É comum que empresários que estão começando se deparem com a sigla CNAE e não saberem do que se trata. Isso é completamente normal, afinal, essa classificação é um pouco desconhecida. Entretanto, saber o CNAE do negócio é fundamental para os empresários descobrirem se seu negócio se adequa ao Simples Nacional. Entenda o que é a Classificação Nacional de Atividades Econômicas!
O que é a CNAE?
Existem diversos tipos de atividades econômicas no Brasil, em função disso, existem diversos órgãos de administração e diversos códigos para elas. Por isso, se tornou necessário a criação de um modelo que igualasse os códigos e critérios das atividades. Portanto, foi criada a Classificação Nacional de Atividades Econômicas, ou CNAE, para cumprir esse papel.
Hoje, toda e qualquer empresa atuante, seja na área do comércio ou serviço, privada ou pública, é enquadrado em algum CNAE. O mesmo vale para estabelecimentos que atuam na produção agrícola. Os outros que se encaixam na CNAE são as instituições sem fins lucrativos e pessoas físicas que atuam como agentes autônomos.
Dentro da classificação geral, existem várias sessões, classes e subclasses. Elas são adequadas e suficientes para atender as necessidades administrativas da tributação federal, estadual e municipal, além de cobrir todo o tipo de atividade lícita explorada no país.
Assim, esse método promove a padronização em todo território nacional, facilitando a coordenação dos órgãos tributários e melhorando a qualidade das estatísticas nacionais.
Além de obrigatório para qualquer pessoa jurídica, o enquadramento correto da CNAE pode trazer alguns benefícios para o seu negócio.
A classificação afeta o pagamento de impostos e, com ela, você pode enquadrar sua empresa no Simples Nacional. A indicação das CNAEs da empresa constam no contrato social, bem como no comprovante de inscrição no CNPJ emitido pela Receita Federal.
É necessário para qualquer empresa?
Sim, porque a CNAE também traz benefícios para o seu negócio. Existem abonos e outras vantagens para as empresas, pois a classificação influencia no pagamento de impostos. Com ela, sua empresa pode adotar o Simples Nacional (Sistema Integrado de Pagamentos de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), por exemplo. Quem possui um negócio adequado ao Simples Nacional possui apoio no pagamento de tributos, que é desburocratizado.
Como pode ver, uma das vantagens da CNAE é a simplificação da tributação. Isso é essencial para a administração, já que esse quesito é um dos que mais geram dor de cabeça nos empresários. No entanto, para facilitar o andamento, é preciso fazer um esforço para se adequar ao sistema nacional.
Muitas prefeituras e governos de estados acabam criando sistemas diferentes de classificação, e assim, o que era para facilitar acaba confundindo, atrapalhando e atrasando o pagamento de impostos.
O CNAE também possui duas divisões que buscam facilitar o processo, o CNAE Fiscal e o CNAE Domiciliar. O CNAE Fiscal é um detalhamento de classes, destinado ao uso das administrações públicas. Esse é o caso dos CNPJs, em que pessoas podem incluir diversas atividades econômicas dentro de um só negócio geral, por exemplo.
O CNAE Domiciliar foi criado para facilitar pesquisas com os dados dos empresários e agentes econômicos. É extremamente útil para o censo demográfico, quando se necessita de informações domiciliares e de mapeamento de atividades autônomas da população.
Como funciona o CNAE?
O entendimento de atividade econômica é essencial para compreender o CNAE. A conceituação explícita que ela é uma combinação de recursos. Uma atividade econômica envolve matérias-primas e serviços, capital e mão-de-obra. Esses elementos são associados a um aos processos produtivos para a realização de bens ou serviços em determinado período de tempo.
A classificação proposta pelo CNAE permite que o Estado ordene as atividades econômicas de acordo com as unidades de produção do Brasil. Para tal, usa categorias que, de maneira mais homogênea possível, definem as características principais do bem ou serviço dentro do processo produtivo. Além disso, enquadra o tipo de produto e/ou o mercado em que se atua.
A classificação pode ainda representar, em termos estatísticos, o parque produtivo do país. Isso garante sua visibilidade e entendimento através da organização do processo e das atividades principais. Os dados obtidos permitem que se faça uma análise comparativa das ações do setor público em diversas áreas, usando para isso os resultados de outros países.
Qual o propósito do CNAE
A tarefa da CNAE é classificar e padronizar os códigos das atividades econômicas das unidades produtivas em cadastros e registros da administração pública. Isso significa que a identificação das organizações será usada pelas três esferas do governo, principalmente pelos órgãos tributários do Estado. A partir disso é possível melhorar a qualidade dos sistemas de informação do governo. Eles são essenciais para que o Estado tenha suporte nas suas ações e decisões. A classificação seria uma forma de melhor articular os inter sistemas.
A Classificação Nacional das Atividades Econômicas possui modos de detalhamento fundamentais para a segmentação das empresas. Essas subclasses atuam dentro da estrutura geral da CNAE, com a diferença de que lhes foi acrescido mais um nível de desagregação. A especificação foi aumentada através da inserção de mais 1301 subclasses.
As subclasses precisam ser definidas e atualizadas, trabalho que é responsabilidade da Subcomissão Técnica para a CNAE – Subclasses. Ela é realizada com a participação de representantes da administração tributária. Participam agentes estaduais, municipais e do IBGE. A organização é feita no âmbito da Comissão Nacional de Classificação (CONCLA), sob coordenação de representantes da Secretaria da Receita Federal.
Como obter a CNAE da sua empresa
Descobrir o CNAE da sua empresa é muito importante. Você deverá fazer uma consulta para descobrir o código usado para sua empresa. A CNAE possui uma tabela em que constam as atividades econômicas principais e secundárias dos diversos negócios. Você deve consultar as secundárias se elas existem no seu ramo de atividade.
É necessário entender o contexto das atividades para o entendimento da tabela da CNAE. Ela segue um critério lógico que precisamos explicar.
A CNAE apresenta 7 dígitos, sendo os 5 primeiros referentes à própria estrutura e os últimos dois representantes da segregação por atividades, além de ter várias sessões, que vão desde a letra A até o U. Veja como funciona a classificação:
Gestão de recursos naturais (A);
Processamentos, tratamentos, montagens diversas e construções (B, C, D, E, F);
Compra e venda de produtos (G);
Serviços de uso genérico, destinada às empresas prestadoras de serviços diversos ou domicílios (H, I, J, K, L, M, N, O, P, Q, R, S, T e U).
Exemplos de classificação
Digamos que você possui uma empresa que comercializa produtos eletrodomésticos e aparelhos de som e vídeo. O seu comércio é varejista e, portanto, precisa seguir esse caminho:
Seção G > Divisão 47 > Grupo 475 > Classe 4753-9 > Sua CNAE
Por que esse caminho? Vamos à explicação.
A Seção G é a que integra o comércio e os estabelecimentos de reparação de veículos, motocicletas e automotores. O comércio varejista está na Divisão 47. Assim, o grupo 475 é onde ficam as empresas que comercializam equipamentos de comunicação, informática e artigos de uso doméstico no varejo. As organizações especializadas em eletrodomésticos e equipamentos de vídeo e áudio estão na Classe 4753-9. Depois da seleção da classe do seu negócio, sua CNAE é informada: 4753-9/00.
Você poderá ver as atividades similares quando estiver nas subclasses CNAE. Digamos que você possui um pet shop onde comercializa medicamentos veterinários de diversas modalidades. Você seguirá a seguinte classificação:
4771-7: Código para comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário. Depois disso, aparecerá o detalhamento da classificação, isto é, as subclasses:
4771-7/01 – Comércio varejista de produtos farmacêuticos, sem manipulação de fórmulas.
4771-7/02 – Comércio varejista de produtos farmacêuticos, com manipulação de fórmulas.
4771-7/03 – Comércio varejista de produtos farmacêuticos homeopáticos.
4771-7/04 – Comércio varejista de medicamentos veterinários.
Como pode ver, há uma subdivisão onde seu negócio se encaixa. Ela se “avizinha” com outras atividades secundárias do mesmo ramo, que possuem pequenas variações.
É importante entender classificações atípicas, como de estabelecimentos auxiliares, que exercem exclusivamente uma atividade de apoio a outros estabelecimentos dentro da mesma organização.
Exemplificação
Usemos um exemplo de um escritório administrativo. Ele entraria na classificação como uma subclasse CNAE do estabelecimento a que serve. Essa regra ficou estabelecida através de uma decisão da Subcomissão para a CNAE de estabelecimentos auxiliares.
A decisão também definiu a forma de classificação. Os estabelecimentos auxiliares ou de apoio devem ser identificados por completo em um campo específico no cadastro do órgão. É preciso dizer, por exemplo, qual o tipo de apoio que ele exerce, e se é sede, unidade administrativa local, depósito fechado, etc.
Há também os casos dos estabelecimentos auxiliares que desempenham atividades para mais de um estabelecimento. Por exemplo, os depósitos de mercadorias próprias. Do mesmo modo, as unidades precisam estar atribuídas ao código de subclasse CNAE da organização a qual servem. Nesse caso deve ser incluído o código CNAE da unidade de produção com maior peso de valor em relação ao estabelecimento auxiliar, ou seja, a unidade mais importante ligada a ele. Para facilitar, é possível incluir o código da atividade principal da empresa.
CNAE e Simples Nacional
Com o CNAE da sua empresa em mãos, você poderá descobrir se ela pode se enquadrar no regime tributário do Simples Nacional. Para isso, é preciso ir até o site da Receita Federal. Lá você poderá ter acesso à Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional. Os fatores que impedem uma empresa estão dispostos no anexo I da Resolução CGSN. Você deverá ler atentamente os códigos previstos para saber a sua situação.
Uma das atividades que impossibilita as empresas, por exemplo, é o transporte intermunicipal e interestadual de passageiros. Outras organizações normalmente barradas pelo Simples Nacional são aquelas que realizam atividades de consultoria. As empresas do ramo de importação de combustíveis também não se adequam ao Simples Nacional.
Pequenas e micro empresas possuem alguns impeditivos, mesmo se a maioria das suas atividades seja permitida. Caso elas exerçam pelo menos uma das atividades vedadas pela Resolução CGSN, já estarão impedidas de optar pelo Simples Nacional. Se constar no contrato social, a empresa será barrada independentemente se realiza ou não alguma atividade impeditiva.
A abrangência da CNAE sobre atividades econômicas realizadas por unidades produtivas é total. Mesmo que a indústria e o mercado mudem e evoluam com o passar das décadas, o objetivo do método é integrar a todos. Por causa disso, ela passa constantemente por atualizações e correções.
A atualização da tabela da CNAE é feita de acordo com a regulamentação legal das atividades do país. De maneira simultânea, a tabela integra as mudanças nas atividades e nas estruturas da cadeia produtiva, tanto do país como da economia mundial.
Devido a esse caráter totalizante, todos os agentes econômicos engajados no processo são enquadrados de alguma forma em determinado código de subclasse CNAE. Na hora do cadastramento, feito pela administração tributária, cada estabelecimento é encaixado numa classificação econômica. Isso abrange toda a produção de bens, isto é, as organizações privadas ou públicas, os agentes autônomos e agrícolas e demais instituições sem fim lucrativo.
Dessa forma, mesmo o segmento produtivo de serviço é contemplado na tabela, que identifica de forma detalhada cada segmento. As seções de H até U contemplam todos os serviços de uso generalizado. A abrangência das atividades voltadas aos serviços é tão grande que atinge quase 50% das subclasses CNAE.
Como acontecem alterações na tabela CNAE?
Muitos agentes econômicos desejam acrescentar uma subclasse na tabela de classificação da CNAE, através da legislação de administrações tributárias em diversas esferas do governo. No entanto, a organização e classificação das atividades econômicas não estão ligadas a decisões políticas ou tributárias.
Isso quer dizer que a alteração na classificação da tabela não deve jamais ser feita através de leis, regulamentos ou outros dispositivos de ordem tributária. É possível ver isto nas atividades que passaram para a ilegalidade. Elas não deixam de existir na tabela de classificação, mesmo estando fora da lei.
Os interessados em sugerir atividades podem colaborar de outra forma. A gestão e a manutenção da tabela é responsabilidade integral do IBGE. Quem desejar incluir, excluir ou modificar algo na classificação pode enviar a sugestão para o órgão. Ela será analisada em determinado tempo.
Versões da tabela de códigos
Existem diversas versões para a tabela de códigos e denominações, que foram atualizadas com o tempo. A versão original possuiu um total de 1301 subclasses, e foi oficializada através da Resolução IBGE/CONCLA nº 01, em 25 de junho de 1998. Já no dia 07 de maio de 2001 foi lançada uma versão revisada da tabela CNAE-Fiscal 1.0. Nela, constavam 1146 novos códigos e algumas correções de denominações. A publicação se deu pela Resolução CONCLA nº 03.
A CNAE-Fiscal 1.1 foi um resultado da atualização da CNAE 1.0 e ISIC/CIIU 3.1. Além das alterações, foram ajustados alguns mecanismos que dificultavam a implementação. A Resolução CONCLA Nº 07, de 16 de dezembro de 2002, trouxe a CNAE-Fiscal 1.1, com 1183 subclasses.
Em 2006 saiu a versão 2.0 da CNAE. Ela trazia 1301 subclasses, e foi publicada na Resolução CONCLA nº 01, do dia 4 de setembro daquele ano. Essa resolução só entrou em vigor em janeiro de 2007. A versão CNAE 2.1 saiu na Resolução CONCLA nº 02, no dia 25 de junho de 2010, passando a ser utilizada em dezembro do mesmo ano. Ela alterava a denominação de alguns códigos, excluía algumas subclasses e incluía outras. O conteúdo, no entanto, não foi alterado.
Conclusão
A Classificação Nacional de Atividades Econômicas é simples de ser entendida. Ela foi feita com rigor lógico e está em constante atualização para corrigir defeitos e implementar atualizações. Também é simples encontrar o código de atividade da sua empresa, pois o site da CNAE possui um sistema que facilita o processo.
Uma das vantagens da tabela da CNAE é que ela pode indicar se sua empresa se adequa ao Simples Nacional. Com isso, você ganha tempo e dinheiro, pois esse método facilita e desburocratiza as obrigações tributárias pelas quais as empresas precisam passar. Esperamos que esse artigo tenha elucidado sobre a importância e abrangência do CNAE.
Nem sempre é necessário ter novos clientes para realizar novas vendas. O pós vendas se tornou indispensável para os negócios que perceberam as vantagens da retenção de clientes para o aumento da receita.
No episódio de hoje, Pedro Escobar, Ricardo Gölzer, Gabriel Bublitz e Marcelo Prates falam sobre como reter clientes e os benefícios dessa ação para uma empresa.
Sobre esse podcast:
O PodCast do eGestor foi criado com o objetivo de ajudar o empreendedor no dia a dia de seu negócio, através de dicas sobre gestão, marketing e empreendedorismo. Os episódios são produzidos pela equipe do sistema com participação de alguns convidados.
Nosso tema hoje é DCTF. Mas será que todo mundo sabe do que se trata e sua real importância? Afinal de contas o que é DCTF e como funciona?
O que é DCTF?
A sigla DCTF significa Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais. Esta é uma declaração tributária obrigatória. O que significa uma obrigação consumada entre credor e devedor ao pagamento de dívidas, neste caso com relação a pessoas jurídicas.
Para que é utilizada a DCTF?
Nesse tipo de declaração utilizam-se informações com relação a tributos e contribuições definidos e identificados pelas empresas. Através de programas voltados para isso. Pela DCTF é de caráter obrigatório a empresa declarar os devidos pagamentos desses tributos e dessas contribuições e, ainda, se foram parcelados, se ainda existem créditos e compensações a serem feitas.
Como posso identificar esses tipos de Declaração?
Tributos – São taxas e impostos previstos por Lei que devem ser cumpridos. Podemos citar alguns exemplos clássicos de Declarações desta origem, como: Imposto de Renda para Pessoas Jurídicas, Imposto de Renda de Produtos Industrializados, o que conhecemos normalmente como IPI, Imposto de Renda Retido na Fonte, dentre outros tipos.
Contribuições – São cobradas em situações onde há algum tipo de retorno para o pagante. Exemplos essenciais deste tipo de declaração são: Contribuição PIS/PASEP, Créditos e Direitos advindos de teor financeiro como a CPMF, COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, dentre outras contribuições.
Prazos de Entrega da DCTF
Existem algumas formas diferentes com relação a entrega da DCTF, vamos a elas:
Empresas Inativas
Empresas que se enquadrem na situação de inatividade. Ou seja, que não tenham débitos a declarar, podem deixar de fazer a entrega da DCTF. Isso quando estiverem já no segundo mês de inatividade.
Neste caso o mais correto a fazer e que garante o CNPJ ativo é declarar a DCTF relativa apenas ao mês de Janeiro.
Empresas Ativas
Já no caso das empresas ativas é necessário sim a entrega da DCTF.
Como a entrega deve ser feita e em que situações?
Em todo mês de Janeiro de cada ano deve ser feita a apresentação;
São considerados na Declaração todo os meses em que hajam incorporação, extinção, fusão e cisão (em partes ou total) dentro da empresa;
A Declaração também ocorre um mês após qualquer publicação da Portaria Ministerial que comunique oscilação na taxa de câmbio.
O que acontece se uma empresa perde os prazos e condições para declarar a DCTF?
Existem as condições ideais para a apresentação e declaração da DCTF, mas caso haja itens incorretos como omissões, incorreções ou se os prazos não forem cumpridos, a empresa é chamada para apresentar uma nova declaração original. Mesmo assim, as empresas estão sujeitas a multas, tais quais:
Multa de 2% ao mês sobre o montante dos tributos e contribuições informados na declaração, mesmo que alguns já tenham sido pagos integralmente;
Caso se percam os prazos o valor passa a 20%, observado o valor mínimo;
Caso sejam as informações que estejam erradas ou sejam omitidas, devem ser pagos R$20,00 para cada grupo de dez, das infrações citadas;
Sobre o recebimento das Multas
As multas são enviadas por lançamento em ofício. Para empresas inativas se aplica taxa mínima de R$200,00. Para Pessoas Jurídicas, empresas ativas, a multa sobe para R$500,00. Os valores são reduzidos em 50%, quando as declarações tiveram problemas com prazos, mas apresentada anteriormente a qualquer procedimento de ofício. E caem 25% se houver declaração do prazo anexa na ficha de intimação.
Em resumo, como é possível retificar uma DCTF de forma legal?
Caso haja novos tributos, novos lançamentos, alguns erros desejem ser alterados é possível, desde que seja solicitada a alteração das informações, desde que as novas sejam alteradas por completo, ou seja que todo o documento seja redigido novamente por completo.
Ou seja, na nova declaração não devem estar apenas às informações retificadas, mas sim, todas as informações que constroem o documento. Só assim a DCTF retificada terá o mesmo valor da original.
Vale lembrar que…
Retificar o documento não será eficaz caso você deseje reduzir débitos referentes a impostos, tributos e contribuições. Isso ocorre, principalmente, se os dados citados já tiverem sido enviados a PGFN – Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, que envia isso para inscrição na DAU – Dívida Ativa da União.
Também não existem efeitos, com a retificação, valores apurados por meio de auditoria interna, que signifiquem valores indevidos e não comprovados na DCTF original. Nesses itens estão, pagamentos, parcelamentos, compensações. A retificação com relação à alteração de valores só poderá ser feita pela Receita Federal Brasileira, quando haja provas de que o erro estava apenas no preenchimento dos dados, na declaração original, caso contrário a retificação para esses casos é ineficaz.
No caso de erro de digitação, o processo só será efetivado enquanto não for extinto o poder da Fazenda Pública em constituir o crédito tributário correspondente a tal declaração.
Como enviar a DCTF
A Receita Federal disponibiliza um programa oficial para fazer a Apresentação e envio da DCTF anualmente. As datas são reveladas no próprio ano e depende de qual situação citada alguns tópicos acima e empresa esteja. Para garantir que todos os tributos e taxas sejam declarados e apresentados de forma correta segue uma lista corrida dos mesmos.
Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS
Contribuição Provisória Sobre Movimentação ou Transmissão de Valores de Créditos e Direitos da Natureza Financeira, que seja até 31 de Dezembro de 2007 – CPMF
Imposto de Renda Retido na Fonte – IRRF
Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas – IRPJ
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL
Contribuição PIS/PASEP, como citamos nos exemplos no início da matéria
Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico destinada a financiar o Programa de Estímulo à Interação Universidade – CIDE – Remessa
Imposto sobre Operação de Crédito Câmbio e Seguro, ou Relativas a Títulos de Valores Imobiliários – IOF
Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI
Contribuição do Plano de Seguridade do Servidor Público – PSS
Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a comercialização e a importação de petróleo e seus derivados, álcool etílico combustível, gás natural e seus derivados – CIDE – Combustível
Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta – CPRB
Informações
É importante sempre ter um contador junto à sua empresa. Mesmo com todas as dicas e instruções que abordamos aqui é essencial dar os primeiros passos com apoio especializado. Além disso, a própria Receita Federal atualiza em seu site as informações necessárias ao empresário de pequena, média e grande empresa se atualizar, ficar informado e se inteirar sobre como: baixar o programa para o envio da Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais, saber as datas para o envio dentro dos prazos, leis referentes a esta declaração e normas a serem utilizadas, solicitação de retificação e as demais referências necessárias para formalizar, de forma correta, o envio do documento.
Assim, conseguimos identificar o que é a DCTF, sua importância para as empresas e como entregá-la anualmente, dentro das normas expedidas pelo Governo. Dentro dos tópicos apresentados apresentamos de forma clara e objetiva as informações mais relevantes com relação ao tema, para que você obtenha os resultados exigidos de forma única, sem equívocos ou preocupações.
Adotar uma abordagem sistêmica é cada vez mais importante para conduzir uma empresa, definindo metas, analisando os KPIs e indicadores de resultados. Assim, ao fazer isso, é possível tomar decisões ágeis e assertivas com base em dados reais.
O problema é que ainda há muita confusão quando se trata desse assunto. Diversos gestores deixam de colher os benefícios da aplicação dessas ferramentas pelo simples fato de não entender seu funcionamento e, assim, a empresa perde competitividade no mercado.
Por isso, criamos o post de hoje. Nele, vamos explicar com clareza o que são metas, KPIs e indicadores de resultados e como eles podem ser usados em sua empresa.
Definição de metas e seus principais formatos
A meta representa um viés de futuro, o ponto que a empresa, equipes e funcionários devem atingir no curto prazo. Ou seja, elas funcionam como um passo a passo para o alcance dos objetivos da empresa, que são geralmente maiores e mais ambiciosos.
Com boas metas, é possível manter toda a equipe alinhada na busca pelos resultados desejados, por isso, alguns especialistas comparam as metas com uma bússola corporativa. Entretanto, muitos gestores ainda não sabem como definir metas eficazes, que podem facilitar a forma de administrar uma empresa. Veja abaixo alguns formatos desses indicadores de resultado:
1. Meta no formato S.M.A.R.T
Para não errar, é possível seguir um padrão conhecido como S.M.A.R.T. Ele foi desenvolvido em 1981 por George Doran e publicado pela primeira vez em um artigo da Universidade de Harvard. O padrão representa um acrônimo de cinco palavras, do inglês:
specific (específica): define claramente o que deve ser alcançado;
measurable (mensurável): possui um viés quantitativa;
assignable (atribuível): estabelece quem será responsável;
realistic (realista): pode ser alcançada;
time-related (com prazo): define prazos para o alcance.
Uma meta que segue esse padrão é muito mais eficaz, estimulando os funcionários e equipes da empresa à ação. Assim, no final, grandes resultados podem ser alcançados.
2. Metas no formato de OKRs
Ainda há uma segurada variação de meta, conhecida como OKR. Assim, para ficar claro, o nome vem do inglês Objectives and Key Results (em português, objetivos e resultados-chave). Consiste na definição de um objetivo ambicioso e sua fragmentação em pequenos resultados.
Veja um exemplo:
Objetivo: ser a maior empresa de varejo no seu segmento
KR1: reduzir a taxa de churn em 50%
KR2: aumentar a conversão de vendas em 30%
KR3: elevar o ticket médio para R$500,00
O mais indicado é que cada equipe tenha uma média de 4 ou 5 OKRs, não mais do que isso. Desse modo, é possível manter o foco e garantir que os resultados sejam alcançados.
Indicadores de resultados para a empresa
Diferentemente das metas, esses indicadores não possuem um viés de futuro (algo que deve ser alcançado), apenas representam os resultados que já foram entregues dentro da empresa. Além disso, servem como insumo para criação dos KPIs, pois representam informações mais “brutas” que ainda precisam ser lapidadas pelo gestor responsável.
Também conhecidos como métricas, esses indicadores podem ser obtidos de diversas formas, especialmente do sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) da empresa. Com eles, é possível ter informações preciosas sobre o funcionamento da companhia.
Veja, agora, algumas das métricas mais utilizadas:
número de vendas efetivadas;
número de propostas emitidas;
quantidade de funcionários desligados;
faturamento da empresa;
valor da compra dos clientes;
quantidade de curtidas nas redes sociais;
investimentos em marketing e vendas;
faltas dos funcionários;
número de reclamações dos clientes;
quantidade de acessos ao site da companhia.
Ao definir e acompanhar os indicadores de resultado, é possível saber se as metas estão sendo alcançadas, bem como se os resultados de determinado período estão de acordo com o desejado pela companhia, mas é preciso ter constância no acompanhamento.
Os indicadores de resultados são mais fáceis de serem acompanhadas, pois, como dito, representam números que ainda não foram lapidados. Ainda assim, muitos gestores os deixam em segundo plano.
Hoje, além de acompanhá-los, é indicado que os deixem à vista para todo o time. Assim, é possível iniciar um modelo de gestão à vista, onde os colaboradores conhecem os atuais resultados da empresa. Com isso, é possível construir um clima de maior transparência e credibilidade com os profissionais.
Identificação de KPIs para o negócio
Para finalizar, é preciso conhecer os KPIs (Key Performance Indicators). Em tradução livre para o português, o termo significa “indicadores-chave de desempenho”. Muitas pessoas o confundem com as métricas já abordadas, mas há uma grande diferença.
Um KPI é definido com base em duas ou mais métricas, além de contar com fórmulas específicas para se chegar aos resultados finais. Diferentemente das métricas, não são valores “brutos”, precisam ser trabalhados para se chegar a algo que faça sentido para o gestor.
Assim, com bons indicadores-chave de desempenho, é possível ter uma atuação muito mais estratégica no mercado, avaliando com eficiência os atuais resultados obtidos. Dentre os principais KPIs, é possível destacar:
Taxa de turnover: objetiva identificar o percentual de funcionários desligados;
Net Promoter Score (NPS): avalia o nível de satisfação e lealdade dos clientes;
Churn Rate: representa o percentual de clientes que deixaram a empresa;
Nível de lucratividade: identifica o percentual de lucratividade do empreendimento;
Ticket Médio: representa o valor médio das compras dos clientes;
Return On Investment (ROI): avalia o retorno obtido em cada investimento;
Lifetime Value (LTV): representa o valor do ciclo de vida de um cliente;
Taxa de absenteísmo: avalia a média de faltas e atrasos ao trabalho.
Considerações finais
São muitos os indicadores-chave de desempenho que podem ser usados, por isso é importante definir os que mais se adéquam à empresa e aos departamentos específicos. Então, foque em 5 ou 6 indicadores, compartilhando-os com a equipe de trabalho.
Também é preciso que eles sejam acompanhados com periodicidade, identificando se os resultados melhoraram ou pioraram ao longo de determinado período. Assim, quanto melhores os indicadores, mais forte é a companhia em relação às intempéries do mercado.
Resumidamente, as metas referem-se as conquistas desejados, enquanto os indicadores de resultados mostram as informações mais “brutas” do negócio. Os KPIs, por sua vez, representam as informações já lapidadas com a ajuda de cálculos específicos. Vale lembrar que, para obter as informações desejadas com agilidade e precisão, é sempre importante contar com a ajuda de um bom sistema de gestão empresarial.
Em casa, no governo de um país, ou em uma grande empresa, planejamento é uma parte essencial do sucesso financeiro. A partir dele, você consegue acompanhar seus gastos, prever seus lucros e garantir estabilidade ao seu dinheiro. Caso você possua um negócio próprio, é importante também se atentar a esse aspecto. Atualmente, uma das ferramentas mais eficazes para esse controle é o orçamento empresarial, uma vez que ele permite ao empreendedor ficar por dentro dos resultados e das estimativas de sua empresa.
O que é o Orçamento Empresarial?
O orçamento empresarial é a ação de planejar ou estimar os lucros, despesas e investimentos de sua empresa por um determinado período no futuro, criando uma cultura orçamentária. Normalmente, esse orçamento é feito mensalmente ou anualmente.
É importante ressaltar que a previsão orçamentária não deve ser baseada em um histórico passado do seu negócio. A ideia central do orçamento empresarial é antever as possibilidades futuras de investimentos e desenvolvimento da sua empresa.
Com isso, o orçamento empresarial se torna um tipo de “mapa”. Ou seja, ele permite ao empreendedor controlar seus gastos, aplicar seu dinheiro nas áreas em que realmente é necessário e aumentar o faturamento da sua empresa.
Qual é o objetivo do orçamento empresarial?
O principal objetivo do orçamento empresarial é o estabelecimento de metas para o seu negócio. Assim, você conseguirá acompanhar seus resultados, compará-los e pensar em ações para mantê-los ou melhorá-los.
Também é importante ressaltar que além do orçamento empresarial, outra ferramenta que deve ter a atenção do empresário é o fluxo de caixa. Com o intuito de entender e controlar melhor o financeiro da sua empresa, o fluxo de caixa controla todas as entradas e saídas da empresa. Dessa forma, você tem dados mais precisos para inserir no seu orçamento empresarial.
Como fazer um orçamento empresarial
A elaboração de um orçamento empresarial precisa se adaptar aos processos, às necessidades e aos objetivos de cada empresa. Assim, pode-se dividir a construção orçamentária em quatro partes distintas:
Análise dos recursos disponíveis, tanto financeiros quanto operacionais;
Determinação com precisão os objetivos do orçamento e da empresa como um todo;
Elaboração do documento com os números da empresa, tanto lucros quanto despesas;
Acompanhamento e revisão esporádica do orçamento.
Seguindo essas etapas, você terá um orçamento completo e personalizado de acordo com o seu modelo de negócio. Isso permitirá um conhecimento mais amplo das possibilidades de crescimento da sua empresa, bem como das áreas que exigem maiores investimentos.
Esse orçamento, portanto, se transforma em um instrumento essencial para o desenvolvimento saudável e satisfatório do seu negócio.
Principais tipos e modelos de orçamentos empresarial
Agora que você já conhece o conceito de orçamento empresarial, é importante também decidir qual forma orçamentária mais se encaixa na sua empresa e nos seus objetivos. Para isso, conhecer os tipos é uma tarefa fundamental:
Orçamento Estático
Esse tipo de orçamento é bastante utilizado no setor administrativo das empresas. Isso porque, depois de implementado, dificilmente sofrerá alterações. Assim, ele poderá auxiliar no processo de organização da sua empresa.
Orçamento Flexível ou Variável
Esse tipo de orçamento empresarial prevê, principalmente, os custos recorrentes em uma empresa, de acordo com suas diversas atividades.
Assim, o orçamento flexível se baseia no controle e no cálculo dos gastos fixos e variáveis de um empreendimento.
Orçamento Contínuo
Esse tipo de orçamento tem como princípio abarcar um longo período. No entanto, sua principal característica é também sua maior vantagem: permite ao seu elaborador acompanhar o progresso de uma empresa e realizar revisões orçamentárias de acordo com seus resultados.
Orçamento de Desempenho
O orçamento de desempenho envolve a equipe de uma empresa e seus resultados, ou seja, se eles forem positivos, esse orçamento aumenta, caso contrário, a tendência é a diminuição orçamentária.
Esse tipo de orçamento é vantajoso para uma empresa à medida que mantém o foco e a produtividade de seus funcionários.
Orçamento Histórico
Esse orçamento é baseado nos números do período anterior. O orçamento histórico utiliza resultados para que se possa criar um orçamento novo. Esses números serão base para a criação de um novo número, sendo calculado, para entender quais podem ser os próximos gastos e receitas.
Orçamento Matricial
O orçamento matricial é feito através de uma matriz, por isso seu nome. Essa matriz analisa as receitas e as despesas com as linhas e colunas da matriz. Ela é feita a partir de subdivisões de setores, com cada responsável por setor especificando seus valores.
Orçamento Base Zero
O orçamento base zero é o orçamento empresarial feito sem levar em consideração os resultados anteriores da empresa. Ele é feito porque em muitas empresas os gastos e receitas não são os mesmos todos os meses, precisando que o princípio do orçamento seja zero.
Orçamento colaborativo
Também conhecido como orçamento descentralizado ou participativo, o orçamento colaborativo é feito com a intenção de inserir outros encarregados no processo de estimar o orçamento empresarial.
Vantagens de um orçamento empresarial
As vantagens de realizar o orçamento empresarial no seu negócio têm relação direta com o controle da sua empresa, principalmente o controle financeiro, e de seus resultados. Isso significa que, a partir desse documento, você será capaz de acompanhar o desenvolvimento do seu empreendimento de forma completa.
Além disso, o orçamento empresarial possibilita ao empreendedor antecipar gastos e investimentos. Dessa maneira, você conhecerá suas possibilidades reais de negócio, evitando riscos e prevendo cenários positivos ou negativos para sua empresa.
A realização do orçamento também requer a abertura de uma discussão que envolve toda a hierarquia da sua empresa. Isso significa que o orçamento empresarial também garante um maior engajamento de sua equipe, bem como a integração dos seus colaboradores.
Por fim, cabe destacar que uma das principais vantagens do orçamento empresarial é possibilitar a identificação de possíveis problemas na estratégia do seu negócio com antecedência. Assim, você estará apto a encontrar e aplicar as soluções necessárias para a resolução dessas divergências.
Qual a importância do planejamento financeiro empresarial?
O planejamento financeiro empresarial, portanto, é a base para praticamente todas as tomadas de decisões para a sua empresa. Sendo assim, é um processo absolutamente imprescindível para o sucesso de qualquer organização.
Afinal, é impossível pensar no sucesso de um empreendimento sem o estabelecimento de metas, projeção de cenários e ações a serem realizadas, dentre outras questões.
Sendo assim, a partir de um planejamento financeiro empresarial, os gestores podem nortear todas as transações que envolvem o seu negócio a um curto, médio e até longo prazo.
7 dicas para o seu planejamento financeiro empresarial
Realizar um bom planejamento financeiro, é essencial para que a sua empresa possua um maior direcionamento no processo de tomada de decisões empresariais, como a realização de novos investimentos, contratação de novos funcionários, aquisição de novos produtos com fornecedores, dentre outras transações.
Será que estas movimentações podem ser realizadas sem comprometer o orçamento de sua empresa? A partir de um planejamento empresarial bem definido, se sabe exatamente o que se pode investir sem comprometer a situação financeira de seu negócio, quanto se pretende gerar de faturamento, quanto a empresa terá de lucro e quanto será necessário gastar, dentre outros aspectos.
1. Faça uma projeção de receitas e despesas
O primeiro passo para elaborar um planejamento financeiro empresarial eficiente é analisar o histórico de movimentações de entrada e saída de caixa da sua empresa recentemente. E com essas informações, você pode fazer uma projeção realista das despesas e receitas que estão por vir e costumam ser padronizadas em seu fluxo de caixa.
Fazer essa estimativa é de suma importância para manter o seu orçamento empresarial preparado para arcar com os futuros gastos. Assim, a necessidade de recorrer a empréstimos junto a instituições bancárias, que podem apresentar taxas elevadas e comprometer a situação financeira de seu negócio futuramente, diminui.
Em relação às despesas, também é importante listar alguns gastos emergenciais que podem ser necessários, tornando a sua empresa mais preparada para esse tipo de situação. Por isso é importante projetar sempre um pouco “para mais”, para que não ocorra nenhum risco de endividamento.
2. Faça um acompanhamento de todas as suas movimentações financeiras
Apesar de ser um processo simples, muitos empresários não fazem um registro aprofundado de todas as despesas e receitas de sua empresa.
Essa falta de acompanhamento faz com que se tenha uma visão distorcida das finanças do negócio e dificulta a identificação de problemas, já que não se sabe de onde veio e para onde foi o dinheiro do orçamento empresarial.
Sendo assim, é essencial registrar diariamente todas as finanças da sua empresa. Em uma planilha eletrônica, você já consegue gerenciar todas as suas receitas e despesas, além de registrar a origem de cada uma dessas movimentações.
Se preferir mais praticidade e uma visão mais aprofundada sobre as suas finanças, com relatórios automatizados a respeito dos mais variados indicadores de desempenho do seu negócio, contrate um software de controle financeiro.
3. Identifique os gastos que podem ser cortados do orçamento
A partir do registro de todas as receitas e despesas de sua empresa, é possível enxergar com clareza de onde vem a maior parte de seus gastos.
Entre essas despesas, certamente estão alguns gastos bastante supérfluos, que não são de primeira necessidade para o seu empreendimento e podem vir a ser cortados do seu orçamento, para que o seu dinheiro seja utilizado em áreas mais importantes.
4. Faça um estudo interno da sua empresa
É impossível projetar valores de faturamento, estabelecer metas ou estudar a realização de novos investimentos, sem conhecer profundamente a situação a qual se encontra a sua empresa.
É importante analisar fatores como o tempo de atuação que o seu empreendimento possui no mercado, o público alvo, crescimento da base de clientes, variação de faturamento da empresa em determinado período, dentre outros fatores.
Outro aspecto a ser analisado é a relação de seu empreendimento com os fornecedores. Eles oferecem boas condições de pagamento e negociações?
É um fator que vai fazer toda a diferença para identificar se existe a viabilidade de realizar investimentos em uma maior quantidade de produtos, por exemplo.
5. Projete diferentes cenários
Seu empreendimento deve estar preparado para as mais diversas situações. Na hora de traçar o seu planejamento financeiro empresarial, é de suma importância projetar diferentes cenários:
Um realista, no qual não serão estimadas metas tão ambiciosas;
Um otimista, em que se projetou um grande crescimento da empresa financeiramente e as ações que devem ser realizadas para manter este cenário;
Um pessimista, no qual você vai projetar uma possível situação emergencial da sua empresa, com quedas na produtividade e prejuízos financeiros, e a partir de então pensar em possibilidades para reverter este quadro hipotético;
A projeção de diferentes cenários é essencial para que você não seja pego de surpresa no futuro, e saiba como a sua empresa deve agir em meio a cada uma dessas possibilidades.
6. Estabeleça os objetivos e ações a serem realizadas
Feito todo o processo de estudo interno da empresa, projeção de cenários, corte de gastos do orçamento e um acompanhamento diário de todas as movimentações financeiras que envolvem o negócio, chegou o momento de analisar realmente a onde a sua empresa pode chegar a partir de todas essas informações.
Quais os objetivos da empresa dentro de determinado período?
Quais ações serão realizadas?
Quais funcionários serão responsáveis por cada tarefa?
Durante quanto tempo serão realizadas as ações até esperar os primeiros resultados?
Todo este cronograma precisa estar devidamente alinhado no seu planejamento financeiro empresarial. Algumas metas que podem ser traçadas em relação ao planejamento financeiro de seu empreendimento são, por exemplo, terminar o ano bem, obter um crescimento de determinada porcentagem em relação ao faturamento do mês anterior ou conseguir pagar todas as contas pendentes.
7. Mensure os resultados
De nada adianta realizar todo o planejamento, estabelecer metas e projetar diferentes possibilidades, e deixar tudo isso no papel, sem um acompanhamento rigoroso dos resultados.
A partir deste acompanhamento, é possível avaliar a continuidade das ações estabelecidas no planejamento. Ou então, propor alterações e investir em novas estratégias, em caso de os resultados não estarem dentro do esperado.
Ou seja, é necessário fazer a gestão orçamentária do negócio, utilizando o que foi previso e realizado.
Requisitos para o orçamento empresarial
Para que um orçamento empresarial funcione de maneira eficaz, são necessários alguns cuidados por parte da equipe de qualquer negócio. Com isso, o sucesso orçamentário é garantido e as metas são alcançadas com mais facilidade e rapidez.
Em primeiro lugar, vale lembrar que a realização de um orçamento empresarial acarretará custos para todas as suas etapas. Isso significa que é indispensável a uma empresa possuir objetivos definidos claramente, em todas as áreas. Assim, o retorno que o orçamento trará será maior que seus gastos.
Além disso, cabe destacar que a eficiência de um orçamento empresarial está ligada ao seu acompanhamento. Ou seja, será necessário atualizar e revisar os dados orçamentários constantemente. Isso inclui mão de obra específica e maior empenho por parte dos colaboradores.
Por fim, é importante esclarecer que empresas de diferentes tamanhos e setores não poderão fazer uso de um mesmo modelo de orçamento. Isso porque seus objetivos e atuação serão, provavelmente, distintos.
Assim sendo, é necessário que cada empreendimento construa seu próprio orçamento empresarial, baseado nas necessidades, resultados e dados específicos do negócio. Isso garante não apenas a eficácia do orçamento, mas também o crescimento da empresa.
E o melhor é que você não precisa construir ele sozinho. O eGestor tem uma planilha de orçamento empresarial disponível para que você possa fazer o seu. E o melhor: é totalmente grátis!
Planilha de orçamento empresarial
Uma das formas mais simples de fazer o orçamento de uma planilha é através da planilha de orçamento empresarial. Ela é uma forma de fazer o planejamento financeiro da empresa, com valores de gastos e receitas aproximadas e os seus valores reais.
Ao saber desses valores é possível definir os próximos passos da empresa, assim como definir novas metas. Ela também permite entender como a empresa está e a maneira com que ela é vista, baseada nas estimativas.
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