Para quem sempre sonhou com uma empresa de sucesso, fechar as portas não é uma situação muito agradável. Depois de tanto sacrifício, ver sua empresa fechando é difícil e ainda ter que lidar com as dificuldades que envolvem o momento de cancelar CNPJ torna a situação ainda mais complicada.
Porém, apesar da burocracia, optar por não encerrar as atividades de sua empresa não seria uma boa escolha. Dessa forma, outras dores de cabeça poderiam surgir, como pendências financeiras desnecessárias.
Para facilitar esse processo, obter conhecimento sobre os trâmites do fechamento de uma negócio será essencial. Neste texto, apresentaremos um passo-a-passo de como cancelar CNPJ nos diversos tipos de empresa. Se você precisa de uma ajuda nessa questão, vale a pena continuar a leitura conosco. Vamos lá?
O que é e para que serve um CNPJ?
CNPJ ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica diz respeito ao registro necessário para formalização de empresas frente à Receita Federal, oficializando dados como, por exemplo, razão social e endereço da empresa.
Esse cadastro funciona como o CPF (Cadastro de Pessoa Física), para o setor empresarial. Logo, possui como objetivo possibilitar às demais pessoas jurídicas e também às pessoas físicas a consulta a dados que mostram a situação legal da empresa em questão.
Consultando o CNPJ, é possível verificar a situação de uma empresa com relação à Receita Federal. Assim, pode-se verificar se o número de registro está envolvido em processos judiciais, se possui dívidas em atraso, etc. Resumindo: pela consulta, é possível verificar a situação do nome de uma empresa.
De modo geral, o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica é o que possibilita a um negócio ser chamado de empresa. Assim, é o que diferencia um trabalhador autônomo de um empreendedor e, por meio dele, é possível conhecer o cenário que cerca uma empresa.
Como encerrar o CNPJ em diferentes tipos de empresa (MEI, EPP, ME etc.)?
Ao identificar a necessidade de encerramento de sua empresa é fundamental cancelar CNPJ. Caso contrário, enquanto o registro estiver ativo, todas as tributações e outras obrigações continuarão sendo executadas.
Dessa forma, são gerados débitos desnecessários, que poderiam ser poupados caso o cancelamento do CNPJ tivesse ocorrido. Por conta disso, independentemente do tipo de empresa, seja micro, pequena, de médio ou de grande porte, a baixa do CNPJ é essencial após a inatividade do empreendimento.
Para não contar com pendências desnecessárias, confira os procedimentos básicos para cancelar CNPJ de micro e pequenas empresas:
1. Distrato social
Esta etapa só será necessária se sua empresa contar com uma sociedade. Caso contrário, já é possível passar para o próximo tópico.
O Distrato Social seria o desfazimento do contrato social. No contrato, são informados os dados básicos da empresa como razão social, endereçamento, informações sobre os sócios e sobre a sociedade.
Por meio do distrato, deverá ser informado como será feita a partilha de bens, além de nomear quem ficará com os documentos da contabilidade. Nele, serão firmadas as assinaturas dos sócios da empresa concordando com seu fim, selando a inatividade do empreendimento.
2. ISS e ICMS
Esse ponto relaciona-se ao pagamento de tributos. Logo, se sua empresa realiza o pagamento, o Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS), você deverá entrar em contato com a Secretaria de Finanças do município onde está localizada sua sede para informar o encerramento das atividades.
No caso de empresas que realizam o pagamento do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por ser um tributo estadual, será preciso realizar o mesmo procedimento na Secretaria da Fazenda.
Esse mesmo processo pode ser feito on-line, por meio do site da RedeSim, seguindo os passos abaixo:
Em “Já possuo Pessoa Jurídica”, clique em “Serviços”;
Em seguida, clique em “Nova baixa”;
Logo após, clique em “Baixe uma pessoa jurídica”;
Preencha os dados e aguarde.
É possível acompanhar o andamento de seu processo em “Acompanhe protocolo RedeSim”.
No caso de Microempreendedor Individual (MEI), os processos deverão ser realizados pelo site Portal do Empreendedor.
3. Regularização do FGTS
Para cancelar CNPJ, é preciso estar com todas as pendências do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de seus funcionários regularizados. Assim, será preciso emitir um Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CRF), que comprova que os pagamentos e depósitos de FGTS foram realizados.
Para retirada do CRF, você precisará comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal ou pode realizar on-line, pelo site do banco.
4. Junta comercial
Será preciso protocolar o pedido de arquivamento de atos de extinção da empresa frente à Junta Comercial. Cada unidade federativa possui uma unidade de Junta Comercial, e os prazos e taxas variam conforme as particularidades de cada repartição.
Após pagamento de uma taxa, será liberado o protocolo de arquivamento. No caso de haver sociedade em sua empresa, será necessário que todos os sócios assinem esse documento antes que ele possa ser arquivado.
Uma observação importante e que vai te poupar tempo: sendo você micro, pequeno empresário ou uma filial, essa etapa não se faz necessária. Isso, pois, esses tipos de empresa não necessitam mostrar documentos de quitação, regularidade ou inexistência de débito.
5. Tributos federais
Para cancelar CNPJ e assim encerrar as atividades de sua empresa, será preciso um outro documento emitido pela Receita Federal, a Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União. Ela indica a situação da empresa em face das tributações de cunho federal.
Essa certidão é essencial e poderá ser emitida diretamente on-line e gratuitamente. Para isso, é só entrar no site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, digitar o número de registro de seu CNPJ e consultar sua CND (Certidão Negativa de Débitos) e a Dívida Ativa da União. Com esse documento em mãos, será possível ir para o último passo para cancelar CNPJ de sua empresa.
6. Fechar CNPJ
Após seguir os passos anteriores, chegou o momento de efetivamente cancelar CNPJ de sua empresa. Para tanto, será preciso acessar o site do programa Coletor Nacional de Dados, da Receita Federal, no qual será gerado o Documento Básico de Entrada (DBE), este que precisará ser assinado e levado até o local indicado e será feita a solicitação de cancelamento do CNPJ.
Parece que todo mundo está entrando para o mundo digital e quem ainda não tem um e-commerce está ficando para trás. Mas abrir uma loja virtual ajuda ou atrapalha a minha loja física?
Neste episódio, Pedro Escobar e Deivison Elias conversam com Daniel João, fundados da Get Commerce, sobre a sua experiência com criação de lojas virtuais e como isso impacta os negócios dos seus clientes.
O PodCast do eGestor foi criado com o objetivo de ajudar o empreendedor no dia a dia de seu negócio, através de dicas sobre gestão, marketing e empreendedorismo. Os episódios são produzidos pela equipe do sistema com participação de alguns convidados.
Segundo Francisco Amaral, renomado doutrinador do Direito Civil Brasileiro, “a Pessoa Jurídica é um conjunto de pessoas ou bens, dotado de personalidade jurídica”. Ademais, essa entidade dá forma a inúmeras organizações, como, por exemplo, estados estrangeiros, a União e empresas privadas.
Quem deseja abrir um negócio, precisará entender bem essa persona, pois necessitará de uma para, então, poder empreender. Se você está lendo este texto, são grandes as chances de que esteja nessa situação. Isto é, deseja abrir uma empresa, mas não tem as informações necessárias sobre a tão necessária PJ.
Pensando nisso, preparamos este conteúdo explicando tudo o que você precisa saber sobre Pessoa Jurídica: o que é, quais são suas classificações e, para complementar e também não confundir, algumas informações sobre a Pessoa Física. Então, continue a leitura e bom aprendizado!
O que é uma pessoa jurídica?
A Pessoa Jurídica, muito conhecida pela sigla PJ, é uma entidade abstrata formada por uma ou mais Pessoas Físicas, que visam a formação de uma organização. Ela é dotada de personalidade jurídica, ou seja, é reconhecida pelo Estado e, portanto, é capaz de adquirir direitos e deveres perante a Lei.
É importante dizer: ainda que a PJ seja gerida por Pessoas Físicas, os direitos e obrigações dos sócios da instituição são separados dos direitos e deveres da organização. Isso acontece pois as personalidades jurídicas são individuais e autônomas. Dessa maneira, cada um responde por si, exceto em raros casos, em que os sócios podem ser responsabilizados por atividades da Pessoa Jurídica.
Existem inúmeras possibilidades de PJ, algumas delas são:
Igrejas;
Organizações não governamentais;
União;
Estados;
Municípios;
Fundações;
Empresas;
Além de muitas outras.
Dessa forma, é possível perceber como as pessoas jurídicas estão presentes ao nosso redor. Dito isso, fica claro que essa é uma figura essencial para o bom funcionamento do Estado. No entanto, ainda não foi especificado o porquê.
A principal funcionalidade da PJ é possibilitar à Receita Federal um instrumento de fiscalização das instituições. É por meio dela que essa organização governamental fiscaliza se impostos estão sendo pagos e se uma empresa está dentro da Lei, por exemplo.
Tipos de Pessoa Jurídica
O conceito de Pessoa Jurídica é muito importante para o Estado. Por conta disso, o Direito Civil se comprometeu a legislar sobre essa personalidade jurídica e suas características.
Nesse trabalho, foram criadas três possíveis classificações, às quais as pessoas jurídicas se encaixam. Confira quais são elas:
Pessoa jurídica de direito público interno
A Pessoa Jurídica de Direito Público interno diz respeito a entidades criadas por Lei. Isto é, tem relação com organizações instituídas por intermédio do Estado.
Segundo o Código civil Brasileiro de 2002, em seu artigo 41, são pessoas jurídicas de direito público interno:
A União;
Os Estados, o Distrito Federal e os Territórios;
Os Municípios;
As autarquias, inclusive as associações públicas;
As demais entidades de caráter público criadas por lei.
Pessoa jurídica de direito público externo
Ao falar sobre pessoa jurídica de direito público externo, nos referimos a organizações de direito público regidas pelas normas do Direito Internacional Público. Ou seja, são entidades como os Estados estrangeiros, organizações, como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Mercado Comum do Sul (Mercosul).
Pessoa jurídica de direito privado
A Pessoa Jurídica de direito privado é criada por pessoas físicas que possuem um interesse em comum, seja ele comercial ou qualquer outro (não proibido por Lei). Elas também têm contribuição do Poder Público.
Conforme o Código Civil, são pessoas jurídicas de direito privado:
Associações;
Sociedades;
Fundações.
Organizações religiosas;
Partidos políticos;
Empresas individuais de responsabilidade limitada.
Para criar uma pessoa jurídica de direito privado, será necessário descobrir primeiramente qual a demanda de trabalho e a movimentação monetária que sua empresa fará. Após isso, será possível decidir por um dos portes de empresa disponíveis, como Microempreendedor Individual ou Microempresa, por exemplo.
Após isso, será necessário pensar informações como o regime tributário e a natureza jurídica da Instituição, além de dados básicos como local de sede e responsáveis pela guarda dos documentos contábeis, por exemplo. Feito isso, será possível elaborar o Contrato Social, documento que sela a abertura de um negócio, após a assinatura de todos os sócios.
Depois de fazer o Contrato, será preciso registrá-lo na Junta Comercial. Com ele, será preciso levar alguns outros documentos, são estes:
Carteira de Habilitação ou RG e CPF (original e cópia);
Comprovante de residência;
Carnê do IPTU do local sede da empresa;
Comprovante de pagamento das taxas DARE e DARF.
Após esses passos, já é possível fazer o registro da empresa. Para tanto, será necessário acessar o site da Receita Federal ou ir presencialmente até uma de suas sedes para registrar-se no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Sobre isso, o artigo 45 do CC dispõe sobre a criação da Pessoa Jurídica de direito privado, dizendo:
O que é uma pessoa física?
Enquanto a PJ é uma entidade abstrata, que precisa ser criada, a PF é um sujeito concreto que, assegurado pela Legislação, possui direitos e deveres simplesmente pela sua existência.
Como dito, a personalidade jurídica da Pessoa Física é nata, ou seja, não se institui somente após um registro. No entanto, para que a Receita Federal identifique em seus dados uma pessoa civil e, assim, possa fiscalizá-la, ela precisará estar registrada no Cadastro de Pessoa Física (CPF).
Dessa maneira, a Pessoa Jurídica e a Pessoa Física se aproximam em funcionalidade, visto que ambas têm a função de facilitar a fiscalização pela Receita.
Qual a diferença entre pessoa física e pessoa jurídica?
As Pessoas Jurídicas e as Pessoas Físicas são muito importantes para o bom funcionamento do Estado. Apesar de possuírem nomes semelhantes, essas personalidades são muito diferentes.
As distinções entre as duas acontecem, pois a primeira trata-se de todas as pessoas que possuem um CPF. São sujeitos concretos que possuem personalidades natas. Enquanto isso, a segunda refere-se sempre a entidades abstratas e depende de criação para que possam existir.
Uma boa gestão de pessoas é uma das habilidades que vem ganhando cada vez mais importância para quem está em uma posição de liderança e para profissionais da área de RH. Isto porque as organizações começaram a entender que pessoas são a principal força de uma empresa, e que colaboradores e estagiários verdadeiramente engajados com seu objetivo é uma das principais fontes para o sucesso comercial.
Quando a empresa investe no desenvolvimento e na boa gestão dos seus estagiários e colaboradores ela fortalece sua marca empregadora, diminui custos com demissões e contratações, além de fazer com que o time trabalhe com energia e vontade real de fazer o negócio crescer.
A leitura pode ser uma ótima estratégia de aprendizado ágil, entregando conteúdos relevantes de forma imersiva, pois os assuntos podem ser aprofundados com mais calma. Sabemos a que gestão de pessoas é um tema complexo e, para te ajudar, separamos alguns livros bem bacanas sobre o assunto:
1. Um Novo Jeito de Trabalhar – Laszlo Bock
O livro escrito por Laszlo Bock, Vice-Presidente de Operações e Equipes do Google, aponta o que a empresa traz de novo para ser considerada uma das melhores organizações para trabalhar e uma das mais criativas do mundo.
É possível conhecer melhor como o Google trabalha o relacionamento com seus colaboradores, de forma a desenvolvê-los garantindo seu sucesso e felicidade dentro no ambiente de trabalho. Deste modo, conseguem atrair e reter grandes talentos.
O material é essencial para empresas que buscam novas formas de gestão e organização de suas operações, oferecendo dicas e checklists úteis, além de também trazer reflexões sobre os desafios de se aplicar novas formas de gestão no mundo atual, que possuem hierarquias e cadeias de comando e controle bem flexíveis.
2. Descubra Seus Pontos Fortes – Marcus Buckingham
O livro de autoria do Marcus Buckingham, um pesquisador global e líder de pensamento focado em desbloquear pontos fortes, é um material bem conhecido na área de desenvolvimento humano, trazendo como foco a ideia de desenvolver as pessoas do time eliminando seus pontos fracos. Ele mostra como construir uma empresa com foco nos pontos fortes do time, que aponta como sendo a responsabilidade, a crença, a significância e a maximização.
O autor ainda diz que uma avaliação feita de forma geral, baseada nos mesmos pontos para todas as pessoas, acaba não sendo tão assertiva e que focar nos pontos fortes de cada um ao invés das fraquezas é bem mais eficaz. “As melhores empresas se concentram em seus pontos fortes e tornam os fracos irrelevantes. Isso funciona bem para as pessoas também”, ensina Buckingham.
Interessante, não?
3. Inteligência Emocional – Daniel Goleman
Esse livro é quase que obrigatório para quem é ou quer ser líder!
Daniel Goleman é um jornalista científico dos Estados Unidos que por doze anos escreveu para o The New York Times. Sendo uma autoridade no assunto de desenvolvimento humano, ele destrincha de forma detalhada o conceito de Inteligência Emocional. Neste livro, ele mostra como o controle das emoções é um fator vital para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à inteligência emocional.
A falta de controle das emoções pode ser um risco até mesmo à carreira de uma pessoa, onde nos dias de hoje as competências técnicas são fatores de admissão, mas as competências emocionais acabam justificando boa parte das demissões. “No mundo atual, não basta ser inteligente, esperto e preparado para competir. É preciso ter calma e empatia e persistir diante das frustrações para conseguir viver bem no amor, ser feliz com a família e vencer no mercado de trabalho”, cita Goleman em seu livro.
4. Como Dizer? A Arte De Dar e Receber Feedback – Eliana Pita
A autora brasileira Eliana Pita, gerente de RH da Le Postiche, aponta a cultura de feedback como um grande fator para a formação de times de alta performance. Aqui, ela explica que esse recurso deve ser utilizado como forma de não deixar que algum problema cresça e atrapalhe a produtividade ou desenvolvimento das pessoas do time e como dar esse feedback de forma positiva e assertiva, garantindo que seja uma ferramenta de crescimento para as pessoas da equipe, além de que as expectativas dos gestores também sejam alcançadas.
Uma boa forma de atrelar a gestão de pessoas ao desenvolvimento de talentos através de feedbacks é a aplicação de avaliações de desempenho, uma estratégia adotada para o acompanhamento no desenvolvimento dos talentos do time. “Nós transformamos o feedback dos estagiários contratados em insumo pro plano de desenvolvimento que elaboramos”, comenta Natália, Product Manager da Startup de Recrutamento e Seleção Academia do Universitário, “Ao entendermos quais são os maiores gaps dos talentos, nós focamos em promover o desenvolvimento do profissional agendando mentorias e repassando conteúdos de acordo com o que ele precisa. Feedbacks precisam se transformar em plano de ação.”
5. Bom chefe, Mau chefe – Robert Sutton
Robert Sutton é professor de ciência da administração na Escola de Engenharia da Universidade de Stanford e pesquisador no campo da administração baseada em evidências, além de autor do best-seller “Bom Chefe, Mau Chefe.”
Esse livro aborda casos reais e bem polêmicos, todos baseados em reclamações de profissionais sobre seus líderes. Ele é considerado um dos melhores livros sobre gestão da atualidade e aponta questões como microgerenciamento, controle obsessivo dos horários dos colaboradores, hábito de culpar as pessoas pelos problemas da empresa. Aqui, vemos por exemplos como ser um bom líder.
Ler é a forma mais barata de se desenvolver
Ler pode ser uma atividade muito interessante para o desenvolvimento de qualquer indivíduo, oferecendo de forma barata uma quantidade incrível de aprendizado. Quando a leitura é realizada de forma eficaz, desperta uma intensa reflexão interior, o que leva à construção ou solidificação do conhecimento. É importante eliminar todas as distrações à nossa volta no momento da leitura, mantendo total foco no momento do aprendizado.
Uma ótima estratégia para tornar a leitura mais eficaz é o simples hábito de transformar o conteúdo lido em resumos que possam ser facilmente acessados em um outro momento. Ao resumir, é primordial que o resumo seja feito com as suas próprias palavras. Isto ajuda ao cérebro lembrar do conteúdo assim que ler a sua síntese.
O e-commerce brasileiro faturou 56,8% a mais somente nos cinco primeiros meses de 2020 comparado com o mesmo período do ano passado. Esses dados são da pesquisa realizada pelo Movimento Compre&Confie, em parceria com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
Com a pandemia, o comércio sofreu significativas mudanças. Assim, muitas empresas tiveram que adotar rapidamente soluções digitais e migraram o negócio físico para o online. Enquanto os brasileiros também tiveram que se adaptar a uma nova realidade, alguns comércios de rua seguem fechados e sentindo os impactos nos hábitos de consumo. Com isso, mesmo à distância, as pessoas não pararam de consumir. Entretanto, novos hábitos de compra vêm sendo adotados, como adquirir produtos e serviços virtualmente.
Desde que as formas de pagamento com cartão virtual, pagamento por aproximação ou smartphone, QR code, por exemplo, se tornaram comuns, palavras como chargeback, estorno e reembolso passaram a ser algumas das grandes preocupações. Isso acontece principalmente com e-commerces, onde a ausência do cartão torna desnecessária a autenticação por senha. Dessa forma, essa ação traz certos riscos às transações.
Diante deste cenário mais arriscado, o chargeback, o estorno e o reembolso são os mecanismos criados pelas operadoras de cartões para proteger seus consumidores de problemas com pagamentos em compras online ou outros ambientes nos quais a senha não pode ser uma aliada da autenticação.
O problema, no entanto, é que quando o consumidor faz uso de qualquer um dos três, o estabelecimento fica com todo o prejuízo.
Diferenças entre chargeback, estorno e reembolso
Estes três mecanismos, embora possam ser parecidos, não são a mesma coisa. Por isso, conhecê-los, saber diferenciá-los e como evitá-los pode ser a diferença entre ter um negócio de sucesso ou não.
O chargeback acontece quando o cliente, sem entrar em contato com a loja, solicita o cancelamento da transação diretamente na operadora do cartão. Neste caso, o estabelecimento pode demorar meses para saber que isso aconteceu e que ficou com este prejuízo.
Pior ainda. Dependendo da plataforma que se usa, é possível que o varejista nem sequer conheça a taxa de chargeback de sua empresa. Ou, ainda, ele até conhece o número, mas não sabe se é uma taxa alta ou baixa, aceitável ou preocupante.
O estorno do valor pago pelo cliente ocorre quando a operadora do cartão solicita à loja ou à prestadora do serviço o cancelamento de uma transação. Os motivos podem ser alguns, mas é um caso no qual o estabelecimento não é tão surpreendido como na ocorrência do chargeback.
O reembolso não é um estorno, pois não é um cancelamento de compra realizado pela operadora do cartão. Ele é uma devolução do dinheiro gasto pelo cliente. Esse processo é efetuado pela própria empresa que realizou a venda por algum tipo de problema com o produto ou serviço de maneira totalmente amigável na maioria das vezes.
O chargeback, o estorno e o reembolso podem causar danos irreversíveis à saúde de um negócio. No caso de grandes empresas, talvez esse efeito seja menor. Mas, fatalmente, se não forem controlados, causarão prejuízos consideráveis a médio e longo prazo.
E isso é ainda mais grave quando se fala no chargeback causado por fraudes, pois os cibercriminosos de hoje são inteligentes – às vezes, mais inteligentes do que sistemas de prevenção a fraudes. Depois de identificar uma vulnerabilidade, a empresa é exposta, a palavra se espalha e os fraudadores entram em ação. E os danos financeiros podem ser rápidos e desastrosos.
Cenário da fraude no e-commerce
Com o crescimento do e-commerce durante a pandemia, as fraudes também estão mais presentes no setor. Isso se dá pois os números também atraem atenção de fraudadores, que veem nos cartões de crédito um alvo fácil para golpes na internet. A grande vantagem do e-commerce, para eles, é não precisar ter acesso aos cartões físicos para usá-los, basta obter os dados nele contidos para finalizar uma compra, já que não há a autenticação por senha.
Segundo o Mapa da Fraude da ClearSale, empresa de soluções antifraude, só em 2019 o comércio eletrônico do país evitou a perda de R$ 1,9 bilhão com prejuízos por fraudes em pedidos pagos com cartões de crédito – aumento de 36% em relação a 2018. A pesquisa revela ainda que, no varejo brasileiro eletrônico atual, a cada R$ 100 em compras realizadas, R$ 3,47, em média, são tentativas de fraudes.
Já neste ano, levando em conta o aumento das vendas do varejo eletrônico no período de pandemia, incluindo as datas comemorativas como Dia das Mães e Dia dos Namorados, foram R$ 141 milhões em fraudes evitadas no e-commerce, considerando somente as compras pagas via cartão de crédito.
Nos últimos anos, o mercado de vendas online se tornou um dos mais atrativos para empreendedores e investidores. Agora, esse movimento ganhou mais força e o e-commerce passou a ser uma das principais pontes entre empresas e consumidores. De acordo com o levantamento “Novos hábitos digitais em tempos de Covid-19”, feito pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com a Toluna, os pedidos por e-commerce cresceram. No estudo, é possível observar que 61% dos consumidores aumentaram suas compras por meio digital. Os dados mostram que, para quase metade dos entrevistados (46%), o aumento de compras virtuais foi de mais de 50%.
Como evitar esses problemas em seu negócio
Se chargeback, estorno e reembolso são coisas diferentes, os motivos pelos quais ocorrem também são, e, obviamente, as formas de evitá-los nem sempre serão iguais.
No caso do chargeback, é fundamental fazer a prevenção a fraudes e análise de riscos de maneira muito eficiente. Isso é feito, de preferência, contando com a parceria de alguma empresa especializada nesse tipo de serviço. A maioria dos pedidos de chargeback tem origem em ataques fraudulentos, o que torna o trabalho antifraude uma excelente ferramenta na luta contra os altos riscos do chargeback.
Aqui, no entanto, vale uma ressalva: alguns intermediadores de pagamento até oferecem o serviço antifraude em seus pacotes, mas muitos deles esbarram no fato de não ser especialistas, podendo ficar limitados na visão global necessária a este tipo de trabalho.
Já para o estorno e o reembolso algumas dicas podem até parecer óbvias, mas fazem grande diferença para a saúde do negócio. Ter um bom atendimento ao cliente, não prometer coisas impossíveis de cumprir, ser rigoroso para entregar tudo o que for combinado, ser muito claro sobre tudo o que envolve o produto ou o serviço, incluindo políticas de troca e devolução, e manter canais constantes de contato são algumas das ações que certamente deixarão as empresas mais distantes dos pedidos de estorno e reembolso.
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