Para ter sucesso, um empreendimento não pode ter apenas uma boa ideia ou um produto de qualidade. Ele deve ter a parte operacional muito bem planejada, o que significa que é preciso dar grande atenção para a questão logística.

Existente desde a antiguidade, esse conceito se firma cada vez mais como um elemento de diferenciação para empreendimentos de todos os tamanhos. Além disso, trata-se de algo que pode ser colocado em prática de maneiras diversas, de modo a atender às necessidades variadas de cada empresa.

Como conhecer tudo sobre esse processo é fundamental para consolidar os melhores resultados, veja, neste post, tudo o que você precisa saber sobre o tema!

Boa leitura!

O que é logística

A logística corresponde a um conjunto de etapas operacionais que garantem que a empresa cumpra com o que é prometido aos clientes, principalmente no que diz respeito à entrega. Ou seja, ela trata de todas as etapas que são exigidas para levar a cabo um serviço ou a oferta de um produto.

Em geral, esse conceito compreende as tarefas necessárias para garantir a organização e a administração de recursos e de etapas. Ela não serve apenas para estabelecimentos comerciais ou industriais, pois também pode ter a ver com outras áreas.

Eventos, por exemplo, exigem uma logística complexa de organização — até mesmo as guerras precisam de planejamento para garantir o abastecimento das tropas.

No geral, as etapas mais relevantes desse processo são:

Gestão de compras

Tudo se inicia a partir das compras de insumos e de matérias-primas para a produção. Uma indústria, por exemplo, deve comprar os itens específicos e em quantidades adequadas para produzir os próprios produtos.

O varejo, por sua vez, precisa fazer a aquisição dos itens já prontos, de modo a esperar que eles sejam adquiridos pelos clientes. Essa etapa é fundamental para evitar o desabastecimento e também influencia diretamente os custos — por isso ela deve ser sempre observada com cuidado.

Armazenamento

Depois da compra de elementos, é muito provável que eles não sejam esgotados logo de cara. Assim, eles precisam ser armazenados adequadamente. Por causa disso, a etapa de armazenamento também merece cuidado especial por parte das empresas.

É fundamental que os itens fiquem disponíveis e em segurança, além de organizados e fáceis de encontrar. O armazenamento pode ser feito dentro da própria organização ou em espaços externos e alugados. Dessa maneira, é possível garantir a integridade dos elementos e que eles poderão ser usados conforme a demanda.

Gestão de estoques

O armazenamento de itens — seja para a produção, seja para a venda direta — gera um dos mais importantes pontos logísticos: o estoque. Ele corresponde a uma estrutura com ativos imobilizados, que podem ser usados diante de cada exigência.

Em uma empresa, o estoque é composto de produtos produzidos ou de itens comprados para a venda. Em outros casos, como na indústria da guerra, o estoque corresponde aos suprimentos para a execução das estratégias.

Por isso, ele precisa ser gerenciado corretamente para evitar a perda e o desperdício de itens — além de garantir uma boa entrada e saída de produtos.

Distribuição e entrega

Na sequência, a distribuição é a etapa mais importante. A partir do recebimento de pedidos ou de requerimentos específicos, os materiais precisam ser preparados para sair do estabelecimento rumo ao seu destino.

Para isso, há preocupações com a entrada e a saída de elementos, com a carga e a descarga de meios de transporte e até com o uso de centros de distribuição, no caso do varejo. A partir daí, pensa-se na entrega, que deve ser feita de uma maneira segura, ágil e eficiente.

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Logística empresarial

É praticamente impossível falar de logística sem citar o seu envolvimento empresarial. Como vimos, esse conjunto de ações pode ser usado em vários outros empreendimentos e empreitadas — porém, é a sua aplicação empresarial que mais se destaca.

As etapas da logística empresarial são as mesmas do processo logístico “geral”. Porém, por tratar das necessidades específicas de um empreendimento comercial, é preciso considerar outras fases que garantem a correta execução do todo.

Também é importante entender que ela se aplica a estabelecimentos de todos os tipos, tanto os B2B (que vendem para outros negócios) quanto os B2C (que vendem diretamente para os clientes). As principais etapas executadas para que ela tome forma são:

Planejamento logístico

Tudo começa com um bom entendimento de quais são as exigências da empresa, de modo a documentá-las em um planejamento logístico adequado. A ideia é prever quais são os processos críticos e quais etapas exigem um cuidado maior para a garantir um bom fluxo de atuação.

Nesse momento, é importante definir objetivos e metas logísticas — como taxa de entregas feitas dentro do prazo. Também é preciso estabelecer os principais desafios e gargalos, além de definir quais serão as ações tomadas de forma a conquistar os resultados desejados.

Criação de sistemas logísticos

Quanto à parte prática, deve-se pensar na criação de sistemas logísticos altamente eficientes e funcionais para as exigências do empreendimento. Esse sistema pode ser composto por diferentes elementos, desde que todos colaborem para a obtenção dos resultados.

Um sistema pode ser baseado na automação de processos, por exemplo, integrando tecnologia às etapas necessárias para a sua realização.

Ele também pode incluir operadores logísticos (3PL), em que há a terceirização de etapas fundamentais para o sucesso. Com isso, a seleção desse sistema consiste em desenhar a melhor configuração da logística empresarial.

Processamento de pedidos

Em seguida, é o momento de voltar as atenções para a verificação de pedidos. É preciso utilizar uma metodologia que permita o recebimento e o processamento adequados dos pedidos — diminuindo o tempo da tarefa e aumentando a confiabilidade.

A partir disso, há o acionamento de outras estruturas, como os centros de distribuição para a separação do produto e o envio para o cliente. A caracterização dessa etapa, portanto, é muito importante para garantir que haja um atendimento adequado às especificações e às exigências de quem compra.

Mensuração de eficiência

Está enganado quem pensa que a logística empresarial termina quando o produto sai do empreendimento e chega ao cliente. Ainda é preciso monitorar os resultados, de modo a identificar possíveis gargalos e o que precisa ser melhorado.

Por isso, uma das partes mais importantes dessa gestão logística é justamente a mensuração da eficiência. Para que isso seja feito, são utilizados métricas e indicadores de desempenho.

A partir do acompanhamento fica mais fácil entender onde o empreendimento está acertando ou errando e o que exige uma atenção maior. Dessa maneira, há uma visualização completa de resultados, de modo a garantir a otimização contínua.

Logística integrada

Recentemente, um conceito tem dominado as questões desse ramo: o de logística integrada. Antigamente, era comum que esse setor operasse de um jeito independente — ou seja, a logística acontecia à parte e suas etapas eram realizadas separadamente.

No entanto, as novas necessidades de negócio mudaram esse panorama. Essa nova abordagem está voltada para a integração de diversas etapas, de modo a construir um resultado único e com maior valor agregado.

As principais vantagens dessa novidade são o aumento do controle, da produtividade e da eficiência — a logística integrada gera resultados melhores e mais satisfatórios. Para que isso seja possível, alguns dos pontos que devem ser observados são:

Gestão e a alinhamento da comunicação

Não existe integração logística sem que os diferentes profissionais e setores se comuniquem corretamente. Essa troca de informação gera valor, melhora os resultados e constrói efeitos diferenciados e positivos.

Assim, tudo começa com um alinhamento de comunicação. Todos os setores devem compreender quais são os objetivos logísticos e os desafios do empreendimento. Também é necessário estabelecer fluxos de troca de informações e criar canais que permitam a interação completa.

Integração entre os setores

A partir desse alinhamento inicial deve-se partir para a integração propriamente dita. Para tanto, o ideal é criar fluxos de trabalho e de tarefas, de modo que todas as exigências sejam cumpridas. No caso de entregas internacionais, por exemplo, há os Incoterms.

Trata-se de um conjunto de normas estabelecidas quanto ao transporte internacional de produtos, determinando responsáveis e etapas que devem ser seguidas.

Para que tudo seja feito conforme o exigido, todos os setores precisarão cumprir um papel — desde a produção e a armazenagem até a entrega. A criação de um fluxo estruturado torna viável uma atuação roteirizada.

Centralização de informações

Ao mesmo tempo, todos precisam saber quais são os efeitos de suas ações e o que ainda é um desafio. Por causa disso, o ideal é promover uma centralização de informações. Todos os dados devem ser reunidos em um só lugar, de modo a facilitar o seu uso e tornar democrático o conhecimento sobre a logística integrada.

Com o uso de um software de gestão integrada, por exemplo, o setor de estoque pode conferir os dados da área de compras e vice-versa. Assim, todos passam a falar a mesma língua, melhorando os resultados.

Criação de uma cadeia de valor

Mais do que apenas unir processos e criar um fluxo de trabalho, é muito recomendado que seja estabelecida uma cadeia de valor. Ou seja, é preciso que cada etapa acrescente valor para a qualidade logística, levando a um positivo acúmulo de resultados.

Portanto, é preciso pensar no que deve ser feito para que a cadeia de valor seja uma realidade. É o caso de buscar, continuamente, maneiras de aumentar a integração entre os setores — bem como usar as métricas e os indicadores para orientar a atuação.

A ideia é formar uma estrutura altamente capacitada para atender aos interesses da empresa e às exigências do cliente.

Logística reversa

Em geral, a logística possui um caminho tradicional: ela parte da empresa em direção ao cliente — de dentro para fora. Porém, um novo conceito surgiu nas últimas décadas: o de logística reversa.

Basicamente, ele se refere ao retorno de um produto que já havia saído do empreendimento. Ao mesmo tempo, essa não é uma característica necessariamente negativa. O fato é que ela pode acontecer com objetivos variados e, dessa forma, também é uma maneira de ajudar o negócio a se desenvolver.

Porém, se a tradicional já impõe desafios, a reversa exige ainda mais cuidados em sua execução. Nesse sentido, os principais elementos para considerar incluem:

Estabelecimento de objetivos

A logística reversa pode ser de dois tipos: de pós-venda ou de pós-consumo. No primeiro caso, o item retorna por razões estritamente comerciais: a peça que não coube, o item com defeito de fábrica ou o envio incorreto do pedido são razões comuns para o retorno.

Já no caso da reversa pós-consumo, como o nome indica, o produto já foi usado. É o que acontece quando um empreendimento permite a troca desde que o elemento esteja em boas condições de uso, por exemplo.

Porém, o que se destaca nessa categoria é a logística reversa em relação à embalagem. É cada vez mais comum que as empresas recolham suas embalagens, de modo a garantir uma economia de matéria-prima e a direcionar o descarte adequado desses materiais.

Levantamento dos riscos

No entanto, a logística reversa não pode ser implementada sem que, em primeiro lugar, sejam conhecidos os seus riscos. Por isso, é essencial fazer uma análise completa de todas as questões que influenciam os resultados e que podem gerar algum nível de dificuldade na execução de tarefas.

A ideia é entender quais são os custos, quais são os pontos que geram maiores dificuldades e qual ação precisa ser executada para garantir a satisfação do consumidor — entre outras questões. Isso permite que a empresa disponha dos recursos necessários para executar bem essa etapa.

Definição da sequência de atividades

Depois de definir objetivos e de conhecer quais são os principais riscos, é fundamental criar um fluxo com as atividades que devem ser executadas. Para tanto, vale estabelecer, por exemplo, a política de troca e as condições para que a logística reversa aconteça. Não se esqueça de considerar questões como a Lei de Defesa do Consumidor.

Também é válido definir programas para a coleta de embalagens e quais são os principais passos para que tudo seja feito de uma maneira realmente benéfica e viável. Nesse caso, ainda é preciso estabelecer como será feito o reprocessamento de materiais.

Monitoramento de resultados

Conforme essa questão é colocada em prática, é fundamental fazer um acompanhamento preciso de quais são os seus efeitos. Essa ação é importante para que os riscos previamente identificados não se concretizem em ameaças e desperdícios.

Nesse momento vale acompanhar custos, frequência da logística reversa e até a satisfação do consumidor. Desse jeito, é possível consolidar efeitos melhores e mais adequados para os objetivos de negócio.

Logística de suprimentos

Também conhecida como “supply chain” ou “cadeia de suprimentos”, a logística de suprimentos tem a ver com o monitoramento, o gerenciamento e o transporte dos elementos logísticos, indo das matérias-primas — se for o caso — até o produto que será enviado para o cliente final.

A ideia é planejar e controlar adequadamente as tarefas ligadas ao suprimento, que é a menor e mais importante unidade de uma estrutura logística.

Quando se pensa nesse processo do ponto de vista da cadeia, há a necessidade de fazer um controle e um acompanhamento desde o começo até o último elo da corrente — que é o recebimento do item por parte do cliente. Para que ela possa ser executada corretamente, as etapas principais incluem:

Levantamento de fornecedores

Não existe abastecimento se não houver quem forneça os suprimentos. Por isso, uma das primeiras etapas consiste no levantamento dos fornecedores possíveis para determinado produto ou atividade.

Para escolher um bom fornecedor é preciso definir questões como qualidade exigida, flexibilidade desejada, prazo de entrega, valor e disponibilidade de produtos. A partir desse levantamento são realizadas cotações que apontam o fornecedor que oferece o melhor custo-benefício para que os suprimentos sejam obtidos conforme o desejado.

Previsão de demanda e de compras

Outra questão crucial para a logística de suprimentos é a realização de previsões diversas — também conhecidas como forecasts. No caso da previsão de demanda, o comportamento do consumidor é considerado para identificar quais serão os possíveis valores das vendas dentro de um determinado período de tempo.

A partir disso, fica mais fácil realizar a previsão de compras. Quando a demanda estiver muito elevada, as compras também devem ser aumentadas para evitar o desabastecimento — e vice-versa.

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Gerenciamento do estoque

Como as previsões utilizam métodos estatísticos e matemáticos, nem sempre elas correspondem à realidade. Ou seja, pode acontecer de uma previsão de demanda apresentar um cenário mais positivo do que aquele que realmente acontece.

O contrário também pode ocorrer: um salto no interesse pode fazer com que as compras não sejam suficientes. A melhor forma de identificar qualquer uma dessas situações e agir antecipadamente é realizando um gerenciamento de estoque.

Por meio desse acompanhamento é possível garantir que o negócio não gaste demais e nem fique desabastecido de suprimentos.

Controle de fretes

Essa logística também tem a ver com a entrega desses suprimentos para os clientes. Portanto, a preocupação com o transporte é especialmente necessária nesse sentido.

É o caso de realizar a roteirização das entregas: é preciso selecionar o caminho adequado para os objetivos e interesses do empreendimento. Além disso, também vale fazer o monitoramento de transporte e manter o acompanhamento de métricas ligadas a atrasos ou entregas imperfeitas.

Com isso, há uma preocupação completa, que começa na obtenção de matéria-prima e se prolonga até que o item certo esteja nas mãos do cliente dentro do prazo desejado.

Logística como ferramenta de negócios

Fato é que, independentemente da forma como se apresenta, a logística é um elemento crucial para o seu empreendimento. Seja de maneira interna ou externa, melhorar a logística da sua PME, por exemplo, é uma forma de conseguir resultados que se propagam em várias esferas.

Usar corretamente os recursos trazidos por essa abordagem bem planejada gera vários benefícios. Entre as vantagens principais, estão:

Ajuda a reduzir os custos

Quando é bem-feita, a logística é um elemento que ajuda a diminuir custos. Um processo adequado de logística empresarial garante que os itens cheguem aos clientes dentro do previsto, preferencialmente sem atraso e evitando retrabalhos.

Já uma boa cadeia de suprimentos leva a melhores negociações com fornecedores, diminuindo as despesas. A logística reversa, por sua vez, pode ajudar a diminuir o consumo de matérias-primas, reduzindo os gastos. Além disso, quando ela é bem planejada, as chances de erros diminuem.

Desse jeito, é preciso repetir menos tarefas e, com isso, gastar menos recursos.

Favorece a satisfação do consumidor

Um elemento que merece destaque especial é o efeito que uma boa logística pode causar na satisfação do consumidor. Quando ela é otimizada, é comum que os produtos cheguem dentro — ou mesmo antes — do prazo previsto. Com isso, o cliente não precisa lidar com atrasos ou inconveniências, o que o deixa satisfeito.

Além disso, um processo bem estruturado também é muito bem controlado, o que significa que existe maior eficiência na hora de separar e despachar pedidos. Sendo assim, são reduzidos os riscos de que o cliente receba um item diferente do desejado ou que não está dentro do esperado.

Tudo isso contribui para maximizar a satisfação, o que favorece a fidelização e a diminuição dos custos de conversão e de atração de novas pessoas.

Aumenta a robustez do empreendimento

A logística é um dos pilares dos bons resultados de um negócio. É graças a ela que tudo funciona da forma planejada, utilizando os recursos da melhor maneira e com máxima eficiência. Ter uma boa atuação nesse sentido, portanto, significa aumentar bastante as chances de alcançar objetivos empresariais.

Ao cuidar de uma parte estrutural tão importante, a organização se torna muito mais robusta. Ou seja, há um aumento da segurança e do fortalecimento no mercado, de modo a favorecer a continuidade do estabelecimento.

Melhora a competitividade

Eventualmente, todos esses fatores levam a uma ampliação da competitividade. Um empreendimento que tem menos custos consegue investir melhor os seus recursos, gerando novas otimizações e resultados cada vez melhores.

Além disso, a preocupação com a ampla satisfação dos clientes cria uma imagem de marca muito positiva. O efeito principal é que o estabelecimento se posiciona como uma opção confiável, de qualidade e capaz de aumentar o número de negócios gerados.

Reconhecendo os processos de logística será possível adotá-los estrategicamente e garantir, acima de tudo, um diferencial competitivo. Por meio de operações e serviços específicos, o negócio sai ganhando em qualidade.

Como o armazenamento é uma das etapas principais dessa questão, baixe gratuitamente nosso manual sobre o controle de estoque sazonal que pode acontecer no varejo e siga aprendendo sobre o tema!

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