Escolher as formas de pagamento certas pode ser a diferença entre fechar uma venda ou ver o cliente abandonar o carrinho. Com o crescimento do Pix, a chegada do Pix parcelado e a consolidação das carteiras digitais, o cenário de pagamentos no Brasil mudou bastante nos últimos anos. Vale a pena revisar o que faz sentido oferecer no seu negócio em 2026.
Neste guia, você vai entender o que são as formas de pagamento, conhecer as opções mais relevantes hoje, ver quais são as mais usadas pelos brasileiros e aprender a escolher as melhores para a sua empresa.
O que são formas de pagamento?
Formas de pagamento são os meios que uma empresa disponibiliza para que o cliente pague por um produto ou serviço adquirido — dinheiro, cartão, Pix, boleto, entre outros. Cada uma tem características próprias de segurança, custo, prazo de recebimento e praticidade. A combinação ideal depende do perfil do seu público e do tipo de negócio: loja física, e-commerce ou prestação de serviços.
Quais são as principais formas de pagamento para o seu negócio?
A seguir, veja as formas de pagamento mais relevantes para quem vende no Brasil em 2026.
1. Dinheiro
O dinheiro em espécie ainda é usado, especialmente em compras de valores baixos, mas segue perdendo espaço para os meios digitais. Segundo o Banco Central, o avanço do Pix reduziu significativamente o uso de dinheiro físico desde a criação do sistema. Ainda assim, é importante aceitar dinheiro em pontos de venda físicos, sobretudo para atender clientes sem acesso a conta bancária ou cartão.

2. Boleto bancário
O boleto bancário funciona como uma alternativa ao dinheiro no ambiente digital: viabiliza a compra para quem não tem cartão de crédito ou débito e ainda é bastante usado em e-commerces e cobranças recorrentes. O ponto de atenção fica por conta das taxas de emissão e do prazo de compensação, que pode levar até alguns dias úteis.
3. Cartão de crédito
O cartão de crédito continua sendo a opção preferida em compras de maior valor, principalmente pela possibilidade de parcelamento. Segundo pesquisas recentes, o cartão de crédito foi a modalidade que mais cresceu em volume financeiro no segundo semestre de 2025, com alta de 13% em relação ao mesmo período de 2024. Além disso, manteve a maior participação entre as modalidades de cartões, respondendo por 70,6% do volume financeiro transacionado nesse mercado.

4. Cartão de débito
O cartão de débito é indicado para quem quer receber o valor à vista, sem taxas de parcelamento nem risco de inadimplência. Segundo o mesmo levantamento, a modalidade débito se manteve estável no período, com leve retração —sinal de que parte do público vem migrando para o Pix em compras do dia a dia.
5. Cheque
O cheque está praticamente em desuso no varejo brasileiro. O risco de inadimplência é alto, já que não há garantia de saldo em conta na hora da compensação. Por isso, se ainda fizer sentido para o seu negócio, vale limitar essa opção a clientes de confiança e com histórico conhecido.
6. Pix
Criado em 2020 pelo Banco Central, o Pix se tornou o meio de pagamento mais relevante do país. Em 2024, respondeu por 47% dos pagamentos e depósitos realizados no Brasil. Até setembro de 2025, movimentou mais de R$ 85,5 trilhões e representou 42% do valor transacionado no e-commerce e 34% das transações em pontos de venda físicos. É gratuito, funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e está disponível para pessoas físicas e jurídicas.
7. Pix parcelado
Novidade regulamentada pelo Banco Central a partir de 2025, o Pix parcelado permite ao cliente parcelar a compra diretamente pelo Pix. Os valores são debitados automaticamente da conta em datas futuras, sem depender do limite do cartão de crédito. A expectativa é que a modalidade ganhe ainda mais adesão em 2026, ampliando o acesso ao parcelamento para consumidores que não têm cartão de crédito ou preferem não usá-lo.
8. Pagamento recorrente (assinatura)
Ideal para negócios com modelo de recorrência, como serviços de assinatura e streaming, essa forma de pagamento debita automaticamente um valor fixo do cliente em uma data combinada, sem comprometer o limite do cartão como uma compra parcelada tradicional. É uma ótima estratégia para fidelizar clientes e previsibilidade de receita.
9. Transferência bancária (TED/DOC)
Muito usada por lojas virtuais antes da popularização do Pix, a transferência bancária ainda aparece como opção em alguns negócios: o cliente transfere o valor e envia o comprovante para liberação do pedido. Não há taxas para quem recebe, mas o processo é mais lento e manual do que o Pix, o que tem feito essa opção perder espaço.
10. Crediário próprio
O crediário permite que o próprio negócio ofereça parcelamento direto ao cliente, sem intermediação de banco ou operadora de cartão, geralmente por meio de boletos ou carnês de pagamento. É uma alternativa interessante para fidelizar clientes, mas exige uma boa análise de crédito, já que não há garantia de recebimento.
11. WhatsApp Pay
Disponível no Brasil desde 2021, o WhatsApp Pay permite enviar e receber pagamentos direto na conversa do aplicativo, com cadastro prévio de cartão de débito ou crédito. Apesar do potencial de alcance, dado o tamanho da base de usuários do WhatsApp no Brasil, a adoção como meio de pagamento no comércio ainda é pequena perto do Pix e dos cartões.
12. Link de pagamento
O link de pagamento é uma das formas que mais cresceram com a expansão das vendas por redes sociais e WhatsApp. Ele reúne, em um único link, várias opções de pagamento — cartão de crédito, boleto, Pix, saldo em conta —, dando liberdade para o cliente escolher como prefere pagar, sem que o vendedor precise de um site próprio.
13. Carteiras digitais e pagamento por aproximação
Carteiras digitais, como as de bancos digitais e big techs, e o pagamento por aproximação via NFC — incluindo o Pix por aproximação, já em testes pelo Banco Central — vêm ganhando espaço tanto em lojas físicas quanto no comércio eletrônico. A combinação une a segurança do cartão à agilidade do toque único, sem exigir senha para valores baixos.

Quais são as formas de pagamento mais usadas no Brasil?
De acordo com dados consolidados do mercado de pagamentos, no segundo semestre de 2025 os cartões (débito, crédito e pré-pago somados) responderam por 30% da quantidade total de pagamentos no país, impulsionados principalmente pelo crescimento do crédito. Já o Pix segue como o meio de pagamento isolado com maior participação: segundo o Banco Central, ele respondeu por 47% dos pagamentos e depósitos realizados em 2024.
Entre os fatores mais citados pelos consumidores para escolher uma forma de pagamento estão velocidade, praticidade, segurança, aceitação no comércio e facilidade de controle dos próprios gastos. São motivos que ajudam a explicar por que o Pix segue crescendo, mesmo com os cartões ainda relevantes, especialmente em compras parceladas.
Formas de pagamento parceladas: o que muda em 2026
Até pouco tempo, parcelar uma compra significava basicamente duas opções: boleto, cada vez mais em desuso, ou cartão de crédito. Com a chegada do Pix parcelado, esse cenário muda. A previsão do Banco Central é padronizar as regras da modalidade ao longo de 2026, o que deve reduzir custos para o comércio e ampliar o acesso ao parcelamento para quem não usa cartão de crédito. Para o seu negócio, isso significa uma nova alternativa de conversão de vendas que vale a pena acompanhar de perto.

Por que oferecer várias formas de pagamento no seu negócio?
Quanto mais opções de pagamento o cliente encontra, menor a chance de ele desistir da compra por não ter o método que prefere usar. Isso vale tanto para loja física, em que a ausência de uma máquina de cartão pode custar uma venda, quanto para o e-commerce, onde cada etapa a mais no checkout aumenta o risco de abandono de carrinho. Oferecer Pix, cartão e boleto ao mesmo tempo, por exemplo, cobre a maior parte dos perfis de cliente.
Como escolher a melhor forma de pagamento para o seu negócio?
Segurança
A segurança é essencial tanto em vendas físicas quanto online. Intermediadores de pagamento como PayPal e PagSeguro costumam oferecer camadas extras de proteção contra fraude, mas normalmente cobram uma taxa por transação — vale pesar esse custo na hora de decidir.
Capital de giro e fluxo de caixa
O Pix cresceu tanto justamente por creditar o valor de forma praticamente imediata. Já os intermediadores de pagamento costumam ter prazos de repasse que variam de algumas horas a poucos dias úteis, o que impacta diretamente seu capital de giro.
Custo da operação
Cartões envolvem custos como aluguel ou compra da maquininha e taxas por transação, que variam conforme a bandeira e o prazo de recebimento escolhido. Por isso, esses custos muitas vezes precisam ser considerados na formação de preço do produto ou serviço.

Disponibilidade
Nem toda forma de pagamento serve para todo tipo de negócio: uma loja 100% online, por exemplo, não pode aceitar dinheiro em espécie e, por isso, precisa garantir alternativas digitais robustas desde o início.
Tempo de recebimento
O prazo para o dinheiro efetivamente cair na conta varia bastante entre as formas de pagamento e afeta diretamente o planejamento financeiro do negócio. Por isso, é importante saber exatamente quando cada meio compensa.
Experiência do cliente
No fim das contas, esse costuma ser o fator decisivo: observe as preferências do seu público-alvo. Um negócio que vende para um público mais jovem, por exemplo, tende a ver mais adesão ao Pix e às carteiras digitais do que ao boleto.
Considerações finais
Não existe uma única forma de pagamento “ideal”: o melhor mix depende do seu público, do seu fluxo de caixa e do tipo de venda que você faz. O importante é acompanhar as mudanças do mercado, como a chegada do Pix parcelado, e manter um bom controle financeiro, registrando de forma separada as entradas por cartão, Pix, dinheiro e demais meios. Isso facilita a conciliação bancária e dá uma visão muito mais clara da saúde financeira do negócio.

Perguntas frequentes sobre formas de pagamento
Qual é a forma de pagamento mais usada no Brasil?
O Pix é hoje o meio de pagamento isolado mais usado no país, respondendo por 47% dos pagamentos e depósitos em 2024, segundo o Banco Central. Somados, os cartões de débito e crédito seguem com participação relevante, principalmente em compras parceladas.
Vale a pena aceitar Pix parcelado no meu negócio?
Sim. Por ser regulamentado pelo Banco Central e não depender do limite de cartão de crédito do cliente, o Pix parcelado tende a ampliar o público que consegue parcelar compras no seu negócio, com potencial de menor custo de operação do que o cartão.
Quais formas de pagamento são obrigatórias por lei?
Não existe uma lista única de formas de pagamento obrigatórias para todo tipo de negócio. O mais comum é seguir as normas do setor e do tipo de estabelecimento e, na dúvida, consultar um contador sobre as exigências específicas da sua atividade.
Como reduzir o custo com taxas de cartão e intermediadores?
Compare as taxas de diferentes maquininhas e intermediadores, avalie o prazo de recebimento que cada um oferece e considere incentivar formas de pagamento com custo menor, como o Pix, sem deixar de oferecer cartão para quem prefere parcelar.


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