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Mortalidade de empresas: As 8 principais causas

O número de empresas que fecham as portas durante os primeiros dois anos de funcionamento no país chega a ser alarmante, e a verdade é que não há um único motivo capaz de explicar tantas falências. Sabe-se, no entanto, que a má gestão desempenha um papel de destaque nessas estatísticas negativas. Por isso resolvemos ressaltar neste artigo alguns dos erros mais comuns que podem levar à quebra de uma micro ou pequena empresa ao longo desse período inicial. Saiba agora mesmo quais falhas causam a mortalidade de empresas e trate de evitá-las antes que seja tarde demais!

1. Falta de planejamento

Durante os primeiros meses de vida as empresas se encontram em seu estado mais vulnerável. Com um nome completamente desconhecido no mercado e pouco dinheiro no caixa, um pequeno erro pode tomar proporções ainda maiores do que em outros momentos, de maior estabilidade.

Assim, é fundamental fazer um plano de negócio e estudar com cautela todos os elementos que envolvem o empreendimento. Essa etapa preliminar de pesquisa deve levar em consideração o público-alvo, a concorrência, os custos e o maior número possível de variáveis, para se precaver de quaisquer imprevistos que surgirem pelo caminho.

Ou seja, a falta de planejamento pode ser uma das causas da mortalidade de empresas. Mas, as consequências dela são ainda piores.

2. Cópia de modelos existentes

Não há nada de errado em se inspirar em modelos de negócio de sucesso na hora de empreender, no entanto, quando se opta por reproduzir uma cópia integral, a tendência é o fracasso.

E isso acontece porque, nesses casos, o empresário acaba negligenciando a importância de adaptar as fórmulas à sua própria realidade, criando um diferencial para o seu produto.

3. Elaboração de um plano de negócios incompatível com a realidade

Elaborar um bom plano de negócios pode ser crucial para o sucesso e crescimento, evitando a mortalidade de empresas. Mas para isso é preciso fazer um amplo estudo de mercado, desde a descrição do público-alvo do negócio, ramo de atuação da empresa, tipo de produtos oferecidos, capacidade de pagamento para funcionários, número de filiais…

O problema é que muitos empresários não fazem este estudo de uma maneira adequada, e acabam estipulando no plano de negócios valores de pagamento muito acima da capacidade financeira da empresa, visam atingir a um público muito alto em um curto período de tempo, e acabam não obtendo os resultados esperados, devido a elaboração de expectativas que não condizem com a realidade do mercado.

4. Inexperiência e falta de capacitação dos empresários

Muitos empreendedores abrem o seu negócio sem possuir um devido conhecimento do mercado e sem uma adequada capacitação profissional. Assim, eles acabam tendo inúmeros problemas para conseguir atrair clientes e também para gerir a empresa financeiramente.

Por isso, a dica é que os empreendedores busquem o máximo de informações e treinamentos possíveis. Existem diversos cursos online a respeito de vários temas que podem ser de extrema importância para o ambiente de gestão empresarial.

5. Falta de fiscalização e acompanhamento

O principal ingrediente de um negócio de sucesso é o trabalho. Muitas empresas encerram suas atividades de forma precoce porque o empreendedor acaba por delegar completamente suas responsabilidades a terceiros. É essencial que o trabalho dos funcionários e colaboradores seja fiscalizado, que as contas sejam revisadas e que o empresário acompanhe bem de perto as receitas e despesas da empresa.

Pode-se, alternativamente, contratar uma pessoa qualificada e de confiança para tocar o negócio em um nível meramente operacional ou gerencial, mas não se deve ausentar, jamais, de seus investimentos.

6. Mistura de contas pessoais com as contas da empresa

Muitos empresários não possuem a verdadeira noção de que não são donos do dinheiro da empresa e acabam misturando com a sua conta pessoal. Isso pode gerar uma grande dificuldade no controle financeiro da empresa. Não ter este cuidado pode gerar prejuízos irreversíveis para o caixa da empresa e ser uma das maiores causas para a mortalidade de empresas.

Os sócios proprietários das empresas devem receber uma porcentagem fixa dependendo do lucro da empresa. Estes valores são estipulados no início da atividade empresarial e devem ser incluídos no orçamento. Esta porcentagem pode aumentar em determinado período, mas sempre devem ser estabelecidos e acordados previamente entre os sócios.

Qualquer valor que o empresário usufrua da empresa que não conste no orçamento e no planejamento poderá comprometer o fluxo de caixa. O fato de misturar as contas pessoais com as contas da empresa também pode trazer problemas com a Receita Federal. Isso porque sem a devida separação, muitos saques são realizados sem o devido registro da contabilidade, podendo ser entendidas como sonegação fiscal.

7. Falta de divulgação

De nada adianta possuir ótimos produtos ou então prestar serviços de excelência, se não houver uma divulgação adequada. Boas estratégias de marketing podem ser a chave para o crescimento de uma micro ou pequena empresa. Muitas empresas não se preocupam como deveriam com esta questão e acabam ficando para trás no mercado. Sobretudo com a grande visibilidade e acessibilidade das redes sociais e da internet de uma forma geral, apostar na otimização destas ferramentas é simplesmente imprescindível para as empresas que desejam atrair clientes de uma forma contínua, de forma a aumentar o seu lucro e se manter estáveis no futuro!

8. Desequilíbrio no fluxo de caixa

É imperativo que o empreendedor verifique as contas diariamente e planeje as despesas e os investimentos com antecedência. Na maioria dos casos em que uma situação de caos se instala sobre o controle de caixa de uma empresa, nota-se uma confusão entre cadernos, tabelas e planilhas, de modo que as informações não são facilmente acessadas.

Um gestor que toma decisões sem estar amparado por um conjunto de informações confiáveis tende a aumentar a probabilidade de cometer erros, que, somados, podem significar o efetivo fechamento das portas da sua empresa.

Pode-se afirmar, então, que um dos maiores vilões e responsáveis pela mortalidade de empresas no Brasil é a falta de organização na gestão das finanças e de pessoas ou, antes mesmo do início das operações, nas atividades de pesquisa e planejamento. A mudança capaz de reverter esse quadro começa com a adoção de uma postura profissional que priorize a gestão racional do tempo do empreendedor.

No entanto, uma pessoa sozinha não é capaz de superar todos os desafios do dia a dia. Por isso é importante cobrar dos funcionários o primor pela organização. Além disso, a tecnologia proporciona, também, muitas soluções informáticas que podem colaborar bastante com uma gestão mais organizada e transparente. Faça uma pesquisa e confira as opções disponíveis no mercado!

Causas de mortalidade de empresas segundo o Sebrae

O Sebrae, como órgão de apoio a empresas, realizou pesquisas e identificou as principais causas de mortalidade de empresas no Brasil. São elas:

Falta de planejamento prévio:

  • 61% não procuraram ajuda de pessoas ou instituições para abertura
  • 55% não planejaram como a empresa funcionaria em sua ausência
  • 55% não elaboraram um plano de negócios
  • 50% não definiram estratégia para evitar desperdícios
  • 50% não determinaram o valor do lucro pretendido
  • 46% dos empreendedores não levantaram informações importantes sobre o mercado e assim, não sabiam os hábitos de consumo
  • 42% não calcularam o nível de vendas para cobrir custos e gerar o lucro pretendido
  • 39% não sabiam qual era o capital de giro necessário para abrir
  • 38% não identificaram necessidades atendidas pelo mercado
  • 38% não sabiam os concorrentes que teriam
  • 37% não sabiam a melhor localização
  • 33% não tinham informações sobre fornecedores
  • 32% não conheciam os aspectos legais do negócio
  • 31% não sabiam o investimento necessário para o negócio
  • 24% não identificaram tarefas e os responsáveis por realizá-las
  • 21% não identificaram o público-alvo do negócio
  • 18% não levantaram a qualificação necessária da mão de obra

Mal investimento em gestão empresarial:

O que a empresa fechada não fez:

  • costuma aperfeiçoar produtos e serviços
  • se atualiza às tecnologias do setor
  • inova em processos e procedimentos
  • investe em capacitação
  • calcular detalhadamente os custos de cada produto
  • revê e atualiza o plano de negócios
  • acompanha rigorosamente receitas e despesas
  • acompanha a estratégia dos concorrentes
  • procura fornecedores com qualidade e preços
  • investe em propaganda e divulgação

Falta de comportamento empreendedor:

O que a empresa fechada não fez:

  • se antecipa aos fatos
  • busca intensamente informações
  • segue os objetivos (persistência)
  • contata clientes e parceiros
  • planeja e monitora cada etapa
  • estabelece objetivos e metas
  • enfrenta “riscos moderados”
  • “sacrifica-se” para atender os objetivos
  • acredita na sua capacidade
  • busca qualidade e eficiência

E então, como anda a organização geral dos processos da sua empresa? Como você faz o monitoramento dos trabalhos? Comente aqui e compartilhe suas experiências conosco!

EGestor - Software online de gestão empresarial para pequenas empresas
Início 9 Empreendedorismo 9 Mortalidade de empresas: As 8 principais causas
Escrito em: 07/09/21
<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

Comentários:

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1 Comentário

  1. Elyeser

    Olá, estou usando este artigo como uma de minhas referências para o meu, e queria saber se, por favor, vocês podem me passar a cidade da publicação deste artigo.

    Responder

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