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Assistência técnica: Passo a passo para montar uma

Os aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos são fundamentais no cotidiano do ser humano moderno. Mas, assim como toda máquina, eles necessitam de cuidados, reparos e serviços de manutenção para funcionarem por um longo período de tempo. Por isso, uma assistência técnica pode ser um bom investimento!

Os principais aparelhos domésticos nesta categoria são:

  • geladeira
  • freezer
  • ar condicionado
  • micro-ondas
  • lava-roupa
  • secadora
  • lava-louça
  • coifa
  • aquecedores de água não elétricos
  • aquecedor solar
  • balança
  • forno

Portanto, os principais clientes de uma assistência são clientes domésticos, mas é possível também atender clientes empresariais – para estes e outros tipos de equipamentos.

Neste artigo, vamos dar dicas e orientações para quem está pensando em abrir um negócio para atuar no ramo de assistência técnica em eletrônicos e eletrodomésticos.

Escolhendo a localização ideal da assistência técnica

Escolher o ponto comercial onde o empreendimento irá operar é talvez uma das decisões mais importantes na hora de abrir um negócio. Por isso, antes de optar por trabalhar no quintal de casa ou assinar um contrato de compra/locação, é fundamental pesquisar e avaliar as regiões da cidade com maior potencial para o seu serviço de assistência técnica. Afinal, uma boa localização facilita o trabalho comercial e chama a atenção da clientela.

Em primeiro lugar, deve-se fazer um levantamento da área onde pretende-se estabelecer o negócio: se é uma região comercial, residencial, de alta ou baixa densidade populacional, se tem fácil acesso, etc. Em segundo lugar, deve-se pesquisar a concorrência. Fazendo isso, é possível observar quantas assistências técnicas já existem em um raio próximo e se há potencial para o funcionamento de mais uma loja.

O ideal é buscar por locais com alta densidade populacional, de preferência em avenidas com comércio ativo e ao mesmo tempo próximo de residências. Também é importante avaliar o perfil da renda dos moradores da região. Além disso, o local deve ter facilidade de acesso e locomoção. De preferência possuir estacionamento próprio ou com muitas possibilidades de estacionamento na rua. Como os aparelhos são pesados, o ideal é facilitar a vida do cliente e evitar que ele precise carregar os equipamentos por longas distâncias.

Planejamento da estrutura física

De acordo com o SEBRAE, o imóvel ideal para o funcionamento de uma assistência técnica deve ter 100m². Nele devem ser separados os espaços de recepção/atendimento, oficina, depósito, escritório e banheiro.

Também é interessante que exista possibilidade de expansão, conforme o crescimento do negócio. Lembre-se que, quanto maior o espaço físico, mais área para estoque e oficina, e consequentemente, maior pode ser a sua capacidade de atendimento atual e futura.

A recepção e a oficina são o próprio cartão de visitas do empreendimento. Por isso, o local deve ser limpo e organizado, de modo que transmita a impressão de profissionalismo e asseio. A área do balcão de atendimento deve ainda ser pensada de forma mercadológica. Ou seja, ela deve ter o mínimo de planejamento arquitetônico. Dessa forma, ela pode oferecer uma área de espera com revistas, água e café e uma boa iluminação e ventilação.

A área externa também deve ser pensada de forma profissional, com um layout condizente com a empresa. A fachada deve identificar facilmente o negócio e ter uma iluminação adequada. O estacionamento, se houver, deve estar em bom estado de conservação.

Se, a princípio, estes elementos podem parecer um gasto de luxo, na verdade ele pode ser justamente o diferencial em relação à concorrência. Isso pois os clientes valorizam o bem-estar e o profissionalismo.

Como montar uma assistência técnica em eletroeletrônicos?

Etapas de atendimento da assistência técnica

Existem 5 etapas bem definidas no funcionamento e na rotina de uma assistência mecânica de eletrônicos e eletrodomésticos.

Primeira etapa

A primeira é a recepção, ou seja, a área de atendimento ao cliente. Nela, é importante poder contar com funcionários bem treinados, com capacidade e/ou talento para lidar com pessoas. Esta primeira etapa é também fundamental para deixar uma boa impressão, tanto no sentido do espaço físico quanto em relação ao atendimento que é oferecido.

Segunda etapa

A segunda etapa é a do orçamento. É aqui que a assistência técnica irá oferecer um preço ao cliente referente ao serviço que precisa ser realizado. Este preço deve ser suficiente para cobrir os custos das peças, da mão-de-obra e, ainda, gerar alguma margem de lucro. Por isso, é fundamental ter bons técnicos para abrir o equipamento com problema e investigar exatamente o que precisa ser feito, no intuito de oferecer o parecer técnico e o orçamento corretamente.

Além do valor, o orçamento deve fornecer também uma previsão de quando o equipamento estará pronto. Ele deve considerar o tempo de conserto e o prazo para entrega de peças encomendadas – caso seja necessário. O orçamento pode ser realizado tanto na loja física como no domicílio do cliente. E, enquanto algumas empresas oferecem este serviço gratuitamente, outras cobram uma taxa. Essa taxa pode ou não ser abatida do valor do conserto, caso o cliente decida fechar negócio.

Terceira etapa

A terceira etapa é a do conserto. Ele é realizado na oficina da loja, em local separado da área de recepção e atendimento ao cliente, após a aprovação do orçamento.

Este espaço deve ser extremamente organizado e mantido sempre limpo. Assim, cada lugar deve ser definido para cada coisa, de modo que nenhuma peça ou aparelho seja perdido ou danificado por falta de cuidado.

Quarta etapa

A quarta etapa é a da entrega do equipamento para o cliente e realização do pagamento pelo serviço. O valor apresentado no orçamento deve ser mantido, salvo em caso de desconto, e jamais deve ser feita cobrança por qualquer peça ou serviço além do que foi aprovado pelo cliente. Nesta etapa, o técnico deve testar o produto na frente do cliente, de modo a comprovar que o conserto foi realizado com sucesso. A empresa também precisa oferecer garantia pelo seu serviço, que pode ser de 1 mês, 3 meses ou até 1 ano, conforme o que foi feito e as peças que foram trocadas.

Quinta etapa

Por fim, a quinta etapa é a do pós-venda, e aqui reside a maior parte das falhas das empresas. O pós-venda é um fator muito relevante para os clientes na hora de indicar a assistência à terceiros ou voltar quando precisar novamente de serviços de manutenção. Por isso, os funcionários responsáveis por este setor devem ser extremamente habilidosos no relacionamento com os clientes. Saber conversar de forma educada e segura, e principalmente, ser flexível para lidar com clientes insatisfeitos.

O não aparecimento do cliente para buscar um equipamento é um fato corriqueiro nas lojas de assistência técnica para eletrônicos e eletrodomésticos. Neste caso, como o serviço já foi realizado, é aconselhável tentar contatar o cliente para que leve o seu produto e faça o pagamento. Porém, se após diversas tentativas não for possível contatá-lo, a loja pode revender o equipamento e com o valor obtido cobrir os custos que teve com o conserto.

No entanto, é importante que esta política seja transmitida ao cliente junto com o orçamento, e que seja solicitada a assinatura do mesmo demonstrando estar ciente do procedimento. É comum que se aguarde ao menos 3 meses antes de tomar providências com relação a equipamentos abandonados.

Assistência técnica pode ser MEI?

Sim, uma assistência técnica com CNAE 9521-5/00 – Reparação e manutenção de equipamentos eletroeletrônicos de uso pessoal e doméstico, pode ser MEI.

Ferramentas e equipamentos da assistência técnica

Para realizar os serviços de assistência técnica em eletrônicos e eletrodomésticos é necessário ter equipamentos de segurança, como luvas, óculos e sapatos especiais para este tipo de trabalho, além de um ventilador ou exaustor para a área de solda. Também é necessário planejar as bancadas de forma que facilite o trabalho operacional e garanta organização, segurança e asseio.

Já na mesa da oficina, deve-se ter um jogo mínimo de ferramentas e equipamentos, como:

  • osciloscópio
  • conjunto de chaves
  • alicates (de corte, universal, de prensa, etc.)
  • trena
  • martelo
  • furadeira
  • fonte de alimentação de energia
  • estação de solda com temperatura variável
  • multímetro
  • extensão monofásica
  • regulador de pressão

Este é o kit básico para trabalhar com eletroeletrônica, e se houver orçamento disponível, pode-se investir em ferramentas ainda mais específicas para cada atividade.

Por fim, a assistência técnica também precisa de gestão, portanto, será necessário investir em computadores, internet, software de gestão, impressora, telefone, arquivos, entre outros.

Como montar uma assistência técnica em eletroeletrônicos?

Gestão da assistência técnica

Pouco adianta ter uma boa estrutura física, uma equipe de funcionários treinados e oferecer um serviço de qualidade, se você não for capaz de fazer uma gestão eficiente do negócio, pois uma má administração é capaz de neutralizar todo o esforço.

Por isso, é aconselhável que o dono(a) ou os sócios(as) da assistência técnica busquem cursos de capacitação para gerenciamento de micro e pequenas empresas, onde poderão aprender sobre recursos humanos, administração financeira, logística, jurídico, entre outras matérias.

Além disso, já existem softwares de gestão, como o eGestor, que facilitam o registro de informações da empresa, como dados financeiros, controle de vendas, emissão de nota fiscal eletrônica, controle de estoque, emissão de relatórios e fluxo de caixa. Com isso, o gestor tem acesso a um panorama amplo do funcionamento do seu negócio, e pode tomar decisões estratégicas mais assertivas, avaliando quais áreas estão com problemas e o que pode ser feito para obter mais eficiência.

Concorrência

Toda cidade tem empreendimentos de assistência técnica em eletrônicos – por menor que seja, sempre há um profissional que realiza manutenção neste segmento. Nos centros urbanos, além de profissionais autônomos que atuam na área, muitas marcas indicam ainda uma assistência técnica autorizada, que é endossada pelo fabricante do eletrodoméstico ou eletroeletrônico.

Neste caso, há clientes que realmente preferem buscar o serviço autorizado. Porém, há uma ampla fatia de mercado que, por insatisfação com experiências anteriores, pelo preço (que costuma ser maior nestas empresas) ou pela demora na realização do serviço, preferem justamente as assistências não autorizadas.

É muito importante fazer um levantamento da demanda para o seu tipo de serviço e avaliar se a parcela de clientela disponível torna o seu empreendimento economicamente viável. Outra dica é analisar os principais concorrentes e buscar o motivo pelo qual os clientes buscam estes serviços, e, a partir dos critérios elencados, definir o seu diferencial e o seu argumento de venda.

Para conquistar o seu lugar no mercado é essencial oferecer diferenciais, como o serviço de qualidade, bom atendimento pré e pós-venda, garantia de serviço, estrutura adequada e localização de fácil acesso.

Divulgação e publicidade: como atrair clientes

A divulgação mais eficiente e mais barata que existe é a satisfação do cliente, que irá retornar quando precisar de novos serviços, e provavelmente também indicará a sua assistência técnica para terceiros. Neste caso, é aconselhável produzir cartões de visita e ímãs de geladeira para entregar a cada cliente na hora do atendimento ou do pagamento. Porém, pode demorar um pouco até estabelecer seu nome no mercado. Enquanto isso, é interessante investir em outras formas de divulgar a sua empresa e atrair novos clientes.

A época da lista telefônica ficou para trás, e qualquer negócio que almeja prosperar deve ter presença digital. Por isso, é importante ter uma homepage na internet ou uma página da empresa no Facebook, que é a rede social com o maior número de usuários ativos no Brasil e no mundo – e é gratuita. Atualmente as pessoas têm o costume de realizar buscas no Google e em outros buscadores sempre que precisam de um serviço de reparo. Por isso, se a sua assistência técnica não estiver na internet, as chances de atrair nova clientela são muito menores.

As opções de mídia tradicionais, como anúncios em jornais, revistas, jornais de bairro e rádio devem ser avaliadas na relação custo/benefício, pois costumam demandar um investimento elevado. Já as mídias digitais, como Facebook Ads e o SEO (otimização da sua página em mecanismos de busca online), podem ser gratuitas ou implicar em custos mais modestos.

Outra opção tradicional, mas que costuma apresentar resultados positivos é distribuir flyers, adesivos e ímãs de geladeira no comércio do bairro onde a loja está localizada ou nas residências e prédios da região.

Investimento

O investimento para abrir uma assistência técnica de eletrônicos e eletrodomésticos é muito variável, pois depende de fatores como aluguel do imóvel, custo local da mão-de-obra, tamanho do empreendimento, gasto com equipamentos, decoração e divulgação, entre outros. Porém, de acordo com uma estimativa do SEBRAE, para uma loja de aproximadamente 100m² a expectativa é de um investimento inicial de cerca de R$40 mil, considerando a reforma na estrutura física, a compra de materiais para a oficina e para o escritório, e ainda contando com um capital de giro de R$5 mil.

💡 Você também pode gostar: Como abrir uma prestadora de serviços

Se a loja pretende realizar atendimento em domicílios, é necessário somar a este valor o custo de aquisição e manutenção de um automóvel, ou ainda o de aluguel – que pode ser uma boa opção no começo, para reduzir o investimento inicial. Ainda devem ser adicionados aos custos iniciais as despesas para a criação da empresa, como gastos em cartório, contratação de contador, pagamento de taxas para formalização do empreendimento e pagamento de tributos e impostos.

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Escrito em: 31/03/22
<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

Comentários:

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5 Comentários

  1. Jorge

    Olá meu nome é Jorge Ramos, e gostei muito das dicas de como montar uma assistência técnica, eu sou técnico em eletrônica e pretendo colocar uma assistência pra mim e gostaria que vocês me ajudassem no seguinte sentido: quais os fatores que devo cobrar pelos serviços executados.
    Abraços.

    Responder
  2. manoel costa filho

    Me chamo Manoel sou eletrotecnico trabalho como assistência técnica e gostei por demais do seu artigo.

    Responder
  3. HERMES

    ESTOU ABRINDO UMA ASSISTENCIA TECNICA DE CONSERTOS DE FERRAMENTAS ELETRICAS E ELETRODOMÉSTICOS, E ESSE ARTIGO FOI MUITO BOM.

    Responder
  4. Ladson

    Que fantástico seu comentário jogou muita luz em que está pensando em abrir uma assistência técnica.
    Muito obrigado. Que te faça prosperar em seus caminhos.

    Responder
  5. ELDA BOAVENTURA

    Tem que ter licença da prefeitura ou algo assim ?

    Responder

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