Análise SWOT

Definir estratégias, metas, objetivos e ações. Essas são funções determinantes no trabalho dos gestores e empreendedores, mas nem sempre estes conseguem fazê-lo com facilidade. Isso ocorre, pois se trabalha com algo um tanto fluido, que é justamente o mercado que está em constante mutação. Para melhorar e facilitar os processos de direcionamento dos negócios foram criadas ferramentas específicas, como a análise SWOT, ou matriz SWOT. Ela foi criada na década de 60 na Universidade de Stanford, e não demorou para que se disseminasse pelas principais corporações no mundo.

Mas o que ela significa? Trata-se de uma sigla em inglês em que:

  • S é Strengths: força;
  • W é Weaknesses: fraquezas;
  • O é Opportunities: oportunidades;
  • T é Threats: ameaças.

Para o português, ela foi traduzida como matriz FOFA, seguindo as iniciais das palavras traduzidas. Engana-se quem pensa que a ferramenta é complexa, ao contrário, ela foi criada justamente para facilitar a elaboração de análises e torná-la mais intuitiva.

Vale destacar que a matriz separa a análise interna (forças e fraquezas) das externas (oportunidades e ameaças). Com isso, os gestores conseguem visualizar o que atrapalha e o que ajuda no crescimento da empresa. Por isso, analisa-se o ambiente como um todo a fim de traçar objetivos efetivos e a partir de planejamento estratégico.

Vamos conhecer ponto a ponto cada uma das etapas da análise SWOT:

Ambiente interno: o ambiente interno é o que os gestores conseguem controlar, dominar e compreender forças e fraquezas. Relaciona o que pertence à empresa, portanto, é de fácil intervenção, seja nas máquinas, vendas, tecnologias, gestão, frotas, carteiras de clientes, filiais, cultura organizacional, investimento, etc.

  • Forças: as forças de uma empresa são os quesitos que a fazem se destacar perante a concorrência. Estas beneficiam o negócio e estão sob o controle dos empresários. Se uma marca tem nome consolidado no mercado, esse é um ponto forte. Se uma instituição de ensino tem professores altamente qualificados, eis seu ponto forte. Caso uma clínica médica possua os equipamentos mais modernos do mercado: ponto forte. Além disso, podemos acrescentar outros itens, como união da equipe, boa quantidade de ativos, modelos de cobrança eficazes, bom relacionamento estratégico, entre outros fatores.
  • Fraquezas: o que há de interno na empresa que atrapalha o seu crescimento? Estes são os pontos fracos que precisam ser amenizados. Apesar de estarem dentro do controle, as fraquezas não ajudam a realizar a missão empresarial. Exemplos possíveis são matéria-prima em escassez, equipe pouco qualificada, produto perecível, tecnologia ultrapassada e dificuldade no processo de entrega. Uma empresa que trabalha com produto perecível e está longe das pessoas que adquirem esse produto, tem uma fraqueza. O mesmo ocorre com empresas que trabalham com construção civil, mas têm maquinário desgastado. Há solução para tais problemas, mas elas são proteladas ou por falta de planejamento ou por falta de dinheiro.

Ambiente externo: diferente do interno, a empresa não controla tais fatores. Dentre eles, podemos citar juros, câmbio, legislação, políticas ambientais, crises econômicas, desastres naturais, clima, entre outros.

  • Oportunidades: trata-se de um cenário que favorece a empresa. Uma rede de hotéis é favorecida por um grande evento no país ou na cidade em que atua. Uma empresa que trabalha com exportação, se fortalece com taxas de câmbio mais altas e assim por diante.
    Outros pontos possíveis são leis que favorecem a empresa, acesso à nova tecnologia, lançamento de produtos complementares, etc. Por mais que não possam ser controlados, é possível planejar e se preparar minimamente para aproveitar as oportunidades.
  • Ameaças: ao contrário do item anterior, é tudo que cria ambiente desfavorável para a empresa. Ou seja, uma rede de hotéis na praia durante um período de mau tempo ou com ameaça de intempéries climáticas mais fortes, outra empresa que tem a principal matéria-prima encarecida por outras forças que não se pode controlar.
    Outros exemplos são escassez de mão de obra qualificada, mudança na lei, entrada de concorrente no mercado, entre outros. Cabe à gestão não temer as ameaças, prevê-las ao máximo e contorná-las da melhor forma possível.

Guia de Otimização de Processos

Monte a análise SWOT da sua empresa

Com certeza, ao ler esse conteúdo, você já conseguiu pontuar alguns itens importantes em sua mente. Mas é preciso passar isso para o papel, para operacionalizar ações estratégicas de fato viáveis. No modelo tradicional, são feitas cinco colunas. Na primeira lista-se os todos os fatores pertinentes. Primeiramente forças, com os itens considerados fortes abaixo, em seguida fraquezas e os itens considerados pontos fracos.

O mesmo vale para as oportunidades e ameaças, mas o ideal é fazer cada um dos itens (ambiente externo e interno) em uma tabela separada. Na segunda coluna define-se o peso de cada fator, ou seja, sua importância. Pode ser 1,0 para mais importante e 0,0 para o menos importante.

Na terceira coluna classifica-se cada fator como 5 correspondendo a excelente e 1 para fraco. Em seguida, na coluna quatro, multiplica-se o peso de cada fator pela classificação. Como resultado obtêm-se a pontuação ponderada de cada fator. Na última coluna coloca-se comentários e razão para cada valor dado.

No final da análise somam-se os valores da quarta coluna, onde está a soma de oportunidade e força e subtrai-se das ameaças e fraquezas. O resultado, posto de 1 a 5, pode ser ruim, abaixo da média, na média, muito boa e excelente.Mas apenas saber “a quantas anda” a sua empresa não basta para resolver os problemas.

Por isso, você pode aproveitar a análise SWOT de outra forma. Lista-se forças, fraquezas, oportunidades e ameaças de uma forma bem visível. Depois se relacionam os fatores determinando as forças que estimulam as potencialidades e as que combatem as ameaças. Da mesma maneira, devem ser relacionadas as fraquezas que prejudicam as oportunidades e as que potencializam as ameaças.

Se você deseja um planejamento estratégico bem organizado, precisa fazer a análise SWOT. É possível achar planilhas prontas na internet, apenas para preencher e analisar os resultados. Além disso, você conseguirá aproveitar ainda mais as potencialidades da sua empresa e conhecer melhor as falhas que podem ser suprimidas do processo. Aprenderá, ainda, a controlar os fatores externos que trazem dificuldades à corporação.

Conclusão

Portanto, fazer uma análise SWOT é uma ótima forma para traçar objetivos e mensurar os resultados de sua empresa. É uma forma que facilita todos estes processos. A partir desta análise, os gestores conseguem identificar os fatores que estão contribuindo ou prejudicando para o crescimento da empresa. 

Basicamente, existem dois aspectos que devem ser analisados: O ambiente interno e o ambiente externo. A análise do ambiente interno se refere a identificar as forças e fraquezas de sua própria empresa, os seus pontos fortes e o que pode ser melhorado, para somente depois disso, analisar os aspectos da concorrência, ou seja, o ambiente externo.

Na análise do ambiente externo, é preciso levar em conta as oportunidades e ameças que as empresas concorrentes oferecem a sua empresa. Oportunidades seria a identificação de algum aspecto que os concorrentes não oferecem e que a sua pode passar a oferecer, criando assim um diferencial e se destacando em relação a concorrência. Ameaças são os pontos positivos das empresas rivais, estratégias inovadoras, que em caso de você não tomar nenhuma atitude, podem deixar a sua empresa completamente atrasada no mercado. 

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