O patrimônio líquido é um dos elementos de maior importância quando o assunto diz respeito à contabilidade de uma empresa. Assim, de forma bem sucinta, é possível afirmar que o patrimônio líquido é o que representa a riqueza de uma determinada empresa.
Ele fornece informações relevantes, tais como os lucros adquiridos, reservas de valores, valores investidos nos empreendimentos, entre outros pontos pertinentes.
Então, para compreender de uma forma definitiva a conceituação do patrimônio líquido, vale levar em consideração o balanço patrimonial da empresa. O balanço patrimonial é dividido em três grupos. São eles:
Ativo: Esse grupo representa os bens e os direitos que pertencem à empresa.
Passivo: Esse grupo, por sua vez, compreende as obrigações da empresa.
Patrimônio líquido: Esse grupo se refere a riqueza da empresa, pertencente aos sócios e acionistas.
Em alguns conceitos, o patrimônio líquido é parte dos passivos. Isso acontece porque ele é, de certa forma, uma “dívida” da empresa com os sócios. Entretanto, mesmo que visto como passivo, ele é um passivo do tipo não exigível.
O que é o patrimônio líquido
O patrimônio líquido é a diferença do passivo e do ativo do negócio. Ou seja, ele é o valor que a empresa tem, seja em caixa ou em forma de bens, que não será descontada em pagamentos. Por exemplo, uma empresa que tem R$ 100.000,00 como ativos e R$ 25.000,00 de passivos, tem R$ 75.000,00 de patrimônio líquido.
Ainda, esse valor pertence aos sócios, acionistas ou quotistas do negócio.
O que são ativos e passivos
Os ativos e passivos são parte do financeiro de uma organização.
Ativos: os ativos são todos os bens da organização. Entre eles estão os valores em caixa e no banco, imóveis e qualquer outro tipo de propriedade da empresa. Eles são identificados como ativos porque devem poder ser convertidos em valores em algum momento.
Passivos: os passivos são todas as obrigações da empresa para com terceiros. Assim, qualquer dívida, seja de empréstimos e contas a pagar, passando por fornecedores e impostos são passivos do negócio.
Como calcular o patrimônio líquido?
O cálculo do patrimônio líquido é efetuado por meio dos lançamentos contábeis que são originários da operação realizada na empresa. Assim, nesse contexto, a cada aporte de valores que é feito no negócio, o capital social receberá um acréscimo. Levando em consideração que o capital compreende uma das contas que constituem o patrimônio líquido.
Ainda, outra maneira de realizar o cálculo do patrimônio líquido é calcular a diferença existente entre o ativo total e o ativo exigível. Para isso, basta fazer uso da seguinte equação:
Patrimônio Líquido – Ativo – Passivo
Exemplos de patrimônio líquido
Uma forma simples de entender o patrimônio líquido é com exemplos. Então, se uma empresa tem no total de ativos, entre imóveis, estoque e caixa o valor de R$ 50.000,00. Entretanto, em passivos, está o valor de R$ 20.000,00, referente a faturas de fornecedores, e despesas. Assim, podemos aplicar a fórmula:
Patrimônio líquido = 50.000 – 20.000
Patrimônio líquido = 30.000
Composição do Patrimônio Líquido
No Brasil, em conformidade com o que diz a lei 6.404/76, o patrimônio líquido é classificado como uma divisão.
Capital social
Dentro do contexto da contabilidade, o Capital Social corresponde ao investimento realizado na sociedade entre os seus acionistas e proprietários. É importante destacar ainda que, de acordo com as leis no Brasil, o valor do Capital Social não sofre nenhum tipo de alteração. Assim, ele poderá apenas ser mudado caso exista uma aprovação de aumentos ou, até mesmo, redução.
Até meados da década de 90, o Capital Social tinha a possibilidade de ser corrigido de forma monetária. Além disso, o investimento no Capital Social pode ser feito de duas formas:
Por meio de ações: Caso for uma sociedade anônima
Por meio de cotas: Caso for uma sociedade limitada
Prejuízos Acumulados
Eles correspondem ao saldo que restaram dos prejuízos líquidos e dos lucros que ainda não foram distribuídos, no entanto já foram apropriados para constarem no patrimônio líquido.
Reservas de Capital
Tais reservas são o resultado de saldos em dinheiro que não contam com a capacidade de serem distribuídas para os investidores, sendo assim, elas então são integradas ao Capital Social ou, em determinados casos, compensadas como lucros acumulados.
Ajuste de Avaliação Patrimonial
Esse ajuste corresponde ao resultado do valor de avaliação dos bens comparado com o seu valor justo. O intuito do Ajuste de Avaliação Patrimonial consiste em assegurar que a estipulação do valor justo possa acontecer de uma maneira em que elementos que forçam a liquidação da transação não atrapalhem no resultado final do valor.
Reservas de Lucro
Essas reservas correspondem às contas de reserva que são formadas pela apropriação de lucros da empresa. Em suma, as Reservas de Lucro são as reservas essenciais para a longevidade financeira da empresa, visto que são lucros que ainda não foram devidamente distribuídos para os acionistas ou demais sócios.
De acordo com o que é estipulado em lei, as Reservas de Lucro podem ser:
Legal: Esse tipo de reserva é consolidada para possibilitar ao credor uma maior proteção. Ou seja, pode ser usada apenas com o intuito de trazer acréscimos para o capital social ou também para cobrir alguns prejuízos.
Estatutária: Ela é determinada seguindo os preceitos do estatuto da companhia.
Para Contingências: É um tipo de reserva que tem por intuito diminuir o impacto de eventuais perdas que possam vir a prejudicar a empresa.
De retenção de lucros: Essa é a reserva que tem a capacidade de reter alguma parte do lucro líquido para formá-la com a intenção de aumentar os negócios como, por exemplo, por meio de criação de filiais ou outros novos investimentos.
De Incentivos Fiscais: Essa reserva indica que a empresa tem a possibilidade de constituir RIF ao receber doações para a realização de investimentos.
De Lucros a Realizar: É destinada a partir do momento que o Dividendo Obrigatório supera o valor do Lucro Líquido do Exercício.
O processo de comissionamento nem sempre é bem entendido por donos de negócios. Afinal, existem diversos tipos de comissão de vendas. Sendo cada venda um valor recebido. Mas existem tantos outros, com diferentes cálculos e que irão gerar diferentes resultados.
Já de início, é importante frisar que o comissionamento está na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Portanto, ao encontrar o modo de comissão mais adequado, procure um advogado e um contador para ter certeza que se encaixa nas leis e que está de acordo com seu ganho.
Pronto para entender mais sobre a comissão de vendas, seus tipos e sua importância?
Existem dois tipos de comissionistas que entram nessa categoria. São eles:
Comissionista puro: Esse é o trabalhador que recebe sua remuneração mensal quase puramente em comissões. Ainda assim, está garantido um valor de comissionamento mínimo a ser recebido por mês, seja ele o piso da categoria ou um salário mínimo mensal caso suas comissões não alcancem esse valor. Esse salário formado puramente por comissões deve estar especificado na contratação.
Comissionista misto: O comissionista misto recebe um salário fixo + comissões de vendas. Normalmente, esse tipo de empregado ganha um valor mais baixo de comissão que o comissionista puro. Afinal, lhe é garantido um salário fixo no final do mês.
Passo a passo do cálculo do comissionamento de vendas
O cálculo da comissão de vendas deve estar de acordo com o tipo de comissão escolhida. Ele deve ser de simples entendimento para todos. Dessa forma, cada vendedor pode entender o que deve fazer e calculá-lo rapidamente.
Também deve estar alinhado com o posicionamento da empresa. A partir do momento que é definido um planejamento para a empresa (e todas devem ter um) está implicado que todas suas ações devem estar de acordo com o objetivo final. E com a comissão não pode ser diferente.
E um dos meios para controlar a comissão a ser paga aos seus colaboradores é com uma Planilha de Comissão de Venda. Ela reúne as informações e traz os cálculos de valores automáticos.
Os meios mais comuns de calcular a comissão de vendas
Claramente, se houver disponibilidade, e o responsável por essa parte não estiver de acordo com nenhum desses métodos mais conhecidos, é possível a realização de outro cálculo e outro tipo de comissionamento. Para isso, novamente, tenha certeza que se encontra dentro da legislação.
Comissão por venda
Talvez o mais utilizado. Aqui, seu vendedor recebe uma porcentagem fixa por venda feita. Assim, o pagamento dessa comissão de vendas pode ser feito mensalmente ou no momento da venda. Tem como vantagem ser simples de calcular e aplicar rapidamente.
Nesse modo, é preciso ter cuidado com a sua margem de lucro, principalmente em épocas de promoção e baixa de preços. Então, esteja seguro que não haverá prejuízo com esse tipo de pagamento.
Por exemplo, um de cálculo de comissão por venda é o seguinte: Seu Produto 1 é vendido pelo valor de R$ 100,00. A comissão do seu vendedor é de 5% sobre o valor do produto vendido. Assim, o valor recebido pelo seu funcionário será de, aproximadamente, R$ 5,00 por essa venda.
Comissão por financeiro
Aqui, o valor da comissão é calculado a partir do faturamento mensal da empresa de acordo com as vendas individuais por vendedor, sem a retirada dos custos.
Portanto, se o faturamento mensal da sua empresa foi de R$ 50.000,00 no mês de janeiro e desse valor R$ 10.000,00 foram vendas do Vendedor 1, com porcentagem de comissão de 5%, ele receberá ao final do mês o valor de R$ 500,00.
Entre as vantagens da comissão por financeiro estão:
O fato de que a empresa não precisa de um grande fluxo para cobrir os gastos com comissão;
Incentivar a permanência dos vendedores por mais tempo na empresa, diminuindo a rotatividade;
Estimular os vendedores a vender mais à vista.
Comissão por margem de lucro
Esse tipo de comissão de vendas se assemelha ao faturamento bruto. Aqui, é calculado o rendimento da empresa e então feita a partilha. Ou seja, é calculado o lucro de todas as vendas feitas no mês e então calculada a porcentagem de comissionamento.
É dos modelos mais difíceis de fazer. Isso, pois é preciso uma transparência da empresa para com seus funcionários. Além de um controle de fluxo de caixa e controle de vendas extremamente preciso.
Assim, estimulando as metas de venda e não afetando os resultados da empresa.
Partindo desse método, se o lucro da empresa é de R$ 20.000,00 e seu vendedor terá uma comissão de 2,5% sobre a margem de lucro, ele terá uma gratificação de R$ 500,00 ao final do mês.
Comissão por recebimento
Esse tipo de comissão de vendas está relacionado ao pagamento total ou parcial da venda. Ou seja, as empresas fazem vendas a prazo, consequentemente não recebendo o valor integral da compra no ato. Assim, esse método paga o comissionamento para o vendedor após a venda ser paga integralmente ou por mês, após cada parcela paga.
A vantagem é que não haverá rombos no caixa da empresa. Mas, para isso é necessário um controle de fluxo de caixa preciso, além de estimular os vendedores a realizarem mais vendas à vista.
Esse cálculo é um pouco mais difícil que os outros, considerando que seu vendedor realiza uma venda no valor de R$ 1.000,00 parcelada em 10x e tem uma comissão por venda de 10%. Dessa forma, no final dos 10 meses ele pode receber R$ 100,00, ou R$ 10,00 mensais.
Bônus por rendimento
Esse método não está diretamente relacionado aos valores da venda. Essa espécie de bonificação é dada aos vendedores que mais se destacam no mês, seja por mais vendas, por mais engajamento, até pela comunicação ou relação com os clientes e colegas.
Nem sempre esse bônus é pago em dinheiro. Algumas empresas premiam esses funcionários com viagens, presentes, cursos ou outros. Mas, claro, sempre tendo consciência do que a empresa pode pagar.
Qual o modelo de comissão ideal para minha empresa?
Depende. Existem muitos fatores que podem influenciar para essa escolha, e é uma decisão que deve ser feita após muita análise e consideração. Ou seja, nem sempre algum desses tipos citados acima será o ideal para sua empresa. Por isso, aproveite a flexibilidade da legislação e crie seu próprio método de comissão de vendas e cálculo.
Consulte seu contador ou contrate algum tipo de consultoria para melhor avaliação, veja com o que sua empresa pode arcar no momento. E, caso haja possibilidade de uma remuneração maior em algum mês, faça acontecer. Será um meio de recompensar seu time de vendas pelo trabalho realizado.
Evite gratificações que sua empresa não pode arcar. Tenha um controle financeiro e de fluxo de caixa eficiente para lhe ajudar nesse campo, evitando ficar no vermelho.
Consequências de uma estrutura injusta de comissão
A principal consequência que uma má gratificação pode causar será a desestimulação dos funcionários. Gerando assim poucas vendas, vendas ruins, funcionários sem vontade e atendimento insatisfatório. Ocasionando apenas maiores problemas de financeiro.
Outro exemplo de má gratificação é uma maior ou igual remuneração a funcionários que não a merecem. Ou seja, seus melhores funcionários acabam recebendo um valor menor. Assim ficando desestimulados em relação ao seu trabalho e piorando seu rendimento. E seus funcionários medianos acabam recebendo mais por um trabalho não tão bem feito. E acaba não o incentivando a melhorar cada vez mais.
Automatização de cálculos
São muitas áreas a serem analisadas, e isso não deve gerar amedrontamento. Já que hoje a tecnologia nos auxilia mais e mais, esse âmbito não ficaria de fora. Com os sistemas ERP auxiliando cada vez mais as empresas tudo fica mais fácil. Inclusive o cálculo de comissão de vendas.
No sistema eGestor, a comissão de vendas é calculada com a porcentagem definida, o período definido e por vendedor. Basta adicionar o usuário em configurações, colocando a porcentagem de comissão por produtos, serviços ou financeiro. E ao realizar a venda inserir o vendedor. Assim, é feito o cálculo de comissão, que fica disponível na área de relatórios, área de vendas e comissões de vendas.
Ou ainda em relatórios, financeiro e comissões por financeiro. Como no exemplo abaixo.
eGestor
O eGestor ainda dispõe de um sistema de controle de estoque e fluxo de caixa. Além de controle de entradas e saídas do seu caixa, de forma simples e rápida. Criando relatórios e ampliando sua visão em relação aos dados da sua empresa.
Existem uma série de relatórios gerenciais quesão extremamente importantes. São importantes não só para a mensuração de resultados de sua micro ou pequena empresa, mas também como forma de auxílio nas suastomadas de decisões.
Os relatórios gerenciais permitem que você possa ter uma visão mais ampla sobre a situação de sua empresa e possa planejar-se de forma a evitar dívidas, otimizar suas atividades operacionais e assim aumentar o lucro do empreendimento.
Quer saber mais sobre relatórios gerenciais, a importância dessas ferramentas e quais os relatórios gerenciais podem ser mais relevantes para o seu negócio? Então esse artigo foi feito especialmente para você, siga com a gente!
O que são relatórios gerenciais?
Relatórios gerenciais são, portanto, documentos gerados que devem conter as informações mais relevantes sobre os processos que envolvem as atividades de uma empresa. Os relatórios gerenciais devem ter objetivos bastante claros de acordo com a necessidade de cada empresa.
O excesso de informações ou o fato de querer analisar uma grande quantidade de fatores da empresa pode prejudicar esse processo. Ele pode acabar dificultando o seu entendimento por parte dos empresários, assim como pode aumentar a margem de erros nos dados analisados.
Além dos objetivos, ao se planejar a elaboração de um relatório gerencial, também é preciso definir qual será o método utilizado. Por exemplo, será realizado de uma maneira informatizada através de umsoftware de gestão empresarialou manualmente.
Objetivos dos relatórios gerenciais
Para se definir o objetivo de um relatório gerencial, é preciso ter em mente o que pretende se analisar a partir das informações contidas nele.
Existem diversos fatores que podem ser analisados a partir dos relatórios gerenciais. Normalmente, os mais utilizados pelos empresários de uma forma geral são os relatórios voltados à situação financeira de suas empresas e para o planejamento orçamentário.
Os relatórios ligados à avaliação de desempenho podem indicar que talvez seja o momento de contratar novos funcionários para melhorar a produtividade de sua empresa. Ou, então, fazer algumas demissões de colaboradores, que a partir dos dados analisados nos relatórios, verifica-se que o rendimento destes não está sendo satisfatório para a empresa.
Já os relatórios financeiros, por sua vez, proporcionam uma visão aprofundada de suas movimentações financeiras. Ainda, mostram com clareza a origem de cada uma das receitas e despesas de seu empreendimento, facilitando a identificação de possíveis cortes no orçamento.
O que deve conter um relatório gerencial
Com os objetivos já definidos, o próximo passo é armazenar no relatório as informações realmente importantes para a satisfação destes objetivos.
Por exemplo: se você deseja analisar as finanças da sua empresa, é imprescindível que seu relatório contenha informações referentes a todas as movimentações de entrada e saída do seu caixa, contas a pagar e a receber... Somente assim é possível realizar a projeção de seu orçamento empresarial, lucratividade do negócio em comparação com diferentes períodos, dentre outras informações.
Já se você deseja analisar a situação de seus produtos, é preciso obter a quantidade atualizada de cada item no estoque, histórico de entradas e saídas por produto. É dessa forma que se pode verificar quais deles são mais vendidos no mercado e quais não conseguem trazer o retorno financeiro esperado.
Então, essas informações podem servir como um auxílio para futuras negociações com fornecedores e também na elaboração de novas estratégias de marketing para aumentar as vendas dos produtos que possuem uma baixa demanda.
Tipos de relatórios gerenciais
Como a empresa possui diversos departamentos é de se esperar que ela também apresente diferentes tipos de relatórios gerenciais. Portanto, a seguir, você confere um pouco mais sobre cada um deles:
Relatórios financeiros
Os relatórios financeiros são, sem dúvidas, os mais utilizados pelas empresas. Afinal, a falta de um adequado controle financeiro é uma das principais causas de mortalidade dos empreendimentos.
Esses relatórios reúnem todas as informações que tenham a ver com o dinheiro da empresa. Portanto, é fato que a saúde financeira de um negócio depende diretamente da forma como lidamos com o dinheiro que entra e que sai e quais os investimentos necessários para determinados objetivos.
A partir dos relatórios financeiros é possível enxergar com clareza a situação orçamentária de sua empresa, analisar se existe viabilidade para a realização de novos investimentos e verificar se o seu caixa está preparado para arcar com despesas futuras.
Assim, nesse tipo de relatório, são listados todos os dados relacionados ao financeiro da empresa, como fluxo de caixa, custos, receitas, despesas, tributação e o que mais tenha a ver com o dinheiro que circula dentro do negócio.
Então, não importa o tamanho da sua empresa, é essencial elaborar um relatório financeiro reunindo informações corretas sobre o seu fluxo de caixa, entradas e saídas, orçamentos e projeções financeiras.
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Principais relatórios financeiros
Entre os relatórios financeiros, podemos citar alguns que são de grande importância para a mensuração de resultados e controle financeiro do seu negócio:
DRE (Demonstrativo Resultado do Exercício): que mede a lucratividade de sua empresa em determinado período,
Fluxo de caixa: que faz um balanço entre todas as movimentações de entrada e saída do seu orçamento,
Controle de contas a pagar e a receber: é voltado para a projeção tanto das despesas quanto das suas receitas, para que se possa planejar o orçamento empresarial em um médio e longo prazo.
Orçamento empresarial: como não podemos ter certeza do futuro, podemos estimar algo. E é para isso que serve o relatório de orçamento empresarial.
Balanço patrimonial: demonstra como está o patrimônio financeiro de sua empresa. Deve conter informações de ativos, passivos e patrimônio líquido.
Relatórios de vendas
Os relatórios de venda tem como objetivo gerenciar todas as vendas realizadas pela empresa em um determinado período. Mas, também, eles fazem uma projeção dos negócios futuros, baseados nos dados já inseridos.
Os relatórios de vendas possibilitam uma visão abrangente a respeito dos mais diversos fatores que envolvem os seus processos de venda: clientes, vendedores, produtos, valores, formas de pagamento e período em que cada venda foi realizada e outros.
A partir desses relatórios, é possível comparar a produtividade da sua empresa em um âmbito geral a partir dos números obtidos em diferentes períodos. Assim, também se pode avaliar seus funcionários em relação ao cumprimento das metas de vendas estabelecidas.
Aqui estão os relatórios de Curva ABC, por exemplo. Eles mostram os produtos que trazem mais faturamento e os que não tem tanta saída, não trazendo tanto retorno financeiro. Ainda, é possível medir essa informação com produtos e clientes.
Relatório de estoque
O estoque também influencia diretamente na tomada de decisão e na elaboração de novas estratégias em uma empresa.
Ao perceber que há muito material armazenado, por exemplo, o gestor pode criar maneiras de fazer aquilo tudo circular, além de reforçar as melhorias na armazenagem e manutenção correta do produto.
Mas, só sabe disso com um relatório do controle de estoque. Ou seja, ele mostra o armazenamento de matéria-prima, insumos e produtos prontos para venda. Também, ele informa tudo relacionado à movimentação das vendas relacionadas ao estoque.
Relatório de satisfação
É o relatório que mede e informa o nível de satisfação dos clientes e também dos colaboradores em relação à empresa. Ou seja, é um documento importante para verificar e ajustar, se necessário, o relacionamento com os consumidores e com a equipe de trabalho.
O relatório de satisfação de clientes é uma espécie de questionário aplicado a um determinado número de clientes da sua empresa, que avaliam fatores como os seus produtos e atendimento, dentre outros.
Esse tipo de relatório é importante para que você possa entender a aceitação da sua empresa perante a clientela e identificar possíveis aspectos que podem ser melhorados. Já o relatório de satisfação dos colaboradores serve para identificar possíveis problemas no ambiente interno da empresa e equívocos no processo de gestão de pessoas.
A satisfação dos funcionários possui uma grande influência na produtividade de sua empresa, por isso é importante manter essa avaliação e obter o feedback de sua equipe de colaboradores.
Relatório de produtividade
Como saber se é preciso fazer correções em determinado departamento? Descobrindo como anda o nível de produtividade daquele setor!
Assim, o índice de produtividade é uma tarefa básica deste relatório, o qual analisa o desempenho das vendas e cria novas metas de crescimento.
Os relatórios de crescimento são mais complexos, pois analisam a evolução da sua empresa de uma forma geral, analisando diversos fatores. Os mais comuns são:
aumento do número de clientes e vendas
desempenho de funcionários
engajamento dos clientes com as estratégias de marketing
aumento do número de leads e acessos às redes sociais da empresa
aumento da variedade de produtos no estoque
variação do orçamento empresarial
A importância dos relatórios gerenciais para a sua empresa
Os relatórios gerenciais são ferramentas extremamente valiosas para a gestão de sua empresa. A partir deles, é possível ter uma visão global de desempenho do seu empreendimento. Mas, também em relação a produtividade individual de cada colaborador e fazer uma projeção de demanda, dentre outros aspectos essenciais para a gestão do seu negócio.
As informações contidas nos mais variados tipos de relatórios gerenciais são extremamente importantes para que você tome decisões estratégicas a partir de dados precisos, relevantes e com uma visão realista do empreendimento. Assim, não deve existir espaço para achismos.
Para que serve um relatório gerencial?
O objetivo do relatório gerencial é fazer uma demonstração dos diversos aspectos que compõem uma empresa, com a intenção de analisar o desempenho. Ou seja, ajuda a verificar falhas, realizar ajustes e perceber se o negócio está prosperando, crescendo ou apresentando prejuízos.
Por isso, todas as informações devem ser levantadas e inseridas com bastante precisão e cuidado. É fundamental que os dados sejam atualizados, sempre de acordo com a realidade da empresa naquele momento para que a análise também seja eficiente.
Também é essencial salientar que os relatórios gerenciais precisam ser informativos, bem escritos e objetivos, com fácil compreensão para todos que terão acesso ao documento.
Quais são os relatórios essenciais em uma empresa?
Diante de tantos tipos de relatórios, você deve estar se perguntando quais deles são considerados fundamentais em uma empresa. O ideal é que haja um relatório para cada departamento ou área de atuação, porque essa é a melhor forma de ter uma avaliação global de todos os setores da organização.
No entanto, sabemos que nem sempre é possível fazer esse estudo tão aprofundado, e isso se dá em face de motivos diversos, como falta de pessoal capacitado para executar tal função, devido ao tamanho da empresa ou ainda em razão da inexistência de alguns departamentos.
Por isso, listamos aqueles tipos de relatórios gerenciais que são essenciais e que devem ser priorizados na sua empresa. São os relatórios:
Financeiro
Vendas
Estoque
Produtividade
Satisfação
Então, quais os benefícios dos relatórios gerenciais?
Você já sabe que os relatórios gerenciais são imprescindíveis para uma melhor compreensão e gestão do seu negócio.
Conheça agora os principais benefícios que esses documentos podem gerar para a sua empresa.
Facilita a tomada de decisão
Ao ter um controle maior sobre todos os departamentos da empresa, é muito mais fácil para o gestor tomar as decisões mais acertadas, pensar de modo estratégico, estabelecer objetivos e traçar novos caminhos.
Aumenta o domínio sobre o negócio
Por meio dos relatórios gerenciais, o empreendedor consegue saber um pouco mais sobre cada área da sua empresa, mesmo que não seja um expert no assunto. Esse conhecimento é muito útil e garante uma gestão mais eficiente.
Identificação dos pontos fortes e fracos
Cada relatório gerencial traz um balanço dos pontos positivos e negativos de determinado setor. Assim, é muito mais fácil para o empregador perceber onde está errando, saber o que pode ser corrigido e o que exige mais investimento.
Compartilhamento de informações
Os relatórios reúnem e apresentam dados extremamente valiosos não só para o gestor, mas para todos que fazem parte daquela organização. Esse compartilhamento de informações esclarece dúvidas, reforça o comprometimento, alinha e ajusta metas e fortalece as relações dentro do local de trabalho.
Relatórios gerenciais possibilitados pelo eGestor
O eGestor possibilita a geração de uma série de relatórios extremamente essenciais para a avaliação de resultados da sua empresa. Vamos falar agora especificamente a respeito de alguns destes relatórios:
Relatórios financeiros
Dentro dos relatórios financeiros do eGestor estão várias informações extremamente relevantes para a empresa. Alguns deles são:
Os relatórios de vendas disponibilizados pelo eGestor mostram diversas informações sobre as vendas da empresa. Veja alguns:
Vendas detalhadas
ABC de produtos vendidos
Comissões de vendas
ABC de vendas por cliente
ABC de vendas por vendedor
Relatórios de compras
Os relatórios de compras podem mostrar informações importantes sobre as compras, como quais produtos trazem mais faturamento e quando está na hora de comprar algum produto. Os relatórios de compra do eGestor são:
Compras detalhadas
Sugestão de compra
ABC dos produtos comprados
Relatórios de produção
Quando uma empresa realiza a produção de algum produto, ela irá precisar de relatórios sobre. Isso porque, é necessário saber o que há de desperdício, tempo de produção e outras informações. Alguns relatórios são:
Produções detalhadas
Composições
Relatórios de contatos
Uma informação que algumas empresas não dão atenção é em relação às informações dos clientes. Com elas é possível realizar promoções e manter um contato mais próximo. Por isso, alguns dos relatórios de contato do eGestor são:
Histórico de um contato
Personalizado de contatos
Comemorações do mês
Inatividade de clientes
Relatórios de produtos
Também considerado como relatórios de estoque, os relatórios de produtos mostram informações como quantidade, necessidade de compra e outras informações extremamente valiosas para o estoque. Alguns deles:
Estoque mínimo
Estoque histórico por produto
Movimentação de um produto
Produtos por fornecedor
Personalizado de produtos
Produtos sem vendas
Ajuste de estoque
Relatórios gerais
Além dos relatórios já citados, que impactam em informações financeiras e de estoque. Existem alguns outros relacionados a empresa que podem fazer grande diferença. Como:
Registro de eventos
Registro de acessos
Atividades incomuns
Considerações finais
Portanto, os relatórios gerenciais são imprescindíveis para o gerenciamento e mensuração de resultados de sua empresa. A partir deles, você pode avaliar a situação financeira de seu empreendimento, identificar gastos excessivos, avaliar a produtividade geral do seu negócio, analisar os produtos que possuem uma maior demanda e tomar decisões estratégicas baseadas em números.
Quer ter acesso a estes relatórios gerenciais para otimizar os processos gerenciais de sua empresa? Acesse o site do eGestor e teste gratuitamente o sistema!
Motivar sua equipe é algo que precisa ser trabalhado a todo momento e para fazer de forma assertiva é preciso que o gestor leve em consideração muitos fatores.
O principal deles é que é necessário saber quais são as motivações pessoais de cada colaborador da equipe, de verdade. Parece trabalhoso e difícil, porém é um trabalho muito importante, já que é feito conforme a necessidade de cada um e é conforme os sonhos e desejos que os diferentes modelos de motivação dão mais certo.
Assim, foque em entender que necessidades básicas como alimentação, casa e mais especificamente no trabalho, ter bons equipamentos e locais adequados não são fatores que motivam ninguém, são coisas básicas que permitem que seja feito o trabalho no dia a dia. Ou seja, se nem as necessidades básicas são atendidas, não existe nenhuma maneira de conseguir motivar sua equipe.
O mínimo que uma pessoa espera do seu trabalho é estar em um local seguro, que tenha uma iluminação adequada, que esteja sempre limpo e que tenha equipamentos e treinamentos adequados para a realização das tarefas. O mínimo de conforto também é esperado, assim como estar em um lugar que não fira sua saúde.
Esse é o estágio inicial de uma motivação: oferecer um local onde o colaborador possa se sentir à vontade para ajudar a empresa a conquistar seus objetos e trabalhar da melhor maneira possível.
Depois disso, existem muitas maneiras de conseguir engajar uma equipe; motivar pessoas para entregarem mais do que é esperado delas, transformá-las em trabalhadores extraordinários. Tudo parte da motivação, pode ter certeza.
Separamos dez dicas e ações mais práticas de como motivar sua equipe. São coisas simples que podem fazer toda a diferença no dia a dia dos colaboradores. Sempre lembre de prestar atenção nas necessidades de cada indivíduo!
1. Seja presente mostrando apoio e também interesse
Seja um gestor acessível, educado, comprimente as pessoas com um bom dia, fale com seus colaboradores e pergunte como eles estão; mas, mostre e seja sincero quando fizer isso, os colaboradores sentem quando o gestor é cínico ou falso em momentos como esse. Quando a equipe enxerga que o gestor está próximo dela, ele consegue motivar sua equipe e ela quer mostrar a ele o seu trabalho.
Ainda, conheça seus colaboradores, entenda as necessidades deles para melhorar as relações internas. Assim, é possível tanto encaminhar um colaborador para um caminho que combina melhor com ele, ou, criar treinamentos que sejam mais efetivos.
Também, quando se conhece as pessoas que se trabalha junto, o clima organizacional acaba por melhorar. Dessa forma, as relações interpessoais e internas na empresa, fazem com o que o ambiente seja mais leve e, que seja mais fácil de trabalhar.
2. Traga os colaboradores para o planejamento estratégico da empresa
Uma grande motivação para motivar sua equipe é fazer com que eles enxerguem onde a empresa quer chegar e o que cada um deles precisa fazer para isso acontecer. Ou seja, saber quais estratégias precisam ser desenvolvidas e qual o papel daquele colaborador na engrenagem da empresa, faz com que ele fique mais motivado. Quando um trabalhador enxerga onde faz a diferença, se torna muito mais motivado para ajudar a empresa a chegar lá.
3. Trabalhe com equipes integradas
Fazer com que as equipes conheçam o trabalho das outras e saibam da importância de cada um dentro da empresa, é um diferencial muito grande na hora de motivar sua equipe.
Deixar o time mais unido com certeza faz com que ele se sinta mais engajado em se ajudar. Assim, diálogos são sempre importantes dentro de empresas e é isso o que faz com que o trabalho flua de uma maneira mais leve e todos saibam como podem ajudar os outros colegas e se motivem a fazer isso.
Ainda, promova o trabalho em equipe. Todos os setores têm suas funções, mas elas são codependentes. Por exemplo, o setor comercial precisa do setor de marketing, o setor de pós-venda precisa do setor comercial. Dessa forma, não é bom para o negócio ter essas equipes muito separadas, e sim, criar uma ideia de empresa em sua totalidade.
4. Valorize qualquer ideia e iniciativa
A maioria dos trabalhadores passam a vida buscando reconhecimento. Por isso é importante valorizar qualquer ideia ou iniciativa que parta da equipe, mesmo que ela não seja exatamente o que se estava buscando, na hora que se valoriza uma ideia se abre uma porta para que novas ideias sejam colocadas para fora.
A valorização pode ser feita com um elogio, ou até mesmo com prêmios e bonificações, quando forem iniciativas que realmente façam a diferença na empresa. Uma ótima forma de motivar sua equipe.
5. Faça parcerias para oferecer benefícios
Esse tipo de benefício motiva muito os funcionários. Muitas empresas fecham parcerias com escolas, academias, bares, restaurantes, cinemas e proporcionam descontos aos colaboradores, que sentem que a empresa está pensando no seu bem-estar fora do ambiente de trabalho também.
Os colaboradores se sentem cuidados pelas empresas e enxergam que são valorizados tanto dentro quanto fora do dia a dia de trabalho.
6. Trabalhe com metas
O ser humano é movido por desafios. Por isso, não existe nada pior do que trabalhar sem saber o que precisa ser atingido e qual o objetivo de todo esse esforço. Estabeleça metas e premiações para equipes que baterem as metas como forma de motivar sua equipe. Dessa forma elas se engajam e enxergam um propósito maior pelo qual acordar todos os dias.
Mas lembre-se de ser realista com as metas e mais importante ainda, tenha certeza que os colaboradores estão a par das metas estipuladas.
7. Sempre reconheça colaboradores que fazem um trabalho diferenciado
Mesmo que pareça ruim reconhecer um funcionário ou outro, essa é uma maneira de mostrar que certas atitudes são dignas de reconhecimento. Dessa forma, fica claro para o resto da equipe que o para entregar um bom trabalho é recompensado.
Mas tome cuidado para não diminuir ninguém; o reconhecimento deve acontecer por um bom trabalho de uma pessoa, sem comparações e sem diminuir o trabalho dos colegas.
Entenda também que reconhecimento não é apenas elogios e financeiro, mesmo que eles sejam sempre bem vindos. E mais, celebre a sua equipe como um todo. Se um setor bateu alguma meta, faça uma comemoração para ele ou presenteie todos os colaboradores com algo.
8. Seja um exemplo
A frase “faça o que eu digo não faça o que eu faço” não se encaixa em um gestor que busca motivar sua equipe. Ser o exemplo é a melhor maneira de engajar a equipe e fazer com que eles trabalhem para alguém que admiram, dessa maneira eles se sentem inspirados a trabalhar e sentem que podem ser como você um dia.
9. Não economize nos feedbacks
Dar feedback é o que faz com que a equipe enxergue os problemas para consertá-los, e também veja tudo que está dando certo no seu trabalho.
Uma equipe que não recebe feedbacks dificilmente muda o jeito de trabalhar e se motiva a melhorar, pois não sabe exatamente como fazer isso. É responsabilidade do gestor ajudar sua equipe a enxergar falhas e também pontos positivos no trabalho.
Lembre-se que o feedback não é apenas quando algo está errado, mas sim, para demonstrar para o colaborador o que está acontecendo e como está o trabalho dele. Muitas pessoas não se sentem confortáveis fazendo essas perguntas, então esteja sempre aberto e repasse essas informações quando possível.
10. Comemore sempre que possível
Quando as metas são alcançadas, quando um trabalho é muito bem feito, quando algum colaborador teve uma conquista pessoal, ou apenas para confraternizar depois de uma semana intensa de trabalho, tente sempre trazer sua equipe para fora do ambiente de trabalho para criar laços com as pessoas.
Esses momentos são muito apreciados e com certeza deixam o pessoal muito mais motivado e feliz!
11. Realize treinamentos constantemente
Muitos gestores vêem treinamentos como gastos, mas pelo contrário, eles são um investimento. Realizar treinamentos constantes mostra aos colaboradores que a empresa está realmente investindo no conhecimento deles. Assim, há mais esforço para fazer um trabalho melhor, e mais motivação!
Esses treinamentos também fazem com que a rotatividade da empresa diminua, criando mais laços e motivando mais a equipe.
Um dos maiores desafios dos lojistas é o estoque parado. Afinal, isso significa que o investimento feito em produtos não está sendo convertido em caixa e, como consequência, não há lucro.
Existem diversos motivos que acarretam estoque parado, e o ponto central é a gestão de estoque. A palavra “gestão” possui uma amplitude bastante grande, dado que abrange diversos pontos de uma mesma área, e com o estoque não é diferente. É preciso coletar muitos dados da empresa para se fazer uma boa gestão de estoque, como veremos ao longo deste conteúdo.
Está com problemas no estoque ou pretende se precaver deles? Aproveite para ler este material!
O que é estoque parado?
O ciclo de venda dos produtos é muito importante para que haja caixa. No caso, a empresa investe uma certa quantia em produtos, seja para comprar ou para produzir, que serão vendidos visando ganho de capital.
Se os produtos não forem vendidos, o investimento inicial fica “travado” nas prateleiras, ao passo que o lucro esperado demora muito ou simplesmente não chega nunca.
Quando falamos em produtos com prazo de validade, as chances de perder o investimento inicial são altas. Da mesma forma, os produtos sazonais, como veremos mais adiante, também requerem certa pressa quando o assunto é vender, pois podem perder o timing ideal de demanda.
O que fazer quando o estoque está parado?
Após analisar e identificar que o estoque está parado, é necessário implementar algumas mudanças para não diminuir a lucratividade. Por exemplo:
Faça promoções sazonais: Chegado ao fim do mês ou de algum período especifico, crie promoções para aqueles produtos com pouco giro. Ainda, é possível aproveitar essas promoções para fazer uma divulgação maior. Assim, também é possível chamar mais atenção para o negócio.
Converse com os fornecedores: Alguns fornecedores aceitam a troca de produtos. Dessa forma, é possível trocar produtos que não tem saída por outros produtos que rodam mais facilmente e podem também trazer mais lucro.
Monte kits de produtos para venda: Você com certeza já viu algumas cestas de presente com vários produtos. É bem possível que essas cestas utilizem produtos que não tem tanta saída. Isso acontece porque assim os produtos que não tem tanta saída são mais vistos e podem ser levados juntamente com outros que tem mais giro.
Crie um outlet: Os outlets são uma forma simples de recolocar produtos parados de volta no mercado. Não estamos falando de abrir outra loja para ser outlet, como acontece muitas vezes. Mas sim, um setor pequeno da loja voltado para produtos em promoção. No caso de um site, também se pode criar uma página voltada para produtos em promoção.
Cross selling: Do inglês, cross selling significa venda cruzada. Ou seja, oferecer um produto relacionado ao que está sendo comprado. Podemos, por exemplo, a compra de um tênis, onde o vendedor oferece meias, ou até acessórios de musculação e treinos.
Porque o estoque parado é ruim?
Como comentamos, não há benefícios, pelo menos na maioria dos casos, de manter estoque parado. De fato, a não ser que sejam produtos que aumentam de valor ao longo do tempo, o congelamento do estoque só tem a oferecer perdas para a organização.
Comentamos sobre os produtos com prazo de validade e os sazonais, mas não são apenas eles que tornam o problema mais complexo.
Veja porque se deve liquidar o estoque o quanto antes!
Custos de Manutenção
Indo direto ao ponto, manter um estoque sempre envolve custos de manutenção, seja de forma direta ou indireta. Afinal, é preciso que colaboradores organizem o estoque, e o serviço se torna mais complexo de acordo com seu tamanho.
Além disso, certos produtos, principalmente máquinas no geral, precisam de manutenções periódicas para continuarem operantes. Veículos necessitam de cuidados quanto a seus motores e latarias, e equipamentos industriais podem enferrujar com o tempo.
Se os produtos ficarem parados por muito tempo, é provável que sejam vendidos a preço de custo.
Perda de Produtos
Se a empresa for negligente quanto aos produtos estocados, rapidamente algumas peças vão apresentar defeitos e não poderão ser comercializadas, ou o custo de manutenção é alto demais para valer a pena.
Porém, quem realmente perde com estoque parado são as indústrias do segmento alimentício. Embora seja possível recuperar um motor após algum tempo sem manutenção, é impossível aproveitar um alimento estragado.
Perder produtos é um golpe irreversível para as empresas.
Perda de Sazonalidade
Outro problema comum que surge junto ao estoque parado é a perda de sazonalidade.
Em muitos casos, determinados produtos só são vendidos em certos períodos do ano, ou então acompanham festividades famosas – que podem mudar de data. Se o estoque não for liquidado nesse período, ele ficará encalhado nas prateleiras por muito tempo.
Em geral, produtos sazonais tendem a ficar no estoque por pelo menos 1 ano, dado que é o tempo comum de repetição seja de eventos climáticos ou festivos.
Custo de oportunidade
No mercado, existe um conceito bastante interessante chamado “custo de oportunidade”. Esse conceito está associado com o retorno que uma empresa teria se tivesse alocado seus recursos em outra opção.
Por exemplo, se um lojista investiu R$ 10.000 em luvas para o inverno, visando um lucro de R$ 30.000, mas conseguiu lucrar apenas R$ 15.000, significa que está deixando de ganhar outros R$ 15.000, dado que uma parcela do investimento inicial poderia ter sido alocada em outro produto visando esse retorno.
O custo de oportunidade é bastante cruel em casos onde uma oportunidade de negócios aparece, mas a empresa não tem recursos para aproveitá-la – ou tem seu retorno mitigado por falta de caixa.
Ocupação de espaço desnecessária
Outro problema sério é a ocupação de espaço. Hoje em dia, os espaços disponíveis em locais estratégicos são raros e caros, e utilizá-los para guardar estoque que não vende é uma péssima ideia.
Dessa forma, podemos ver como manter estoque parado é horrível para as empresas: ele impede um caixa saudável, gera custos extras, consome espaços que poderiam ser usados para outros produtos e dificulta aproveitar as oportunidades do mercado.
Sabendo disso, com certeza você quer saber como evitar esse problema, não é verdade? É disso que vamos tratar na próxima seção!
Como evitar o estoque parado?
Agora que você sabe dos principais problemas causados pelo estoque parado, vamos apresentar algumas maneiras de evitar ou então diminuir seus efeitos. Mais adiante, mostraremos algumas técnicas poderosíssimas de gestão de estoque, com as principais estratégias de rotacionamento de estoque da atualidade.
Organize seu estoque
Para não sofrer com excesso de produtos nas prateleiras, o primeiro passo é organizar, de forma lógica e sistemática, o seu estoque.
Organizar o estoque pode ser entendido de duas maneiras, e ambas estão certas: deixar o ambiente de armazenamento mais amigável e/ou catalogar todos os itens que sua empresa possui à disposição.
As empresas pequenas costumam sofrer por conta da má organização dos produtos que vendem. Nesse caso, basta ordenar os produtos de uma forma que fique fácil de encontrá-los, assim como implementar protocolos organizativos para seu estoque, como recolocar o produto no mesmo local de onde foi retirado, em caso de não vendê-lo naquela ocasião.
Entenda necessidade do seu público
Outra forma de evitar produtos parados nas prateleiras é através do conhecimento. Sendo mais específico, saber o que o público de sua empresa quer é a chave para rotacionar estoque; essa estratégia faz parte do estudo da demanda de sua empresa.
O estoque se acumula naturalmente quando sua organização não respeita os desejos dos clientes. Embora nem sempre a demanda esteja clara, é preciso fazer um esforço para delineá-la bem e atendê-la o quanto antes.
Cadastre as mercadorias
Cadastrar os produtos significa criar um banco de dados para sua empresa, com o máximo de informações sobre os itens adquiridos possível. Dessa forma, você dará um passo adiante para uma ótima gestão de estoque, permitindo diminuir as chances de manter produtos parados por muito tempo.
O cadastramento pode ser feito em uma planilha do Excel ou com papel e caneta, mas o ideal é utilizar um software de gestão empresarial, de modo a evitar problemas de registro.
Faça promoções
As promoções são conhecidas por queimarem estoque, não é verdade? Mas e se te contássemos que elas nem sempre funcionam tão bem quanto queríamos? A razão disso é que nem sempre os compradores vão querer os itens parados – o que não contribui com o rotacionamento do estoque.
Uma ótima dica, portanto, é oferecer os produtos mais antigos como “brindes” por compras maiores. Ou então eles podem ser usados em campanhas de sorteio, ajudando no marketing de sua empresa.
Aproveite para anunciar no Google
Uma das principais causas do excesso de estoque é a falta de visibilidade de sua empresa. De fato, quanto menos pessoas entram em contato com seus produtos, menores as chances de ocorrerem vendas.
Dentre as opções mais rápidas para aumentar a visibilidade de seu negócio, temos os anúncios no Google, o mecanismo de busca mais popular de nossa época.
Em resumo, você paga uma determinada quantia para o mecanismo, valor este bem definido durante a contratação do serviço, escolhe algumas palavras-chave relacionadas à sua empresa e cria anúncios. Assim, sempre que um usuário pesquisar pelos termos definidos por você, sua empresa vai aparecer para ele.
Procure vender nas redes sociais
As redes sociais são verdadeiras minas de ouro. Tomando como exemplo o TikTok, qualquer vídeo enviado para lá alcança pelo menos 500 visualizações. Sabe qual é o melhor de tudo isso? É totalmente grátis e seu perfil cresce consistentemente, de acordo com sua atividade.
Além disso, você também pode anunciar nas redes sociais, em um processo semelhante ao feito no Google. Porém, sua marca aparecerá como um banner para os usuários da rede, e tende a ter uma visibilidade muito maior e um orçamento bem menor.
Como funciona a gestão de estoque?
O estoque, como ficou claro, é de extrema importância para empresas varejistas, dado que é dele que o lucro vem, quando os itens são vendidos. Na verdade, o estoque é tão importante que requer uma política de gestão todinha dele, que é chamada de “gestão de estoque”.
Nesta seção, vamos apresentar o conceito e as principais estratégias dessa área do conhecimento. Não perca!
Conceito de gestão de estoque
O conceito de gestão de estoque pode ser resumido da seguinte forma: é um conjunto de ações, técnicas e métodos que visa otimizar o estoque de uma empresa, evitando tanto os excessos quanto as faltas, de modo a viabilizar o melhor lucro possível.
Foi pensando nesse conceito que surgiram as metodologias que veremos a seguir, como a PEPS, Just in Time, UEPS e a Curva ABC.
Metodologia PEPS
Antes de mais nada, precisamos abrir a sigla PEPS, que significa “primeiro que entra, primeiro que sai”. Dessa forma, a empresa foca em vender seus produtos mais antigos, evitando quaisquer problemas associados ao estoque parado.
Essa metodologia é bastante interessante principalmente quando pensamos no aumento de preços praticado no mercado. Manter um produto no estoque por mais tempo pode aumentar o retorno quando sua venda é consumada, por causa da inflação natural da moeda.
Mas essa estratégia tem limites: o PEPS não é recomendado para itens tecnológicos, que quebram com facilidade ou que tenham prazo de validade.
Metodologia UEPS
A metodologia UEPS vai na contramão da PEPS, e isso pode ser notado pela própria sigla, que significa “último que entra, primeiro que sai”. Ou seja, a empresa não trabalha com produtos antigos, apenas com itens recém-lançados no mercado.
Todavia, essa metodologia tem como principal ponto negativo o acúmulo de itens que não foram vendidos, o que pode se tornar um problema sério em pouco tempo.
Além disso, há alguns problemas no âmbito fiscal da empresa que pratica o UEPS, dado que a Receita Federal veda essa prática no cálculo do Imposto de Renda.
Estoque Just in Time
O estoque Just in Time surge como símbolo da Terceira Revolução Industrial, que ocorreu nos anos 70. A montadora japonesa Toyota aperfeiçoou as técnicas de fabricação de Henry Ford e as trouxe para a realidade japonesa.
Como no Japão não há tanto espaço como nos EUA, a primeira grande mudança ocorreu nos estoques: ao invés de fabricar para vender, a Toyota vendia para fabricar. Esse sistema ficou conhecido como Just in Time, que também é caracterizado como estoque enxuto, que se molda de acordo com a demanda.
Para que essa estratégia seja plenamente aplicada, é preciso conhecer muito bem as demandas de sua empresa, principalmente com base em dados concretos e análises matemáticas.
Curva ABC
A curva ABC é uma técnica usada para catalogar os produtos de seu estoque de modo a facilitar o desenvolvimento de estratégias para liquidá-lo. No caso, temos a seguinte classificação:
A: são de alto valor para a empresa, os que mais geram lucro quando são vendidos;
B: tem um valor razoável para o negócio, tendendo a ser mais numerosos que os tipo A, mas sem gerar tanto lucro na venda;
C: são quase insignificantes para a empresa, e sua venda retorna muito pouco para o negócio.
Essa catalogação permite priorizar os produtos na hora da manutenção ou em estratégias de marketing, por exemplo.
Quais são as boas práticas de gestão de estoque?
Para que a gestão de estoque seja bem executada, é preciso seguir algumas boas práticas. Essas práticas, que também podem ser chamadas de protocolos, garantem que todo o processo seja feito em harmonia, aproveitando o potencial de geração de valor a que se propõe.
Nesta seção, vamos apresentar as boas práticas essenciais para alcançar o sucesso em sua gestão de estoque.
Mantenha um inventário
O primeiro passo é manter um inventário, que nada mais é do que listar e precificar todos os itens de um estoque.
Aliás, vale lembrar que existe uma diferença técnica entre esses dois conceitos: o estoque é o espaço onde os produtos ficam armazenados, já o inventário é a listagem dos produtos que estão no estoque.
Não deixe nenhuma informação de fora
Embora manter uma relação de preços já dê conta do recado, o ideal é catalogar todos os produtos com suas respectivas informações. Dessa forma, será mais fácil localizar um produto, assim como a que lote pertence e realizar demais segmentações relevantes para a empresa.
Como já dissemos em um momento anterior, o ideal é automatizar essas tarefas, minimizando os erros naturais cometidos pelos seres humanos.
Monitore as vendas
Faz parte da gestão de estoque monitorar as vendas. De fato, as vendas representam ordens de saída para o estoque, e essa informação ajuda a antever certas demandas do mercado, algo que ajuda na hora de planejar os investimentos em mais produtos.
Além disso, monitorar as vendas facilitará na hora de descobrir a sazonalidade de cada produto, permitindo que seu negócio tire mais proveito das épocas de maiores demandas, ao passo que não perderá nas de menores demandas.
Unifique todas as informações do estoque
Unificar as informações da empresa é uma prática comum no mercado atual, e isso não acontece por acaso: com as informações alocadas em um local só, fica mais fácil perceber padrões nas vendas, assim como garantir precisão dos dados da empresa.
A unificação é ainda mais importante para empresas que trabalham com estoques distribuídos, pois ela facilita a gestão dos pontos de armazenagem e melhora a experiência de compra dos clientes.
Estabeleça prioridades de venda
Estabelecer prioridades é fundamental para ter uma boa gestão de estoque. No caso, você pode aproveitar os modelos UEPS ou PEPS, descritos anteriormente, ou desenvolver sua própria prioridade de vendas, tendo como base a realidade do seu negócio.
Uma medida simples como essa é capaz de gerar muito valor para sua empresa, principalmente quando vem acompanhada de um plano de vendas complementado por um marketing agressivo.
Quais erros levam a um estoque ineficiente?
Como estamos nos aproximando do fim deste conteúdo, vamos apresentar os principais erros relacionados ao estoque da empresa nesta seção, e algumas estratégias para evitar perdas na seção seguinte.
Essas informações trarão algumas soluções práticas e baratas para seu negócio conseguir lucrar cada vez mais!
Excesso de estoque
O excesso de estoque pode ser muito prejudicial, ainda mais quando os produtos armazenados possuem prazo de validade e/ou precisam de manutenção periódica.
Em geral, esse problema acontece por falta de análise de demanda ou má predição por parte da equipe de análise de dados. Embora traga desvantagens para a empresa, ainda há manobras que conseguem contornar esse problema, ao contrário da insuficiência de estoque.
Insuficiência de estoque
Enquanto o excesso de estoque traz problemas à longo prazo, a insuficiência concretiza todos os malefícios no instante em que é sentida. Afinal, a falta de estoque acarreta perda de vendas, um problema incontornável, ao contrário do excesso de estoque.
É por isso que até mesmo na produção puxada, característica da lean startup, há sempre um estoque mínimo na empresa.
Deixar de usar ferramentas de gestão
As ferramentas de gestão servem para garantir dados confiáveis e precisos, ao passo que também oferecem diversas facilidades para as empresas, aumentando a competitividade do negócio.
O maior problema de não usar ferramentas de gestão são as demais opções: criar planilhas de Excel e fazer tudo manualmente, ou anotar tudo com papel e caneta, ambas péssimas opções.
Não respeitar a sazonalidade dos produtos
Existem produtos que dependem fortemente da época do ano, como é o caso dos ares-condicionados. De fato, as vendas são baixas ao longo do ano, até que o calor começa a incomodar os consumidores.
No momento em que isso acontece, há uma corrida para comprar os melhores modelos do mercado, ou realizar manutenções em aparelhos já operantes, para garantir seu funcionamento ao longo do verão.
Porém, o verão é a época para vender este item, e não para encher os estoques. A compra do estoque deve ser feita ainda no inverno.
Como evitar perdas no estoque?
Como prometido, vamos explicar algumas maneiras simples para evitar perdas no estoque. Muitas delas podem ser aplicadas com investimentos mínimos, ou então apenas prestando atenção a alguns detalhes dos produtos.
Instale câmeras de segurança
Embora seja triste, é verdade que os estoques são saqueados tanto pelos colaboradores da empresa quanto por consumidores. Para evitar, ou pelo menos diminuir a frequência dessas ocorrências, investir em câmeras de segurança é uma ação bastante eficiente.
Se você as posicionar bem, algumas poucas câmeras já manterão a segurança do estoque, intimidando qualquer pessoa que planeje levar itens sem pagar por eles.
Automatize os processos de registro
A automação é, de longe, um dos recursos mais utilizados no mercado atual. A razão disso é sua enorme eficiência e precisão nos dados, que garantem uma ótima gestão de estoque e dos demais processos da empresa.
No caso do estoque, a automação pode utilizar códigos de barras para funcionar, facilitando a hora de registar os itens e seus detalhes relevantes.
Cuidado com os prazos de validade
Por fim, tenha cuidado redobrado com prazos de validade, pois produtos vencidos, além de não serem propícios para consumo, ainda podem causar problemas sérios se colocados nas prateleiras.
Na situação de estoque com produtos perecíveis, use sempre a metodologia PEPS, a qual vende os produtos mais antigos antes dos mais novos, evitando tanto o estoque parado quanto o vencimento dos itens.
Conclusão
Viu como o estoque parado é ruim para sua empresa? Muitos empreendedores sabem o quanto esse problema é prejudicial para seus negócios, mas não conhecem até onde os malefícios se alastram.
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