loja de pneus

Primeiramente, é preciso que fique claro que uma loja de pneus se enquadra na categoria de serviços automotivos. Pode parecer um cuidado inútil dentro de uma visão mais antiquada de negócios, mas não é preciso muito esforço para concluir que esse reconhecimento é fundamental para o sucesso do negócio.

Por que um serviço complexo?

Quantas etapas constituem a interação de compra e venda entre um cliente e uma loja de pneus?

Há três etapas vitais nesse processo:

  1. Disponibilidade e opções
  2. Balanceamento
  3. Alinhamento

Já parece ter ficado claro que a finalidade de uma loja de pneus não é vender pneus, mas fazer com que o cliente não volte tão cedo. Por mais estranha que possa parecer essa afirmação, ela faz todo sentido. Quanto mais tempo o cliente levar para retornar, maior é a chance que ele tem de voltar e ainda recomendar os serviços da nossa loja.

Veremos que, se ele voltar logo, será para reclamar. Se o prestador de serviço não estiver muito preparado, transformará essa oportunidade de recuperar a credibilidade do cliente em uma relação de aversão. Ou melhor, em relação nenhuma.

Disponibilidade e opções

Essa é a etapa em que o cliente vai decidir qual produto vai levar. O ideal é que você tenha opções e estoque. O cliente pode ter preferência por uma determinada marca, mas pode ser convencido a levar outra que tenha um posicionamento parecido em questões como preço, durabilidade e design.
O controle de estoque é fundamental, assim como um bom cardápio de fornecedores com opção de entrega rápida, de modo a evitar a perda de clientes por falta de produto. Nesse caso, o risco de ele voltar é mínimo.

Logo, convém, além de um bom cardápio de marcas, ter também, em estoque, todas as medidas, sobretudo as mais populares.

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Balanceamento

Essa é a segunda etapa, em que você vai começar a garantir que a venda de hoje não se transforme em um pesadelo amanhã, tanto para você como para o cliente. É necessário que a loja tenha uma boa máquina de balanceamento e alguém que saiba operá-la com precisão. O pneu mal balanceado faz barulho e causa vibração no veículo, o que corresponde à entrega de um problema no lugar da solução.

Alinhamento

A máquina de alinhamento é cara e pode ser um entrave no início do negócio, mas o alinhamento tem que ser feito. Caso contrário, o serviço estará sendo prestado pela metade. Sem o alinhamento correto, o pneu vai desgastar mais de um lado do que de outro e isso vai encurtar sua vida útil. Se não for possível ter a máquina de alinhamento, o caminho é fazer uma parceria com outra loja, mas sem deixar de pensar na comodidade do cliente.

As três etapas acima compõem os indicadores de qualidade do serviço prestado pela loja de pneus. Para completar o “básico” feito de forma satisfatória, convém atentar para algo bastante valorizado no mundo moderno: agilidade.

Manter os estoques à mão e bem organizados ajuda muito. Ter equipamentos que aceleram o serviço, como uma máquina de montar e desmontar pneus e elevadores de automóveis ajuda. Mais uma vez, o investimento na máquina de alinhamento deve ser considerado, sobretudo porque agrega valor ao serviço. Mas tem que embalar.

Já falamos sobre a forma de prestar um serviço correto, ágil e eficaz. Porém, estamos falando de um serviço. Todo serviço é um produto e um produto precisa de embalagem. Mas como embalar um serviço? Não basta prestar um bom serviço. O cliente não sabe antes de experimentar que o serviço da nossa loja é excelente. Logo, ele tem que parecer excelente.

Muito embora o carro não ligue muito para isso, o cliente ficará bastante encantado e inclinado a fazer a compra em nossa loja se ela for confortável, tiver uma boa aparência e for limpa. Um bom atendimento também é essencial. Além da imprescindível cordialidade, é essencial trabalhar de forma adequada à previsão, estabelecendo e cumprindo o prazo que o cliente vai aguardar ou no qual vai retornar para buscar o veículo.

Ah, o preço! E a concorrência…

Em geral, se o objetivo é montar uma loja de pneus, o ideal é buscar vias movimentadas, com bastante trânsito, onde o negócio esteja próximo da vista dos clientes em potencial. É para lá também que vai a concorrência. Bom para o cliente, que ganha em opções.

Seria mentira dizer que o preço é o fator determinante para a compra. Existem outros fatores. É só voltar um pouco que fica fácil entender o peso do fator “embalagem”. No entanto, dizer que o fator preço é irrelevante ou não é decisivo seria uma mentira ainda maior.

Pneus não chegam a ser exatamente commodities, mas a concorrência é grande. Por via das dúvidas, é bom fazer pesquisas frequentes de preço na região. Outro ponto fundamental, um diferencial competitivo e tanto, é entender de automóvel e de pneus. É entender um pouco mais que os outros, pois existem variáveis importantes para a escolha do pneu mais adequado para cada carro.

Uma forma de encantar o cliente é mostrar a ele que a loja está preocupada com muito mais do que simplesmente fazer negócios. A preocupação é que o “cliente” faça o melhor negócio. Há pneus adequados para todo tipo de carro e todo tipo de uso. Cada carro é um carro, cada cliente é um cliente. Todo pneu contém uma inscrição em relevo, que funciona como uma espécie de identidade, com todas as informações sobre o seu tipo de uso.

Se depois que a nossa loja apresentou um bom mix de produtos, ofereceu um ambiente agradável e um atendimento, além de cordial, impregnado de informações que o cliente sequer supunha existirem, além de garantia da casa para os serviços de balanceamento e alinhamento, mesmo assim o ingrato preferiu outra loja, talvez o problema seja mesmo o preço.

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Escrito por eGestor

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