mercado

Em tempos de crise, alguns segmentos ainda encontram fôlego na economia, como o setor de alimentação, tecnologia da informação e o de suprimentos.

Assim, montar uma lanchonete ou um minimercado pode ser um ótimo investimento. Um minimercado, por exemplo, é indispensável em um bairro com grande fluxo de moradores, seja de intensa atividade comercial ou apenas residencial.

Algumas vantagens do minimercado são: não há necessidade de uma grande quantidade de estoque ou imóvel de grande porte. Muitas vezes, basta um salão amplo e a vontade de trabalhar.

O faturamento é certo, pois apesar da pouca variedade de itens, os alimentos e produtos oferecidos são de primeira necessidade. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados – Abras, em 2012, o faturamento médio mensal dos minimercados foi de R$ 139 mil.

Contudo, o que faz um minimercado tomar impulso e ampliar cada vez mais o faturamento?

Local/Região

O primeiro ponto favorável é a localização, acompanhado do porte e da variedade de itens que o negócio possa proporcionar. Em bairros com maior fluxo de pessoas, por exemplo, um minimercado bem localizado, com boa aparência, tende a atrair mais clientes, pois transmite credibilidade, conforto e segurança.

É preciso levar em consideração o objetivo do negócio (atender a demanda local ou crescer e ampliar as regiões atendidas); o público alvo que se quer atingir; a concorrência existente (como trabalha? Há quanto tempo está atuando? O que oferece de interessante? Como é a sua experiência de serviço?); as condições do imóvel e as vias de acesso.

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Como montar um minimercado?

Analisada a viabilidade do negócio, procure um contador e estude junto a ele, o regime contábil (Simples Nacional e outros) que melhor se enquadrar à sua empresa. Os primeiros passos para abri-lo são:

  • Obter o CNPJ através do registro na Secretaria de Receita Federal;
  • Registrar o negócio na Junta Comercial do Estado, na Receita Estadual e na Prefeitura;
  • Enquadrar na Secretaria Estadual da Fazenda;
  • Cadastrar na Secretaria de Receita Federal;
  • Obter autorização do Corpo de Bombeiros;
  • Obter a Indicação de Responsabilidade Técnica da ANVISA;
  • Obter o cadastro Municipal de Vigilância Sanitária; e
  • Confirmar o enquadramento no CNAE.

Plano de negócios

O planejamento é absolutamente imprescindível para o sucesso de qualquer negócio. A partir da elaboração de um plano de negócios, você pode estabelecer as estratégias de vendas que serão adotadas em seu minimercado, definição de seu público alvo, projeção de vendas e outros fatores essenciais para o andamento do negócio.

Estrutura física

Após realizar todo o processo burocrático para a abertura do negócio, o próximo passo é pensar na montagem do espaço físico de seu minimercado. Para isso, é necessário realizar a aquisição dos equipamentos para armazenar todo o seu estoque, que são as chamadas gôndolas ou prateleiras e também um espaço para açougue e um para a padaria e confeitaria. Neste caso serão necessários freezers, balcões refrigerados e aquecidos.

Não se esqueça de adquirir  uma ou duas geladeiras para armazenar bebidas e sorvetes. Além dos equipamentos para organizar o seu estoque, também será essencial possuir entre 1 e 4 caixas, bateria para caixas, cadeiras para os profissionais que trabalharão como atendentes de caixa, calculadoras, máquinas de cartão de crédito e débito, cofre e sacolas plásticas para embalar os produtos dos clientes.

Dentro de seu minimercado, também é importante investir em um pequeno escritório para que se possa realizar a gestão administrativa do negócio e espaços destinados a banheiros para clientes e funcionários.

Levando-se em conta todas essas questões, o investimento mínimo necessário para quem deseja abrir um minimercado será de cerca de R$ 50.000. 

Equipe

Não será necessário contar com uma grande equipe de trabalho para o bom funcionamento de seu minimercado. Entretanto, pelo menos um atendente de caixa, açougueiro, um padeiro e um profissional responsável pela limpeza são essenciais.

Economia

Se a variedade dos produtos for satisfatória aos clientes, a tendência também será de crescimento, afinal, cliente que chega à gôndola e não encontra o que gosta de usar ou comer, não volta mais.

Segundo a ABRAS,  35% dos minimercados faturam R$ 200 mil por mês, enquanto 15% possuem rendimentos entre R$ 50 mil e R$ 100 mil mensais. Outros 15% só faturam até R$ 50 mil por mês.

Hábitos

Outro ponto a se analisar, é o da economia. Em tempos de crise, a população opta por produtos mais baratos e com promoções vantajosas. 

As tendências do consumidor também variam muito. Hoje, por exemplo, as pessoas estão mais focadas em comprar produtos mais saudáveis.

Nível de Serviço

Quando um mercado – seja de grande ou pequeno porte, deixa de oferecer produtos que são bastante procurados, a tendência é perder dinheiro.

Não adianta culpar aos fornecedores, pois é como se o proprietário assistisse de braços cruzados a alguém rasgar o seu dinheiro. É preciso manter as prateleiras sempre em ordem, cuidar para que nenhum produto fique em falta e quando isto ocorrer, que haja uma opção à altura.

Manter os produtos sempre na mesma ordem que o cliente já conhece, é imprescindível. O consumidor quando chega a um minimercado, quer toda comodidade que este oferece. Visto que é rápido de chegar, mais fácil de encontrar os seus produtos preferenciais e o atendimento é sempre cordial, amigável.

É importante armazenar no estoque alimentos básicos para o dia-a-dia e que sejam de fácil reposição, como arroz, feijão, café e carnes, dentre outros. 

Em caso de defeitos e problemas, uma resposta rápida ao cliente faz toda diferença. Afinal, quem tem o poder de demissão são os clientes, que quando viram as costas, demitem a toda uma empresa, desde o diretor geral ao mais humilde funcionário.

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Fornecedores e produtos

É precioso pesquisar preços. Busque fornecedores competentes e que possam prestar serviço ao melhor custo benefício. Negocie bons volumes com a condição de baixar os preços unitários nas prateleiras.

Isto torna o minimercado mais competitivo na região. É importante armazenar no estoque alimentos básicos para o dia-a-dia e que sejam de fácil reposição, como arroz, feijão, café e carnes, dentre outros.

No caso das carnes, é recomendável fazer parcerias com açougues, para que sejam entregues em um tempo ágil e que sejam de ótima qualidade.

Em relação a alimentação, você também pode optar por oferecer produtos mais supérfluos como chocolates, balas e guloseimas em geral.

Também é essencial que seu minimercado comercialize produtos de higiene pessoal como lâminas de barbear, shampoos, sabonetes, papéis higiênicos, absorventes e desodorantes.

Divulgação

Nesses tipos de estabelecimento, a entrega de fôlderes informando os produtos disponíveis no estoque e promoções, além da utilização de carros de som informando a existência do empreendimento e divulgando as principais ofertas do dia no estabelecimento, costumam ser estratégias de divulgação bastante utilizadas pelos empresários do ramo.

Marketing de Relacionamento

Bom treinamento reflete em ótimo atendimento. Um minimercado não precisa contar com uma grande equipe. Mas é preciso que os poucos funcionários que trabalham no local sejam dedicados, atenciosos e preparados para responder a todas as dúvidas referentes aos produtos que a loja vende. Gentileza e educação são importantíssimas.

Muitos clientes abandonam um minimercado, pela falta de educação dos funcionários, que preferem ficar conversando em vez de atender as dúvidas do consumidor.

É preciso conhecer quem são os clientes mais assíduos deste mercado (que compram semanalmente), os vips (compram todo dia), os esporádicos (compram a cada 3 meses) e os ex-clientes.

É possível traçar estratégias de campanhas e promoções específicas para cada tipo, atraindo os que não compram mais e os que ainda não conhecem o serviço. Tudo isso, torna a compra no local mais atrativa.

Aspecto visual

É de fundamental importância fazer um planejamento adequado da parte visual de seu minimercado. Uma fachada e um logotipo simples e atrativos, sem cores excessivas, é essencial para causar uma boa impressão nos clientes, já que de certa forma é o primeiro contato do público com o minimercado.

Também é importante levar em conta que o aspecto visual de seu minimercado, deve estar de acordo com as características dos produtos que são oferecidos no minimercado.

Vamos supor que você comercializa comidas típicas da região. Neste caso, é importante que o design apresente as cores da bandeira local, por exemplo, para passar ao público a ideia de regionalismo e proximidade.

Gestão do Negócio

De nada adiante trabalhar todos os outros pontos, se não houver boa administração do fluxo de caixa.

Para tanto, existe uma ferramenta completa que é chamada de eGestor. Um software fácil de se usar, intuitivo e que traz os seguintes recursos: “Controle Financeiro”; Fluxo de Caixa; Controle de Vendas de Produtos e Serviços; Controle de Estoque, Nota Fiscal Eletrônica e Emissão de Relatórios.

O eGestor foi pensado e desenvolvido para ajudar ao proprietário a cuidar do controle de estoque, de vendas e de produtos e serviços, facilitando até a emissão de nota fiscal. Para quem não conhece, há uma versão de teste, gratuita, disponível no site

Enfim, tudo que você precisa para gerenciar o seu minimercado. Agora, só falta você abrir as portas!

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Escrito por eGestor
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