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Margem de contribuição: Como aumentar e as categorias de custos

A margem de contribuição é um fator essencial para descobrir se uma empresa é lucrativa ou não. E, especialmente, para saber se a receita é suficiente para pagar os custos e as despesas fixas.

Considerando esse cenário, podemos dizer que o cálculo da margem de contribuição é fundamental para uma empresa. Isso parece difícil, não?! Mas o cálculo não é nenhum bicho de sete cabeças, pelo contrário, é bem simples.

Neste artigo, você vai ficar por dentro dos principais pontos que sua empresa deve se atentar na hora de analisar a margem de contribuição. Confira!

O que é margem de contribuição?

A margem de contribuição pode ser interpretada de várias formas. Entretanto, podemos resumir a um conceito único: você cria um produto e deduz o custo variável da entrega desse produto, a receita que resta é a contribuição de margem. Ou seja, a margem de contribuição nada mais é do que o lucro obtido mediante a diferença entre o preço de venda e os custos variáveis.

A fórmula tradicional consiste em

MC = PV – CV

Ou seja

Margem de Contribuição = Preço de Venda – Custo Variável do Produto

Por exemplo: se o preço do seu produto for R$ 30 e o custo variável unitário for R$ 5, a margem de contribuição será de R$ 25.

MC = 30,00 – 5,00

MC = 25,00

Vale ressaltar que é essencial levar em conta diversos custos variáveis, como custo de venda, matéria-prima, tributações, entre outros fatores. Além disso, o do preço da venda precisa contemplar outros gastos como pagar contas, salários, fornecedores etc.

Dito isso, é essencial tomar algumas decisões para se organizar, como, por exemplo:

  • Registrar todos os custos dos seus produtos;
  • Realizar análises recorrentes da sua margem;
  • Realizar o controle dos seus indicadores – responsável por pagar seus custos mensais e gerar caixa.

O que são custos variáveis?

Podemos resumir os custos variáveis às despesas diretas ou indiretas na produção e venda de serviços. O valor varia conforme o volume de unidades produzidos e/ou os serviços prestados.

É importante frisar que se a sua produção aumenta, os custos variáveis seguem o mesmo caminho. Mas, se a sua produção diminui, o volume de produção segue o mesmo percurso.

Em contrapartida, uma alta proporção de custos variáveis, em geral, significa que a empresa opera com uma margem de lucro relativamente baixo.

Por outro lado, custos fixos altos exigem que a empresa mantenha um alto nível de lucro para amparar operações bem-sucedidas.

Confira alguns exemplos de custos variáveis:

  • Materiais: toda matéria-prima necessária na produção da mercadoria;
  • Comissões: valor pago aos funcionários por cada unidade vendida;
  • Transporte: se a empresa oferece serviço de entrega, então deve contemplar as despesas de remessa, transporte, custos de entrada e saída do frete;
  • Suprimentos: no caso de máquinas, por exemplo, é preciso contar com itens como óleo, peças, entre outros aparatos.

O que são custos fixos?

Os custos fixos são aqueles gastos imutáveis, que não são afetados por outras áreas, como o volume de serviços produzidos, por exemplo. Portanto, eles não podem ser evitados.

Os custos fixos são fundamentais para garantir o ponto de equilíbrio do negócio, gerando, então, lucratividade. Veja alguns exemplos:

  • Degradação: a vida útil do imóvel, do maquinário (caso tenha), entre outros fatores;
  • Aluguel: a despesa mensal referente à locação de um imóvel;
  • Salários: valor fixo pago aos funcionários ou terceirizados;
  • Serviços públicos: água, gás, eletricidade, entre outros itens.

Como as empresas utilizam a margem de contribuição?

A análise da margem de contribuição é fundamental para amparar decisões importantes, como, por exemplo: retirar uma linha de produto ou adicionar, precificar um produto e até estruturar comissões de vendas.

Mas, no geral, ela é utilizada para comparar os produtos e determinar quais são mais rentáveis ou não. Afinal, se um produto apresentar uma margem de contribuição negativa, a empresa perderá dinheiro cada vez que o produz.

Se esse for o caso, o negócio terá duas opções: aumentar o valor do produto ou retirá-lo de linha. Em contrapartida, se o produto tiver uma margem positiva, o negócio deve mantê-lo.

Como aumentar a margem de contribuição?

Como a margem de contribuição é referente às suas vendas líquidas, você pode aumentá-la através dos seus produtos. Existem várias formas de fazer isso:

Aumento de custo por item

A empresa pode aumentar o preço de venda de cada produto ou de um determinado produto. Entretanto, essa estratégia exige cautela para que os clientes não procurem outro estabelecimento. É preciso saber dosar.

Aumento no volume de vendas

Seu negócio pode aumentar a margem de contribuição através de uma receita adicional, que contemple novos clientes e os atuais, ao mesmo tempo. Portanto, é importante adotar estratégias que contribuam para esse quadro.

Venda de um novo produto ou serviço

Se você deseja aumentar sua margem de contribuição, vale se concentrar em novos produtos ou serviços que ofereçam baixos custos variáveis e um alto potencial de receita. Entretanto, essa abordagem tem um risco crucial: você não tem como garantir que os seus clientes vão comprar o suficiente do novo produto ou serviço. Por isso, é importante ficar atento nos custos variáveis.

Redução os custos de mão-de-obra

Uma ótima forma de aumentar sua margem de contribuição é através da economia.

Você pode reduzir gastos com a mão-de-obra de um produto ao encontrar funcionários por preços mais acessíveis ou melhorar a eficiência do fluxo de trabalho.

Ainda é possível investir em um sistema que facilite a automação de alguns processos, auxiliando os funcionários. Você pode, também, considerar a possibilidade da terceirização, em vez de pagar benefícios e salários fixos.

Quais os principais erros que as empresas cometem?

Vamos ser honestos, a margem de contribuição abre leque para inúmeras maneiras de cometer erros. Mas, no geral, todos respondem a um só fator: os custos não são ordenados conforme os valores fixos e variáveis.

Outro erro comum é adotar a estratégia de cortar produtos com menor taxa de contribuição. É preciso contemplar outros fatores antes de tomar essa decisão.

Como, por exemplo, analisar se esses produtos com margens menores preenchem uma linha de produtos ou são uma barreira para entrada de um concorrente no mercado.

Confira a planilha de margem de contribuição que elaboramos para te ajudar nesse processo que é fundamental para a saúde financeira do seu negócio!

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Escrito em: 09/04/20
<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

Comentários:

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1 Comentário

  1. Setor Criativo

    Parabéns, conteúdo muito bom, bem estruturado, de qualidade; realmente é um post que pode ajudar muitos negócios.

    Responder

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