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Logística reversa: O que é e como aplicar

Hoje, sabemos que a ação humana impacta diretamente no meio ambiente e no clima do planeta. Por isso, práticas de sustentabilidade, como a logística reversa, estão cada vez mais presentes nas empresas, trazendo resultados importantes para a organização e a sociedade.

Não é incomum vermos no comércio informativos como: “Posto de coleta” ou “Descarte seu aparelho usado aqui”. Alguns encaram isso apenas com curiosidade, enquanto outros fazem questão de colaborar e divulgar a ação.

O que poucos sabem, no entanto, é que esses informativos são etapas que fazem parte de uma estratégia logística. E existem muitos outros benefícios dessa prática para as empresas, apesar de o meio ambiente ser o mais beneficiado.

Portanto, no artigo a seguir, apresentaremos a logística reversa e a lei que impulsionou as empresas a praticarem esse processo. Continue lendo e confira!

O que é a logística reversa?

A logística reversa é a ciência que acompanha o fluxo dos produtos, desde a matéria-prima do produto até o descarte, após utilização pelo consumidor final. Para isso, o acompanhamento passa por etapas como armazenagem, transporte, distribuição, por exemplo.

Logística reversa é um processo que engloba toda a cadeia produtiva de um item. Nesse processo é pensado como produzir, descartar e reutilizar itens de uma forma sustentável, sem agredir o meio ambiente.

Assim, as empresas produzem seus produtos pensando em como será sua coleta após o consumo pelo cliente. Dessa forma, o produto é descartado de maneira consciente, em pontos específicos, para ser recolhido pela empresa. Após, o que é descartado é reintegrado na cadeia produtiva de algum outro bem como matéria prima, por exemplo.

Dessa forma, podemos perceber que para a logística reversa ser efetiva é necessário um conjunto de ações e comprometimento das pessoas.  

Ciclo da Logística Reversa

Qual a origem da logística reversa?

A origem da logística reversa é europeia, tendo surgido na Alemanha em 1991. Já no primeiro ano surgiu a primeira legislação no mundo sobre o assunto.

No Brasil, ela teve início em 2010, com a Política Nacional dos Resíduos (PNRS). Essa iniciativa colocou a logística reversa como uma das prioridades para as empresas. Foi ela que obrigou, com a Lei 12.305, uma empresa a implementar uma estrutura para recolher os produtos descartados pelos clientes após o consumo.

Contudo, antes da implementação da Lei, já era falado sobre a importância da logística reversa, principalmente para as empresas que trabalham com produtos de alta periculosidade. Entre esses, podemos citar pilhas, pneus e embalagem de óleo diesel, por exemplo.

A lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Lei nº 12.305/10 — também conhecida como a Política Nacional de Resíduos Sólidos — tem o intuito de diminuir o impacto que resíduos e produtos mal descartados causam no meio ambiente e na sociedade.

Ela obriga os fabricantes, distribuidores e comerciantes a serem responsáveis pelos resíduos dos seus produtos. Assim, é incentivado a reciclagem, o reuso e o fim adequado para os materiais sem utilidade.

A completa adequação à norma passa muito pela aplicação da logística reversa na empresa. Afinal, é por meio dessa estratégia que as instituições garantem que os seus materiais não sejam descartados em qualquer lugar, prejudicando o meio ambiente.

Além disso, como toda regra, a lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos também tem as suas sanções e punições para quem não cumpre as determinações.

Logística reversa e responsabilidade compartilhada

Logística reversa e responsabilidade compartilhada estão associadas às pessoas que fazem parte do processo. 

O processo engloba a empresa produtora, o vendedor do produto, o cliente e o poder público. Sendo assim, cada um tem um papel importante dentro do processo para a logística reversa ser efetiva.

A empresa produtora é responsável pelo gerenciamento dos resíduos, de forma que não prejudique o meio ambiente nem contamine a população causando possíveis doenças.

A produção dos produtos é desenvolvida e pensada de forma que seja benéfica para o meio ambiente, a matéria prima é usada de forma racional para que não ocorra desperdício. Também é planejado como será o processo de coleta e reintegração do produto na cadeia produtiva após o consumo do cliente final. 

O consumidor é responsável pelo descarte correto do produto. Dessa forma, as empresas produtoras espalham pelas cidades pontos de coleta, onde os cidadãos podem devolver os resíduos.

O setor público é responsável por estabelecer regras para o processo de logística reversa, fiscalizar e conscientizar a população sobre a importância do descarte correto dos resíduos. Nesse processo todas as pessoas envolvidas são responsáveis pela logística reversa, pois, uma etapa não existe sem a outra.

Logística Reversa

Importância da logística reversa

A importância da logística reversa está no impacto positivo que reflete no meio ambiente e sociedade. Ela é responsável por dar um destino aos resíduos sólidos de maneira correta e consciente.  

Devido a globalização e o fácil acesso à informação, a sociedade está mais exigente com empresas e seus posicionamentos ambientais. A obrigatoriedade por lei da logística reversa formaliza, implementa regras e fiscaliza as estruturas implantadas pelas empresas. Assim, é possível garantir que todas consigam aplicar a logística reversa de forma correta.

No entanto, a logística reversa não é importante apenas pela necessidade de cumprir uma legislação — ela deve fazer parte de um planejamento de política sustentável.

Até porque não podemos ignorar que os efeitos da poluição se voltam contra todos. Logo, cuidar do meio ambiente é garantir um futuro para as novas gerações.

Objetivos da logística reversa e tipos de retorno

O objetivo da logística reversa é o descarte correto dos materiais para diminuir os impactos ambientais e melhorar a saúde pública e qualidade de vida. Com a logística reversa e o descarte correto dos materiais, a vida útil dos aterros sanitários aumentam, a poluição e os danos que o descarte incorreto pode causar ao meio ambiente e a população, diminui.

Além de refletir em lucros para a empresa, com a reutilização dos materiais coletados, os custos para fabricação de produtos são reduzidos. Os consumidores e investidores dão preferência para empresas que têm práticas conscientes sobre o meio ambiente.

A logística reversa é empregada em duas situações:

Pós-venda

A logística reversa de pós-venda é aquela a que todo consumidor já fez parte algum dia. O pós venda é empregado quando o cliente realiza a compra do produto e ele está com defeito, vencido ou com alguma avaria. O produto é devolvido ao fabricante para reutilizar em algum processo da fabricação e é entregue um produto apto para ser utilizado pelo cliente. Por exemplo:

  • erros no processamento dos pedidos;
  • defeitos de fabricação;
  • avarias com trocas pré combinadas;
  • devoluções por parte do consumidor por diferentes motivos.

Pós-consumo

O pós-consumo é quando o cliente compra o produto e o utiliza até o fim. Depois, ele realiza o descarte correto para a empresa coletar e reintegrar a produção de um outro item, por exemplo. Esses itens podem ser devolvidos por meio de postos de coleta ou empresas de recolhimento de descartáveis.

Entre os fins que os produtos descartados podem receber, destacamos:

  • reciclagem;
  • reúso;
  • desmanche.

Vantagens da logística reversa

As vantagens da logística reversa estão na melhora da qualidade de vida da população, por beneficiar o meio ambiente e a saúde pública, são elas: 

  • Redução dos resíduos: resíduos que antes iam direto para o lixo, ou descartados de maneira incorreta, são reintegrados a cadeia produtiva se transformando em um bem material.
  • Consumo consciente: a responsabilidade é compartilhada entre setor público, setor privado e sociedade civil. 
  • Redução de custos: a logística reversa possibilita a reutilização de materiais. Isso porque muitas vezes a matéria prima para produzir um bem pode ser o próprio bem, quando esse é descartado de maneira correta. Assim, os custos podem ser reduzidos.
  • Conformidade legal: estar de acordo com a legislação e Política Nacional de Resíduos Sólidos.
  • Oportunidade de negócios: cooperativas de reciclagem, catadores e outros empreendimentos se tornam possíveis, devido a logística reversa possibilitar a geração de renda.  
  • Colaborar com questões ambientais: a logística reversa e o descarte correto dos resíduos evitam a contaminação de mares e oceanos, além de não contribuir com a poluição.
  • Incentiva o reuso de materiais, reciclagem e tratamento de resíduos: o setor público é muito importante para a logística reversa por conscientizar a população e aplicar políticas públicas voltadas à preservação do meio ambiente e o descarte correto dos resíduos. 
  • Aumenta a eficiência dos recursos naturais: devido a logística reversa preservar o meio ambiente, os recursos naturais são preservados e cuidados.
  • Amplia oferta de produtos: a logística reversa abre um leque de possibilidades, os resíduos recolhidos voltam a fazer parte do processo produtivo de algum bem, possibilitando a transformação em qualquer produto.

Custos da logística reversa

Os custos da logística reversa podem ser mais elevados para a implementação. Entretanto, isso depende muito do segmento que a empresa está inserida e do tipo de transporte que utiliza, além de outros fatores que fazem parte da produção e logística do material. 

Porém, depois de um ciclo formado e bem estruturado, o sistema contribuirá de forma decisiva para a criação de novos produtos com menores custos para a empresa. Ou seja, o investimento inicial será compensado rapidamente, e fará com que a empresa impulsione a sua produtividade sem aumentar os gastos.

Para que isso fique mais claro, por meio da logística reversa uma empresa consegue reduzir custos das seguintes formas:

  • comprar matéria-prima reciclada, em vez de virgem (que é sempre mais cara);
  • aproveitar o seu próprio material;
  • utilizar embalagens recicláveis;
  • vender os resíduos que não lhe são úteis para mercados secundários.

Um bom exemplo é o caso de uma grande multinacional do ramo de salgadinhos. Eles coletam as caixas nos clientes, entregam em um fornecedor para fazer a triagem e higienização e chegam a aproveitar a caixa até 5 vezes.

Assim, mesmo com o custo de transporte e da higienização, o preço é metade que o de uma caixa nova.

Exemplos de logística reversa

Existem diversos casos de implementação de logística reversa dentro de empresas, mas também com produtos que muitas empresas comercializam.

Natura

A Natura é uma empresa que trabalha com refil de produtos para diminuir o descarte de embalagens há mais de 40 anos.

Ela possui o programa Elos, que trabalha com mais de 2.000 cooperativas de logística reversa e possui mais de 700 pontos de coleta de resíduos. Assim, ela incentiva os clientes a contribuir com o descarte correto dando benefícios.

Os resultados que a empresa está alcançando com esses programas são diversos. Por exemplo, com 70% de todo o plástico que a empresa utiliza sendo reciclado e toda a linha de perfumaria com frascos de até 30% de vidro reciclado, a empresa consegue reduzir custos financeiros e gerar mais empregos.

Latinhas de bebidas

Outro exemplo de logística reversa que podemos citar e que todos nós já vimos são as latinhas de bebida.

Existem catadores recolhendo esse tipo de resíduo em diversos lugares, mas o que muitas pessoas não sabem é o quanto esse trabalho é significativo. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, entre os anos de 2019 e 2021, o impacto do trabalho da coleta da latinha de alumínio proporcionou uma redução de 70% no consumo e energia, 65% no consumo de água e queda de 70% nas emissões de gases de efeito estufa.

Ainda, segundo a Associação Brasileira de Alumínio, a reciclagem desse material gasta apenas 5% de energia comparado ao metal virgem, para produzir cerca de uma tonelada de latas. Sem dúvida, uma clara redução de custos e impactos ao meio ambiente.

Esses resultados possibilitaram investimentos em educação ambiental e financeira para melhorar a renda e a vida dos catadores.,

DEVOLVA

Uma oportunidade de negócio que surgiu com a logística reversa e se transformou em benefício para as empresas e para o meio ambiente, foi a empresa DEVOLVA.

A empresa DEVOLVA surgiu em 2010, no mesmo ano que a Lei de Logística Reversa. A empresa nasceu com o intuito de desenvolver soluções de Logística Reversa para diversos setores da indústria brasileira. Ela trabalha em parceria com várias empresas realizando coleta, transporte e destinação de resíduos, auxiliando a todos os agentes produtores e fornecedores a cumprirem a legislação.

4 dicas para aplicar a logística reversa

1. Estabeleça uma política de devoluções e trocas

Para que o ciclo da logística reversa funcione corretamente é necessário estabelecer uma política de devoluções e trocas. Isso ajudará fornecedores, lojistas e clientes a entender, de forma clara, como proceder para trocar ou devolver produtos, embalagens ou resíduos.

Sem as diretrizes definidas, toda vez que algum consumidor necessitar retornar algum material podem surgir dúvidas — como sobre quem contatar ou quais dados deve apresentar —, e ainda corre-se o risco de o procedimento ser realizado de forma aleatória.

Agora, ao estabelecer uma política que deve respeitar os direitos do consumidor, a empresa estabelece um passo a passo a ser seguido, tornando esse fluxo mais prático para todos os envolvidos.

2. Desenvolva um protocolo para devoluções e trocas

Enquanto a política de troca ajuda a informar os parceiros e clientes sobre como proceder para realizar a devolução dos itens, o protocolo é direcionado para os colaboradores.

O gestor deve se certificar que os funcionários da empresa estão preparados e conhecem os procedimentos para efetuar os passos da logística reversa. O ideal é que o protocolo seja repassado para as equipes dos setores que lidam diretamente com a produção ou atendimento ao público, como, por exemplo:

  • setor comercial;
  • setor de atendimento ao cliente;
  • setor de produção;
  • setor logístico;
  • gestores.

3. Pratique um atendimento eficiente

Ainda que a empresa desenvolva e comunique a sua política de devolução e troca (muitos produtos, atualmente, vêm com um informativo nas embalagens), sempre existirão os clientes que precisarão de ajuda para realizar os procedimentos corretamente.

Sendo assim, disponibilize variados canais de atendimento ao consumidor e treine os funcionários do setor para que possam instruir, da melhor maneira, esses clientes.

Com um atendimento eficiente, o colaborador conseguirá explicar os passos em menos tempo e, assim, garantir a total satisfação do consumidor. Além disso, quanto melhor for a experiência do consumidor ao resolver um problema, maior será a possibilidade de ele voltar a fazer negócios com a sua empresa.

4. Tenha um bom controle de estoque e financeiro

Quando o cliente devolve um produto por conta de um defeito ou alguma outra razão que o impossibilite de utilizá-lo corretamente — o que implica em uma logística reversa pós-venda —, a empresa precisa fazer o reembolso de acordo com as suas políticas. E isso exige controle.

É preciso também investir em estoque, garantindo que a troca aconteça em um tempo aceitável. E não podemos esquecer que, com isso, existem também novos custos com frete de retorno e entrega.

Dessa forma, se torna necessário um bom trabalho de equipes — e a ajuda de uma consultoria é essencial para que isso não venha a prejudicar a saúde financeira da empresa.

Enfim, como vimos, a implantação da logística reversa vai muito além do cumprimento da lei. Os benefícios desse sistema vão desde uma melhor reputação da empresa com os clientes até uma redução de custos e maiores margens de lucro.

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Escrito em: 27/07/23
<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

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