Sistema para loja: conheça as vantagens e os melhores softwares

Sistema para loja: conheça as vantagens e os melhores softwares

  • A gestão de lojas, principalmente no varejo, pode ser um desafio. São muitas informações e muitos produtos para serem gerenciados.
  • A utilização de um sistema de gestão é uma das melhores maneiras de contornar esse desafio.
  • Confira os principais sistemas baseados em tecnologias para lojas no texto a seguir.

Se você possui um comércio, mas ainda não conta com nenhum sistema para loja, é provável que esteja perdendo tempo e dinheiro. 

Afinal, os softwares de gestão simplificam tarefas e melhoram a comunicação e a produtividade das equipes de trabalho. Além disso, melhoram a vendas, a lucratividade e a sobrevivência do negócio. 

De acordo com o Sebrae, uma das causas da morte prematura das empresas no Brasil diz respeito à falta de uma boa gestão empresarial. Segundo a entidade, para se manter ativo no mercado por longo tempo é preciso aperfeiçoar produtos e serviços, estar sempre atualizado às tecnologias do setor e inovar continuamente os processos e procedimentos da organização. 

Como fazer isso? Um bom sistema para loja pode ser a solução que o seu negócio precisa para se destacar perante a concorrência e crescer. 

Ele fornece uma visão panorâmica do empreendimento, promove a integração de todos os setores da empresa, transforma dados complexos em informações confiáveis e as organiza em um único lugar. 

Saiba mais no artigo a seguir.

Afinal, o que é um sistema para loja?

O sistema de gestão para loja é uma ferramenta tecnológica que possibilita a automatização de processos. Para ficar mais claro, trata-se de um programa de computador ou de um programa baseado na nuvem (online) que oferece vários recursos interessantes tanto para lojas físicas quanto online. 

Havendo as duas possibilidades, um bom software de vendas também pode tornar o seu comércio omnichannel e permitir que você faça vendas, trocas e devoluções por meio de diferentes canais.

Mas como isso acontece? A partir da integração do PDV (Ponto de Venda) da loja com o sistema financeiro, estoque, caixa, compras, atendimento ao cliente entre outros setores que a empresa possui. 

Em outras palavras, a solução facilita o gerenciamento de toda a loja, evitando perda de tempo, desperdício de dinheiro e de mão de obra profissional.

Na prática, um bom sistema de vendas ajuda o empreendedor a enxergar a própria empresa como um todo, muito além dos números anotados em uma folha de papel ou planilha eletrônica. 

Por meio de dados estruturados e de fácil interpretação, o empresário consegue ter uma visão clara de quais produtos oferecem melhor retorno financeiro à loja e qual é a quantidade certa deles no estoque da sua empresa. 

Além disso, o gestor também passa a ter maior controle das entradas e saídas do caixa da empresa, consegue manter as contas em ordem, saber quem são clientes inadimplentes entre outros detalhes cruciais ao bom desenvolvimento do negócio. 

Somente com uma gestão eficiente é possível fazer uma loja funcionar, independentemente do seu segmento de mercado ou tamanho.

Funcionalidades de um sistema para loja

Um sistema para loja deve atender as necessidades da mesma. Isso significa que ele precisa ter algumas funcionalidades específicas, como:

1. Controle financeiro

Ter um controle financeiro independente dos outros setores da empresa não é uma boa ideia. É preciso que o controle financeiro seja totalmente integrado. Dessa forma, o sistema:

  • Melhora o controle do fluxo de caixa;
  • Possibilita identificar despesas dispensáveis, favorecendo a adoção de medidas para cortar gastos;
  • Oferece um registro preciso e detalhado de todas as vendas da empresa;
  • Permite melhores investimentos em áreas importantes da empresa e produtos com melhores retornos financeiros;
  • Antecipação a imprevistos por meio de um fluxo de caixa previsível.

2. Controle de estoque

Saber a quantidade certa de cada produto no estoque é uma tarefa complexa, que dependendo do tamanho da loja, pode levar muito tempo e exigir trabalho extraordinário. 

Contudo, ela tende a ficar muito mais fácil com um sistema para loja. Simples e prático, ele permite incluir produtos no sistema através da leitura da nota fiscal de compra e organizá-los por características como cor, tamanho e aplicação. 

Um sistema para loja de roupas, por exemplo, deve permitir essas e outras categorizações de produtos, como fornecedores, tipos de tecido e coleção. Além disso, o software também deve fornecer dados precisos sobre armazenamento, entregas, trocas e devoluções.

Agora, imagine registrar tudo isso em uma planilha eletrônica? Além de incontáveis linhas e colunas, o processo ainda demandaria conhecimento de fórmulas complexas. 

Por outro lado, um sistema de vendas torna todo o processo mais simples, sendo necessário apenas clicar em alguns botões para obter a informação desejada.

3. Emissão de boletos

Outra grande vantagem de contar com um sistema de gestão de vendas é poder emitir boletos de forma muito simples. Geralmente, a única exigência é que a sua empresa tenha uma conta bancária em nome dela. Cumprindo este requisito, basta configurar o boleto e enviar para o cliente realizar o pagamento.

O boleto é uma modalidade prática e eficiente de pagamento, bem como uma forma de atender a um público ainda maior. Afinal de contas, ele atende tanto a quem o prefere por não ter que fornecer dados pessoais, quanto a quem não possui conta bancária. 

Atualmente, quase 5% da população brasileira opta pelo boleto bancário na hora de fazer as suas compras. Confiável, o meio de pagamento também é uma forma de atrair novos clientes e fidelizar os antigos. E com os boletos registrados, o negócio se torna ainda mais seguro, tanto para o cliente quanto para o empreendedor.

4. Cadastro de produtos e clientes

Ter um cadastro de produtos feito através das notas fiscais de entrada faz com que todo esse processo se torne mais simples e fácil. Assim, além da inserção no estoque, a movimentação também é lançada no financeiro.

Já o cadastro de produtos traz vantagens diferentes, como as informações sobre o cliente para a criação de promoções de aniversário, por exemplo. Também, é uma maneira de fidelizar o cliente, fazendo com que ele sempre retorne.

5. Atendimento ágil e eficiente

Com a organização dos dados em um só lugar, a sua loja ganha em produtividade. E quem sente os reflexos desse benefício é o cliente. Ele passa a ter uma melhor experiência com a sua empresa por meio de um atendimento mais rápido, sem ruídos, sem filas e de forma personalizada. 

Tenha em mente que esses benefícios aumentam a possibilidade de o cliente voltar a fazer negócios contigo novamente. Ou seja, a sua loja só tem a ganhar!

6. Facilita a tomada de decisões mais assertivas

Além das vantagens descritas anteriormente, um sistema para loja também fornece uma base de dados confiável para a tomada das melhores decisões a favor do negócio. 

Por transformar dados em informações precisas, atualizadas e de fácil interpretação, o software possibilita que o gestor adote estratégias mais assertivas para evitar perdas e prejuízos, aumentar as vendas, planejar melhores investimentos, entre outras ações importantes.

7. Possibilidade de integração com lojas virtuais

Alguns softwares de gestão de vendas possibilitam a integração da loja física com a online, permitindo que as operações comerciais sejam realizadas em canais diferentes. 

Com essa funcionalidade, o seu cliente vai poder comprar o seu produto em sua loja virtual e trocá-lo em sua loja física (e vice-versa). Até mesmo porque nesse caso, o estoque, o financeiro e demais setores estão integrados em um único sistema.

2. Redução de fraudes

Um bom sistema para loja também possibilita que você encontre divergências entre as vendas previstas e pagas de fato. Isso pode ser decorrente de pagamentos realizados fora da data, não repasse ou repasse de valores incorretos pelas operadoras de cartão, chargebacks, cancelamentos entre vários outros fatores.

Sejam em lojas físicas ou virtuais, as fraudes podem causar prejuízos incalculáveis e colocar em risco o negócio. Nesse contexto, a automação da gestão de vendas da empresa se faz necessária. Ela evita aborrecimentos com clientes, com adquirentes e operadoras de cartão de crédito e com funcionários mal-intencionados.

Vantagens de um sistema para loja

Contar com um sistema de gestão para loja é elevar o seu negócio a outro nível. Para o varejo, o software representa mais agilidade, economia financeira e melhores oportunidades. 

Uma pesquisa realizada pela IDG Research Services revelou, inclusive, que empresas que possuem sistema de gestão crescem 35% mais rápido quando comparadas às que não utilizam a tecnologia. E de acordo com o estudo, o nível de produtividade nessas empresas é 10% maior do que nas demais.

Além de aumentar a produtividade e a lucratividade da empresa, um bom sistema oferece outras vantagens, como agilidade e economia de tempo.

Sistema eGestor de gestão empresarial

Por fim, mas não menos importante, temos ainda o sistema para lojas eGestor. Com ele, você acompanha as suas vendas, o estoque e o financeiro da sua empresa em um único lugar. Dividido em módulos que se integram para oferecer uma gestão empresarial eficiente para lojas de todos os segmentos e portes, o eGestor oferece os seguintes benefícios aos seus clientes:

  • Acompanhar as entradas e saídas do caixa, bem como controlar as contas a pagar e receber de forma simplificada;
  • Controlar comissões de vendedores;
  • Identificar clientes inadimplentes;
  • Emitir relatórios de fluxo de caixa, fluxo futuro e DRE, por exemplo;
  • Saber a quantidade de cada produto no estoque, o seu custo e a localização na prateleira;
  • Possibilita a categorização de produtos no estoque, como cor, marca, tamanho, fornecedor, prazo de validade e muito mais;
  • Emissão de relatórios de controle de estoque mínimo, estoque em data específica, histórico por produto entre outras opções;
  • Pedido de venda sem complicação, bastando informar os produtos e serviços e selecionar a forma de pagamento;
  • Emissão de orçamento de vendas;
  • Permite emitir a nota fiscal eletrônica diretamente no pedido;
  • Emissão de relatórios de vendas com detalhes dos produtos vendidos, comissão de vendas entre outras informações importantes;
  • Permite emitir Nota Fiscal e enviá-la por e-mail para o cliente;
  • Faz importação de arquivos XML, evitando o trabalho de digitar todas informações das notas fiscais de compra;
  • Emissão de boletos com registro.

O eGestor não é um sistema gratuito, mas suas muitas funcionalidades justificam o investimento. E você pode, inclusive, testá-las gratuitamente sem compromisso nenhum. 

Para preservar a sua privacidade e os seus dados pessoais, a plataforma sequer solicita cartão de crédito!

Sistema para loja gratuito ou pago? Qual escolher?

Embora existam inúmeros sistemas gratuitos de gestão para lojas, é bom ficar atento, pois geralmente as funcionalidades são limitadas. 

Não é impossível encontrar um sistema para loja completo e gratuito, mas isso é muito difícil. Geralmente, eles oferecem integração entre PDV, financeiro e estoque, setores considerados “coração do varejo”. 

O que fazer então? Nesse caso, o melhor caminho é procurar uma solução que ofereça bom custo-benefício. 

Sem dúvida alguma contar um sistema de gestão empresarial com recursos completos, planos que cabem no seu bolso e possibilidade de administrar a sua empresa de qualquer lugar pode impulsionar o seu negócio.

Nesse cenário, o sistema de gestão empresarial eGestor se destaca. Baseado na nuvem, o sistema possui API RESTful, que possibilita a integração e o acesso aos módulos do sistema:

  • Dados da empresa;
  • Contatos;
  • Produtos;
  • Categoria de produtos;
  • Estoque;
  • Formas de pagamento;
  • Plano de contas;
  • Tributos;
  • Contas a pagar e receber;
  • Compras;
  • Vendas;
  • Geração de boletos;
  • Relatórios gerenciais;
  • Emissão de notas fiscais entre outros.

O fato é que com um bom sistema para loja, você vai economizar mais, vai reduzir as chances de erro, o retrabalho e ter mais segurança na tomada de decisões. A integração entre os setores estratégicos da empresa também vai aumentar a lucratividade do negócio, já que reduz consideravelmente os desperdícios.

Chega de anotar dados importantes em folhas de papel ou em planilhas eletrônicas. O eGestor é um sistema para loja que alia tecnologia e praticidade para simplificar a gestão da sua empresa e torná-la um negócio escalável e bem-sucedido.
Gostou? Então acesse o site, preencha os seus dados e revolucione os processos da sua empresa com um sistema prático e eficiente.

Sistema ERP para loja ou CRM? Qual é o melhor?

Quando o assunto é sistema para loja, uma dúvida muito frequente é qual a melhor tecnologia utilizar, ERP ou CRM? 

Se você também está querendo automatizar os processos da sua loja, saiba que não existe uma tecnologia melhor do que a outra. Na verdade, o que existe é a tecnologia ideal para cada necessidade.

Sistema ERP para loja

O ERP, Enterprise Resource Planning (Planejamento dos Recursos da Empresa, em português), é um sistema de gestão empresarial que, como o próprio nome sugere, ajuda empreendedores e gestores a aplicar melhor os recursos financeiros da empresa por meio da integração das informações.

O sistema ERP é totalmente personalizável para a realidade de cada empresa, sendo dividido em módulos. Ele reúne informações operacionais de cada área da empresa em um só lugar, como compras, financeiro, vendas, estoque, fornecedores, marketing, RH entre outros. 

Portanto, trata-se de um software de gestão muito abrangente, que reduz consideravelmente os custos operacionais da empresa. Com a informatização e unificação dos dados, os processos empresariais tornam-se mais ágeis, eficientes e com menos erros.

Sistema CRM para loja

Já o sistema CRM para a loja permite que o gestor acompanhe a jornada do cliente e estabeleça as melhores estratégias para fidelizá-los e melhorar as vendas. A sigla CRM, aliás, significa Customer Relationship Management (Gestão do Relacionamento com o Cliente, em português). Isso, por si só, já explica muito da funcionalidade desse poderoso sistema para loja.

O CRM é um excelente sistema para loja online, pois fornece todo o histórico do cliente, como dados cadastrais, últimas interações, compras, desistências e devoluções. 

A partir dessa base de dados, é possível estabelecer um relacionamento duradouro com o cliente. É possível, por exemplo, enviar um e-mail de aniversário ou um e-mail comunicando o lançamento de um novo produto ou de uma promoção. 

Mas é claro que a metodologia também permite coletar feedbacks e com eles estabelecer melhorias em prol da empresa.

Em outras palavras, o CRM coloca o cliente no centro do negócio, facilitando a gestão de vendas da empresa. Para isso, além de possibilitar o acompanhamento da jornada do cliente, o software também mostra o desempenho de venda de cada vendedor, emite relatórios gerenciais entre vários outros recursos.

Como você viu, não existe uma tecnologia melhor do que a outra, e sim, tecnologias que melhor atendem necessidades específicas. E a boa notícia é que você pode ter o melhor dos dois mundos. 

Alguns sistemas de gestão permitem a integração entre softwares ERP e CRM, oferecendo melhores resultados organizacionais.

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Venda consignada: Entenda as suas vantagens

Venda consignada: Entenda as suas vantagens

Nos últimos anos, um tipo específico de comércio tem ganhado bastante visibilidade devido a suas inúmeras vantagens. A venda consignada é a melhor opção encontrada hoje para driblar crises e retenções. Veja mais sobre o assunto neste texto!

O que é venda consignada

A venda consignada é uma opção de venda onde o produtor permite a um terceiro a venda dos seus produtos em troca de uma comissão, e caso não sejam vendidos, eles poderão ser devolvidos.

Assim, a venda consignada é uma alternativa interessante e bastante viável para ambos os lados de uma relação comercial.

Caracterizado como o procedimento em que a empresa deixa seus produtos para serem vendidos em outro comércio, ou até mesmo com pessoas físicas, a venda consignada é bastante comum e disseminada fortemente em alguns setores.

Devido às recentes retrações econômicas no país, o modelo tem alcançado uma maior visibilidade. E assim não é mais uma opção exclusivamente apenas para segmentos como venda de joias e semijoias, que foram as primeiras áreas a investir neste tipo de relação comercial.

O que é a consignação?

Consignação é definida no dicionário como:

entrega ou depósito de mercadorias a comerciante, para que este as venda ou lhes dê outro destino, de acordo com a disposição do consignador.

Como é feita a venda por consignação

Um pequeno espaço em uma loja física em troca de uma atrativa porcentagem. Basicamente, esta frase define exatamente a relação criada entre empresas e lojas que optam pela consignação.

Muitos lojistas procuram, inclusive, por tais propostas para incrementar o ambiente interno. Fazendo isso, oferecem mais opções de artigos sem ter que, por outro lado, se comprometer com o pagamento de novos boletos.

É o caso, por exemplo, de lojas de roupas femininas que aceitam receber acessórios como brincos, colares e pulseiras para incrementar os visuais criados. Possibilitando assim o aumento de suas vendas, mas sem ter o compromisso firmado com o fornecedor.

Também tem sido comum que indústrias de cosméticos invistam neste tipo de relacionamento, firmando parcerias atrativas para alavancar seus números e possibilitar o crescimento da marca.

E no caso do autônomo?

Representantes comerciais, os antigos biscates que vendiam de tudo de porta em porta, foram os primeiros precursores deste modelo de relação empresa x vendedor.

Após inúmeros anos de sucesso neste tipo de parceria, o sistema de venda consignada cresceu e hoje vai muito além deste público que, vale destacar, continua firme e representa uma boa porcentagem deste mercado.

As mercadorias mais comuns da consignação para autônomos são as joias, semijoias e bijuterias, assim como lingeries e outras roupas íntimas como camisolas e cuecas.

Como a venda consignada pode ajudar seu negócio

Em meio à crise, fugir de altíssimos investimentos é o pontapé inicial para quem deseja manter seu negócio ativo, portanto, neste contexto a opção pela venda consignada mostra-se como amplamente viável, conquistando novos adeptos.

O funcionamento é bastante simples e, de modo resumido, é válido destacar que é bastante benéfico para ambas as partes envolvidas.

O fabricante disponibiliza a venda consignada para empresas e autônomos oferecendo-lhe uma comissão por valor recebido. Os produtos que não são comercializados podem ser devolvidos, extinguindo-se, portanto, o pagamento antecipado pela mercadoria.

Para o revendedor, o negócio é interessante devido à possibilidade de obter uma renda sem correr nenhum tipo de risco. Afinal, ele não precisa investir em estoques que poderão ficar “empacados”.

A venda consignada é uma alternativa comercial com inúmeras vantagens para todos!

Como emitir nota de venda em consignação

Existem duas notas que podem ser emitidas a partir da consignação: a de saída de mercadoria à título de consignação e a de venda de mercadoria à título de consignação.

Para emitir uma nota fiscal de saída para venda por consignação basta realizar o mesmo processo já utilizado para emitir uma nota fiscal. A única diferença é que a natureza da operação será “Remessa em consignação”.

Já a nota fiscal de venda por consignação utiliza a natureza da operação “Venda de mercadoria recebida em consignação”.

Lembre-se de definir os valores do ICMS e do IPI corretamente.

Por que vender consignado

Pode-se dizer que a venda consignada favorece todos os envolvidos. Mas mais que isso, ela gera mais oportunidades de crescimento para a empresa, empregabilidade e mais oportunidades em geral.

Assim, ao contrário de ter uma loja vendendo apenas o seu produto, gerando mais preocupação com o financeiro, o produtor pode ter o seu produto em vários locais, alcançando outro público. Já o vendedor terá uma nova fonte de renda sem se preocupar com a produção e todos os processos que envolvem ela. Ou seja, uma parceria onde todos ganham.

6 principais vantagens da venda consignada

1. Proporciona uma maior visibilidade para a marca

Criar parcerias através da venda consignada é muito mais fácil do que fomentar uma lista de clientes que o considerem como fornecedor.

Por não existir a obrigatoriedade no pagamento dos produtos que não foram vendidos, mais empresas e profissionais ficam interessados e pegam os seus produtos para comercializá-los.

Cada novo representante é uma nova vitrine que aumentará a visibilidade da mercadoria e da marca que ela representa.

2. Abrange um mercado maior que o local

Complementando o tópico anterior, cada novo representante também será responsável por apresentar o seu produto para um diferente público, em um diferente lugar.

Imagine que sua mercadoria possui parcerias em 10 cidades diferentes. Concorda que o tamanho do mercado da sua marca foi, desta forma, potencialmente expandido?

Assim, quanto mais lugares, mais possíveis clientes e maiores as chances de venda!

3. Redução dos custos gerais com a compra do produto

Para quem opta por fornecer essas mercadorias, firmando parcerias estratégicas de venda consignada, as vantagens começam com a perceptível redução dos custos visto que o processamento de uma venda dessas é diferenciado das demais.

Por não existir o compromisso do pagamento pelos produtos que não forem vendidos, a empresa se sente mais segura em encarar esses modelos e concorda mais facilmente em fechar essas negociações.

É uma excelente alternativa, ainda, para o estabelecimento atrair novos públicos ou para oferecer novidades para seus clientes fidelizados.

4. Menos trabalho com manutenção de estoque

Outra grande vantagem para o lojista é a praticidade que não exige conferência e trabalhos mais detalhados com estoque.

É claro que o controle das mercadorias que estão sendo vendidas deve ser mantido para evitar possíveis dores de cabeça, entretanto, não é necessário ficar fazendo recálculos dos valores, reajustes para cobrir o que foi gasto e assim por diante.

De modo simples, o fornecedor sempre trocará os produtos e prestará auxílio no que diz respeito à marcação de preço e assim por diante.

5. Maior variedade de mercadorias

Como já foi citado, para o comerciante uma das grandes vantagens é poder investir em variedade de mercadorias e peças sem que, contudo, tenha que investir rios de dinheiro na aquisição de estoques satisfatórios.

Este tipo de parceria contribui também ao agregar valor aos produtos da própria empresa.

Por isso, o ideal é que de alguma forma essas mercadorias estejam sempre bem interligadas.

6. Oportunidade de aumentar o faturamento de ambos

Por fim, a maior e mais indiscutível vantagem em trabalhar com a venda consignada é a gigantesca oportunidade de aumentar os recebimentos mensais das partes.

Para quem vende as mercadorias deixadas em consignação, é o recebimento da comissão por um esforço menor, algo agregado, uma renda extra. Para a empresa que fornece os produtos é a chance perfeita de não estagnar e continuar a crescer no mercado.

Esse tipo de relação tem absolutamente tudo para dar certo, levando-se essas informações em conta. É claro, recomenda-se ainda que toda parceria de venda consignada seja devidamente formalizada e assinada para evitar problemas posteriores.

Venda consignada

Desvantagens da venda consignada

Para tudo há vantagens e desvantagens, e a venda consignada não seria diferente. Mas, é possível dizer que, comparado a quantidade de benefícios, as desvantagens são mínimas.

Quando falamos do produtor, a principal desvantagem é se o produto for perecível. Nesse caso, ele tem um período de validade, que deve ter muita atenção. Dessa forma, se o prazo de validade chegar e o mesmo não tiver saída, ele não tem mais uso e deve ser substituído por um novo, gerando mais prejuízo.

Em relação ao vendedor, a principal desvantagem é depender da produção de terceiros. Se a produção for pequena, por exemplo, e todos os produtos estiverem vendidos, deve-se esperar até que novos fiquem prontos. Também, em função disso, não é possível alterar o produto ou definir algumas questões pertinentes, ficando a mercê do produtor.

Cuidados da venda consignada

A venda consignada só traz benefícios quando é feita de forma correta. Assim, existem alguns pontos que precisam de muita atenção.

Como escolher um produtor

Falando como um vendedor: você será responsável por vender o produto de outra pessoa, e isso requer muita atenção na escolha.

Tenha em mente que como vendedor você pode dar conselhos e solicitar mais produtos ou produtos diferentes, entretanto, o produtor não precisa atender aos seus pedidos. Ainda, é a sua reputação em jogo. Se o produto escolhido não for de qualidade, quem será reconhecido por isso será o vendedor.

Mas talvez a parte mais importante é a rentabilidade, estude bem o produto e entenda se a margem de lucro será favorável. Assim como o produtor, você está nessa buscando lucro. Portanto, verifique se a comissão será realmente rentável.

Como escolher um vendedor

Falando como um produtor: a pessoa escolhida será a responsável por vender o seu produto, e isso precisa de muita atenção.

Os seus produtos ficarão com o vendedor até serem vendidos, portanto, tenha conhecimento da reputação dessa pessoa e, acima de tudo, confiança. Juntamente com isso, entenda qual o ambiente que o produto será vendido. Por exemplo, se você produz jóias e o seu vendedor vende alimentos, essa pode não ser uma parceria muito benéfica.

Também, procure saber se o vendedor já possui experiência com vendas e saberá fazer a propaganda do seu produto.

Dicas de venda consignada

  • Conheça o seu estoque: ter o controle sobre seus produtos é essencial. Dessa forma você sabe quando vende mais, quando as vendas não são tão boas e qual produto tem mais saída em qual momento. Além disso, também é possível calcular melhor o financeiro do seu negócio.
  • Controle seu financeiro: se você paga comissão aos seus vendedores consignados, e até se não, você precisa controlar o financeiro. É com ele que você entende o que é faturamento, lucro e receita e quanto você realmente pode investir.
  • Confira as entradas e saídas: o fluxo de caixa é tão importante quanto o controle de estoque e financeiro. É ele que indica os valores que você tem a receber e os que tem a pagar. Esse dado é importante porque você consegue controlar melhor o que seus vendedores devem entregar, por exemplo.
  • Conheça as necessidades de seus clientes: como dissemos anteriormente, o vendedor não tem controle sobre a produção, mas isso não quer dizer que o produtor não pode ouvir o que ele repassa dos seus clientes. De nada adianta produzir um produto bonito e de qualidade se ninguém busca por ele.
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Prestação de serviços: o que é, como funciona e como é feito o contrato

Prestação de serviços: o que é, como funciona e como é feito o contrato

O setor de prestação de serviços atualmente representa 70% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Ele se destaca no mercado e atualmente já é considerado a maior fonte empregadora do país. Mas, apesar de tamanha importância e popularidade, esse modelo de negócio ainda desperta muitas dúvidas.

O que é prestação de serviços? Quais são as atividades que compõem o setor? Como funciona a contratação? No artigo a seguir você vai conferir um verdadeiro guia que vai sanar essas e muitas outras dúvidas a respeito do tema. Vale a pena conferir!

prestação de serviços


O que é prestação de serviços?

A prestação de serviços é quando um trabalho é realizado em troca de um pagamento. Diferentemente do comércio de bens em que há a entrega de um bem concreto, no setor terciário há a entrega de um trabalho físico ou intelectual para resolver um determinado problema.

Por exemplo, pense na pintura interna da sua casa. Quando você contrata o pintor para executar o trabalho, na verdade está contratando um prestador de serviço. Caso semelhante acontece quando uma manicure vai até a sua casa. 

Observe que tanto o pintor quanto a manicure entregaram uma solução para o seu problema e foram remunerados por isso. Porém, em ambos os casos não houve o envolvimento de um bem material.

Quais atividades fazem parte do setor terciário?

O setor de prestação de serviços é muito abrangente. Para se ter uma ideia, ele é composto por mais de 26 atividades distintas. Adiante você confere as principais:

  • Turismo: agências de viagem, aluguel de hotéis e pousadas, translado, serviços de concierge;
  • Ensino: escolas, cursos de idiomas, faculdades, universidades;
  • Conservação, manutenção e saneamento básico: limpeza (incluindo limpeza urbana), manutenção predial, jardinagem, instalação de aparelho de ar-condicionado, serviço de água e esgoto;
  • Segurança patrimonial: instalação de sistemas de alarme, de câmeras, de barreiras físicas; 
  • Seguradoras: residenciais, de veículos, previdência complementar;
  • Saúde e bem-estar: clínicas, hospitais, academias, salões de beleza, clínicas de estética;
  • Entretenimento: cinema, teatro, atividades esportivas e recreativas;
  • Serviços de TI (Tecnologia da Informação): consertos, desenvolvimento de softwares, suporte;
  • Marketing e comunicação;
  • Conserto de veículos automotores e motocicletas;
  • Serviço de correspondência, de telecomunicações, de energia elétrica;
  • Serviços de intermediação financeira;
  • Aluguel de veículos, máquinas e equipamentos;
  • Pesquisa e desenvolvimento;
  • Serviços prestados às empresas (financeiros, contábeis, jurídicos, de consultoria);
  • Administração pública, serviços sociais;
  • Demais serviços.

Quem é e o que faz o prestador de serviços?

Em princípio, o prestador de serviços é o profissional que realiza uma ou mais atividades descritas acima, mas sem vínculo empregatício. 

Ou seja, ele não é regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pois não possui carteira assinada. Nesse caso, a relação de trabalho se dá entre um contrato firmado entre prestador e tomador de serviços (contratante).

Por não ter carteira de trabalho assinada, o recolhimento dos impostos e da contribuição para a Previdência Social são de responsabilidade do próprio prestador. 

Por isso, essa é uma modalidade de negócio muito atrativa, já que reduz custos. Com a prestação de serviços, o contratante não precisa pagar encargos trabalhistas como férias, 13º salário, FGTS, licenças e vale transporte, muito menos com custos de ações trabalhistas.

Prestação de serviços: como funciona o contrato?

Como pontuamos anteriormente, na modalidade de prestação de serviços a relação de trabalho entre profissional e contratante é feita através de um contrato. Previsto na Lei 13.429/17, o documento estabelece as obrigações do prestador e do tomador de serviços de forma detalhada e deve conter:

  • A qualificação das partes (identificação de cada pessoa envolvida no contrato);
  • A especificação do serviço a ser prestado (assessoria, serviço de limpeza, tratamento estético);
  • O prazo para a realização do serviço (de livre negociação entre as partes);
  • O valor a ser pago após a realização do trabalho, bem como a forma de pagamento.

O contrato de prestação de serviços oferece mais segurança ao negócio, na medida em que serve como forma de fiscalizar o trabalho realizado e como prova material em casos de disputas na justiça. Todavia, vale a pena destacar que esse tipo de contrato não se configura como relação empregatícia.

Existe multa rescisória?

O contrato de prestação de serviços é considerado um contrato por tempo determinado. Sendo assim, a cobrança de multa rescisória em caso de quebra do contrato é prevista em lei. 

Contudo, para ser considerada legal, ela não deve ultrapassar 10% do valor total do contrato. Além disso, a multa deve ser proporcional ao tempo do serviço restante.

Prestador de serviços precisa ter CNPJ?

Apesar de não ser obrigatório ter CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), prestadores de serviços PJ contam com vários benefícios. Um deles, inclusive, diz respeito à possibilidade de emitir notas fiscais e assim, poder ser contratado por empresas.

Contudo, tenha em mente que a inscrição no CNPJ é apenas um dos requisitos para emitir notas fiscais. Além do CNPJ, é preciso ter alvará de funcionamento e inscrição municipal. 

E, como a concessão dessas licenças podem variar de município para município, vale a pena procurar a prefeitura da cidade onde se deseja atuar para saber como legalizar a atividade profissional. Afinal, existe o Cadastro de Prestadores de Serviços de Outros Municípios (CPOM), que pode ser necessário em alguns casos.

prestação de serviços autonomos

Prestação de serviços x venda de produtos x empreitada: entenda a diferença

Confundir prestação de serviços com venda de produtos e empreitada é mais comum do que se imagina. Apesar de as três modalidades de negócio estarem incluídas no comércio de bens e serviços, elas possuem diferenças significativas entre si:

Prestação de serviços

Entrega de um bem intangível ou experiência, como consertos, um jantar em um restaurante, aluguel de um quarto de hotel ou uma cirurgia plástica, por exemplo. O trabalho é executado por um profissional (prestador de serviços) mediante contrato e sem vínculo empregatício.

Em síntese, a prestação de serviços engloba trabalhos pontuais, em que não necessariamente deve-se concluir o serviço ou apresentar um resultado. É o caso, por exemplo, dos serviços de telefonia, água, luz e esgoto. 

Ambos possuem data de início, com a contratação do serviço, mas não têm prazo para término. O serviço é oferecido ininterruptamente até o encerramento do contrato por alguma das partes.

A remuneração do prestador de serviços também é um ponto a se prestar atenção na hora de distinguir as modalidades de negócio. Nesse caso, o profissional é pago pelo serviço executado.

Venda de produtos

Diferente da prestação de serviços, a venda de produtos envolve a entrega de um bem tangível ao consumidor, como uma roupa, um carro, cosméticos entre vários outros itens. 

Nesse cenário, o profissional pode ser vendedor (quando vende os produtos internamente, ou seja, nas dependências da empresa), representante comercial (quando vende os produtos da empresa externamente) ou comerciante (dono do comércio).

A venda de produtos ao consumidor não constitui vínculo empregatício, somente entre vendedor e comerciante (empregador). O preço da mercadoria leva em consideração os custos de produção, as despesas operacionais e a margem de lucro pretendida. 

O pagamento é feito antecipadamente pelo cliente e pode contemplar diferentes formas, como dinheiro, cartão de débito, crédito à vista, crédito parcelado, PIX, transferência bancária e muitos outros.

Empreitada

Não menos importante, a empreitada é um tipo de contratação de prestação de serviços que tem como objeto a realização de uma obra (construção civil). 

Trata-se, na verdade, de um contrato em que o dono da obra (tomador do serviço) se compromete a pagar um determinado valor ao empreiteiro (profissional que realiza obras de empreitada pessoalmente ou por intermédio de terceiros) para que este realize uma determinada obra.

O pagamento da empreitada pode ser feito de acordo com a conclusão das etapas ou mediante a conclusão do trabalho. Contudo, é importante deixar isso bem claro no contrato.

E quais as diferenças entre prestador de serviços x profissional autônomo x profissional liberal?

Como você já viu, o prestador de serviços é o profissional que executa suas atividades sem vínculo empregatício. Quando legalizado (PJ), atende tanto pessoas físicas quanto jurídicas (empresas), com possibilidade de emissão de nota fiscal.

De forma semelhante, o profissional autônomo também exerce suas atividades de forma independente, ou seja, sem carteira assinada. Contudo, ele não precisa ter CNPJ para atuar. 

Nesse caso, ele declara anualmente IRPF caso tenha recebido rendimentos tributáveis acima do limite estipulado pela Receita Federal. Além disso, contribui para a Previdência Social como autônomo.

Por outro lado, o profissional liberal é o prestador habilitado para realizar serviços de natureza técnico-científica. Ele pode trabalhar com ou sem vínculo empregatício e para mais de um contratante. Além disso, pode também ter CNPJ e emitir notas fiscais.

A grande diferença é que para atuar, o profissional liberal deve estar vinculado a um conselho de classe. De acordo com a CNPL (Confederação Nacional das Profissões Liberais), enquadram-se na categoria os seguintes profissionais:

  • Administradores;
  • Advogados;
  • Agrônomos;
  • Arquitetos;
  • Arquivistas;
  • Atores;
  • Bacharéis em ciências da computação;
  • Médicos;
  • Jornalistas;
  • Nutricionistas;
  • Psicólogos;
  • Geólogos;
  • Músicos;
  • Odontologistas;
  • Professores particulares;
  • Protéticos dentários;
  • Contadores;
  • Corretores de imóveis;
  • Economistas;
  • Educadores físicos;
  • Enfermeiros;
  • Fonoaudiólogos;
  • Engenheiros;
  • Escritores;
  • Fisioterapeutas ;
  • Tradutores entre muitos outros.

Prestação de Serviços e MEI

Para quem não sabe, a sigla MEI significa Microempreendedor Individual. Trata-se, na verdade, de um prestador de serviços que exerce suas atividades de forma legalizada. Ele tem CNPJ, alvará de funcionamento, inscrição municipal e emite notas fiscais. 

Os impostos do MEI são recolhidos através de uma guia única, chamada DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que deve ser paga até o dia 20 de cada mês. 

Nela, estão inclusos a contribuição para o INSS, o ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza) ou o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), conforme o segmento de atuação do profissional. Tais impostos devem ser pagos independentemente de ter havido faturamento ou não.

Na prática, se tornar um microempreendedor individual é uma forma menos burocrática de ser dono do próprio negócio, poder oferecer seus serviços a pessoas físicas e jurídicas e faturar. 

E, dependendo do tipo de prestação de serviços, sequer é preciso ter um espaço corporativo. É possível usar o próprio endereço residencial para efetuar o cadastro (ponto de referência). No entanto, nessa modalidade não é possível atender clientes de forma presencial, somente a distância.

Mas, será que todo mundo pode ser MEI? Para se tornar um microempreendedor individual e exercer sua atividade profissional dentro da lei é preciso atender alguns requisitos:

  • Não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;
  • Exercer alguma das ocupações permitidas ao MEI. Confira a lista completa clicando aqui.
  • Possuir um faturamento mensal de até R$ 81.000,000 por ano ou R$ 6.750,00 por mês;
  • Contratar no máximo um empregado.

Benefícios previdenciários MEI

Além de exercer a atividade profissional de forma legalizada e poder ampliar a carteira de clientes atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas, ser MEI possui ainda outras vantagens importantes. 

Com o pagamento mensal do DAS, o microempreendedor individual também conta com os seguintes benefícios previdenciários:

  • Aposentadoria por idade e por invalidez;
  • Auxílio-doença;
  • Licença-maternidade;
  • Auxílio-reclusão;
  • Pensão por morte.
prestação de serviços online

Vantagens da prestação de serviços

Seja qual for a modalidade de prestação de serviços escolhida (autônomo, profissional liberal ou MEI), o fato é que ambas oferecem inúmeras vantagens, conforme as que listamos adiante:

Para quem contrata

  • Economia: o contratante só paga pelo serviço. O recolhimento dos tributos, da contribuição previdenciária entre outros encargos é de responsabilidade do prestador de serviços;
  • Mão de obra especializada: contratação de um profissional com conhecimento especializado sobre determinado assunto pode melhorar a produtividade da empresa;
  • Foco na atividade principal da empresa: ao contratar um profissional com conhecimento especializado para realizar uma atividade-meio, o gestor pode se ocupar com áreas estratégicas do negócio, melhorando os resultados e a lucratividade da empresa;
  • Redução de custos com a folha de pagamento: na prestação de serviços não há vínculo empregatício, sendo a contratação feita mediante contrato;
  • Otimização do tempo: as tarefas passam a ser melhor distribuídas entre as equipes, reduzindo significativamente a sobrecarga de trabalho.

Para o prestador de serviços

  • Flexibilidade de horários: o prestador não está vinculado a uma carga horária de trabalho, como no caso da CLT. Sendo assim, ele pode determinar qual é a jornada de trabalho ideal para cumprir o previsto no contrato;
  • Possibilidade de trabalhar para mais de um contratante: o prestador de serviços pode trabalhar em mais de um projeto, desde que um não atrapalhe a conclusão do outro;
  • Sem aviso prévio: quando o contrato com uma empresa acabar, o prestador está livre para buscar outra atividade do seu interesse;
  • Networking: ampliar a rede de contatos profissional.

FAQ: principais dúvidas sobre prestação de serviços

Ainda em dúvida a respeito da prestação de serviços? A seguir, relacionamos as dúvidas mais frequentes sobre o tema, para que você possa analisar se a modalidade de negócios é ou não para você.

Pessoa física pode fazer contrato de prestação de serviço?

Conforme pontuamos anteriormente, o prestador de serviços não é obrigado a ter CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas). Dessa forma, mesmo que ele opte por continuar sendo pessoa física, pode exercer suas atividades profissionais e celebrar contrato de prestação de serviços.

Todavia, é importante lembrar que como pessoa física, o prestador não pode emitir notas fiscais e tampouco ser contratado por empresas. 

O que deve constar no contrato?

O contrato de prestação de serviços é um documento jurídico, que contém, de forma escrita, a negociação feita pelas partes envolvidas. 

Ele oferece mais segurança à contratação e garantias tanto ao prestador quanto ao tomador de serviços em casos de desacordo comercial, rescisão antecipada de contrato entre outros pormenores.

Personalizável, o contrato se ajusta às necessidades de ambas as partes, podendo conter quantas cláusulas forem necessárias para a boa realização do serviço. 

Contudo, a Lei 13.429/17, estabelece quais são os itens indispensáveis ao documento:

  • A identificação (qualificação) das partes;
  • A descrição detalhada do serviço a ser prestado;
  • O prazo para a realização do serviço (de comum acordo entre as partes);
  • O valor a ser pago após a realização do trabalho.

É possível ainda complementar as cláusulas contratuais com termos de sigilo profissional, foro judicial competente para casos de disputas judiciais e cláusula de responsabilidade, que determina quais são as obrigações do contratante e do prestador. 

A forma de pagamento também é uma informação que pode ser incluída no contrato, oferecendo mais segurança e previsibilidade à negociação.

Quais são os direitos de um prestador de serviços?

Por não ter vínculo empregatício com o contratante, a prestação de serviços não oferece nenhum direito trabalhista ao prestador, como FGTS, 13º salário, vale transporte e férias. 

Contudo o profissional tem o direito ao aviso prévio em caso de rescisão contratual, desde que o documento determine um prazo para a conclusão do serviço. Não havendo prazo para a entrega do serviço, o contrato pode ser rescindido a qualquer momento.

De acordo com o Código Civil, artigo 599, o aviso prévio deve ser dado:

  • “Com antecedência de oito dias, se o salário se houver fixado por tempo de um mês, ou mais;
  • Com antecipação de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, ou quinzena;
  • De véspera, caso o prestador de serviço tenha sido contratado por menos de sete dias”.

Cabe ressaltar que caso o profissional seja pessoa jurídica, ele tem direito a alguns benefícios previdenciários, como aposentadoria por invalidez ou tempo de serviço, auxílio-doença, licença maternidade, auxílio-reclusão e pensão por morte.

Como acompanhar o serviço prestado?

Sem dúvida alguma esse é um dos maiores desafios da prestação de serviços: a fiscalização do trabalho que está sendo realizado. Para garantir bons resultados, recomenda-se fazer um levantamento de todas as atividades descritas no contrato e a partir dessas informações, fazer um planejamento estratégico para acompanhar de perto as atividades.

Nesse caso, o próprio gestor pode fazer isso, ou, delegar essa responsabilidade a um ou mais funcionários específicos. É importante também fazer reuniões periódicas com o prestador para ajustar possíveis detalhes e sempre fornecer a ele feedback sobre o andamento do serviço. 

Como calcular a multa rescisória?

Calcular a multa rescisória de contratos de prestação de serviços é mais simples do que se imagina. Tenha em mente que o valor da multa não pode exceder a 10% do valor total do contrato e, caso o serviço já tenha começado, ela deve ser calculada sobre o tempo restante para a entrega do serviço.

Para exemplificar, tomemos como exemplo um contrato de prestação de serviço de 12 meses, com início em janeiro, término em dezembro e valor total de R$ 20.000,00.

Suponhamos que com 6 meses  de serviço, o contratante decida rescindir o contrato. Nesse caso, o prestador já teria executado 50% do serviço, tendo o direito a receber R$ 10.000,00. A multa rescisória (10%) é calculada sobre o tempo restante para a conclusão do serviço, ou seja, sobre 6 meses.

R$ 10.000,00 (valor estante) * 10% (limite de multa) = R$ 1.000,00 (valor da multa rescisória).

No exemplo acima o prestador tem direito a receber R$ 11.000,00 (6 meses de serviço + multa rescisória).

Conclusão

Com este artigo você aprendeu um pouco mais sobre a prestação de serviços, modalidade de negócios vantajosa para contratante e profissional.

Para o contratante, a modalidade ajuda a reduzir custos trabalhistas, a obter mão de obra especializada, a otimizar o tempo e a concentrar os esforços em áreas estratégicas da empresa. 

Já para o prestador, o tipo de negócio oferece flexibilidade de horários, possibilidade de atender a mais de um cliente por vez e ampliar a rede de contatos profissional.

E a boa notícia é que graças ao eGestor, prestadores de serviço podem simplificar suas tarefas e acompanhar a performance das suas atividades profissionais. 

Online, completo e intuitivo, ele conta com diversos recursos para você fazer a gestão do seu negócio de onde estiver, com apenas alguns cliques na tela do seu computador ou celular.

Com o eGestor você terá mais controle financeiro, vai poder acompanhar as vendas de produtos ou serviços da empresa em tempo real, emitir notas fiscais, boletos bancários e tudo mais o que for preciso para executar uma prestação de serviços satisfatória. 

Ao converter informações complexas em dados estruturados e de fácil interpretação, o sistema eGestor possibilita que você tome as melhores decisões a favor do seu negócio, baseadas em dados concretos e não em achismos.

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Payback: Como calcular o prazo de retorno de investimento

Payback: Como calcular o prazo de retorno de investimento

Na escala de produção, sempre estamos à procura de melhorar os investimentos, tornando os lucros mais eficientes e diminuindo todos os gastos possíveis. 

A lógica de apertar as torneiras e aumentar o tamanho dos baldes é o básico para qualquer empresa. Porém, em muitos casos, para concretizar esse tipo de situação, é preciso fazer algo a mais.

Invariavelmente, esse algo a mais significa um investimento extra. Todo investimento é feito pensando em um retorno, e apenas nos casos em que esse retorno é interessante é que os investimentos são recomendados. 

E a lógica por trás desse retorno do investimento é chamada de payback na linha produtiva. E para entender um pouco mais sobre sua função, vamos explicar toda a sua lógica.

O que é o payback

A tradução literal do termo payback significa ‘retorno’. Assim, dentro de uma empresa, ele é um indicador que calcula o tempo necessário em um projeto para ter o retorno financeiro.

Ou seja, quando se faz um projeto e se investe uma certa quantidade de dinheiro nele, a chance do mesmo ser rentável em pouco tempo não é muito grande. 

Como isso é um investimento, e deve gerar lucro após um determinado tempo, o empresário deve calcular quanto tempo levará para que o projeto se pague e para que você comece a ver as vantagens do mesmo. 

Aí entra o payback!

Para que serve o Payback

A principal função do payback é medir o tempo que um investimento vai levar para ter retorno financeiro. Diferente do ROI, que calcula o valor que o investimento terá, o payback foca, principalmente, no tempo.

Por esse motivo ele é muito utilizado por investidores e empresários, na hora de calcular um investimento novo. Ele serve para calcular desde a compra de um novo equipamento, a contratação de um novo funcionário, até a abertura de uma nova filial.

É muito comum que investidores o usem para calcular se o investimento em uma empresa é válido considerando o tempo que a empresa trará o dinheiro de volta.

Payback simples e payback descontado

O payback é um indicador que traz uma visualização mais precisa na hora de validar um investimento. Mas, existe quem acha que ele não é tão correto, matematicamente. 

Por isso, foi criado o payback descontado. Esse considera informações como a desvalorização do dinheiro, o VPL e custo de capital do negócio, por exemplo. 

Ainda, também deve ser levado em consideração a TMA, ou Taxa Mínima de Atratividade. Ela é utilizada para definir a rentabilidade mínima do investimento. Normalmente é baseada na SELIC.

como calcular payback

Como calcular o payback?

Por haver dois tipos de payback, também existem dois tipos de cálculo. Um é mais simples, que não leva em consideração alguns valores, enquanto o outro é mais complexo, considerando o valor do dinheiro no tempo.

Como calcular o payback simples

A fórmula do payback simples é mais fácil:

Payback = investimento inicial / resultado médio do fluxo de caixa

Ou seja, para saber qual o payback do investimento, é necessário saber exatamente os valores de investimento. Ainda, será necessário fazer os cálculos referentes a quanto de receita o investimento irá gerar.

Por exemplo, se uma empresa decide investir R $400.000,00 em uma nova tecnologia. Essa tecnologia trará cerca de R $10.000,00 de receita mensalmente. Assim, temos:

Payback = 400.000 / 10.000

Payback = 40

Dessa forma, o investimento levará 40 meses para ser pago.

Como calcular o payback descontado

Um pouco mais complicado que o payback simples, o payback descontado tem uma fórmula diferente. Antes de ser calculado, ele precisa do VPL, o Valor Presente Líquido. Para chegar nele, é necessário a seguinte fórmula:

VPL = FC / (1 + TMA)1

Aqui, FC significa fluxo de caixa. Enquanto isso, a TMA deve ser decidida entre os gestores, levando em consideração os índices de mercado. Seguindo o exemplo anterior e levando em consideração uma taxa de 10% de TMA, e o fluxo de caixa do negócio sendo 10.000, Assim:

10.000 / (1 + 10%)1 = VPL

10.000 / 1,10 = VPL

9.090,90 = VPL

Agora que já temos o valor presente líquido, podemos fazer novamente o cálculo do payback:

Payback descontado = 400.000 / 9.090,90

Payback descontado = 44

Assim, chegamos a conclusão que o investimento terá um tempo de retorno de 44 meses, ou 3 anos e 6 meses, em média.

Como funciona o payback em uma empresa?

O processo é simples. Quando você investe seu dinheiro em um produto ou projeto para aumentar a produtividade de uma empresa, você quer saber quando terá de volta o retorno sobre esse investimento. 

Esse retorno é o payback. Ele permite uma boa associação de custo-benefício para saber se esse é o momento de investir realmente ou não, sendo melhor esperar uma situação mais propícia.

Dentro dessa lógica, é preciso entender que a conta só fecha quando conhecemos três pontos. São eles: o valor do investimento, o benefício que esse investimento trará e o impacto desse investimento no custo final do produto. Como podemos ver, no final, o cálculo do payback é uma conta simples. Para realizá-lo, é necessário apenas o conhecimento mais simples de matemática.

Exemplo

Uma empresa de marmitas vende a marmita por R $10,00. E o custo de produção da marmita é R $5,00. Ou seja, o lucro em cada marmita é de R $5,00. Suponhamos que eles tenham uma pessoa que só fecha as marmitas e outra que só prepara as marmitas. 

Cada uma custando R $1.000,00 por mês. No total, são R $2.000,00 de mão de obra total, o que equivaleria, hipoteticamente, a R $2,00 em cada marmita feita.

Porém, existe uma máquina que fecha automaticamente as marmitas, deixando o processo mais rápido e prático. 

Possibilitando que uma pessoa possa sair dessa função, o que traria uma economia de R $1.000,00 do funcionário, ou diminuiria em R $1,00 o custo de produção das marmitas. O custo dela que antes era R $5,00 será então R $4,00.

Se a máquina custar R $3.000,00, significa que será preciso vender 3 mil marmitas para ter o payback – ou retorno – sobre o seu investimento. Se a empresa de marmitas vender 500 marmitas por mês, esse retorno seria em seis meses.

É claro que todos os valores aqui são apenas exemplos. Na prática, há outros fatores como direitos trabalhistas, remanejamento de função do profissional e assim por diante, mas na prática, o exemplo serve para nos mostrar que a economia causada por um investimento dividido pela produção alcançada com o investimento nos traz o payback em questão. 

E isso é o importante nessa conta.

Como analisar o payback

O payback em si já é uma análise do retorno do investimento, mas ele não é tão preciso para ser avaliado sozinho. Existem outros indicadores que mostram de uma maneira mais precisa, com métricas mais certeiras.

Ainda, além desses indicadores, é preciso analisar o que se busca com o investimento. Por exemplo, uma empresa contrata uma ferramenta de gestão para melhorar o controle do financeiro. É preciso entender que até que se consiga obter relatórios precisos, com informações confiáveis, levará tempo. Assim, se a intenção é ter esse retorno imediato, além desta contratação, será necessário uma revisão de contas e valores.

Outros indicadores

Existem outros indicadores financeiros que podem ser usados juntamente com o payback para medir com mais precisão um investimento. Por exemplo:

i = 1n FCi / (1 + TIR) – investimento inicial = 0

ROI (Retorno sobre o investimento)

Muito confundido com o payback, o ROI indica o retorno financeiro sobre o investimento feito. Enquanto o payback mostra, principalmente, o tempo para retorno, o ROI indica os valores que serão retornados. A sua fórmula é:

ROI (%) = (ganho obtido – valor do investimento) / valor do investimento x 100

TIR (Taxa interna de retorno)

A TIR é a taxa que resulta quando o VPL é igual a zero. Ou seja, é uma taxa de desconto necessária para que o investimento seja zero, nem lucro nem prejuízo. Sua fórmula é:

VPL (Valor presente líquido)

Esse valor representa o que foi acumulado do fluxo de caixa. Esse valor é essencial na hora de calcular o payback, uma vez que é ele que mostra os valores referentes ao fluxo de caixa esperado pelo investimento em uma data, sem o valor inicial do investimento. Sua fórmula é:

VPL = FC0 + FC1 / (1 + TMA)1 + FC2 / (1 + TMA)2 +⋯+ FCn / (1 + TMA).

TMA (Taxa mínima de atratividade)

Essa taxa, necessária para calcular o VPL, representa a taxa de juros mínima que um investidor pretende ganhar.

Rentabilidade

A rentabilidade é o indicador que demonstra o sucesso ou fracasso de um investimento. Ela tem como base de cálculo o percentual da remuneração do que foi investido. O valor médio de rentabilidade esperado em micro e pequenas empresas é de 2% a 4%. Sua fórmula é:

Rentabilidade = Lucro líquido / investimento x 100

Margem líquida

A margem líquida não é um indicador diretamente relacionado ao payback, mas ela traz resultados importantes. Ela está relacionada com a margem de lucro sobre um produto. Assim, sua fórmula é:

ML = Lucro líquido / Receita líquida de vendas

ROA (Retorno sobre ativos)

Bem parecido com o ROI, o retorno sobre investimento, o ROA é um pouco mais preciso em relação aos valores de ganhos. Sua fórmula é:

ROA = (Lucro líquido / Total do ativo) x 100

Vantagens do Payback

As vantagens do payback são bem claras, levando em consideração seu intuito. Confira algumas:

  • Fórmula simples: essa, que também pode ser uma desvantagem se não considerarmos o payback descontado, é a principal vantagem. Ou seja, com poucos números e cálculos é possível ter uma ideia de quanto irá retornar um investimento.
  • Nível de liquidez e nível de risco: a partir da informação de valor investido, é possível se ter uma ideia de quanto, em valores, ele irá trazer para o negócio. Dessa forma, também se pode medir o risco. Afinal, de nada adianta realizar um investimento alto e ele não ter nenhum retorno.
  • Projetos de alto risco ou vida limitada: nesses casos o cálculo do payback ajuda a mensurar o retorno do investimento mesmo quando ele tem uma vida limitada, fazendo com que se possa avaliar melhor o quanto se está aplicando financeiramente.
  • Aumenta a segurança: por trazer um número real, com base em valores reais, o payback demonstra se o planejamento é seguro ou não. Caso o tempo seja mais que o esperado, por exemplo, uma nova rota pode ser criada.
  • Tomada de decisão: sabendo em quanto tempo o investimento terá retorno financeiro, as tomadas de decisões acabam se tornando mais simples. Elas também facilitam qualquer análise, seja de curto ou de longo prazo.

Desvantagens do Payback

Por ser um cálculo que mede o tempo até ter o retorno de um investimento, o payback não consegue mensurar projetos mais longos. Outro ponto importante é que o mesmo não considera nenhum tipo de correção monetária no tempo de retorno do projeto. Por isso, ele pode ser um pouco superficial.

Ainda, no mesmo plano que a correção monetária, essa forma não leva em consideração outros fatores, como inflação e oscilações nas taxas de juros.

Relação entre Payback e fluxo de caixa: entenda

O fluxo de caixa é o registro de todas as entradas e saídas financeiras do negócio. Ele é um valor necessário para realizar o cálculo do payback, uma vez que é necessário saber quanto de receita se irá gerar com um investimento.

E é por isso que é tão importante fazer esse controle de forma muito precisa. Se não, todo o seu cálculo de payback simplesmente não funciona.

Assim, quando a previsão não acontecer, é necessário subtrair os valores que não entraram no caixa.

investimento em payback

Por que saber o payback de um investimento?

Quando entendemos essa lógica, fica muito mais fácil tomar uma série de decisões de planejamento de investimentos. E, criar um mapa de ações possíveis para melhorar os negócios. 

Às vezes, adquirindo produtos simples, é possível ter um excelente retorno sobre o investimento. Algo que muitas vezes nem percebemos e que pode melhorar os resultados finais da empresa.

Justamente por isso, a prática do cálculo do payback tem se tornado um dos métodos mais efetivos e seguros de se avaliar se um investimento é interessante de se fazer em um momento ou não. 

E a partir do momento em que dominamos a lógica por trás do payback, podemos combiná-la com outras técnicas de administração, como o Custo de Mercadoria Vendida, ou CMV, que tem se tornado cada vez mais popular.

Assim, quanto mais técnicas de previsão de retorno e cálculos de investimento, maiores as chances de dar os passos corretos. Claro que sempre focando nas ações corretas para ter os melhores resultados na empresa. 

Isso é algo indispensável para empresários que percebem que mesmo em períodos de crise não podemos deixar de manter os olhos abertos para investimentos.

O payback funciona em qualquer situação?

Vale mencionar que apesar de ser uma técnica simples e efetiva, o payback não é a melhor opção de técnica de análise em alguns casos. 

Assim, se o produto necessitar um prazo longo de produção, existem outros fatores que entram no cálculo do payback. Alguns desses fatores seriam:

  • oscilação do valor de investimento;
  • parcelas do produto;
  • preço do financiamento;
  • aumentos inesperados.

No caso das marmitas que citamos acima, por exemplo, estávamos utilizando um recurso humano. Esse processo normalmente envolve valores como carteira assinada, rescisão trabalhista e outros trabalhos que o funcionário fazia. 

Assim, temos claro que o payback é efetivo, mas não pode ser utilizado como único guia para os investimentos.

E na prática?

Na prática, o payback seria como se fosse uma visita a um médico, que olha os sintomas apresentados e dá um diagnóstico com uma possível solução para resolver seu problema. 

Porém, para ter certeza da solução, é possível visitar outros médicos. E no caso das análises de técnicas de investimento, vale a pena consultar outras metodologias possíveis.

Nesses casos, há dois caminhos possíveis: o de apontamento de resultados diferentes, o que pode levar a novas análises e a novos diagnósticos, ou a comprovação de que os valores apresentados no payback estão de acordo com as expectativas, sendo o melhor remédio para administrar em sua empresa considerando custos, investimentos e os quais os resultados esperados a partir dessa ação.

Conhecer mais é sempre importante, e se o payback é um caminho de conhecimento, nunca deverá ser encarado como a única solução para os seus negócios. 

Portanto, saber o valor do payback de um investimento facilita na compreensão de como elaborar um bom planejamento para aumentar a lucratividade e o fluxo de caixa da empresa.

Dicas para calcular o payback

Alguns pontos podem ser levados em consideração quando chega a hora de calcular esse indicador, por exemplo:

  • Cadastramento de informações: antes de investir em algo, realize uma análise criteriosa dos valores, tempo e categorize essas informações.
  • Tempo máximo e mínimo: tenha em mente que cada investimento tem um tempo de retorno. É possível que esse retorno chegue antes, mas não é correto esperar que isso aconteça.
  • Melhorias: mantenha todas as informações do financeiro atualizadas e bem especificadas. Essa é a principal maneira de ter certeza que o negócio está indo para o lado certo.
  • Pé no chão: assim como não se pode esperar que o retorno venha antes, também não é válido esperar que o valor indicado seja maior. Faça projeções realistas, que fazem sentido com o que foi proposto desde o início.

O que é VPL de uma empresa?

VLP é a sigla para Valor Presente Líquido. Ele é uma forma de trazer os valores do fluxo de caixa para uma data zero na hora de estudar a viabilidade de um investimento. 

Esse cálculo é necessário porque o poder de compra do dinheiro não é o mesmo que ontem e nem o mesmo que amanhã. Dessa forma, se um investimento de R $50.000 demorar 10 anos para ter retorno, esses R $50.000,00 já não valem mais do que quando feito.

Por isso, é necessário calcular o quanto o dinheiro perdeu seu valor. Assim, a fórmula para o mesmo é:

VLP = FC0 + FC1 / (1+i)^(j+1) + FC2 / (1+i)^(j+1) + FCn / (1+i)^(j+1)…

Sendo que FC é fluxo de caixa e é necessário calcular a depreciação de todo o tempo, se utiliza o valor total do fluxo de caixa de todos os meses. Ainda, é o equivalente a TMA, taxa mínima de atratividade. E, é igual a 1.

O que é Payback e VPL?

Para fazer o cálculo do payback descontado, é necessário fazer algumas avaliações prévias, para descontar os custos relacionados. É preciso saber o TIR, que é a taxa interna de retorno, a TMA, que é a taxa mínima de atratividade e o VPL, o valor presente líquido.

Cada um tem uma função específica na fórmula e todas as informações devem estar presentes. O TIR, por exemplo, tem como função, trazer os valores do cálculo de VPL para valores reais. Assim, ele melhora o entendimento sobre o retorno do investimento.

Já a TMA não é algo a ser calculado. Ela depende e varia de acordo com a SELIC, normalmente. Por exemplo, em março de 2022, a SELIC se encontra em 11,75%. Então, essa porcentagem pode ser utilizada para o cálculo,

Enquanto isso, o VLP é o valor do dinheiro na data zero. Ele utiliza o valor dos fluxos de caixa até a data e subtrai o valor do investimento.

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Loja de moda íntima: Como montar uma

Loja de moda íntima: Como montar uma

O setor de loja de moda íntima oferece boas oportunidades para empreendedores que desejam começar um negócio. Afinal, esse é um nicho de mercado pouco explorado e que pode render muito lucro.

A maior vantagem de comercializar peças íntimas está no baixo custo para a aquisição e revenda. A margem de lucro de uma loja de moda íntima costuma estar acima da de lojas que vendem vestidos ou sapatos. Isso faz com que muitas peças rendam um lucro de até 100%.

Portanto, nesse artigo, mostraremos o fundamental para abrir uma loja de moda íntima.

Planejamento da loja de moda íntima

No planejamento é preciso incluir a lista de gastos. Isto é, a quantia de dinheiro que você possui irá indicar o tamanho do estoque, a localização da loja, a mobília utilizada e a forma de divulgação.

Assim, faça uma boa pesquisa de custos e converse com fornecedores. Isso irá ajudar a estimar a quantia de dinheiro que deverá ser investida, além de que minimizará a margem de risco.

Você precisa planejar o negócio tendo em vista os primeiros meses do negócio. É uma forma de garantir que a empresa terá dinheiro suficiente para as transações. Além disso, você não irá se endividar logo no início da empresa. Por isso, é recomendável que você tenha um capital suficiente para os primeiros 6 meses de funcionamento.

Em seguida, estabeleça o custo do ponto comercial, se irá comprá-lo, construí-lo ou alugá-lo. No caso da compra, verifique se serão necessárias reformas. Depois, some os investimentos em equipamentos, móveis e expositores. Outro gasto que costuma ser relevante é o das taxas, impostos e outros custos de abertura do negócio. Decida, então, quantos funcionários irá contratar. Por último, separe a quantia correta para gastar com publicidade e propaganda.

Loja de moda íntima pode ser MEI?

Sim, uma loja de moda íntima com CNAE 1411-8/01 – Confecção de roupas íntimas, pode ser MEI.

loja de moda íntima

Localização da loja de moda íntima

Há setores do mercado em que o ponto do estabelecimento não importa. Definitivamente não é o caso das lojas. Você gastará um bom tempo analisando o estabelecimento e isso é necessário para que não corra o risco de perder dinheiro.

A sua empresa deve ser de fácil acesso ao público. Não escolha um ponto afastado dos centros comerciais. Dê preferência a quadras que abrigam outras lojas de roupas. Isso garantirá mais lucro, pois você estará onde o público costuma estar. Uma loja de moda íntima pode ficar próxima a estabelecimentos que vendem acessórios e sapatos.

Realize uma pesquisa com os concorrentes e certifique-se de que você instalará sua loja num lugar onde possa competir de igual para igual. Galerias e boutiques são boas opções, bem como shoppings (de preferência os menores, pois o custo é menor). Considere todos esses fatores na sua pesquisa de localização e não se importe em perder tempo nela.

Produto

Para ter um bom lucro, é importante encontrar excelentes fornecedores. Normalmente, é muito mais compensatório adquirir peças diretamente das fábricas. Na hora de escolher o catálogo, aposte em produtos originais e diferenciados. Compre peças que vendem bastante – como lingeries tradicionais -, mas tenha uma seção para peças únicas.

Garanta que sua loja tenha uma boa coleção de calcinhas, sutiãs e meias calças, mas também corpetes e cintas. Por elas afinarem a cintura, são muito procuradas pelas clientes. E lembre-se: no setor de moda é fundamental estar a par das atualidades. Assine revistas especializadas para saber como enriquecer sua loja.

Contratação

Uma loja de moda íntima de médio porte pode começar com quatro funcionários, contando com o administrador. Os outros trabalhadores são vendedores (2) e caixa (1).

Mas, é importante dar valor para a qualificação profissional. Se a equipe não for experiente, é preciso investir em formação e treinamento especializado.

Poucos funcionários também colaboram para criar um clima intimista na loja. Isso favorece nas vendas, visto que mulheres querem se sentir à vontade na compra de roupas íntimas. Elas desejam ser atendidas por profissionais que entendem muito sobre o produto que vendem, mas que também são atenciosas, solícitas e dedicadas.

loja de moda íntima

Investimento

Uma loja de moda íntima de médio porte exige um investimento em torno de R$ 50 mil. Isso é o suficiente para pagar a estrutura, os salários dos funcionários nos primeiros meses e a compra de produtos para o estoque.

Divulgação da loja de moda íntima

Invista em publicidade e marketing para fazer seu produto chegar ao público-alvo. Assim, anuncie em publicações locais e crie folders e folhetos. Normalmente esse tipo de publicidade tem um custo baixo e traz resultado.

Mas com certeza a melhor forma de divulgação para sua loja de moda íntima é a internet. Você poderá até mesmo criar uma loja online, fazendo seu lucro crescer muito. Na web é possível ampliar o público quase que indefinidamente, pois não há limite de alcance da mensagem. Você poderá fazer clientes em qualquer lugar do Brasil. Use as redes sociais para interagir com seu público.

Administração

Invista em conhecimento especializado, mesmo se você já entender de administração. Isso garantirá que sua empresa não seja ultrapassada pela concorrência.

Assim, tenha sempre em mãos ferramentas e métodos de gestão. Conheça as novidades nesse quesito, buscando sempre novos cursos.

Tenha um software de gestão. Ele permite que você tenha o controle sobre as principais ações do dia a dia da empresa. Tarefas do estoque, de finanças, vendas e controle de clientes são exemplos de ações integradas na plataforma.

Além disso, você poderá saber, com base em informações e relatórios, o que está dando certo e o que deve ser mudado no negócio. Isso não só garantirá mais produtividade, como também mais lucro. Recomendados que você use o eGestor, um software que é perfeito para loja de moda íntima. Acesse o site da empresa e adquira o seu

Conclusão

O segmento de moda pode gerar bons lucros, ainda mais se você investir em um nicho pequeno como o de roupas íntimas. Essas peças têm um custo baixo, e isso faz com que a margem de lucro seja grande. Mas para a empresa ter sucesso, é preciso saber qual roteiro seguir.

Nesse artigo mostramos a importância da pesquisa de localização, produto e fornecedores. Mas, além disso, para realmente lucrar, você deve contar com pessoas capacitadas e com um conhecimento aprimorado de administração. Métodos e ferramentas, como software de gestão, poderão ajudar seu negócio a crescer rapidamente.

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