Aproveitar melhor o tempo na sua empresa: 5 dicas

Aproveitar melhor o tempo na sua empresa: 5 dicas

Quando se fala de empreendimentos, a famosa expressão “Tempo é dinheiro” não poderia ser mais verdadeira. Isso porque, ao fazer uma boa administração do tempo no trabalho, é possível produzir mais e com maior qualidade e eficiência.

Uma boa gestão de tempo impede que atividades desnecessárias ou pouco produtivas consumam muitas horas dos funcionários da empresa. Assim, permitindo que se gaste tempo com tarefas fundamentais para os objetivos estratégicos e financeiros do negócio.

Além disso, o gerenciamento adequado do tempo diminui o estresse da equipe, melhorando a qualidade de vida de todos os envolvidos. É por isso que, hoje, fazer uma boa gestão de tempo é um dos maiores desafios das empresas.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, usar melhor o tempo não significa necessariamente se ocupar ao máximo. Mas sim, utilizar as horas disponíveis da forma mais eficiente possível.

Para te ajudar a aproveitar melhor o tempo na sua empresa, separamos 5 dicas simples que podem gerar mudanças significativas no ambiente de trabalho, contribuindo para uma equipe mais produtiva. Confira!

1. Planeje-se

Um bom planejamento é o primeiro passo para aproveitar melhor o tempo. Isso porque, com objetivos de curto, médio e longo prazo claramente definidos, os funcionários da empresa poderão agir e se organizar de forma mais automática no dia a dia.

Dessa forma, não será necessário perder tempo em longas reuniões para sincronizar intenções, já que todos estarão cientes das metas da empresa.

Também não haverá perda de tempo com atividades que não estejam relacionadas ao plano de negócios. Isso que garante mais dedicação às questões que realmente contribuem para o sucesso do empreendimento.

Dentro do planejamento, ainda é fundamental prever um sistema de organização de tarefas. Esse sistema deve ser adequado à rotina da empresa e às funções de cada membro da equipe.

2. Defina prazos

O conceito de aproveitar melhor o tempo também está diretamente associada à relação que a empresa possui com prazos. É essencial que os gestores definam prazos claros para as entregas, evitando que tarefas que poderiam ser rapidamente resolvidas sejam empurradas para datas posteriores por tempo indeterminado.

Uma data limite ajuda a evitar a procrastinação. Assim, os colaboradores percebem a necessidade de se organizar para realizar as tarefas dentro do tempo pré-determinado pelo gestor.

Para estimular que os funcionários cumpram com esses prazos estabelecidos, uma boa dica é criar uma cultura de motivação dentro da empresa. Pensando nisso, é possível, por exemplo, oferecer pequenos prêmios e benefícios para aqueles que cumprem as tarefas antes do prazo ou que alcançam altos níveis de produtividade.

Guia de Otimização de Processos

3. Priorize atividades

Hoje em dia, já sabemos que o foco é uma das habilidades mais importantes para a realização de tarefas, mas mesmo assim, ainda não é colocado em prática na maioria das empresas.

Com certeza você já se deparou com uma situação em que um funcionário começou uma tarefa e, enquanto a executava, parou diversas vezes para atender outras demandas. Isso acaba gerando um esforço muito grande por parte do trabalhador que, na maior parte das vezes, acaba se dedicando a diversas tarefas e não concluindo nenhuma.

Ao se concentrar em somente uma atividade por vez, o colaborador consegue ter foco e finalizar a tarefa de forma muito mais rápida e eficiente, obtendo, inclusive, resultados de maior qualidade. Assim, é possível aproveitar melhor o tempo que se tem para apenas uma tarefa.

Por isso, saber priorizar tarefas é essencial no ambiente de trabalho. Uma estratégia que pode ajudar é, diariamente, verificar todas as obrigações e, então, elencá-las de acordo com os prazos a serem cumpridos.

O ideal é colocar na frente as atividades mais urgentes e, em seguida, as mais difíceis, já que a conclusão de uma tarefa vista como complicada ajuda no aumento da disposição do funcionário para a realização das mais fáceis, que devem ser deixadas por último. Um método que pode ser utilizado e que existe há muito tempo é o Kanban. Ele foi desenvolvido justamente para que se possa dar prioridade e atenção a tarefas mais urgentes.

Com foco e organização, a equipe consegue se concentrar no que é mais importante e cumprir prazos prioritários. Vale lembrar que, quando tudo é prioridade, nada é priorizado.

4. Delegue tarefas

Para realmente aproveitar melhor tempo no seu empreendimento, a divisão das tarefas deve ser feita da forma mais equânime possível, de maneira que todos sejam capazes de realizar as atividades necessárias para o bom andamento do negócio.

É importante, por isso, que todos os funcionários sejam bem treinados e estejam cientes das metas da empresa. Além disso, o empreendedor deve ter confiança em seus trabalhadores, delegando tarefas sempre que possível para focar em atividades de cunho mais estratégico.

Uma boa forma de acompanhar a execução das atividades e verificar se as equipes estão cumprindo as tarefas delegadas de forma adequada é com a utilização de softwares de monitoramento.

Com eles, é possível verificar como o trabalhador está usando as horas no computador, quais sites visita, quanto tempo gasta em determinados aplicativos etc. Aliás, as ferramentas digitais, de forma geral, podem ser grandes aliadas na administração do tempo na sua empresa.

5. Utilize os recursos tecnológicos disponíveis

Cada vez mais os recursos tecnológicos estão sendo utilizados a favor dos empreendimentos e, hoje, já não conseguimos imaginar uma empresa funcionando sem o auxílio dessas ferramentas.

Pensando em gestão de tempo, além dos softwares de monitoramento, pode-se destacar a importância dos aplicativos de gerenciamento de tarefas.

Com funções que ajudam na definição de prazos, divisão de atividades e organização de processos, esses softwares permitem o acompanhamento de tarefas diárias, semanais e mensais de maneira eficiente, facilitando a vida de todos os envolvidos.

Além disso, não podemos deixar de destacar a possibilidade de usar softwares das mais diversas áreas para automatizar funções e, consequentemente, economizar o tempo gasto em várias atividades. Um exemplo é a parte contábil da empresa, que agora pode contar com a ajuda de recursos que ajudam na gestão financeira e de tempo.

Como foi possível perceber, é fundamental que o empreendedor esteja disposto a investir em recursos e oferecer condições para que uma boa gestão de tempo seja adotada nos negócios. Seguindo estas dicas, com certeza você vai aproveitar melhor o tempo da melhor maneira possível na sua empresa, e, com isso, alcançando mais produtividade e mais faturamento em seu negócio.

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Gestão ambiental: Como aplicar na sua empresa

Gestão ambiental: Como aplicar na sua empresa

Seja você dono de uma micro ou pequena empresa ou se ainda está na fase de planejamento e pensando em como abrir seu próprio negócio, existem tantas frentes para administrar, com poucas pessoas e vários processos que precisam ser feitos todos os dias, que gestão ambiental empresarial parece um tema distante. Mas não é. Estamos falando de sustentabilidade e cada dia mais ela deve ser percebida por empresários e empreendedores como um dos alicerces das marcas e dos negócios.

E para quem não sabe, a sustentabilidade no conceito atual, vai além dos cuidados com o meio ambiente que vamos tratar neste artigo, englobando também as esferas social e econômica. Na esfera social espera-se que as organizações se responsabilizem, dentro do seu âmbito, pelo fortalecimento das comunidades em que atuam. Já na esfera econômica o desafio é lutar para que diminua a desigualdade entre as pessoas e diferença econômica entre ricos e pobres. Estes dois estes aspectos, alinhados a questão ambiental, são a tríade da sustentabilidade.

O que é Gestão Ambiental

Gestão ambiental é um sistema de administração empresarial que dá ênfase na sustentabilidade, na sua esfera ambiental. Desta forma, a gestão ambiental visa o uso de práticas e métodos administrativos que reduzir ao máximo o impacto ambiental das atividades econômicas nos recursos da natureza. Isso vale para as grandes corporações, para os órgãos públicos, ONGs, e pequenos negócios.

A gestão ambiental possui regras e métodos que são difundidos dentro das organizações. Entre as suas principais características, estão:

  • Uso de recursos naturais de forma racional.
  • Aplicação de métodos que visem a manutenção da biodiversidade.
  • Adoção de sistemas de reciclagem de resíduos sólidos.
  • Utilização sustentável de recursos naturais.
  • Tratamento e reutilização da água e outros recursos naturais dentro do processo produtivo.
  • Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.
  • Uso de sistemas que garantam a não poluição ambiental. Exemplo: sistema carbono zero.
  • Treinamento de funcionários para que conheçam o sistema de sustentabilidade da empresa, sua importância e formas de colaboração.
  • Criação de programas de pós-consumo para retirar do meio ambiente os produtos, ou partes deles, que possam contaminar o solo, rios, etc. Exemplo: recolhimento e tratamento de pneus usados, pilhas, baterias de telefones celulares, peças de computador, etc.

A gestão ambiental empresarial é importante para as todos as empresas

A adoção de gestão ambiental é importante para uma empresa de qualquer porte, por diversos motivos. Em primeiro lugar porque ela associa sua imagem ao da preservação ambiental, da sustentabilidade, melhorando no mercado as imagens das marcas de seus produtos. A percepção das pessoas quanto à empresa passa por transformação e engajamento. Empresas que adotam esta metodologia, conseguem reduzir seus custos, evitando desperdícios e reutilizando materiais que antes eram descartados. Empresas com gestão ambiental melhoram suas relações comerciais com outras empresas que também seguem estes princípios. Se as medidas não forem pontuais e contarem uma narrativa interessante de boas práticas em relação ao meio ambiente, há um forte indício de sucesso no campo da sustentabilidade e gestão ambiental.

ISO 14000

O ISO 14000 é um conjunto de normas técnicas e administrativas que estabelece parâmetros e diretrizes para a gestão ambiental para as empresas dos setores privado e público. Estas normas foram criadas pela International Organization for Standardization – ISO (Organização Internacional para Padronização) e estão amplamente difundidos pelo mundo.

Em que nível está sua empresa?

A preocupação com questões ambientais no âmbito empresarial é uma constante necessária. As tendências econômicas e de mercado gradativamente relegam ao ambiente corporativo a necessidade por buscar a melhor relação possível entre como fazer a gestão empresarial, produção, prestação de serviços e meio ambiente. A realidade que se apresenta é totalmente variada.

De empresas que não possuem qualquer preocupação e busca por melhorias em relação a seus processos de gestão ambiental, até empresas pró-ativas, que apresentam os melhores relacionamentos e gestão ligadas ao meio ambiente. Confira os níveis e tente enquadrar a sua empresa em um deles.

1. Gestão ambiental – Nível de controle

O nível de controle é compreendido como aquele em que a empresa está iniciando seu processo de gestão ambiental, buscando, primariamente controlar aquilo que se emite, aquilo que se devolve ao meio ambiente. São ações que se focam nas emissões de resíduos sólidos, líquidos e gasosos, por exemplo. Tais ações visam, primeiramente, evitar não incidir nas penalidades legais protetivas ao meio ambiente e também atuam como uma resposta, possuem um efeito reativo, às exigências da sociedade diretamente afetada por tais emissões. O nível de controle é caracterizado por se instalar, geralmente, na área produtiva da empresa.

2. Gestão ambiental – Nível de prevenção

Neste segundo nível estão as ações que demonstram a efetiva internalização da gestão ambiental nos processos empresariais, principalmente no âmbito administrativo. Aqui, além da preocupação ambiental relacionada à sociedade afetada e à legislação ambiental em vigor, as ações adotadas visam a busca pela prevenção de problemas internos da empresa que possam ser desencadeados. A empresa passa a adotar critérios de responsabilidade ambiental junto às aquisições de matéria-prima e seleção de fornecedores. São realizadas auditorias internas para se mensurar e analisar o momento ambiental vivido.

3. Gestão ambiental – Nível de proatividade

O último nível é considerado o nível de maturidade empresarial no quesito gestão ambiental. É conhecimento como nível de proatividade e destaca-se por ser a fase onde a empresa adota a questão ambiental e a sustentabilidade como parte da estratégia empresarial, sendo, inclusive, tema tratado e abordado pela alta gerência. A questão ambiental se dissemina por todos os âmbitos empresariais, não ficando apenas restrita a determinados departamentos ou áreas. A empresa não somente busca a eco-excelência como também se antecipa aos problemas ambientais que possam ocorrer, por meio de atitudes profiláticas.

Acompanhando a evolução da sua empresa, é possível perceber todo o processo evolutivo da organização em relação a sua maturidade quanto a questões de gestão ambiental a partir das três fases apresentadas. Obviamente são fases abertas, não ocorrendo, necessária e exatamente cada uma delas da forma como descritas aqui. Tais apontamentos tem como objetivo criar um norte para a percepção e posterior tomada de decisão evolutiva.

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Empresa familiar – PodCast do eGestor

Empresa familiar – PodCast do eGestor

Uma empresa é familiar quando sua administração esta nas mãos de mais de uma pessoa da mesma família. Segundo o IBGE, 90% das empresas no Brasil são familiar, e geram 60% do PIB, empregando 75% da força de trabalho.

Neste PodCast, Pedro Escobar, Marcelo Prates, Rafaela Konze e Ricardo Gölzer discutem a realidade desse tipo de empresa que é tão comum no nosso país.


Sobre esse podcast:

O PodCast do eGestor foi criado com o objetivo de ajudar o empreendedor no dia a dia de seu negócio, através de dicas sobre gestão, marketing e empreendedorismo. Os episódios são produzidos pela equipe do sistema com participação de alguns convidados.

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CST (Código de Situação Tributária): O que é + Tabela A e B

CST (Código de Situação Tributária): O que é + Tabela A e B

Você sabe o que é o Código de Situação Tributária, também chamado pela sigla CST? Não?

Assim como diversas siglas e questões tributárias difíceis de entender para um empreendedor iniciante e, até mesmo, para aqueles já possuem uma experiência em empreendedorismo, o Código de Situação Tributária (CST) também pode parecer um pouco confuso no início.

Mas calma! Não é preciso entrar em desespero. Ele não é tão difícil assim e, depois que você tiver um pouco de conhecimento sobre ele, vai achar tudo muito mais descomplicado.

É preciso, é claro, prestar bastante atenção a todos os produtos que você adquire, pois cada um possui o seu próprio código.

Afinal, o que é CST?

CST é sigla para Código de Situação Tributária. Ele necessita, exclusivamente, estar inserido na emissão de qualquer nota fiscal.

Mas qual a necessidade disso?

Ele existe para que você consiga identificar a origem e a procedência do produto. Ou seja, o Código de Situação Tributária (CST), mostra onde foi produzida a mercadoria, podendo ser no Brasil, ou em um país do exterior.

É só isso que ele determina? Não, não é só isso. O Código de Situação Tributária também pode ser utilizado para determinar de qual maneira a mercadoria será tributada no Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço (ICMS). Mas, ele também é utilizado em conjunto ao CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações), uma vez que identifica a natureza do item ou do serviço.

Por que devo saber o que é o CST?

Além de certificar a qualidade do produto que você está adquirindo, o CST permite que você taxe de maneira correta o próprio produto.

No ramo do empreendedorismo, sabemos que esses são dois pontos importantíssimos na hora de adquirir qualquer produto ou serviço.

Mas qual a principal finalidade do CST?

Através do CST o Governo Federal é capaz de identificar a origem do produto a aplicar nele a fiscalização necessária. Assim, são determinadas tarefas muito importantes, como a definição do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Com o Código de Situação Tributária em mãos, é feita a conferência completa e detalhada do produto e, posteriormente, é aplicado o ICMS.

O ICMS é um imposto que se aplica em milhares de produtos e serviços, trazendo uma alta taxa tributária para o país. Ele é aplicado em produtos produzidos aqui e os originários de outros países também.

Portanto, esteja sabendo que é necessário que seu negócio possua e informe corretamente o Código de Situação Tributária de seus produtos. O descompromisso com a divulgação do código, pode acarretar em uma série de complicações para você e sua empresa.

Com o CST informado corretamente, é feito o devido cálculo do ICMS e assim você evita riscos à saúde de seu negócio.

E como é feita a consulta ao CST?

Bem, o Código de Situação Tributária nada mais é do que um pequeno código de três dígitos.

Assim, a origem da mercadoria é determinada em cima do primeiro dígito e nos dois últimos dígitos, é possível determinar o formato de tributação do produto.

Existem duas tabelas capazes de determinar esses dígitos e elencar melhor os produtos. A tabela A do Código de Situação Tributária (CST) e a tabela B do Código de Situação Tributária (CST).

Tabela A

0 – Nacional: Exceto as indicadas nos códigos 3, 4, 5 e 8.

1 – Estrangeira: Importação direta, exceto a indicada no código 6.

2 – Estrangeira: Adquirida no mercado interno, exceto a indicada no código 7.

3 – Nacional: Mercadoria ou bem com conteúdo de importação superior a 40% e inferior ou igual a 70%.

4 – Nacional: Cuja produção tenha sido feita em conformidade com os processos produtivos básicos de que tratam o Decreto-Lei nº 288/67, e as Leis nº 8.248/91, 8.387/91, 10.176/01 e 11.484/07.

5 – Nacional: Mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação inferior ou igual a 40%

6 – Estrangeira: Importação direta, sem similar nacional, constante em lista de Resolução CAMEX e gás natural.

7 – Estrangeira: Adquirida no mercado interno, sem similar nacional, constante em lista de Resolução CAMEX e gás natural.

8 – Nacional: Mercadoria ou bem com Conteúdo de Importação superior a 70%.

A tabela A do CST é aquela que é destinada a controlar a origem dos produtos. Ela é classificada em 8 números e nela, classificam-se os produtos em Nacional e Estrangeira. Porém, a classificação pode variar conforme a especificidade do produto adquirido. Podendo ser do mercado interno ou via importação direta, por exemplo.

Tabela B

00 – Tributada integralmente

10 – Tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

20 – Com redução de base de cálculo

30 – Isenta ou não tributada e com cobrança do ICMS por substituição tributária

40 – Isenta

41 – Não tributada

50 – Suspensão

51 – Diferimento

60 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária

70 – Com redução de base de cálculo e cobrança do ICMS por substituição tributária

90 – Outras

Já a tabela B do Código de Situação Tributária varia um pouco mais. Sua classificação determina de que maneira será realizada a tributação sobre a mercadoria.

Os dois últimos dígitos do CST, como informamos acima, que fazem essa classificação do produto.

Os números podem variar conforme o produto, mas é preciso estar atento a eles. Não confunda o Código de Situação Tributária (CST) com o Código de Situação da Operação Simples Nacional (CSOSN). Ambos têm a mesma finalidade, mas são cobrados diferentemente dependendo do regime fiscal adotado pela empresa.

Tabela CSOSN

101 – Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito

102 – Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito

103 – Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta

201 – Tributada pelo Simples Nacional com permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária

202 – Tributada pelo Simples Nacional sem permissão de crédito e com cobrança do ICMS por substituição tributária

203 – Isenção do ICMS no Simples Nacional para faixa de receita bruta e com cobrança do ICMS por substituição tributária

300 – Imune

400 – Não tributada pelo Simples Nacional

500 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária (substituído) ou por antecipação

900 – Outros

Bom, agora que ficou mais claro para você, não deixe de correr atrás de mais informações sobre ele e mantenha-se atento nisso. E, o mais importante, sucesso nos empreendimentos!

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Cancelamento de NF-e: entenda como funciona esse processo

Cancelamento de NF-e: entenda como funciona esse processo

A Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) é uma ferramenta criada para garantir facilidade, agilidade e segurança nos processos de compra e venda de produtos ou de contratação de serviços. No entanto, apesar de atualmente existirem diversos sistemas que auxiliam em seu preenchimento, erros ainda podem acontecer. Mas não se preocupe! Neste artigo vamos explicar como cancelar uma NF-e nesses casos.

Dúvidas relacionadas a quando usar o cancelamento e qual o prazo legal para solicitá-lo são comuns em diversas empresas, mas o processo é muito simples. Confira!

O que é a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)

A NF-e consiste em um documento digital, que é tanto emitido como armazenado de forma eletrônica. Por isso, ele automatiza e otimiza o processo de comprovação da prestação de serviços ou circulação de mercadorias.

Além de ter um papel importante na contabilidade da empresa, a NF-e ainda é uma maneira de prestar contas à Receita Federal. Isso, porque realizar seu preenchimento de forma correta é essencial. Assim, o cancelamento é necessário sempre que ocorrer algum erro no processo de emissão.

Motivos que levam ao cancelamento

Na maior parte dos casos, a solicitação de cancelamento de NF-e ocorre por falhas de digitação, que podem acontecer nos dados cadastrais do cliente, no CNPJ da empresa, nas quantidades e valores dos produtos, nos descontos, entre outras informações.

Muitas vezes o erro ocorre no cálculo dos tributos. Como ninguém deve deixar de pagar impostos por falha na contagem, assim como não está disposto a pagar mais taxas indevidas, a melhor opção é cancelar a NF-e.

O preenchimento incorreto da data na emissão da nota também é bastante comum. Nessa situação, é importante cancelar o documento para evitar erros na programação de faturamento dos boletos.

Por fim, ainda pode acontecer a desistência por parte do comprador ou mesmo o cancelamento das vendas pela empresa. Independentemente do motivo, entretanto, é fundamental saber em que condições é possível realizar o cancelamento de NF-e.

Quais notas fiscais podem ser canceladas?

Para que uma NF-e seja cancelada, é necessário que o fator gerador ainda não tenha ocorrido, isto é, que os produtos discriminados na nota fiscal ainda não tenham saído fisicamente da empresa vendedora. O cancelamento só tem validade, portanto, se for registrado antes da realização da prestação de serviços ou da saída da mercadoria do estabelecimento de origem.

Outro fator importante que deve ser levado em consideração é o prazo de cancelamento. Em geral, o prazo que o emissor tem para cancelar uma NF-e é de 24 horas após a autorização da nota pela Secretaria da Fazenda (SEFAZ).

Esse limite máximo de tempo, estabelecido em 2012 pelo Conselho Nacional de Política Fazendária, tem como objetivo evitar os pedidos de cancelamento após a circulação de produtos. No entanto, é necessário ficar atento à legislação de cada estado, pois em alguns lugares o prazo é ainda menor.

Além dessas duas exigências, ressalta-se que, para cancelamento, a NF-e deve ter sido autorizada pelo Fisco e o destinatário não pode ter feito a Ciência da Emissão da nota. Atendendo a esses critérios, fica fácil realizar o cancelamento das notas fiscais. Confira nosso passo a passo.

Como realizar o cancelamento de NF-e

A forma mais simples de se cancelar uma NF-e é pelo sistema emissor de nota fiscal de origem, no qual o cancelamento é uma função básica. Em poucos cliques, ele pode ser solicitado.

Para isso, é só procurar a opção de “Anular” ou “Cancelar” dentro do software de transmissão da nota, selecionar a nota em questão e dar o comando de cancelamento. Nesse ponto, você precisará utilizar o certificado digital utilizado na emissão da nota e informar, em no mínimo 15 caracteres, qual o motivo do cancelamento.

O sistema fará acesso ao site da Secretaria da Fazenda e avisará sobre o erro, solicitando o cancelamento de NF-e. Após análise e validação do processo, a SEFAZ enviará uma mensagem com o resultado. Se o procedimento for autorizado, a nota fiscal estará cancelada. O status pode ser consultado no Portal Nacional da NF-e.

Com o documento cancelado, não serão mais produzidos efeitos fiscais e financeiros sobre a empresa. Entretanto, cabe salientar que a NF-e cancelada ainda deverá fazer parte do livro fiscal da instituição, já que sua ausência pode gerar multas.

Guia de Impostos e Tributos - Cancelamento de NF-e

Cancelamento de NF-e após o prazo ou o envio da mercadoria

Como foi possível perceber, o processo de cancelamento de uma Nota Fiscal Eletrônica não tem nenhum grande mistério, podendo ser realizado de forma rápida e sem ônus financeiro à empresa. No entanto, nos casos em que as exigências básicas para cancelamento de NF-e não forem cumpridas, são necessários alguns passos a mais.

Quando ocorre perda do prazo, o processo a ser seguido é o mesmo descrito anteriormente: solicitação por meio do sistema de emissão da nota. Contudo, a Receita Federal aplicará uma multa na empresa.

As regras para aplicação dessa penalidade variam de estado para estado, mas, em geral, os valores costumam ser de 1,5% sobre o preço total da operação indicada na nota fiscal a ser cancelada, aumentando para cada nota emitida com erros.

Também existe um prazo máximo para cancelamento com multa, que varia de acordo com a região – em São Paulo, por exemplo, a solicitação pode ser feita até 480 horas após a autorização da nota pela SEFAZ. Em alguns estados, contudo, o cancelamento não é permitido de forma alguma após o limite de 24 horas.

Nesse caso, a opção restante é anular os efeitos da NF-e em vez de a cancelar por meio do sistema. Existem duas formas de realizar essa anulação: a emissão de uma nota fiscal de devolução pelo destinatário da NF-e ou a emissão de uma nota fiscal de entrada pela empresa emissora da nota original.

A anulação também é necessária quando a mercadoria já saiu do estabelecimento de origem e está circulando ou quando o destinatário já realizou a Ciência da Emissão da NF-e. Nessas duas situações, o cancelamento não é mais possível e a única alternativa é a anulação da NF-e.

Considerações finais

Como vimos, hoje já há muitas facilidades proporcionadas pela tecnologia que permitem a emissão de notas fiscais de forma segura e rápida, mas nenhuma empresa é imune a possíveis erros. Por isso, a principal orientação nesses casos é ficar atento, solicitando o cancelamento de NF-e o mais rápido possível e evitando prejuízos desnecessários.

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