.  O consultor financeiro é responsável por avaliar todos os riscos que determinados investimentos podem gerar para a sua empresa.

2. Acompanhamento de ações

Além de calcular os possíveis riscos de determinado negócio e planejar os momentos em que sua empresa poderá realizar investimentos, o consultor financeiro também segue auxiliando a sua empresa durante a execução de projetos e investimentos, analisando se determinadas ações estão trazendo o retorno financeiro esperado. Então, em caso contrário, o consultor é de suma importância para a elaboração de novas estratégias financeiras.

3. Melhor custo benefício

Além do conhecimento financeiro, os consultores de uma forma geral também apresentam um bom conhecimento de mercado. Isso faz com que eles encontrem os melhores fornecedores para a sua empresa, que possuam os produtos com o melhor custo benefício.

O auxílio de um consultor financeiro neste processo, pode trazer uma grande economia para a sua empresa, assim como mantém a qualidade de seus produtos. O consultor  também saberá realizar uma boa negociação na compra com seus fornecedores, sempre respeitando as possibilidades orçamentárias de seu empreendimento.

4. Empréstimos

Na hora de recorrer a empréstimos bancários, os gestores costumam ter muitas dúvidas em relação a qual a melhor opção entre as inúmeras linhas de crédito disponíveis. Um consultor financeiro será essencial nessa tomada de decisão, analisando com embasamento os prós e contras de cada opção. Assim, para não colocar a sua empresa em uma futura situação de endividamento.

5. Auxílio para quitar dívidas

Se sua empresa está passando por uma grave crise financeira, enfrentando uma série de dívidas, você deve estar pensando que a contratação de um consultor financeiro irá agravar ainda mais este cenário. Mas a verdade, é que neste caso, a contratação desse profissional deve ser vista como um investimento.

O consultor financeiro terá um papel fundamental na reorganização financeira de sua empresa. Ele encontrará as melhores soluções para quitar as suas dívidas, e ao mesmo tempo criará um planejamento para que sua empresa não volte a conviver com esse tipo de situação. O consultor irá criar uma cultura de organização e de um rigoroso controle financeiro em sua empresa.

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Como contratar um bom consultor financeiro?

Agora que você já sabe as vantagens que a contratação desse profissional pode trazer para a sua empresa, é preciso ficar atento a alguns aspectos que podem fazer toda a diferença na hora de contratar o consultor financeiro mais qualificado possível. É importante que seu consultor possua formação acadêmica em alguma área ligada à administração. Também, é importante que seu consultor possua especialização em gestão financeira. E, é claro, já possua uma boa experiência com serviços prestados a outras empresas, dentre outros fatores. Veja algumas dicas para selecionar o profissional mais adequado para a sua empresa:

Peça feedback de outras empresas

Ao analisar o currículo de seu potencial consultor financeiro, é importante conversas com empresas que receberam os serviços daquele profissional. Procure saber de que forma o consultor conseguiu suprir as necessidades delas. Então, a partir disso, analise se ele realmente tem o perfil para ser o consultor financeiro de sua empresa.

Qual a necessidade de sua empresa?

Existem consultores financeiros que focam o seu serviço em uma gestão mais ampla da parte financeira das empresas. Entretanto, alguns são mais voltados para a projeção e realização de investimentos.

Ainda existem os consultores financeiros especializados em questões de tributação. Esses esclarecem e calculam todos os tributos que devem ser pagos pelas empresas. Além de auxiliar na escolha pelo melhor regime tributário.

Por isso, se você deseja contratar um consultor financeiro para a sua empresa, é preciso ter um foco e saber realmente qual a necessidade e o perfil de consultoria desejado.

Analise a forma de remuneração

Os consultores financeiros atuantes no mercado, costumam apresentar algumas variações no que diz respeito as suas respectivas formas de pagamento. Há consultores financeiros que solicitam o pagamento de honorários de acordo com os períodos gastos em consultas. Enquanto outros recebem comissões referentes aos investimentos e ações que trarão lucro para a empresa.

Ainda existe a possibilidade de pagamento parte pelas consultas e parte pelas comissões. Por isso, o ideal é que você procure negociar com os profissionais as melhores formas de pagamento, e que estejam de acordo com as possibilidades da sua empresa.

Verifique a disponibilidade de trabalho

Os profissionais de consultoria financeira geralmente prestam serviços a mais de uma empresa, já que essa atividade ainda não é regulamentada. Isso faz com que eles não prestem atenção exclusiva ao seu negócio.

Tenha isso em mente de acordo com as necessidades da sua empresa, procurando identificar se aquele profissional realmente tem tempo disponível para atendê-lo de uma forma satisfatória.

Solicite um plano financeiro

Se você ainda não decidiu qual profissional contratar para ser o consultor financeiro de sua empresa, uma boa dica é pedir aos possíveis candidatos um plano financeiro.

Isto é, disponibilize as mais variadas informações referentes as finanças de seu empreendimento. E, a partir de então peça que os candidatos elaborem planos hipotéticos visando o crescimento da sua empresa.

Feito este processo, analise a viabilidade e ambição de cada um deles, e tente encontrar um equilíbrio entre esses dois fatores nos planos elaborados. Solicitar este planejamento hipotético, trará uma visão inicial a qual estes profissionais possuem da sua empresa, e como vêem as possibilidades de crescimento.

Como é o método de trabalho desses profissionais?

Da mesma forma que é preciso analisar a especialização e o foco de consultoria financeira de cada profissional, também é importante ficar por dentro da metodologia de trabalho, que pode variar de acordo com os diferentes consultores financeiros. Enquanto alguns deles trabalham de uma forma autônoma e independente, outros atuam junto a empresas especializadas em consultoria.

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O eGestor torna o processo de controle financeiro da sua micro ou pequena empresa muito mais facilitado. Com a geração de relatórios de DRE (Demonstrativo Resultado do Exercício), fluxo de caixa, ABC de vendas por produto e por clientes, dentre outros, você terá muito mais clareza para analisar os indicadores financeiros do seu negócio.

Com o eGestor, você ainda pode fazer o controle de suas contas a pagar e a receber, emitir notas fiscais eletrônicas e boletos bancários, dentre muitas outras funcionalidades! Ficou interessado? Os primeiros 15 dias de testes das ferramentas do sistema são totalmente gratuitos. Acesse o site!

Orçamento Base Zero (OBZ): saiba tudo a respeito!

Orçamento Base Zero (OBZ): saiba tudo a respeito!

O Orçamento Base Zero, ou OBZ, é um planejamento orçamentário que leva em consideração o período com a base zerada que precisa ser totalmente aprovado. Ou seja, sem levar em consideração alguns dados, como:

  • Receitas.
  • Custos.
  • Despesas.
  • Investimentos de exercícios anteriores.

Reduzir gastos no orçamento empresarial é uma tarefa de extrema importância. Mas, ao mesmo tempo, é um processo que gera muitas dúvidas nos gestores de negócios. Afinal, quais gastos podem ser cortados sem impactar negativamente a operação da empresa? Como forma de auxiliar nessa tomada de decisão, muitos empresários utilizam o orçamento base zero no controle financeiro de seus empreendimentos. O que é orçamento base zero? Quais as vantagens de elaborar este tipo de orçamento empresarial em sua empresa? Como funciona? É o que você vai saber agora ao ler o nosso artigo!

Quem pode utilizar o orçamento base zero? 

O orçamento base zero geralmente é utilizado por grandes corporações, mas também pode ser aplicado em empresas de menor porte. Essa ferramenta é de extrema importância. Ela faz uma análise aprofundada das reais prioridades em relação aos custos e despesas de caixa. Assim, traz uma visão a respeito do orçamento mínimo necessário para uma empresa executar as suas atividades. Tudo com base no planejamento estratégico e visão de todos os gestores do negócio.

Como surgiu esta ferramenta?

A metodologia do orçamento base zero foi desenvolvida durante a década de 70 pelo professor norte-americano Peter Pyrr. Ela foi utilizada, inclusive, no governo dos EUA em 1975 durante o mandato de Gerald Ford.

Como funciona o orçamento base zero na prática?

Afinal, como aplicar esta ferramenta na prática no orçamento de sua empresa? Trata-se de um processo que exige organização e engajamento em torno de todos os gestores envolvidos na sua execução.

É preciso fazer um levantamento a respeito das necessidades orçamentárias para a operação dos diferentes centros de custo da empresa. E, então, avaliar possíveis valores que podem vir a ser cortados ou mesmo direcionados para outros departamentos.

Contar com o auxílio de um consultor financeiro especializado também é altamente recomendável. Assim, é possível extrair o máximo desta ferramenta e obter uma visão aprofundada e externa ao ambiente empresarial.

Um dos principais motivos pelo qual as empresa optam pelo OBZ é que se avalia que as necessidades não serão as mesmas para o próximo período e podem apresentar significativas variações. Ele é escolhido em detrimento de modelos convencionais, justamente, porque esses levam em conta exercícios anteriores. Os números anteriores também podem não representar o momento e a realidade atual da empresa.

Como montar

O orçamento base zero portanto, consiste em uma análise e votação por parte dos gestores de cada departamento da empresa, além do conselho diretivo, de forma a decidir o orçamento que será estabelecido para cada um desses. Ele é uma espécie de orçamento colaborativo ou descentralizado, que não é estipulado somente pelos sócios-proprietários do negócio. E é estruturado de uma forma menos hierarquizada. 

Antes da votação de orçamento para cada setor, todos os gestores devem apresentar um projeto argumentativo. Ele deve conter as operações e metas dos seus departamentos, assim como as necessidade orçamentárias. Dessa forma, é possível fazer uma análise por parte de todos os envolvidos no processo.

Como o próprio nome diz, o orçamento base zero faz uma projeção de orçamento para os diferentes centros de custo a partir de uma base totalmente zerada. Isto é, sem levar em conta as despesas, receitas e demais movimentações que ocorreram em períodos anteriores.

Etapas

A seguir, vamos falar sobre as principais etapas e aspectos mais relevantes para a estruturação do orçamento base zero em sua empresa:

1. Preparação

O primeiro passo para executar o orçamento base zero, é treinar e reunir todos os gestores que estarão envolvidos neste processo. É preciso explicar detalhadamente como funciona este tipo de orçamento. Assim como conscientizá-los da importância de apresentarem uma visão imparcial e verdadeira a respeito das necessidades de seus respectivos departamentos. É importante deixar absolutamente claro as reais vantagens. Uma possível redução de custos no orçamento de determinado setor pode trazer benefícios para a organização de uma forma geral.

2. Segmentação

Separe as áreas da empresa em diferentes grupos de orçamentação, para que possam discutir suas respectivas metas e necessidades orçamentárias. Afinal, quais os resultados financeiros esperados para cada setor? O que será necessário para atingir as metas e desenvolver capital humano e intelectual?

3. Definição de limiar

Feito o levantamento de todas as necessidades e planejamento estratégico, os gestores de cada departamento vão estabelecer o  limiar. Esse nada mais é do que o valor mínimo necessário para a operação de suas atividades.

4. Classificação das despesas fixas de cada departamento

Este é o momento no qual todos os gestores e diretores da empresa reúnem-se e debatem.Todas as projeções e necessidades de recursos levantadas durante o processo devem ser discutidas. É o momento em que os dados são analisados e é feita a votação por parte de todos os envolvidos. Assim, será definido o orçamento para cada setor. Nesta etapa, é extremamente importante que todos os envolvidos exponham seus pontos de vistas. Esses pontos de vistas devem ser introduzidos a partir de argumentações consistentes e justificando o porquê da necessidade dos recursos em questão. Dessa forma eles são utilizados para convencer todos os gestores participantes do processo.

Entre os aspectos que devem ser levados em conta na definição orçamentária, podemos listar os seguintes:

  • Projeção de vendas;
  • Custos variáveis;
  • Despesas operacionais;
  • Investimentos operacionais;

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Quais as principais vantagens de se aplicar o orçamento base zero?

O orçamento base zero permite uma identificação mais facilitada a respeito de custos e despesas totalmente desnecessários na empresa. Isso porque traz uma visão conjunta dos diferentes gestores do negócio. A participação conjunta também é importante para deixar todos os envolvidos por dentro do planejamento estratégico da empresa para um médio e longo prazo. E, sendo assim, poderão ter um maior direcionamento em suas tomadas de decisões.

Dentre outras vantagens, o orçamento base zero possibilita um direcionamento mais justo e equilibrado de recursos. Isso porque é baseado completamente nas necessidades de cada departamento e auxilia na eliminação de processos desnecessários. 

Esta metodologia promove uma maior integração entre os colaboradores envolvidos, que por sua vez tendem a aumentar a sua motivação no ambiente de trabalho. Assim, se sentem uma parte ainda mais importante do planejamento organizacional devido a autonomia que lhes foi proporcionada nas tomadas de decisões da empresa. 

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E os riscos?

Com certeza um dos riscos de se implementar este processo é a complexidade desse tipo de orçamento, além do fato de depender essencialmente do envolvimento de todos os gestores, caso contrário, o orçamento base zero será totalmente ineficaz.

Mais do que o engajamento, também é preciso que os envolvidos possuam uma visão imparcial a respeito das necessidades orçamentárias de seus departamentos e devem zelar sempre pelo interesse coletivo da empresa, além de estarem totalmente abertos a cortes em seus respectivos orçamentos.

Uma boa forma de implementar essa cultura em todos os departamentos da empresa, é realizar treinamentos com todos os envolvidos, de forma que todos os gestores estejam conscientes de que seus setores podem vir a sofrer reduções de custo em prol de um bem maior: a coletividade.

Possíveis divergências podem vir a gerar uma série de conflitos entre os envolvidos. Por isso é imprescindível que os gestores sejam bem relacionados entre si e estejam abertos para receber críticas e visões diferentes daquela a qual possuem. 

Quando é recomendável utilizar o orçamento base zero?

Em empresas que ingressaram recentemente no mercado e não possuem um histórico de dados e movimentações financeiras para a análise, obviamente o orçamento base zero deve ser realizado.

No caso de empresas mais consolidadas no mercado, a realização ou não do orçamento base zero vai depender do ambiente interno, volatilidade do mercado e cenário econômico no qual a empresa está inserida, bem como a eficácia das metodologias adotadas no momento e as novas possibilidades que podem surgir, sejam elas decorrentes de inovações tecnológicas ou mudanças na legislação.

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Como um software de gestão empresarial pode ser importante na sua gestão orçamentária?

Gerenciar os orçamentos para os diferentes centros de custo da sua empresa, é uma tarefa que exige bastante trabalho, devido a necessidade de lidar com uma grande quantidade de dados referentes a despesas e receitas de cada departamento. Por meio de um software de gestão empresarial como o eGestor, é possível organizar os diferentes setores de sua empresa em uma única plataforma, sem a necessidade de armazenar inúmeras planilhas.

A outra vantagem de um sistema como o eGestor, é a possibilidade de permitir acesso aos dados do sistema a todos os gestores do seu negócio, para que possam controlar os seus departamentos de uma forma independente, gerando uma grande economia de tempo e ganho de eficiência no processo de gestão orçamentária!

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