planejamento estratégico

Muito se fala em planejamento estratégico, entretanto, como é possível fazê-lo de fato?

Planejar é inerente ao administrador. Ainda assim é importante destacar que ferramentas e recursos perspicazes podem potencializar a busca de bons resultados.

É pensando em tudo isso que neste texto se encontram conceitos, definições, passos e dicas de como fazer um planejamento estratégico completo, direto e certeiro. Se você quer sair do achismo e empenhar qualidade e segurança aos processos internos e externos do negócio, continue esta leitura e enriqueça a sua gama de conhecimento sobre o assunto.

Conceito de Planejamento Estratégico

Planejamento estratégico é uma etapa de muita importância dentro do ambiente administrativo. Essencial para ajudar gestores a levar negócios e empresas ao crescimento, serve como base demonstrativa do rumo que a organização está seguindo.

A importância do Planejamento Estratégico

Por que é importante planejar? Planejar é uma tarefa administrativa que faz parte da rotina pessoal e empresarial de qualquer pessoa.

Uma dona de casa, por exemplo, planeja diariamente as refeições da família. Se ela planejasse de modo estratégico, com certeza economizaria tempo e dinheiro neste preparo.

Neste contexto, o planejamento estratégico funciona como um recurso facilitador da vida do empresário, empreendedor ou gestor do negócio. Indica como crescer, em que mexer ou investir e quando se movimentar.

Bons profissionais sabem que uma das bases do sucesso no mundo dos negócios está aqui.

Planejamento Estratégico e Michael Porter: As forças do crescimento empresarial

Não são poucos os autores que falam sobre o planejamento estratégico. Alguns dos nomes mais conhecidos são Idalberto Chiavenato e Philip Kotler, entre muitos outros.

Entre os profissionais que tratam sobre esta matéria, Michael Porter é um que colaborou muito ao divulgar suas importantes ferramentas de análise. As cinco forças abordadas pelo autor tornaram-se verdadeiros parâmetros na vida empresarial de muitos executivos de sucesso e por isso merecem muita atenção e estudo.

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Quem é Michael Porter e qual a sua contribuição?

Michael Porter é um das maiores referências quando o assunto é administração, economia, gestão empresarial e estratégias de marketing.

Nascido no ano de 1947, entre sua gama de estudos e especializações destacam-se o MBA e o Doutorado feito em Harvard na matéria de Economia Empresarial. Nesta mesma Universidade, tornou-se professor, sendo um dos mais jovens a assumir as funções acadêmicas com seus 26 anos na época.

Escritor, sua contribuição é vasta e pode ser vista em seus quase 20 títulos lançados, além de aproximadamente 125 artigos e publicações científicas.

Os principais livros de Michael Porter a tratar do assunto abordado nesta publicação são: Estratégia Competitiva (1980), Vantagem Competitiva (1985), Competição: On Competition (1998), Ser Competitivo (2009) e On Strategy: HBR’s 10 must reads (2010).

As 5 forças de Porter

As forcas de Porter correspondem a um modelo de análise que norteia todo o processo decisório de muitos administradores atualmente. Vale destacar que é importante agregar tal modelo a outras matrizes analíticas em vez de usá-las de modo separado.

Veja a seguir quais são as 5 forças de Porter, desenvolvidas antes dos anos 80 e ainda muito atuais, e entenda como seu uso pode beneficiar o planejamento estratégico da sua empresa:

1. Rivalidade com concorrentes

Que é essencial conhecer a fundo cada um dos concorrentes da sua empresa, sejam os diretos ou indiretos, com certeza você já sabe, certo? Mas será que sabe qual é o atual nível de rivalidade existente entre vocês?

Segundo Porter, essa rivalidade pode ser mensurada em meio à disputa por clientes e espaço no mercado. A análise da intensidade, agressividade, número de concorrentes e valores investidos em marketing e publicidade são alguns dos determinantes desta avaliação de rivalidade entre concorrentes.

E por que tudo isso é importante no planejamento estratégico, afinal? Simples! Ao traçar metas de faturamento, por exemplo, pode ficar claro a necessidade de conquistar um novo público, e atrair clientes requer sempre bons investimentos em marketing.

Neste contexto, saber qual a capacidade de reação do concorrente é importante para que a empresa não perca dinheiro nem trave uma luta que, posteriormente, não terá chances de vencer.

É imprescindível colocar-se um passo à frente dos demais para não apostar recursos em um canal que não trará retornos.

2. Ameaças dos novos negócios

O mercado nunca é estável ou seguro o bastante para bons empresários. Sempre existe a possibilidade de que uma nova organização abra as portas e conquiste, em poucos dias, tudo o que a empresa demorou anos para construir.

Ameaças hoje atingem os empreendimentos de todos os lados e formas. Quando Porter divulgou as 5 forças, o mercado era apenas local e muito mais simples de controlar e observar.

Porém, com o advento da globalização e universalização do uso da internet, tudo isso mudou. Agora uma empresa que está do outro lado do mundo compete com os seus produtos e serviços assim como você, daqui, pode competir com os dela, desde que trace estratégias eficientes também.

Em tempos de acesso virtual, onde se compra e vende com poucos cliques, é mais do que imprescindível apostar no planejamento estratégico para manter bons resultados e ritmo de crescimento.

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Com olhos atentos a tudo o que surge, antecipar ameaças e novas tendências pode ser a diferença que indica e garante o sucesso no mundo corporativo.

3. O poder de barganhar do cliente

A terceira força de Porter com certeza faz muito mais sentido hoje do que fazia há 30 anos, quando a ideia foi de fato difundida. Na ocasião, tinha-se um poder de barganha apenas em torno do valor de determinada mercadoria, o que hoje já não condiz com a verdade.

Atualmente é comum que clientes optem por adquirir mercadorias e serviços mais caros, desde que o pacote final do produto traga também qualidade maior e atendimento excepcional, por exemplo.

O cliente deixou de frequentar estabelecimentos que baseiam sua organização e estrutura na exclusividade de produtos. A não ser que sua empresa seja excepcionalmente artesanal, com certeza existe alguém no mercado que tem algo muito semelhante a oferecer. Para atrair e manter clientes é preciso focar em diferenciais.

Barganhar com o cliente do século XXI é muito mais difícil do que barganhar com o dos séculos passados. Hoje, além da exigência comum a todo o público, existe também a legislação que protege o consumidor.

A velha máxima de que “o cliente sempre tem razão” permanece. Não atender as necessidades e precisões do seu consumidor pode significar uma propaganda negativa da sua marca em ambientes de muito acesso, como as redes sociais.

E qual a solução? Traçar um planejamento estratégico que se preocupe em atender com muita atenção e qualidade a cada cliente, transformando-o em um divulgador da sua marca e do seu produto.

4. As barganhas dos fornecedores

De modo semelhante, há um perceptível extremismo entre as possibilidades atuais de se barganhar com fornecedores.

Dependendo do segmento, se este contar com uma vasta gama de opções de fornecedor, por exemplo, é possível colocar em prática todo este poder ao orçar com diferentes empresas, trabalhar em busca de melhores preços e prazos de pagamento e assim por diante. É a lei da oferta e da procura!

Quando, por outro lado, o número de fornecedores for restrito, haverá uma perceptível redução do poder de barganha. Cada empresa poderá precificar seus produtos e serviços como quiser por encontrar-se em um lugar majoritário e único.

Vale ressaltar que com o presente mercado, que é extremamente acirrado e competitivo, estar no topo de um segmento pode não significar muito. Tudo pode mudar em um piscar de olhos e a empresa pode perder o posto consagrado.

É necessário ter temperança e conduzir as negociações com fornecedores e clientes da melhor forma possível para não se ver, posteriormente, em uma difícil situação.

5. Novos produtos e suas ameaças

Você se lembra quando o primeiro celular foi lançado? O ano era 1984; o modelo, um Motorola Dynatec 8000x que custaria em torno de 9 mil dólares hoje em dia. O produto foi absoluto por alguns anos, visto que o segundo aparelho lançado foi apenas no começo da década de 90.

E como funciona o mercado dos celulares hoje em dia? Um lançamento atrás do outro! Não dá mais tempo de uma pessoa ter o melhor aparelho do momento. Enquanto uma nova geração vai para as lojas, outra já surge nas propagandas.

O que significa tudo isso? Que é imprescindível se preocupar e se programar para não ficar muito tempo sem concorrentes diretos. Produtos novos são lançados a todo instante e mais do que ameaças, eles podem tirar a atenção e a venda da sua empresa.

Além dos produtos que concorrem diretamente – no caso dos celulares, as outras marcas –, também é necessário se preocupar com outros produtos que podem vir a substituir o seu. No caso citado, um tablet pode acabar com a necessidade de compra de um aparelho telefônico móvel, não é mesmo?

10 passos para desenvolver o Planejamento Estratégico da sua empresa

Veja a seguir o passo a passo para começar agora mesmo o planejamento estratégico do seu negócio e direcione-o para o crescimento:

1. Estipule uma meta

O ponto de partida do planejamento estratégico deve ser sempre a meta. Essa, por sua vez, precisa ser tangível. Pergunte-se sobre quanto a empresa precisa crescer ao longo do próximo ano e anote essa resposta.

A meta deve considerar os últimos resultados alcançados pelo negócio. Também deve levar em conta os valores atingidos nos mesmos períodos dos anos anteriores e a situação econômica da região e do país.

Deve prever ainda uma porcentagem de crescimento para a empresa, sendo esta segura e possível de se trabalhar.

2. Faça uma análise da empresa

Quais são os pontos fortes e fracos da empresa? Quais são os seus diferenciais competitivos, trajetória e posicionamento no mercado atual? Analisar o negócio é o primeiro passo para fazer com que a meta estipulada seja, de fato, alcançada.

É importante considerar o tipo de relação que a empresa mantém com os seus clientes, como sua marca está sendo visto atualmente pelo público em geral e analisar como as últimas estratégias foram desenvolvidas e postas em prática.

Quanto mais informações você reunir sobre o empreendimento e seu momento atual, mais fácil será o direcionamento correto do planejamento estratégico.

3. Defina missão, visão e valores organizacionais

A base do planejamento estratégico é a formulação da missão, visão e dos valores da empresa. Se o seu negócio ainda não tem isso definido, a hora de definir é agora.

A missão deve responder o porquê de a empresa existir; a visão, por sua vez, deve demonstrar como ela espera ser vista por seu público dentro de alguns anos. Os valores da organização ditarão a sua conduta tanto nos relacionamentos internos quanto externos.

Este passo não é difícil e, ao mesmo tempo, é essencial para nortear não apenas a política de estratégia que está sendo criada como também o dia a dia dos trabalhos. Todos devem se alinhar a essa tríade para que os resultados sejam alcançados.

4. Saiba quem é o seu público

Antes de traçar um planejamento estratégico é importante avaliar mais a fundo quem é o público-alvo da empresa. Mesmo que você já tenha um perfil criado, vale a pena ressaltar que é imprescindível sempre atualizá-lo, afinal, as pessoas mudam e os clientes também.

Qual a faixa etária do seu consumidor? Quais são os seus gostos e preferências? Sua empresa atende a um gênero em específico?

Quanto mais informações sobre o público, melhor será o direcionamento da estratégia para atingi-lo gerando, desta forma, melhores resultados que ajudarão na conquista da meta.

5. Determine os envolvidos na ação

A relação empresa e cliente lhe parece simples demais? Isso é porque você sabe que na verdade não é assim. São muitos os personagens envolvidos em uma ação estratégica.

Por exemplo, os colaboradores do empreendimento têm lugar de destaque na busca da concretização dos objetivos. Stakeholders e investidores colaboram propiciando ambientes favoráveis para que o planejamento saia do papel e vá para a prática.

Para por certa ação em prática, como uma campanha de marketing digital, verifique e determine quais serão os agentes envolvidos para garantir o sucesso.

6. Estipule objetivos, estratégias e metas específicas

Depois dos cinco passos anteriores e considerando as forças de Porter que já foram abordadas neste artigo, é chegado o momento de estabelecer, mais de perto e em maiores detalhes, quais são os objetivos, estratégias e metas específicas da empresa. Nesta etapa prepara-se a empresa para que comece a buscar pelos seus objetivos reais.

Qual o passo a passo para atingir aquela primeira meta que foi estabelecida neste processo de planejamento estratégico? É hora de detalhar! Por exemplo, se a meta da empresa é fechar o mês com um total de vendas de R$ 50 mil reais, um de seus objetivos é fazer, semanalmente, R$ 10 mil. Entre as estratégias pode-se citar aquelas que atraem clientes para dentro do ambiente físico do negócio.

7. Dê atenção ao planejamento das ações estratégicas

Ações estratégicas precisam ser bem detalhadas para que cumpram seus objetivos. Sendo assim, não basta dizer que uma das ações é atrair clientes para dentro do negócio – é preciso determinar como isso será possível.

Um planejamento estratégico deve ser pormenorizado. Por exemplo, em uma campanha promocional é necessário passar pelas etapas externas de divulgação e atração, feitas enquanto o cliente está fora do ambiente físico, e de atendimento e fechamento enquanto ele está dentro.

As ações devem, portanto, demonstrar como será possível atingir os objetivos e metas propostos no início deste planejamento.

8. Preocupe-se com a comunicação

A comunicação é responsável por construir toda a imagem de uma empresa. Cuidar bem dela significa ter uma vantagem em relação aos concorrentes.

Com o advento da comunicação digital, promover uma estratégia tornou-se algo muito mais simples. Ainda assim, é claro, é preciso ter muito cuidado para utilizar as tecnologias a favor do empreendimento e jamais contra.

Estabelecer canais seguros de comunicação interna é o primeiro passo no que diz respeito a sanar as preocupações na área. Após desenvolver uma boa comunicação entre os colaboradores, é hora de investir na comunicação externa também, cuidando de cada cliente de perto.

9. Monitore tudo

Próximo ao fim dos passos do planejamento estratégico de sucesso, é importante destacar o acompanhamento e monitoramento de tudo o que está sendo feito a fim de minimizar erros ou até mesmo deslizes.

Outro ponto importante para que nada fuja do controle é criar cronogramas de trabalho para simplificar a visualização das etapas da estratégia.

Neste cronograma é importante destacar o tempo de criação, de divulgação e de realização do que foi planejado. Se for uma campanha promocional, por exemplo, deverá ser reservado um período para preparo, para aviso dos clientes e público em geral, e um prazo específico para término.

10. Mensure e avalie constantemente os resultados

O último passo do planejamento estratégico é posterior à realização do mesmo. Ainda assim ele é de muita importância, e possibilitará que as próximas estratégias sejam lançadas de modo mais direcionado.

Mensurar o projeto como um todo, avaliar os resultados alcançados e contrastá-los com aqueles previstos e esperados é apenas parte desta etapa.

É importante ouvir o feedback de todos os envolvidos, elencar o que deu certo, o que deu muito certo e também o que deu muito errado. Falhas devem servir como alertas e ensinos para que nas próximas não ocorram. O que saiu como planejado deve ser posteriormente melhorado.

Ebook Gestão Estratégica: O Guia Completo para Micro e Pequenas Empresas

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Introdução

Contextualização dos conceitos de empresa, micro e pequenas empresas e resumo da atual situação do mercado, com foco empreendedor.

Definição das estratégias

Definição conceitual do termo estratégia e explicação da sua aplicação dentro do ambiente empresarial. Neste capítulo do E-book são abordados ainda os seguintes tópicos:

  •  Planejamento estratégico: O que é planejamento estratégico? Quais os passos e partes essenciais na constituição de um planejamento eficiente?
  • Definição do objetivo: O primeiro passo, consiste em determinar o que se espera alcançar;
  • Estratégias para alcançá-lo: O segundo, como alcançar o que foi definido antes. Neste tópico utiliza-se e explica-se a ferramenta Análise SWOT;
  • Verificação de resultados: Quais estratégias estão dando certo? Quais precisam de aperfeiçoamento? Neste terceiro passo é feita esta análise;
  • Correção de falhas: Por fim, no último passo se elenca o que precisa ser corrigido, seja porque não deu certo, seja porque não atingiu a capacidade prevista.

Neste capítulo do E-book são dadas dicas sobre como direcionar corretamente cada uma das estratégias. O tópico está subdividido em três partes:

  • Definição do objetivo central do negócio
  • Definição da missão da empresa
  • Estabelecimento de valores

Hora de executar e monitorar

Sair da teoria e ir para a prática. Este é o momento em que muitos empresários e empreendedores travam! Veja como não fazer parte deste grupo e ter sucesso através de um eficiente monitoramento.

Avalie sua estratégia e revise sempre

Além de desenvolver estratégias eficientes, é preciso que a empresa assuma uma postura de revisão e melhoramento contínuo. A estagnação é extremamente prejudicial em se tratando do ambiente empresarial. Esses assuntos são abordados aqui.

Conclusão

Como se destacar em meio a um mercado apinhado de empresas? Fazendo as mesmas coisas de modo diferente! Seu negócio só pode crescer se o planejamento for estratégico e diferenciado do que os seus concorrentes têm feito.

Em tempos de competitividade, trabalhar estratégias e ações é a melhor forma para que você possa conquistar os resultados desejados. Aproveite para baixar o E- book, aperfeiçoe os seus conhecimentos sobre planejamento estratégico e posicione sua empresa no melhor lugar do mercado já! Esta é a fórmula do sucesso!

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Escrito por eGestor

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