Como montar uma empresa de segurança privada: Primeiros passos

Segurança nunca é demais. Ela é importante tanto em residências como em empresas. O que acontece é que muitas vezes não nos sentimos seguros com o sistema segurança pública que nos é apresentado, gerando assim, a necessidade da contratação de uma empresa de segurança privada. Elas prestam um serviço particular amplo, com pessoal, alarmes, câmeras, e outros. É um serviço que vem crescendo pela sensação de insegurança que vem rondando o país. Por isso, saiba como montar uma empresa de segurança privada.

Mercado

O mercado da segurança privada é vasto. Ele conta com vários ramos, como segurança de eventos, ou vigilância patrimonial, por exemplo. Ademais, pessoas jurídicas e físicas precisam de proteção, assim como órgãos e empresas públicas e privadas, que pode ser feita pela empresa de segurança privada.

Outro fato que influencia na necessidade de uma empresa do tipo pela população é o aumento da criminalidade. O que faz com que o serviço prestado pela segurança pública não seja o suficiente. Gerando a demanda de um serviço particular.

Concorrência

Como todo negócio que se inicia, é preciso checar a concorrência. Algumas empresas já estão há mais tempo no mercado, e já possuem sua fama e seu nome feito. Por ser uma área de segurança, ainda mais segurança pessoal, é preciso que exista confiança na empresa contratada. Dessa forma, você precisa se destacar e demonstrar a credibilidade do serviço a ser prestado.

Além disso, é sempre importante ter algum diferencial. Com a tecnologia ao nosso lado, é possível ter câmeras monitoradas pelo celular, por exemplo. Busque sempre estar a par das novidades da sua área e passá-las para seu cliente.

Serviços

Os serviços prestados por empresas de segurança podem ser variados. A empresa pode, também, escolher apenas um ramo a seguir, como a segurança de eventos, por exemplo.

A principal função de uma empresa desse ramo é garantir a proteção do contratante. Seja prestando um serviço de vigilância patrimonial, ou seja, segurança de instituições sejam públicas ou privadas; ou, garantindo a plenitude física de pessoas, com a vigilância de condomínios, residências ou pessoal. Também, no transporte de cargas e documentos, impedindo qualquer tipo de extravio.

Localização

A localização da sua empresa não é um fator de grande importância aqui. Para montar uma empresa de segurança privada é preciso de um local de fácil acesso. Assim, não podendo estar distante da área que atende, e que possa estar aberto, normalmente, 24 horas por dia. 

Estrutura

Assim como a localização, a infraestrutura da empresa também não é algo de suma importância. Será necessário um espaço para o administrativo e algum local para armazenamento do equipamento utilizado pela equipe. 

Se você contar com veículos para vigilância, será necessário uma espécie de garagem para acomodá-los.

Pessoal

Para montar uma empresa de segurança privada é preciso ter alguns funcionários. Eles devem ser os vigilantes, isto é, o pessoal que irá garantir a segurança e vigilância; e os funcionários do administrativo. Esses últimos cuidarão da parte de contas a pagar, mensalidades de clientes, salários e outras funções.

Vigilante

Para exercer a função de vigilante, é preciso possuir a CNV (Carteira Nacional do Vigilante), que é expedida pela Polícia Federal e tem como requisito de expedição os seguintes documentos:

  • Cópia autenticada do documento de identificação;
  • Cópia autenticada do Cadastro de Pessoas Físicas – CPF;
  • Cópia autenticada das folhas da Carteira de Trabalho e Previdência Social – CTPS – que demonstrem o vínculo empregatício com empresa especializada ou executante de serviços orgânicos de segurança autorizada pela Polícia Federal;
  • 2 (duas) fotos 2×2 recentes;
  • Cópia dos certificados de conclusão de curso de formação, extensão ou reciclagem;
  • Comprovante bancário de pagamento da taxa devida para a emissão do documento através da Guia de Recolhimento da União – GRU.

Requisitos

Assim, é preciso concluir o curso de vigilante por uma escola autorizada. De acordo com a Portaria nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012, os requisitos necessários para ser um vigilante são:

  1. ser brasileiro, nato ou naturalizado;
  2. ter idade mínima de vinte e um anos;
  3. ter instrução correspondente à quarta série do ensino fundamental;
  4. ter sido aprovado em curso de formação de vigilante, realizado por empresa de curso de formação devidamente autorizada;
  5. ter sido aprovado em exames de saúde e de aptidão psicológica;
  6. ter idoneidade comprovada mediante a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais, sem registros indiciamento em inquérito policial, de estar sendo processado criminalmente ou ter sido condenado em processo criminal de onde reside, bem como do local em que realizado o curso de formação, reciclagem ou extensão: da Justiça Federal; da Justiça Estadual ou do Distrito Federal; da Justiça Militar Federal; da Justiça Militar Estadual ou do Distrito Federal e da Justiça Eleitoral;
  7. estar quite com as obrigações eleitorais e militares; e
  8. possuir registro no Cadastro de Pessoas Físicas.

Além de todos estes requisitos, é necessário uma avaliação do vigilante pela empresa que irá fazer a contratação. Isso, para saber se ele pode ser incluído na equipe da sua empresa. Normalmente são contratados vigilantes que inspiram confiança e segurança. E, novamente, é de suma importância checar os testes realizados, como de saúde e aptidão psicológica e a idoneidade através das certidões de antecedentes criminais.

Equipamentos

Montar uma empresa de segurança privada irá implicar na compra de alguns equipamentos. Para a área interna do seu negócio serão necessários móveis para o setor administrativo. Mas, para os vigilantes, serão necessários outros tipos de equipamentos. Das principais coisas a serem definidas está a utilização ou não de armas de fogo.

Assim como a polícia federal, uma das responsáveis pela segurança pública, as empresas de segurança privada podem fazer o uso de armamento. Mas, para conseguir o porte é preciso uma autorização, ela também irá definir quais os tipos que poderão ser utilizados. 

É importante lembrar que o armamento deve ser entregue à empresa após o fim do expediente de cada vigilante. Isso, porque a posse da arma está em nome da empresa, e não do empregado. Ela também deve ser guardada em um cofre forte.

Outro equipamento que se deve ter é o alarme. Não é porque a empresa é de segurança que ela está livre de qualquer tipo de crime. Assim como o alarme instalado nas residências, prédios ou empresas, o alarme interno do seu negócio serve para alertar o pessoal da sua empresa sobre um possível delito.

O uniforme também deve ser estipulado pela empresa. Ele não pode ser similar ao uniforme utilizado pelos funcionários dos órgãos públicos, para que não haja confusão. Deve conter o logotipo da empresa, plaqueta de identificação e apito com cordão.

Armas

De acordo com o Art. 115 da Portaria Nº 32333/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012, as empresas de segurança estão autorizadas a comprar armas, coletes e outros produtos, se estiverem com a autorização de funcionamento e certificado de segurança válido.

E ainda de acordo com a Portaria, Art. 127, essas empresas devem apresentar requerimento dirigido ao Coordenador-Geral de Controle de Segurança Privada, que informa a quantidade e espécies de armas e munições. Ademais de os seguintes documentos:

  1. Relação das armas e munições, com especificação de calibre, número de sério e de registro no SINARM, onde estão situadas ou declaração de que não as possui;
  2. Relação dos vigilantes;
  3. Cópia do contrato firmado com o contratante do serviço, com o número de vigilantes, local de prestação de serviço e total de armas; em vigor há, no máximo seis meses;
  4. Comprovante de recolhimento da taxa de autorização para compra de armas, munições, explosivos e apetrechos de recarga.

A escolha de como armar os vigilantes da empresa fica por conta da empresa, definindo o que e quais serão utilizadas.

É importante lembrar que todos os equipamentos comprados devem estar em boas condições de uso e em plena capacidade.

Exigências legais

Por ser uma empresa de segurança, serão necessárias algumas autorizações. É preciso estar atento a todas as exigências legais impostas pela lei, independente do tipo de segurança realizada e se é armada ou não. O principal código a ser seguido é a Portaria Nº 3.233/2012-DG/DPF, de 10 de dezembro de 2012. Ela disciplina as atividades das empresas de segurança privada.

Assim como qualquer nova empresa é preciso realizar cadastro na prefeitura municipal e na junta comercial da sua cidade. Além de solicitar um CNPJ e todos os outros processos para o pagamento de impostos. O que deve ser feito de acordo com o tamanho da sua empresa. O auxílio de um contador, um advogado ou administrador será de grande ajuda, facilitando diversos processos.

Ademais, será necessária uma autorização da Polícia Federal para o funcionamento da empresa. Ela pode ser requerida pela internet, pelo sistema GESP, no site da Polícia Federal. A autorização se dá por meio de um alvará que será publicado no Diário Oficial da União.

Documentos

Alguns documentos e requisitos necessários para aprovação da autorização são:

  • cópia ou certidão dos atos constitutivos e alterações posteriores registrados na Junta Comercial ou Cartório de Pessoa Jurídica;
  • comprovante de inscrição nos órgãos federal, estadual e municipal;
  • balancete que faça a comprovação da integralização do capital social, em no mínimo 100.000 UFIR, além dos documentos como notas fiscais e propriedades de bens móveis ou outros, que comprovem a transferência de bens ou recursos;
  • cópia de carteira de identidade, inscrição no cadastro de pessoas físicas, título de eleitor e, se for o caso, certificado de reservista dos administradores, gerentes, sócios e diretores;
  • certidão negativa de registro criminal expedida pela Justiça Federal, Estadual, Militar e da União e Eleitoral dos sócios, diretores, administradores e gerentes das uniões onde moram e onde a empresa será localizada;
  • descrição do uniforme dos vigilantes com fotos coloridas;
  • declaração de instituições relacionadas informando que o uniforme não é similar ao utilizado por elas;
  • fotos correspondentes a instalações físicas da empresa, mostrando fachada com nome e logo da empresa, além do local de armazenamento de armas e munições;
  • cópia do documento de posse ou propriedade do veículo de uso exclusivo da empresa, com sistema de comunicação, sendo identificado e padronizado com nome e logotipo da empresa;
  • foto da lateral, traseira e frente do veículo, com nome e logo da empresa;
  • autorização para utilização de frequência concedida pelo órgão competente ou contrato com prestadora de serviço;
  • certificado de segurança;
  • comprovante de recolhimento de taxa sobre a vistoria da instalação;
  • comprovante de recolhimento da taxa de expedição do alvará de funcionamento da empresa de segurança.

Divulgação

Assim como qualquer empresa, a sua também deve ter um método de divulgação. Ou seja, uma estratégia de marketing para fazer sua empresa ser reconhecida. E pode ser feito de diversas formas. Seja online ou offline.

Para determinar o tipo de divulgação que sua empresa deve fazer, é necessário definir qual é o público-alvo. Essa definição lhe ajudará a decidir se deve ser feita em redes sociais, ou no jornal, por exemplo. Definindo o público e os meios mais utilizados por eles, identifique que tipo de propaganda é mais acessível. Se for utilizar as redes sociais, seu público está mais aberto a vídeos, textos ou fotos? Se for algum meio offline, que formato utilizar?

Controle de dados

Por contar com diversos meios, tipos e datas de pagamento, é preciso ter um controle de todas as mensalidades ou valores pagos. Isso, porque também haverá valores que sairão do seu caixa. Se você conta com veículos utilizados para locomoção na vigilância, gastará com combustível, por exemplo, e também com a manutenção de equipamentos, salários e outros. Portanto, é preciso um sistema para conseguir administrar essa situação.

O eGestor é um sistema de gestão de empresas. Ele controla seus produtos, estoque, financeiro, fluxo de caixa e outros. Além de emitir NF-e, NFC-e e boletos. Ainda conta com a emissão de relatórios para que você possa visualizar os dados de forma mais rápida e simples.

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Escrito por eGestor
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