casal escolhendo cores em uma loja de tintas

Para quem gosta de mexer com tinta, não custa lembrar que manuseá-la é interagir com uma tradição quase tão antiga quanto o fogo. A tinta faz parte da vida do homem desde a pré-história. No começo era usada para fazer inscrições nas paredes das cavernas, produzida à base de materiais coloridos e água, tendo mãos e pedras como ferramentas de transformação. Pode-se dizer que, de certo modo, a tinta está na gênese da produção industrial.

O papel das tintas nos dias atuais e o Brasil

Brincadeiras à parte, o tempo passou e a tinta chegou aos dias atuais cumprindo um novo papel na sociedade humana, relacionado à estética e, em menor escala, à proteção, no caso de construções em ambientes mais agressivos.

O principal segmento do mercado de tintas é aquele voltado para a construção civil, que são as chamadas tintas imobiliárias ou arquitetônicas, também conhecidas, na maior parte, como tintas de parede, mas também para exteriores e outras finalidades dentro da mesma atividade. No Brasil, esse segmento é responsável por 80% da produção e 63% do faturamento de todo o setor. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (ABRAFATI).

Há também as tintas voltadas para o mercado automotivo e as tintas industriais. No mercado automotivo, as tintas abastecem a demanda das montadoras e também das oficinas de funilaria e pintura. As tintas industriais atendem a indústria e o setor de reparos de eletrodomésticos, autopeças, indústria naval, fabricação de móveis, etc.

O faturamento líquido do setor no ano de 2012, antes da crise, é bom salientar, foi de 4,3 bilhões de dólares. Já naquele ano, porém, o setor ficou estável, sem crescimento, já sentindo os primeiros ventos que se abateram sobre a indústria de construção.

O momento atual recomenda prudência, mas um bom planejamento, uma definição clara do negócio, do público alvo e do modo de atuação podem tornar uma loja de tintas lucrativa.

As crises são, afinal, as incubadoras naturais das grandes soluções.

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Soluções estéticas e relacionamento

O público para uma loja de tintas é diversificado. Pode ser pessoa física ou jurídica, leigo ou profissional. São situações diferentes. No caso de uma pessoa comum, que está procurando uma tinta para sua casa, ou para o seu veículo, o benefício buscado está ligado à estética, ao bem estar, deixar a casa mais bonita, melhorar a aparência do veículo ou do móvel, da geladeira, do fogão.

É recomendável que a loja de tintas trabalhe esse conceito no sentido de fazer com que o cliente possa ver o resultado já a partir do contato no ponto de venda. É bom cuidar da fachada e do interior da loja, ter, se possível, mostruários. Assim como é fundamental, em se tratando desse público, que o vendedor seja um verdadeiro consultor. Deve ser capaz de informar com simplicidade os atributos e benefícios de cada produto.

No caso do profissional, da pessoa jurídica, mesmo sendo o comprador direto leigo, é bom investir na tentativa de estabelecer um relacionamento de longo prazo. Boas condições de preço, crédito, desconto e até escala ajudam a fidelizar. Mesmo nesse caso, é melhor ter verdadeiros consultores atrás do balcão, capazes de impressionar até o profissional.

Planejamento e estrutura 

Há alguns detalhes que podem fazer a diferença. Por exemplo, é fundamental, por razões óbvias, que a loja de tintas tenha um estacionamento ou esteja numa área próxima a algum. Serviço de entrega também é indispensável, quase que pelas mesmas razões.

O local escolhido para a loja deve ser arejado e com boa iluminação para que haja o armazenamento adequado dos produtos. Agora, se estamos falando de uma loja exclusiva de tintas, o principal na hora de escolher o ponto é buscar uma localização onde haja concentração de comércio voltado para a construção e reformas. É muito mais fácil ser encontrado num lugar em que as pessoas vão procurar o que você tem para entregar do que num ponto aleatório.

Não se deve, também, negligenciar a tecnologia e o marketing digital como ferramentas de geração de interações e relacionamento com o cliente. A consequência de um bom trabalho feito no mundo digital é o aumento do volume de vendas.

Um blog sobre reformas e construção, ou algo criativo falando sobre as tintas numa perspectiva cultural, histórica e de consumo, enfim, o importante é que o elemento “tinta” está ligado a uma série de abordagens possíveis e muito interessantes.

Ainda que uma loja de tintas de pequeno porte possa sobreviver com poucos funcionários, com um ou dois vendedores, um entregador, um ajudante e o gerente, alguém da área de marketing é fundamental, pois o ambiente é extremamente competitivo e a busca de diferenciais deve orientar os vencedores.

Use um sistema de gestão

Basicamente, o fluxo operacional de uma loja de tintas consiste na compra de produtos e administração de estoque, prateleira, atendimento, venda e entrega. É bom adotar desde o princípio um bom software de gestão, como o eGestor que absorva a rotina inicial e seja capaz de absorver o crescimento da empresa.

Uma boa ferramenta deve, no médio prazo, oferecer informações importantes para a gestão dos estoques, oferecendo dados sobre tempo de permanência de produtos no estoque. São detalhes importantes para orientar as compras e negociar escala.

Investimento para montar uma loja de tintas

Será bastante satisfatório se o sistema tiver um módulo voltado para gerar informações sobre o cliente, frequência de compra e tipo de produtos, sobretudo em se tratando de profissionais e pessoas jurídicas. A parte burocrática, de registro, da empresa é simples. Não há exigências específicas para se abrir uma loja de tintas. Tudo se resolve com a contratação de um contador hábil.

Quanto ao investimento inicial, o valor necessário é de R$ 60 mil a R$ 100 mil. O único cuidado específico, do ponto de vista legal, que deve ser tomado é com relação à venda de substâncias tóxicas, tais como: cola, redutores e solventes a menores de dezoito anos.

Os principais produtos a serem oferecidos são as tintas (acrílica, látex, especiais, esmalte, de fundo, spray e acrílica), textura acrílica, solventes e diluentes, massa corrida e acrílica, selador, acessórios de pintura, equipamentos de proteção, corante, impermeabilizante, aditivos, lixas e abrasivos.

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Escrito por eGestor
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