Business model Canvas ou plano de negócio tradicional: o que usar?

O plano de negócio e o Business Model Canvas são duas das ferramentas mais utilizadas em todo o mundo para o desenvolvimento e modelagem de negócios. Ao utilizá-las, é possível ter uma visão muito mais clara sobre o empreendimento.

Entretanto, ainda há muita confusão entre as duas ferramentas. Muitas pessoas não sabem qual é a melhor, onde e como utilizá-las. Outras acreditam que se tratam da mesma ferramenta — um equívoco, pois as diferenças são diversas.

Pensando nisso, criamos este post especialmente para mostrar as diferenças entre o Business Model Canvas e o plano de negócio e ajudar na decisão de qual deve ser usada em sua empresa. Continue lendo nosso conteúdo e fique por dentro do assunto!

Guia de Gestão Estratégia

A ferramenta Business Model Canvas

Essa é uma das ferramentas mais recentes e utilizadas no ambiente empresarial. Foi criada em 2010 pelo consultor suíço Alexandre Osterwalder, quando defendia sua tese de doutorado. Mas, por sua praticidade e eficácia, logo ganhou todo o mundo.

Atualmente, companhias como 3M, Microsoft, General Electric e Intel, algumas das mais inovadoras de todo o mundo, já a utilizam.

Para ficar mais claro, o Business Model Canvas — ou, em português, quadro de modelo de negócios — é um grande quadro dividido em 9 principais blocos. Seu objetivo é condensar as ideias-chave para construção de uma companhia em apenas uma página.

Entre as principais características dessa ferramenta é possível destacar a possibilidade de ser desenvolvida em equipe, utilizando post-its e em sessões de brainstorming. Isso favorece a inovação, facilita a visualização e torna todo o processo muito mais ágil.

Os 9 principais blocos do Business Model Canvas

Essa ferramenta serve como um mapa. O objetivo é entender o funcionamento de uma empresa já existente ou prever o funcionamento de uma empresa futura. Ela é dividida em 9 blocos principais que devem ser preenchidos com atenção. Conheça-os:

  • proposta de valor: é tudo o que a empresa entrega de valor para o seu público-alvo;
  • segmento de clientes: representa as principais características dos seus clientes, como idade, sexo, classe social e assim por diante;
  • relacionamento: é a forma como a empresa se relacionará com seu público-alvo;
  • canais: representa a ponte para que seus clientes cheguem até os produtos oferecidos, por exemplo, call center, website, redes sociais, etc.;
  • atividade-chave: é tudo o que a empresa faz de mais importante para que o negócio funcione;
  • recursos-chave: é tudo o que precisa — como máquinas, sistemas, pessoas — para entregar aquilo a que se propõe;
  • parceiros-chave: trata-se dos fornecedores mais importantes para a empresa;
  • fontes de receitas: é como você monetiza a proposta de valor;
  • estrutura de custos: representa todos os custos que envolvem o empreendimento.

Todas essas informações são simplesmente escritas em uma folha de papel. Há um quadro que deve ser preenchido de forma organizada. Ao utilizá-lo, é possível estruturar e visualizar as ideias com mais clareza.

A ferramenta plano de negócio

O plano de negócio, por outro lado, é uma ferramenta mais detalhada. Sua aplicação é amplamente difundida nas universidades do mundo. Com ele, é possível ter uma visão mais aprofundada da empresa e do mercado onde atua.

Existem três principais motivos para criá-lo:

  1. avaliar a viabilidade de um novo projeto;
  2. conhecer profundamente o próprio negócio;
  3. apresentar esse projeto para um provável investidor — sócio, banco, familiar etc.

Por ser mais extenso, esse plano demanda mais tempo e esforço do profissional que deseja construí-lo. Além disso, é preciso saber monitorar o ambiente externo, analisar o ambiente interno, criar projeções financeiras (de curto, médio e longo prazo) etc.

Os principais blocos do plano de negócio

A realidade é que não há uma estrutura predeterminada para a construção do plano de negócio, como na primeira ferramenta citada. Seus tópicos podem variar bastante, de acordo com a atividade da empresa, seu nível de maturidade e segmento de atuação.

Confira agora alguns dos tópicos mais comuns:

  • sumário executivo: é o primeiro tópico, uma espécie de introdução. Seu objetivo é oferecer uma visão inicial holística sobre o projeto;
  • análise do ambiente externo: seu objetivo é falar sobre as ameaças e oportunidades que existem fora da empresa, mas que podem ser aproveitadas para potencializar os resultados da companhia;
  • descrição do negócios: o objetivo é falar sobre como a empresa busca solucionar as necessidades existentes no mercado, seus principais produtos e serviços;
  • plano financeiro: é o tópico sobre a precificação do produto/serviço, capital necessário para abrir o negócio e de onde vem esse capital — financiamento, dinheiro próprio, sócios, etc.;
  • plano de marketing: representa a estratégia de como se utilizará os diversos recursos para aproveitar as oportunidades existentes;
  • plano operacional: refere-se às ferramentas que serão necessárias para pôr o plano de negócio em prática, tais como recursos humanos, materiais, etc.;
  • projeção financeira: é a previsão de viabilidade do investimento, geralmente no curto, médio e longo prazo — considerando três cenários: otimista, realista e pessimista.

As principais diferenças entre as ferramentas

Como é possível ver, existem muitas diferenças entre as duas ferramentas. Porém, para facilitar sua visualização, criamos uma tabela para você. Veja:

A ferramenta mais indicada para a sua empresa

Como se pode ver, ambas as ferramentas possuem seus benefícios. Enquanto uma é mais inovadora, ágil e até descontraída, outra é mais formal, demanda bastante tempo e pode ser apresentada para obter investimentos.

Por isso, a escolha ideal para a sua empresa pode variar bastante de acordo com o que você mesmo deseja. Se o objetivo é desenvolver novas soluções mais inovadoras para o seu negócio, então, o mais indicado é utilizar o Business Model Canvas.

Por outro lado, se deseja ter uma visão mais abrangente do empreendimento, captar investidores ou analisar a viabilidade de uma ideia, o indicado é o tradicional plano de negócio. Utilize a ferramenta que melhor atende à sua necessidade.

Agora que está por dentro do assunto e conhece a diferença entre plano de negócio e Business Model Canvas, aproveite para ficar sempre atualizado com as nossas novidades. Siga-nos nas redes sociais (Facebook, YouTube)!

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Escrito por eGestor
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