Margem de Lucro Bruta ou Margem de Lucro Líquida: E agora?

Margem de Lucro Bruta ou Margem de Lucro Líquida: E agora?

Margem de contribuição é um conceito que reflete quanto sobra da venda de cada produto antes dos custos e despesas fixas. O cálculo é feito através da fórmula: margem de contribuição = preço de venda – custos e despesas variáveis.

Para que um negócio perdure e se estabeleça no mercado, é necessário que a empresa apresente índices dentro do esperado. E eles não devem ser esperados somente pelos sócios e proprietários, mas também em comparação com seus concorrentes diretos. O cálculo de margem de lucro bruta, margem de lucro líquida e margem de contribuição faz com que um negócio possa ser considerado saudável e duradouro. Mas também é ideal é que elas sejam analisadas ou calculadas distintamente. Vejamos cada uma das margens em detalhes.

O que é a margem de contribuição?

Para compreender este índice, é necessário que uma empresa tenha seus custos e despesas separados em fixos e variáveis. A margem de contribuição vai deduzir das receitas os valores de custos e despesas variáveis. Ou seja, deduz aqueles gastos ligados diretamente à produção ou prestação de serviços. Esse resultado indicará quanto sobra das receitas para que custos e despesas fixos possam ser cobertos.

O índice da margem de contribuição tem fundamentação mais gerencial. Normalmente, as empresas que o utilizam querem definir se um produto pode ou não permanecer no mix de vendas com uma análise de curto prazo. Algumas empresas optam por manter produtos mesmo com margens de contribuição baixas ou até negativas. Isso acontece porque alguns produtos, mesmo não sendo muito rentáveis, incentivam a venda de outros produtos. Isso acaba contribuindo para que os clientes adquiram vários outros produtos, inclusive aqueles com margem de contribuição mais elevada. O que ajuda o negócio a prosseguir.

Outra variante que deve ser pensada ao calcular as margens de lucro é a opção por reduzir o preço de um produto depois que foi analisada a margem de contribuição. Mas isso só deve ser feito depois da constatação de que os valores já obtidos com receita são suficientes para cobrir custos e despesas fixos. Um bom exemplo são as liquidações fora de época para acabar com os estoques das lojas.

Como calcular a margem de contribuição?

Da mesma forma os cálculos de margem de lucro bruta, margem de lucro líquida, o cálculo de margem de contribuição também é simples e rápido de ser feito. As informações necessárias para realizar o cálculo são o preço de venda, o custo variável e a despesa variável. Fazendo a fórmula do cálculo ser a seguinte:

Preço de venda unitário – ( Custo variável unitário + Despesa variável unitária) = Margem de contribuição

Se a Empresa X vende um produto por R$ 30,00, tem como custo variável R$ 10,00 e como despesa variável R$ 5,00, podemos fazer o seguinte cálculo:

R$ 30,00 – (R$ 10,00 + R$ 5,00)

R$ 30,00 – R$ 15,00 = Margem de contribuição

R$ 15,00 = Margem de contribuição

Baixe a planilha de margem de contribuição que vai te ajudar a fazer esse cálculo de uma forma mais assertiva!

Margem de lucro bruta

A margem bruta mede o quão rentável um negócio é. Ela é representada pelos valores percentuais de lucro bruto que um negócio gera em comparação com suas vendas. Normalmente, os proprietários estabelecem quanto querem que um negócio gere de margem bruta. Mas devem estar sempre amparados na realidade do mercado consumidor e nos preços praticados por seus concorrentes.

O cálculo é relativamente simples e são necessárias as informações constantes da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Principalmente as relativas ao lucro bruto e às vendas realizadas. Por exemplo, se o preço médio de um produto ou serviço é R$ 60 e os esforços para colocá-lo na prateleira ou para que o serviço seja prestado representam R$ 20, ganha-se R$ 40. Esses R$ 40 representam 66% do preço de venda, sendo a margem de lucro bruta de 66%.

A margem bruta é um dos principais fatores a serem considerados por um empresário para definir seu preço de venda. Os custos a serem levados em conta devem ser somente aqueles ligados à produção ou à prestação dos serviços. Assim, os custos administrativos devem ser deixados de lado neste momento.

Cálculo de margem de lucro bruta

A fórmula para calcular a margem de lucro bruta é bem simples. Por exemplo, a Empresa X possui uma receita total de R$ 400.000,00. Desses, são retirados os custos diretos, que totalizam R$ 100.000,00. Isso, faz o lucro bruto dessa empresa ser de R$ 300.000,00.

Se aplicarmos a fórmula:

Lucro bruto / Receita total X 100 = Margem bruta

Dessa forma, temos o cálculo de margem de lucro bruta:

300.000,00 / 400.000,00 X 100 =Margem bruta

75% = Margem bruta

Seguindo o exemplo citado acima, a Empresa X tem uma margem de lucro bruta de 75%.

Margem de lucro líquida

Diferentemente da margem bruta, a margem de lucro líquida relaciona o lucro líquido com as receitas geradas. Ou seja, o ganho real que uma empresa gera a si mesma em decorrência de seu funcionamento. Pode-se dizer que uma margem de 10% de lucro fará com que a empresa cresça o equivalente a 10% de suas vendas em cada período analisado.

Seguindo o mesmo raciocínio: se o lucro líquido da empresa for de R$ 30, a margem líquida será de 50%. Assim, a empresa vende o produto ou serviço por R$ 60 e continua com R$ 30, mesmo depois de pagar todas as suas obrigações. Dessa forma, margem líquida é um forte indicador de que os preços praticados estão em sintonia com as estratégias empresariais de longo prazo. Também garantindo sustentabilidade para os negócios.

Cálculo margem de lucro líquida

Assim como o cálculo de margem de lucro bruta, o cálculo de margem de lucro líquida também é bem fácil. Para realizar o cálculo, precisamos dos valores de lucro líquido e da receita total. Dessa forma, na Empresa X tem um lucro líquido de R$ 200.000,00 e a receita segue os mesmo R$ 400.000,00.

Se seguirmos a fórmula de:

Lucro Líquido / Receita total X 100 = Margem de lucro líquida

Temos então:

200.000,00 / 400.000,00 X 100 = Margem líquida

50% = Margem líquida

Enfim, chega-se à conclusão que a Empresa X possui uma margem de lucro líquida de 50%.

Conclusão

Todos os cálculos e descrições citadas acima são de extrema importância para sua empresa. Isso acontece porque eles fazem com que você não perca dinheiro ao vender um produto ou serviço. Mas também fazem com que esses valores se equiparem, para que você não tenha uma diferença tão grande dos seus concorrentes.

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Consultor financeiro: porque contratar um para a sua empresa?

Consultor financeiro: porque contratar um para a sua empresa?

Um consultor financeiro organiza processos e analisa questões empresariais relacionadas as movimentações financeiras de uma empresa. Ele também avalia os indicadores e contabiliza informações de fluxo de caixa. A partir disso, o mesmo deve avaliar investimentos e aplicações da empresa para definir seu futuro. Ou seja, um consultor financeiro é quem auxilia a empresa em questões financeiras.

Sem um controle financeiro adequado, as empresas podem não ter uma noção exata de seu fluxo de caixa, e de possíveis gastos excessivos, o que pode levá-las a situações de grave crise, e consequentemente, ter que fechar as portas. Entretanto, muitos empresários por mais conhecimento que possuam do seu segmento de mercado, e do seu produto ou serviço especificamente, não possuem total domínio das finanças de suas empresas. É aí que entra a importância do trabalho do consultor financeiro nas organizações.

Assim, apesar de representar gastos adicionais na folha de pagamento, esses profissionais podem ser determinantes para manter a estabilidade financeira do seu negócio, além de permitir com que você foque especificamente na parte operacional de sua empresa. Quer saber mais a respeito do papel de um consultor financeiro nas empresas? Quais as vantagens que ele pode trazer para o seu empreendimento? É o que vamos tratar no decorrer deste artigo!

O que faz um consultor financeiro?

O consultor financeiro empresarial, é o profissional responsável por organizar todos os processos que envolvem as movimentações financeiras das empresas, e também os seus indicadores de desempenho. Este profissional deve não só contabilizar todas as informações de fluxo de caixa das empresas, mas também saber analisar e fazer um balanço do impacto que cada transação representa no orçamento empresarial.

Com o auxílio do consultor financeiro, as empresas possuem uma noção mais exata de quais gastos são mais significativos em seu caixa, indicando assim possíveis cortes no orçamento. Esses profissionais também proporcionam uma visão mais abrangente da situação financeira, em relação a lucratividade e outros indicadores.

Além destes aspectos, os profissionais de consultoria financeira, também podem realizar o processo de formação de preço de venda de seus produtos, negociação no pagamento de dívidas, e auxílio no planejamento financeiro da empresa de uma forma geral.

Por que contratar um consultor financeiro?

Agora que você já conhece sobre o papel desse profissional nas empresas, e as diferentes funções que podem ser exercidas, vamos mostrar de fato algumas vantagens para você realmente considerar a contratação de um consultor financeiro para o seu negócio:

1. Estudo de viabilidade

A partir da análise de caixa da sua empresa, realizada pelo consultor financeiro, será possível identificar se existe ou não a viabilidade para a execução de novos projetos de investimento ou a aquisição de novos produtos para o seu estoque.

Assim, o consultor financeiro irá identificar se a sua empresa está no momento adequado para realizar determinadas ações, sem comprometer significativamente o seu orçamento.

Para este estudo aprofundado, é imprescindível com que você disponibilize todas as informações financeiras de seu negócio, incluindo notas fiscais.  O consultor financeiro é responsável por avaliar todos os riscos que determinados investimentos podem gerar para a sua empresa.

2. Acompanhamento de ações

Além de calcular os possíveis riscos de determinado negócio e planejar os momentos em que sua empresa poderá realizar investimentos, o consultor financeiro também segue auxiliando a sua empresa durante a execução de projetos e investimentos, analisando se determinadas ações estão trazendo o retorno financeiro esperado. Então, em caso contrário, o consultor é de suma importância para a elaboração de novas estratégias financeiras.

3. Melhor custo benefício

Além do conhecimento financeiro, os consultores de uma forma geral também apresentam um bom conhecimento de mercado. Isso faz com que eles encontrem os melhores fornecedores para a sua empresa, que possuam os produtos com o melhor custo benefício.

O auxílio de um consultor financeiro neste processo, pode trazer uma grande economia para a sua empresa, assim como mantém a qualidade de seus produtos. O consultor  também saberá realizar uma boa negociação na compra com seus fornecedores, sempre respeitando as possibilidades orçamentárias de seu empreendimento.

4. Empréstimos

Na hora de recorrer a empréstimos bancários, os gestores costumam ter muitas dúvidas em relação a qual a melhor opção entre as inúmeras linhas de crédito disponíveis. Um consultor financeiro será essencial nessa tomada de decisão, analisando com embasamento os prós e contras de cada opção. Assim, para não colocar a sua empresa em uma futura situação de endividamento.

5. Auxílio para quitar dívidas

Se sua empresa está passando por uma grave crise financeira, enfrentando uma série de dívidas, você deve estar pensando que a contratação de um consultor financeiro irá agravar ainda mais este cenário. Mas a verdade, é que neste caso, a contratação desse profissional deve ser vista como um investimento.

O consultor financeiro terá um papel fundamental na reorganização financeira de sua empresa. Ele encontrará as melhores soluções para quitar as suas dívidas, e ao mesmo tempo criará um planejamento para que sua empresa não volte a conviver com esse tipo de situação. O consultor irá criar uma cultura de organização e de um rigoroso controle financeiro em sua empresa.

Como contratar um bom consultor financeiro?

Agora que você já sabe as vantagens que a contratação desse profissional pode trazer para a sua empresa, é preciso ficar atento a alguns aspectos que podem fazer toda a diferença na hora de contratar o consultor financeiro mais qualificado possível. É importante que seu consultor possua formação acadêmica em alguma área ligada à administração. Também, é importante que seu consultor possua especialização em gestão financeira. E, é claro, já possua uma boa experiência com serviços prestados a outras empresas, dentre outros fatores. Veja algumas dicas para selecionar o profissional mais adequado para a sua empresa:

Peça feedback de outras empresas

Ao analisar o currículo de seu potencial consultor financeiro, é importante conversas com empresas que receberam os serviços daquele profissional. Procure saber de que forma o consultor conseguiu suprir as necessidades delas. Então, a partir disso, analise se ele realmente tem o perfil para ser o consultor financeiro de sua empresa.

Qual a necessidade de sua empresa?

Existem consultores financeiros que focam o seu serviço em uma gestão mais ampla da parte financeira das empresas. Entretanto, alguns são mais voltados para a projeção e realização de investimentos.

Ainda existem os consultores financeiros especializados em questões de tributação. Esses esclarecem e calculam todos os tributos que devem ser pagos pelas empresas. Além de auxiliar na escolha pelo melhor regime tributário.

Por isso, se você deseja contratar um consultor financeiro para a sua empresa, é preciso ter um foco e saber realmente qual a necessidade e o perfil de consultoria desejado.

Analise a forma de remuneração

Os consultores financeiros atuantes no mercado, costumam apresentar algumas variações no que diz respeito as suas respectivas formas de pagamento. Há consultores financeiros que solicitam o pagamento de honorários de acordo com os períodos gastos em consultas. Enquanto outros recebem comissões referentes aos investimentos e ações que trarão lucro para a empresa.

Ainda existe a possibilidade de pagamento parte pelas consultas e parte pelas comissões. Por isso, o ideal é que você procure negociar com os profissionais as melhores formas de pagamento, e que estejam de acordo com as possibilidades da sua empresa.

Verifique a disponibilidade de trabalho

Os profissionais de consultoria financeira geralmente prestam serviços a mais de uma empresa, já que essa atividade ainda não é regulamentada. Isso faz com que eles não prestem atenção exclusiva ao seu negócio.

Tenha isso em mente de acordo com as necessidades da sua empresa, procurando identificar se aquele profissional realmente tem tempo disponível para atendê-lo de uma forma satisfatória.

Solicite um plano financeiro

Se você ainda não decidiu qual profissional contratar para ser o consultor financeiro de sua empresa, uma boa dica é pedir aos possíveis candidatos um plano financeiro.

Isto é, disponibilize as mais variadas informações referentes as finanças de seu empreendimento. E, a partir de então peça que os candidatos elaborem planos hipotéticos visando o crescimento da sua empresa.

Feito este processo, analise a viabilidade e ambição de cada um deles, e tente encontrar um equilíbrio entre esses dois fatores nos planos elaborados. Solicitar este planejamento hipotético, trará uma visão inicial a qual estes profissionais possuem da sua empresa, e como vêem as possibilidades de crescimento.

Como é o método de trabalho desses profissionais?

Da mesma forma que é preciso analisar a especialização e o foco de consultoria financeira de cada profissional, também é importante ficar por dentro da metodologia de trabalho, que pode variar de acordo com os diferentes consultores financeiros. Enquanto alguns deles trabalham de uma forma autônoma e independente, outros atuam junto a empresas especializadas em consultoria.

Guia de Gestão Estratégia

eGestor

O eGestor torna o processo de controle financeiro da sua micro ou pequena empresa muito mais facilitado. Com a geração de relatórios de DRE (Demonstrativo Resultado do Exercício), fluxo de caixa, ABC de vendas por produto e por clientes, dentre outros, você terá muito mais clareza para analisar os indicadores financeiros do seu negócio.

Com o eGestor, você ainda pode fazer o controle de suas contas a pagar e a receber, emitir notas fiscais eletrônicas e boletos bancários, dentre muitas outras funcionalidades! Ficou interessado? Os primeiros 15 dias de testes das ferramentas do sistema são totalmente gratuitos. Acesse o site!

Datas comemorativas: Como aproveitá-las no varejo

Datas comemorativas: Como aproveitá-las no varejo

Aproveitar as datas comemorativas para aumentar as vendas tornou-se uma estratégia de sobrevivência para o varejo. No entanto, embora o calendário informe as melhores épocas para anunciar promoções ou ações específicas, é necessário investir em planejamento para obter os resultados mais satisfatórios.

Para algumas empresas, o lucro gerado em determinadas datas comemorativas é importante para manter os negócios funcionando durante todo o ano. Por essa razão, descobrir quais são as estratégias mais eficientes é indispensável para atrair a atenção dos consumidores, proporcionando a melhor experiência de compra.

Como já sabe, os clientes estão mais emotivos e, consequentemente, mais consumistas em determinadas épocas do ano, por isso, aproveitar essa oportunidade só depende de você! Confira então como vender mais em datas comemorativas com a ajuda das nossas dicas!

Escolha as datas que mais combinam com sua loja

Apesar de o calendário apontar diferentes datas comemorativas, é necessário filtrar quais delas realmente são importantes e combinam com o segmento da sua loja. Isso mostra que investir em ações para o Dia dos Pais não é interessante para uma loja que vende apenas peças femininas, concorda?

Assim, conhecer quais são as preferências e necessidades do seu público-alvo pode ajudar sua loja a definir quais são as melhores datas do ano para criar estratégias de vendas.

Outra dica é pesquisar os feriados que são mais importantes para o varejo, considerando sempre épocas como o Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados e Dia dos Pais, sem deixar de lado as liquidações de final de ano, por exemplo.

Também, esteja atento a datas que normalmente fazem promoções, como Black Friday e Dia do Cliente.

Organize seu estoque com antecedência

Perder vendas por falta de produto em estoque é um pesadelo para qualquer varejista. Por outro lado, quando uma loja se planeja com antecedência, existem mais chances de o estoque estar atualizado e com produtos específicos para cada data comemorativa.

Todavia, lembre-se que organizar o estoque não significa apenas fazer os pedidos com antecedência. Além disso, é necessário analisar o histórico de compras anteriores para identificar quais são as mercadorias e serviços mais solicitados pelos clientes.

Ao identificar o fluxo de vendas, fica mais fácil fazer os pedidos aos fornecedores de acordo com a preferência do público, obtendo ainda a chance de negociar valores mais acessíveis e prazos melhores de entrega, eliminando problemas relacionados com atraso ou falta de mercadoria.

E, uma das maneiras de fazer isso de forma eficiente, é utilizando um sistema para varejo.

Ambiente sua loja

A decoração é um item muito importante para atrair clientes, influenciando-os em sua decisão de compra. Com isso, investir em comunicação visual é fundamental para melhorar o faturamento do final do mês, proporcionando um ambiente mais convidativo para receber os clientes.

No Natal, por exemplo, uma das datas mais importantes para o varejo, é natural que as lojas sejam decoradas com árvores, pinheiros, Papai Noel, entre outros detalhes. De fato, desenvolver um apelo visual atrativo mostra aos consumidores o interesse da loja em fazer parte das comemorações, principalmente em uma época em que todos estão mais emotivos e carismáticos.

Nossa sugestão, porém, é conhecer as tendências sobre decoração, aplicando enfeites minimalistas e sem exageros. Vale a pena também utilizar a decoração em outras datas para não comprometer todo o orçamento.

Desenvolva promoções segmentadas

A palavra “promoção” é extremamente poderosa, sendo responsável por atrair diferentes públicos. No mais, não se esqueça de segmentar as suas promoções de acordo com o perfil dos consumidores. Ao agir dessa maneira, sua loja não corre o risco de oferecer presentes que não são adequados para aquela data comemorativa.

No geral, lembre-se sempre de montar kits românticos para o Dia dos Namorados, presentes mais delicados para o Dia das Mães e até mesmo artigos esportivos ou cestas de vinho para o Dia dos Pais.

Embora sejam apenas ideias, é interessante pesquisar quais são as tendências do momento e as necessidades dos consumidores, pois, assim, seu estoque será abastecido somente com mercadorias de giro rápido, beneficiando, principalmente, os seus lucros no final do mês.

Contrate e qualifique sua equipe de vendas

Em épocas de maior movimento, é natural que a loja receba mais clientes. Contudo, diante dessa demanda, é sua responsabilidade contratar mão de obra extra, assim como oferecer o treinamento adequado para os novos funcionários, ainda que sejam apenas temporários.

Além do preço acessível, qualidade dos produtos e ambientação da loja, os consumidores priorizam outro fator importante para efetuar uma compra: o atendimento. Por meio de um atendimento de excelência é possível aumentar as vendas e, acima de tudo, proporcionar mais fidelização.

Tendo em vista esse critério, ofereça treinamentos constantes para seus colaboradores, mencionando técnicas de vendas, habilidades de negociação e como prestar um atendimento de qualidade.

Lembre-se também de orientar todos da equipe sobre as informações de cada produto, preparando-os para lidar com possíveis dúvidas dos consumidores.

Divulgue com antecedência

Como já mencionamos, ao fazer o planejamento das datas comemorativas uma loja consegue organizar seu estoque, treinar seus funcionários, investir na decoração e ainda fazer as divulgações necessárias com antecedência.

Entretanto, não pense que divulgar as promoções da loja em determinadas datas está limitada apenas à distribuição de panfletos pela região, pelo contrário. Fazer divulgações nas redes sociais, como Facebook, Instagram e Twitter, por exemplo, também são estratégias necessárias para atrair mais consumidores, afinal, existem milhões de potenciais clientes no meio digital.

Mas, isso não é tudo. Sua loja também pode usar estratégias de marketing, como enviar e-mails, WhatsApp e até mesmo fazer campanhas que envolvam sorteio de brindes, descontos especiais, entre outras estratégias para cativar o público.

Busque diferenciação

Assim como sua loja, existem vários concorrentes que também desejam conquistar os seus clientes e aumentar os lucros. O segredo, porém, é pensar com inovação e criar soluções que possam superar as expectativas dos consumidores.

Para isso, desenvolva campanhas mais humanizadas, com personagens reais, como um Papai Noel doando brinquedos no Natal, por exemplo. Essas ações são muito valorizadas pelos clientes e podem ser um investimento lucrativo para otimizar os seus negócios.

Está pronto para aproveitar as datas comemorativas do varejo com a ajuda das nossas dicas?

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Robert Kiyosaki: Empreendedores de sucesso

Robert Kiyosaki: Empreendedores de sucesso

Autor de mais de 30 livros, empresário e investidor: esse é Robert Kiyosaki. Ele é o autor do best-seller “Pai Rico, Pai Pobre” e é responsável por ensinar toda uma geração a lidar melhor com o próprio dinheiro.

Neste artigo, você vai conhecer a trajetória de Kiyosaki, entender as ideias por trás de seus principais livros e ver por que sua obra também é alvo de críticas dentro do mercado financeiro.

Quem é Robert Kiyosaki?

Robert Kiyosaki é um empresário nascido no Havaí em 1947. Seu sonho era viajar o mundo e conhecer outros mercados e, para isso, formou-se pela Academia da Marinha Mercante dos Estados Unidos. Essa formação rendeu-lhe um emprego na Standard Oil Company, uma das maiores petrolíferas da época.

Com o desmantelamento da empresa, Kiyosaki passou a integrar o Corpo de Fuzileiros Navais e foi enviado à Guerra do Vietnã, onde serviu até 1974 estudando técnicas de liderança de tropas. Ao retornar aos Estados Unidos, entrou para o quadro de funcionários da Xerox, onde aprendeu técnicas de vendas que usaria mais tarde em sua carreira como empresário.

Com os conhecimentos adquiridos, fundou a Cash Flow Technologies, tornando-se um empresário e investidor muito conhecido e importante. Mas o que realmente projetou seu nome foi a carreira como escritor: Kiyosaki é autor de mais de 30 livros, e “Pai Rico, Pai Pobre” se tornou sua principal marca. As vendas de suas obras somam mais de 41 milhões de cópias, com tradução para 40 idiomas e circulação em mais de 40 países.

Kiyosaki defende que a educação financeira deveria fazer parte da grade escolar tradicional em todo o mundo, por acreditar que esse é um conhecimento que precisa ser desenvolvido desde cedo. A partir desse princípio, criou jogos de tabuleiro educativos, entre eles o famoso Cash Flow.

Como escritor, também atuou como colunista, participando de textos como “Por que os ricos ficam mais ricos?” e de uma edição especial da coluna “10 Questions” (“10 Perguntas”, em tradução livre), da revista Time. Nessas oportunidades, aproveitou para reforçar a importância da educação financeira e incentivar pequenos investidores.

As críticas ao método de Kiyosaki

Os ensinamentos e as histórias de infância contadas pelo autor em seus livros são alvo de diversos questionamentos. A existência real do “pai rico” que ele descreve é vista com desconfiança por parte de críticos e investidores, e suas recomendações não têm comprovação científica, o que leva parte do mercado a considerar que suas obras carecem de embasamento técnico para orientar decisões financeiras.

Ainda assim, há empresários que afirmam ter alcançado resultados a partir do que aprenderam com Kiyosaki. Para esse público, pouco importa se as histórias de infância são ou não verídicas: o valor está no papel motivacional e didático que os livros cumprem.

Kiyosaki também é criticado por setores mais conservadores, especialmente ao questionar a ideia de que o sucesso financeiro depende necessariamente de um diploma universitário. Para o autor, a base da vida financeira saudável na fase adulta está na educação financeira recebida ainda na escola, algo que, segundo ele, o ensino tradicional não oferece. Por causa dessas divergências, chegou a ser chamado de charlatão por parte de seus críticos.

Pai Rico, Pai Pobre: o livro que o consagrou

O principal livro de Robert Kiyosaki foi escrito em coautoria com Sharon L. Lechter, já que o próprio autor reconhece que escrever não é um de seus pontos fortes. Sharon assinou outros 14 livros ao lado de Kiyosaki, todos dentro da franquia “Pai Rico”. Além dela, sua esposa, Kim Kiyosaki, coordena a coleção “Mulher Rica”.

Lançado em 1997, “Pai Rico, Pai Pobre” tornou-se o primeiro best-seller de Kiyosaki. Nele, os autores defendem que a melhor forma de construir independência financeira é deixar de ser apenas empregado e passar a ser “dono”, seja comprando imóveis, seja abrindo o próprio negócio, para gerir ativos que geram renda, em vez de depender exclusivamente de um salário.

A ideia central do livro

O foco principal da obra está na diferença entre os conceitos de ativo e passivo para ricos e para pobres. Os ricos consideram ativos os bens que geram renda, como imóveis alugados ou ações, e passivos os bens que geram custo, como carro e casa própria financiados. Já os pobres, segundo o autor, compram bens que se desvalorizam acreditando estar adquirindo ativos. Essa diferença de mentalidade explica, em parte, por que um “pai rico” educa os filhos de forma diferente de um “pai pobre”.

Ao abordar temas como inteligência financeira e a forma como empresas podem ser usadas como estrutura de proteção patrimonial, os autores defendem que a independência financeira se mede pelo tempo em que a renda gerada pelos ativos de uma pessoa é capaz de sustentá-la. Se essa renda supera as despesas, a pessoa pode ser considerada financeiramente independente, um raciocínio próximo ao de quem organiza o fluxo de caixa de uma empresa.

As críticas ao livro

A obra foi amplamente criticada, e algumas de suas recomendações chegaram a ser consideradas arriscadas por outros investidores. Para os críticos, o discurso é motivacional e desperta vontade de mudar de vida, mas deixa poucas orientações concretas sobre como executar esses planos. Questionado sobre a real existência do seu “pai rico”, o próprio Kiyosaki chegou a comparar a figura a Harry Potter, sugerindo que, assim como o personagem, ela poderia ser uma metáfora e não uma pessoa real.

Robert Kiyosaki e Donald Trump

Ao longo da carreira, Kiyosaki escreveu livros em parceria com diversos autores, e dois deles ao lado de Donald Trump, empresário e político americano. O primeiro, “Nós Queremos que Você Seja Rico”, foi publicado em 2007; o segundo, “O Toque de Midas”, em 2012.

Os dois se conheceram pessoalmente em 2005, durante uma convenção em Chicago, ocasião em que Trump propôs a parceria nos livros. Nas obras, os autores defendem que os principais modelos de investimento do mercado costumam ser voltados a quem já pertence às classes mais abastadas, e discutem caminhos para que outras pessoas também consigam sair da classe média e acumular patrimônio.

Outros livros de Robert Kiyosaki

Depois do sucesso de “Pai Rico, Pai Pobre”, Kiyosaki consolidou a carreira de escritor e lançou dezenas de outros títulos. Entre os principais estão:

Os jogos de tabuleiro de Robert Kiyosaki

Um dos principais projetos educativos de Kiyosaki é o jogo Cash Flow 101. Nele, o participante define um objetivo antes de começar a jogar e parte da chamada “corrida de ratos”: a meta inicial é acumular ativos suficientes para pagar as próprias contas sem depender de um salário. Ao atingir esse objetivo, o jogador avança para a “pista de alta velocidade”, etapa em que busca conquistar o sonho definido no início da partida.

Depois do sucesso da primeira versão, surgiu o Cash Flow 202, com a mesma dinâmica, mas com investimentos que variam ao longo do jogo. Há ainda o Cash Flow for Kids, adaptado para o público infantil, e o E-Cashflow, versão digital do jogo, nos quais é possível jogar contra o computador ou contra outros jogadores, presencialmente ou online.

O que aprender com a trajetória de Kiyosaki?

Independentemente das críticas, a trajetória de Robert Kiyosaki reforça um ponto sobre o qual boa parte dos especialistas concorda: nenhum negócio se sustenta sem organização financeira. Separar contas pessoais das da empresa, acompanhar o fluxo de caixa e entender a diferença entre o que gera renda e o que gera custo são passos práticos para aplicar, no dia a dia, os princípios de educação financeira que Kiyosaki defende.

Se você é empreendedor e quer colocar essas ideias em prática, vale conhecer como fazer um bom controle financeiro e como estruturar a gestão do seu negócio de ponta a ponta. Um sistema como o eGestor ajuda a acompanhar receitas, despesas e emissão de notas fiscais em um só lugar — facilitando justamente o tipo de controle que separa quem só trabalha pelo dinheiro de quem também faz o dinheiro trabalhar a seu favor.

Perguntas frequentes sobre Robert Kiyosaki

  1. Qual é o livro mais famoso de Robert Kiyosaki?

    “Pai Rico, Pai Pobre”, lançado em 1997, é o livro mais conhecido do autor e o responsável por consolidá-lo como referência em educação financeira.

  2. Os ensinamentos de Robert Kiyosaki têm comprovação científica?

    Não. Suas recomendações são baseadas em experiências pessoais e histórias de vida, sem comprovação científica formal, o que é um dos principais pontos de crítica ao seu trabalho.

  3. O que é o jogo Cash Flow, criado por Kiyosaki?

    É um jogo de tabuleiro (também disponível em versão digital) que simula decisões financeiras do dia a dia, com o objetivo de ensinar, de forma lúdica, conceitos de ativos, passivos e independência financeira.

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Ativos e passivos em pequenas empresas: como calcular?

Ativos e passivos em pequenas empresas: como calcular?

Se você está começando a empreender e se atrapalha com assuntos relativos ao caixa de sua empresa, como ativos e passivos, balanço patrimonial, patrimônio líquido, entre outros, não se preocupe. A ideia deste artigo é justamente ajudar você a entender melhor cada um desses elementos para que possa lidar com os todos os processos de maneira mais fácil, aperfeiçoando sua gestão de tempo e podendo assim obter melhor receita para sua empresa.

Fique tranquilo. Não há nada que seja muito complexo no tema. Basta acompanhar nosso raciocínio e aplicar as sugestões no seu dia a dia.

Preparado? Então vamos lá!

Ativos, passivos, balanço patrimonial: para que servem?

Comecemos pelo balanço patrimonial. Trata-se de uma ferramenta que avalia a condição contábil e financeira de uma empresa, ou seja, ela oferece ao gestor os parâmetros necessários para que ele saiba se seu empreendimento está indo bem ou não.

Uma peculiaridade do balanço patrimonial é que ele avalia não somente aquilo que se encontra dentro do caixa da empresa, indo além disso, ou seja, considerando também propriedades, dívidas e valores a receber.

Como consequência disso, é possível ter uma visão bastante ampla da situação econômica da organização.

E onde entram os ativos e passivos nessa história? Bem, analisando de uma maneira ainda superficial, podemos dizer que aquilo que o balanço patrimonial faz é realizar uma auditoria entre o que a empresa possui e o que ela deve, em outras palavras, entre ativos e passivos. Por isso o nome de Balanço Patrimonial, no sentido de balancear o patrimônio.

Esses são os conceitos iniciais sobre o assunto. Compreendendo isso você certamente não terá dificuldades para se aprofundar no tema, o que faremos a seguir.

O que são os ativos?

Ativos são todos os bens e direitos que a empresa possui em um determinado momento. Para entender o que significam ativos é preciso então saber o que de fato pode ser compreendido como um bem e um direito.

Bem

Um bem é tudo aquilo que possui valor econômico e que, por isso, pode ser convertido em dinheiro. Assim, podemos apontar como exemplos de bens itens como imóveis, veículos, máquinas, entre outros.

Tecnicamente, os bens podem ser classificados como:

  • móveis: aqueles que podem ser removidos do lugar em que se encontram, sem que haja dano a eles ou ao ambiente. Exemplos: cédulas de dinheiro, veículos, utensílios, máquinas, produtos em estoque, entre outros;
  • imóveis: aqueles que não podem ser removidos do lugar em que se encontram sem que haja destruição ou algum tipo de dano ao ambiente. Neste caso, estamos nos referindo a tudo que, para ser deslocado, deve sofrer algum tipo de prejuízo, seja ele total ou parcial. Como exemplos podemos citar terrenos, edifícios, construções, entre outros;
  • tangíveis: são os bens materiais. São tidos como tangíveis, pois podem ser tocados por serem concretos. São os casos de notas, moedas, carros, casas, entre outros;
  • intangíveis: são os bens imateriais. São tidos como intangíveis, pois não podem ser tocados por não serem concretos. São os casos da marca de uma empresa, por exemplo, ou o ponto comercial em que ela atua, seu website, entre outros.

Direito

Já um direito é determinado recurso que uma empresa tem a receber e que, por isso, oferece benefícios para ela, sejam eles no presente ou no futuro. Um direito representa a permissão que essa empresa tem de exigir alguma coisa.

Assim, podemos citar como exemplo o valor que uma loja tem a receber de um cliente quando realiza uma venda a prazo. Neste caso, mesmo que o cliente já possa levar a mercadoria consigo no ato da compra, ele ainda não deve fazer o pagamento, o que significa que a loja tem o direito de receber o valor devido por ele.

Entre os principais exemplos de direitos, podemos citar:

  • duplicatas;
  • salários;
  • aluguéis;
  • contas a receber;
  • títulos.

Outros

Um ativo ainda pode ser classificado de duas formas diferentes:

  • ativo circulante: diz respeito a todo e qualquer bem e direito que pode ser consumido ou ainda convertido em dinheiro a curto prazo. O termo “curto prazo” significa que essa conversão pode ser realizada até o final do exercício social seguinte ao da elaboração do Balanço Patrimonial, ou seja, o período de um ano.
  • Exemplos de ativos circulantes: dinheiro em caixa, estoques e valores próximos a serem recebidos de contas.
  • ativo não circulante: diz respeito a todo e qualquer bem e dinheiro que a empresa não tem como converter em dinheiro a curto prazo. Neste caso, consideramos o período acima de um ano.
  • Exemplo de ativos não circulantes: imóveis, máquinas, móveis, marcas e patentes.

E os passivos?

O passivo é o contrário do ativo, ou seja, ele representa as obrigações que a empresa tem, suas dívidas em um determinado momento.

Em outras palavras, tratam-se de dívidas, valores que precisam ser pagos a terceiros.

Ao adquirir um determinado bem a prazo, esse bem passa a fazer parte do patrimônio da empresa no exato momento de sua entrega. Por ter sido realizada a prazo, essa aquisição faz com que a empresa passe a ter uma obrigação com seu fornecedor, obrigação essa que será representada por uma conta a ser paga com o valor do preço desse bem.

Assim, da mesma forma que essa compra faz com que a quantidade de ativos da empresa aumente (através da aquisição do bem), ela faz com que a quantidade de passivos também aumente, pois configurou-se a criação de uma obrigação por parte da empresa.

Exemplos de obrigações:

  • salários a pagar;
  • aluguéis;
  • contas;
  • fornecedores ou duplicatas devidas;
  • tributos em geral.

Dessa forma, assim como acontece como o ativo, o passivo também pode ser dividido entre circulante e não circulante.

Passivo circulante e passivo não circulante

  • passivo circulante: são as contas que a empresa precisa pagar no curto prazo. Assim, podemos citar valores relativos a salários, fornecedores, custos com marketing, alguns empréstimos, entre outros;
  • passivo não circulante: são todas as contas a pagar no longo prazo. Entre elas podemos citar: empréstimos maiores, dividendos e impostos a serem pagos nos próximos exercícios.
  • O patrimônio de uma empresa

Quando falamos em bens, direitos e obrigações, estamos nos referindo ao patrimônio, que pode ser de uma pessoa ou, como no caso do presente texto, de uma empresa.

Sendo assim, entendemos como patrimônio todo o conjunto que envolve ativos e passivos vinculado a uma organização. Para fins contábeis, analisamos dentro do conceito de patrimônio empresarial somente aquilo que pode ser avaliado em moeda.

Balanço patrimonial

Seguindo o raciocínio apresentado até aqui, podemos então visualizar o Balanço Patrimonial dividindo-o em dois grandes grupos: de um lado o ativo (onde estão o ativo circulante e o ativo não circulante) e de outro lado o passivo (onde estão o passivo circulante e o passivo não circulante).

As diferenças entre eles dizem respeito unicamente ao tempo em que as coisas levam para acontecer. Se no ativo circulante estão bens e direitos que possuem o chamado giro muito rápido, e no ativo não circulante estão bens e direitos que possuem giro mais demorado, no caso do passivo acontece a mesma coisa: passivo circulante é efetivamente uma obrigação rápida, e o passivo não circulante é uma obrigação que leva mais tempo para ser cumprida.

Como explicado anteriormente, o que determina o que deve ser considerado circulante e aquilo que deve ser tido como não circulante é o que ocorre dentro de um período de até doze meses após o fechamento do balanço como de curto prazo.

Ativos circulantes podem ser divididos entre disponibilidades e realizáveis:

  • disponibilidades: neste grupo, podemos considerar elementos como aquilo que está dentro do caixa da empresa, aplicado no banco e aplicações financeiras;
  • realizáveis: neste grupo podem citar com exemplos os estoques, impostos que podem ser recuperados, entre outros.

Já os ativos não circulantes são os realizáveis a longo prazo, como a venda de mercadorias a prazo, em que parte das parcelas será paga após um ano.

Passivos circulantes, por sua vez, são tudo aquilo que exige pagamento rápido, considerando o período de um ano. Neste caso, podemos citar como exemplo de passivos circulantes dívidas junto a fornecedores, obrigações trabalhistas e tributárias, determinadas contas a pagar, além de alguns empréstimos e financiamentos.

Consequentemente, os não circulantes são aqueles que exigem pagamento a longo prazo.

E o Patrimônio Líquido?

Assim como os anteriores, este é um conceito muito simples de ser entendido. Obter o patrimônio líquido é o objetivo do balanço patrimonial. Ele é a diferença entre ativos e passivos na sua empresa.

Para entender como ele funciona, basta considerar tudo o que sua empresa possui, somando dinheiro no banco, mercadorias, imóveis, ou seja, os ativos. Em seguida, considere também os passivos, como vimos, as obrigações da empresa, como fornecedores que precisam ser pagos, os salários dos funcionários, financiamentos, entre outros.

Ao somar tudo o que tem como ativo você obtém um valor em dinheiro. Da mesma forma, se considerar qual seria o valor total de sua dívida se esta fosse convertida em dinheiro, naturalmente você conheceria o valor de tudo aquilo que possui como passivo em sua empresa.

Da diferença entre ativos e passivos o resultado é o patrimônio líquido da sua empresa, que pode ser positivo, caso exista valor em dinheiro resultante dessa operação, ou então negativo, caso a diferença resulte num valor negativo, neste caso, quando as suas dívidas são maiores do que seus bens e direitos.

Na prática, podemos dizer que patrimônio líquido nada mais é do que o dinheiro que você tem à sua disposição no momento em que o balanço patrimonial é realizado.

Explicando de uma outra maneira, podemos dizer que o patrimônio líquido diz respeito aos recursos próprios da entidade. E o que isso representa? Que quando você obtém essa diferença entre ativos e passivos, consegue obter também um importante parâmetro para avaliar se sua empresa tem tido lucro ou prejuízo no período em questão.

Situação Patrimonial Líquida

A Situação Patrimonial Líquida deve ser compreendida como parte do passivo, ou seja, entre as obrigações que empresa tem, embora contenha uma natureza especial, em que também fazem parte das obrigações elementos como direitos dos sócios, acionistas ou titular em relação ao patrimônio da companhia.

Temos então a representação da riqueza efetiva da empresa, aquilo que sobraria a ela caso tivesse que fechar as portas, resgatar todo o dinheiro que se encontra na forma de ativos e usá-lo para pagar todas as suas dívidas.

Imagine uma empresa que possua um ativo de R$ 50.000,00 e um passivo de R$ 20.000,00. Neste caso, seu patrimônio líquido será de R$ 30.000,00.

Importância do patrimônio líquido na análise sobre o empreendimento

Uma dica interessante é criar o hábito de estar sempre conferindo o patrimônio líquido da empresa, se possível, mensalmente. Isso porque ele oferece a você um importante parâmetro para avaliar o comportamento da companhia ao longo do tempo.

Funciona da seguinte maneira: se em janeiro, por exemplo, o patrimônio líquido apresentar um valor positivo de R$ 5 mil e em fevereiro esse valor positivo for de R$ 6 mil, é possível concluir que, a partir dessa comparação, existe um indicador de saúde financeira de sua empresa, o que significa que, neste caso, a administração está conquistando mais ativos do que passivos no período analisado.

Assim, a longo prazo, você pode contar com um método preciso para medir o progresso de sua empresa mês a mês. Trata-se de um recurso que funciona como um verdadeiro indicador de desempenho.

Principalmente para empreendedores que vivem atarefados e não tem tempo para trabalhar com ferramentas de desempenho, o patrimônio líquido é uma dica interessante. Se você não quer perder tempo analisando ativos, passivos, entre outros, avalie a diferença de resultados do seu balanço patrimonial mês a mês para assim conseguir avaliar com maior precisão a tendência do crescimento de sua empresa.

Como calcular o balanço patrimonial?

Depois de ter conhecido todos esses conceitos, é bem provável que você já tenha deduzido como obter o balanço patrimonial de uma empresa. De fato, como estamos demonstrando desde o início deste texto, definitivamente não se trata de algo complexo. Pelo contrário.

Entretanto, é preciso também saber como trabalhar com o balanço patrimonial de maneira que ele apresente mais do que a diferença entre ativos e passivos.

Para tanto, basta elaborar uma lista de valores que correspondem ao que faz parte do universo de sua empresa. Crie duas colunas, e em cada uma delas coloque uma informação específica. Assim, do lado esquerdo entram as informações relativas ao ativo, com as especificações quantitativas e qualitativas a respeito de bens e direitos da empresa.

Já do lado direito entram as informações relativas ao passivo dessa empresa, em que são informadas as obrigações classificadas em função de sua natureza e quantificação monetária.

Do mesmo lado do passivo, ou seja, do lado direito, você coloca as contas do patrimônio líquido, tais como contas de capital, reserva de lucros e avaliação patrimonial. Como o patrimônio líquido representa a riqueza efetiva da empresa, podemos colocar nesse grupo informações como o valor que foi investido no negócio, os lucros obtidos, reservas de valores, entre outros.

Veja agora as conclusões que podem ser obtidas a respeito da situação de sua empresa a partir da aplicação do Balanço Patrimonial e seus resultados.

Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido

Neste caso, estamos diante de uma situação de normalidade da empresa, uma vez que o conjunto de bens e direitos supera o de obrigações.

A situação encontrada pela organização no período analisado pode ser tida como favorável, positiva ou ainda superavitária.

Ativo = Patrimônio Líquido

Aqui, em que o passivo é igual a zero, não existem obrigações que a empresa deva cumprir envolvendo terceiros.

Ativo = Passivo

Nesta situação, em que o patrimônio líquido é igual a zero, não há capital próprio, o que indica que o ativo dessa empresa foi financiado com recursos fornecidos por terceiros. Temos então um estado de alerta de dificuldades financeiras. Sendo assim, podemos dizer que se trata de uma situação nula ou compensada.

Ativo + Patrimônio Líquido = Passivo

Este resultado indica que a empresa está em estado de insolvência, em que parte das obrigações não terá como ser paga caso a empresa converta todo seu ativo em dinheiro para quitar suas dívidas. Como o Ativo não é suficiente para liquidar as dívidas, a empresa encontra-se em déficit. Sendo assim ela deve aumentar o PL a partir de aumento de capital pelos sócios.

Chamamos essa situação de Passivo a Descoberto, em que a situação é deficitária.

Balanço patrimonial para pequenas empresas

Ainda que esse processo não seja necessariamente complexo é possível que você esteja se perguntando se fazer o balanço patrimonial é realmente importante para uma micro ou pequena empresa.

Não se iluda: ele é fundamental para o crescimento dela.

Um dos motivos é o fato de que a apresentação do Balanço Patrimonial é obrigatória para participação em licitações públicas.

Outro motivo: com o Balanço Patrimonial é possível identificar se sua empresa conta com excesso de recursos imobilizados em ativos fixos, tais como máquinas, móveis ou outros ativos que podem estar consumindo recursos em demasia sem oferecer liquidez para o seu empreendimento.

Além disso, o balanço patrimonial é tido por especialistas como uma das demonstrações financeiras mais importantes da atuação de uma empresa. Com sua análise é possível não somente avaliar se o comportamento periódico é adequado, como também entender toda a configuração patrimonial da entidade.

Balanço patrimonial é o mesmo que fluxo de caixa?

Não. São, na verdade, recursos complementares de controle de patrimônio. O fluxo de caixa revela com detalhes as entradas e saídas de recursos do caixa da empresa, mas não lida com as obrigações que ela tem, além de não considerar os valores que a movimentam a longo prazo, como contas a pagar e a receber nos meses seguintes, informações fundamentais para o Balanço Patrimonial.

Além disso, com o fluxo de caixa não é possível saber se os lucros obtidos pela empresa tem feito o patrimônio dela aumentar.

Mas então, o balanço patrimonial substitui o fluxo de caixa? Não é o ideal, pois são dois recursos que podem se complementar. A dica é usar as informações mais precisas sobre o caixa oferecidas pelo balanço patrimonial e assim trabalhar com o fluxo de caixa para ter um controle financeiro mais preciso.

Alguns conceitos importantes

Caso nem tudo o que foi explicado anteriormente tenha feito sentido para você, preparamos aqui um pequeno tópico com esclarecimentos sobre conceitos importantes:

  • curto prazo: são os bens, direitos e obrigações com vencimento em até um ano;
  • longo prazo: são os bens, direitos e obrigações com vencimento superior a um ano;
  • grau de liquidez: trata-se do maior ou o menor prazo dentro do qual bens ou direitos podem ser transformados em dinheiro;
  • nível de exigibilidade: é o maior ou menor prazo possível para que as obrigações sejam quitadas;
  • disponibilidade: é a designação de dinheiro em caixa e bancos, também podendo ser entendida como recursos livres para aplicação pela empresa;
  • realizável: é tudo aquilo que pode ser convertido em dinheiro, por exemplo, uma duplicata que no futuro será convertida em R$ 2.000;
  • indicador de desempenho: é uma métrica utilizada para quantificar a performance em função dos objetivos da empresa. Conhecido como KPI (Key Performance Indicator, em inglês), ele pode ser de produtividade, qualidade, capacidade, entre outros.

Conclusão: simplifique seu trabalho com balanço patrimonial, ativos e passivos

Para gerir bem um empreendimento, independentemente de seu tamanho, é preciso contar com as ferramentas certas. Entre elas certamente está o balanço patrimonial, que permite ao gestor não somente avaliar se seu negócio está dando lucro, como também reconsiderar certos investimentos que podem estar travando seu progresso.

Elementos como ativos, passivos e patrimônio líquido, são fundamentais dentro desse processo, pois sem seu devido entendimento é muito provável que você se atrapalhe e acabe considerando direitos, bens e obrigações de maneira equivocada. Não deixe de adotar esse excelente indicador de desempenho em sua empresa. Sabendo lidar com ele você obtém vantagens incríveis para o seu empreendimento.

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