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Como montar uma loja de jóias e semijoias? Veja 8 dicas

Como montar uma loja de jóias e semijoias? Veja 8 dicas

O mercado de jóias e semijoias nunca sai de moda. Não importa quanto tempo passe, presentear alguém ou a si mesmo com este tipo de acessório é sempre uma boa pedida. Por isso, apostar neste tipo de negócio também pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja empreender sem correr grandes riscos.

Pode ser extremamente vantajoso investir neste tipo de empreitada. Primeiro porque há uma grande diversidade de jóias e semijoias: pulseiras, anéis, brincos, colares, tornozeleiras, relógios, cordões e muito mais, e o público também pode variar bastante. Tudo depende do tipo de produto que você for vender, do estilo das peças e claro, do preço.

Segundo porque o valor agregado a este tipo de produto pode ser bastante alto e isso representa também uma ótima lucratividade para o empreendedor. Ficou interessado? Então veja a seguir algumas dicas para você que deseja saber como montar uma loja de jóias e semijoias. Vamos lá!

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1. Estude o mercado de loja de jóias

Nenhum empreendimento deve ser aberto sem este passo primordial. Portanto, dedique um tempo, e um bom tempo, para fazer uma análise bastante séria do mercado de jóias e semijoias da região onde deseja atuar. Verifique quais são as lojas de jóias que existem, como se apresentam para os clientes, que tipo de produtos vendem e o preço que praticam.

Assim, anote tudo em um papel de tal forma a garantir uma comparação fácil, garantindo uma boa visão de como tudo funciona nesta área.

Em seguida, descubra como as jóias e semijoias são fabricadas e desenvolvidas, quais são os materiais mais utilizados, quais são as técnicas aplicadas e as novidades que mais chamam a atenção dos clientes. Para isso, visitar feiras e eventos especializados na área pode ser uma excelente pedida.

Não deixe de visitar lojas do tipo, conversar com as pessoas e aproveitar da internet para descobrir tudo que puder a respeito do universo dos produtos que deseja vender.

2. Avalie os fornecedores

Um dos maiores segredos dos negócios é acertar na escolha dos fornecedores. Não poderia ser diferente em um mercado tão focado na beleza e na qualidade como este. Portanto, pesquise profundamente quais são as suas possibilidades dentro do mercado de jóias e semijoias.

É importante que faça isso antes de definir o público-alvo para que possa ter um bom panorama de suas possibilidades no futuro. Dentro do mercado de jóias e semijoias, você pode optar por comprar direto de um fabricante – principalmente quando se trata de semijoias – ou ainda contratar um ourives, um designer e uma equipe focada para fazer sua própria produção.

É claro que a segunda opção é mais complexa e exige do empreendedor um vasto conhecimento em tudo. Por isso que falamos a respeito do estudo do mercado no primeiro passo. Coloque os custos todos em um papel, e somente a partir daí siga para o próximo passo.

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3. Escolha o público-alvo da sua loja de jóias

O público de jóias e semijoias não é sempre igual. Você pode focar em diferentes nichos para garantir uma infinidade de possibilidades. Pode ter uma loja, por exemplo, focada em um público de alto poder aquisitivo, com produtos de alto valor agregado, design diferenciado e exclusividade.

Você ainda pode focar em um público mais popular, com produtos que sejam bem variados, com preços competitivos e formas facilitadas de pagamento. Dessa forma, quem decide é você, baseado nas pesquisas que realizou em sua cidade, no mercado de sua região e também na avaliação dos fornecedores.

É importante lembrar que a escolha do público-alvo vai afetar diretamente a quantidade de verba que vai precisar investir, tanto na qualidade dos produtos, quanto na preparação da própria loja e de toda a comunicação visual.

Por isso, esta é uma das decisões mais importantes e que vai influenciar diretamente todas as etapas de sua operação e até a lucratividade que vai conquistar com a venda de cada uma das peças.

Uma boa dica para acertar é tentar atender um público que ainda não está sendo abrangido pelas lojas de sua região. Se todas as lojas de jóias e semijoias de sua cidade estão focando em um público de alto poder aquisitivo, talvez haja um excelente mercado em aberto em outras fatias do mercado e vice-versa.

4. Escolha um bom ponto de vendas

Com todas as informações a seguir e com a escolha do público, é chegada a hora de decidir o local onde sua loja de jóias ficará alocada. Lembre-se que jóias e semijoias são produtos de alto valor, mesmo que com preços mais competitivos. Por isso, segurança é algo primordial para a decisão do ponto de venda.

Avalie os shoppings que atendem seu público, ruas e o espaço dos locais disponíveis. Lembre-se também que vai precisar garantir praticidade aos seus clientes, como fácil localização, estacionamento e visibilidade. Uma boa loja de jóias e semijoias também precisa contar com uma boa vitrine, espaço suficiente para estoque e bastante conforto para que os clientes possam escolher os produtos que desejam.

5. Invista em arquitetura e comunicação visual

Antes de abrir a loja, lembre-se que se trata de um mercado especial. Portanto, você vai precisar investir em uma loja bonita e agradável. Para isso, contrate profissionais especializados em arquitetura de loja e comunicação visual. Este investimento vai valer a pena.

Não se esqueça de investir também em branding, embalagens e tudo que permita uma compra completa. Quando sai de uma loja de jóias e semijoias, o cliente deseja levar o produto para casa com carinho.

6. Contrate uma equipe afiada

A venda de jóias e semijoias é diferenciada de outros produtos. Por isso, procure contratar uma equipe de vendas especializada ou os treine para que fiquem sempre afiados para garantir um aumento de vendas real.

Os vendedores precisam compreender os clientes e oferecer os produtos de acordo com seus desejos. É preciso que sejam pessoas atentas, altamente educadas e que proporcionem uma experiência de compra diferenciada.

7. Aprenda tudo sobre gestão

Se você nunca empreendeu na vida e não está acostumado com os processos que envolvem ser o dono de seu próprio negócio pode ter dificuldades. Portanto, busque fazer cursos para aprender sobre como controlar as compras, vendas, estoque, negociação com parceiros, contratação de pessoas e, claro, a precificação.

Um gestor precisa ainda conhecer tudo a respeito de tributos, controle, gerenciamento de riscos e ainda aprender como olhar para o mercado hoje e planejar os próximos passos. Este é o verdadeiro segredo de um empreendimento que dá certo ou não dá, a gestão e a qualidade com que o empreendedor cuida de seu próprio negócio.

8. Conte com um bom sistema de gestão para sua loja de jóias

Cuidar de um negócio não é uma tarefa simples. Um bom gestor precisa estar por dentro de tudo que acontece em tempo real, avaliar o movimento do mercado, valores monetários e comparar resultados a fim de planejar os próximos passos.

Por isso, contar com um bom sistema de gestão é primordial para o sucesso. O eGestor é a opção ideal para conseguir este objetivo. Com uma interface simples e fácil de entender, garante um olhar atento ao fluxo de caixa, controle de vendas, estoques e ainda ajuda na operação, já que proporciona a emissão de notas fiscais, emissão de boletos e relatórios em tempo real.

Quer saber mais sobre todas as vantagens que seu negócio de jóias e semijoias pode conquistar ao investir no eGestor? Comece a realizar os testes gratuitamente no sistema durante um período de 15 dias! Basta acessar o site!

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Como montar uma cooperativa?

Como montar uma cooperativa?

As cooperativas servem para organizar trabalhadores que exercerão determinadas funções. Elas são úteis porque garantem vantagens para os membros e facilitam a organização do trabalho. Para criar uma cooperativa é necessário fazer o registro na Junta Comercial. Segundo a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) existem hoje 13 segmentos de cooperativas.

Para criar uma organização assim, antes de tudo você precisa de planejamento. Os primeiros passos envolvem encontrar o número adequado de pessoas para iniciar o projeto. Esse artigo visa lhe ajudar nesse trabalho. Ele está dividido em passos, para facilitar a criação da cooperativa. Acompanhe.

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Forme o grupo

O primeiro passo é juntar o número de pessoas para começar a organizar sua cooperativa. Deixe claro para todas as pessoas que você vai chamar quais serão os objetivos da organização. As pessoas devem seguir certos critérios, observe:

  • Precisam ser capazes de responder às próprias necessidades.
  • Devem pensar de forma semelhante à sua a respeito do trabalho que será desenvolvido.
  • Devem ter necessidades próximas às suas.

Você pode chamar pessoas que já começaram as atividades ou que estão interessadas em começar. Depois que tiver o grupo reunido, converse com ele e discuta de que forma vocês podem avançar no projeto. As primeiras conversas deverão ser focadas em responder questões relacionadas às necessidades da cooperativa.

Descubra quais são as demandas comuns que deverão ser supridas. Além disso, saiba como o grupo todo poderá focar na atividade particular para, em conjunto, poder responder a essas demandas.

Estabeleça o objetivo

Você deve elaborar, com ajuda do grupo, o objetivo final que devem atingir. Há vários tipos de cooperativas e cada uma possui objetivos diferentes. É importante descobrir de que forma esses objetivos podem ser atingidos. Isso dependerá exclusivamente do conjunto de esforços particulares. Dessa forma, é útil que você consiga incentivar o grupo a demonstrar o melhor de cada um.

O passo fundamental aqui é assegurar que dentro do coletivo existam – ou venham a existir – capacidades, esforços e conhecimentos necessários para desenvolver e gerir cada aspecto da cooperativa. Fazendo um levantamento de especialidades junto aos membros, você poderá traçar um plano de melhoria. Poderá saber quais as necessidades de formação que precisam ser aprimoradas e as capacidades que ainda não existem no coletivo.

Início do projeto

Definidas as necessidades e objetivos, você deve começar a elaborar o projeto da cooperativa ou o plano de negócios. Durante o processo de elaboração, deve estar sempre claro que o objetivo é que ele atenda às necessidades do coletivo (os interesses comuns dos membros). O projeto deve visar meios de garantir a sustentabilidade em longo prazo da cooperativa.

Para deixar o planejamento mais objetivo e claro, responda às seguintes questões:

  • Que tipo de atividade a cooperativa irá desenvolver?
  • Para quem a cooperativa irá desenvolver e oferecer seus produtos?
  • De que forma a cooperativa irá garantir a sustentabilidade financeira?
  • Quais são os pontos fortes e os pontos fracos do coletivo?
  • Que tipo de adversidade vocês irão enfrentar, seja regional, nacional ou internacional?

Depois de encontrar respostas para essas questões, organize-as em termos claros em um documento. Ele irá guiar a implementação do projeto.

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Escolha do ramo

No Brasil, há 13 ramos de cooperativas definidos. Para poder exercer as atividades, é preciso escolher o ramo para se adequar. Veja quais são eles:

Consumo

Os grupos fazem compras de produtos coletivamente, para poderem conseguir um preço menor. Servem para abastecer as próprias finalidades.

Sociais

O objetivo é integrar pessoas no mercado para que elas realizem determinados trabalhos. Servem para ajudar trabalhadores que se encontram em desvantagem perante outros.

Trabalho

São feitas para reunir em uma única organização várias pessoas que desempenham a mesma atividade de maneira autônoma. As cooperativas de trabalho servem para oferecer melhores condições profissionais para todos.

Educacionais

Funcionam para garantir outras formas de ensino que não as tradicionais. São formadas por professores autônomos e pais de alunos, que, por meio de escolas, prestam diversos serviços de educação.

Transporte

São parecidas com as cooperativas de trabalho, com a diferença de que seus membros são trabalhadores do ramo de transporte. Eles prestam serviços de cargas e viagens. Devido às particularidades da função, trata-se de uma categoria própria, não se enquadrando no ramo das cooperativas de trabalho.

Agropecuárias

É nessa categoria que as cooperativas são mais enquadradas. Estima-se que aproximadamente 50% de tudo o que é produzido no meio agrário do Brasil passa de alguma forma por uma cooperativa. Participam delas produtores rurais de vários perfis, agropastoris e trabalhadores do ramo da pesca.

Saúde

São formadas por médicos e outros profissionais de saúde, com o objetivo de oferecer serviços desse nicho. Normalmente são criadas para atender pessoas que não têm condição de adquirir os planos de saúde tradicionais.

Crédito

Exercem funções financeiras, como empréstimo e administração de poupanças. Seu trabalho é próximo de instituições financeiras, e por isso o Banco Central do Brasil regula todas as suas atividades.

Habitacionais

Oferecem imóveis para os membros, por meio de uma contribuição mensal dos cooperados.

Produção

É uma organização feita por produtores que trabalham de maneira comum. Ou seja, eles mesmos são donos da propriedade dos meios de produção, de forma que compartilham os lucros.

Infraestrutura

As cooperativas de estrutura estão relacionadas à serviços básicos como água, energia, saneamento básico, segurança e limpeza pública, entre outros.

Mineral

Quando mineradoras se reúnem para realizar trabalhos de extração, industrialização e comercialização dos minérios.

Turismo e lazer

São prestadoras de serviços relacionados ao turismo e lazer, como hospedagem e guiamento.

Outro

Quando o ramo que será exercido não se enquadra em nenhum dos segmentos aqui descritos, é preciso adequá-lo a um novo. Com o tempo, alguns ramos podem deixar de existir e outros surgirem, de acordo com as regras da OCB.

Crie os valores da cooperativa

Os valores são a base de onde irá emanar toda a direção das ações da cooperativa. Uma empresa sem valores não tem pontos de partida. Os membros devem discutir a esse respeito para desenvolver os princípios coletivos. Todos devem concordar com eles e segui-los, porque a organização e a direção dos negócios dependem dessas linhas de orientação.

É ideal que os membros formalizem seu apoio aos valores da cooperativa. É simples de realizar isso, e pode poupar problemas futuros. Crie uma declaração de compromisso, em que tenha elencado os valores e princípios da cooperativa. Em seguida, leve o documento em uma reunião e peça para os membros o assinarem.

Crie a estrutura da organização

A estrutura de uma cooperativa é igual a de empresas comuns. Ou seja, ela possui diversos membros que se organizam de modo que cada um exerça um papel, com responsabilidades próprias e dentro de uma hierarquia pré-definida. Para que cada membro saiba o que irá fazer dentro da estrutura, é preciso eleger órgãos sociais.

Cada órgão social possui titulares com responsabilidades bem específicas. Estruturas democráticas de cooperativas possuem as divisões com o intuito de promover interesses de toda a organização por meio de ações eficientes. Independentemente do tamanho da estrutura e, por consequência, do número de membros, é preciso que todos estejam envolvidos na gestão do dia a dia e na tomada de decisões. Esses representantes, por terem sido eleitos, irão representar todos os membros diante da sociedade.

Normalmente, o órgão social supremo de uma cooperativa é a Assembleia Geral. Abaixo dela, possuindo igual poder e posição, estão a Direção, que é o órgão de gestão, e o Conselho Fiscal, que é o órgão de fiscalização. É importante que, depois de definir os líderes dos órgãos sociais, seus nomes sejam registrados no estatuto da cooperativa.

Formalização

Agora é hora de formalizar a cooperativa. É preciso organizar o estatuto, no qual estarão as linhas gerais do funcionamento, é como o contrato dos cooperados. Ele precisa ter:

  • Denominação, área de atuação, sede e outros dados relacionados ao exercício profissional.
  • Direitos, deveres, responsabilidades e condições de admissão e demissão dos membros.
  • Método de administração e fiscalização.
  • Capital mínimo que será trabalhado.
  • Regras para a convocação e funcionamento de assembleias gerais.
  • Processo de dissolução voluntária da sociedade e de reforma do estatuto.

Capital Social

Para prestar serviço e ter meios de instalação e equipamento necessário, é necessário de capital social. Você deve especificar esses pontos para saber quanto cada membro do grupo deverá contribuir. Elabore um projeto, no qual o capital será dividido em quotas. O valor unitário deve ser menor que o menor salário-mínimo do país.

O associado deve contribuir no máximo com 1/3 (um terço) do total das quotas. Há exceções, no caso em que a subscrição deve ser proporcional ao movimento financeiro ou aos meios de produção. O pagamento pode ser feito através de prestações.

Processo de fundação

A seguir você fará a fundação, veja:

  1. Reunião: É feita com todas as pessoas interessadas no projeto para determinar os objetivos, escolher a comissão e eleger o coordenador dos trabalhos.
  2. Verificação do trabalho: É preciso, então, discutir com todos os associados a viabilidade das condições do projeto.
  3. Proposta do estatuto: Os membros deverão conhecer e discutir as propostas do estatuto e receber uma cópia para todos.
  4. Fundação: A Assembleia Geral de Constituição é então criada para fundar a cooperativa. Determine a hora e o local com antecedência, utilizando as melhores formas de avisar todos os interessados. É necessário que a assembleia tenha no mínimo 20 pessoas.

Receita e fundos

A receita da cooperativa advém, principalmente, da taxa de administração ou serviço da organização. Ela retém um percentual sobre o valor das operações realizadas pelo cooperado. Quando a taxa de serviço for mais alta do que é necessário para pagar as despesas, acontecem as sobras. Por outro lado, se a taxa for baixa, pode haver perdas. De todo modo, é a Assembleia Geral que irá decidir como será feito o rateio das sobras e perdas.

As cooperativas devem, obrigatoriamente, constituir um fundo de reserva. Ele será útil para cobrir as perdas que eventualmente poderão acontecer. Além disso, servirão para desenvolver as atividades. Deve conter, pelo menos, 10% do valor obtido de sobras líquidas no decorrer do exercício.

Além disso, é importante obter o fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (Fates). Ele serve para que os associados e familiares tenham assistência. Em certos casos, pode servir também para os empregados da cooperativa. É preciso destinar ao menos 5% das sobras líquidas no decorrer do exercício. Os dois fundos são indivisíveis.

Se a Assembleia Geral desejar, ela poderá criar outros tipos de fundos, mesmo rotativos. A ata deve conter o modo de arrecadação, aplicação e liquidação.

Documentação

Segundo o que estabelece o Direito brasileiro, através do Código Civil, no artigo 982, as cooperativas são sociedades de pessoas que exercem uma determinada atividade, tendo forma e natureza jurídica que lhes são próprias.

Enquanto natureza jurídica, a responsabilidade sobre as cooperativas é pessoal, solidária ou de forma limitada. Nessa última forma, é o valor subscrito que determina a responsabilidade. As sociedades formadas podem, então, ser limitadas ou ilimitadas.

A documentação necessária deve ser apresentada na reunião para constituir a cooperativa. Organize com antecedência a Capa de Processo (cópia e original), estatuto social, comprovantes de pagamento da DARF e para a Junta Comercial, entre outros. Veja a lista completa:

Junta comercial

  • Relação nominativa dos membros.
  • RG e CPF do presidente em cópia.
  • Comprovante de residência do presidente em cópia.
  • Cópia de um comprovante da sede de funcionamento.
  • Quatro vias da Ata de Assembleia Geral de Constituição e do Estatuto. Elas devem estar todas rubricadas pelos associados fundadores, e na última página de cada é preciso ter o visto de advogado.

Receita Federal

  • Comprovante de residência e cópia do RG e do CPF de todos os diretores.
  • Ficha cadastral e ficha complementar (CNPJ).
  • Lista dos associados.

Conclusão

As cooperativas dependem principalmente das discussões dos interessados a respeito das regras que terão. O objetivo principal é chegar a um acordo, com regras que sejam obedecidas e respeitadas por todos. Em seguida parte-se para a parte legal, a fim de obter o registro na Junta Comercial para o início das atividades.

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Criação de abelhas: Dicas de como montar o seu apiário

Criação de abelhas: Dicas de como montar o seu apiário

O mel é um dos produtos mais consumidos em todo o mundo. Assim, além da função adoçante e do seu sabor, ele é famoso por suas propriedades terapêuticas (como anti-inflamatório, antimicrobiano, antisséptico e analgésico). Mas, também, por ser rico em ferro, magnésio, fósforo e vitaminas. O mel brasileiro, em especial, é mundialmente reconhecido por sua qualidade e por ser orgânico. Essa variedade é cada vez mais difícil de se obter nos países onde as abelhas da criação de abelhas têm contato com plantas geneticamente modificadas ou tratadas com agrotóxicos.

Os principais estados produtores de mel são São Paulo, Ceará, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Piauí. Esses, juntamente com os demais estados, atendem o mercado interno e ainda exportam para Estados Unidos, Alemanha e Canadá. O Brasil apresenta enorme potencial para o desenvolvimento da apicultura e é uma alternativa lucrativa para o produtor rural.

A criação de abelhas pode ser desenvolvida em pequena escala, por hobby ou usufruto pessoal. Ou, ainda, em grande escala, constituindo um negócio com elevado potencial comercial. Além de contribuir para a polinização, a apicultura gera produtos como o mel, a cera, o própolis, a apitoxina e a geleia real. Esses são bastante demandados no mercado interno e mundial.

Principalmente depois da expansão da cultura da alimentação saudável e natural, os derivados da abelha têm ganhado cada vez mais fatias de mercado, seja como produtos finais ou enquanto insumo para outras indústrias, como cosméticos, farmacêuticos e alimentícios.

Para montar um apiário, além da estrutura física, é necessário também buscar conhecimento e entender sobre o comportamento social das abelhas, a biologia do animal e quais são as melhores técnicas de produção e manejo que estão sendo utilizadas. Também é fundamental fazer uma boa gestão do negócio e ter controle eficiente das finanças.

A escolha do local para criação de abelhas

Para começar a criação de abelhas é necessário dispor de uma área verde para a instalação do apiário, de preferência na zona rural e com pelo menos 1500 m², uma vez que as abelhas se afastam da colmeia para buscar flores. Além disso, deve haver uma fonte de água a menos de 500 metros da colmeia.

Alguns fatores podem influenciar na qualidade dos produtos e na produtividade das abelhas. Portanto, aconselha-se que a área escolhida seja preferencialmente seca e com baixa ocorrência de ventos, receba incidência de luz solar e esteja afastada de regiões habitadas por pessoas ou de criação de animais – especialmente se as abelhas tiverem ferrão.

A classificação do mel produzido é determinada pela constituição da flora local e pelo processo de extração, o que resulta em diferentes consistências e colorações. É interessante que o território escolhido para a criação seja repleto de árvores de reflorestamento, para a obtenção de um mel de eucalipto, por exemplo, de árvores frutíferas para variedades de laranjeira ou de flores silvestres para o mel de girassol, de rosas, entre outros.

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Como começar a criação de abelhas?

A criação de abelhas está dividida em algumas fases.

Povoamento

A primeira, do povoamento, pode ser concluída de três formas distintas. O apicultor pode comprar as abelhas de outro apicultor que comercialize os animais. Ou, pode capturar as colmeias da natureza e instalá-las no seu terreno. Ou ainda, é possível atrair enxames de abelhas para armadilhas e colocá-las nas colmeias do apiário.

Existem três tipos de abelha para criação de abelhas:

  • as nativas;
  • a Apis Melífera;
  • e as abelhas africanas.

A principal vantagem da criação de abelhas nativas é o fato de não terem ferrão, o que facilita o contato.

Instalação das colmeias

A segunda fase se refere à instalação das colmeias, que são as estruturas físicas onde moram as abelhas. Existem três principais modelos em uso atualmente.

A colmeia de madeira, que tem forma cilíndrica e é amarrada em árvores, é a mais barata e simples de fazer. Além do custo baixo, a estrutura garante elevada produção de própolis, porém, a produção do mel é baixa e é difícil de fazer a inspeção da colmeia e de controlar a qualidade do mel.

A segunda opção é a colmeia top bar, também feita de madeira e fechada. É fácil de fazer, pois utiliza matéria-prima local, produz mais quantidade de mel do que a anterior – além da cera – e dura cerca de 10 anos. Todavia, para que a produtividade seja interessante, são necessárias aproximadamente dez colmeias destas, o que pode ser custoso dependendo do orçamento disponível para começar o apiário.

Por fim, a colmeia Langstroth é a mais comum no mercado e a mais produtiva, apesar de ser também a mais cara. Ela é indicada para criação de abelhas por apicultores mais experientes e permite entre quatro e cinco colheitas de mel por ano.

Atividade do apiário

Após a instalação das primeiras colmeias, é que realmente tem início a atividade do apiário. O manejo do apiário envolve constante inspeção das colmeias e intervenções para garantir a harmonia da colônia e a produtividade do negócio. São exemplos de intervenções: o controle de pragas, o fornecimento de alimento especialmente em épocas de seca ou de baixa floração (sem alimento, as abelhas abandonam a colmeia), a reparação da estrutura quando necessária, a verificação do comportamento da rainha, a substituição da rainha, notar a existência de predadores como formigas e cupins, entre outras providências.

O processamento do mel e dos demais produtos apiários podem ser obtidos de formas artesanais ou mais automatizadas. Dependendo do orçamento disponível e do tamanho da produção, o empreendedor deve analisar quais opções existentes no mercado são mais adequadas ao seu modelo de negócio.

Questões operacionais e administrativas

No intuito de explorar comercialmente o apiário, é necessário abrir uma empresa e contratar um contador. Para facilitar o controle das finanças do negócio e garantir a melhor administração dos recursos, é aconselhável trabalhar com um software de gestão, como o eGestor, que facilita o monitoramento do setor financeiro, das vendas, da emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), da emissão de relatórios e do controle de estoque de micro e pequenas empresas. Com uma boa gestão do funcionamento do apiário, as possibilidades de sucesso são muito maiores.

A quantidade de funcionários que deverão trabalhar na atividade depende do tamanho do empreendimento: quanto maior a produção, mais gente deverá compor a equipe. O ideal é buscar pessoas treinadas, com experiência prática ou com cursos técnicos em apicultura. O empreendedor ainda deve ficar atento à regulamentação sindical da categoria, principalmente aos procedimentos de segurança para o trabalho junto às abelhas.

Outra dica importante é entrar em contato com associações nacionais e regionais e sindicatos da área, que possam oferecer suporte e informações sobre a criação de abelhas. Deve-se observar, ainda, as normas técnicas que vigoram para o desenvolvimento da atividade, como algumas determinações da vigilância sanitária. Por fim, é fundamental lembrar que a apicultura tem um enorme potencial no Brasil, mas, como todo negócio, exige dedicação e constante atualização do empreendedor sobre o que está acontecendo no mercado. Participar de congressos e eventos da área pode ser uma boa maneira de estar atento e ainda fazer ótimos contatos.

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Como montar um salão de beleza: Tudo sobre esse negócio!

Como montar um salão de beleza: Tudo sobre esse negócio!

O salão de beleza é um tipo de negócio bastante rentável para o empreendedor que resolve investir neste ramo. Os cuidados com a beleza e com a saúde dos cabelos são práticas que não param, mesmo quando a economia está instável. Obviamente, o sucesso e a estabilidade de um salão de beleza depende muito da boa administração do gestor, além da oferta de um serviço de qualidade, dentre outros fatores. Confira aqui como montar um salão de beleza.

Quanto custa montar um salão de beleza

A primeira coisa a ser pensada é o valor necessário para investir em um salão de beleza. Por ser um empreendimento que utiliza muitas máquinas, objetos e produtos de tratamento, além dos gastos com aluguel, água, luz e internet é um negócio que exige uma quantia considerável.

Em média, dependendo do tamanho do salão e dos serviços oferecidos, montar um negócio do tipo custa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil reais. Mas, claro que nada impede que você comece seu salão de beleza com pouco, usando os acessórios e produtos que já tem, a sua própria casa e seus itens pessoais até ganhar mais clientes e expandir o seu negócio.

De qualquer forma, é interessante ter um valor para investir previamente, além de uma reserva para os momentos mais delicados, em que os clientes diminuem e você ainda tem que arcar com as despesas fixas como água, luz, internet, telefone e salário da equipe.

Planejamento

Aqui começa a real prática do negócio. Você terá que planejar tudo relacionado ao salão de beleza. Depois de definir o valor que vai investir, você deve verificar o espaço onde funcionará o salão.

Terá que pagar aluguel ou é um espaço próprio? Precisa fazer alguma reforma ou alteração local? Como ficará a organização desse espaço?

Lembre-se que terá que acomodar espelhos, máquinas, cadeiras, poltronas, expositores, armários, mesinhas de apoio, lavatórios, carrinhos de apoio, além de promover uma circulação segura para todos.

Outro ponto importante é decidir quais serviços o salão de beleza vai ofertar. Lembre-se que quanto mais serviços, mais produtos, máquinas e profissionais serão necessários para dar conta da demanda.

Decida também se vai contratar profissionais, ajudantes ou se vai trabalhar sozinha por enquanto. Defina o horário de atendimento, os preços dos serviços etc.

Entenda o mercado

É muito importante que você saiba como o mercado de beleza está funcionando no momento. Existem cortes e serviços que são tendência? O que está atraindo mais as mulheres? Os homens estão cada vez mais preocupados com a estética, você sabia?

Portanto, esteja sempre atualizada em relação a tudo que acontece. Afinal, fazendo esse controle, você consegue ter muitas ideias boas de promoção, de serviços novos, sempre de acordo com o que o seu cliente deseja.

Defina a localização

A localização do seu salão de beleza é primordial para o seu sucesso. É muito comum que o empreendedor use a própria casa para montar o negócio porque não precisa pagar aluguel, por exemplo. Contudo, nem sempre esse é o melhor ponto para atrair a clientela.

Sem contar que pontos localizados em áreas mais nobres geralmente são mais lucrativos por causa do público atendido. Geralmente, esse público não se importa em pagar um pouco a mais por um bom serviço. Nem sempre acontece isso em um salão de beleza dentro de um bairro mais popular, por exemplo.

Caso se decida por alugar um espaço, conheça bem o lugar ao redor, se é acessível, se existe concorrência, como essa concorrência trabalha e o que você pode fazer de diferente para se destacar e atrair mais interessados.

Conheça o Público-alvo

O seu público-alvo é quem vai decidir os serviços que seu salão de beleza vai prestar e é quem vai fazer com que o seu negócio seja um sucesso. Portanto, conheça todas as características possíveis desse grupo: seus hábitos, o que consomem, qual é a renda deles, suas preferências, estilo de vida etc.

A partir dessas informações, é muito mais fácil pensar em promoções, definir serviços, inovar no atendimento etc.

Defina os serviços do seu salão de beleza

Quais serviços o seu salão de beleza vai oferecer? Os serviços mais comuns são aqueles básicos como corte masculino e feminino, hidratação e esmaltação de unhas. Outros mais complexos envolvem aplicação de química, serviços de estética e cuidados para o corpo e rosto.

Defina os serviços de acordo com o tamanho do seu espaço e do seu público. Não oferte uma grande demanda de serviços, se o seu ambiente é pequeno e não daria conta da quantidade de atendimentos. E foque naquilo que o seu cliente precisa.

É claro que quanto mais variedade o seu salão de beleza tiver, melhor para o cliente. Contudo, não adianta oferecer muita coisa com baixa qualidade ou com muita demora no atendimento.

Forme uma boa equipe

É muito comum que a pessoa que monta o salão seja a principal e, às vezes, única profissional a atender. Isso acontece muito no começo de cada negócio. Contudo, prepare-se para ampliar a sua equipe de colaboradores já pensando no aumento da demanda.

Ao fazer essa contratação, lembre-se que o profissional representa o seu salão. Então, faça uma boa seleção, invista e valorize as capacitações e esteja sempre atento ao feedback dos clientes. Para que um salão de beleza tenha sucesso, toda a equipe deve estar engajada, prestando serviços de qualidade.

Invista em Marketing

Ter um bom plano de marketing faz total diferença no seu negócio. E esse plano começa na hora de escolher a identidade visual do salão. Ou seja, aquilo que vai representar a sua marca. A identidade visual inclui o nome, as cores, a fonte da letra e os símbolos usados na representação do seu negócio.

Outro ponto de extrema importância é a divulgação do espaço. Assim, crie um perfil do seu salão de beleza nas redes sociais para divulgar as promoções e os serviços. Distribua panfletos pelo bairro, faça parcerias com pessoas influentes do local ou com outros prestadores de serviço.

Vale também investir na produção de conteúdo que é quando você informa o seu cliente através de informações úteis. O Instagram oferece várias opções para fazer isso, seja usando a caixa de perguntas, fazendo lives ou no próprio feed.

Adote também o agendamento online por WhatsApp ou Instagram. Afinal, essa é uma prática super atual e agiliza muito o seu contato com o cliente.

Lucro do salão de beleza

Definir o lucro de um salão de beleza é uma tarefa que depende de vários fatores. Mas a estratégia básica é colocar no papel todos os seus custos, fixos e variáveis, e decidir o valor de cada serviço de forma que ele cubra os seus gastos e ainda gere lucro. Afinal de contas, um negócio precisa custear todas as despesas e fazer você lucrar também.

Além disso, leve em conta as suas capacitações, a localização do salão, o valor que a concorrência cobra, a complexidade de cada serviço, o seu horário de atendimento etc.

Tipo de empresa que o salão de beleza se encaixa

Ao iniciar as atividades, um salão de beleza pode se encaixar no MEI (Microempreendedor Individual). Nesse tipo de empresa, o faturamento deve ser de até R$ 81 mil anuais e é possível contratar até um funcionário.

Caso o seu salão cresça e tenha um faturamento maior, ele deverá se encaixar em outro perfil de empresa que é a ME (Microempresa) que possui faturamento de até R$ 360 mil por ano e pode contratar até 10 funcionários.

Então, entenda bem como sua empresa funciona e quais as necessidades dela. Dessa forma é possível encontrar o tipo de empresa que ela se enquadra melhor. Também fique atento quanto ao regime tributário que cada uma adere. 

Considerações finais

Como vimos, montar um salão de beleza é um negócio muito rentável. Afinal, o ramo da beleza, estética e cuidados com o corpo só cresce no Brasil.

Contudo, é preciso fazer um bom planejamento, analisar todas as especificidades do negócio, ter um bom plano de marketing e, claro, oferecer um serviço de qualidade.

Por fim, não se esqueça de legalizar o seu salão, optando pelo tipo correto de empresa, de acordo com o seu faturamento.

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Como montar uma livraria em 2021 [Passo a passo]

Como montar uma livraria em 2021 [Passo a passo]

A livraria sempre foi um tipo de comércio onde podemos adquirir principalmente livros, mas esse varejo se transformou e se reinventou ao longo do tempo. Atualmente, além de ser alternativa para um espaço cultural, também é comum que nesse estabelecimento sejam comercializados produtos de papelaria, CDs, DVDs, entre outros.

Se você está interessado em investir e abrir um negócio neste ramo, vamos lhe mostrar algumas dicas de como montar uma livraria:

Ebook manual de como abrir uma empresa

Os primeiros passos de como abrir uma livraria

Existem alguns passos ao abrir uma livraria que devem ser pensados antes mesmo de abrir um CNPJ. Confira eles em ordem cronológica:

  1. Defina o capital social da empresa
  2. Escolha o tipo de livros que serão vendidos
  3. Descubra o tipo de empresa e o regime tributário que ela se encaixará
  4. Registre seu negócio
  5. Escolha sua equipe
  6. Pesquise público-alvo
  7. Busque a melhor localização para sua livraria
  8. Monte um plano de divulgação

O que eu preciso saber para abrir uma livraria?

Quando pensamos em livraria, a primeira imagem que vem à mente é de um espaço físico, cheio de prateleiras com livros e materiais de papelaria, mas esse não é o único formato desse tipo de comércio. Com a modernização, a modalidade de venda virtual também passou a se aplicar às livrarias.

Nesse modelo, a comercialização acontece toda via internet. O que pode diferenciar sua livraria virtual de tantas outras pode ser a venda tanto de livros novos quanto de livros usados – o famoso sebo.

O que você precisa saber a respeito de como montar uma livraria, é que o tamanho do seu negócio pode variar. Você pode ter um comércio local, oferecendo centenas de títulos ao seu público, como também pode ter grandes cadeias, com mais de 200.000 títulos para seus clientes.

Apesar da ascensão das livrarias virtuais, as livrarias tradicionais mantém um público fiel e também continua em crescimento. Os formatos de livros também variam entre livro físico e livro virtual – o ebook-, e podem ter temáticas variadas.

Você também deve estar atento aos nichos de negócio e conhecer bem o seu público. Ao montar uma livraria, você pode focar em temas como religião e espiritualidade, por exemplo. Hoje é muito comum encontrar livrarias católicas, evangélicas e espíritas, atendendo clientes que buscam por temas e conteúdos específicos.

No caso de se montar uma dessas livrarias, é imprescindível que os seus atendentes zelem pelo respeito à religião. Nesse tipo de negócio, também será possível oferecer alguns produtos adicionais, como santos, terços, quadros e novenas, dentre outros.

É importante destacar que os livros didáticos apresentam uma fatia de vendas representativa desse mercado. Dessa forma, é interessante formar parcerias com escolas, editoras e faculdades, por exemplo.

É importante estudar quem será o seu público a partir de pesquisas de mercado, para identificar as possíveis preferências da clientela e para definir o melhor local para abrir sua livraria.

A história das livrarias

Como abrir uma livraria

Aconteceu muita coisa no caminho até que o mercado livreiro chegasse ao patamar em que está.

Tudo começou na época do Brasil Colonial, quando D. João VI chegou ao Rio de Janeiro, em 1808.  O que ele encontrou quando chegou ao Rio foram somente três livrarias.

Mas, ao regressar a Portugal, em 1821, mudou o cenário que havia conhecido: deixou oito livrarias como herança.

Com isso aconteceu o boom dos livreiros franceses. No século 20, mais precisamente nos anos 60, o destaque foi para o mercado editorial, além do surgimento das cadeias livreiras – em São Paulo.  As referências são nomes como Saraiva, Siciliano e Nobel.

Na década de 70, quando a ditadura marcou época, as pessoas se refugiavam nos livros. O sucesso da Livraria Cultura veio nesse período, quando o slogan “Cultura você encontra nos livros e livros você encontra na Cultura” ficou marcado.

Um espaço para muitas culturas

O espaço que antes era apenas dos livros passou a abrigar um ambiente multicultural, quando começam a marcar presença cyber café, espaços para leituras e degustação de músicas. Essa grande adequação à nova realidade se tornou essencial para a sobrevivência desse tipo de comércio. Tornou-se raro pensar em abrir uma livraria – seja ela de médio ou grande porte – sem investir nesses diferenciais.

Livraria a serviço da comunidade

Muitas livrarias têm assumido um lado “biblioteca pública”. Isso acontece quando dentro do ambiente do negócio podemos encontrar cadeiras, sofás e até mesmo puffs, que formam um espaço de leitura no mais prático sentido da palavra. Isso deixa os clientes à vontade para sentar e fazer suas leituras sem precisar necessariamente adquirir o livro para si.

As pequenas e médias livrarias estão ganhando bastante espaço nessa área de mercado. O tratamento aproxima vendedor e cliente – algo mais próximo e até mesmo aconchegante –, trazem destaque às pequenas livrarias que brigam por um espaço em meio às mega lojas.

O grande segredo para o sucesso e a sobrevivência de um negócio dentro do ramo livreiro é identificar seu público, se especializar e alimentá-lo. A qualidade por trás de seus produtos é algo indispensável, que não entra nem em questão.

Mas fazer da sua livraria aquela que será inesquecível para quem conhecê-la e torná-la referência é o grande passo para o sucesso. O mercado possui uma demanda que está em constante crescimento. Por isso, é preciso estar sempre se adequando às novidades.

A oferta de seus livros e demais produtos deve se agregar aos demais serviços ofertados, sejam eles eventos com a presença de autores, coffee breaks, eventos culturais, shows musicais.

Investimento

Quando se pensa em abrir um negócio, você deve se preocupar com o investimento relacionado à estrutura do mesmo. Uma dica para aqueles que não têm um conhecimento do setor no qual quer investir: é ideal criar um diálogo constante com aqueles que já empreendem no ramo.

A realização de um projeto de investimento torna-se indispensável na criação de seu negócio. Aqui você oferecerá a parcial dos futuros gastos com seu empreendimento. É fundamental calcular tudo o que conseguir: gastos com o imóvel, todas as instalações, os equipamentos que serão necessários para uma boa estrutura, as contratações e treinamentos de seus funcionários, os encargos e por último, mas não menos importante, seu capital de giro, que é o valor necessário para cobrir possíveis despesas imprevistas que possam surgir com o andamento do negócio.

Para montar uma livraria de pequeno porte, você deverá investir um valor de aproximadamente R$ 193.000,00, o qual engloba os seguintes custos:

  • Mobiliário para a área administrativa: R$ 15.000,00
  • Reforma e adaptação de instalações: R$ 50.000,00
  • Equipamentos e tecnologia de gestão: R$ 80.000,00
  • Taxas de abertura do negócio e pagamento de profissionais: R$ 3.500,00
  • Capital de giro: em torno de R$ 45.000,00

Equipe

Além da qualidade do seu gerenciamento e da mercadoria que comercializará aos clientes, manter o alto nível de funcionamento é algo que está diretamente ligado a uma equipe com profissionais qualificados, prontos para vestir a camisa de sua livraria e fazê-la crescer.

A hierarquia deve existir, como em qualquer outra empresa: gerência, operadores de caixa, balconistas, serviços gerais, além dos atendentes espalhados pela loja – um diferencial quando se busca uma relação mais próxima com seu cliente.

Vale lembrar que, quando se opta por um ambiente diversificado, outros profissionais precisam fazer parte da sua equipe: responsáveis pelo espaço de café, atendentes para a área de CDs e DVDs, até mesmo pessoas para a recreação num espaço infantil – fantasiados para ler histórias para as crianças enquanto os pais fazem suas compras, por exemplo.

Outro ponto absolutamente crucial para o sucesso do seu negócio, é a definição do local em que sua livraria estará situada. Para garantir uma boa visibilidade a sua livraria, o recomendável é instalar o seu negócio próximo à faculdades ou até mesmo em um espaço anexo dentro das faculdades, shoppings, aeroportos ou então em ruas com um alto fluxo de pessoas e próximas ao seu público alvo.

Outro fator que deve ser levado em conta na definição do ponto comercial de sua livraria, é a logística do local em questão. Certifique-se que o local é de fácil acesso e trafegabilidade.

Antes de abrir a sua livraria, é essencial distribuir flyers nas proximidades para que o público saiba a respeito da inauguração do local. As redes sociais também podem ser ferramentas extremamente poderosas neste sentido.

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Burocracia

Para efetivamente abrir a sua livraria e tirar o negócio do papel, é preciso ficar atento a todos os processos burocráticos que envolvem a regularização do empreendimento. Você poderá registrar o negócio de uma forma individual ou então como uma sociedade.

Com o serviço especializado de um contador, você receberá auxílio neste processo. Ele ficará responsável por estudar as diferentes opções e então avaliar o que é melhor para o seu negócio. O contador também poderá lhe auxiliar nos seguintes procedimentos necessários para a abertura do negócio:

  • Registro na junta comercial;
  • Obtenção de CNPJ;
  • Obtenção de alvará de funcionamento junto a prefeitura municipal;
  • Obtenção do habite-se, junto ao corpo de bombeiros de sua região;
  • Registro de razão social, nome fantasia e patente de marca;
  • Contrato social;

Estoque e fornecedores

No momento de solicitar os livros com os seus fornecedores para compor o estoque de sua livraria, é preciso ter em mente que determinados livros possuem uma demanda maior do que outros e sendo assim, devem receber uma maior atenção na hora de montar o estoque.

Esse levantamento a respeito de quais tipos de livros possuem uma maior saída é essencial para que você não adquira livros em excesso junto a seus fornecedores. Ter excesso de estoque representa dinheiro parado.

Você também pode trabalhar com um sistema de encomenda para seus fornecedores de acordo com os livros pedidos pelos clientes. É essencial escolher fornecedores que ofereçam agilidade no serviço de entrega, boas condições de preço e que sejam flexíveis nos processos de negociação e pagamento.

Planilha de controle de estoque gratuita para download

Como fidelizar a clientela de sua livraria?

Algumas ações estratégicas podem ser realizadas de forma a agregar valor a sua livraria e proporcionar uma experiência de compra marcante a seus clientes, aumentando assim as chances de fidelização a um médio e longo prazo:

  • Cartão fidelidade com um livro grátis para o cliente que adquirir o total de 10 livros. É uma medida que além de estimular a leitura contínua, de certa forma acaba premiando os consumidores mais ativos de sua livraria e incentiva-os que voltem a comprar os seus livros;
  • Oferecimento de cursos e lançamentos de livros com sessão de autógrafos;
  • Promover eventos com palestras de contadores de história, jornalistas e escritores de uma forma geral, bem como teatros infantis. Mais do que comercializar livros, sua livraria deve ser um espaço de confraternização e incentivo cultural;

São ações que criam diferenciais para a sua livraria em detrimento da concorrência e tornam o seu espaço muito mais atrativo para o público, tanto para os leitores, quanto para pessoas que estão em busca de eventos culturais na cidade e opções de lazer.

Procure oferecer experiências aos clientes que vão além da simples compra de um livro e um bom atendimento.

A importância de um sistema de gestão

A formalização de seu negócio, principalmente quando falamos de micro e pequenas empresas, dá mais credibilidade e garante um apoio daqueles órgãos competentes dentro da área.

O mais comum é que, em negócios de pequeno porte, o número de departamentos seja menor, até mesmo pela quantia reduzida de recursos que mantém um número maior de setores. Dessa maneira, um sistema ERP acabam se tornando a melhor alternativa de gestão. ERP é uma sigla para Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Integração de Gestão Empresarial.

Esse sistema aperfeiçoa o tempo dos donos de empresas, além de reduzir gastos relacionados à gestão, já que permite uma administração mais unificada: estoque, receita, vendas, registro dos clientes, reposição de produtos, faturamento das vendas. Esses e outros elementos da empresa são acompanhados de maneira simultânea dentro de apenas um sistema.

Com um ERP, a presença de muitas planilhas é extinta. É possível que o empresário cuide das operações diárias de sua empresa através apenas do sistema de integração de gestão empresarial.

A visualização dos números da parte mais burocrática do negócio torna-se mais fácil. Se não bastassem todas as vantagens já ditas, ainda se torna possível ter um registro das informações importantes de seus clientes, fornecedores e parceiros.

Com tantas informações que podemos juntar nesse sistema, ele pode facilmente ser confundido com um simples banco de dados, um verdadeiro amontoado de informações. Porém o  sistema mantém a comunicação entre variados departamentos em sua empresa.

eGestor

Dentro dessa proposta, o eGestor é um sistema de gestão simples e fácil, exatamente o que sua livraria precisa para um bom gerenciamento. Totalmente online, esse sistema não necessita de instalação, funcionando diretamente do seu navegador, seja ele em qualquer sistema operacional. Também funciona em celulares e tablets, precisando apenas de acesso à internet.

A facilidade desse sistema possibilita que tanto você quanto sua equipe possa usá-lo sem grandes dificuldades. O eGestor é considerado um software barato.

Os recursos do eGestor perpassam pelos pontos que sua empresa precisa: controle financeiro, fluxo de caixa, controle de vendas de produtos e serviços, controle de estoque, nota fiscal eletrônica, emissão de relatórios, emissão de NFC-e, emissão de NFS-e e emissão de boletos com registro.

O cadastro no site leva menos de 1 minuto e o teste é totalmente gratuito, sem compromisso algum!