O livro “O Segredo de Luisa” de Fernando Dolabela é um dos maiores exemplos brasileiros da área de empreendedorismo, desde seu lançamento em 2006.

Sua popularidade teve muito a ver com o fato de ter sido construído como uma narrativa, com todos os assuntos relacionados à abertura de empresas e iniciação no mundo dos negócios sendo tratados de forma didática e envolvente.

Quem é Luísa?

A personagem central é Luísa Vianna Pinheiro, de 20 anos. Ela é natural da cidade de Ponte Nova, em Minas Gerais, filha de Maria Helena e Geraldo, e noiva de Delcídio.

Quando o livro começa, descobrimos que, apesar de interessada na área de Comunicação, Luísa acaba sendo influenciada pelo pai a tentar um novo vestibular para Odontologia. O sonho de que ela se tornasse dentista era do pai, não dela própria, mas ela cede aos desejos de Sr Geraldo.

Depois de aprovada, a nossa protagonista se muda para Belo Horizonte para estudar na Universidade Federal de MG. Antes de sua mudança, Luisa já havia passado muito tempo na loja de sua tia Fernanda, a Sereia Azul, famosa na região de Ponte Nova. Era um estabelecimento multifuncional que vendia diversos produtos diferentes.

Luísa se inspirava muito em sua tia, por ter conseguido abrir a loja e também por seus dotes culinários fenomenais. A própria Luísa tinha a cozinha como hobby.

Uma das coisas que resultavam desse dote de sua tia era sua goiabada-cascão, considerada por todos que a provavam como a “mais gostosa do Brasil”. Só quem conhecia essa gostosura eram os amigos e viajantes que por ali passavam, o público em sim nunca se expandiu.

Em Belo Horizonte, Luísa está morando com sua irmã Tina, que cursa Administração de Empresas. É lá, ao oferecer para um amigo um pouco da goiabada-cascão de sua tia, que Luísa tem a primeira ideia empreendedora de sua vida.

Depois de elogios, seu amigo pede para levar um pouco para sua mãe, e Luísa então percebe: ela tem um produto incrível e (ainda) não explorado nas mãos.

O amadurecimento da ideia

Muito confiante, Luísa decidiu ir até Ponte Nova para contar sua ideia para a tia Fernanda. Deixando claro que o sonho de ser dentista nunca fora seu, ela deixou a tia admirada com seu entusiasmo, mas também um pouco assustada, considerando-a doida. Ainda assim, Luísa fez perguntas e compartilhou seus planos, que já envolviam embalagens, nome e vários outros detalhes.

O nome, aliás, seria “Goiabadas Maria Amália”, em homenagem à sua falecida avó. Ao saber disso, entretanto, Fernanda a lembrou de que Maria Amália sempre quisera um doutor ou doutora na família, e recomendou que ela continuasse com a faculdade e esquecesse essa história.

Mesmo desanimada, Luísa passou a noite toda conversando com a tia e conseguiu pelo menos duas sugestões: a primeira era de que terminasse seu curso de qualquer maneira, porque assim seria mais fácil convencer seu pai da sua nova ideia. A segunda era de que ela procurasse pessoas que pudessem ajudá-la a tirar suas dúvidas e aconselhá-la.

Luísa voltou para Belo Horizonte já com alguém em mente: um professor de computação que havia desenvolvido uma disciplina de empreendedorismo em sua faculdade, do qual ficara sabendo através de um colega. Antes de ir atrás dele, porém, ela resolveu fazer um teste com sua irmã Tina: comprou um pacote de goiabada em uma mercearia e disse que a tia havia enviado.

A reação da irmã foi cuspir e dizer que Fernanda havia feito aquilo com goiaba estragada. Então, Luísa se sentiu confiante para compartilhar sua ideia, tendo já uma prova de que o seu produto não existia no mercado.

Em seguida, ela foi atrás de Pedro, o professor. Em uma conversa de duas horas, Luísa saiu com mais perguntas do que entrou. Pedro lhe questionou a respeito de diversos fatores que ela não havia considerado ainda, como quais eram seus concorrentes ou qual seria seu fornecedor.

O professor ainda listou as principais dificuldades encontradas por pequenos empreendedores na hora de abrir suas empresas, e enfatizou que seria necessário tempo e dedicação.

Ao longo de outras visitas, Luísa e o professor se tornaram amigos. Pedro sugeriu que Luísa fizesse pesquisas de mercado e de viabilidade financeira, descobrisse mais sobre como seria seu processo de produção e outros detalhes.

Também lhe recomendou que procurasse por um padrinho para seu negócio, algum empreendedor já experiente que pudesse lhe fornecer informações e conselhos, e alguns órgãos de apoio como o Sebrae e a Federação das Indústrias. Ele também a ajudou com um material para servir de base, e com algumas instruções sobre quais deveriam ser seus próximos passos.

Luísa percebeu que seria mais fácil se manter com a Odontologia e o casamento marcado com Delcídio, mas ela já não sentia mais falta dele e considerava a faculdade apenas um obstáculo. Ela passou a dedicar cada vez mais tempo para sua empresa, afastando-se do noivo e da família.

Com a ajuda de Pedro e de um software que ele lhe indicou, chamado MakeMoney, ela conseguiu organizar todos os pormenores de seu plano.

Então, com uma visão mais madura de sua ideia, ela pensou em tudo que faltava: fornecedores, clientes, concorrentes, gastos, lucros, impostos, fluxo de produção, missão da empresa e mais. Com tudo isso, ela contatou seu amigo Eduardo para ser seu consultor em administração. Estava, então, pronta para começar a elaborar seu plano de negócios.

Os obstáculos

Enquanto tudo isso acontecia, sua família e seu noivo já estavam sabendo de seus planos e se reuniam para tentar pensar em algo para fazê-la desistir deles. Nas férias de julho, Luísa resolveu ir até Ponte Nova para visitá-los, e foi recebida por notícias péssimas (para ela).

O dono da clínica odontológica da cidade, Dr. Luís, estava ali para convidá-la a trabalhar com ele quando concluísse seu curso. Com a novidade, seu pai lhe ofereceu um apartamento e uma viagem ao Caribe na lua de mel, após o casamento com Delcídio. Luísa fingiu-se de feliz, mas ficou bem abalada.

Voltando a Belo Horizonte, porém, ela ouviu do professor Pedro tudo o que precisava ouvir: não desista.

Finalizando o plano

Pedro resolveu escolher um padrinho para o negócio de Luísa. Ele a apontou para o Sr. André, grande empresário e dono de uma fábrica de biscoitos. Ele aceitou o apadrinhamento.

Ela realizou pesquisas de fornecedores, clientes e concorrentes e coletou dados sobre tudo o que havia pensado. Também fez uma análise de mercado e elaborou suas estratégias de marketing, incluindo embalagem, divulgação e teste. Com tudo em mãos, ela estava pronta para apresentar o plano a André, que começou a conversar sobre sociedades e parcerias.

No meio do caminho para o sucesso, ela havia visitado Ponte Nova mais uma vez e levado Pedro, que acabara se apaixonando pela tia Fernanda. Mais tarde, na formatura de seu curso, da qual ela era oradora, ela improvisou um discurso e aproveitou a família toda unida para terminar com Delcídio e apresentá-los a Eduardo, com quem andava agora namorando.

Um tempo depois, Eduardo ficou desconfiado de algumas saídas frequentes de Luísa e a seguiu para descobrir que ela era voluntária em uma organização que ajudava crianças carentes: seu segredo.

Mais tarde, ela seguiu seu o trabalho com André, que lhe indicara três amigos que ela poderia pedir sociedade. Um deles aceitou, fornecendo-lhe instalações e equipamentos em troca de R$0,05 de cada unidade de goiabada produzida. O contrato foi assinado e Luísa, finalmente, começou a produzir.

O tempo passou e a “Goiabadas Maria Amália Ltda” fez grande sucesso, inclusive com altos índices de exportação. Ao final do livro, Luísa recebeu o Prêmio de Empreendedor Global, da GMA. Sua família estava orgulhosa de sua inteligência e perseverança, e Luísa concretizou seu sonho. 

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Escrito por eGestor
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