SAAS: entenda as vantagens desse serviço para o seu negócio

SAAS: entenda as vantagens desse serviço para o seu negócio

Quando você escolhe um filme no Netflix, não se imagina mais saindo de casa para alugar uma fita, não é mesmo? Na hora de fazer uma playlist para festas ou aproveitar uma já feita no Spotify também não se lembra de como era o Kazaa? Tecnologia é isso, muda o tempo todo. É disruptiva, acaba com serviços tradicionais, se reinventa. O Saas ou Software as a Service, bebe da mesma fonte: novas maneiras de realizar antigos processos.

A computação em nuvem não é mais uma tendência, mas sim, uma realidade em várias empresas. E o consumo dos SaaS também começou há algum tempo com soluções como o Google Drive, por exemplo.

A evolução acontece e diante dela, empreendedores conseguem estabelecer suas startups, podendo iniciá-las em uma garagem e ainda assim estão inseridos em mercados muito maiores do que eles.

Os sistemas Saas possuem a sua operação totalmente online, sendo necessária apenas uma boa conexão a internet para tal. Por meio destes softwares, as empresas podem armazenar os seus processos de uma forma extremamente segura, sem a necessidade de um servidor específico.

Se você se interessou pelo assunto, fique com a gente até o final do post, pois vamos nos aprofundar a respeito do SaaS e suas vantagens!

O que é um SaaS?

Hoje em dia, existem vários tipos de SaaS no mercado: para ouvir música, para gerenciar o controle financeiro de empresas, para acompanhar o funil de vendas e muitos mais. Talvez você já use um e não perceba em algum aplicativo de vídeo sob demanda ou mesmo gestão de tarefas.

Também chamados de software na web, software sob demanda ou software hospedado. O SaaS é portanto a uma plataforma web baseada na nuvem.

Você deve lembrar que, antigamente, para instalar qualquer programa no seu computador, isso dependia de um disquete, um CD-ROM, até chegar a um pen drive.

Esse modelo de negócios faz a distribuição, implantação, atualização e manutenção totalmente por meio de uma plataforma na internet. Assim, não é mais necessário instalar um software e ter que ficar atento à manutenção desses serviços.

Alguns exemplos de empresas SaaS

  • LinkedIn: trata-se da maior rede social de caráter profissional do mundo. Através do LinkedIn é possível gerenciar os seus contatos profissionais, realizar entrevistas de emprego, analisar currículos, recrutar novos profissionais e captar novos clientes para a sua empresa de uma forma totalmente online;
  • RD Station: é o principal software brasileiro de inbound marketing, o qual permite a automação de todos os seus leads e realiza um monitoramento aprofundado de todas as suas estratégias de marketing digital.
  • eGestor: no mercado desde 2009 e já com mais de 10.000 clientes em todo o Brasil, o eGestor é um sistema de gestão empresarial na nuvem, que permite a automatização de diversos processos para as empresas, como controle de estoque e financeiro, gerenciamento de compras e vendas, emissão de relatórios gerenciais, dentre muitas outras funcionalidades. Tudo de uma forma totalmente online a partir de qualquer computador, tablet ou smartphone.

Quais sãos as vantagens de adotar o SaaS na minha empresa?

Os Software as a Service já são queridinhos de muita gente, mas alguns empresários ainda sentem insegurança quanto a deixar suas informações na nuvem. Vamos mostrar algumas vantagens desse tipo de plataforma para que a falta de informação não seja um impeditivo:

Segurança

Um software de prateleira não garante segurança. Você lembra do caso do ataque cibernético que aconteceu em maio de 2017? Segundo a agência de notícias Reuters, 200 mil pessoas foram afetadas em mais de 150 países pelo vírus Wanna Cry.

ransonware bloqueou computadores em hospitais, escolas e em comércios. O vírus se espalhou por uma brecha no sistema da Microsoft que podia ter sido evitada por uma atualização do programa.

Com um SaaS, isso provavelmente não teria acontecido, pois não é o usuário que faz a atualização — a plataforma é atualizada pelo seu provedor. Além disso, eles asseguram de que toda a transmissão de dados é protegida por códigos específicos.

Manutenção mais fácil

Como já vimos, os programas tradicionais voltados para empresas ou para o cliente individual possuem atualizações anuais de versão. Essas versões geralmente custam um pouco a mais e sempre são lançadas em pacotes de uma vez só.

Já o SaaS leva vantagem nesse quesito. Como o uso da ferramenta fornece diariamente para os desenvolvedores todos os erros que podem ser melhorados, as atualizações são mais constantes.

Quem está usando a plataforma não percebe as pequenas melhorias e elas são implementadas de forma transparente, ou seja, sem que os clientes percebam.

Menos tempo no processo de integração

Você já teve que contratar um time de tecnologia da informação para adotar uma ferramenta na sua empresa por que não conseguia integrá-la com as soluções que já utilizava? Esse tempo acaba com o SaaS. Os fornecedores dessas plataformas já estão acostumados a desenvolver aplicativos de integrações direto da ferramenta.

Isso economiza tempo e dinheiro para a sua. O fato de não necessitar de nenhuma instalação em um servidor específico e configuração permite com que as empresas possam utilizar a ferramenta imediatamente.

Investimento menor

Uma outra vantagem é a financeira. Como as plataformas estão na nuvem, você não vai precisar mais manter servidores enormes em salas climatizadas. O custo com as licenças também pode ser menor por ser mais adaptável para o tamanho que você precisa.

Escalabilidade

E por falar em adaptação, os SaaS são altamente recomendáveis para empresas que crescem de forma rápida. A compra de licenças pode ser ampliada com um novo contato com o provedor de serviços ou, em alguns casos, no próprio site da ferramenta.

Maior eficiência

A adaptação também é de quem a usa. Por ser uma solução especializada, os SaaS são muito voltados para a experiência do usuário e por isso, são muito fáceis de serem utilizadas, tornando a adesão da sua equipe mais rápida e prática. Além disso, algumas funcionalidades podem ser testadas antes de serem implementadas, o que facilita o treinamento dessas equipes.

Suporte via plataforma

Outro ponto importante do Software as a Service é o suporte online. Você tem uma dúvida e ela é resolvida na mesma hora. Eles ainda enviam dicas para o uso e avisos sobre atualizações da ferramenta.

Mobilidade

Por se tratar de uma plataforma web, o SaaS pode ser acessado de qualquer lugar do mundo com um ponto de internet. Você pode ter acesso ao seu controle de estoque, planilhas financeiras, enfim, tudo na mesma hora sem barreiras geográficas.

Variedades de pacotes

As empresas desenvolvedoras de SaaS oferecem diferentes opções para os seus contratantes, que podem escolher o pacote com o melhor custo benefício para as suas necessidades. Em caso de se desejar uma opção mais completa, é possível solicitar as alterações desejadas.

Devo implementar o SaaS na minha empresa?

Com tantas vantagens, os ganhos de competitividade para o seu negócio podem diferenciá-lo dos seus concorrentes. Uma solução SaaS pode ser utilizada tanto em grandes quanto em pequenas empresas. Assim, a tecnologia empregada em ambas pode ser a mesma, não as diferenciando nesse aspecto. Porém, pode desenvolver o micro-SaaS que foca somente em um nicho específico.

Para contratar um serviço desses, primeiro você tem que avaliar seus processos internos e levantar suas necessidades. A fórmula do sucesso está em integrar os processos com as ferramentas.

Aliar o processo de marketing a uma ferramenta de CRM ou seu financeiro a uma SaaS de gestão é indicado para quem quer fazer sua empresa evoluir e alcançar níveis mais produtivos sem aumentar custos.

Como vimos, o Software as a Service é uma solução que pode ser adaptada a qualquer empresa. É uma tendência já consolidada e com possível expansão. Alguns empresários pensam até em disponibilizar serviços dessa forma. Vemos muito isso em companhias que estimulam a inovação dentro de casa como o Google e a Microsoft. A sua pode ser a próxima.

Como utilizar uma ferramenta SaaS?

Para extrair o máximo de benefícios de um sistema SaaS, é preciso seguir algumas medidas. É importante analisar ao máximo as mais variadas estatísticas e informações sobre os seus clientes, que são disponibilizadas pelas plataformas SaaS.

Esse tipo de sistema também possibilita a personalização por parte dos usuários, que podem implementar novas interações sem a necessidade de esperar pelo lançamento de um novo software. No momento de configurar o seu software, é importante estimular o feedback de seus clientes, para avaliar remodelação do sistema de acordo com as suas necessidades.

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Relatório Financeiro: o que é, tipos e importância

Relatório Financeiro: o que é, tipos e importância

A saúde financeira é um dos pilares para o sucesso de um negócio.

É por isso que todas as empresas que querem se manter competitivas no mercado precisam gerir com sabedoria o fluxo de dinheiro em seu interior.

Dentre todas as ferramentas que servem para essa finalidade, uma das mais importantes é o relatório financeiro.

Espere um pouco, você não sabe o que é um relatório financeiro? Tudo bem: elaboramos um conteúdo completo explicando do que se trata esse relatório, quais são seus modelos e porque é essencial para uma boa gestão.

Continue lendo!

O que é um relatório financeiro? 

Um relatório financeiro é o somatório de diversos dados, que podem estar relacionados ou não, visando a extração de informações relevantes para a tomada de decisões. Ou seja, esse documento permite analisar o passado, entender o presente e planejar o futuro.

Entretanto, o termo “relatório financeiro” é genérico, por isso existem muitas variações desse documento. No caso, a empresa pode gerar relatórios tendo como base o Fluxo de Caixa, ou então o DRE e assim por diante.

Antes de prosseguirmos com nossas explicações, vamos apresentar os conceitos “métricas” e “indicadores”, ambos bastante utilizados – e confundidos – no meio empresarial.

O que são métricas e indicadores?

As métricas são dados brutos, ou seja, que foram coletados mas não passaram por processamentos de qualquer natureza. Então, sempre que lemos “métricas”, devemos ter em mente que se trata de pura e simplesmente mensuração.

Portanto, são exemplos de métricas:

  • Ticket médio;
  • Total de faturas pagas;
  • Tempo de permanência dos clientes na loja.

Já os indicadores são números trabalhados, comumente com limitações claras de extremos. Ou seja, a taxa de abertura de e-mails jamais será maior que 1 ou 100%, sendo um indicador clássico do marketing digital.

São exemplos de indicadores:

  • Lucratividade;
  • Custo de Aquisição de Cliente;
  • Valor de Vida do Cliente.

Resumindo: as métricas são coletadas, enquanto os indicadores costumam ser calculados.

Quais são os tipos de relatórios financeiros? 

Como mencionamos anteriormente, existem diversos tipos de relatórios financeiros, e isso pode ser explicado por causa da imensa variedade de indicadores, que são fundamentais para uma boa tomada de decisão.

Nesta seção, vamos discutir os 4 relatórios mais empregados nas empresas, fornecendo dicas de como montá-los e suas finalidades.

Demonstrativo de Fluxo de Caixa

O DFC (Demonstrativo de Fluxo de Caixa) é uma ferramenta essencial para a tomada de decisão dos gestores, tendo o poder de analisar tanto a situação financeira atual quanto a futura da empresa.

Em resumo, esse demonstrativo apresenta todas as movimentações financeiras da empresa, de forma bem resumida, como entradas e saídas de dinheiro da organização. É um bom costume registrar as receitas e despesas diariamente, permitindo um relatório bastante detalhado.

É através do DFC que os gestores conseguem ter um vislumbre de como será a situação financeira da empresa em determinado período. Assim, eles conseguem organizar e planejar ações com base nessas informações, aumentando as chances de sucesso.

Demonstrativo de Resultado de Exercício

O DRE, ao contrário dos demais relatórios descritos neste conteúdo, é completo e bastante complexo. No caso, ele é um documento que serve para seguir as ações das empresas, de modo a apresentar os demonstrativos de um certo período da companhia.

Via de regra, as empresas fazem o DRE no final do ano contábil, como forma de prestar contas à União.

Esse demonstrativo possui os seguintes elementos:

  • Receita bruta;
  • Deduções;
  • Lucro bruto;
  • Despesas diversas;
  • Resultado líquido.

Portanto, esse relatório, além de ser obrigatório por Lei, também traz ótimos insights sobre a empresa como um todo.

Relatório de contas a pagar e a receber

Manter um relatório de contas a pagar e receber é bastante interessante para a gerência. Afinal, um relatório como esse é capaz de ajudar na tomada de decisões, assim como elaborar planejamentos.

Esse relatório é bastante simples, consistindo apenas das receitas e despesas futuras da organização, dispostas em ordem cronológica.

Note que é quase o mesmo princípio do fluxo de caixa; porém, o DFC traz informações sobre o caixa da empresa em diversos cenários, enquanto o relatório de contas a receber e pagar se resume às contas.

Ou seja, seu objetivo é ajudar a manter o controle das despesas do negócio, evitando a inadimplência.

Balanço Patrimonial

O balanço patrimonial possui um elevado grau técnico, por isso costuma ser desenvolvido com a ajuda de contadores.

Em resumo, ele cuida de todas as movimentações financeiras da empresa em um período, considerando-se os ativos, passivos e patrimônio líquido da organização.

Vale lembrar que os ativos representam a soma de bens e direitos da empresa, enquanto os passivos são todas as obrigações relacionadas a terceiros.

E este é o último relatório financeiro que vamos apresentar neste conteúdo. Nas próximas seções, vamos apresentar os motivos de se trabalhar com relatórios, como montar relatórios e as vantagens que eles trazem.

importância do relatório financeiro

Qual o objetivo do relatório financeiro?

Existem várias formas de se trabalhar com relatórios, e a periodicidade de sua emissão é um fator importante. 

Se os relatórios forem emitidos com grandes intervalos, os gestores podem perder oportunidades do mercado, que não costumam durar muito tempo; se são curtos demais, padrões e demais insights podem não estar visíveis nos relatórios, fazendo com que percam seu valor.

A periodicidade adequada para todo tipo de empresa é a mensal. Dessa forma, o acompanhamento das operações e os resultados da empresa são adequadamente mensurados, o que ajuda a gerar valor.

Fora isso, os relatórios mensais trazem diversos benefícios, como veremos nas próximas seções.

Permite acompanhar a saúde financeira da empresa

Uma das grandes vantagens dos relatórios mensais é o acompanhamento da saúde financeira da empresa. De fato, é mais fácil saber como o negócio está indo quando mensuramos seu fluxo de caixa e cuidamos de suas contas.

Vale lembrar que o fluxo de caixa precisa ser registrado todos os dias. Somente assim sua empresa pode usufruir dos benefícios do DFC, que costumam ajudar na hora do planejamento financeiro do seu negócio.

Com relatórios financeiros mensais, é possível traçar uma linha evolutiva da empresa, o que aumenta o controle sobre o negócio.

Ajuda a moldar os objetivos do negócio

Outro ponto importante dos relatórios mensais é que eles são poderosos quando falamos dos objetivos da empresa, e isso se baseia em uma premissa lógica.

Vamos supor que sua empresa lance uma campanha de marketing visando aumentar a geração de leads. No entanto, durante a campanha os analistas notam que a base de clientes está aumentando acima do previsto. Dadas as circunstâncias, alterar o objetivo da campanha é uma ótima ideia, já que clientes costumam valer mais que leads.

O exemplo acima foi de uma campanha de marketing, e seu objetivo era expor a ideia principal deste tópico de uma forma didática; a mesma ideia pode ser modelada para objetivos empresariais complexos.

Tem efeito de “autochecagem”

A autochecagem é uma ótima estratégia para empresas que querem saber se suas ações têm ou não resultados plausíveis, assim como se os mecanismos empregados no negócio estão funcionando como deveriam.

Só para exemplificar, um relatório financeiro que mostra um aumento desproporcional no marketing, mas pouco ou nenhum aumento no faturamento, indica que as estratégias propostas pela equipe não têm um bom ROI (Retorno sobre Investimento).

Entretanto, deve-se tomar cuidado com análises precipitadas: muitas estratégias de marketing só dão resultados após algum tempo no ar; estratégias de SEO, por exemplo, podem levar até 6 meses para surtir efeito. 

Isso pode causar confusão na hora de interpretar os relatórios de seu negócio.

Facilita entender o fluxo de dinheiro na organização

Por fim, outro grande benefício de manter relatórios financeiros mensais é entender o fluxo de dinheiro de sua organização. Como os relatórios trazem diversas informações sobre pagamentos e recebimentos, saber quais são suas maiores fontes de receita e despesa é uma tarefa simples.

Ao estudar o fluxo de dinheiro, você pode encontrar pontos de otimização, cujos quais melhoram o retorno de sua organização, seja ao economizar em áreas desnecessárias ou investir mais em estratégias que garantem ótimos resultados.

Veremos na próxima seção como construir um relatório financeiro.

tipos de relatório financeiro

Como se faz um relatório financeiro? 

Existem várias formas de se construir um relatório financeiro; como vimos, você pode usar informações-chave de sua organização para fazer isso, como no caso do DRE. No entanto, nem sempre usar os demonstrativos suprem todas as necessidades da organização.

Nesta seção, vamos ensinar a montar um relatório que vai se adequar às suas necessidades, através de alguns princípios básicos. Vamos lá!

Centralize as informações

Um dos passos mais importantes na hora de montar um relatório é ter todas as informações em mãos. Se isso não for possível, pelo menos a coleta dos dados precisa ser facilitada, de modo que estejam a poucos cliques de distância.

A centralização é um tema em discussão nos grupos de empreendedores. Afinal, manter os dados do negócio em um mesmo lugar oferece diversas vantagens para a empresa, sobretudo na hora de analisar seus dados.

Uma ótima maneira de fazer isso é usar um sistema de integração.

Automatização de tarefas 

Quando olhamos para as tarefas administrativas, notamos que muitas delas são repetitivas e/ou seguem um padrão claro de execução. São justamente essas características que permitem a automatização de tarefas.

Fora os processos de análise, existem meios de automatizar inclusive a coleta de dados na empresa. Mas, para que isso aconteça sem grandes problemas, é preciso trabalhar com as ferramentas certas, tanto físicas quanto virtuais.

Estabelecer um sistema de código de barras para os itens estocados, por exemplo, pode agilizar a logística de seu negócio. Além disso, as informações colhidas pelo leitor vão direto para o sistema, sem a necessidade de intermediários humanos para seu bom andamento.

Ou seja, além de diminuir a chance de erros, ainda fomenta a centralização das informações, como descrito no item anterior.

Padronizar informações 

Outro ponto que faz bastante diferença na hora de elaborar um relatório é a leitura dos dados registrados. Olhando de outro ponto de vista, a padronização na hora de registrar informações é essencial para montar ótimos relatórios financeiros.

Um dos problemas de padronizar as informações é que cada empresa trabalha de uma forma. Portanto, existe um jeito ótimo de organizar as informações para cada negócio, levando em conta seu contexto e sua maturidade.

Vale lembrar que o “consumo” (uso posterior ou legibilidade) são tão importantes quanto o próprio registo dos dados.

Torne os dados legíveis

Tornar os dados legíveis significa fazer com que todos que terão contato com ele o entenderão. Ou seja, é apresentar as informações de forma estratégica, simples e concisa, de modo que o leitor entenda o conteúdo sem se esforçar muito.

Para que isso aconteça, usar gráficos e cores chamativas e autoexplicativas são ótimos métodos. 

Lembre-se de deixar claro o que os gráficos trazem ao leitor, assim como o que cada cor significa. Se a empresa manter um padrão de cores interno, use-o na hora de montar seus relatórios financeiros.

Separe os dados mais importantes

Os dados mais importantes variam de acordo com o objetivo do relatório. Se o objetivo for apresentar a evolução patrimonial do negócio, então usar dados do DRE é uma ótima ideia.

Por outro lado, se o relatório tiver como objetivo mostrar a eficiência do marketing do negócio, então será preciso trabalhar com indicadores – que apresentamos nas seções anteriores – para relacioná-los ao retorno financeiro.

Elabore hipóteses

Um relatório financeiro, por si só, não traz tantas informações sem a correta interpretação dos dados. Entretanto, temos outro problema em mãos: interpretar os dados nem sempre é fácil e preciso como gostaríamos.

É ainda que as hipóteses entram em cena.

Uma hipótese nada mais é do que uma tentativa de explicar um fenômeno com base na pura racionalidade. O bom das hipóteses é que podemos testá-las. Por exemplo, se um determinado aumento de faturamento ocorreu no mesmo mês em que X ação de marketing foi empregada, então podemos repetir a ação e monitorar o faturamento da empresa.

Nem sempre confirmar uma hipótese é tão simples assim, dado que existem agentes randômicos em jogo.

Conheça o Controle Financeiro eGestor!

Conclusão

Um relatório financeiro é um documento que tem como finalidade compilar diversos dados, de modo que analisá-los e extrair informações se torne possível.

Por conta de sua natureza, esse documento tem um potencial enorme de gerar valor para o negócio, principalmente quando falamos em tomada de decisão.

Quer ter relatórios poderosos na palma da sua mão? Aproveite para conhecer o sistema eGestor!

Sistema de gestão financeira: Como melhorar os meus resultados?

Sistema de gestão financeira: Como melhorar os meus resultados?

Como um sistema de gestão financeira pode melhorar os meus resultados?

O objetivo de todo empreendedor é fazer com que seu negócio cresça — em potencial de lucratividade, em reconhecimento, em expressividade no mercado. Assim, para isso, é preciso eliminar as fraquezas e explorar as forças.

Certos recursos podem ter um papel importante nesse objetivo. Um exemplo são os sistemas informatizados de gestão — e, mais especificamente, o sistema de gestão financeira. Neste artigo você vai descobrir as principais vantagens que esse recurso traz para a melhoria dos resultados do seu negócio.

O que é um sistema de gestão financeira

Se você ainda não sabe o quanto o controle do financeiro é importante no seu negócio, fique sabendo que hoje, a mortalidade de empresas por não fazer esse controle chega a 21%. Isso significa que apenas por fazer uma boa gestão do financeiro da sua empresa já é um grande passo.

Mas, como fazer esse controle? A melhor maneira para isso é com um sistema de gestão financeira que seja simples de usar e totalmente integrado, como o eGestor. Dessa forma, as chances de erros diminuem consideravelmente e você tem uma visão muito melhor de como anda o negócio.

Ou seja, um sistema de gestão financeira é quem faz todo o controle do seu dinheiro, seja controle de contas a pagar e receber até o fluxo de caixa. Ele pode fazer isso através de qualquer dispositivo com acesso a internet e por qualquer colaborador.

Assim, é possível entender melhor para onde o negócio vai, uma vez que a ferramenta de gestão financeira gera relatórios de análise em tempo real. Dessa forma, se tem controle sobre as contas a pagar e receber, além de orçamentos e valores para possíveis investimentos.

Quais são as funcionalidades de um sistema de gestão financeira

Na prática, o que realmente o sistema faz? Existem tantos dados que pode ser complicado lembrar de tudo. E é isso que o sistema de gestão financeira faz por você: tornar todos esses pequenos processos simples!

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa é seu principal dado mensal. É ele que vai te mostrar todas as entradas e saídas do seu caixa. Ou seja, se você possui um caixa físico e uma conta no banco, pode ser complicado entender esses valores. Mas, ao utilizar um sistema como ferramenta de controle, você tem total controle, pois tudo está salvo ali mesmo.

Assim, quando você consegue enxergar com clareza esses valores e as datas, você também tem mais entendimento sobre para onde sua empresa está indo. Isso quer dizer que, caso sua empresa não esteja traçando o caminho que você quer, é a partir do fluxo de caixa que você consegue mudar ele.

Emissão de nota fiscal

Exceto para MEIs, a nota fiscal é obrigatória. E é claro que encher um documento fiscal com dados de mercadorias, da empresa e fiscais gera muitas dúvidas. Por isso, que um sistema de gestão financeira é a melhor escolha para esse caso.

Com o eGestor, por exemplo, basta você já deixar seus dados cadastrados, inserir na venda o produto e o nome do cliente e clicar no botão. Pronto, sua NF-e está emitida!

Ainda, dessa mesma forma você também emite boletos.

Relatórios gerenciais

Ao contrário das planilhas, com uma ferramenta automatizada de gestão financeira, você pode emitir relatórios gerenciais. Eles mostram informações como extrato financeiro, fluxo de caixa periódico, DRE, fluxo futuro e diversos outros.

São esses que ajudam na melhor visualização de contas a pagar e receber, por exemplo. Isso faz com que você não fique devendo seus fornecedores e também não esqueça de cobrar seus clientes.

Vantagens de um sistema de gestão financeira

Um sistema consegue melhorar o seu dia a dia de diversas formas. Mas quais são elas?

Mais agilidade com um sistema de gestão financeira

O primeiro benefício é bastante óbvio: com a automatização do controle financeiro da empresa, as operações tornam-se mais ágeis. Dados podem ser importados para o sistema (ou exportados a partir dele) com apenas alguns comandos. Não é preciso que a equipe financeira fique debruçada sobre livros-caixa ou planilhas, registrando números e executando cálculos complexos.

Com isso, sua equipe pode se concentrar na parte do trabalho que realmente importa — a parte estratégica. Enquanto o sistema cuida dos registros e cálculos, os profissionais se envolvem no planejamento e execução de ações para otimizar o desempenho financeiro da empresa. Dessa forma, qualquer dado, desde a emissão de notas fiscais até a conciliação bancária estão automatizadas e se tornam tarefas simples.

Essa agilidade não fica restrita ao setor financeiro, mas afeta também os demais. Já que muitas operações precisam do aval do setor financeiro, ao tornar seu trabalho mais fluido conseguimos também uma rapidez maior do restante da empresa. Em outras palavras, nenhum setor precisa passar semanas aguardando um posicionamento do setor financeiro.

Mais praticidade com um sistema de gestão financeira

É difícil enumerar de quantas maneiras o uso de uma ferramenta de gestão financeira torna a rotina desse setor mais prática. Mas vamos abordar, pelo menos, três delas.

Em primeiro lugar, com a centralização das informações e facilitação do acesso. Não é preciso trocar informações por e-mail, enviando dados para os colegas. Cada membro da equipe financeira pode acessar o sistema e localizar a informação de que precisa instantaneamente.

Como todas as informações estão no mesmo local, e graças aos recursos de busca e filtragem, é possível encontrar qualquer conjunto de dados desejado a partir do uso de parâmetros. É claro que esse processo é bem mais simples do que revirar papéis.

Além disso, por ser um sistema na nuvem, é possível acessá-lo de qualquer lugar. Claro, que só é possível acessar com login e senha.

Eliminação de arquivos físicos

Para uma empresa, o espaço tem um custo. Ele precisa ser bem aproveitado. Usar uma sala somente para arquivar documentações financeiras não é um uso inteligente do espaço disponível.

Com a adoção de um sistema de gestão financeira, todas as informações passam a ficar em um servidor — de preferência, em um servidor remoto. Além de liberar espaço para outras finalidades, é preciso reforçar que o armazenamento em formato digital também colabora muito para a segurança e longevidade das informações.

Padronização de procedimentos

Quando as coisas são feitas “manualmente” (pense, por exemplo, nos antigos livros-caixa) há muita variação. Cada pessoa tem seu próprio método para executar uma mesma tarefa.

Isso significa que, quando há uma mudança na equipe, também há uma ruptura nos procedimentos. Ao longo do tempo, isso se traduz em inconsistências, porque uma mesma informação pode ter sido registrada de várias maneiras diferentes, por exemplo.

Porém, ao adotar um sistema, todos os procedimentos são inevitavelmente padronizados. É claro que você precisará treinar sua equipe para que entendam quais são os procedimentos. Porém, não há mais variação ou inconsistência. Seja daqui a um ano, ou dez, sua empresa sempre terá um controle financeiro padronizado.

Menor ocorrência de erros com um sistema de gestão financeira

Naturalmente, ao adotar um sistema informatizado de gestão, você pode notar uma significativa redução nos erros em processos e operações da empresa. Isso acontece porque há menos interferência humana.

O setor financeiro é um dos que são mais impactados por essa melhoria, já que lida com grandes quantidades de dados, o que favorece o erro humano quando as atividades são realizadas “manualmente”. Ao adotar a ferramenta de gestão financeira, você vai poder contar com relatórios mais confiáveis.

Menos riscos

Todas as decisões financeiras tomadas dentro de uma empresa apresentam certo grau de risco. Isso acontece por dois motivos.

  • O primeiro é que elas trabalham com previsões sobre o futuro. Infelizmente, a qualquer momento, as circunstâncias podem mudar, acontecendo algo imprevisto.
  • O segundo motivo é que essas previsões são feitas com base em informações sobre o passado. Logo, se essas informações estiverem incorretas, a previsão também estará.

Com o uso do sistema de gestão financeira, embora o risco ainda exista, ele pode ser reduzido. Já que as informações obtidas por meio do sistema são mais confiáveis, as previsões terão mais respaldo. Assim, é possível garantir mais assertividade na tomada de decisões.

Ainda não podemos controlar o futuro e sua imprevisibilidade. Porém, nós podemos entendê-lo melhor, usando informações consistentes.

Menos custos com um sistema de gestão financeira

Você provavelmente está imaginando que a ferramenta de gestão financeira pode trazer uma significativa economia com Recursos Humanos (ou seja, despesas trabalhistas, como salários). E realmente isso é possível.

Afinal, se você automatizar uma parte das atividades relacionadas a um setor, precisará de menos profissionais nesse setor. Por esse motivo, uma empresa que conta com um bom sistema de gestão financeira precisa apenas de uma equipe enxuta.

Porém, essa não é a única forma pela qual uma ferramenta de gestão financeira pode contribuir para reduzir os custos da sua empresa. Ele também favorece um controle melhor do orçamento da empresa inteira. Lembre-se de que o sistema centraliza todas as informações financeiras.

Assim, é possível identificar facilmente as maiores fontes de gastos e os causadores de estouro no orçamento. Com base nessas informações, você pode reorganizar a maneira como sua empresa distribui e utiliza os recursos. O resultado é uma economia não apenas em RH, mas em todos os níveis da empresa.

Nós enumeramos cinco vantagens da adoção de um sistema de gestão financeira. Mas talvez seja possível resumir os benefícios desse recurso de maneira bem mais simples.

O sistema, ou aplicativo de gestão financeira, vai desburocratizar o trabalho da sua equipe financeira, ao mesmo tempo em que garante que esse trabalho seja executado com mais qualidade. Para o gestor ou empreendedor, isso significa a possibilidade de tomar decisões com mais confiança.

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Funções Administrativas: quais são, importância e mais

Funções Administrativas: quais são, importância e mais

A administração é um dos elementos mais importantes dentro de uma organização. Afinal, são os administradores que designam metas, planos de ação e estratégias dentro da empresa, e a forma como fazem isso precisa seguir uma metodologia eficiente e eficaz.

A história da administração é bastante antiga, mas o estilo que conhecemos hoje baseia-se nas descobertas de Taylor, assim como nos princípios de Fayol – com algumas atualizações, naturalmente.

Para que uma empresa atinja seus objetivos, ela precisa fracionar o trabalho desempenhado, assim como executar certas funções administrativas, as quais têm papéis de suma importância para a organização.

Neste conteúdo, veremos o que são funções administrativas, para que servem e diversas outras informações interessantes, além de apresentar a teoria clássica da administração e suas ramificações modernas.

Continue lendo!

O que é administração?

Existem diversas definições para administração, algumas são mais rigorosas quanto aos termos, outras possuem linguagem simplificada, facilitando sua compreensão. Aqui vamos nos ater ao segundo tipo.

Administração é, em linhas gerais, usar os recursos disponíveis de forma racional e inteligente. Recursos, nesse contexto, compreendem tudo aquilo que a empresa dispõe, como mão de obra, matéria-prima, estoque e assim por diante.

Existe uma linha tênue entre gestão e administração: a gestão está voltada para os atributos políticos-administrativos da empresa, enquanto a administração está focada em objetivos, na ordenação de recursos para atingir metas.

Porém, pode-se usar os termos como sinônimos, na maioria dos contextos. Isso acontece porque, em suas raízes históricas, eles se confundem.

Teoria clássica da administração

A teoria clássica da administração foi um grande marco para o desenvolvimento de empresas mais produtivas e eficientes. No entanto, ela surgiu ao mesmo tempo em que outras estruturas teóricas faziam muito sucesso, sobretudo as ideias de Taylor.

A chamada teoria científica da administração foi vastamente empregada nos Estados Unidos, mas o processo administrativo nas empresas alcançou um novo patamar com a publicação das obras de Fayol em solo americano; antes desse evento, elas eram ignoradas pelos pensadores da época.

Vamos entender como a teoria clássica da administração funciona – e porque é relevante até os dias de hoje!

Fundamentos

Antes de mais nada, devemos entender os motivos que levaram as ideias de Fayol à eternização: Henri Fayol era um engenheiro de minas e, como diretor geral de uma mineradora à beira da falência, conseguiu reerguer a empresa e torná-la competitiva novamente.

Quando questionado sobre como alcançou tal êxito, ele expôr que seguia um modelo de administração bastante interessante, que era fundamentado nas seguintes funções básicas:

  • funções técnicas, que exigiam habilidades para serem executadas com maestria;
  • tarefas comerciais, relacionadas à compra e venda de mercadorias, permutas e demais operações dessa natureza;
  • funções financeiras, que tinham como responsabilidade a gerência da empresa;
  • tarefas de segurança, as quais mantinham a empresa e o pessoal fora de perigo;
  • atividades da área contábil;
  • cargos administrativos, que buscavam a integração entre todos os demais setores.

Funções administrativas

Calma, não é nesta seção que vamos falar sobre as funções administrativas como as usamos hoje; aqui vamos expor como a teoria clássica enxergava as funções dentro de uma empresa, tendo como base os fundamentos da administração desse período.

Assim, mesmo que as técnicas administrativas não tenham avançado tanto quanto pensamos, ainda há diferenças importantes entre o que era praticado antes e o que se pratica atualmente.

As funções administrativas eram as seguintes:

  • Planejar: partindo de uma abordagem no futuro, buscava-se prever cenários prováveis da empresa, de modo a se planejar para eles.
  • Organizar: como a própria função explícita, organizar é estruturar tanto o ambiente físico quanto o hierárquico da organização, tendo em vista o aumento de produtividade;
  • Comandar: a ideia por trás dessa função administrativa é fazer com que os trabalhadores seguissem as ordens expressas, que vinham de cima da cadeia hierárquica;
  • Coordenar: todos os setores precisam estar alinhados para que os objetivos da organização sejam alcançados, e esse alinhamento deve ser feito de forma pontual, coordenadamente;
  • Controlar: em resumo, deve-se mensurar o avanço da empresa rumo a seus objetivos, e isso é feito através de relatórios e análises de indicadores estratégicos.

Como veremos mais adiante, as funções administrativas dentro de uma organização foram reduzidas e melhor definidas em atualizações que tornaram o sistema administrativo ainda mais otimizado.

Princípios básicos

Quanto aos princípios básicos da teoria clássica administrativa, Fayol elencou 14:

  1. o trabalho deve ser dividido para que sua execução seja eficiente, minimizando erros e maximizando resultados;
  2. deve haver tanto autoridade quanto responsabilidade; a primeira é definida como o poder de “dar ordens”, e a segundo é a capacidade de se seguir ordens. Sem essas estruturas funcionando, a empresa perde o controle de suas ações;
  3. a disciplina é indispensável para o bom andamento da produção. Ser disciplinado significa seguir regras, que vão desde vestimentas adequadas até posturas perante o trabalho;
  4. um funcionário deve receber ordens de apenas um superior, para não ocorrer contradições;
  5. deve haver apenas um controle para um grupo de atividades que visam os mesmos resultados;
  6. os interesses da organização deve prevalecer sobre os interesses dos trabalhadores;
  7. o pagamento dos trabalhadores deve ser justo, tanto do lado de quem recebe quanto de quem paga;
  8. a hierarquização deve seguir o modelo de centralização de poder, de modo que uma pessoa comande de forma suprema as operações executadas; todavia, Fayol também via a necessidade de superiores darem autoridade a seus subordinados, como forma de otimizar a gestão da empresa;
  9. a linha de autoridade deve sempre ser respeitada à risca;
  10. a ordem é fundamental para o bom andamento da produção; ter local certo para cada coisa da empresa é de suma importância;
  11. os direitos iguais faziam parte da teoria clássica, devendo prevalecer como forma de justificar a devoção dos trabalhadores;
  12. não é interessante trabalhar com rotatividade de funcionários, dado que isso prejudica tanto a produtividade quanto o moral dos trabalhadores;
  13. deve-se estabelecer planos e cumprí-los à risca para se atingir objetivos;
  14. é importante fomentar o trabalho em equipe, principalmente a comunicação entre os membros das equipes.

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Problemas da teoria clássica

Analisando os 14 princípios das funções administrativas por trás da teoria clássica, podemos notar algo realmente intrigante: Fayol era obcecado pelo comando. De fato, grande parte de seu trabalho foi conduzir estudos sobre autoridade, responsabilidade e na estrutura do comenda em si, deixando de lado outros ramos tão importantes quanto o próprio comando.

Outro ponto que devemos mencionar diz respeito à forma como a empresa se comporta no mercado: é como se ela fosse completamente isolada de seus arredores, algo bastante fora da realidade até mesmo para a época. Isso está presente na ideia de que o planejamento sempre deve ser seguido à risca, sem desvios.

Assim como ocorreu com a administração científica, as ideias de Fayol sofreram duras críticas por explorar os trabalhadores de forma tendenciosa. De fato, extrair o máximo da mão de obra era um dos objetivos de todos os sistemas produtivos desse período da história.

Para encerrar a crítica, as ideias de Fayol não estavam embasadas nos fundamentos científicos, o que tem o poder de invalidá-las, de certa forma.

Agora que você entende sobre quais estruturas a administração contemporânea está embasada, vamos partir para ideias mais recentes desta área do conhecimento.

Passado, presente e futuro nas funções administrativas

Visando uma explicação didática, vamos expressar as funções administrativas de um ponto de vista cronológico, ou seja, seguindo uma linha temporal.

Passado

No caso, começamos colocando o “controlar” no passado. Através dessa função, os administradores conseguem entender a posição da empresa, seus pontos fortes e fracos, assim como mensurar como ela se sai durante os projetos.

Presente

Para o presente, temos o estabelecimento de políticas orçamentárias, que visam balancear os investimentos de acordo com uma estratégia que faça sentido para a ocasião.

Futuro

Quanto ao futuro, temos o “planejar”, que leva em consideração todos os elementos, tanto do passado quanto do presente, para traçar planos de ação no futuro, visando antever cenários que podem ser positivos ou negativos para a empresa.

Dessa apresentação, podemos concluir que as funções seguem uma lógica cíclica. Ou seja, o administrador deve ficar de olho no futuro, mas sem esquecer o passado ou negligenciar o presente.

Quais são as Funções administrativas (PODC)

As funções administrativas seguem um modelo bastante enxuto e definido, se comparamos ao que Fayol idealizou. No entanto, o âmago da administração segue o mesmo desde aquela época, dado que a maioria das ideias de Fayol se mostram verossímeis e bastante robustas.

Em resumo, podemos simplificar as funções em uma empresa pela sigla PODC, que é a representação da primeira letra de cada função administrativa, sendo elas:

  • Planejar
  • Organizar
  • Dirigir
  • Controlar

Consegue identificar algumas palavras usadas na teoria clássica da administração? Pois é, elas já estavam presentes no nascimento da administração moderna, mas foram atualizadas de acordo com as necessidades das empresas.

Vamos analisar essas funções administrativas mais de perto.

Planejar

Antes, essa função era chamada de “Prever”. No caso, seu objetivo permanece o mesmo do de antes: o planejamento visa antever eventos e contextos pelos quais a empresa possa vir a passar.

O planejamento é composto de definição de metas, objetivos principais, ações e diversos outros elementos que contribuam de forma positiva para a organização. Todos esses elementos são propostos pelos administradores, que precisam entender bem o mercado que estão lidando.

Atualmente, o administrador não faz essa tarefa sozinho: é comum as lideranças convidarem colaboradores para participar das decisões, principalmente através de técnicas como o brainstorming.

Para se conseguir um bom planejamento, primeiro é preciso conhecer muito bem sua empresa, assim como seus pontos fortes e fracos, que serão decisivos para traçar um plano de ação, tanto de longo quanto de curto prazo.

Além disso, temos diversas tecnologias que auxiliam na tomada de decisão, principalmente ferramentas de análise poderosíssimas, como inteligência artificial e demais métodos matemáticos.

Organizar

Organizar significa usar todos os recursos disponíveis para atingir os objetivos da empresa. Mais do que isso, aliás, também denota o ato de designar hierarquias, processos e ações que precisam ocorrer para o bom andamento do projeto.

Se no planejamento temos a formulação dos planos de ação, é na organização que temos os planos se tornando realidade, inclusive no que diz respeito aos investimentos para viabilizar as ações.

Nesse ponto, vale lembrar que a quantidade de pessoas envolvidas na organização representa um aditivo para a complexidade, dado que fica cada vez mais difícil alinhar o pessoal, conforme o número de colaboradores empregados nas ações aumenta.

Para se ter uma boa organização dentro da empresa, primeiro é preciso saber quais recursos a empresa dispõe. Assim ficará claro o que falta e quanto será preciso investir para iniciar as operações planejadas, se isso não tiver sido feito na etapa de planejamento. 

Dirigir

Dirigir é uma das funções administrativas mais críticas dentro das empresas. Em resumo, dirigir é sinônimo de liderar, ou seja, está além da simples e pura autoridade que Fayol idealizou lá no começo da administração.

Aqui existem elementos que não podem ser postos de lado: um bom líder deve saber distribuir tarefas de acordo com as competências, cobrar resultados e inspirar uma postura proativa e positiva durante o trabalho.

É importante frisar que dirigir não faz parte somente das atribuições dos gestores: na verdade, para que a empresa atinja seus objetivos, a direção das tarefas deve ser uma diretriz administrativa, de modo a ser observada por todos os integrantes da empresa.

Para conseguir dirigir uma empresa de forma satisfatória, investir em comunicação interna, sobretudo a comunicação direta verbal entre os funcionários, é uma das melhores formas de garantir uma boa direção.

Controlar

A última função administrativa é “controlar”. No entanto, essa função foge um pouco do senso comum, dado que nesse contexto carrega o sentido de “monitorar”.

Então, controlar significa dominar todos os processos que a empresa executa através de sua monitoração constante, se possível em tempo real. Aliás, o controle vai além dos processos, recaindo sobre os colaboradores também.

Uma empresa bem controlada deve emitir diversos relatórios de performance para os administradores e gestores, de modo a ficar claro quais processos estão otimizados e quais ainda precisam de melhorias. Os relatórios podem apontar o desempenho dos colaboradores durante uma certa atividade, como o projeto está avançando e assim por diante.

A continuidade do controle permite aos administradores corrigir desvios, assim como adaptar o projeto à realidade em que a empresa está inserida, dado que diversos avanços, tanto técnicos quanto tecnológicos, podem ocorrer durante o desenrolar de um único projeto.

O papel das funções administrativas

As funções administrativas que definimos anteriormente, embora foram delineadas e explicadas separadamente, na verdade agem ao mesmo tempo dentro da organização, em um processo contínuo e harmonioso.

O planejamento, por exemplo, não necessariamente fica no início das operações: em alguns casos, a empresa pode iniciar suas atividades sem um plano rigoroso por trás, mas adotá-lo assim que sentir a necessidade de um.

Mesmo no caso de um planejamento pré-estabelecido, ainda assim podem haver outros planejamentos no decorrer do projeto. Como dissemos anteriormente, o contexto em que as empresas estão inseridas é bastante dinâmico, o que requisita adaptações contínuas para melhorar seus desempenhos no mercado.

O modo como a estrutura produtiva está organizada também não é imutável. Aliás, ser “imutável” é uma péssima ideia, tendo em vista a grande competitividade do mercado moderno, que cada dia conta com mais marcas e novas tecnologias.

Portanto, o papel das funções administrativas é manter a empresa competitiva, de modo a ajustar sua participação no mercado, sempre buscando os melhores resultados.

Áreas e objetivos da administração

Para encerrar este conteúdo, vamos apontar as duas grandes áreas de atuação da administração: eficiência e eficácia. Embora tenhamos dando mais ênfase à primeira, a segunda também é extremamente importante para uma boa gestão.

A eficiência diz respeito a usar todos os recursos da organização de forma adequada. Portanto, ela visa aproveitar tudo que a empresa possui para tornar seus objetivos realidade.

Já a eficácia foca nos fins: busca por resultados, assim como almeja atingir objetivos de interesse da organização.

O administrador, tomando como base o que foi apresentado, faz a ligação entre os recursos e os fins desejados. Ele também garante que as potencialidades sejam aproveitadas de acordo com os planos traçados no planejamento.

Entender as funções administrativas é um passo importante para melhorar a administração de sua empresa. Se você achou este conteúdo interessante, aproveite para ler mais materiais como este em nosso blog!

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Patrimônio líquido: o que é e como calcular

Patrimônio líquido: o que é e como calcular

O patrimônio líquido é um dos elementos de maior importância quando o assunto diz respeito à contabilidade de uma empresa. Assim, de forma bem sucinta, é possível afirmar que o patrimônio líquido é o que representa a riqueza de uma determinada empresa.

Ele fornece informações relevantes, tais como os lucros adquiridos, reservas de valores, valores investidos nos empreendimentos, entre outros pontos pertinentes.

Então, para compreender de uma forma definitiva a conceituação do patrimônio líquido, vale levar em consideração o balanço patrimonial da empresa. O balanço patrimonial é dividido em três grupos. São eles:

  • Ativo: Esse grupo representa os bens e os direitos que pertencem à empresa.
  • Passivo: Esse grupo, por sua vez, compreende as obrigações da empresa.
  • Patrimônio líquido: Esse grupo se refere a riqueza da empresa, pertencente aos sócios e acionistas.

Em alguns conceitos, o patrimônio líquido é parte dos passivos. Isso acontece porque ele é, de certa forma, uma “dívida” da empresa com os sócios. Entretanto, mesmo que visto como passivo, ele é um passivo do tipo não exigível.

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O que é o patrimônio líquido

O patrimônio líquido é a diferença do passivo e do ativo do negócio. Ou seja, ele é o valor que a empresa tem, seja em caixa ou em forma de bens, que não será descontada em pagamentos. Por exemplo, uma empresa que tem R$ 100.000,00 como ativos e R$ 25.000,00 de passivos, tem R$ 75.000,00 de patrimônio líquido.

Ainda, esse valor pertence aos sócios, acionistas ou quotistas do negócio.

O que são ativos e passivos

Os ativos e passivos são parte do financeiro de uma organização.

  • Ativos: os ativos são todos os bens da organização. Entre eles estão os valores em caixa e no banco, imóveis e qualquer outro tipo de propriedade da empresa. Eles são identificados como ativos porque devem poder ser convertidos em valores em algum momento.
  • Passivos: os passivos são todas as obrigações da empresa para com terceiros. Assim, qualquer dívida, seja de empréstimos e contas a pagar, passando por fornecedores e impostos são passivos do negócio.

Como calcular o patrimônio líquido?

O cálculo do patrimônio líquido é efetuado por meio dos lançamentos contábeis que são originários da operação realizada na empresa. Assim, nesse contexto, a cada aporte de valores que é feito no negócio, o capital social receberá um acréscimo. Levando em consideração que o capital compreende uma das contas que constituem o patrimônio líquido.

Ainda, outra maneira de realizar o cálculo do patrimônio líquido é calcular a diferença existente entre o ativo total e o ativo exigível. Para isso, basta fazer uso da seguinte equação:

Patrimônio Líquido – Ativo – Passivo

Exemplos de patrimônio líquido

Uma forma simples de entender o patrimônio líquido é com exemplos. Então, se uma empresa tem no total de ativos, entre imóveis, estoque e caixa o valor de R$ 50.000,00. Entretanto, em passivos, está o valor de R$ 20.000,00, referente a faturas de fornecedores, e despesas. Assim, podemos aplicar a fórmula:

Patrimônio líquido = 50.000 – 20.000

Patrimônio líquido = 30.000

Composição do Patrimônio Líquido

No Brasil, em conformidade com o que diz a lei 6.404/76, o patrimônio líquido é classificado como uma divisão.

Capital social

Dentro do contexto da contabilidade, o Capital Social corresponde ao investimento realizado na sociedade entre os seus acionistas e proprietários. É importante destacar ainda que, de acordo com as leis no Brasil, o valor do Capital Social não sofre nenhum tipo de alteração. Assim, ele poderá apenas ser mudado caso exista uma aprovação de aumentos ou, até mesmo, redução.

Até meados da década de 90, o Capital Social tinha a possibilidade de ser corrigido de forma monetária. Além disso, o investimento no Capital Social pode ser feito de duas formas:

  • Por meio de ações: Caso for uma sociedade anônima
  • Por meio de cotas: Caso for uma sociedade limitada

Prejuízos Acumulados

Eles correspondem ao saldo que restaram dos prejuízos líquidos e dos lucros que ainda não foram distribuídos, no entanto já foram apropriados para constarem no patrimônio líquido.

Reservas de Capital

Tais reservas são o resultado de saldos em dinheiro que não contam com a capacidade de serem distribuídas para os investidores, sendo assim, elas então são integradas ao Capital Social ou, em determinados casos, compensadas como lucros acumulados.

Ajuste de Avaliação Patrimonial

Esse ajuste corresponde ao resultado do valor de avaliação dos bens comparado com o seu valor justo. O intuito do Ajuste de Avaliação Patrimonial consiste em assegurar que a estipulação do valor justo possa acontecer de uma maneira em que elementos que forçam a liquidação da transação não atrapalhem no resultado final do valor.

Reservas de Lucro

Essas reservas correspondem às contas de reserva que são formadas pela apropriação de lucros da empresa. Em suma, as Reservas de Lucro são as reservas essenciais para a longevidade financeira da empresa, visto que são lucros que ainda não foram devidamente distribuídos para os acionistas ou demais sócios.

De acordo com o que é estipulado em lei, as Reservas de Lucro podem ser:

  • Legal: Esse tipo de reserva é consolidada para possibilitar ao credor uma maior proteção. Ou seja, pode ser usada apenas com o intuito de trazer acréscimos para o capital social ou também para cobrir alguns prejuízos.
  • Estatutária: Ela é determinada seguindo os preceitos do estatuto da companhia.
  • Para Contingências: É um tipo de reserva que tem por intuito diminuir o impacto de eventuais perdas que possam vir a prejudicar a empresa.
  • De retenção de lucros: Essa é a reserva que tem a capacidade de reter alguma parte do lucro líquido para formá-la com a intenção de aumentar os negócios como, por exemplo, por meio de criação de filiais ou outros novos investimentos.
  • De Incentivos Fiscais: Essa reserva indica que a empresa tem a possibilidade de constituir RIF ao receber doações para a realização de investimentos.
  • De Lucros a Realizar: É destinada a partir do momento que o Dividendo Obrigatório supera o valor do Lucro Líquido do Exercício.

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