API ou Interface de Programação de Aplicativos: como funciona?

API, ou Interface de Programação de Aplicativos, é um conjunto pré-estabelecido de ações que um software oferece para que outros aplicativos usem o seu serviço. Ou seja, essa interface funciona como uma ponte que permite integrar determinado software ao sistema de terceiros.

Nos últimos anos, o uso de APIs cresceu ainda mais com a popularização da inteligência artificial, das automações via webhooks e das plataformas low-code/no-code. No Brasil, o Open Finance também ampliou esse uso no setor financeiro, permitindo que bancos e fintechs compartilhem dados com autorização do cliente.

Essas interfaces podem ser:

  • Públicas: são as disponibilizadas de forma gratuita, como as utilizadas, por exemplo, em redes sociais.
  • Privadas: são as que requerem login e senha e, normalmente, são pagas, como é o caso dos serviços de streaming.

Empresas desenvolvedoras de software usam bastante as APIs quando querem integrar o próprio sistema a produtos de outras empresas. Assim, os usuários conseguem acessar as informações do sistema de forma externa.

Um bom exemplo é o uso do Google Maps por outras plataformas. Sites de hotéis, por exemplo, disponibilizam o mapa para que o cliente encontre o melhor caminho até o hotel. Esse processo só é possível por meio de uma API: nesse caso, os programadores do site do hotel usaram a API para inserir o código do Google Maps em algum local da plataforma.

Outro exemplo é o uso de sistemas de pagamento online, como o PayPal. As lojas virtuais conseguem inserir esses sistemas de forma automática, sem que o usuário saia do site para pagar.

Uma API, portanto, permite essa comunicação entre dois sistemas online. Essa interface possibilita que as mais variadas funções de um determinado site sejam utilizadas em outra plataforma.

Se você quiser conhecer mais vantagens de implementar uma API em seu sistema, como funcionam os diferentes tipos de API e outros exemplos de sistemas que utilizam essa interface, continue com a gente neste artigo!

Fundo de ui ux de design plano ilustrado - API

Benefícios de uma API

Uma interface de programação de aplicativos, ou uma API, pode oferecer uma série de vantagens no processo de integração de sistemas:

Facilidade

Outras formas de integração de sistemas exigem a instalação de recursos totalmente compatíveis com a plataforma. Já a API dispensa essa etapa e possibilita a integração de sistemas totalmente diferentes entre si, mesmo com bancos de dados distintos, e tudo isso com grande agilidade.

Sem a utilização de uma API neste processo, o tempo gasto na integração de sistemas é muito maior. Por meio de uma API é possível realizar uma troca de informações entre um sistema ERP e outra plataforma.

Segurança de dados

Além de ser um método mais prático, a integração de sistemas por API apresenta uma segurança de dados muito maior quando comparada a outras ferramentas. Isso ocorre porque uma API privada cria uma espécie de “portão”, no qual somente algumas informações de determinado sistema ficam disponíveis para a integração com outra plataforma.

Vamos mostrar uma situação prática para você entender melhor como funciona esse processo. O sistema interno de um banco, por exemplo, reúne uma grande variedade de informações, entre elas: número de contas abertas em determinado período, número de clientes em situação de débito e clientes que possuem contas-poupança, entre outras.

Com uma API, a empresa consegue disponibilizar aos sistemas integrados apenas as informações sobre os débitos dos clientes, por exemplo. Essas informações podem ser de extrema importância para empresas que realizam avaliações de risco de crédito de determinado cliente.

Controle de acessos

Uma API faz com que o programador de determinado sistema possa acompanhar quem acessou as informações do seu sistema interno, onde e quando acessou.

Isso só é possível devido a uma ferramenta chamada gateway de API, que proporciona o gerenciamento do fluxo de acessos no sistema. Essa ferramenta pode ser de extrema importância para plataformas de e-commerce que possuem API, pois permite identificar a origem dos acessos à sua plataforma e gerenciar o tráfego na loja virtual.

Monetização de acessos

No caso das APIs privadas, os programadores de um sistema podem restringir o acesso e cobrar um valor dos clientes que desejam integrar seus sistemas. Um bom exemplo de API privada é a Netflix, que libera seu conteúdo somente para assinantes.

Qual a diferença entre APIs públicas e privadas?

As APIs públicas são os formatos mais comuns de API. Elas são as ferramentas que permitem, por exemplo, as funções de curtir e compartilhar nas mais variadas redes sociais. Em geral, são disponibilizadas de forma totalmente gratuita na internet, exigindo apenas que os usuários efetuem um cadastro com login e senha para acessar os dados do sistema em questão.

As APIs públicas permitem que um sistema como o Facebook possa integrar a lista de amigos de um determinado usuário a outro sistema, por exemplo. Isso tudo sem a necessidade da criação de uma plataforma interna para essa integração entre os sistemas.

As APIs privadas, por sua vez, permitem que um determinado sistema possa disponibilizar somente uma quantidade limitada de dados para serem integrados com outra plataforma.

Os sistemas que utilizam APIs privadas podem fazer a monetização do acesso às suas ferramentas por parte de terceiros, como faz a Netflix ou qualquer outro negócio digital que envolva assinatura, conforme explicamos anteriormente.

Exemplos de outras plataformas que possuem API

As APIs estão presentes em diversos softwares utilizados no dia a dia, entre eles a Netflix e o Google Maps, que já mencionamos. Vejamos outros exemplos de sistemas que possuem API:

Facebook

Atualmente, com mais de 3 bilhões de usuários espalhados por todo o mundo, a rede social criada por Mark Zuckerberg é certamente a mais popular e utilizada entre todas. Sendo assim, esses bilhões de usuários podem acessar a plataforma com seu login e senha por meio da API.

Carteiras digitais

Ferramentas como PayPal, Mercado Pago, Cielo e PagSeguro, dentre outras, permitem que os usuários efetuem os pagamentos em plataformas de e-commerce sem cadastrar os seus dados de cartão de crédito no site da loja. Isso só é possível por meio das APIs dessas ferramentas, que realizam a integração das informações de login e senha do usuário com as lojas virtuais.

eBay

A empresa desenvolveu a API do eBay no ano 2000, o que facilitou bastante as transações feitas pelo site. Com a API, o eBay padronizou as aplicações, e os negociantes passaram a ter experiências muito mais acessíveis e intuitivas na plataforma.

Como funciona a API do sistema eGestor?

O eGestor disponibiliza uma API REST. A sigla REST, ou Representational State Transfer, que em português significa Transferência de Estado Representacional, indica que essa API não requer o uso de sessões, como é feito nos navegadores.

A API REST do eGestor possibilita o acesso às mais variadas ferramentas do sistema. Atualmente, a API do eGestor permite o acesso aos produtos, clientes, pagamentos, recebimentos, vendas e boletos. Assim como ocorre com as demais APIs, esta ferramenta permite que o eGestor possa ter os seus dados integrados a outros sistemas, ajudando a fazer a gestão empresarial

Exemplos de uso da API do sistema eGestor

Dentre as funcionalidades disponibilizadas pela API do eGestor, a seguir estão listadas possíveis operações que podem ser feitas com os dados do sistema:

  • Inserir um recebimento no financeiro e gerar boleto;
  • Extrair dados de um contato;
  • Criar uma venda, informando os dados do cliente e dos produtos vendidos.

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ERP e API - o que você precisa saber sobre integração

Perguntas frequentes sobre API

  1. O que é uma API?

    API (Interface de Programação de Aplicativos) é um conjunto de ações pré-estabelecidas de um software que permite que outros aplicativos utilizem seus serviços, integrando sistemas diferentes entre si de forma prática e rápida.

  2. Qual a diferença entre API pública e API privada?

    As APIs públicas são disponibilizadas gratuitamente e geralmente exigem apenas um cadastro simples (como as usadas em redes sociais para curtir e compartilhar). Já as APIs privadas exigem login e senha, costumam ser pagas e restringem o acesso às informações, como ocorre em serviços de streaming (ex.: Netflix) e sistemas de pagamento.

  3. Quais são as principais vantagens de usar uma API?

    Entre os principais benefícios estão a maior agilidade na integração de sistemas (mesmo com bancos de dados diferentes), maior segurança de dados (por meio de um “portão” que libera apenas informações específicas), controle de acessos (via gateway de API, que mostra quem acessou o quê e quando) e possibilidade de monetização, no caso das APIs privadas.

  4. Como a API do eGestor funciona?

    O eGestor oferece uma API do tipo REST (Representational State Transfer), permitindo que outros sistemas se integrem à plataforma para trocar informações de forma padronizada e segura.

  5. Uma API é segura?

    Sim. Uma API bem implementada usa autenticação (como chaves de acesso ou tokens) e libera apenas os dados autorizados, o que reduz riscos de segurança em comparação a outras formas de integração.

  6. API é o mesmo que integração de sistemas?

    Não exatamente. A API é a ferramenta que viabiliza a integração entre sistemas, mas a integração em si é o processo mais amplo, que pode envolver outras tecnologias além da API.

  7. APIs são importantes para inteligência artificial?

    Sim. Muitas ferramentas de inteligência artificial funcionam por meio de APIs, que permitem que empresas integrem recursos como chatbots, geração de texto e análise de dados diretamente aos seus próprios sistemas, sem precisar desenvolver essa tecnologia do zero.

Sua gestão pode ser muito mais simples. Controle financeiro, estoque, vendas, prestação de serviços, emissão de notas, boletos e muito mais em um só lugar!
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Escrito em: 24/01/20
Gabrielly Vizzotto Cruz

Gabrielly Vizzotto Cruz

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