Finanças corporativas: O alicerce do seu negócio

Escrito em: 21/06/22
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As finanças corporativas são essenciais em todos os negócios, sem levar em consideração o porte da empresa. Todas as organizações buscam otimizar seu financiamento empresarial. Além disso, buscam também aprimorar a distribuição de recursos, bem como a geração de retorno financeiro.

Ademais, decisões definidas em um empreendimento impactam diretamente as finanças. Quaisquer decisões que tenham relação com uso de dinheiro é uma decisão financeira da empresa. Portanto, empresas que buscam se manter fortes no mercado devem prestar atenção às finanças corporativas.

No post a seguir, confira o conceito de finanças corporativas e como aplicar no seu empreendimento.

O que são finanças corporativas

As finanças corporativas são responsáveis pela tomada de decisão estratégica a respeito dos negócios, ou seja, referem-se a tudo que envolve o capital da empresa. Desde grandes investimentos até pequenas contas a serem pagas.

Um dos principais objetivos é ampliar a valorização da empresa e em conjunto, administrar os riscos financeiros.

Por exemplo, financiamentos de projetos, controle do fluxo de caixa, valorização do patrimônio, entre outras, passam pelas finanças corporativas, onde há ferramentas para analisar e buscar o melhor resultado.

Quais são as 3 principais decisões em finanças corporativas?

Os gestores de uma empresa passam por muitos desafios durante a administração do negócio, e um destes desafios é saber os riscos que cercam a organização. Então, eles precisam proteger a companhia e também a sua  geração de valor.

Veja as 3 principais decisões tomadas pelos gestores:

1 – Decisão de Investimento

Investimentos são os recursos aplicados numa área em que se espera ter retornos financeiros. Por exemplo, ao investir em um equipamento é esperado que esse equipamento otimize algum processo de produção e então gere mais lucro.

O investimento é extremamente importante para a organização. Pois a empresa só vai crescer no mercado se fizer isto corretamente.

O principal objetivo da decisão de investimento é buscar o melhor projeto em que a companhia possa investir.

2 – Decisão de Financiamento

A decisão de financiamento cuida de como serão feitos os investimentos. A empresa pode fazer o financiamento através de seu próprio capital (sócios) ou do capital de terceiros.

Ademais, um dos critérios para escolher essa mistura de capital é a alavancagem que a empresa deseja alcançar e o nível das taxas e juros.

Quando a melhor opção de financiamento e de investimento se integram, o valor da empresa é maximizado (elevado). Desta forma, não tem como separar a decisão de investir e a decisão de financiar. Pois sempre que os gestores escolherem um projeto para investir, irão precisar da verba necessária.

3 – Decisão de Curto Prazo

Esta etapa visa administrar os processos de curto prazo que ocorrem após a empresa escolher qual projeto investir e como financiar. Como exemplo, temos as definições de curto prazo para clientes ou para fornecedores.

Chamam-se também de capital de giro. Ou seja, um capital de giro positivo, significa que a empresa está em dia com suas obrigações de curto prazo.

Nesta etapa são acompanhadas as evoluções dos saldos, é feito o controle dos pagamentos entre outras atividades importantes para o bom funcionamento da companhia.

Como as finanças corporativas são trabalhadas?

Para trabalhar com finanças corporativas é necessário fazer muito mais do que apenas efetuar pagamentos. Veja como planejar os passos importantes para este processo.

Como planejar?

O planejamento das finanças corporativas é importante por vários fatores. Pois os gestores tomam decisões a respeito de como o capital será direcionado, a partir de demonstrativos financeiros. Por exemplo, fluxo de caixa ou Demonstração de Resultado do Exercício (DRE).

Devem ser considerados aspectos como: quanto de dinheiro deve vir de fontes externas, quais fontes estão à disposição para fazer a captação desses recursos. Inclusive se deve ser considerado o valor de financiamento necessário.

O planejamento também serve para que haja uma boa atuação dos especialistas em finanças corporativas, e para isso é necessário seguir alguns pontos importantes:

Planejamento estratégico

Como as finanças corporativas tem ligação direta com o capital da empresa, é muito importante ter um planejamento estratégico.

Por exemplo, você pode usar no momento de fazer um orçamento, onde sua visão está voltada para o futuro da empresa. Podendo assim, levantar questões importantes como:

  • Quais riscos a empresa pode correr no futuro
  • Quais mudanças no mercado podem beneficiar a organização
  • Quais são os resultados esperados
  • O quanto será possível crescer
  • Qual a melhor linha de produtos/serviços

Através dessas informações o empreendedor saberá qual o melhor caminho seguir para ter um futuro sólido financeiramente. Além disso, pode criar uma estratégia de curto, médio ou longo prazo.

Análise de rentabilidade

Você saberia dizer quais são os fatores que definem os preços dos seus produtos ou serviços? Bom, para ter essas informações você precisa saber qual é a viabilidade econômica da sua empresa, ou seja, você precisa fazer uma análise de rentabilidade.

Através da análise de rentabilidade, pode-se mensurar o retorno do capital investido. Podendo assim, saber em que situação financeira a empresa se encontra.

Veja os passos necessários para a análise de rentabilidade:

  • Projeção de vendas
  • Projeção de custos
  • Projeção de fluxo de caixa

Além disso, depois destes processos os indicadores vão definir números mais proveitosos sobre preços e rentabilidade dos produtos ou serviços oferecidos.

Gestão de ativos e passivos

Ativos são os bens e direitos da companhia, por exemplo, o caixa, o estoque e todos os valores a receber. São esses valores que podem ser investidos para gerar o fluxo de caixa da empresa.

Por outro lado, os passivos são as obrigações da empresa, ou seja, suas dívidas.

E é a administração desses ativos e passivos que irá  auxiliar nas tomadas de decisões do empreendedor, prevendo riscos e possibilitando o sucesso.

Estratégia para finanças corporativas

É essencial saber a definição da missão de sua empresa, para um bom controle financeiro, bem como saber os objetivos a serem conquistados. O planejamento financeiro torna possível avaliar caminhos estratégicos para o crescimento de maneira rentável. Recomenda-se converter esse plano em valores numéricos. Dessa forma, ele precisa da aprovação conjunta dos gestores.

Após a definição estratégica, é necessário fazer o plano tático. Esse plano é o orçamento. O plano tático se refere ao quanto vai custar colocar em prática o plano estratégico. Portanto, é preciso estabelecer quantidades.

Ademais, o plano tático deve ser detalhado. Afinal, esse plano é transformado em orçamentos mensais de receitas, bem como despesas. Além disso, deve projetar o fluxo de caixa a fim de identificar as melhores formas de financiar as demandas do capital de giro.

Quem trabalha com finanças corporativas?

Quem trabalha com finanças corporativas é o Gestor Financeiro. Independente do ramo de atuação, toda a empresa precisa de um gestor financeiro, que seja eficiente e bem preparado para entregar os melhores resultados.

Um Gestor Financeiro é quem influencia positivamente para o crescimento e estabilidade da empresa. Este profissional está sempre em busca de novas estratégias financeiras, e das melhores formas de investir.

Além disso, é ele quem acompanha o fluxo de caixa, e controla os gastos da organização.

O gerente financeiro e o gerente de contabilidade têm atuações diferentes dos profissionais clássicos, devem ser mais proativos e participar dos processos.

Já os profissionais tradicionais do ramo financeiro têm funções mais burocráticas e menos práticas. Ademais, essa mudança de atuação profissional demonstra que as finanças corporativas devem ser tratadas como prioridade.

Qual é a importância das finanças corporativas?

As finanças corporativas são muito importantes para a viabilidade de projetos, interesse de fontes de crédito, estratégias para investimentos. Além de usar racionalmente todos os recursos disponíveis.

O contexto da globalização e do mundo conectado obriga as empresas a terem posturas competitivas a fim de se destacar no mercado.

Como já foi citado anteriormente, as finanças corporativas vão muito além de um setor que trata apenas de contas a pagar e a receber. Através das modernidades trazidas pela informatização o processo se tornou otimizado.

Como medir?

Você sabe como manter um controle financeiro eficiente? Para isso, é preciso medir a saúde financeira da empresa.

Por isso, são usados indicadores financeiros, pois eles mostram tanto o desempenho que já passou, como nos permite ter uma previsão dos desempenhos futuros. Por exemplo, mostram quais foram os resultados do mês anterior, e também permitem que saibamos quais serão os resultados do mês seguinte.

Faturamento

O faturamento é o volume total de capital que a empresa fatura a partir das vendas em um período estabelecido. Além disso, ele divide-se em bruto ou líquido.

Faturamento bruto é toda quantia recebida. Para fazer o cálculo do faturamento bruto deve-se usar o preço de venda multiplicado pelo total de produtos no período. Faturamento líquido é o total que sobra após abater os impostos.

Ou seja, este indicador ajuda a ter uma visão de como está o desempenho financeiro da empresa.

Recebimento

O conceito de recebimento é diferente do faturamento, pois ele só considera aquilo que realmente foi recebido pela empresa. Por exemplo, mesmo quando as vendas são feitas a prazo, o faturamento conta o total de vendas naquele período. Por outro lado, o recebimento só conta as parcelas que foram pagas.

Recebimentos ou contas a receber, é o acompanhamento de todas as receitas que a empresa tem a receber dos clientes. Pode vir de pagamentos parcelados ou vencimentos futuros.

Através deste indicador é possível analisar se há clientes inadimplentes, e com isso, organizar a melhor estratégia para efetuar a cobrança.

Endividamento

O endividamento trata-se das dívidas que o empreendimento fez para custear as atividades ou algum tipo de investimento na infraestrutura da empresa. Bem como compras que a empresa fez de modo parcelado.

Este indicador ajuda a manter as contas sob controle. Pois o cálculo é bem simples, e é feito da seguinte forma:

A soma total do capital de terceiros  é dividida pelos ativos em posse da empresa. Ou seja, através deste resultado é possível saber o índice de endividamento.

Ticket médio

Ticket médio se refere ao valor médio das vendas realizadas. Ele é calculado através da divisão do valor do faturamento total de um período, geralmente mensal, pelo valor da quantidade de vendas. 

Este indicador é muito importante para mostrar o quanto a empresa vende e quais são os impactos que ela sofre com os custos de produção.

Ponto de equilíbrio

O Break Even Point, ou mais conhecido como “Ponto de Equilíbrio”, acontece quando o total de despesas (fixas e variáveis) e o total de receitas analisadas durante um período estabelecido, se igualam.

Isso significa que neste período a empresa não teve lucro e nem prejuízo.

Além disso, é através deste indicador que é possível calcular o faturamento mínimo mensal, necessário para a empresa pagar seus custos. Podendo definir se há necessidade de um capital de giro maior e quais as possibilidades de investimentos.

Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE)

O DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) é um resumo das operações realizadas na empresa em determinado período, e serve  para informar se a organização teve lucro ou prejuízo.

Ou seja, é um demonstrativo contábil que mostra o resultado líquido do exercício, comparando despesas e receitas. Auxilia nas prestações de contas e no balanço patrimonial, e além disso, é essencial para a captação de investimentos.

Por exemplo, uma empresa sólida financeiramente no mercado, vai buscar investidores. Então, ela usa o DRE para comprovar sua atual situação, pois ele fornece informações claras sobre o negócio.

Dicas para organizar as finanças corporativas

Então, após conhecer as principais informações sobre finanças corporativas está na hora de finalizar com dicas para ordená-las:

  1. Avalie se é viável financeiramente o funcionamento da empresa;
  2. Estruture bem o planejamento financeiro. Use de muitos detalhes na hora de planejar;
  3. Faça o monitoramento contínuo do fluxo de caixa;
  4. É importante contabilizar todos os gastos da sua empresa;
  5. Não misture as finanças da empresa com finanças pessoais. O dinheiro da empresa não é seu;
  6. Pratique a disciplina;
  7. Conte com um sistema de gestão empresarial que organiza suas finanças.
<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

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