Carlos Wizard Martins é um exemplo de empreendedor que usou a determinação para trilhar um caminho de uma vida humilde ao sucesso. Nascido em Curitiba, ele foi criado por uma mãe costureira e um pai que trabalhava como motorista de caminhão. Desde cedo, o empresário soube aproveitar cada oportunidade que a vida lhe apresentou para criar algo maior e se tornar um bilionário.
Aproveitando cada oportunidade
Quando Carlos tinha 12 anos, ele conheceu a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ao lado de sua família. O adolescente viu nos missionários norte-americanos da igreja a oportunidade para estudar um novo idioma, e logo estava falando inglês.
No final da adolescência, ele decidiu passar uma temporada nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, Carlos seguiu para a Europa, onde trabalhou como voluntário. Aos 21 anos, ele retornou ao Brasil, e em pouco tempo estava casado com Vânia Pimentel, com quem teve os gêmeos Charles e Lincoln.
Alguns anos depois, ele se formou em Análise de Sistemas e Tecnologia, e aproveitou a oportunidade para aprender técnicas de ensino da língua inglesa. Em seguida, Wizard se formou em Ciência da Computação e Estatística. Após um período como estagiário em uma empresa de papel nos EUA, ele foi transferido para a filial brasileira, em São Paulo.
De funcionário a empresário de sucesso
Durante a noite, Carlos Wizard começou a dar aulas de inglês de forma improvisada, na sala de casa. O objetivo inicial era complementar a renda familiar. No entanto, o seu método de ensino focado em conversação apresentou ótimos resultados e atraiu cada vez mais alunos. Com a procura crescente, a sala de casa já não bastava e o que era um improviso se transformou em escola. Em 1987, foi inaugurada a Wizard, grande de rede de idiomas baseada no sistema de franquias.
O empresário continuou sonhando alto e adquiriu oito redes de ensino, formando o Grupo Multi Educação. Alguns anos depois, o grupo foi vendido por R$ 2 bilhões. Essa foi a maior negociação realizada no Brasil no setor de educação. Wizard passou, então, a investir no mercado de cartões pré-pagos, por meio da fundação da Vale Presente.
Seu retorno ao sistema de franquias foi em 2014, quando o empresário adquiriu a maior rede de produtos naturais da América Latina, as lojas Mundo Verde. Além disso, Carlos Wizard controla a Sforza, empresa de investimentos financeiros, operações de private equity e imóveis. A empresa é uma parceria do empresário com seus filhos, Charles Martins e Lincoln Martins.
Investimento no esporte
Pouco depois, o empresário abriu uma rede de escolas de futebol voltada para crianças e jovens. O empreendimento foi feito ao lado do ex-jogador de futebol Ronaldo Fenômeno.
Por meio da Sforza, foi feita uma parceria com o Palmeiras para o lançar escolas de treinamento para crianças. A rede se chama Academia de Futebol e consiste em um sistema de franquias. Cada espaço inaugurado deve contar com centro de entretenimento e eventos.
Wizard, questionado sobre essa parceria, comenta que sempre acreditou no esporte como maneira de educar crianças e jovens, o que gera um futuro melhor para a nação. O Palmeiras, por sua vez, tem uma torcida fiel e é uma marca forte no Brasil. Esse projeto tem muito potencial, e já nasceu campeão.
Ainda no setor esportivo, Carlos comprou as marcas Topper e Rainha, da Alpargatas, e fundou a BR Sports. Além disso, o empresário investiu na companhia norte-americana Hickies, empresa que fabrica, de forma exclusiva, um produto que substitui o cadarço nos calçados. Foram R$ 20 milhões de investimento para ter exclusividade na distribuição do produto no Brasil.
Sua última grande novidade veio em 2016, quando o empresário investiu no setor de fast-food para trazer ao Brasil a rede de comida mexicana Taco Bell. São 100 unidades previstas para inaugurar nos próximos quatro anos.
Empresário e escritor
Em meio ao sucesso empresarial, Wizard segue transmitindo conhecimento e ensinando pessoas ao redor do mundo. Ele é autor do best seller “Desperte o Milionário que Há em Você”. A publicação fez sucesso no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na China.
Além disso, ele é coautor do livro biográfico “Carlos Wizard: Sonhos não têm limites”, escrito em parceria com o romancista Ignácio de Loyola Brandão. O empresário vai além e compartilha seu conhecimento e sua experiência como empreendedor por meio de palestras realizadas por todo o Brasil e também no exterior.
Sucesso reconhecido e premiado
Em dezembro de 2016, Carlos Wizard participou da premiação organizada pela revista IstoÉ Dinheiro. No evento, ele foi eleito “Empreendedor do Ano” nos Serviços. Em 2014, ele foi eleito o “Empreendedor do Ano” no prêmio Líderes da Região Metropolitana de Campinas. Carlos Wizard já esteve na lista da revista Forbes como um dos homens mais ricos do mundo.
Shark Tank Brasil
“Shark Tank Brasil – Negociando com Tubarões” é um programa televisivo feito em parceria entre o Canal Sony e a Floresta Produções. O objetivo do show é unir grandes investidores com empreendedores que buscam suporte financeiro. O programa apresenta dicas sobre como ser um empreendedor de sucesso e fala sobre os principais erros a evitar nesse trajeto.
O empresário Carlos Wizard participou desta edição como um dos tubarões, ou seja, os responsáveis por escolher as melhores ideias apresentadas na busca por investimento. Comida orgânica para bebês e até mesmo um produto chamado “bosta em lata”, como uma forma de entregar adubo orgânico, estavam entre as ideias apresentadas pelos participantes da atração.
No programa, os empreendedores devem apresentar os seus produtos e, então, os empresários decidem se querem participar do negócio e determinam qual o valor que querem investir para a realização do projeto. Além disso, eles dão dicas e conselhos para alcançar o sucesso.
O Shark Tank foi transmitido entre 13 de Outubro de 2016 e 26 de janeiro de 2017. Ao todo, foram treze episódios, com uma hora de duração cada um. Cada tubarão tem conhecimentos específicos e se destaca pela sua experiência de vida. Carlos Wizard se destacou com seus anos de experiência em educação, gestão e franquias.
Carlos Wizard é um de vários exemplos bem sucedidos de empreendedores. Ele comprovou que acreditar no seu sonho, investir e se aperfeiçoar são as chaves para o sucesso do seu próprio negócio.
O setor automobilístico é um ramo que sempre apresenta bons níveis de crescimento no decorrer dos anos. Mas, quando falamos sobre esse setor, não é somente sobre a venda de carros. Outros serviços como o reparo de automóveis, vendas de seguros, aluguel de veículos e similares são algumas dessas conveniências fornecidas à população que tiveram um crescimento considerável.
À medida que o fluxo de carros cresce nas cidades, especialmente nas metrópoles, a demanda de pedidos desses serviços também aumenta. Dentro da lista desses serviços solicitados pelo público está o serviço de guincho. É, alguns até podem até não acreditar, mas o mercado de guincho de carros se tornou um negócio rentável nos últimos anos.
Como a maioria das empresas que prestam esse auxílio disponibilizam seus trabalhos por 24 horas, a praticidade fica mais evidente ao consumidor ou a uma instituição que solicite essa atividade.
Se você gostaria de montar uma empresa de guincho, algumas dicas são importantes para abri-la com sucesso e mantê-la sem dificuldades. Porém, é necessário que se lembre que o mercado da sua região pode ser diferente de outras regiões. Por isso, antes de trabalhar para fundar sua empresa de guincho ou de qualquer outro serviço, é fundamental estudar o mercado em seu local. Analisar como ele funciona. Veja todas as possibilidades, ameaças, pontos fortes e pontos a melhorar. Este planejamento é chamado de marketing de Análise SWOT. Fazendo isso, você estará mais preparado para fortalecer seu negócio.
Legalização da empresa e aspectos logísticos
Primeiro de tudo, registre legalmente sua empresa. Não haja ilegalmente! Certifique-se de ter toda a documentação necessária para tornar sua empresa de guincho um local legalmente apropriado para oferecer seus serviços. Seus documentos como RG, CPF e documentos para a empresa como o CNPJ, alvará de funcionamento, inscrição estadual e cadastro na Previdência Social são alguns desses registros necessários.
Fazendo o registro do NIRE (Número de Identificação de Registro da Empresa), há alguns critérios específicos da classe automobilística que precisam estar regulamentados. Obedeça todas as normas exigidas pelo ANTT e pelo DENATRAN presentes na sua cidade, que são os órgãos responsáveis em estabelecer e fiscalizar as regras cumpridas. Regularizando suas documentações, você estará em dia com essas entidades.
Com um local bem definido, com todo o equipamento necessário para os serviços e equipe técnica que prestará o apoio nas atividades, é bom preparar toda a estrutura organizacional e automotiva da empresa. Organizar toda a parte gerencial é muito importante, pois prepara você a atender melhor o seu cliente. Ofereça as melhores soluções nos casos específicos e te ajuda a resolver qualquer problema na situação trabalhista.
Guincho pode ser MEI?
Sim, um serviço de guincho com CNAE 5229-0/02 – Serviços de reboque de veículos, pode ser MEI.
Uso de tecnologias para descomplicar seu papel de administrar a empresa
Mesmo que sua empresa seja 24 horas ou tenha um período de tempo determinado para funcionar durante a semana, uma dica interessante a te ajudar a administrar a empresa é adotar um software de gestão. Ele já apresenta algumas utilidades básicas que servem de apoio para as tarefas do dia. Atividades como o atendimento ao público, fornecimento de informações dos serviços, relação de cadastro de clientes ou empresas parceiras, são alguma das possibilidades que um sistema de gestão pode oferecer.
Plataformas como o eGestor facilitam essas atividades, uma vez que já apresentam programações planejadas que podem ser flexibilizadas de acordo com a necessidade da empresa. O objetivo de softwares como esse é descomplicar as responsabilidades que se fossem feitas manualmente, levariam muito tempo ou até seriam mais suscetíveis a erros. Fazendo essas ações de maneira automática, o software aperfeiçoa esse trabalho. Com isto, a equipe técnica a realizar outras tarefas com mais atenção.
Custos, Pagamentos e Tributações
Outro passo importante na hora de abrir uma empresa está relacionado aos custos. Numa empresa de guinchos, essa preocupação não é diferente. Esses custos podem ser avaliados semanalmente, mensalmente ou em um período maior de tempo, caso prefira de outro jeito.
Dentro desse aspecto, você precisa conhecer alguns custos que já são básicos para o funcionamento da empresa. Gastos como tributação e pagamentos fiscais, compra de equipamentos, luz e telefone são alguns que serão indispensáveis. Além dessas despesas, há outros casos próprios do setor de empresas de guincho. Você vai precisar efetuar o pagamento de taxas do documento de arrecadação simples nacional, por exemplo. Alguns desses gastos possuem valores fixos, outros podem estar sujeitos a alterações no percentual de arrecadação.
Com tanta informação sobre as despesas, alguns empresários ficam receosos em como administrar da melhor forma toda a contabilidade. Uma empresa de guincho geralmente possui mais de um funcionário e a renda por ano costuma ter um valor elevado. Por isso, não são todos que possuem técnicas para realizar cálculos com os gastos e os recebimentos.
Nesses casos, também é recomendável utilizar um software de gestão financeira. O módulo fiscal processado por essa ferramenta auxilia o gestor a ter uma noção mais ampla do quanto sua empresa gastará em determinado período de tempo. O programa já possui fórmulas armazenadas e o empresário ou qualquer outro funcionário responsável dessa atividade deve informar ao software os valores a serem calculados.
O eGestor, por exemplo, pode facilitar o planejamento financeiro. Todo valor que entra e sai da empresa é armazenado no sistema do programa. Fator que garante mais segurança contra perdas de registros e um maior controle do dinheiro em tabelas fiscais e gerenciais.
Conclusão
Outros passos também vão se tornando essenciais para o firmamento de sucesso da sua empresa de guincho. A divulgação do negócio, estudos sobre os seus clientes em potencial são algumas alternativas eficazes para inovar esse serviço. Além de uma ampa divulgação, outras medidas como um estudo adequado de mercado e o auxílio de um sistema de gestão financeira podem ser fundamentais para a prosperidade do empreendimento.
No final das contas, esse negócio é bastante rentável. Cabe a você, como gerenciador da empresa, ser criativo e procurar melhorar sempre. É um empreendimento fácil de administrar e sempre atento aos detalhes, você verá resultados excelentes.
Ao ser dono de uma empresa, especialmente se ela for de pequeno ou médio porte, é da responsabilidade do CEO guiá-la financeiramente. Assim sendo, você pode ser muito auxiliado ao se utilizar de um ótimo artifício chamado de “Índice de Solvência”. Essa ferramenta valiosa é extremamente importante dentro de uma análise financeira empresarial, estabelecendo se a companhia tem bastante fluxo de caixa para que consiga arcar com suas despesas em suas respectivas datas.
O que é a Solvência?
No ramo da contabilidade, a solvência é conhecida como nada mais do que a capacidade de uma empresa de ter as devidas condições de honrar todas as suas obrigações financeiras. Assim sendo, uma companhia é considerada “solvente” quando apresenta segurança ao pagar todas as suas contas e de quebra permanecer com certa reserva de patrimônio considerável, o que acaba gerando um bom cenário de lucro e também assegura sua sobrevivência por um bom tempo. Desse modo, as empresas com índices de solvência mais altos definitivamente inspiram mais confiança em relação aos bancos e aos credores, enquanto negócios com índices baixos se apresentam como riscos em potencial. Um índice de solvência considerado bom muda de acordo com o setor de atuação, mas, no geral, o que se estabelece como o ideal é uma taxa igual ou superior a 20%.
Vale ressaltar que, embora aproximem-se, o índice de solvência não é a mesma coisa do que o índice de liquidez, e é importante tomar muito cuidado para não os confundir. Este último mostra de que forma a companhia cumprirá com os seus compromissos a curto prazo, enquanto o índice de solvência aponta sua condição em arcar com obrigações financeiras a longo prazo.
O índice de solvência é essencial e precisa ser acompanhado de perto e com muita atenção, pois é ele quem colabora em impedir que o negócio entre em falência por conta de dívidas acumuladas. Baseando-se nesse tal índice, é que será possível saber se a empresa pode adquirir mais dívidas, e caso possa, quando e de que forma isso poderá ser feito.
Como calcular
A fórmula utilizada para calcular o índice de solvência é bastante simples, na verdade. Ela se dá da seguinte forma: (LL+Dp)/P, sendo:
LL: Lucro líquido adquirido pela empresa no final do período.
Dp: Depreciação dos bens, como, por exemplo, um carro da empresa usado por muito tempo, tornando-se gasto demais.
P: Passivos: Todas as dívidas que a empresa tem a curto e longo prazo.
Os diferentes tipos de Índices de Solvência
Dívida-Patrimônio: Um índice dívida-patrimônio aponta que a empresa usou dívidas a mais para investir em sua expansão. Com os juros cada vez mais altos, a companhia pode vir a enfrentar instabilidade nos ganhos. Esse índice explana a dívida geral em comparação com o patrimônio líquido, e é calculado pelo total de passivos dividido pelo patrimônio líquido dos acionistas.
Dívida Total: Calculando esse índice, o grau de alavancagem é muito influente e deve ser levado em conta. Empresas com o índice de dívida total-total de ativos têm menos flexibilidade devido a uma maior alavancagem. Nesse caso, a companhia precisará se empenhar com mais disciplina no aumento de valor dos ativos circulantes e também na redução imediata de dívidas, mesmo que certos passivos sejam abertos à negociação, como os bônus de funcionários e despesas com os fornecedores do negócio. Aqui, os passivos de curto prazo e os passivos de longo prazo se dividem pelo total de ativos.
Índice de Cobertura de Juros: os índices de cobertura de juros têm a função de avaliar se a empresa goza da possibilidade de continuar pagando os juros que já possui, que consequentemente crescem juntos com a dívida total. Uma companhia cujo índice de cobertura de juros é menor do que 1,5 geralmente é classificada como uma empresa instável, e pode vir a encarar alguns obstáculos complicados na realização de novos empréstimos. Mais uma vez, o foco deve ser mantido no aumento do lucro e na redução da dívida total da empresa colocada em questão.
Por que é importante calcular o Índice de Solvência?
Os índices de solvência, calculados com regularidade, auxiliam a empresa a ter noção de todas as suas bases de capital, além de manter sua saúde fiscal. Os cálculos também têm influência direta com o dono da companhia, o auxiliando a decidir se é necessária a redistribuição de capitais externos e internos. Os índices de solvência também têm interferência essencial em tomadas de atitudes futuras, como, por exemplo, se é possível ter mais despesas ou não em um determinado momento. É bem importante ressaltar que calcular o índice também passa a credibilidade da empresa aos acionistas e aos credores, o que garante a rentabilidade do negócio e, por consequência, abre mais portas para uma possível expansão da companhia.
Como já citado anteriormente, um índice considerado bom é relativo e muda de setor para setor; então, um modo de se ter uma base é comparando a sua porcentagem com as da concorrência. Não é aconselhável, no entanto, analisar índices de solvência alheios fora de contexto, pois em determinados setores, algumas companhias têm números que provavelmente seriam totalmente inapropriados em outras áreas de atuação. As empresas que normalmente apresentam os índices de solvência mais altos do mercado são as empresas de tecnologia, ao passo que os menores números se encontram com as empresas de serviços públicos, que enfrentam dívidas bem superiores.
É perfeitamente possível, porém, que uma empresa melhore seus índices de solvência com o passar do tempo e dê uma guinada em sua renda, como, por exemplo, com a venda de ativos para diminuir a dívida total, ou a reorganização da estrutura do negócio, entre outras medidas. Vale lembrar que não se deve adquirir novas dívidas para melhorar os índices de solvência que não andam muito bem das pernas. O foco sempre deve ser mantido em soluções mais práticas e nos resultados diretos por meio das vendas e no sucesso da empresa como um todo.
Portanto, é extremamente importante entender o conceito do índice e saber como fazer o cálculo, para saber como está a saúde financeira de seu negócio e se existe a possibilidade de endividamento e em qual período.
O Método das Partidas Dobradas surgiu no século XV e mudou completamente o entendimento de contabilidade. Também chamado de Método Veneziano, esse sistema-padrão é um dos mais utilizados por organizações e empresas no registro contábil das transações financeiras.
Luca Pacioli, um frei franciscano, editou em Veneza, no fim da Idade Média, um livro no qual demonstrava o funcionamento das partidas dobradas. Com apenas um capítulo tratando do tema, ele difundiu esse método no mundo todo. Embora não tenha sido o inventor, já que o sistema estava sendo usado antes, Pacioli marcou o início da contabilidade moderna, e por isso é considerado o pai da matéria. Veja abaixo como esse método funciona e como deve ser utilizado na sua organização.
Como é o método de partidas dobradas?
Para ser mais fácil o entendimento, vamos contrapor o método de partidas dobradas ao de partidas simples. Essa forma de escrituração leva em conta apenas as operações que envolvem pessoas. Tudo o que está relacionado ao patrimônio e o resultado é registrado em outros controles que não os da contabilidade. Só o débito ou o crédito ocorrido em transações é que são levados em conta. O nome “simples” oriunda justamente do fato de que esse método é menos completo e eficiente.
Já o método de partidas dobradas está baseado na compensação: para cada débito existente, um crédito deve ser tomado como correspondente. Um evento pode ter vários débitos e créditos, de modo que haja um equilíbrio entre ativos e passivos. Isso faz com que haja um balanço patrimonial mais seguro, e as despesas e receitas passam a ser mais facilmente trabalhadas na demonstração do resultado do exercício.
Essas vantagens demonstram porque o sistema de partida simples está sendo abandonado em detrimento do dobrado. O método criado por Luca Pacioli, em 1494, e exposto na publicação “Coleção de Conhecimentos de Aritmética, Geometria, Proporção e Proporcionalidade”, é tão eficiente que é considerado um dos pilares da contabilidade. Sua criação foi rapidamente adotada por profissionais, devido à clareza e à qualidade da função.
Fundamentação teórica
Vamos retomar alguns conceitos da contabilidade para poder entender as partidas dobradas. O “Patrimônio” é composto por bens e direitos, e corresponde ao ativo, passivo e o capital próprio, ou patrimônio líquido (PL). Todos esses elementos mantêm certo equilíbrio (ou seja: ativo é igual passivo mais o PL). O ativo é a natureza devedora e o passivo mais o PL é natureza credora. Isso é muito importante para entender o conceito dos métodos de escrituração dobrada, porque o raciocínio para as operações propostas pela contabilidade não é diferente.
O entendimento por trás do conceito está na premissa de que variáveis são úteis por representarem melhor as características das operações. Dessa forma, as empresas e organizações utilizam contas para registrar os resultados dos processos e da condição financeira como um todo. São usadas pelo menos duas contas, que representam as variáveis para cada transação financeira. Ambas demonstrarão um aspecto particular do negócio como um valor monetário. Daí percebe-se que o total de débitos é igual ao total de créditos.
Portanto, para cada aplicação de algum item do patrimônio, se tem uma origem específica. Esse é o raciocínio proposto pelo método das partidas dobradas. Apesar de parecer complexo, trata-se de um método simples quando nos acostumamos com a lógica do processo. Com os exemplos a seguir tudo ficará mais claro.
Como funciona na prática?
Normalmente uma transição possui duas entradas, sendo uma na conta de crédito e outra na de débito. Daí advém o nome de “dobrado”. A base da aplicação é a seguinte: o valor total lançado nas contas a débito, em cada um dos lançamentos, precisa ser exatamente igual ao total lançado em contas a crédito.
Não existe um devedor que não possua, como correspondente, um credor. Em outras palavras, todo crédito possui um débito de igual valor, e vice-versa. Quando um lado muda, o outro deve, necessariamente, mudar.
Mas como aplicá-lo? Como usá-lo na prática? Veja:
Exemplo 1: imagine uma empresa que precisa adquirir produtos para completar o seu estoque. A compra foi feita a prazo, e custou, ao todo, R$ 2 mil. Na hora do lançamento, é adotado o método das partidas dobradas. Portanto, haverá um débito na conta de estoque e, na conta de fornecedores, um crédito. Ficará assim:
D – 2 mil reais (Estoque)
C – 2 mil reais (Fornecedores)
Exemplo 2: agora vamos supor que a empresa compre mercadorias à vista para a revenda, no custo de R$ 1 mil. Ela terá que tirar dinheiro para pagar, e, então, deverá pôr a mercadoria na conta “estoque”. Podemos escrever o lançamento da seguinte maneira:
Estoque: Débito = Mil reais
Caixa: Crédito = Mil reais
Há outras maneiras de se lançar, veja:
1 débito + 1 crédito
1 débito + Vários créditos
Vários débitos + 1 crédito
Vários débitos + Vários créditos
Disso podemos concluir que:
Não existe um crédito sem um débito.
Não existe um débito sem um crédito.
O saldo devedor é igual ao saldo credor.
Ativo é igual a passivo mais Patrimônio Líquido.
Existe um modo esquemático para facilitar a transcrição. Ele divide as contas, do lado direito há as entradas de crédito e no lado esquerdo os débitos. O modelo é chamado de “razonete”, e é muito usado por estudantes de contabilidade e até contadores. Essas contas também são chamadas de “contas T”, pois o formato da tabela lembra a letra T.
O método das partidas dobradas deve ser utilizado obrigatoriamente pelos gestores públicos no Brasil. Isso está estipulado no artigo 86 da Lei 4.320 de 1964, segundo o qual toda escrituração sintética das operações financeiras e patrimoniais devem ser efetuadas pelo método.
As partidas dobradas são mais úteis do que o método de partidas simples por trazer informações mais relevantes e precisas para as organizações. Cada ativo tem como correspondente um passivo, ou seja, para cada crédito existe um débito correspondente, e vice-versa.
Obtemos também alguns axiomas. O débito aumenta o ativo, diminui o passivo e diminui o patrimônio líquido. E o crédito aumenta o passivo, aumenta o patrimônio liquido e diminui o ativo. Isso demonstra, de forma prática, a utilidade de se utilizar as partidas dobradas na empresa.
Antes de tudo, vamos para a pergunta central: o que você já conhece sobre o serviço de venda e recarga de extintores de incêndio?
O fogo, desde sempre, serve para a realização de uma variedade de atividades humanas. Não à toa, é comumente utilizado no cotidiano das empresas e no próprio dia a dia em casa. No caso de emergências, apenas uma coisa pode conter o fogo (desde que ele esteja em baixas ou médias proporções): os extintores.
Os extintores de incêndio estão por todos os lados: em residências, veículos, edifícios, lojas e em estabelecimentos de todos os portes e segmentos do mercado. Os equipamentos, apesar de parecerem simples, são imprescindíveis para garantir a segurança do ambiente em casos de pequenos incêndios.
Certamente, foi ao deduzir que os extintores estão por todos os cantos que você decidiu ler um artigo sobre como montar uma empresa de venda e recarga de extintores de incêndio, não é mesmo? Se este realmente for o caso, fique com a gente neste artigo e confira um passo a passo sobre o assunto.
Como montar uma empresa de venda e recarga de extintores de incêndio?
O segmento de venda e recarga de extintores de incêndio é realmente uma boa pedida para os que buscam um setor diversificado e com altíssimo potencial de retorno para investimento.
A razão é simples. Os incêndios já causaram estragos grandiosos em âmbito nacional. Devido a este motivo a fiscalização dos extintores é rígida e extremamente frequente em condomínios, prédios, fábricas, indústrias… É um equipamento indispensável em termos de segurança para qualquer local.
Sendo assim, hoje a necessidade de abertura de empresas no segmento de venda e recarga de extintores de incêndio se faz presente, o que justifica o seu amplo mercado.
A seguir, confira quais são os principais aspectos a serem considerados antes de montar a sua empresa de venda e recarga de extintores de incêndio.
Qual será o público-alvo?
Como já destacamos, o segmento marca presença em residências, edifícios e em estabelecimentos/empresas de modo geral.
Sendo assim, donos de veículos, de edifícios (sejam eles comerciais ou residenciais), fábricas, indústrias, hotéis, escolas, clubes, lojas, academias e muitos outros serão clientes de sua empresa de venda e recarga de extintores de incêndio.
Basicamente, todo e qualquer estabelecimento ou meio de transporte precisa estar em dia com o extintor, o que faz com que o serviço da sua empresa se torne fundamental para atendê-los.
Tipos de serviços que poderão ser oferecidos
Outra dúvida que você também pode ter quando em relação à montagem da empresa de venda e recarga de extintores de incêndio é: “mas, afinal, que tipo de serviço poderei oferecer?”. Entre eles, destacamos:
Verificação do ambiente, para saber o que precisa (ou não) ser feito;
Venda do extintor que melhor se adaptar às necessidades do ambiente, considerando não só o tamanho do espaço, como também as possíveis situações emergenciais;
Treinamento para que os funcionários saibam utilizar o extintor em casos de emergência;
Manutenção, para caso haja alguma falha de funcionamento no equipamento;
Recarga de extintores, que deve ser feita não só após o uso do equipamento, como também depois de passar determinado período.
Equipe de funcionários
Uma das maiores dúvidas de quem pensa em montar uma empresa de venda e recarga de extintores de incêndio é sobre qual deverá ser o tamanho da equipe de funcionários.
Basicamente, o corpo da empresa deverá ser extremamente funcional e responsável, sendo composto por seguranças do trabalho especializados no manuseio de extintores de incêndio. Os profissionais que atuam no segmento devem ser qualificados com cursos específicos.
Para uma empresa pequena, estima-se uma média de cinco funcionários: o gestor ou dono do empreendimento, um assistente administrativo, um profissional para trabalhar no atendimento e recepção e dois profissionais de segurança do trabalho para atuarem na operação.
Sobre a regulamentação do negócio
Antes mesmo de dar início às operações de venda e recarga de extintores de incêndio, é fundamental que a empresa esteja com a sua atividade regulamentada. O primeiro passo neste sentido diz respeito ao cadastro no INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia).
Estrutura básica para começar
Antes de começar as operações com a sua empresa de venda e recarga de extintores de incêndio você precisará de compressores de ar, aferidores para testes hidrostáticos, compressor de recarga, cabine de pintura, balanças eletrônicas, transferidor de pó a vácuo, bancada multiteste e maquinário para limpeza no interior de mangueiras hidrantes, cilindros e empatações.
Além disso, também devemos considerar o investimento no espaço para o atendimento ao cliente e escritório, que inclui a compra de mesa de computador, telefone, notebook, fax e outros.
Somando as duas áreas, o espaço deve ter, em média, 300 metros quadrados. O local para armazenamento das peças e equipamentos deve ser grande (entre 220 a 270 m²), até pela própria segurança do ambiente.
E a localização?
O mais recomendado é que a sua empresa de venda e recarga de extintores de incêndio esteja localizada na mesma região de seu público-alvo, afinal, não faz sentido nenhum instalar a empresa no centro da cidade se todos os clientes estão na área industrial, não é mesmo?
Além de manter o empreendimento perto de seu público-alvo, ofereça fácil acesso a eles (com facilidades como estacionamento, por exemplo).
Concluí-se portanto, que abrir e montar uma loja de venda e recargas de extintores de incêndio, pode se tornar um negócio lucrativo. A alta demanda por se tratar de um equipamento indispensável para a a segurança de qualquer local e a necessidade de mantê-lo em bom funcionamento são dois fatores que impulsionam a procura por este serviço.
Decidido (a) a montar a sua empresa de venda e recarga de extintores de incêndio? O próximo passo, então, é pensar em sua gestão. Para lhe auxiliar com o controle das finanças, que tal contar com um software de gestão intuitivo, que monitora os pagamentos e recebimentos (ou seja, o que entra e sai) de seu negócio em tempo real? Para testar o software gratuitamente e sem compromisso, não hesite em acessar o eGestor.
O eGestor é um software completo para gestão de micro e pequenas empresas fácil e online. Sistema de Controle de Estoque, Controle Financeiro, Controle de Compras e Vendas, Emissão de Nota Fiscal, NFCe, Boletos e muito mais!