Saúde financeira: Como medir, avaliar e cuidar

Escrito em: 11/01/22
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Quem conhece o dono de uma empresa não tem dificuldade de associá-lo à imagem de personagem constantemente preocupado. Essas preocupações, normalmente, incluem planilhas e números que mostram os resultados do negócio. Afinal, com tantas informações para acompanhar e monitorar diariamente é normal ter dificuldade em saber como está a saúde financeira de um negócio. Quando as estruturas e as equipes são maiores, esses problemas só aumentam.

Mas até mesmo as menores empresas conseguem fazer uma rápida análise para descobrir como anda o desempenho do negócio.

O que é saúde financeira de uma empresa

Considere como ela está desempenhando em suas tarefas, especialmente na captação de recursos, na produtividade e no fluxo de caixa.

Uma empresa saudável consegue produzir a contento, captar os recursos necessários às suas operações, vender bem seus produtos e gerar lucros suficientes para se manter atuante.

Assim, ela deve estar em dia com suas contas, conseguindo equilíbrio entre receitas e despesas.

Como medir a saúde financeira de um negócio

Ao contrário do que muitos podem pensar, apenas ter lucro não significa que sua empresa está saudável financeiramente. Existem diversas métricas que podem diagnosticar como anda seu negócio.

Fluxo de caixa

O fluxo de caixa mostra a diferença entre entradas e saídas na empresa em um determinado período de tempo. Ele é um excelente indicador para entender como está a saúde no curto prazo ou fazer projeções para o futuro.

Mesmo que uma empresa seja lucrativa, pode ser que ela não esteja dando conta de pagar algumas das suas despesas no curto e no médio prazo. Isso é sinal de que o negócio precisa melhorar a sua gestão. Isso significa buscar o capital de terceiros ou renegociar prazos para as dívidas e créditos com fornecedores e clientes.

Lucro Bruto

Esse indicador é fundamental para que o empreendedor avalie se está valendo a pena ou não desenvolver o produto ou serviço oferecido pela empresa. Quando esse indicador é negativo, isso significa que é preciso diminuir os custos diretos com a produção ou então reajustar o preço de venda para o consumidor final.

Vale ressaltar que o lucro bruto ainda não considera as despesas operacionais do negócio, ou seja, aquelas necessárias para conseguir comercializar os produtos e serviços, como comissões de vendas, salários, gastos com marketing, entre outros.

Receita Operacional

Quando o empresário subtrair as despesas operacionais do lucro bruto, já será possível entender com maior clareza se todo o processo da empresa está saudável. Quanto maior for a receita operacional, mais eficiente é a sua empresa na geração de valor. Por outro lado, caso o indicador não esteja positivo, o empreendedor precisará reavaliar todo o processo para identificar oportunidades de redução de custos ou de aumento de receita.

Ou seja, desde a compra até a venda, passando também pela produção. Lucro antes de impostos

O lucro antes dos impostos também é uma boa forma de medir a saúde financeira da empresa. Esse também é um dos indicadores mais citados quando executivos de grandes organizações vêm a público divulgar os resultados financeiros do negócio.

Essa medida mostra a capacidade de uma empresa em gerar receita independente de juros ou impostos. Além do seu potencial para arcar com dívidas caso elas precisem ser contraídas no futuro para possíveis investimentos ou despesas

Lucro

O lucro líquido é o indicador clássico para medir a saúde de uma empresa, lembrando que ele só é obtido quando são subtraídas todas as despesas, sejam elas operacionais ou não, incluindo os juros de empréstimos e também impostos e tributos. Se a empresa está gerando lucro suficiente para reinvestir no negócio e para remunerar os seus sócios, a saúde financeira da empresa vai muito bem.

Mas não se esqueça de que outra informação importante para compreender a saúde financeira é se a empresa também está gerando riqueza para os seus proprietários. Embora essa informação não esteja clara nas demonstrações financeiras, é preciso avaliar se o número de horas que você e os sócios dedicam ao negócio estão trazendo o retorno esperado em qualidade de vida e de ambições profissionais.

Como avaliar e cuidar da saúde financeira da sua empresa

Atente-se para suas dívidas e lucros

Apesar de não ser bom sinal, as dívidas nem sempre determinam a má saúde da empresa. Se ela está endividada, mas ainda consegue produzir e alcançar lucros compensatórios, sua saúde vai bem.

Porém, tome cuidado!

Muitas dívidas não sanadas são sinal de descontrole e, com o tempo, podem ser responsáveis pela debilidade da empresa.

Tenha um ótimo planejamento

É necessário que haja um planejamento que vise o controle do fluxo de caixa, que considere os imprevistos e permita maior capacidade de enfrentar os riscos.

Uma empresa corre riscos diversos, como dívidas não pagas por parte dos clientes, mercadorias estragadas, queda nas vendas, etc. E ainda há imprevistos, como assaltos, atraso na entrega dos produtos, saída de um funcionário etc.

Ao investir, procure empreendimentos mais seguros; aplique seu capital em investimentos que afetem sua empresa positivamente, contribuindo para a economia e geração de lucros.

Separe o dinheiro da empresa do dinheiro pessoal

A empresa garante sua sobrevivência, mas isso não quer dizer que todo dinheiro dela possa ser usado sem critérios. Seu dinheiro pessoal virá, principalmente, dos lucros auferidos. E, para que haja lucros, é preciso saber dividir entre as finanças pessoais e as do seu negócio.

Se começar a tirar dinheiro descontroladamente do caixa para compras pessoais ou para pagamento de dívidas estranhas às operações da empresa, isso irá afetar seriamente a saúde dela.

Faça planilhas para controle da saúde financeira

Hoje, há diversas ferramentas que ajudam a elaborar planilhas de controle. Por meio delas, irá controlar:

A partir da análise dessas planilhas, será possível tomar medidas conforme o caso. Talvez, seja preciso cortar gastos imediatamente com o pessoal ou com as mercadorias; talvez seja aconselhável trocar de fornecedor ou talvez a redução de lucros seja uma alternativa para aumentar as vendas.

Cuide de seu controle de caixa e da gestão do estoque

Conserve um monitoramento bem equilibrado sobre receitas e despesas. Se as despesas estão muito acima das receitas, é sinal de que há algo de errado, e o melhor é reavaliar a origem dos gastos e reconsiderar as vendas. O caixa serve para avaliar os recursos de sua empresa. O caixa cheio pode ser indício de:

  • boa rentabilidade, que contrabalança as despesas;
  • captação de recursos através de financiamentos;
  • venda de imobilizado.

É por isso que um caixa positivo nem sempre significa alta lucratividade ou que há saúde financeira estável na empresa. Além disso, controle o estoque. Ele representa a quantidade de produtos armazenados de que sua organização dispõe.

Acompanhe a situação de seu estoque sempre em comparação às vendas dos produtos. Não é sinal de riqueza ter um estoque lotado e vendas estagnadas ou em declínio. Essa deve ser a relação entre estoque e vendas:

  • Mantenha o estoque abastecido, se tiver vendas suficientes. Se possuir muitas vendas e não abastecer o estoque, a tendência é que perca os clientes;
  • Por outro lado, se seu estoque está cheio há muito tempo, sem saída de produtos, é um sinal de que está vendendo pouco e os prejuízos já devem se fazer sentir (principalmente, com aquelas mercadorias que correm o risco de estragar).

O correto é ter um estoque sempre renovado (isso significa que as suas vendas andam em alta). Já um estoque sempre cheio pode ser interpretado como vendas em queda (ou acumulação de mercadorias).

Lojas de roupas e outros artigos, por exemplo, costumam improvisar queimas de estoque, ou seja, vender produtos a preços menores a fim de liberar espaço ou simplesmente para não acumulá-los em seus depósitos.

Endividamento, financiamento e falência

O que alguns empresários menos experientes e mais afoitos fazem é tentar enriquecer ou melhorar sua empresa acumulando dívidas que não podem pagar. Isso gera uma bola de neve que vai crescendo até engolir toda a empresa.

O mais correto é manter controle sobre suas contas, mantendo-as sempre pagas e evitando contrair dívidas inúteis. Uma empresa precisa de fornecedores, e para preservá-los você deve manter boa relação — um dos sinais desse bom relacionamento é o pagamento de suas compras corretamente.

Um bom cliente cativa o fornecedor. Não se iluda, achando que trocar de fornecedor por causa de sua própria inadimplência vai resolver — nesse caso, o resultado será a perda de todos os fornecedores.

Sem dúvida, as dívidas continuam sendo um dos principais motivos da falência de muitas empresas. O importante é que sejam feitas com a finalidade de melhorar o negócio.

Financiamentos para pequenas e micro empresas podem ajudá-las a comprar material de que precisem, máquinas e mesmo produtos.

O financiamento pode ser uma forma de poupar e aumentar seu próprio capital de giro. Mas esteja atento ao que está financiando e ao que está investindo.

Compare os ativos e passivos de sua empresa

Toda empresa possui bens ativos e passivos. Os ativos representam os bens de uma empresa:

  • Caixa (dinheiro, cheques, saldo em conta bancária e investimentos);
  • Estoque;
  • Duplicatas a receber (dos clientes);
  • Imobilizado (ativo usado durante as atividades da empresa).

Os passivos representam as dívidas:

  • Empréstimos (representados por empréstimos comuns ou financiamentos);
  • Duplicatas a pagar (aos fornecedores);
  • Contas a pagar (funcionários, impostos, taxas, etc.).

Se os passivos estão acima dos ativos, a empresa certamente não anda bem.

Procure boas consultorias financeiras

Busque ajuda especializada de consultores no ramo. Há muitas empresas que ajudam a efetuar o controle financeiro, oferecendo recursos eficientes. Se você está iniciando na gestão ou nos meandros das finanças, é melhor prevenir do que remediar.

Se sente que seu negócio vai mal, é hora de avaliar os aspectos citados e mudar a situação. Como está a saúde financeira da empresa em que você trabalha? Deixe um comentário, compartilhe sua opinião, conte suas experiências!

5 principais relatórios da saúde financeira

A capacidade de tomar decisões inteligentes sempre foi um dos grandes diferenciais competitivos dos empreendedores de sucesso. E a tecnologia só auxilia nesse processo. Com os relatórios de saúde financeira é possível analisar dados e metrificar processos.

Esses relatórios, quando bem aproveitados, são uma das melhores soluções disponíveis para tornar o processo decisório mais confiável. Confira 5 relatórios de saúde financeira da empresa:

Dívidas

Esse tipo de relatório de saúde financeira permite que a empresa saiba se o nível de endividamento está saudável. Levando em conta fatores como o patrimônio e o faturamento esperado. Quando bem aproveitados, os relatórios de dívidas ajudam as empresas a planejar ações realizadas com capital de terceiros com antecedência. Assim, favorecendo a obtenção de recursos a juros mais baixos.

Lucratividade

Os relatórios de lucratividade também são úteis para mostrar que produtos e serviços mais contribuem para os resultados da empresa. Além de mostrar ao empresário e aos investidores se um negócio está gerando lucro suficiente para compensar a atividade.

Dessa forma, a empresa pode priorizar investimentos para os itens mais lucrativos. Ou planejar ações de cortes de custos para aumentar a margem de contribuição dos demais para os lucros.

Investimentos

A dinâmica do mercado vem exigindo que as empresas façam investimentos constantes de curto, médio e longo prazo. Para que assim possam se manter competitivas. Dessa forma, os relatórios de investimentos ocupam um papel importante para mostrar o ROI de cada aplicação. Assim, permitindo que o empresário priorize as iniciativas mais rentáveis ou evite aquelas com riscos elevados.

Pagamentos e recebimentos

As contas a receber e a pagar de qualquer empresa precisam ser extremamente bem gerenciadas. Isso, para evitar faltas de dinheiro em caixa. Ou então, permitir que as sobras sejam bem aproveitadas.

Portanto, os relatórios de pagamentos e recebimentos são ferramentas fundamentais para controlar o fluxo de caixa com maior precisão. Além de fazer projeções mais acertadas para o futuro.

Contar com uma Planilha de Contas a Pagar e Receber pode ajudar nesse controle. Faça o download grátis do nosso modelo!

Relatório de demonstrações da saúde financeira

Além do fluxo de caixa, outros relatórios de saúde financeira são indispensáveis para o bom funcionamento das empresas. Entre eles estão o Balanço Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Eles permitem à empresa fazer um retrato da organização no presente e projeções para o futuro. Considerando não somente as entradas e saídas de caixa, mas também fatores como o ativo e o passivo da organização.

Principais indicadores de saúde financeira

Você consegue imaginar quantos negócios fecham todos os anos por não monitorar os indicadores de saúde financeira? O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma pesquisa recentemente que pode dar essa resposta. De acordo com a instituição, a cada 10 empresas abertas no Brasil, 6 estão destinadas a encerrar as atividades antes dos 5 anos em atividade. Assustador, não é verdade?

Mais importante do que conhecer os dados é você saber os motivos de tantas empresas fecharem as portas por aqui. Muitos especialistas apontam que um dos maiores problemas do empresariado brasileiro é a dificuldade para lidar com as finanças. Isso mesmo. Nossos gestores pecam não só na hora de planejar, mas também de administrar o seu caixa.

Portanto, um bom começo para que você não entre nessas tristes estatísticas é realizar um monitoramento adequado da sua situação financeira. Afinal, é só acompanhando o seu desempenho que se torna possível evitar uma série de ciladas, que certamente comprometem a saúde financeira do seu negócio. E, para realizar um bom controle, você vai precisar estar atento aos indicadores de desempenho específicos!

Confira alguns dos principais indicadores de saúde financeira de um negócio logo a seguir!

Ticket médio

Nosso primeiro indicador de saúde financeira do negócio é o ticket médio. Afinal, é muito importante acompanharmos qual é o desempenho das suas vendas, não é verdade? O ticket médio tem justamente o objetivo de calcular qual é o retorno financeiro, em média, de cada um dos negócios fechados pelos seus vendedores.

Se realizar 100 vendas em um determinado período e gerar uma receita de R$ 1.000, por exemplo, você vai obter o ticket médio de R$ 100 por venda. O cálculo dessa métrica, portanto, é muito simples:

Ticket médio = Receita Total / Número de Vendas

Custo de Aquisição do Cliente (CAC)

Outro indicador muito importante para ser acompanhado é o Custo de Aquisição do Cliente (CAC). Basicamente, ele tem como objetivo descobrir a eficiência das suas ações de marketing em termos financeiros. Quantos clientes foram atraídos para a empresa depois de todo o investimento realizado? Essa é a pergunta que você vai responder.

O CAC é fundamental pois podemos não só avaliar o desempenho do marketing, como também descobrir quais são as ações que geram os resultados esperados com menos custo para a organização. O cálculo para chegar ao CAC não tem complicação:

CAC = Investimento Realizado / Clientes Conquistados

Retorno sobre o Investimento (ROI)

Esse é um indicador de desempenho que costuma ser aplicado bastante ao marketing. Mas, evidentemente, também pode ser utilizado para qualquer outro tipo de investimento da sua empresa. O ROI (Return On Investiment) tem o objetivo de descobrir quais foram os frutos das suas aplicações financeiras, como o nome sugere.

Com isso, você vai analisar se realmente está investindo bem os recursos do negócio ou se precisa mudar de direção. O ROI é muito importante para as finanças, pois pode ajudar o gestor a descobrir a melhor forma de direcionar o dinheiro. Para encontrar esse indicador, basta realizar a seguinte fórmula:

ROI = (Ganho obtido – Investimento inicial) / Investimento inicial

Lucratividade

É claro que esse indicador não poderia ficar de fora. A lucratividade é um dos principais indicadores da saúde financeira de qualquer negócio. Afinal, é o motivo pelo qual os empreendedores resolvem arriscar e tirar suas ideias do papel, não é verdade?

Acontece que você não pode confundir lucratividade com lucro. O cálculo do último é muito simples, basta pegar o faturamento e subtrair os custos, não é verdade? Pois no caso da lucratividade você deve fazer um cálculo um pouco diferente, que vai ajudar a ver se o negócio é rentável ou não em termos percentuais. Veja:

Lucratividade = Lucro Líquido / Faturamento Bruto Mensal

Custos fixos e variáveis

Acompanhar os seus custos é fundamental, não é verdade? Acontece que é muito importante que você faça uma distinção entre os custos fixos e variáveis na hora de monitorar a saúde financeira do seu negócio.

Enquanto os custos fixos estão relacionados aos gastos que você possui mensalmente na empresa e que não são alterados, como o aluguel do escritório ou salários, por exemplo; os custos variáveis estão intimamente ligados à produtividade. Ou seja, se você vende ou produz mais, consequentemente vai aumentar os custos variáveis.

É muito importante acompanhar os dois indicadores, principalmente os fixos, afinal. Você deve sempre identificar quais são as “gordurinhas” que podem ser queimadas para garantir a eficiência dos recursos financeiros da empresa.

Uma dica: em geral, as empresas podem comprometer de 30% a 40% do seu lucro bruto com custos fixos.

Nível de endividamento

É claro que, na maioria dos negócios, a dependência do capital de terceiros é uma realidade. No entanto, isso não quer dizer que não seja motivo de preocupação. Sempre que você realizar operações financeiras com bancos, deve ficar em cima para contar cada centavo gasto ou o retorno obtido. Isso não é diferente no caso dos empréstimos.

O nível de endividamento é fundamental para que você não cometa nenhum erro na hora de descobrir qual é a real situação do seu negócio nesse sentido. Subestimar juros e taxas, por exemplo, certamente é um caminho para complicações financeiras. Para esse cálculo:

Nível de endividamento = Passivos / Ativos

Nível de inadimplência

É importante lembrarmos que não é só a sua empresa que pode adquirir dívidas, certo? Uma situação que, infelizmente, é muito comum, são os clientes endividados com a sua empresa — algo que acontece com prestadores de serviço permanente, por exemplo, academias de ginástica.

É fundamental que você acompanhe a inadimplência no seu negócio para que possa cobrar os maus pagadores ou, simplesmente, tomar as medidas necessárias para receber o seu dinheiro. Afinal, a sua empresa emprega recursos diariamente para manter o serviço em operação e todos os clientes precisam contribuir para que a situação permaneça assim.

Dos indicadores de saúde financeira listados hoje, talvez o nível de inadimplência seja o mais negligenciado, principalmente por gestores que não possuem jeito para cobrar os clientes. Não seja um deles!

Volume de Vendas

Pode até parecer dispensável que destaquemos este indicador financeiro relativo ao número de vendas. Mas o que acontece na prática é que sem um software confiável, esses números ficam muito suscetíveis a erros. Nesse caso, se a empresa não possuir meios confiáveis de registro e armazenamento dos dados, toda a construção contábil irá ceder.

E como isso é fundamental para todos os demais indicadores financeiros, a preocupação deve estar na minimização das falhas no fechamento dos caixas e das vendas. Para que se tenha sempre o controle do que está sendo comercializado — até mesmo porque essas saídas estão diretamente relacionadas ao controle de estoque, caso a empresa lide com mercadorias. E ao controle de gastos e de horas trabalhadas, no caso de prestadoras de serviços.

Custo de Mercadoria Vendida

Qual é a margem de contribuição de cada mercadoria vendida em sua empresa? O Custo de Mercadoria Vendida (CMV) fornece essa informação.

Lembre-se de que só comprar bem não basta! É necessário que se faça a entrada correta das notas fiscais no sistema de gestão da empresa. Assim, cada preço de custo deve ir ao sistema para, em seguida, o gestor calcular a porcentagem a ser colocada sobre esse preço. Então, formando o preço de venda.

Cada segmento segue determinadas leis de mercado, regras tarifárias ou de procura e demanda. Portanto, ter o total controle dessas informações e suas variações é fundamental para estar a par da realidade.

Lucro Bruto

Esse indicador financeiro, se dá justamente pela subtração das compras a partir das vendas.

O resultado do departamento de vendas menos o resultado apurado pelo departamento de compras fornecerá esse indicador. Também chamado de margem de contribuição. Dessa margem é possível extrair o montante de despesas fixas da empresa. Sendo que o que resta é o lucro líquido.

Registrar diariamente todas essas informações de forma segura e em seus grupos financeiros correspondentes, é a única forma de o empresário conhecer o que é pago de custo fixo mensalmente. Assim fica fácil saber a lucratividade do negócio. Quanto de retirada é recomendável fazer ou reconhecer quando o negócio está crescendo mensalmente.

Lucro bruto = Receitas totais – Custos variáveis

Lucro Líquido

Chegamos ao mais refinado substrato de toda essa peneira contábil: o lucro líquido!

Para se chegar a esse dado, todos os outros anteriormente citados devem estar inseridos no sistema de forma correta. Caso contrário, o empresário não estará trabalhando com a realidade.

Como resultado se tem contas que não fecham, retiradas altas demais e, consequentemente, um endividamento desnecessário para cobrir os problemas de caixa. Tudo isso pode ser evitado ao se conhecer o lucro líquido real da empresa.

Geralmente negócios saudáveis obtêm de 15% a 20% de lucro líquido. E chegar aos 20% é possível! Pode-se até mesmo ultrapassar esse montante. Desde que se tenha uma boa administração financeira e controles corretamente implantados.

Lucro líquido = Receitas Totais – Custos Totais

Produtividade por Funcionário

O capital humano da empresa deve funcionar em prol dos negócios, certo? Caso contrário, pode ser preciso investir em treinamentos ou contratar novas pessoas. Que serão mais adequadas ao perfil do trabalho exigido. Mas essas decisões só podem ser tomadas com base nos indicadores financeiros relativos à produtividade por funcionário.

E como o capital humano é o mais dispendioso, deve mesmo ser monitorado de perto. Quando não se sabe quantitativamente quanto cada funcionário está rendendo, o gestor acaba por tomar decisões qualitativas, que nem sempre são as mais adequadas. Portanto, errando ao avaliar fatores subjetivos em sua avaliação. Lembre-se de que nem sempre o mais sorridente funcionário é o mais produtivo. E contra os números não há argumentos.

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<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

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