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13º salário 2026: como fazer o cálculo passo a passo, com exemplos
Veja como calcular o 13º salário em 2026: prazos das parcelas, descontos de INSS e IR, valor proporcional e exemplos práticos para a sua empresa.

O 13º salário é a gratificação natalina prevista na Lei nº 4.090/1962: um salário extra pago ao trabalhador no fim do ano. O valor equivale a 1/12 da remuneração de dezembro para cada mês trabalhado, então quem trabalhou o ano inteiro recebe um salário completo.
Para a empresa, o 13º é uma das maiores despesas do ano e precisa entrar no planejamento financeiro com antecedência. Neste guia você vê quem tem direito, os prazos de 2026, os descontos de INSS e IR e exemplos de cálculo passo a passo.
Quem tem direito ao 13º salário?
Tem direito ao 13º todo trabalhador com carteira assinada pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), ou seja, em que existe vínculo entre empregado e empregador. Isso inclui empregados domésticos, rurais, avulsos e temporários. Aposentados e pensionistas do INSS também recebem um valor extra, chamado abono anual, que é pago pelo próprio INSS e não pelo empregador.
Para o cálculo, conta como mês inteiro todo mês em que o empregado trabalhou 15 dias ou mais. Se faltas não justificadas deixarem um mês com menos de 15 dias trabalhados, esse mês sai da conta. Os outros meses continuam valendo.
O empregado também pode pedir para receber a 1ª parcela junto com as férias. O pedido deve ser feito por escrito em janeiro do ano correspondente.
Prazos de pagamento do 13º salário em 2026
A lei manda pagar o 13º em duas parcelas:
- 1ª parcela: entre 1º de fevereiro e 30 de novembro. Em 2026, 30/11 cai em uma segunda-feira. O valor é metade do salário do mês anterior, sem descontos.
- 2ª parcela: até 20 de dezembro. Em 2026, 20/12 cai em um domingo, então o pagamento deve ser antecipado para sexta-feira, 18/12. Nessa parcela são descontados o INSS e o Imposto de Renda.
A empresa pode pagar o valor inteiro de uma vez, desde que até 30 de novembro. Pagar tudo em dezembro, em parcela única, é irregular. Parcelar em mais de duas vezes só é possível se houver previsão em convenção ou acordo coletivo.
Se o salário aumentar depois do adiantamento, a diferença entra na 2ª parcela. Para quem recebe salário variável, a empresa ajusta a média até 10 de janeiro do ano seguinte.
Atenção, empregador: o INSS do 13º é recolhido até 20 de dezembro. O FGTS (8%) incide sobre as duas parcelas e é pago pelo FGTS Digital.
Como calcular o 13º salário?
A fórmula básica é: (salário ÷ 12) × meses trabalhados. Quem trabalhou o ano inteiro recebe um salário completo. Horas extras, comissões e adicionais entram pela média.
Os descontos acontecem só na 2ª parcela e são calculados sobre o valor total do 13º, separado do salário de dezembro:
- INSS (tabela progressiva de 2026): 7,5% até R$ 1.621,00; 9% de R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84; 12% de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27; 14% de R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55 (teto).
- IRRF: o 13º tem tributação exclusiva na fonte. Com a Lei nº 15.270/2025, quem recebe até R$ 5 mil fica isento.
Exemplo 1: 13º integral
Um empregado ganha R$ 3.000 e trabalhou o ano inteiro.
- 1ª parcela (até 30/11): R$ 3.000 × 50% = R$ 1.500,00, sem descontos.
- INSS sobre R$ 3.000: R$ 121,58 + R$ 115,37 + R$ 11,66 = R$ 248,60.
- IRRF: isento, porque o valor está abaixo de R$ 5 mil.
- 2ª parcela (até 18/12): R$ 3.000 − R$ 1.500 − R$ 248,60 = R$ 1.251,40.
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Exemplo 2: aumento entre as parcelas
O mesmo empregado passou a ganhar R$ 3.500 em dezembro. O 13º passa a ser calculado sobre o novo salário.
- INSS sobre R$ 3.500: R$ 308,60.
- 2ª parcela: R$ 3.500 − R$ 1.500 (adiantamento) − R$ 308,60 = R$ 1.691,40.
Exemplo 3: 13º proporcional
Um empregado admitido em maio, com salário de R$ 3.000, trabalha 8 meses no ano (maio a dezembro).
- 1ª parcela, paga em 30/11: metade do proporcional até novembro, ou seja (R$ 3.000 ÷ 12 × 7) ÷ 2 = R$ 875,00.
- 13º total: R$ 3.000 ÷ 12 × 8 = R$ 2.000,00.
- INSS sobre R$ 2.000: R$ 155,69.
- 2ª parcela: R$ 2.000 − R$ 875 − R$ 155,69 = R$ 969,31.
Exemplo 4: horas extras, comissões e adicionais
Some tudo o que o empregado recebeu de variáveis no ano (horas extras, comissões, adicional noturno, insalubridade) e divida pelos meses trabalhados. Exemplo: um salário de R$ 3.000 e R$ 2.400 em horas extras no ano.
- Média: R$ 2.400 ÷ 12 = R$ 200. Base do 13º: R$ 3.200.
- INSS sobre R$ 3.200: R$ 272,60.
- 2ª parcela: R$ 3.200 − R$ 1.500 − R$ 272,60 = R$ 1.427,40.
13º salário na demissão
O 13º proporcional é pago na rescisão em quase todos os casos: pedido de demissão, dispensa sem justa causa, fim de contrato com prazo e acordo entre as partes. O valor é proporcional aos meses trabalhados no ano. O aviso prévio indenizado conta como tempo de serviço e pode somar mais um mês ao cálculo. Só a dispensa por justa causa tira o direito ao 13º proporcional.
Como se planejar para pagar o 13º
Na prática, o 13º custa mais que um salário extra por empregado: além do valor bruto, a empresa paga o FGTS de 8% e os encargos patronais do seu regime tributário. Uma forma simples de não ser pega de surpresa em novembro é reservar 1/12 da folha todo mês.
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Perguntas frequentes sobre o 13º salário 2026
Quando é paga a 1ª parcela do 13º em 2026?
Até 30 de novembro (segunda-feira).
Qual o prazo da 2ª parcela do 13º em 2026?
Até 18 de dezembro, porque o dia 20 cai em um domingo.
Tem desconto na 1ª parcela do 13º?
Não. O INSS e o IR são descontados só na 2ª parcela.
Quem foi demitido recebe 13º?
Sim, o valor proporcional, exceto na dispensa por justa causa.
Quem trabalhou menos de 15 dias no mês conta esse mês?
Não. Só entram os meses com 15 dias ou mais trabalhados.

