Como conseguir empréstimo do BNDES?

Como conseguir empréstimo do BNDES?

Quer saber como conseguir empréstimo do BNDES para a sua empresa? Então, antes de mais nada, é preciso que você saiba que existem muitas variáveis e possibilidades que podem influenciar na resposta dessa pergunta.

Entre os critérios analisados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estão:

  • O tamanho da sua empresa;
  • A renda;
  • O tipo de crédito que você deseja conseguir para o seu negócio.

O BNDES é uma instituição pública federal que oferece crédito para os mais diversos tipos de negócios, a fim de ajudar a expandir a economia do Brasil através de investimentos.

Dessa forma, analisar as informações que estão disponíveis no site da instituição é um dos primeiros passos que você deve seguir para saber como conseguir empréstimo do BNDES.

Confira nesse artigo todas as dicas e informações que temos para você!

Quais são as opções de financiamento do BNDES?

Atualmente, a instituição pública dispõe de 5 opções:

1 – Canal do Desenvolvedor MPME

Com essa ferramenta do BNDES, você pode ter mais facilidade no acesso às linhas de crédito da instituição através de bancos credenciados. Nesse canal, você precisa apenas responder algumas perguntas sobre você e a sua empresa, informar para quais tipos de investimento você precisa dos recursos e escolher a instituição bancária com a qual pretende solicitar o financiamento. Para isso, basta entrar no site do BNDES, selecionar a ferramenta e informar o que é pedido.

Feito isso, os seus dados serão enviados às instituições bancárias escolhidas e você receberá e-mails com as notificações sobre a sua solicitação, além de poder acompanhar o andamento através do próprio site do BNDES. De forma geral, o Canal do Desenvolvedor MPME é uma ferramenta ideal para micro, pequenas e médias empresas com faturamento anual de até R$300 milhões. A aprovação do pedido de financiamento depende diretamente do agente credenciado pelo BNDES.

2 – Máquinas, equipamentos e veículos

Essa opção do BNDES é ideal para quem precisa financiar a compra, modernização ou a produção de máquinas, equipamentos, sistemas industriais e bens de informática e automação, bem como para os que desejam fazer o financiamento de aeronaves, caminhões e ônibus executivos. Para ter acesso a essa opção da instituição pública de crédito, é preciso ter crédito pré-aprovado pelo Portal de Operações do BNDES.

Ao todo, a instituição dispõe, nessa categoria, de 23 formas de apoio diferentes. Para verificar qual das opções de financiamento para máquinas, equipamentos e veículos tem mais a ver com o seu negócio, visite o site do BNDES e selecione a forma de apoio adequada para a sua empresa. Caso tenha dúvidas, também é possível entrar em contato com a Central de Atendimento do BNDES através do 0800 702 6337.

3 – Capital de Giro

Outra opção de financiamento do BNDES é para o Capital de Giro da sua empresa, ideal para quem precisa suprir as necessidades de caixa do negócio, estejam elas associadas, ou não, a projetos de investimento. Nessa modalidade, é possível conseguir, por exemplo, financiamentos de até R$20 mil exclusivos para microempreendedores ou empreendedores individuais e financiamentos para retomar as atividades econômicas em cidades afetadas por desastres naturais, entre outras opções.

Ao todo, a instituição pública de crédito dispõe, nessa categoria, de 8 formas de apoio diferentes. Para verificar qual das opções de linha crédito para Capital de Giro tem mais a ver com o seu negócio, consulte o site do BNDES e selecione a forma de apoio mais adequada para a sua empresa.

Esse modelo de financiamento é ideal para conseguir expandir os seus negócios, tratando-se de um incentivo para que o seu negócio cresça e contribua para a economia do país.

4 – Empreendimentos, reformas e ampliação

Se você deseja ampliar, expandir ou modernizar a sua empresa, essa é a opção de crédito do BNDES mais adequada para o seu negócio. O financiamento é voltado para empresas de todos os setores no Brasil e é possível conseguir até R$20 milhões através do empréstimo concedido pela instituição.

Além disso, nessa opção também é possível conseguir um empréstimo para PME para a produção e distribuição de projetos culturais e editoriais, entre diversas outras subcategorias.Ao todo, o BNDES dispõe, nesse modelo de financiamento, de 42 formas de apoio diferentes.

Para analisar qual dessas formas de apoio para ampliar, expandir ou modernizar tem mais a ver com o seu negócio, visite o site do BNDES e selecione a opção mais adequada para a sua empresa. É ideal para médias e grandes empresas do mercado que têm o objetivo de ampliar a sua atuação e, consequentemente, contribuir mais para a economia brasileira.

5 – Infraestrutura

O BNDES dá prioridade ao setor de infraestrutura no Brasil e oferece diversas linhas de financiamentos voltados para energia, logística, saneamento e telecomunicações. Dessa forma, se você tem um negócio em algum desses ramos, com essa categoria de empréstimo, é possível conseguir a partir de R$10 milhões para investir na infraestrutura da sua empresa.

De forma geral, são linhas de créditos voltadas para as empresas de grande porte que oferecem serviços essenciais à população. Ao todo, a instituição pública de crédito dispõe, nessa opção, de 31 formas diferentes de apoio.

Para verificar qual dessas formas de financiamento para infraestrutura tem mais a ver com o seu negócio, consulte o site do BNDES e selecione a opção mais adequada para o seu tipo de empresa. Entre as formas de apoio estão: BNDES FInem – Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos, BNDES Finem – Mobilidade Urbana e BNDES Finem – Eficiência Energética, entre diversas outras.

Como conseguir empréstimo do BNDES?

Se você pretende conseguir um empréstimo do BNDES, o ideal é buscar por um banco, ou um representante da instituição, na sua cidade ou no município mais próximo. Informe a esse representante quais são os seus objetivos através do financiamento, já que esse profissional será o responsável por indicar ao empreendedor qual é a melhor escolha.

Tenha em mente que recorrer a uma linha de crédito do BNDES é um processo burocrático e que envolve a apresentação dos mais diversos documentos.Para cada tipo de linha de crédito proporcionada pela instituição é preciso apresentar documentos diferentes. Portanto, a melhor forma de saber quais documentos precisarão ser apresentado é contar com o auxílio do representante do BNDES.

De forma geral, é preciso estar com o nome limpo e ter um projeto muito bem definido para apresentar à instituição pública de financiamento. As linhas de crédito do BNDES são voltadas, exclusivamente, aos empreendedores em empresas que ajudarão a melhorar a economia do Brasil.

Para conseguir ter a sua solicitação aprovada pelo BNDES, é essencial que você forneça garantias de que o seu projeto é viável à instituição. Isto é, se você planeja fazer um empréstimo de Capital de Giro para o seu negócio para suprir as necessidades do caixa, será preciso apresentar todos os documentos que envolvem o funcionamento da sua empresa atualmente, bem como apontar o que você pretende fazer para que esse dinheiro emprestado renda e você possa pagar as parcelas para o BNDES.

CONAJE: O que é a Confederação Nacional de Jovens Empresários

CONAJE: O que é a Confederação Nacional de Jovens Empresários

Com atuação em mais de 20 estados brasileiros, a CONAJE (Confederação Nacional de Jovens Empresários) é uma entidade sem fins lucrativos que há 16 anos atua na disseminação do empreendedorismo e no fortalecimento, geração e estabilização de novas empresas no mercado, além de divulgar práticas que visam fortalecer os novos negócios no Brasil.

A CONAJE também trabalha com algumas parcerias em torno da realização de políticas públicas institucionais que englobam tanto os micro quanto os pequenos empreendedores. A entidade possui um foco maior para os jovens empreendedores através da criação de diversos projetos, eventos e ações que possibilitam a capacitação técnica e uma série de experiências voltadas para o desenvolvimento de jovens líderes, gerando novas oportunidades no mercado.

Atualmente, mais de 36 mil jovens empreendedores e empresários brasileiros possuem uma relação com a CONAJE, através da divulgação e articulação das práticas realizadas pela entidade. 

A CONAJE apresenta forte atuação nos Conselhos Temáticos da Confederação Nacional Indústria (CNI) e no Fórum Permanente de Micro e Pequenas Empresas, dentre outros órgãos. O papel da entidade não se restringe somente ao âmbito nacional, já que a CONAJE também atua na expansão do empreendedorismo para outros países por meio da sua participação na Aliança de Jovens Empreendedores do G-20, além de também fazer parte da Federação Ibero-Americana de Jovens Empresários, a FIJE, e também do Bloco Mercosul, BRICS Jovens Empresários e Países Lusófonos.

Saiba as atuais entidades parceiras da CONAJE:

  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior)
  • Brasil Júnior (Órgão Nacional do Movimento Empresa Júnior)
  • Sebrae Nacional
  • Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário
  • Movimento Brasil Eficiente
  • CNI (Confederação Nacional da Indústria)
  • CACB (Confederação das Associações Comerciais do Brasil)
  • Fórum de Líderes
  • Endeavor
  • OPEE (Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo

Missão da CONAJE

Representar, integrar e inspirar os jovens empresários e suas organizações, com o intuito de fortalecer o ambiente empreendedor no Brasil, além de desenvolver novas lideranças e contribuir para o crescimento do País.

Visão

Em 2020, a CONAJE será reconhecida pelos joven empresário brasileiro como o seu principal representante, através de forte articulação com o ecossistema empreendedor e uma grande capacidade de realização junto à sua rede de associados.

Valores

Empreendedorismo, ética, espírito jovem, interindependência, pluralidade, patriotismo, transparência e colaborativismo.

Eventos realizados pela CONAJE

Alguns dos eventos de grande relevância nacional voltados para o empreendedorismo são realizados pela CONAJE. O Feirão do Imposto, o Conaje Capacita, o Congresso Nacional de Jovens Empreendedores, a Semana Global de Empreendedorismo e o Concurso Nacional de Startups são somente alguns dos muitos eventos desenvolvidos pela entidade. Saiba mais informações sobre alguns dos eventos promovidos pela CONAJE:

Congresso Nacional dos Jovens Empreendedores

Realizado através de uma parceria entre a CONAJE e a Assembleia de líderes do G20, o Congresso Nacional dos Jovens Empreendedores vai para a sua vigésima terceira edição neste ano de 2017, que será realizada entre os próximos dias 21 e 24 de novembro no Hotel Sibara, em Balneário Camboriú-SC. A programação completa e informações referentes a inscrição no evento você confere no site!

Assembleia Geral Ordinária Nacional

Com a presença de empresários de todas as partes do Brasil que estão associados a CONAJE ocorrerá a 82ª Assembleia Geral Ordinária Nacional entre os dias 23 e 26 de agosto em Manaus. Mais informações na fan-page oficial do evento! 

A 81ª edição da Assembleia Geral Ordinária Nacional foi realizada em Natal-RN durante os dias 1 e 2 de junho deste ano de 2017.

G20 YEA 2017

A CONAJE participou entre os últimos dias 15 e 17 de junho em Berlim, na Alemanha, da reunião que ocorre anualmente entre a Cúpula da Aliança dos Jovens Empreendedores que integram o G20. Este evento é sem dúvidas uma excelente oportunidade para ficar por dentro das políticas econômicas globais que geram um aumento na igualdade de emprego e crescimento econômico.

O G20YEA também possibilita a realização de negócios com diferentes organizações dos mais variados lugares do mundo, além de proporcionar uma grande troca de experiências e informações sobre o que está acontecendo no ambiente empreendedor dos países participantes da reunião.

A edição de 2017 do G20 YEA 2017 teve diversas palestras, debates, painéis e sessões plenárias, além de um evento de integração entre os países participantes. Além do Brasil, a edição deste ano teve a participação de países como Austrália, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Coréia do Sul, Arábia Saudita, Turquia, Reino Unido, Estados Unidos, Argentina e África do Sul.

Projetos

Conheça alguns dos projetos desenvolvidos pela CONAJE:

CONAJE Agro

Criado em 2013, o CONAJE Agro é um projeto que tem como objetivo levar para o meio agrário algumas importantes iniciativas estratégicas de capacitação, representatividade e geração de negócio.O CONAJE Agro tem desenvolvido suas atividades em diversos estados do país como Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Tocantins, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Goias e Pará.

Desde a sua criação, o projeto já envolveu mais de 2.300 jovens com interesse em buscar mais conhecimento sobre o agronegócio e se capacitar através de palestras, encontros e uma série de outras ações desenvolvidas pelo CONAJE Agro.

CONAJE Capacita

O Projeto CONAJE Capacita é desenvolvido em todas as regiões do Brasil e tem o objetivo de capacitar e oportunizar troca de experiências entre os participantes através de palestras sobre os mais variados temas que envolvem o empreendedorismo. O projeto tem a participação de uma série de palestrantes e especialistas dos mais variados campos de atuação.

Empreendedores do futuro

Estimular a cultura empreendedora nas instituições de ensino públicas e privadas em todos os níveis de ensino, seja fundamental, médio ou superior. Este é o objetivo do projeto Empreendedores do futuro, desenvolvido pela CONAJE em parceria com a OPEE (Orientação Profissional Empregabilidade e Empreendedorismo) e também com a Junior Achievement, através do projeto Empresário-Sombra.

O “Empreendedores do futuro” busca preparar e capacitar uma série de jovens a escolha do seu futuro com uma visão empreendedora, que é desenvolvida ao longo de todo o processo de formação de cada um deles. O projeto reúne três ações de capacitação empreendedora que envolvem o incentivo ao comportamento empreendedor, vivência no ambiente do empreendedorismo, além de outros quatro preceitos de educação defendidos pela UNESCO, que são: aprender a conhecer, ser, conviver e fazer.

A partir destas práticas, os jovens conseguem aprimorar o seu processo de tomada de decisão, trabalho em equipe e a busca por solucionar problemas. Com este projeto, a CONAJE  já conseguiu impactar e envolver cerca de 565 jovens.

Programa Minha Primeira Empresa

Com início em agosto de 2013, no estado de Goiás a partir de uma parceria entre a Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Goiás (AJE Goiás) e a Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás (SIC), o programa “Minha Primeira Empresa” é voltado para a capacitação de empreendedores e para auxiliar no processo de abertura de novos negócios, através não só da formalização, como também nos processos de planejamento e acompanhamento do desenvolvimento das novas empresas. O programa  integra os projetos que são realizados pela CONAJE.

Desde o seu surgimento, o “Minha Primeira Empresa” já alcançou mais de 4 mil empreendedores em todo o estado de Goiás e formou 50 turmas. Assim como a Associação de Jovens Empreendedores e Empresários de Goiás, outras Instituições que fazem parte da CONAJE, como a AJE Amazonas, AJE Piauí, AJE Fortaleza, CJE MS e AJE Bahia já estão em processo de estudo e avaliação do projeto e também estão em busca de parceiros para viabilizar o projeto em seus respectivos estados.

O programa foi finalista do 4º Prêmio Fecomércio de Sustentabilidade, na categoria Órgãos Públicos e serve de inspiração para outros países como o Paraguai, por exemplo, que está estudando a sua implantação.

Quem é o atual presidente da CONAJE?

Atualmente a entidade é presidida por Guilherme Gonçalves. Guilherme é sócio do escritório Moraes & Gonçalves Advogados e possui atuação em assessoria jurídica empresarial, propriedade intelectual e regularização fundiária; Ele também é sócio da Chicken Way, empresa de alimentação baseada em frango e sócio da G4 Empreendimentos Imobiliários.

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eGestor

O eGestor é o sistema de gestão empresarial totalmente fácil e online, perfeito para a sua micro ou pequena empresa. Com ele você pode realizar de uma forma automatizada os processos de controle de estoque e controle financeiro, além de poder registrar todas as suas compras e vendas, ordens de serviço, cadastro de seus clientes, dentre muitas outras funções como a emissão de nota fiscal eletrônica e boletos bancários para os seus clientes.

O que fazer para ganhar escala operacional em uma empresa?

O que fazer para ganhar escala operacional em uma empresa?

Você provavelmente já ouviu o termo “escala operacional”, não é? Ele se refere ao volume de atividades operacionais que uma empresa consegue desempenhar dentro de um certo padrão de qualidade.

Em geral, essas atividades operacionais não fazem parte do core business da empresa — ou seja, não estão diretamente relacionadas à sua principal fonte de receita. Embora seu sentido possa ser ampliado a qualquer setor, esse é um termo muito usado no contexto do chão de fábrica.

Quer saber mais? Neste post mostraremos alternativas para o ganho de escala operacional dentro da sua empresa. Confira!

Por que é necessário ter ganho de escala operacional

Talvez você esteja pensando: “se as atividades operacionais não fazem parte do core business, por que preciso me preocupar com o ganho de escala operacional?”. Boa pergunta!

Embora as atividades operacionais sejam periféricas, elas não são descartáveis. Aqui vai um exemplo: dentro de uma empresa que produz balas de caramelo, a contabilidade não gera receita, mas nem por isso ela pode ser deixada de lado. Concorda?

Por isso, maior escala operacional é sinônimo de maior produtividade da equipe. Como veremos, isso traz alguns efeitos muito positivos:

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Mais tempo disponível para aquilo que realmente importa

Imagine que a sua equipe de contabilidade conseguiu finalizar as tarefas operacionais mais rápido. Assim, ela pode usar o tempo restante para sessões de feedback, brainstorming, projetos de educação corporativa, integração com as outras áreas da empresa.

Essas são atividades que chamamos de estratégicas e que possuem forte impacto sobre a motivação da equipe, a competitividade do negócio no mercado e o potencial de inovação. É nesse tipo de atividade que você quer sua equipe empenhando a maior parte do tempo. Para isso, é essencial que haja ganho de escala operacional.

Redução de custos desnecessários

Em muitos casos, o ganho de escala operacional vem acompanhado de uma redução no consumo de materiais de consumo ou diminuição nas horas extras da equipe, por exemplo. Por isso, ele gera uma redução de custos para a empresa.

Otimização dos resultados gerais do negócio

Mesmo que indiretamente, o ganho de escala operacional pode colaborar para o aumento da margem de lucratividade da empresa. Isso está relacionado aos itens que já mencionamos anteriormente.

Vantagem competitiva

Entre duas empresas concorrentes que são muito boas no próprio core business, um dos fatores que vai definir qual delas consegue mais espaço no mercado é a escala operacional

Antes de encerrar, uma ressalva. Muitas pessoas acreditam que o termo “operacional” é sinônimo de “produção”. Tome cuidado, pois essa identificação não é tão precisa. Realmente, a produção é uma atividade operacional, pois ela não é estratégica, em si.

Porém, existem várias outras atividades operacionais dentro de uma empresa que não estão relacionadas ao chão de fábrica. É possível encontrá-las em qualquer setor, do financeiro ao comercial!

3 táticas para o ganho de escala operacional

Agora, vamos apresentar três dicas para que seja possível aumentar a escala operacional da sua empresa. Então, fique ligado!

Educar a equipe

Essa é uma tática básica, mas que faz toda a diferença. Na mentalidade de muitos profissionais, não existe senso de urgência para as atividades operacionais.

Eles sabem que essas atividades não são essenciais e entendem que, por isso, não é necessário haver alta produtividade para executá-las. O que eles não entendem é que a baixa produtividade nessas atividades atrapalha o andamento daquilo que é importante.

Assim, o primeiro passo é educar sua equipe para entender que, se ela puder eliminar as atividades de baixa prioridade rapidamente, todos os colaboradores ficarão livres para trabalhar gerando mais valor para a empresa.

Para muitos colaboradores, isso é uma vantagem muito grande em termos de motivação, pois significa que terão mais oportunidades para se engajar em questões de alta relevância.

Enxugar os processos

Por um lado, o aumento de produtividade está atrelado ao ganho de escala operacional. Por outro, é possível obter um resultado semelhante enxugando os processos. Em outras palavras, se o processo é simplificado, sua equipe vai gastar menos tempo para completá-lo.

Assim, ela poderá executar um volume maior de atividades operacionais no mesmo tempo. Para enxugar processos, é necessário desenvolver uma visão de gestão voltada para o pensamento “lean” — ou “enxuto”.

Esse pensamento é focado em eliminar desperdícios — ou seja, aquilo que não agrega valor. Um bom exemplo é a eliminação de passos intermediários em processos cotidianos, como a necessidade constante da aprovação do gestor, prática típica de microgerenciamento que consome tempo e não traz benefícios reais.

Adotar ferramentas (tecnologias) adequadas

Quer seu foco seja o aumento da produtividade, quer seja o desenvolvimento de processos mais enxutos, a tecnologia é uma poderosa aliada para atingir esses objetivos. Vamos relacionar a questão da tecnologia com os conceitos de atividades operacionais e atividades estratégicas?

Imagine um chão de fábrica. Atividades operacionais podem incluir a contabilização das unidades produzidas em determinado período de tempo ou da matéria-prima consumida. Enquanto isso, as atividades estratégicas envolvem observar os dados registrados e identificar maneiras de otimizar a produção.

Com a ajuda da tecnologia — nesse caso, um ERP — é possível automatizar a primeira etapa. Dessa forma, a equipe pode pular diretamente para as análises e tomadas de decisão.

O mesmo acontece em um setor comercial. Cadastros de clientes e pedidos são tarefas puramente operacionais, que podem ser automatizadas por meio de um CRM. Enquanto isso, a equipe de vendas se concentra em prospectar novos clientes e fechar contratos.

É justamente por meio da automatização que a tecnologia ajuda a conseguir um ganho de escala operacional. Embora certas atividades — como é o caso do registro de fluxo de produção — não estejam no centro do negócio, elas são essenciais para que seja possível obter bons resultados.

Então, se é possível automatizá-las para que sejam executadas mais rapidamente (e sem perder a qualidade), isso garante uma forte vantagem ao negócio.

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Abandono de emprego: saiba como lidar com esta situação

Abandono de emprego: saiba como lidar com esta situação

O abandono de emprego é uma das situações menos frequentes e esperadas para uma empresa. Por isso mesmo muitos empregadores não sabem o que fazer quando um de seus funcionários simplesmente não aparece no trabalho e não dá satisfação sobre os motivos. Mais do que uma ausência de dias, há alguns procedimentos necessários para fazer a coisa certa e não acabar entrando em processos judiciais.

Em geral, as pessoas são demitidas ou pedem demissão caso não estejam satisfeitas com o emprego, tenham cometido algo erro grave ou tenha encontrado uma outra colocação mais adequada. Mas deixar de ir e não recolher seus objetos pessoais, documentação e até mesmo salário é um procedimento desconcertante para a área de relações humanas e para o empresário.

Guia de Gestão de Equipes

Como identificar abandono de emprego do funcionário

É fundamental que todo o empregador esteja preparado para todas as situações que dizem respeito a área trabalhista. Para evitar transtornos jurídicos, muitas vezes ocasionados pela ignorância do empreendedor, ele deve ter um bom conhecimento sobre a legislação e seus detalhes.

A questão do abandono de emprego é abordada superficial pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT. No artigo 482, cujo título é “Constituem justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador”, há um subitem sobre abandono de emprego. Ela indica que o empregador pode demitir o empregado por justa causa, caso seja configurada sua ausência permanente.

Porém, não há definição clara sobre prazos e condições que se enquadrem como abandono de emprego, o que pode dar margem a interpretações judiciais caso o empregado se sinta prejudicado com a decisão do empregador.

Juristas da área trabalhista criaram um consenso para identificar essas regras e é muito importante para o empregador entender como a maior parte dos magistrados compreendem a lei, para que possam agir de forma similar.

Abandono de emprego não é definido pelo número de faltas, ou seja, um funcionário pode faltar três dias seguidos e voltar a trabalhar por uma semana e faltar novamente por mais alguns dias, sem justificativa ou permissão. Isso não se credencia como abandono de emprego, mas pode ser motivo por demissão simples, sem justa causa.

Para ser credenciado como abandono o empregado precisa faltar pelo menos 30 dias consecutivos. A princípio a empresa pode aplicar a justa causa antes desse prazo, a partir da observação do comportamento anterior as faltas, como falta de comprometimento e responsabilidade sobre suas funções.

Mas mesmo que a motivação do funcionário sobre seu trabalho seja um dado fundamental para avaliação do abandono de emprego, as faltas podem ser justificadas em outro momento. Como situações graves em que o empregado tenha sofrido um acidente e esteja temporariamente incapaz de se comunicar ou tenha sido preso por inúmeras circunstâncias entre outras situações.

Diante dessas possibilidades de retorno o melhor é o empregador aguardar o prazo mínimo de 30 dias, para se precaver de futuras contestações judiciais. Segundo o artigo 818 da CLT, antes de demitir um empregado por justa causa, o empregador precisa ter provas sobre a alegação da atitude. Se cumprir o prazo mínimo de espera, estará mais protegido de processos.

Procedimentos que o empregador deve seguir em abandono de emprego

Se o empregado se ausentar por 30 dias seguidos, sem nenhuma comunicação para a empresa e com a intenção clara de não voltar ao seu trabalho, o empregador pode tomar os seguintes procedimentos:

  • Após os 30 dias de ausência sem justificativa o empregado precisa ser notificado para retornar as atividades ou informar o motivo das suas faltas, sob pena de demissão por justa causa em abandono;
  • A notificação precisa ser enviada pelos correios, através de carta registrada como Aviso de Recebimento, para que seja comprovado o envio;
  • O empregador pode também publicar num jornal popular, uma solicitação de retorno do funcionário, alegando que ele poderá ser demitido por justa causa se mantiver sua ausência;
  • O caso precisa ser registrado na ficha dos empregados da empresa, para fins de auditoria;
  • Se o empregado não se manifestar após a notificação, a rescisão contratual pode ser efetivada, baseada nas regras da legislação;
  • Para finalizar o processo, envie para o empregado, também por carta registrada e com Aviso de Recebimento, o aviso de rescisão;
  • O empregado também pode ser notificado de sua rescisão através do cartório;
  • Mas os guias de recebimento só valerão como comprovação caso haja a assinatura do empregado ou de seu familiar. Do contrário, será invalidada.

O que fazer se o funcionário voltar do abandono de emprego?

Nos quadros mais comuns que credenciam o abandono de emprego, dificilmente o empregado retorna a empresa após o prazo de 30 dias. Mas caso ele reapareça, é preciso saber que está dentro da previsibilidade da CLT. Voltando ou não após o envio da notificação, há algumas situações que precisam ser avaliadas, a seguir:

  • O empregado pode justificar as faltas legalmente e ter seu salário integral, sem desconto. Ela pode acontecer, principalmente por motivos de doença ou similares;
  •  Há ainda faltas não justificadas legalmente, mas que credenciam situações imprevistas. Nesse caso, a empresa não precisa pagar o salário integral, mas não pode demitir o funcionário por justa causa;
  • Caso o empregador não apresente nenhuma justificativa, legal ou não, ele não pode ser demitido por justa causa, apenas devidamente descontado dos dias de ausência, suspenso ou demitido com todos os seus diretos como aviso prévio, férias e décimo terceiro;
  • A última opção é o empregado retornar a empresa, não justificar suas faltas e apresentar seu interesse em pedir demissão. Ele não tem direito a FGTS e seguro desemprego, assim como os dias não trabalhados são descontados na rescisão.

Logo, a justa causa só pode ser efetivada caso o empregado não retorne a empresa, independente das justificativas dos dias de ausência. Nesse caso, a empresa deve cumprir obrigações legais para o desligamento do funcionário.

A justa causa faz com que o empregado perca direitos trabalhistas como o aviso prévio, a multa e o saque do FGTS, seguro desemprego e em alguns casos, as férias proporcionais. Só o salário com os descontos e o décimo terceiro são os valores devidos nesse processo.

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Como administrar um quiosque de vendas?

Como administrar um quiosque de vendas?

Arroz com feijão e um toque de pimenta… Essa é a receita proposta por Caito Maia, de 40 anos, durante uma palestra de empreendedorismo para estudantes da UnP, realizada em junho de 2016.

Caito é o dono da Chilli Beans, uma rede de franchising que conseguiu a proeza de crescer 11% em 2016, em meio a uma das maiores crises econômicas da história do Brasil.

É bem verdade que o negócio, existente desde os meados da década de 90, já está presente em 21 países, entre eles Estados Unidos, Portugal, Chile, México, Kuwait e Peru. Para quem pensa que essa é a pimenta, passou longe. Distribuir a presença da marca em diversos mercados é uma forma de proteger o negócio contra as tempestades econômicas locais.

Ter 695 pontos de vendas, entre lojas e quiosques, com maior parte deles (mais de 640 pontos) espalhados pelo Brasil, pelos seus vários estados e regiões, faz parte do feijão com arroz. A empresa, apesar do crescimento em 2016, teve queda nas vendas nas regiões Norte e Nordeste.

Isso não é problema. Caito já identificou a causa da retração. Como o negócio da Chilli Beans é, essencialmente, o setor de moda e estilo, vem esbarrando numa resistência do consumidor local a gastos supérfluos.

Como a empresa trabalha na expansão “glass”, de armação para óculos de grau, cujo lançamento ainda é recente, irá apostar na fidelização desses clientes através de uma linha de produtos descasada da percepção de supérfluo. Diversificar a oferta está longe de ser a pimenta da receita do proprietário da Chilli Beans.

Ainda estamos no arroz com feijão. Diversificar a oferta é uma forma de manter o equilíbrio do negócio. Quando um produto tem queda nas vendas, será muita falta de sorte se arrastar consigo toda a oferta, exceto haja uma crise de consumo sem precedentes, capaz de abalar toda a atividade econômica e todos os segmentos de consumo.

Falando em diversificação, a Chilli lança, semanalmente, dez novos modelos de óculos de sol, cinco novos modelos de relógios e três de armações de grau. Renovar a oferta permanentemente é, também, uma forma de aumentar as vendas e isso vale para qualquer negócio. A expectativa é de chegar aos mil pontos de vendas em 2020.

E a pimenta?

O leitor chega até aqui se perguntando, naturalmente, onde está a pimenta dessa receita.

O toque de pimenta é o toque pessoal, o toque de inovação, o design, a conveniência, a personalidade da marca e dos produtos, o atendimento e a comunicação.

No caso da Chilli Beans, a empresa inovou ao adotar o conceito de self service, onde o cliente pode manusear e experimentar os produtos, além de poder fabricar seus próprios óculos na hora, através da máquina de customização.

A Chilli Beans tem também o seu próprio conceito dentro do mercado de fast fashion, que é oferecer a apaixonados por óculos artigos de boa qualidade com preços acessíveis, se posicionando como a marca que oferece produtos óticos como acessórios de moda.

Mais um detalhe?

Caito garante que tudo que é produzido pela Chilli Beans tem o seu toque final, o que, sem dúvida, confere personalidade à marca, que se tornou a maior em seu segmento na América Latina.

A pimenta e o feijão com arroz

Pode-se entender o conceito usado por Caito como duas faces de um mesmo propósito, ao qual devemos chamar de “sucesso”.

O feijão com arroz, tomando como premissa a famosa dieta dos brasileiros, é aquela parte do negócio que se refere aos elementos que precisam estar presentes para que qualquer negócio dê certo.

A pimenta é o complemento, o toque pessoal, para transformar o feijão com arroz em algo especial.

A pimenta é a personalidade das marcas, aquilo que as distingue das demais e as faz facilmente identificáveis em qualquer lugar.

Porém, por mais que possa parecer estranho, o mais difícil é fazer o feijão com arroz. Planejar, executar, controlar, adequar, pesquisar, descobrir e atender expectativas, atributos que muitos, equivocadamente, acreditam ser criatividade, nada mais são que transpiração, que cumprir etapas inevitáveis.

É o que chamamos “administração”, lidar com todos os aspectos do negócio e as diversas situações do dia a dia, envolvendo variáveis como vendas, abastecimento, atendimento, satisfação do cliente, reposição, instabilidade humana, imprevistos, etc.

A boa administração é aquela que se antecipa aos problemas e não deixa que eles interfiram no negócio, reduzindo o risco de turbulências, que controla os resultados e parametriza caminhos para a busca de soluções rápidas e eficazes.

Cuidar do marketing, pesquisar, conhecer os clientes e propor soluções customizadas são cuidados que estão longe de oferecer uma abordagem preferencialmente criativa. Ao contrário, conhecer o cliente e o mercado em que se está operando é feijão com arroz puro, é oferecer estrutura intelectual mínima para o negócio ter um rumo e funcionar.

Como administrar um quiosque de vendas

Um dos preceitos da administração é considerar os custos e riscos de forma realista. No caso dos quiosques de vendas em shoppings e centros comerciais, há uma série de variáveis que devem ser levadas em consideração antes de se tomar uma decisão.

Os custos do espaço podem ser bastante elevados, devido à concorrência, já que grandes empresas buscam nos quiosques uma forma de oferecer ao consumidor uma experiência com a marca, através de um contato mais próximo e da experimentação.

Além disso, os contratos propostos pelos shoppings são curtos, de no máximo um ano, havendo o risco permanente de não haver renovação. Além disso, o espaço restrito reduz a possibilidade de se oferecer uma experiência de compra que contribua para a retenção da marca na cabeça do cliente.

Em ambos os casos, recorrer a uma unidade franqueada pode ser uma ótima solução. O prestígio da marca certamente irá ajudar na negociação pelo prazo de locação do espaço e renovação. Acrescente-se a isso que um quiosque de uma marca consagrada tem um respaldo de um negócio que já deu certo.

No caso da Chilli Beans, a questão relativa à experiência com a marca foi muito bem resolvida com o modelo self service e a máquina de fabricar modelos de óculos de sol personalizados.

A experiência pode não ser algo tão inovador e arrojado, contanto que seja marcante, mas essa é a parte da pimenta. O feijão com arroz presume que algumas medidas sejam tomadas antes.

Ao estudar bem a sua oferta e o público a que ela se destina, que linha de consumo ela atinge, você deve ter mapeado inúmeras possibilidades de espaços comerciais onde, pelo menos em tese, seus clientes alvos circulam, correto?

Se isso foi feito adequadamente, ao perder um espaço, você já sabe onde alugar outro. Uma das grandes vantagens do quiosque é a mobilidade, mas dentro dessa perspectiva da mobilidade é importante também a logística de estoque e transporte, sempre levando em conta os custos relacionados.

O que aponta para uma outra variável, que é a tecnologia da informação e o controle. Com um bom sistema de TI, é possível calcular o giro individualizado dos produtos e, com isso, reduzir os estoques sem provocar desabastecimento. Com base nessa informação, é possível antever as vendas futuras e otimizar os recursos financeiros e os estoques.

Falando em previsão de vendas, é fundamental para o comércio que essa previsão seja feita, tanto no volume total, quanto nas linhas de produtos e até mesmo modelos.

Para que tudo isso funcione, é preciso, também, contar com um bom mix de fornecedores e ter com eles um ótimo relacionamento, que inclui, se possível, ter acesso aos estoques dos mesmos, o que é plenamente possível através de um sistema de e-commerce disponibilizado pelo parceiro fornecedor.

Com base na previsão de vendas você pode calcular os custos do seu negócio, incluindo funcionários, TI, mercadorias, impostos e outras despesas. Depois é só fazer a conta para ver se fecha.

No mais, sempre instrua seus funcionários a anotar dúvidas, reclamações e sugestões de clientes, porque são oportunidades para você melhorar sua oferta, satisfazer e atrair mais clientes.

De resto, é a sua marca pessoal, seu toque de Midas, que irá fazer o negócio prosperar – mas esse já é outro assunto.

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