Os serviços de funilaria é uma atividade que pode render diversos lucros ao investidor. A funilaria é uma atividade de moldar chapas metálicas de veículos. Com o aumento da frota de veículos no Brasil, há uma alta demanda da necessidade de reparar a lataria de automóveis e como consequência também oferecer os serviços de pintura.
A evolução de seguradoras de automóveis no mercado permitiu uma parceria com as funilarias. As seguradoras possuem uma alta representatividade e cada vez mais contratam e pagam funilarias para prestar os serviços. Com um investimento baixo você pode abrir o seu próprio negócio e ganhar destaque no mercado. Vamos dar dicas de como abrir uma oficina que oferece serviços de funilaria e pintura lucrativa.
O que devo saber para abrir esse tipo de negócio
Entre os serviços oferecidos pode-se optar em realizar serviços de reparos rápidos que amenizam pequenos amassados ou mais conhecidos como “martelinho de ouro”. A personalização de pinturas e tunnings também estão cada vez mais em alta no mercado. São serviços que deixam o veículo conforme gosto dos clientes e podem ser um diferencial.
O investimento para esse tipo de negócio necessita de um planejamento orçamentário em que você deve calcular todos os custos e despesas iniciais para poder ter uma base de valor investido. Você deve contabilizar o aluguel ou compra do local onde funcionará o serviço ou se será em imóvel próprio e o que será necessário para adequação.
Depois fazer o orçamento de máquinas e equipamentos necessários para realizar os serviços, como furadeira, mesa alinhadora, parafusadeira, macacos hidráulicos, ferramentas para realizar a pintura e demais materiais.
A localização é algo que deve ser atentamente observado ao oferecer o serviço de funilaria e pintura. Primeiramente, é preciso analisar a concorrência em volta, por isso realizar uma pesquisa de mercado para oferecer serviços e preços mais acessíveis pode ser essencial. Procure quais são os pontos fracos das outras funilarias para ter o conhecimento de como o seu investimento pode oferecer de diferente que as outras empresas deixam a desejar.
Além disso, é preciso ter um conhecimento do seu público-alvo para saber se o cliente se adapta aos serviços em relação a concorrência. Lembre-se que os clientes procuram fazer o orçamento em diversas oficinas antes de fechar negócio. Eles geralmente procuram por serviços que apresentem um serviço de qualidade com as melhores condições de pagamento.
Lembre-se de estar sempre em acordo com as normas de segurança. É preciso que os locais sejam ambientes bem ventilados, limpos, iluminados e livres de materiais tóxicos. Além disso, seja você ou o funcionário que vai realizar o serviço deve estar devidamente equipado com as máscaras de proteção, luvas e demais equipamentos de segurança para não prejudicar a saúde.
Ao referir-se em funcionário, se desejar contratar é preciso contratar um pessoal que esteja apto a aprender a manusear os equipamentos. Não é necessário muita qualificação, mas é preciso ensiná-los a fim de realizar um trabalho com segurança e qualidade e agradar os clientes. Além disso, o tratamento com os clientes é algo essencial para qualquer tipo de serviço. Na hora de fechar o orçamento, as pessoas prezam por um bom atendimento.
Para montar serviços de funilaria e pintura o investidor deve ter o conhecimento que precisa realizar um atendimento personalizado, principalmente na pintura, pois uma grande tendência do mercado é a personalização que buscar satisfazer os clientes que cada vez estão mais exigentes.
Para isso, na área de pintura e funilaria têm surgido diversos recursos tecnológicos que podem ajudar a aprimorar o trabalho. Há diversos programas de computador e equipamentos como balanças computadorizadas que são capazes de indicar o nível certo de pintura para utilizar em determinados veículos para que o trabalho realizado fique a gosto do cliente.
Lembre-se que para abrir um negócio você precisa estar de acordo com as normas legislativas, por isso é importante solicitar o alvará de funcionamento junto a prefeitura. É claro que também é preciso de uma gestão administrativa eficiente para que o negócio funcione corretamente.
Como faço para administrar os meus negócios de funilaria e pintura
Todo o negócio precisa de um departamento administrativo para equilibrar as suas contas, mesmo que seja um micro empresa. Por isso, ao atuar nesse ramo é preciso pensar em como fazer uma gestão das atividades rotineiras. É preciso realizar o fluxo de caixa e ter um controle de vendas e produtos para saber o quanto saiu e entrou dinheiro na sua conta. Se não realizar essas atividades no final do dia pode haver uma divergência e descontrole da situação financeira.
Além disso, é preciso emitir nota fiscal para os consumidores, lembre-se que sonegação é um crime pela legislação. Muitas vezes é também preciso fazer um controle financeiro de todo o dinheiro movimentado pela empresa para avaliar os lucros ou prejuízos durante um determinado período.
Lembre-se também que é necessário ter um controle estoque, ter um estoque muito grande de produtos pode ser grande para sua empresa, pois pode demorar a vender e recuperar o capital investido.
Mas já imaginou ter um programa que ajuda você a organizar tudo isso? O eGestor é uma excelente alternativa para você que pretende começar o seu negócio. E não em problema se você não sabe lidar com tecnologia, o software é completamente fácil de manusear. Você pode usar tranquilamente sem muitas dúvidas.
Além disso, o preço deste software é bem acessível, cabendo no seu bolso e no seu planejamento mensal. É um sistema ágil e simples que com certeza vai ajudar você a suprir a todas as suas atividades administrativas. Teste gratuitamente o programa e veja como ele pode ser benéfico para sua empresa.
Serviço de funilaria e pintura pode ser MEI?
Sim, um serviço de funilaria e pintura com CNAE 4520-0/02 – Serviços de lanternagem ou funilaria e pintura de veículos automotores, pode ser MEI.
Ao optar pela franquia como modelo de negócio o empreendedor recebe uma série de vantagens. A principal delas, sem dúvida, é a utilização de uma marca já conhecida e adorada por determinado público-alvo. Uma vez que os estudos de viabilidade se mostrem favoráveis à inauguração da franquia, falta pouco para comemorar a vitória. O franqueado precisa se lembrar, entretanto, que uma boa gestão de franquias é essencial para o sucesso da empresa.
O problema é que, em se tratando de gestão de franquias, boa parte dos franqueados são inexperientes. Se você está prestes a ter uma franquia, conheça algumas práticas que você deve levar em consideração ao administrá-la.
Mantenha a padronização da rede
Como mencionado brevemente acima, a franquia fornece ao franqueado uma marca de sucesso. Antes de pensar em gerir esse tipo de negócio, é fundamental que você se lembre da trajetória da marca. Tal conhecimento será importante para a gestão da franquia nos mais diversificados aspectos.
Um deles está ligado ao respeito da padronização da rede. Ao estudar os caminhos percorridos pela marca, você percebe por que ela faz tanto sucesso. Ao avistarem uma franquia de uma marca renomada, as pessoas que já foram a outras unidades não esperam algo novo. Em vez disso, elas vão até a loja com a certeza de que tudo será igual às outras. As novidades aparecem, evidentemente, mas em uniformidade com toda a rede.
Por isso, o primeiro desafio da gestão de franquias consiste em manter a padronização da rede. De fato, essa capacidade é o seu cartão de visitas para os clientes. Trata-se de uma dificuldade gerencial porque a manutenção dos padrões não se limita às cores tradicionais do estabelecimento.
Os clientes acreditam, por exemplo, que receberão a mesma qualidade do início ao fim do serviço. Isso implica em um ótimo atendimento durante todo o tempo em que um cliente estiver no estabelecimento. A franqueadora fornece treinamento e até apoio jurídico aos novos franqueados. Você precisa aproveitar esses momentos ao máximo.
Desenvolva uma ótima gestão de pessoas
Outro ponto importante relacionado à gestão de franquias se reflete na escolha da equipe de trabalho. A seleção deve se pautar em características indispensáveis para dar vida ao negócio.
Você, como gestor, deve visitar uma das unidades da rede, como cliente, e observar como é o trabalho dos colaboradores. Verifique qual é a dinâmica do fluxo de trabalho. Veja como os funcionários se comunicam entre si e se o resultado é satisfatório.
Um dos grandes equívocos de alguns de donos de franquias é acreditar que o negócio é regido apenas pela força da marca. Na verdade, por maior que seja a rede, as unidades apresentam problemas e soluções bem particulares.
Na maioria dos casos, o obstáculo está na escolha de pessoas desalinhadas com os objetivos do negócio. Dito de outro modo, todo o cuidado é pouco na hora de contratar os funcionários. Com uma franquia nova, a desarmonia da equipe tende a comprometer o faturamento e o capital de giro.
Por outro lado, vale destacar que a presença dos melhores colaboradores do mundo não está isenta de dificuldades. Mesmo que esteja com as pessoas mais indicadas para as funções, você terá de praticar uma gestão de pessoas bem desenvolvida.
Mediar conflitos e períodos de crises, além de demonstrar apoio, é primordial para conquistar a confiança dos funcionários. Assim, é bem provável que você nem tenha de pedir mais dedicação e empenho. Desde que você seja um bom líder, os colaboradores retribuirão automaticamente.
Atente-se aos prazos dos fornecedores
Ocasionalmente, a inauguração de determinadas franquias em certas regiões de algumas cidades se transformam em um evento de grandes proporções. De forma natural, muitos gestores não estão preparados para lidar com tamanho sucesso repentino.
Pronto ou não, você precisa aproveitar esse fluxo de pessoas e conquistá-las. Para tanto, tudo deve ser o mais perfeito possível. Em termos de gestão, certifique-se que a loja esteja bem abastecida dos itens essenciais da rede.
Alegar que algo está em falta porque a loja é nova é uma péssima desculpa. O ponto-chave aqui é gestão de estoque. Desde já, é crucial ajustar o relógio de acordo com o tempo dos fornecedores. Isso vale, é claro, para a gestão da franquia ao longo de toda a sua existência.
Gerencie o pós-venda
Para fazer o negócio funcionar plenamente, o ideal é que você também esteja disposto a trabalhar para isso. Dito de outra forma, mostre aos funcionários que você está lá para ajudar. Por sinal, essa é outra forma de ganhar ainda mais a confiança da equipe.
Quando se fala em gestão de empresas, a parte técnica costuma ocupar um grande espaço na agenda. Se você não for especialista em contabilidade ou finanças, saiba delegar essas funções. Mas antes de pensar que basta ficar de braços cruzados, volte aos olhos à gestão do sucesso do cliente.
Nunca é demais lembrar que, principalmente no início, o negócio precisa girar o caixa para cobrir o investimento inicial. Com o tato certo, ou seja, sem ser invasivo, cuide do pós-venda. Converse um pouco com os clientes, a fim de verificar se estão satisfeitos com a loja.
Atente-se às promoções da rede
Finalmente, a gestão de uma franquia também depende do olhar atento às promoções praticadas pela rede. Todos os banners, faixas e quaisquer outros elementos de comunicação visual devem ser idênticos em todas as lojas. O descumprimento desses detalhes pode ocasionar muitas complicações — financeiras e legais.
As promoções são um fator delicado da gestão da franquia porque elas podem ser diárias, semanais ou mensais. Em redes de fast food, por exemplo, as campanhas promocionais costumam ser bem dinâmicas. Logo, o gestor deve manter atenção máxima às diferentes tabelas de preços especiais e em quais condições elas se aplicam.
Em algum momento, surgirão clientes pedindo algo que pertence a uma promoção que saiu da vigência. Eis uma boa oportunidade de ofertar algo equivalente do cardápio. Para isso, repare que você precisa conhecer bem o produto com o qual trabalha.
Então, estudar a fundo o próprio produto é outra dica vital para se obter o sucesso na gestão de franquias. Não raro, o cliente aceita a sugestão apenas pela convicção e nível detalhe contida na proposta. Além disso, você demonstra que está realmente preocupado em resolver o problema, e não em somente sugerir algo genérico. Além disso, essa é uma grande chance de demonstrar o diferencial da sua loja perante a concorrência.
Jeff Bezos é um dos empresários mais bem-sucedidos da atualidade. Com sua visão inovadora e sua filosofia que prioriza o cliente e estabelece objetivos de longo prazo, construiu um império, ganhou reconhecimento mundial e se tornou um dos homens mais ricos do mundo. É também um grande proprietário de terras no Texas, estado conhecido por suas reservas de petróleo.
Além de empreendedor, é engenheiro, investidor e filantropo. Sua história de sucesso tem origens humildes, mas foge da narrativa tradicional dos empresários que fizeram sucesso após largar a universidade e ir para o Vale do Silício. Ele se formou na faculdade, teve uma carreira de sucesso, mas soube identificar uma oportunidade única e não teve medo de investir nela. Traçou uma estratégia – é bastante metódico e gosta de ordem – e tratou de colocar em prática.
Ousado, Jeff Bezos gosta de revolucionar. Entretanto, também é bastante sistemático e acredita em trabalho duro, sendo reconhecido como alguém difícil de trabalhar, segundo seus funcionários. Sua história como empreendedor de sucesso começa com a criação da Amazon, da qual também é CEO, maior varejista online do mundo, mas vai muito além.
Família de Jeff Bezos
Seus familiares incentivaram seu potencial desde quando Jeff era novo, e se tornaram parte importante de seus empreendimentos e de sua ascensão. Com destaque especial para sua esposa. Ela foi sua parceira direta no início da Amazon. Mas também, a seus pais, que chegaram a investir uma quantia considerável no negócio do filho (300 mil dólares). Não é à toa que até hoje sua família ainda detém boa parte das ações da Amazon.
Hoje conhecido como Jeff Bezos, nasceu em Albuquerque, no Novo México (EUA), em 12 de janeiro de 1964, com o nome de Jeffrey Preston Jorgensen. Na época, sua mãe, Jacklyn, era adolescente e seu pai, Ted, um artista de circo. Ele acabou abandonando a esposa e o filho após um casamento de pouco mais de um ano. Assim, quando Jeffrey tinha 4 anos de idade, Jacklyn se casou novamente. Agora, com Miguel Bezos, um cubano que imigrou para os Estados Unidos sozinho quando tinha 15 anos e que se esforçou para concluir seus estudos na Universidade de Albuquerque.
Quando sua mãe se casou com Miguel, a família foi morar em Houston, no Texas, onde Miguel passou a trabalhar como engenheiro na Exxon. O padrasto cubano adotou Jeff, que desde então adotou o seu sobrenome, substituindo Jorgensen por Bezos. Então, Jeff Bezos nunca mais manteve contato com seu pai biológico.
Adolescência de Jeff Bezos
Posteriormente, durante a sua adolescência, a família Bezos se mudou para Miami, na Flórida, onde Jeff passou a estudar na Miami Palmetto Senior High School. Foi nesse período que participou do Programa de Formação Científico Estudantil na Universidade da Flórida, feito que o fez receber, em 1982, uma medalha de Cavaleiro.
Jeff Bezos, aliás, demonstrou desde muito cedo sua capacidade intelectual, sua competitividade e seus interesses. Quando tinha apenas 12 anos chegou a desenvolver um sistema matemático para avaliar o desempenho dos docentes da 6ª série. Também demonstrou aptidão com mecânica desde cedo, tendo desmontado seu berço usando uma chave de fenda. Transformou a garagem dos pais numa espécie de laboratório, onde explorava seus variados interesses científicos.
Sua paixão por computadores surgiu quando cursava o segundo grau. Além de se destacar nos estudos e participar de inúmeras atividades escolares, foi também o orador da turma ao se formar. Um dos seus professores afirmou na época que ele poderia fazer o que quisesse se tivesse o mínimo de orientação.
A família de sua mãe estava entre os primeiros colonos do Texas. Isso permitiu que a família adquirisse uma fazenda de 25 mil acres em Cotulla ao longo das décadas. Assim, o fundador da Amazon passou boa parte dos verões quando criança e durante a juventude na fazenda de seu avô materno. Esse, foi diretor regional da Comissão de Energia Atômica dos Estados Unidos e se aposentou cedo do cargo e mudou-se para cuidar da propriedade da família no sul do Texas. Lá ele aprendeu com o avô que é preciso ser autossuficiente, resolver o que é necessário, fazer você mesmo.
Universidade
Após se formar no colégio, entrou para a Universidade de Princeton pensando em estudar Física. Mas, seu interesse por computadores prevaleceu e acabou se graduando em Engenharia Elétrica e Ciências da Computação, em 1986. Em Princeton, chegou a ocupar o cargo de presidente da instituição Estudantes pela Exploração e Desenvolvimento do Espaço. Também entrou para as sociedades Phi Beta Kappa e Tau Beta Pi.
Universidade e mercado de trabalho
Ao se formar no ensino superior, foi trabalhar em Wall Street, já que naquela época a informática começou a se destacar e a ser usada cada vez mais para avaliar as tendências do mercado. Trabalhou também na Fitel, que na época estava construindo uma rede para realizar comércio internacional, e no Bankers Trust.
Outro emprego de Jeff Bezos foi numa empresa de investimentos, a D.E. Shaw & Co., que tinha como especialidade desenvolver aplicações para o mercado de ações. Assim, nessa empresa ele conheceu sua esposa Mackenzie, também ex-aluna de Princeton e que no futuro o ajudaria a tornar a Amazon realidade. Os dois se casaram em 1993 e atualmente têm 4 filhos.
Na D.E. Shaw & Co. Bezos foi promovido rapidamente e se tornou vice-presidente sênior. Com uma reputação e uma carreira consolidadas na área de finanças e um futuro brilhante no setor, Jeff teve uma ideia que mudaria sua vida e de sua família, e que o fez largar a segurança profissional conquistada e arriscar tudo.
Amazon, uma ideia revolucionária
Com 30 anos, Jeff Bezos resolveu largar sua vida confortável e estável em Nova York e se mudar para a costa oeste para dar seguimento a uma ideia que teve. Afinal, era lá onde as startups de internet estavam começando a aparecer. Era 1994 e ele havia percebido que a utilização da internet estava aumentando exponencialmente.
Foi assim que percebeu uma nova oportunidade de negócios e passou a avaliar as possibilidades existentes. Ele pesquisou quais eram os 20 negócios de maior sucesso de entregas por catálogos através de e-mail, prática comum naquela época nos Estados Unidos, e refletiu sobre qual deles poderia ser feito de forma mais eficiente pela internet do que nas vias tradicionais. Então, notou que não existia um catálogo global para livros, devido ao tamanho imenso que resultaria, impossibilitando o envio de e-mails. Assim, percebeu que poderia investir em uma livraria online.
Assim que teve a ideia que mudaria sua vida, foi para Convenção Americana de Livreiros, em Los Angeles, se aprofundar no mercado de livros. Lá, ele descobriu que as maiores editoras já possuíam arquivos eletrônicos dos seus estoques, era necessário apenas criar um site reunindo esses dados, permitindo que as pessoas pudessem procurar no estoque disponível e efetuar seu pedido. Em 1994, durante uma viagem que fez de Nova Iorque para Seattle, ele escreveu o plano de negócios da Amazon.
Montando a Amazon
Apesar dos riscos, ele e Mackenzie decidiram seguir em frente e mudar para Seattle, em Washington. A escolha da cidade foi estratégica: livre de impostos estaduais e com preços imobiliários e de mão-de-obra mais acessíveis, também era a sede da Ingram, uma das maiores distribuidoras de livros. Por isso, até hoje a empresa mantém sua sede na cidade. Essas vantagens fizeram com que ele pudesse construir um grande e discreto complexo, que poderia ter sua fachada confundida com um centro de pesquisa, já que nela há apenas uma simples placa.
Assim, definido o negócio e o local, encontrou um imóvel com aluguel abaixo de 700 dólares (equivalente a cerca de 2500 reais nos dias de hoje) e instalou ali a Amazon, em um espaço de 500 metros quadrados, sem nenhuma mobília. O site foi lançado em junho de 1995, e oferecia livros, CDs, brinquedos e eletrônicos. O casal trabalhou muito durante dois anos, empacotando as encomendas e levando-as para uma agência dos correios para serem enviadas.
Defensor de uma política de descontos agressiva, Jeff Bezos viu sua estratégia funcionar e o negócio deslanchar rapidamente. A Amazon fez tanto sucesso em seus meses iniciais que Jerry Yang, um dos fundadores da Yahoo, entrou em contato com Jeff Bezos para sugerir que eles incluíssem em uma das páginas do site a Amazon.com. Jeff topou e as vendas da sua empresa triplicaram após se tornarem parte da lista de um dos maiores portais da época. Assim maio de 1997, fez a abertura de capital da Amazon na Nasdaq.
Como funciona a Amazon
Na Amazon a frugalidade é a regra, não existem excessos. Com algumas exceções, não são feitas viagens na classe executiva. A decoração é simples e séria, e o refeitório não é de graça. Não existem espaços para relaxar na empresa e eles não oferecem massagens aos funcionários, práticas comuns em outras gigantes da internet. Talvez por isso, Jeff Bezos não seja tão querido por seus funcionários. Sua personalidade forte e a dificuldade em trabalhar com ele também são citadas como pontos negativos pela equipe. Entretanto, seu modelo de negócios se mostrou bastante eficaz. O empresário gosta de ordem e classifica seus funcionários em 12 níveis, sendo o 1 aqueles que movem as mercadorias nos depósitos e o 12 exclusivamente seu. Durante 8 anos abriu mão dos seus lucros na empresa – ele acredita em uma gestão a longo prazo.
Ao longo dos anos, diversificou muito os produtos oferecidos pela Amazon, seguindo a ideia de ter um site que pudesse oferecer de tudo, como o maior shopping online do mundo. Oferece, inclusive, produtos de preço baixo e de marca própria, a Amazon Basics. Embora não seja muito divulgada, a marca oferece artigos como pilhas, carregadores, cabos e capas, entregues apenas com as instruções, sem caixas. O objetivo é a eficácia, é oferecer produtos baratos, mas que sejam vendidos em um volume tão grande que as pequenas margens de lucros somadas se tornem significativas.
Inovações de Jeff Bezos
Outra de suas sacadas geniais, que hoje é comum em sites de compras, mas que durante anos foi exclusividade da Amazon, são as compras feitas com apenas um clique. Ele percebeu que essa estratégia simplificaria o processo para o consumidor e patenteou a ideia antes mesmo de fundar a empresa. Como sempre, Jeff Bezos prioriza as necessidades e a experiência do cliente. Inclusive, incentiva seus funcionários a passarem um tempo nos centros de atendimento ao cliente e nos depósitos e recebe até hoje e-mails dos clientes, encaminhando os que considera mais importantes para os responsáveis dos setores.
A Amazon também revolucionou o mercado editorial ao lançar o Kindle, um leitor eletrônico de livros, em 2007. Mesmo pensando na digitalização de livros há uma década, foi só após o lançamento do iPod, em 2004, que Jeff Bezos resolveu investir na ideia, como forma de proteger o seu negócio. O objetivo era criar um leitor digital leve, simples e com conexão sem fio. Outra de suas exigências em relação ao Kindle é que o aparelho deveria ser lançado com uma biblioteca que oferecesse 100 mil títulos digitais.
Blue Origin, o sonho do espaço
Jeff Bezos é fascinado pela investigação aeronáutica, e fundou no ano 2000 a Blue Origin, uma empresa privada de exploração espacial com sede em Kent, Washington (EUA). Segundo ele, a startup tem um objetivo filantrópico: desenvolver aeronaves reutilizáveis para tornar as viagens espaciais mais acessíveis e levar milhões de pessoas para morar e trabalhar no espaço.
Jeff Bezos manteve a Blue Origin em segredo durante anos; foi só em 2006 que se tornou pública, após uma compra de terras no oeste do Texas, onde seriam construídas instalações para testes e lançamentos.
Em abril de 2015 a empresa fez o seu primeiro voo experimental no Texas, sendo bem-sucedida. Já em janeiro de 2016, a Blue Origin obteve sucesso no lançamento e aterrissagem de um foguete pela segunda vez, feito em Cabo Canaveral, na Flórida. Apesar dos testes bem-sucedidos, Jeff Bezos sabe que seu projeto deve levar bastante tempo para ser concluído. Mas ele está acostumado a trabalhar com objetivos de longo prazo e está disposto a continuar investindo pesado para que qualquer um possa “explorar” e viver no espaço.
Em uma entrevista, o empreendedor, hoje com 53 anos, contou que foi durante a infância, ao ver foguetes na televisão, que se encantou pela exploração espacial e que imaginava que atualmente nós já fossemos capazes de passear por todo o sistema solar. Para ele, a fortuna que fez com a Amazon torna possível seguir sua paixão pelo espaço. Seu objetivo é fazer com que qualquer pessoa possa fazer viagens comerciais pelo cosmos, além de colonizar o espaço.
A visão de Jeff Bezos
Jeff Bezos tem uma personalidade peculiar. Na infância, teve seu perfil traçado em um livro sobre crianças superdotadas. Embora não agrade a todos com seu jeito de ser, sua visão inovadora e revolucionária é reconhecida mundialmente. Algumas de suas principais ideias são:
Trabalhar duro faz parte da trajetória para alcançar o sucesso;
O cliente é o centro de tudo, é preciso ouvir o que ele tem a dizer e orientar as ações para atender as suas expectativas e necessidades;
Uma empresa deve ser orientada a longo prazo (pode gerar perda de lucro no início, mas os resultados a longo prazo compensam, pois preços baixos ajudam a conquistar a confiança dos clientes), pensar no futuro;
É preciso gostar de inventar;
Autossuficiência é uma vantagem; é preciso saber se virar sozinho. De há um problema para resolver, resolva;
É preciso ter pés no chão;
Manter o espírito de pioneirismo;
Observar a concorrência e absorver aquilo que ela faz melhor do que você é fundamental (sua política de preços baixos teve inspiração direta nas campanhas do Walmart);
Evitar gastos desnecessários (frugalidade);
Considerar sempre que você está começando – um de seus lemas é “Still day one” (ainda é o primeiro dia, em português) e pode ser visto reproduzido nas paredes e elevadores da Amazon;
Gestores devem ser missionários e não mercenários; ou seja, um empreendedor ou gestor de sucesso não pode ser orientado apenas pelo sucesso e pelos lucros (mercenário), é preciso ser apaixonado pelo que faz (missionário), isso acaba gerando melhores resultados no futuro, inclusive nos lucros.
Fortuna, fama e influência
Seus negócios extremamente bem-sucedidos tornaram Jeff Bezos um homem poderoso, com grande influência na área de negócios, comércio online e inovações tecnológicas. Alguns prêmios e conquistas reconhecendo o seu sucesso incluem:
Eleito a Pessoa do Ano em 1999 pela revista americana Time;
Em 2008 foi selecionado como um dos melhores líderes da América pela U.S. News & World Report;
No mesmo ano recebeu o título de doutor honorário em Ciência e Tecnologia da Universidade Carnegie Mellon;
Ganhou um prêmio de inovação (Innovation Award) da revista The Economist em 2011, juntamente com Gregg Zehr, pela criação do dispositivo Kindle;
Em 2012 foi 32º homem mais rico do mundo de acordo com a revista Forbes, tendo um patrimônio estimado de mais de 18 bilhões de dólares;
Também foi nomeado Empreendedor do Ano pela revista Fortune em 2012;
Em 2014, foi o melhor CEO do mundo, de acordo com a Harvard Business Review;
Em outubro de 2016, se tornou a 3ª pessoa mais rica do mundo, segundo a Forbes, com uma fortuna estimada em 72 bilhões de dólares;
Apareceu durante 3 anos seguidos na lista da Fortune dos 50 maiores líderes do mundo, tendo liderado a lista em 2015.
Sua figura é tão relevante no cenário atual que chegou a participar do filme Star Trek – Sem Fronteiras (Star Trek Beyond, no original), interpretando um oficial alienígena da Frota Estelar. Depois, participou também da Comic-Con em San Diego com o elenco do longa.
Outros investimentos
Além do seu maior empreendimento, a Amazon, e da empresa que contempla seu interesse espacial, a Blue Origin, Jeff Bezos também foi um dos primeiros investidores do Google. Ele investiu 250 mil dólares em 1998. Esse investimento resultou em pouco mais de 3 milhões de ações da empresa, que em 2009 já valiam quase 3 bilhões de dólares.
Seu investimento mais inusitado veio em 2013, ao comprar um dos mais tradicionais jornais americanos, o The Washington Post, por 250 milhões de dólares em dinheiro. Ele não envolveu a Amazon no negócio, que para ele era um território desconhecido e precisaria de experimentos. As mudanças implementadas por Jeff Bezos, principalmente na orientação da empresa aos dados e às mudanças tecnológicas, deram novo fôlego ao jornal, que viu as visitas na sua versão online crescerem cerca de 3 vezes, ganhando novamente espaço no mercado.
Também participou da criação de dezenas de outras empresas, como o Behance e o Uber.
Filantropia
Nos últimos anos, Jeff Bezos e sua esposa tem dedicado parte do seu tempo e fortuna à filantropia, apoiando diversas causas. Em julho de 2012, o casal fez uma doação de 2 milhões e meio de dólares para apoiar o referendo do casamento gay em Washington, que acabou sendo aprovado.
Entre os projetos que criaram e/ou apoiam podemos citar:
Recuperação de dois motores Saturn V encontrados no fundo do Oceano Atlântico, que em julho de 2013 foram identificados como parte do estágio S-1C da missão Apollo 11.
Doação de 42 milhões de dólares para o primeiro protótipo em escala real do Relógio do Longo Agora, um relógio mecânico projetado para funcionar por 10 mil anos.
Doação de 10 milhões de dólares para o Centro Bezos para a Inovação do Museu de História e Indústria de Seattle.
Fundação da Bezos Family Foundation, instituição privada fundada pelo casal Bezos com foco na educação de jovens e crianças.
Doação de 15 milhões de dólares para o Centro Bezos para Dinâmicas do Circuito Neural, no Instituto de Neurociência de Princeton.
A Bezos Family Foundation doou 10 milhões de dólares em 2009 e 20 milhões de dólares em 2010 para o Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson.
Jeff Bezos também fez uma doação no valor de 800 mil dólares para a Worldreader, que leva e-books para pessoas de 53 países em desenvolvimento. Essa instituição foi fundada em 2010 por um ex-funcionário da Amazon, e até hoje já atingiu mais de 5 milhões de leitores no mundo todo.
Lucro Presumido é um regime tributário simplificado por permitir que o valor do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), assim como a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), sejam calculados sem a necessidade de apurar todas as despesas da empresa.
A diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido é que, para o lucro real, o cálculo do IRPJ e CSLL são realizados em cima do lucro que a empresa de fato registrou durante o período de atividade, enquanto o presumido utiliza um percentual fixo que varia de acordo com o tipo de empresa.
A tributação empresarial ainda é um tema que gera muitas dúvidas, não é verdade? Uma das principais dúvidas dos empreendedores em relação ao assunto é sobre os regimes tributários em que estão inseridas. Muitas vezes não se sabe se a empresa pertence ao Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real. E essa é uma decisão que deve ser bastante ponderada. Isso, porque uma vez escolhido o regime tributário, esse não pode ser alterado ao decorrer do ano fiscal. Por isso, é importante considerar as vantagens e desvantagens de cada modelo a fim de tomar a decisão mais acertada.
Nesse cenário, vale apontar que o Simples só serve para empresas com faturamento bruto de até 3,6 milhões de reais por ano. Todas as outras empresas precisam optar por Lucro Presumido ou Lucro Real. É importante ressaltar que empresas de factoring, financeiras ou com faturamento bruto maior que R$ 78.000.000,00 precisam, obrigatoriamente, utilizar o modelo de Lucro Real. Quer saber mais sobre as diferenças entre um modelo e outro?
O que é apuração do lucro
Os regimes de tributação definem as formas de pagamento de certos tributos. Eles são a forma de apuração das alíquotas de tributação. Os impostos que esse regime mais incidem são o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Essa apuração que determina o regime tributário pode ser definida de três formas:
Lucro Real
Lucro Presumido
Simples Nacional
Também é importante levar em consideração outros impostos, como PIS, COFINS, IPI, ISS, ICMS e INSS quando avaliado o regime da empresa.
Lucro Presumido
O Lucro Presumido é uma forma de tributação mais simplificada que se situa entre o Simples Nacional e o Lucro Real. Nessa modalidade, a tributação é tabelada de acordo com um percentual legalmente estabelecido sobre o valor das vendas realizadas. Isso acontece independentemente da apuração do lucro e variando de acordo com a atividade.
Esse regime normalmente se aplica a empresas de pequeno e médio porte. Isso, porque possui uma relação de custo-benefício melhor que a do Simples e que a do regime de Lucro Real. Assim, o Lucro Presumido também é indicado para empresas prestadoras de serviço que possuem os maiores custos em sua folha de pagamento.
Algumas empresas não se encaixam no regime de Lucro Presumido, tendo assim, que utilizar o regime de Lucro Real. São empresas que:
Atuam no mercado financeiro (como bancos, financeiras, factoring e corretoras);
Faturam até R$ 78.000.000,00 por ano;
Possuem algum tipo de benefício fiscal;
Tem capital oriundo do exterior.
As empresas que adotam esse regime de tributação tem uma base de cálculo pré estabelecida, assim como suas margens de lucro. Geralmente, essas são de 8% para o comércio e de 32% para serviços.
O nome, Lucro Presumido, se dá pelo fato de esse não ser o lucro propriamente dito. Mas sim, uma aproximação.
Lucro Real
O Lucro Real é uma das formas de tributação mais complexas. Ainda assim é o escolhido caso uma empresa não faça essa definição. Segundo a Receita Federal, por Lucro Real se entende o próprio lucro tributável, para fins de legislação do imposto de renda, distinto do lucro líquido apurado contabilmente. Ou seja, a tributação das alíquotas se dará após a apuração do lucro, não do faturamento.
Entre contabilistas, o consenso é de que Lucro Real é a forma de tributação mais justa. Isso, porque ela atende às características do imposto sobre a renda de pessoas jurídicas do resultado efetivo. Ao contrário do caso do Lucro Presumido, que é a partir de um resultado teórico.
Porém, por exigir uma burocracia maior em relação às outras modalidades, muitas empresas optam pelo Simples ou pelo Lucro Presumido. Outras empresas, com um faturamento pequeno, preferem o Simples Nacional. Isso, porque os custos burocráticos exigidos pelo Lucro Real acabam sendo maiores do que as tributações devidas.
O Lucro Real ainda pode ser dividido em Lucro Real anual e Lucro Real trimestral. No anual, a empresa deve antecipar os tributos mensalmente, de acordo com o faturamento mensal e aplicando percentuais predeterminados de acordo com o enquadramento da atividade de atuação — semelhante ao Lucro Presumido. Já no regime de Lucro Real trimestral, os tributos são calculados com base no resultado do trimestre, isoladamente. Dessa forma, há quatro apurações, não havendo antecipação mensal.
Quem utiliza o Lucro Real
Existem empresas que devem, obrigatoriamente adotar o método do Lucro Real. São empresas:
Que atuam no mercado financeiro (como bancos, financeiras, factoring e corretoras);
Com relação ao agronegócio;
Que possuem algum tipo de benefício fiscal;
Com capital oriundo do exterior.
Diferença entre Lucro Real e Lucro Presumido
A principal diferença entre os regimes tributários é a base de cálculo. Isso, já que o Lucro Real é calculado utilizando dados de despesas e receitas, o Lucro Presumido é calculado a partir da receita utilizando um percentual pré definido que varia de acordo com o tipo de empresa.
O Lucro Presumido é um regime mais simples. Uma vez que ele lida com informações menos detalhadas, seu cálculo se torna mais fácil. Já o Lucro Real, como citado anteriormente, é mais complexo. Assim, ele exige um controle mais eficaz e mais atento dos dados da empresa.
Simples Nacional
Como bastante citado aqui, não poderíamos deixar de explicar o que é o Simples Nacional.
O regime tributário foi criado pela Lei Geral com o intuito de diminuir as complicações com impostos para micro e pequenas empresas. Dessa forma, foi criado o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Essa guia une os impostos que o empresário optante do Simples deve pagar. São eles:
PIS – Programa de Integração Nacional
INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços
ISS – Imposto sobre Circulação de Serviços
CSLL – Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
IRPJ – Imposto de Renda da Pessoa Jurídica
O Simples atende micro empresas que faturam no máximo R$ 360 mil. Já uma pequena empresa deve faturar no máximo R$ 4.800.000 por ano para estar no Simples. Mas também serve para MEIs que faturam até R$ 60.000 por ano.
Considerações finais
Para não ter problemas no futuro, faça sua escolha tendo em mãos informações concretas e pensando no que é melhor para a empresa e na saúde do seu caixa! Em caso de insegurança, que tal consultar um conselheiro contábil?
Pesquisa de mercado é um processo caracterizado pela definição de um problema juntamente com os objetivos de pesquisa, seguido pelo desenvolvimento do plano de pesquisa, a coleta de informações, análise dos dados e, por fim, a apresentação dos resultados.
A pesquisa mercadológica, ou pesquisa de mercado, tem grande importância para o empreendedor que quer começar seu próprio negócio ou até mesmo para quem precisa traçar um curso de ação para a expansão de seus negócios.
Para que isso aconteça, ele deve conhecer todo o cenário com o qual está lidando para identificar os problemas e as oportunidades. Com o objetivo de buscar estratégias mais certeiras para os seus negócios.Fazer uma boa pesquisa de mercado irá traçar um caminho a ser seguido pelo empreendedor de forma a otimizar a produtividade de sua empresa.
O que é uma pesquisa de mercado?
A pesquisa de mercado é a busca por compreender o reflexo da realidade de um mercado em estudo. De maneira resumida, isso é o que uma pesquisa de mercado almeja compreender.
Essa ferramenta permite o planejamento, a coleta e a análise de dados relacionados a um empreendimento. O objetivo da pesquisa de mercado é buscar informação a respeito de um mercado, o que abrange tudo relacionado à este: clientes, fornecedores, locais, consumo, preço, concorrência e mais.
Como fazer uma boa pesquisa de mercado?
Uma pesquisa de mercado eficaz deve seguir alguns passos. Elas podem ser feitas por empresas especializadas em pesquisa de lançamento de produtos no mercado, principalmente para que o resultado seja imparcial, sem o envolvimento de pessoas conhecidas que possam influenciá-lo com sua proximidade ao empreendedor.
Ainda assim, qualquer pessoa pode realizá-la. Basta um pouco de dedicação em seguir cada passo do processo da maneira mais assertiva possível.
Sendo assim, vamos ao passo a passo para fazer uma pesquisa de mercado:
Definir o objetivo da pesquisa
Primeiramente é necessário definir, de maneira objetiva, qual é o objetivo da pesquisa de mercado que será realizada. Com este foco bem definido você não correrá riscos de perder o foco ao longo do desenvolvimento.
Definir o público-alvo
Compreender quem são as pessoas interessadas nos seus produtos ou serviço para possibilitar uma comunicação mais assertiva com este público.
Pesquisar os fornecedores
Definir os fornecedores e fazer uma pesquisa pelos melhores preços dentro da qualidade esperada.
Elaboração e aplicação dos formulários
São necessários formulários de pesquisa diferentes para clientes e para fornecedores. As perguntas precisam responder dúvidas que ajudem o empreendedor a compreender a viabilidade do negócio pretendido.
Busca por dados secundários
Além de aplicar formulários de pesquisa, outra forma de realizar uma pesquisa de mercado é através da busca por dados já coletados. Nunca tivemos acesso à tanta informação como possuímos atualmente com a internet. Ferramentas como o Google e Facebook disponibilizam tantos dados a respeito dos usuários que o difícil não é mais encontrá-los e sim filtrar as informações para utilizar apenas o necessário. É possível filtrar por região, interesse, tipos de busca e até comparar buscas por diferentes produtos ou categorias.
Análise final dos dados
Analisar e sintetizar todos os dados levantados ao longo da pesquisa de mercado através da conclusão.
Para facilitar a elaboração de formulários de pesquisa para utilização de dados primários, listamos as mais comumente utilizadas:
Dados demográficos:
Faixa de idade;
Sexo;
Renda;
Profissão;
Grau de instrução;
Classe social
Raça/grupo étnico;
Religião;
Onde mora;
Densidade populacional;
Clima.
Perfil psicográfico:
Líder ou comandado;
Extrovertido ou introvertido;
Busca auto realização ou satisfeito com status;
Independente ou dependente;
Conservador, liberal, tradicional ou progressista;
Consciente ou egocêntrico.
Comportamento:
Frequência de uso do produto;
Benefícios procurados;
Método de uso;
Frequência de compra.
Para que serve a pesquisa de mercado?
Uma pesquisa de mercado irá identificar, de uma forma geral, a necessidade do seu consumidor, o que pode ser aproveitado das ações dos concorrentes e qual a opinião do seu cliente em relação a sua empresa, mesmo que ela ainda não tenha saído do papel. Em outras palavras, ela irá mostrar a situação atual do mercado para que a empresa possa verificar a viabilidade de um projeto perante o mesmo, seja este um projeto de expansão ou de abertura de um novo negócio.
Identificar a necessidade real dos consumidores é um diferencial para o qualquer negócio. Outras empresas podem não ter sido capazes de satisfazer esta necessidade, até por uma questão de miopia de marketing. Por outro lado, muito provavelmente já existam empresas estabilizadas e renomadas no seu ramo de atuação. Então é preciso reconhecer a qualidade destas empresas e buscar entender o porquê do sucesso. Quais estratégias foram utilizadas para se chegar lá, e quais seriam os possíveis motivos para que o mercado opte pelo seu negócio.
Um bom exemplo para esta situação é justamente o balanço entre preço e qualidade. Muitas vezes já existe uma empresa com os melhores preços, mas que peca no atendimento ou qualidade dos produtos comercializados.
O estudo é capaz de prover informações importantes sobre três aspectos, principalmente: as características do cliente da empresa – estilo de vida, comportamento, hábitos e tendências de consumo, escolaridade, renda, além de qual o potencial do mercado para o nicho específico; os pontos fortes e fracos dos concorrentes diretos, analisando suas estratégias; e o sistema de fornecimento dos produtos e serviços – qualidade dos produtos, preços, cobrança, sistema de venda, entre outras características.
O público-alvo na pesquisa de mercado
Entender o seu cliente em um contexto geral irá ajudar a identificar a sua necessidade. Em relação a concorrência, de nada adianta extrair as suas estratégias positivas de venda, ou pensar em projetos ambiciosos que possam superá-la se a qualidade do seu produto ou serviço não for boa. Invista em qualidade de mão de obra e de estoque, caso contrário estratégias e projetos teóricos para crescer no mercado serão em vão.
Um dos itens essenciais que o empresário deve ter conhecimento é sobre o público-alvo de seu produto, afinal de contas, o serviço existe para satisfazer a uma necessidade das pessoas. A pesquisa deverá procurar quem são os consumidores do que será colocado no mercado, o preço que seria pago por ele, com que frequência o produto seria comprado, o motivo pelo qual investem no serviço, além de opiniões mais específicas, como a reação à embalagem, sabor e nome do produto.
Lembre-se: a pesquisa de mercado é a ligação entre o cliente e o empreendimento. Desta forma, é uma ferramenta que faz com que a voz do consumidor seja ouvida, dando ao investidor a oportunidade de conhecer a percepção que o público em geral tem de seu negócio, apontando acertos e falhas, mostrando o que faz com que o público se aproxime ou se afaste do que está sendo oferecido.
Erros mais comuns
A falta de tempo e de dinheiro de empreendedores iniciantes podem levá-los a certos atalhos que os conduzirão a erros que darão muita dor de cabeça e prejuízos.
Um desses erros é a utilização somente da chamada “pesquisa secundária”, que é a consulta a informações de grandes institutos de pesquisa de mercado. Confiar em pesquisas de fora não darão um diagnóstico completo e atualizado do cenário onde se quer investir.
Pesquisas “do ano passado” podem não refletir mais o momento social e financeiro. Principalmente porque vivemos em uma era de bastante acesso à informação rápida. Além disso, podem-se perder detalhes importantes confiando nas pesquisas que estão mais distantes da realidade do empresário.
O empreendedor também deve ficar atento em utilizar as informações disponibilizadas pela internet. Além de elas poderem não estar corretas e atualizadas, você terá acesso apenas ao que o dono daquela informação achar conveniente expor. Usar os sites de busca, como Google e Bing, o levarão a informações disponíveis a todos, que se utilizadas corretamente, podem ser bastante úteis de forma complementar.
Acompanhar os dados do Google Analytics em casos de empresas que já contam com site na internet, é uma ótima opção para acompanhar como os clientes estão chegando ao seu serviço e onde investir para maior rendimento.Mas estas não são as únicas formas para se realizar uma boa pesquisa de mercado. Também é importante o olhar do Empreendedor.
Pesquisa interna
Esta pesquisa de mercado também pode ser feita de uma forma interna, o que significa que o empreendedor pode buscar conversar com pessoas entendidas do assunto, pode incentivar os seus funcionários a buscar um feedback dos clientes, já que estes funcionários possuem um contato maior com o público.
O que também pode ser feito pelo empreendedor é ir ao local da concorrência e a partir daí tentar identificar aspectos positivos e negativos, que podem servir de exemplo ou então indicar alguma estratégia diferencial que pode ser adotada pela sua empresa.E reforçando: pesquisas feitas com pessoas próximas podem ter resultado diferente da realidade, pelo vínculo familiar ou de amizade que o entrevistado possui com o empreendedor.
O mais recomendado é buscar informações dos futuros clientes sobre seus desejos e expectativas para que a pesquisa tenha resultado mais verdadeiro. Portanto uma boa pesquisa de mercado pode proporcionar novos caminhos e estratégias a serem utilizadas, isto é, a realização de novas ações que podem alavancar os resultados de sua empresa em um médio ou longo prazo, baseadas na opinião dos clientes e na atividade dos concorrentes.
Conclusão
Uma boa pesquisa de mercado pode proporcionar novos caminhos e estratégias a serem utilizadas, isto é, a realização de novas ações que possam alavancar os resultados de sua empresa em um médio ou longo prazo, baseadas na opinião dos clientes e na atividade dos concorrentes.
Para extrair o máximo possível da pesquisa mercadológica é necessário de fato compreender o projeto da empresa. Mesmo que ela ainda não tenha saído do papel, buscar consolidar o objetivo de sua atuação. Apenas desta forma será possível realizar uma comparação mais precisa com os concorrentes, encontrando os possíveis pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças através da análise SWOT.
Uma pesquisa de mercado deve buscar diversas características do consumidor para se determinar um possível perfil dos seus clientes. Informações como faixa de idade, sexo, escolaridade, renda, classe social, dentre outras… Em relação ao produto, a pesquisa irá identificar qual a frequência de compra de determinado produto por determinados clientes, qual o método de uso… Saber estas informações irão lhe dar uma visão mais ampla da como está a aceitação de seu produto no mercado e irão indicar uma possível nova estratégia para propiciar um maior retorno a determinado produto.
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