Existem algumas formas de comprovar uma venda ou compra de item. Elas podem ir de recibos redigidos manualmente até notas fiscais eletrônicas. Uma delas, que ocorre de forma digital e possui diversas vantagens, é a NFC-e. Alguns estados e tipos de comércio devem, obrigatoriamente, fazer o uso da NFC-e. Mas você, empreendedor gaúcho, sabe o que é? E pra que serve? E ainda, sabe se você deve emitir NFC-e no RS?
O que é a NFC-e?
NFC-e, ou Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica, é um documento que tem como propósito o registro eletrônico comercial entre uma empresa e um cliente. Ela foi criada para substituir o cupom fiscal.
É um modelo mais rápido que a nota fiscal, visto que não possui os dados do cliente. Tendo assim, transmissão online e possibilidade de consulta pelo consumidor em tempo real.
Sua forma de armazenamento é online, assim, diminuindo os gastos com papéis e permitindo a integração direta com plataformas de vendas.
É possível consultar a NFC-e no RS de qualquer rede e de qualquer lugar, a partir de um site que faça essa consulta. Como, por aqui.
DANFE NFC-e
Assim como a nota fiscal eletrônica possui a DANFE, a nota fiscal do consumidor eletrônica possui a DANFE NFC-e. Como a DANFE da NF-e, a DANFE NFC-e é um documento de simplificado, de representação da nota. A impressão deste documento deve ser feita pelo contribuinte a partir de impressora comum, não fiscal. E nela devem estar as informações do arquivo eletrônico XML da NFC-e.
Em caso de transporte de mercadorias, a DANFE deve acompanhar a mercadoria em trânsito. Ademais, deve conter um QR code, para melhor consulta da nota fiscal do consumidor eletrônica.
A impressão da DANFE NFC-e não é obrigatória. Deste modo, o comprador pode solicitar que ela não seja impressa. Exceto em casos de entrega, onde há obrigatoriedade de impressão e transporte da nota juntamente ao produto; ou em caso de emissão da nota fiscal do consumidor eletrônica em contingência.
Qualquer outra dúvida sobre esse modelo pode ser consultada no “Manual de Especificações Técnicas do DANFE NFC-e e QR Code”. Ele está disponível no Portal da Nota Fiscal Eletrônica, no menu “Documentos / Manuais”. Ou pode ser acessado aqui.
Quem emite a NFC-e no Rio Grande do Sul?
A Secretária da Fazenda do RS definiu como emissores de nota fiscal do consumidor eletrônica todos os contribuintes enquadrados como atacado e varejo e com faturamento superior a R$ 360.000,00.
A partir de 01/01/2019 todos os comércios varejistas deverão emitir NFC-e no RS. Como mostra o calendário de data de início da obrigatoriedade abaixo:
Data
Contribuinte
1º de setembro de 2014
Contribuintes enquadrados na modalidade geral que promovam operações de comércio atacadista e varejista (atacarejo).
1º de novembro de 2014
Contribuintes com faturamento superior a R$ 10.800.000,00.
1º de junho de 2015
Contribuintes com faturamento superior a R$ 7.200.000,00.
1º de janeiro de 2016
Contribuintes com faturamento superior a R$ 3.600.000,00 e estabelecimentos que iniciarem suas atividades a partir de 1º de janeiro de 2016.
1º de julho de 2016
Contribuintes com faturamento superior a R$ 1.800.000,00.
1º de janeiro de 2017
Contribuintes com faturamento superior a R$ 360.000,00.
1º de janeiro de 2017
Contribuintes que promovam operações de comércio varejista de combustíveis.
1º de janeiro de 2019
Contribuintes com faturamento igual ou inferior a R$ 360.000,00 e superior a R$ 120.000,00.
1º de janeiro de 2022
Demais contribuintes que promovam operações de comércio varejista.
A primeira data estimulada para a obrigatoriedade da emissão da nota fiscal do consumidor eletrônica no RS era de 01/01/2018. Mas com a dificuldade que muitas empresas tiveram com a informatização, a SEFAZ RS adiou a implementação em um ano. Assim, a partir de 01/01/2019, todas as empresas varejistas que faturam acima de R$ 360.000,00 devem fazer uso da nota fiscal do consumidor eletrônica.
Também, ficou definido no decreto Nº 54.905, de 11 de Dezembro de 2019 que todos os demais contribuintes que ainda não emitiam a NFC-e deveriam, obrigatoriamente emitir a NFC-e no RS a partir de 1° de janeiro de 2022.
A prorrogação também serviu para os pequenos produtores rurais, que tiveram maior dificuldade com a implementação.
Integração entre nota fiscal e meios de pagamento eletrônico
A partir de 01 de janeiro de 2024 se torna obrigatório a vinculação do comprovante de pagamento eletrônico com a NFC-e. Assim, o comprovante da transação feita por pagamento eletrônico deve estar vinculada à NFC-e, por interligação do programa emissor do documento fiscal.
Dessa forma, o sistema da empresa deve gerar um código de identificação da operação. O código será informado no comprovante e no campo da NFC-e emitida no Rio Grande do Sul.
Caso o seu emissor de nota fiscal no RS não esteja habilitado a fazer a integração é necessário fazer a troca ou entrar em contato com o seu suporte.
Como cancelar uma NFC-e?
O cancelamento de uma nota fiscal do consumidor pode ser feito pelo mesmo software que realiza o lançamento da nota. Visto que ela só pode ser cancelada caso o produto ainda não tenha saído do estabelecimento.
Após a autorização de uso, ela só poderá ser cancelada em, no máximo, 24 horas.
Carta de correção serve para NFC-e?
A carta de correção é utilizada apenas para NF-e. Assim, não podendo ser usada para correção de NFC-e.
É possível emitir uma NFC-e em contingência?
A emissão de uma nota fiscal em contingência acontece quando não há possibilidade de emissão. Sendo assim, podendo ser emitida uma nota em contingência, ou seja, offline. Uma NFC-e em contingência deve ser repassada a SEFAZ no máximo até o primeiro dia útil a partir da data da emissão.
É importante lembrar que a emissão de uma NFC-e em contingência deve ser emitida apenas em caso de ser impossibilitada a emissão de uma nota fiscal do consumidor eletrônica. Sendo assim, quando exista algum problema técnico de comunicação ou de processamento de informações.
Se caso tenha alguma dúvida sobre como emitir a nota fiscal do consumidor eletrônica em contingência, as dúvidas e processos estão esclarecidas no “Manual de Especificações da Contingência Offline para NFC-e”. Esse manual está disponível no Portal Nacional da NF-e, no menu “Documentos / Manuais”. Ou pode ser acessado aqui.
Como e onde emitir NFC-e no RS?
O principal método de emissão do NFC-e no RS é a partir de um software onde já se faz o lançamento da nota. Visto que a SEFAZ RS não disponibiliza nenhum sistema, será preciso procurar algum que faça esse serviço. Como o eGestor.
Para emitir NFC-e no RS, é preciso apenas estar cadastrado para fazer o lançamento da NF-e. Já que o cadastro da nota fiscal do consumidor eletrônica é feito automaticamente após o cadastro para emissão de nota fiscal eletrônica.
Assim, para emitir a nota fiscal do consumidor eletrônica a partir do seu sistema de emissão de NF-e, é preciso instalar o certificado digital, ter o número do CSC, e ID do CSC, configurar os dados de tributação e os da empresa.
Existem alguns requisitos necessários que a empresa deve atender para realizar a emissão da nota fiscal do consumidor eletrônica. São eles:
Inscrição Estadual ativa;
Certificado Digital, no padrão ICP-Brasil, com CNPJ da empresa;
Além de ser um gerenciador financeiro online, ele gerencia também o estoque, o fluxo de caixa e muito mais. O eGestor também disponibiliza a emissão de nota fiscal do consumidor. Assim, para fazer o lançamento desta nota, é preciso apenas enviar o certificado digital, informar o CSC, o ID do CSC, os dados da empresa e os dados tributários. Então, ao informar o sistema a realização de uma venda, ele dará automaticamente, a opção de gerar a NFC-e.
O mercado de e-commerce no Brasil é promissor para este ano de 2021. Segundo estudo realizado pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa é que este ano se encerre com um crescimento de 26%, em relação ao ano anterior. Isso pode significar um faturamento de cerca de R$ 110 bilhões.
O faturamento gerado pelo mercado de e-commerce nacional em 2020 é avaliado em R$ 126,3 bilhões, o que representou um aumento de 68,1% em relação a 2019.
A tendência é que neste ano, os empreendedores de e-commerce procurem apostar nas vendas via dispositivos móveis como smartphones e tablets, em meio a utilização cada vez mais recorrente destas plataformas digitais.
Em meio a este contexto, abrir uma loja virtual é uma excelente alternativa de negócio para se iniciar ao longo deste ano. Ficou interessado? Então confira algumas ideias de e-commerce que temos para você se tornar um empreendedor de sucesso!
1. Ideias de e-commerce: Produtos naturais
Montar um e-commerce voltado para a venda de produtos naturais, apresenta uma série de vantagens e oportunidades para o empreendedor, como a facilidade de encontrar fornecedores e a ampla variedade de produtos para se oferecer, já que podem ser comercializados tanto produtos alimentícios, quanto cosméticos naturais.
As pessoas estão em constante busca por uma vida mais saudável. Sendo assim, são produtos que não costumam ter um período de baixa e apresentam uma demanda para qualquer época do ano.
2. Ideias de e-commerce: Acessórios para ciclismo
Apesar de um custo inicial relativamente alto para a aquisição dos produtos, é um mercado que possui uma demanda garantida. Profissionais de ciclismo ou simples praticantes deste esporte estão em constante busca por equipamentos de proteção e para a customização de suas bicicletas.
3. Ideias de e-commerce: Cervejas artesanais
Os negócios de e-commerce voltados para a venda de bebidas tem apresentado um certo crescimento. Por exemplo, as mais variadas lojas virtuais focadas na venda de cervejas artesanais especificamente têm surgido no Brasil nos últimos anos.
Com a assinatura nessas plataformas, os clientes recebem periodicamente algumas cervejas especiais para que possam degustar e conhecer mais a respeito dos mais variados tipos de cervejas. Serviço este que certamente é um diferencial em relação às vendas de bebidas em espaços físicos, que não oferecem essa praticidade a seus clientes.
4. Ideias de e-commerce: Artesanato
Se você é criativo e possui habilidades para trabalhos manuais, investir na venda de produtos de artesanato voltados para a decoração de ambientes, pode ser uma ótima alternativa.
Isso porque não existem muitos negócios online neste ramo e também por que você não depende de nenhum fornecedor. Ainda, você necessita apenas da matéria prima e do seu talento para fabricar e vender os seus próprios produtos.
5. Ideias de e-commerce: Roupas e acessórios
Existem uma série de e-commerces voltados para a venda de roupas e acessórios. Segundo pesquisa realizada pelo Sebrae, os e-commerces voltados para vestuários e acessórios representam 13,6% do total de pedidos em e-commerces.
Esse número representa o baixo custo de aquisição destes produtos para a revenda, já que podem ser comprados em atacado e geralmente os fornecedores desses produtos costumam ser bastante flexíveis nos processos de negociação.
6. Ideias de e-commerce: Sapatos artesanais femininos
Assim como no caso de produtos artesanais voltados para a decoração de ambientes, os sapatos artesanais femininos destacam-se por serem totalmente exclusivos. Portanto são ótimas opções de produtos para comercializar em seu e-commerce.
O fato de serem exclusivos, também permite que você possa cobrar um preço maior dos clientes, já que você gastará tempo e mão de obra na produção dos calçados. Também é um negócio que exige bastante criatividade em caso de se produzir por conta própria e não optar por uma produção terceirizada.
7. Ideias de e-commerce: Loja de cosméticos
Segundo pesquisa realizada pela Ebit, que mede a reputação das lojas virtuais por meio de questionários com consumidores reais, os cosméticos representam o quarto maior mercado de e-commerce em relação ao volume de pedidos, o que comprova que trata-se de uma ótima oportunidade para iniciar a sua loja virtual, pois a demanda para esses tipos de produtos é garantida.
Outra vantagem de abrir um e-commerce de loja de cosméticos, é a ampla variedade de produtos, que podem ser voltados tanto para o público feminino especificamente, como no caso de esmaltes e maquiagens, assim como também existem produtos que podem ser vendidos para o público feminino e masculino: xampus, cremes e condicionadores para o cabelo, bronzeadores, hidratantes, protetores solar e perfumes, por exemplo.
8. Ideias de e-commerce: Games
O mercado de games também pode ser altamente promissor para o comércio online em 2026. Por atingir a um público mais jovem, que está em constante busca por tecnologia e principalmente, praticidade, a venda de games pode ser uma ótima ideia para a sua loja virtual.
Além dos games propriamente, também é possível vender produtos complementares como consoles e acessórios para videogames e computadores, criando assim um diferencial para o seu e-commerce.
Você também pode comercializar alguns games mais antigos por preços mais acessíveis. Afinal, os games de uma forma geral sempre possuem aquele jogo que lhes marcou e causam uma certa nostalgia.
9. Ideias de e-commerce: Moda masculina
Os negócios referentes a este nicho de mercado no Brasil, voltado para a venda online de roupas e acessórios essencialmente masculinos, cresceram aproximadamente 18% em relação ao faturamento obtido entre os anos de 2010 e 2016, segundo pesquisa realizada pelo instituto Ibis World.
E a expectativa para os próximos quatro anos também é animadora, com uma projeção de crescimento ainda maior conforme a pesquisa. Sendo assim, apostar na comercialização de produtos voltados para a moda masculina é uma ótima ideia de e-commerce para iniciar em 2026.
10. Ideias de e-commerce: Brindes
Devido a possibilidade de renovação contínua dos produtos, as lojas de brindes costumam obter um alto faturamento durante todos os períodos do ano. É uma ideia de e-commerce que favorece a inovação e a criação de produtos diferenciais, que podem se tornar tendências no mercado de uma hora para outra.
Segundo dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no final de 2022 existiam no país 25,7 milhões de pessoas que realizam trabalho autônomo no país. Isso destaca a importância deste tipo de trabalho para a economia brasileira, proporcionando trabalho para muitas pessoas que, de outra forma, poderiam não ter acesso a uma fonte de renda.
O trabalho autônomo é um dos mais comuns atualmente. Isso acontece, em parte, pela facilidade que é trabalhar por conta própria. Mas, você sabe como funciona, de fato, o trabalho autônomo e por que ele é diferente de outros tipos de emprego? Nesse artigo, vamos explicar mais sobre o assunto.
O trabalho autônomo é todo tipo de atividade que não oferece vínculo trabalhista entre o empregador e o trabalhador. Nesse tipo de relação, o trabalhador pode prestar serviços tanto para uma empresa quanto para pessoas físicas, e isso não gera uma relação de emprego entre as partes, visto que se trata de um serviço eventual e com tempo determinado de conclusão.
Ou seja, o profissional não mantém nenhuma ligação formal com o empregador para as quais presta serviços. No entanto, isso significa que o trabalhador tem total responsabilidade sobre as suas atuações.
O trabalho autônomo é diferente do regime CLT, em que o empregado trabalha de carteira assinada, possui direitos e deveres definidos pela Consolidação das Leis do Trabalho. Popularmente, o autônomo é chamado de “trabalhador por conta própria”.
Quem pode ser um trabalhador autônomo?
Qualquer pessoa pode se tornar um trabalhador autônomo. É exatamente isso o que torna o trabalho autônomo tão atrativo para grande parte da população. Ele permite que basicamente qualquer pessoa que possua a capacitação para prestar um serviço trabalhe com isso.
Isso porque o acesso ao emprego formal no Brasil pode, às vezes, vir acompanhado de um processo burocrático, o que acaba dificultando que alguns possam ter um trabalho. Um exemplo disso é quão burocrático pode ser abrir uma empresa para se formalizar como um prestador de serviços, e após isso precisar enfrentar a carga tributária complexa do nosso país.
É compreensível, portanto, que o trabalho autônomo seja a escolha mais fácil para quem quer trabalhar com prestação de serviços.
Diferença entre profissional autônomo e liberal
É muito comum haver uma certa confusão do trabalhador autônomo com o profissional liberal, contudo existem duas diferenças principais entre esses dois tipos de profissionais. São elas:
Vínculo de emprego
Enquanto o autônomo não mantém vínculo formal com uma empresa, o profissional liberal pode sim manter um contrato de trabalho com determinada pessoa jurídica, além de ofertar seus serviços também de forma particular para outros, sem vínculo.
Formação profissional
O autônomo geralmente exerce uma profissão da qual não se exige legalmente uma formação técnica ou acadêmica para desempenhar as suas atividades. São exemplos: pedreiro, cozinheiro, diarista, jardineiro, fotógrafo etc. Enquanto isso, o profissional liberal tem uma formação e precisa dela para exercer suas atividades. São exemplos: veterinário, advogado, professor particular etc. Além disso, esse tipo de trabalhador geralmente precisa estar inscrito em um conselho profissional que represente e regulamente o exercício da atividade de sua classe. Assim, o profissional liberal é aquele que exerce sim as suas funções como autônomo, sem vínculo de emprego, mas que também pode trabalhar de maneira formal.
Tipos de trabalho autônomo
O trabalhador autônomo também é um prestador de serviço. Assim, ele se divide em dois tipos:
Prestador de serviço de profissões regulamentadas: devem ter formação técnica para exercer as suas funções: arquitetos, dentistas, médicos, psicólogos, advogados, contadores etc. São os profissionais liberais.
Prestador de serviço de profissões não regulamentadas: não precisam de formação técnica para trabalhar na área: faxineiras, domésticos, organizador de eventos infantis, babá, cuidadores etc.
Registro do trabalhador autônomo
O trabalho autônomo não exige legalmente que o profissional tenha um registro de classe para prestar um serviço. No entanto, caso deseje maior formalidade no seu trabalho, e também possuir um registro profissional, o trabalhador autônomo pode abrir um MEI.
O MEI (Microempreendedor Individual) é uma opção que permite que o profissional tenha efetivamente uma empresa, com emissão de nota fiscal e maior acesso à benefícios previdenciários. O MEI paga menos imposto do que outros tipos de empresa, mas precisa ter o faturamento de até R$ 81 mil anuais.
Além disso, ele pode contratar até um funcionário e a atividade exercida deve ser uma das muitas atividades econômicas admitidas ao MEI.
Qual trabalho autônomo dá mais dinheiro?
O quanto alguém pode ganhar como trabalhador autônomo depende de diversos fatores, como habilidades, especialização, mercado, demanda, entre outros. Contudo, é possível mencionar alguns trabalhos autônomos que podem render bons salários, incluindo: consultoria, programação, design gráfico, tradução, fotografia, entre outros. É importante pesquisar e avaliar suas habilidades e o mercado antes de escolher uma carreira autônoma.
Algumas das profissões que são mais comuns para trabalhadores autônomos:
Editor de vídeo
Analista de marketing digital
Contador
Consultor
Advogado
Professor particular
Qual a diferença entre profissional autônomo, profissional liberal e MEI?
As diferenças entre profissional autônomo, profissional liberal e MEI são as seguintes:
Profissional Autônomo: trabalhador que presta serviços sem vínculo de emprego com seus clientes. Não precisa de registro profissional ou formação para exercer a profissão.
Profissional Liberal: é uma categoria de profissional autônomo que exerce atividades regulamentadas por órgãos profissionais, como médicos, advogados, dentistas, entre outros.
MEI (Microempreendedor Individual): é uma pessoa física que atua como empreendedor individual e tem direito a algumas vantagens fiscais e previdenciárias. Para se tornar um MEI, é preciso seguir algumas regras e limitações, como ter um faturamento anual limitado a R$81.000,00 e só poder contratar um empregado.
Em resumo, o MEI é uma categoria específica de profissional autônomo que possui algumas vantagens fiscais e previdenciárias. Já o profissional liberal é uma subcategoria de profissional autônomo que exerce atividades regulamentadas.
Vale a pena se tornar pessoa jurídica (PJ) como profissional autônomo?
Muitos profissionais autônomos ficam em dúvida se devem abrir um MEI e se formalizar, ou se devem manter a condição de autônomo como pessoa física mesmo.
Para saber se vale a pena para um trabalhador autônomo abrir uma empresa e virar pessoa jurídica, vários fatores devem ser levados em consideração. Isso porque existem algumas vantagens para quem realiza trabalha autônomo, mas também existem alguns pontos que são mais vantajosos para quem é pessoa jurídica.
Faturamento e Imposto de renda
Quem é trabalhador autônomo precisa pagar imposto caso sua renda ultrapasse o teto de isenção mensalmente, que é de R$1.903 atualmente. A partir disso, quanto maior for a renda, maior será a alíquota de contribuição da pessoa física.
Quanto à pessoa jurídica, a tributação é completamente diferente, e vai depender do tipo de empresa que o trabalhador tiver. A opção mais comum para o trabalhador individual que pretende abrir uma empresa é ter um MEI, que é um tipo de empresa com tributação simplificada.
A alíquota varia de acordo com a atividade econômica da empresa, mas geralmente é de 5% a 14%. Além disso, o MEI também precisa pagar anualmente a DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é uma guia de pagamento para o recolhimento dos impostos devidos. O MEI é isento de impostos federais, portanto caso o faturamento do trabalhador for de até R$80 mil essa é uma ótima opção para se formalizar.
Inscrição Municipal e ISS
O Imposto Sobre Serviços (ISS) é um tributo municipal cobrado por cada serviço prestado no caso dos profissionais autônomos. Porém, em alguns municípios, profissionais autônomos como médicos, veterinários, cabeleireiros, entre outros, têm direito à isenção desse imposto, desde que atendam às normas estabelecidas pela prefeitura para sua categoria profissional. Devido a isso, é importante consultar qual é a legislação na sua cidade.
No caso de um MEI, no que se refere à pessoa jurídica, o ISS é um imposto que já está incluso na DAS mensal paga pelo microempreendedor individual, então ele não precisa se preocupar com isso.
Livro caixa e dedução de despesas
O trabalhador autônomo, enquanto pessoa física, possui o direito de deduzir da base de cálculo, para fins de pagamento de imposto de renda, as despesas que ele possui decorrentes da prestação de serviços. Isso é feito por meio do registro dessas despesas no livro caixa, que é um documento com o propósito de manter a comprovação de custos e despesas.
Enquanto isso, O Microempreendedor Individual (MEI) é tributado com o Simples Nacional, que é um regime de tributação simplificado que cobra impostos de forma unificada e calcula uma alíquota única sobre a receita bruta da empresa.
Vantagens de ser um profissional autônomo
Assim como acontece em todo tipo de emprego, existem vantagens e desvantagens no trabalho autônomo. Veja a seguir quais são:
Jornada flexível de trabalho;
Autonomia nas atividades desempenhadas;
Ganho por produtividade;
Não precisa cumprir horário comercial;
Não tem um chefe a quem se reportar;
Possibilidade de trabalhar em casa;
Com uma boa gestão de tempo, há mais tempo para ficar com a família e fazer atividades que gosta.
Desvantagens de ser um profissional autônomo
A principal vantagem do trabalho autônomo é a liberdade que ele proporciona para o profissional, isso é inegável. No entanto, na mesma medida que a pessoa tem muito mais liberdade, ela também tem muito mais responsabilidade sobre todo o negócio. Isso porque o Mais responsabilidade em todas as áreas do negócio.
Instabilidade financeira, visto que os ganhos dependem da quantidade de clientes;
Ausência de benefícios comuns no trabalho CLT como férias, FGTS, folgas remuneradas, vale transporte e vale refeição etc;
Quais são os direitos do trabalhador autônomo?
Ao filiar-se ao INSS, o autônomo tem todos os direitos garantidos como, por exemplo:
Aposentadoria por idade ou invalidez;
Auxílio-doença e auxílio reclusão;
Salário maternidade;
Pensão por morte.
Previdência social do trabalho autônomo
O profissional autônomo não tem registro em carteira e, para que tenha direito a benefícios previdenciários, ele deve se filiar ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), pagando uma alíquota que pode variar de 5% a 11%, dependendo da renda mensal. Dessa forma, o profissional autônomo é classificado como Contribuinte Individual.
Impostos pagos pelo trabalhador autônomo
Além da contribuição previdenciária, o profissional autônomo também precisa pagar outros tributos, como os especificados a seguir:
Taxa de contribuição para sindicatos e Conselhos Federais
Se o autônomo resolver se tornar um Microempreendedor Individual (MEI), todos esses impostos são reunidos em uma parcela única mensal, com um valor que gira em torno de R$ 50,00.
Como se tornar um trabalhador autônomo?
Para se tornar um trabalhador autônomo, o primeiro passo é definir o serviço que você deseja prestar para as pessoas. Depois, é só fazer a divulgação do seu trabalho e se capacitar constantemente para oferecer um serviço de qualidade.
O passo seguinte é filiar-se ao INSS e fazer a sua contribuição mensal para que tenha direitos garantidos e possa emitir nota fiscal, profissionalizando ainda mais o seu trabalho. Lembrando sempre de verificar se a atividade que você exerce exige conhecimento técnico ou não.
O trabalhador autônomo é um profissional que, como vimos, não tem a segurança de um emprego CLT. Isso porque é ele que faz o próprio horário, que capta clientes, que estuda e se capacita por conta própria, não tem plano de saúde, não tem renda fixa e responde pessoalmente por possíveis danos que prestar ao cliente.
Diante de tudo isso, precisamos ressaltar que o prestador de serviço precisa de outras características para que consiga, de fato, se manter no mercado fazendo aquilo que ele sabe e gosta de fazer. Os principais pontos são:
Bom relacionamento interpessoal
Boa comunicação
Inteligência emocional
Controle financeiro
Gestão de tempo
Criatividade
Como começar um trabalho autônomo?
Se você pretende trabalhar como autônomo, seja para fazer uma renda extra ou para tornar essa sua principal profissão, é interessante saber alguns passos necessários para um bom planejamento das suas atividades.
Defina o seu negócio: Escolha a atividade que você deseja desenvolver e verifique se ela é permitida como MEI.
Faça uma pesquisa de mercado: Verifique a demanda e a concorrência no segmento escolhido.
Elabore um plano de negócios: Defina metas, estratégias, fontes de receita, despesas e fluxo de caixa. Confira dicas para fazer uma gestão empresarial de sucesso.
Registre sua empresa: Para se formalizar como MEI, você precisa se inscrever no Portal do Empreendedor e pagar anualmente o DAS.
Cuide da sua contabilidade: Mantenha uma contabilidade organizada e atualizada para facilitar a declaração de impostos e evitar problemas fiscais.
Divulgue seu negócio: Utilize as redes sociais, anúncios em jornais locais, distribuição de panfletos, entre outros meios para divulgar sua empresa.
Lembre-se de sempre seguir as leis e regulamentos vigentes, incluindo questões trabalhistas e tributárias, para evitar problemas futuros.
Novas tendências de mercado
O trabalho autônomo é uma tendência mundial. No Brasil, o número de profissionais autônomos prestadores de serviço cresce cada vez mais. As razões são as muitas vantagens que o trabalho autônomo apresenta e a dificuldade que muitas vezes existe para se ter acesso ao emprego de carteira assinada.
Além disso, trabalhar por conta própria também faz parte de uma realização pessoal de muitas pessoas. Muitos indivíduos não conseguem manter um emprego formal simplesmente porque não se adequam àquele tipo de trabalho padronizado, como é o caso da grande maioria dos empregos atuais.
Desta forma, para um profissional, optar por investir em um negócio próprio se torna uma oportunidade não só de conseguir um meio de vida, mas também de ser reconhecido financeiramente por aquilo que ele sabe fazer.
As principais tendências de trabalho autônomo são:
Marketing digital
Beleza e Estética
Alimentação saudável
Personal Trainer
Consultorias
Mentorias
Vendas online (E-commerce)
Como elaborar um contrato de trabalho autônomo?
O contrato de trabalho é o documento oficial que regula a relação entre profissional e empregador. Essa contratação deve ser feita por escrito, com informações precisas e claras sobre as responsabilidades, deveres e direitos de cada parte.
Além disso, um contrato bem elaborado deve apresentar: dados pessoais das partes envolvidas, descrição dos serviços prestados, data de início e término do serviço, cláusulas relacionadas a quebra de contrato e outras informações que as partes julgarem fundamentais para firmar esse acordo.
Qual a realidade do trabalho autônomo no Brasil?
A alguns anos atrás existia uma concepção de que o trabalho autônomo era comum à pessoas com baixa escolaridade e capacitação. No entanto, esse conceito não poderia estar mais distante do que realmente acontece hoje: estima-se que entre os profissionais autônomos, a proporção de trabalhadores autônomos com ensino superior completo ou não concluído aumentou de 18,8% no 1º trimestre do ano passado para 20,9% no 2º trimestre deste ano. Além disso, a participação dos que possuem ensino médio, concluído ou não, passou de 36,7% para 38,2%.
Além disso, existem mais alguns processos pelos quais o cenário de emprego no país passou e ainda está passando que tornam o trabalho autônomo tão atrativo para muita gente:
A quantidade de desempregados no Brasil atingiu 9,46 milhões no final de 2022, o que estimulou uma maior procura por trabalho autônomo entre pessoas com diferentes níveis de escolaridade, com o objetivo de gerar renda.
O número de jovens que querem empreender e trabalhar por conta própria têm aumentado muito. Isso se deve em grande parte à perspectiva de liberdade que o trabalho autônomo proporciona. Algo que comprova isso é que, segundo uma pesquisa realizada em 2022, mostrou que 8 milhões de jovens no Brasil possuíam seu próprio negócio.
Dicas para trabalhar como autônomo
Enquanto você vai ter total liberdade nas decisões do seu próprio negócio, ao escolher pelo trabalho autônomo você vai precisar de muito planejamento e organização para poder alcançar os resultados desejados.
Aperfeiçoe a gestão financeira de sua empresa: monitore despesas, identifique processos que causem prejuízos e elimine-os para direcionar recursos para alternativas mais rentáveis. Promova a liquidação de estoques, ofereça vantagens de pagamento, invista em marketing digital e estabeleça parcerias para aumentar a visibilidade do negócio.
Renegocie prazos e valores para manter o fluxo de caixa equilibrado e arque com custos de forma estratégica, preparando-se para possíveis emergências. Pesquise opções de crédito para autônomo, caso precise investir ou reequilibrar o caixa. Preveja entradas e saídas com precisão para preservar a estabilidade financeira da empresa em meio a eventuais oscilações da economia.
Como ser produtivo trabalhando como autônomo?
A produtividade está muito ligada à rotina e planejamento, e para realizar um trabalho autônomo, o profissional precisa dar muita atenção para esses fatores. Caso contrário, vai se encontrar em uma situação onde seu trabalho vai dar pouco ou nenhum resultado.
Crie uma rotina: Defina horários de trabalho claros e cumpra-os rigorosamente, assim como horários para descanso, alimentação e lazer.
Estabeleça metas: Determine objetivos claros e mensuráveis, e estabeleça um plano para alcançá-los.
Tenha um ambiente de trabalho organizado: Mantenha o seu espaço de trabalho organizado, limpo e livre de distrações.
Mantenha-se motivado: Em grande parte da nossa rotina realizamos nossas atividades por questão de necessidade e senso de obrigação. Mas sempre é válido tentar encontrar maneiras de se manter motivado, como trabalhar em um local agradável ou ouvir música.
Gerencie seu tempo: Aprenda a gerenciar seu tempo eficazmente, evitando procrastinação e mantendo-se concentrado no trabalho.
Conecte-se com outros autônomos: Fazer parte de uma comunidade de autônomos pode ser uma fonte valiosa de apoio, motivação e ideias.
Equilibre trabalho e vida pessoal: Mantenha um equilíbrio saudável entre o trabalho e a vida pessoal, dedicando tempo suficiente a ambos.
Lembre-se de que ser produtivo como autônomo requer muita disciplina e autogestão, mas a recompensa é a liberdade de trabalhar em seu próprio ritmo e alcançar seus objetivos financeiros.
Como trabalhar de autônomo fora do país?
A possibilidade de trabalhar em outro país é uma experiência que muitas pessoas desejam ter, tanto pelo aprendizado como pela possibilidade de vivenciar uma cultura completamente diferente. E com o trabalho autônomo essa possibilidade pode se tornar realidade, com o conhecimento e o planejamento certo.
Trabalhar como autônomo em outro país envolve alguns desafios, você estará trabalhando com pessoas muito diferentes, com outras realidades e expectativas. Isso é algo que exige muita flexibilidade de alguém que pretende fazer negócios em um país extrangeiro.
No entanto, se você tem esse objetivo, e tem a disposição necessária para enfrentar a adaptação, saiba que é possível. Algumas etapas importantes para trabalhar no exterior incluem:
Pesquise a regulamentação para trabalho autônomo no país escolhido.
Certifique-se de possuir todos os documentos necessários, como visto e seguro-saúde.
Estabeleça uma conta bancária e um endereço de residência no país.
Conheça as leis tributárias e as obrigações fiscais, incluindo o pagamento de impostos sobre renda.
Crie uma rede de contatos e encontre oportunidades de negócios.
Mantenha uma boa comunicação com seus clientes e fornecedores, ofereça um excelente atendimento ao cliente e invista em marketing para expandir sua atividade.
Lembre-se de que é importante seguir todas as leis e regulamentos do país escolhido e manter registros precisos de suas atividades financeiras para evitar problemas futuros.
Perguntas frequentes sobre trabalho autônomo
Qual é o salário de um autônomo?
O rendimento mensal de um autônomo varia muito dependendo do tipo de trabalho, da localização, da qualificação, da concorrência e de outros fatores. O profissional que trabalha por conta própria é responsável por toda captação de clientes e os custos gerados por suas atividades. Por isso, a sua renda final dependerá da sua capacidade de gerir bem o seu negócio e de encontrar clientes que estejam dispostos a pagar pelo seu trabalho.
Quais são os trabalhos autônomos?
Alguns exemplos de profissões que são mais comuns como autônomo hoje são: Editor de vídeo, Professor particular, Advogado, Profissional de beleza ou estética, Desenvolvedor, Redator, Contador, Designer gráfico.
Qual trabalho autônomo dá mais dinheiro?
Alguns dos trabalhos autônomos que tendem a ser mais lucrativos incluem: consultorias empresariais, serviços de design gráfico, desenvolvimento de software, fotografia profissional, marketing digital, tradução de idiomas, entre outros. É importante destacar que, independentemente do trabalho que você escolher, é preciso ter habilidades e conhecimentos específicos para se destacar e captar mais clientes.
O trabalhador autônomo tem direitos trabalhistas?
O profissional autônomo não possui nenhum vínculo de trabalho contratual, portanto, caso deseje usufruir de direitos de previdência comuns aos empregos de carteira assinada, precisa procurar o INSS para fazer a contribuição individualmente. Alguns dos benefícios que essa contribuição proporciona são:
Aposentadoria por idade, por invalidez, por tempo de contribuição ou especial;
Auxílio-doença;
Pensão;
Salário-maternidade.
Considerações finais
O trabalho autônomo é uma prática cada vez mais presente na atualidade. Profissionais estão deixando de lado a estabilidade, e também o modelo engessado do emprego formal CLT, para empreender e investir no trabalho por conta própria, atraídos pelas inúmeras vantagens. Contudo, é preciso ficar atento aos impostos, legalização da atividade, desvantagens e criação do contrato que orienta as partes interessadas para evitar problemas e frustrações futuras.
Você já enfrentou problemas por falta de um SLA (Service Level Agreement) na relação com um cliente? Talvez tenha recebido um pedido fora do combinado ou esperado um retorno que nunca aconteceu, gerando frustração e decepção.
Essas situações são comuns na prestação de serviços. No entanto, o Service Level Agreement existe justamente para evitar esse tipo de conflito. Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é SLA, por que ele é essencial e como aplicá-lo na prática.
O que é um Service Level Agreement
O SLA (Service Level Agreement) é um contrato formal entre fornecedor e cliente que estabelece os serviços prestados. Além disso, define padrões de desempenho. O documento detalha a disponibilidade e o tempo de resposta. Por fim, ele descreve as responsabilidades envolvidas e os indicadores usados para medição.
Dessa forma, o contrato garante clareza e alinha expectativas entre as partes. Também define ações corretivas caso os níveis acordados não sejam cumpridos. Além disso, empresas de TI e serviços terceirizados utilizam amplamente esse modelo de acordo no dia a dia corporativo.
O SLA define metas claras e mensuráveis. Por exemplo, estabelece 99,9% de uptime ou um tempo de resposta de até 24 horas. Consequentemente, o documento assegura a qualidade e a transparência. Desse modo, as partes evitam interpretações equivocadas sobre o serviço.
Principais componentes de um SLA
Definição do serviço: descreve exatamente o que será entregue.
Métricas de desempenho: objetivos mensuráveis (ex.: disponibilidade, velocidade, tempo de solução).
Responsabilidades: obrigações do fornecedor e do cliente.
Medição e relatórios: como o desempenho será monitorado e comunicado.
Penalidades ou compensações: medidas aplicáveis se as metas não forem atingidas (ex.: créditos, rescisão).
Processo de revisão: encontros periódicos para avaliar resultados e ajustes.
A importância do Service Level Agreement
A principal vantagem do SLA é a segurança das informações e, claro, dos serviços prestados. Com o documento, o contratante e o contratado sabem o que esperar um do outro. Dessa maneira, eles conhecem exatamente seus direitos e deveres.
Assim, caso ocorra algum imprevisto, equívoco ou desentendimento, todos já sabem como proceder. Consequentemente, as partes saberão exatamente onde devem buscar ajuda necessária. Então, o SLA não só viabiliza os contratos firmados, mas também os estimula e os fortalece.
Por outro lado, se uma das partes descumprir o SLA, a parte contrária poderá exigir o cumprimento. Além disso, pode solicitar multa na negativa.
Clareza e transparência: reduzem dúvidas sobre as expectativas do serviço.
Responsabilização: garantem o cumprimento dos níveis de qualidade acordados.
Gestão de riscos: protegem ambas as partes ao definir consequências para falhas.
Melhoria no relacionamento: fortalecem a comunicação e a confiança.
Exemplos
O SLA se adequa a vários perfis de empresas e prestadores de serviço. Parceiros, empresas, consumidores ou fornecedores podem aplicar o SLA em suas relações comerciais. Inclusive, ele funciona entre determinados setores dentro de uma mesma organização.
Agências de marketing, contabilidade ou TI podem executar esse acordo em seus processos. Assim, ele atende qualquer instituição que precise manter relações saudáveis de prestação de serviços.
Por exemplo, uma empresa que presta um serviço de consultoria para outra empresa deve deixar claro quais são as suas funções e responsabilidades. Só assim a equipe realizará o trabalho de forma lúcida e coerente, garantindo a satisfação de todos.
TI: um provedor de nuvem assegura 99,9% de disponibilidade da rede.
Vendas e marketing: o marketing se compromete a entregar 50 leads qualificados até o fim do mês.
Logística: uma transportadora garante entrega em até 48 horas para o e-commerce.
Diferenças entre um SLA e um KPI
Apesar de ainda haver muitas confusões a respeito desses dois conceitos, a verdade é que eles são termos diferentes. O SLA, como vimos, é um acordo feito entre parceiros para garantir a realização das ações estabelecidas entre ambos.
O intuito é garantir que tudo ocorra conforme o definido. Dessa forma, evita-se a cobrança de serviços extras ou o descumprimento de pontos firmados.
Já o KPI é uma sigla que representa um índice de desempenho. O recurso mede a evolução de ações que a empresa já praticou anteriormente. Ou seja, o KPI tem o objetivo de verificar se determinada estratégia surtiu o efeito desejado e pensado lá atrás.
O KPI trabalha sobre algo que já aconteceu. Por outro lado, a empresa constrói o SLA antecipadamente para tornar a execução das tarefas mais segura.
Quais são os cuidados necessários na elaboração?
Antes de firmar qualquer tipo de acordo ou contrato é fundamental ficar atento aos riscos e tentar, de todas as formas, minimizá-los. O objetivo é evitar promessas impossíveis de cumprir para não prejudicar a imagem perante o cliente e o mercado. Sendo assim, seguem três dicas básicas:
Conheça bem o seu serviço: saiba o que pode ser possível oferecer ao seu cliente para não ir além do seu limite;
Mantenha tudo registrado e arquivado: ter todo o contrato por escrito reduz riscos de desencontro de informações;
Garanta que seu parceiro conheça as informações: as partes podem assinar o SLA pessoalmente, digitalmente ou por e-mail. O importante é que o seu cliente concorde com tudo o que está escrito ali.
E a parte prática? Veja logo abaixo como colocar o seu SLA no papel:
Conheça o seu trabalho e o que pode ser ofertado;
Defina os objetivos do serviço que será entregue;
Defina as funções de cada membro da equipe;
Encontre um padrão para atingir e foque no alcance desse resultado;
Defina métricas para alcançar e garantir a satisfação dos resultados;
Defina prazos e cumpra-os.
Quais são os tipos de SLA
De uma maneira geral, existem basicamente dois tipos de SLA. Eles são diferentes, mesmo que a empresa execute ambos os modelos de gestão. Veja só:
SLA com foco total no cliente
Aqui o foco é o cliente. Isso quer dizer que o acordo considera as expectativas do consumidor. Portanto, ele leva em conta o serviço que o cliente está adquirindo no momento. É um contrato mais específico e personalizado, de acordo com as características e desejos de cada parceiro.
Pode ser confuso e trabalhoso criar um SLA para cada tipo de cliente. Isso ocorre principalmente se a empresa for uma prestadora de serviços. Portanto, não é um modelo indicado para esse tipo de negócio.
Caso tenha interesse por esta modalidade, fique atento às alterações nos contratos. É fundamental revisar os termos sempre que ofertar o serviço para novos clientes.
SLA com foco total no serviço
SLA padronizado que leva em conta não o desejo específico do cliente, mas o material que deverá ser entregue. É o tipo de SLA mais recomendado para quem presta serviços porque facilita muito o trabalho.
Ao formalizar o contrato, o documento deve especificar todas as características do produto que a empresa entregará. É possível fazer alterações, de acordo com as necessidades específicas de cada cliente, mas é importante ter um modelo para servir como base.
Conclusão
SLA (Service Level Agreement) é um acordo de confiança entre duas partes envolvidas e interessadas em um mesmo procedimento. A empresa e o prestador de serviço podem firmar esse acordo, assim como departamentos da mesma organização. O SLA garante o cumprimento das promessas para que ambos saiam satisfeitos dessa transação. O objetivo é um só: fortalecer as relações de parceria com foco no crescimento das partes envolvidas.
Temos vários modelos para validar uma venda ou compra de um produto, eles podem ser notas fiscais, cupons fiscais e até recibos manuais. Um desses modelos de validação de compra ou venda, é a NFC-e. Em alguns lugares do Brasil, ela é obrigatória, mas em outros ainda não. Então, empreendedor Paranaense, você sabe o que é a NFC-e? Para que ela serve? Será que você deve emitir? E se deve, aprenda como emitir NFC-e no PR.
O que é a NFC-e?
A nota fiscal do consumidor eletrônica, ou NFC-e, é um registro digital comercial que confirma uma venda ou compra. Assim, trazendo informações do emissor, e não as do cliente, ela é mais rápida. Sendo assim uma alternativa para substituir o cupom fiscal. O que facilita a transmissão online e gera possibilidade de consulta da nota pelo cliente de forma online.
Dessa forma, por ser digital e não impressa, diminui o gasto gerado com papéis e permite a comunicação com outras plataformas de vendas. A nota fiscal do consumidor eletrônica, por ser digital, pode ser acessada em qualquer lugar, por meio de um site que disponibiliza a consulta. Como aqui.
DANFE NFC-e
A DANFE é o documento auxiliar da NF-e. A NFC-e também contém um documento auxiliar, a DANFE NFC-e. Assim, seguindo o mesmo intuito da DANFE, a DANFE NFC-e é um documento simplificado da nota fiscal do consumidor eletrônica. Esse arquivo deve ser impresso em uma impressora comum, a não fiscal. O arquivo consiste em informações do arquivo eletrônico XML e da nota fiscal do consumidor eletrônica.
Um dos propósitos da DANFE é acompanhar qualquer mercadoria em trânsito. Assim, ela precisa conter um QR code, para melhor visualização pelo cliente ou algum fiscal.
Sendo assim, um dos únicos momentos no qual a nota é obrigatória, é quando há algum item para entrega. O outro é quando a nota é emitida em contingência, fazendo a DANFE obrigatória também, o que torna possível que o comprador peça sua impressão ou não.
Ainda, caso exista qualquer dúvida sobre as especificações da DANFE, consulte o “Manual de Especificações Técnicas do DANFE NFC-e e QR Code”. Ele se encontra disponível no Portal da Nota Fiscal Eletrônica, no menu “Documentos / Manuais”. Ou acessando aqui.
Quem emite a NFC-e no Paraná?
De acordo com a SEFAZ PR, a partir de 01/01/2017 todas as empresas de comércio varejista devem, obrigatoriamente, emitir NFC-e no PR; conforme Resolução SEFA nº 145/2015. O processo, que começou em Abril/2015, terminou em Janeiro/2016. Exceto para empresas que optaram por continuar a emitir o cupom fiscal por impressora fiscal, cujo prazo terminou em 31/12/2016, conforme Resolução SEFA nº 1816/2016. Assim, em 1º de Janeiro de 2017 as empresas foram impossibilitadas de fazer a emissão do cupom fiscal pela impressora fiscal.
Data
Contribuinte
1º de julho de 2015
Comércio varejista de combustíveis.
1º de agosto de 2015
Lanchonetes, restaurantes, bares, livrarias, comércio varejista de artigos de viagem, de munições e armas.
1º de setembro de 2015
Loja de automóveis, calçados, tecidos e bijuterias.
1º de outubro de 2015
Padarias, relojoarias, suprimento de informática, iluminação e comércio de produtos usados.
1º de novembro de 2015
Vestuário e material de construção.
1º de dezembro de 2015
Lojas de conveniência, de departamento, brinquedos e tabacarias.
1º de janeiro de 2016
Supermercado, açougues e farmácias.
Caso exista alguma dúvida sobre o assunto, ou queira saber mais, é possível consultar o portal SPED/PR, disponível neste link.
Como cancelar a NFC-e?
A nota só poderá ser cancelada até 24 horas após a autorização de uso feita pela SEFA. Ela pode ser feita apenas caso o produto ainda esteja dentro do estabelecimento que fez a venda. Assim, podendo ser feito o cancelamento através do mesmo sistema onde é realizado o lançamento da nota.
Carta de correção serve para NFC-e?
A carta de correção é feita apenas para correção de dados da NF-e. Assim, não podendo ser utilizada para correção de NFC-e.
É possível emitir uma NFC-e em contingência?
Uma nota emitida em contingência acontece quando não existe nenhuma possibilidade de emissão da nota fiscal. Assim, é emitida uma nota fiscal do consumidor eletrônica em contingência, de forma offline. Portanto, ela deverá ser enviada à SEFA até o primeiro dia útil a começar da data de emissão.
O único meio de se emitir uma nota fiscal do consumidor eletrônica é quando existe algum problema. Mas apenas algo que torna a emissão completamente impossibilitada, como problemas técnicos de comunicação ou para processar informações.
Assim, em caso de haver alguma dúvida restante sobre a emissão da nota fiscal do consumidor eletrônica, elas podem ser sanadas no “Manual de Especificações da Contingência Offline para NFC-e”. É um manual disponibilizado pelo Portal Nacional da NF-e. É possível encontrá-lo no menu “Documentos / Manuais”. Ou, diretamente por aqui.
Como emitir NFC-e no PR?
Para emitir NFC-e no PR é preciso um sistema emissor de NFC-e. Eles, além de propiciarem um controle de várias áreas da sua empresa, ainda disponibilizam emissão de NFC-e e NF-e. Bem como boletos e relatórios. Assim, basta apenas habilitar o emissor no Paraná.
Também, para realizar a emissão de uma NFC-e é preciso ter um Código de Segurança do Contribuinte, o CSC. Dessa forma, para gerar tal código, é necessário realizar um cadastro no Portal Receita/PR. Após entrar no Portal é possível encontrar no menu Serviços o caminho DF-e, em seguida, NFC-e, CSC e Controle. Assim, selecione o ambiente Produção ou Homologação, digite o CNPJ da sua empresa e pesquise. Desse modo é possível identificar se já existe algum CSC no nome da sua empresa.
Caso não exista, solicite a criação de um novo em “Solicitar”, ao lado do campo de inserção do CNPJ. Então será gerado seu CSC. Assim, é possível ter até 2 Códigos válidos por ambiente, podendo ser utilizado em empresas do PR. E além do CSC, também será necessário instalar um certificado digital modelo A1.
Assim, utilizando o sistema eGestor para emitir NFC-e no PR, é necessário disponibilizar o seu certificado digital, o CSC, o ID do CSC, e os dados tributários e da sua empresa. Desta forma, toda vez que uma venda for cadastrada no sistema, será exibido a opção de “Gerar a NFC-e”.
Além de ser um sistema de gestão eficiente com a emissão de notas fiscais, o eGestor também faz um controle completo do seu financeiro e estoque. Da mesma maneira que possui um controle integral do seu fluxo de caixa e vendas.
O eGestor é um software completo para gestão de micro e pequenas empresas fácil e online. Sistema de Controle de Estoque, Controle Financeiro, Controle de Compras e Vendas, Emissão de Nota Fiscal, NFCe, Boletos e muito mais!