A organização é necessária para minimizar erros e evitar transtornos para os contribuintes
Com a chegada do mês de março, se aproxima também o início do período para declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) de 2026. O processo, realizado nacionalmente todos os anos, ainda gera muitas dúvidas e eventuais transtornos para aqueles contribuintes que acabam por cair na chamada ‘malha fina’ da Receita Federal, órgão responsável, entre outras funções, pela coleta de impostos no Brasil.
A declaração de Imposto de Renda exige que os contribuintes declarem suas fontes de renda e determinados gastos ao governo, a fim de calcular a quantidade de impostos devidos ou a serem reembolsados. No Brasil, o prazo para a declaração costuma ocorrer entre março e maio de cada ano, sendo uma obrigação para aqueles que se enquadram nos critérios estabelecidos pela Receita Federal.
Neste ano, a declaração do Imposto de Renda deve ser entregue entre o dia 23 de março e o dia 29 de maio. Este processo pode, sim, gerar questionamentos, principalmente por aquelas pessoas que não estão acostumadas a lidar com questões burocráticas como essa. O IR possui muitos detalhes e, por isso, é necessário que o contribuinte se atente às regras divulgadas pela Receita Federal.
Para realizar a declaração, é necessário ter em mãos uma série de documentos, incluindo comprovantes de rendimentos, despesas dedutíveis, informações bancárias e investimentos, entre outros. Um dos principais documentos utilizados é o Informe de Rendimentos, fornecido pelas instituições financeiras e empregadores, que detalha as fontes de renda do contribuinte ao longo do ano fiscal.
O processo de declaração pode ser feito de forma presencial ou online, através do programa disponibilizado pela Receita Federal. No entanto, a modalidade online tem se tornado cada vez mais popular devido à sua praticidade e agilidade. O programa guia o contribuinte por meio de uma série de etapas, solicitando as informações necessárias e realizando cálculos automáticos conforme os dados são inseridos.
Um dos aspectos mais importantes da declaração é a dedução de despesas. Existem diversas despesas que podem ser deduzidas do imposto devido, como gastos com saúde, educação, previdência privada, entre outros. No entanto, é fundamental estar atento às regras estabelecidas pela Receita Federal para cada tipo de dedução, a fim de evitar erros que possam resultar em autuações futuras.
A seguir estão algumas dicas para organizar a declaração do Imposto de Renda e tornar o processo mais simples.
Quem deve realizar a declaração?
Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 35.584,00;
Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000,00;
Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
Realizou operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00, ou com apuração de ganhos líquidos sujeitos à incidência do imposto;
Obteve receita bruta por atividade rural em valor superior a R$ 177.920,00.
O prazo de entrega deve sempre ser cumprido
O período disponível para a declaração deve ser um dos maiores pontos de atenção dos contribuintes, e, por isso, é preciso organização para ter todos os documentos necessários antes que o prazo se encerre. Aqueles que não fizerem a entrega dentro do prazo terão que pagar uma multa com valor que varia entre 1% e 20% do imposto devido.
É preciso comprovar despesas dedutíveis
Algumas despesas cotidianas podem ser dedutíveis na declaração do IR, ou seja, ao declará-las, o contribuinte reduz o valor do imposto a ser pago. São elas:
educação, desde a escola infantil até o ensino universitário;
despesas com saúde, como médicos, dentistas, psicólogo, fonoaudiólogo e terapeutas;
previdência privada;
fundos de pensão;
contribuições sindicais;
pensão alimentícia;
doações.
No entanto, as deduções só podem ser feitas quando apresentadas com comprovantes no momento da declaração, por isso é importante que o contribuinte tenha em mãos documentos que comprovem o maior número de despesas possível.
Além disso, é importante destacar que a omissão de informações ou a prestação de informações falsas na declaração de imposto de renda configura crime de sonegação fiscal, sujeito a multas e penalidades previstas em lei. Portanto, é fundamental que o contribuinte seja honesto e transparente ao preencher sua declaração, garantindo assim o cumprimento de suas obrigações fiscais e evitando problemas futuros com o Fisco.
Alguns documentos são necessários no momento da entrega da declaração, e, para evitar que o prazo seja extrapolado, é recomendado que o contribuinte se certifique da existência destes antes mesmo de declarar.
Para a declaração do IR, é preciso apresentar, primeiramente, documentos pessoais, como RG, CPF, dados bancários e comprovante de residência. Também será necessário reunir:
informe de rendimentos;
informe de rendimentos financeiros e de aplicações;
documentos pessoais dos dependentes;
comprovantes de despesas com educação e saúde;
documentos do plano de saúde;
documentos de veículos e imóveis;
extrato da previdência privada;
recibos de aluguel e de doações;
documentos de consórcio;
extrato do Carnê-Leão, em caso de profissionais autônomos.
Ainda que seja um serviço muito procurado entre os escritórios de contabilidade, é possível que o contribuinte realize o próprio IR sem maiores dificuldades, desde que esteja atento às regras divulgadas pela Receita e tenha conhecimento mínimo de como funciona a plataforma e os cálculos para declaração.
Caso tenha pago um valor superior ao que deveria, o contribuinte também possui direito à restituição, isso porque o percentual a ser pago é calculado a partir de faixas salariais, e, por pequenos erros na declaração, alguns desses cálculos podem acusar um imposto maior do que a faixa em que o contribuinte se encontra. As restituições começam logo após o fim do período para a declaração do Imposto de Renda, e, para verificar a elegibilidade, é necessário consultar o site da Receita Federal ou o portal e-CAC para mais informações.
Em resumo, a declaração de Imposto de Renda é um processo essencial para o funcionamento do sistema tributário brasileiro, garantindo a arrecadação de recursos para o Estado e a distribuição justa da carga tributária entre os cidadãos. Portanto, é importante que os contribuintes estejam bem informados sobre suas obrigações fiscais e realizem a declaração de forma correta e pontual, contribuindo assim para o desenvolvimento econômico e social do país.
Não existe retorno sem investimento — essa é uma regra que todo dono de negócio precisa ter em mente. Quando o caixa aperta, encontrar a linha de crédito empresarial certa pode ser a diferença entre escalar a empresa, manter as portas abertas ou enfrentar o fechamento. E em 2026, com a Selic ainda em patamar elevado e o crédito empresarial mais seletivo, a escolha errada custa caro.
Neste guia atualizado, você vai entender as principais opções de capital de giro e crédito empresarial disponíveis hoje no Brasil — incluindo Pronampe, BNDES, empréstimo para MEI, antecipação de recebíveis e crédito em fintechs — e como escolher a opção mais barata para o seu momento.
Comparativo rápido: principais linhas de crédito empresarial em 2026
Linha de crédito
Quem pode pegar
Faixa de juros
Onde solicitar
Pronampe
MEI, ME e EPP com faturamento até R$ 4,8 milhões
Selic + spread reduzido (uma das mais baratas)
BB, Caixa, Sicoob, Sicredi e bancos credenciados
BNDES
Empresas de todos os portes com capacidade de pagamento
Subsidiada (referenciada à TLP)
Direto pelo Portal do Cliente ou agente credenciado
Empréstimo MEI
Microempreendedor Individual com CNPJ ativo
Variável — Pronampe e cooperativas costumam ser as mais baratas
Caixa, BB, Sicoob, Sicredi, fintechs
Empréstimo bancário
Qualquer PJ aprovada na análise de crédito
Mercado livre (geralmente as mais altas)
Banco onde a empresa tem conta
Antecipação de recebíveis
Empresas que vendem parcelado no cartão ou emitem duplicatas
Taxa de antecipação (costuma ser menor que empréstimo)
Linha de crédito empresarial é todo recurso financeiro disponibilizado por bancos, fintechs ou agências de fomento para que pessoas jurídicas possam investir, capitalizar o caixa ou financiar bens. Cada modalidade tem regras, prazos e taxas próprias — e entender essas diferenças é o primeiro passo para não pagar juros desnecessários.
Principais opções de linha de crédito em 2026
Empréstimos bancários tradicionais
Os empréstimos bancários podem ser concedidos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. O limite é definido com base no histórico do responsável legal e na saúde financeira da empresa. Antes de assinar qualquer contrato, pesquise: as taxas variam muito entre instituições, e uma diferença pequena na taxa mensal vira um valor expressivo ao longo das parcelas.
Linhas do BNDES
O BNDES segue como uma das principais fontes de crédito subsidiado no Brasil. O apoio vale para empresas de todos os portes, sem restrições. Micro, pequenas e médias empresas têm condições especiais, geralmente solicitadas em instituições credenciadas, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.
Como funciona o crédito do BNDES?
O BNDES opera em três modalidades principais:
Apoio direto: a empresa solicita o financiamento diretamente pelo Portal do Cliente do banco. O processo passa por duas etapas — análise cadastral (identificação e relacionamento com outras instituições) e análise de risco de crédito (situação econômico-financeira). Os documentos exigidos costumam ser:
Fichas cadastrais;
Estatuto ou Contrato Social;
Ata da assembleia geral;
Demonstrações financeiras (Balanço Patrimonial e DRE);
Apresentação institucional da empresa e/ou Grupo Econômico.
O valor mínimo do apoio direto costuma ser superior a R$ 20 milhões, podendo chegar a R$ 40 milhões em algumas operações — por isso é mais utilizado por empresas de médio e grande porte.
Apoio indireto: a solicitação é feita por meio de uma instituição financeira credenciada (banco ou agência de fomento), que assume o risco da operação em caso de inadimplência. Existem dois formatos:
Automático: sem análise prévia do BNDES. Cobre operações de até R$ 150 milhões;
Não automático: a instituição envia o pedido para o BNDES analisar. Faixa típica de R$ 20 a R$ 40 milhões.
Misto: combina apoio direto e indireto, com o risco compartilhado entre o BNDES e a instituição parceira.
Quem pode solicitar empréstimo do BNDES?
Para conseguir financiamento do BNDES, a empresa precisa atender a alguns requisitos mínimos:
Estar em dia com as obrigações tributárias, fiscais e sociais;
Ter cadastro satisfatório nos órgãos de proteção ao crédito;
Comprovar capacidade de pagamento;
Apresentar garantia compatível com o risco da operação;
Não estar em regime de recuperação judicial;
Cumprir a legislação ambiental;
Atender à legislação de importação (no caso de financiamento para máquinas e equipamentos importados).
Pronampe: a linha mais barata para pequenas empresas
O Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) é hoje a referência de crédito barato para MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. As taxas costumam ser bem abaixo das praticadas no mercado livre, e o programa é operacionalizado por bancos como Banco do Brasil, Caixa, Sicoob, Sicredi e cooperativas regionais.
Por contar com aval do Tesouro Nacional via FGO (Fundo Garantidor de Operações), o Pronampe libera valores que muitas vezes seriam recusados em uma análise tradicional — uma porta importante para pequenos negócios sem histórico bancário robusto.
Como solicitar o Pronampe?
Confira se a empresa tem faturamento até R$ 4,8 milhões nos últimos 12 meses;
Procure um banco credenciado (BB, Caixa, Sicoob, Sicredi, Banrisul, entre outros);
Apresente a declaração de faturamento e os documentos da empresa;
Aguarde a análise — costuma ser mais ágil do que linhas tradicionais por causa do FGO.
Crédito para MEI: opções específicas em 2026
O Microempreendedor Individual (MEI) tem acesso a praticamente todas as linhas de crédito empresariais — desde que comprove faturamento e tenha CNPJ ativo e regular. As principais opções para quem é MEI:
Pronampe: a opção mais barata para a maioria dos MEIs hoje, com taxas subsidiadas e prazos longos;
Cooperativas de crédito (Sicoob, Sicredi, Cresol): costumam ter taxas competitivas e atendimento mais próximo, especialmente para empreendedores fora dos grandes centros;
Bancos públicos (Caixa e BB): linhas específicas para MEI com limites menores, mas processo simplificado;
Fintechs (Cora, Stone, InfinitePay, BNB Digital, entre outras): aprovação rápida pelo app, ideal para MEIs com bom histórico de movimentação digital;
SIM Digital: programa que abre janelas pontuais de crédito para MEI e microempresas com condições facilitadas. Vale acompanhar quando há novas edições.
💡 Dica importante para MEI: o segredo para conseguir taxas melhores é separar a pessoa física da jurídica. Movimentar o CNPJ por uma conta PJ, emitir notas fiscais regularmente e manter o DAS em dia constrói o “histórico” que o banco analisa na hora da liberação.
Crédito em fintechs e bancos digitais
Nos últimos anos, fintechs e bancos digitais passaram a ocupar um espaço relevante no crédito para PJ, especialmente para empresas com bom histórico de movimentação. Plataformas como Nubank, BTG Empresas, Inter, Stone e Cora oferecem linhas com aprovação 100% digital, contratação em poucos minutos e, em muitos casos, taxas competitivas com bancos tradicionais.
O ponto de atenção é o mesmo de sempre: comparar o Custo Efetivo Total (CET) antes de contratar — não basta olhar a taxa nominal divulgada na propaganda.
Antecipação de recebíveis
Se a empresa vende parcelado no cartão ou emite duplicatas, a antecipação de recebíveis costuma ser uma alternativa mais barata que o empréstimo tradicional — porque o “garantidor” do pagamento é o próprio fluxo de vendas. Adquirentes como Cielo, Stone, Rede e PagBank, além de fintechs especializadas, oferecem essa opção com poucos cliques no app.
Empréstimo livre vs. financiamento
O empréstimo tradicional dá liberdade total: a empresa usa o dinheiro como preferir. A desvantagem são as tarifas e os juros mais altos.
Já o financiamento tem destino específico — comprar veículo, máquina, equipamento ou imóvel — e por isso costuma trazer juros menores e prazos mais longos. Quando o gasto é previsível e identificável, o financiamento quase sempre sai melhor.
Onde pegar empréstimo: bancos ou financeiras?
O que diz a Proteste?
A Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, já apontou em estudos que as taxas de empréstimo são altas em quase todos os cenários. Quando a empresa realmente precisa do dinheiro, a recomendação é dar preferência a bancos — eles tendem a cobrar juros e tarifas menores que as financeiras.
Atenção: sempre analise o Custo Efetivo Total (CET) da operação.
Ao analisar o CET, fique de olho no que está embutido no preço:
Taxa de Abertura de Conta (TAC), cobrada de quem ainda não é cliente da instituição;
Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que varia conforme o valor solicitado e o prazo;
Seguros opcionais (de desemprego, prestamista, entre outros).
Esses valores parecem pequenos isoladamente, mas multiplicados pelo número de parcelas viram um montante relevante. Sempre peça a planilha completa antes de assinar qualquer contrato.
Bancos públicos
Em geral, os bancos públicos praticam taxas mais baixas porque parte de sua função é fomentar o desenvolvimento do país. Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e bancos regionais (como Banrisul e BNB) costumam estar entre as melhores opções. Para pedir o crédito, normalmente é preciso ter conta aberta na instituição.
Crédito consignado
O crédito consignado ganhou força nos últimos anos, principalmente para aposentados, pensionistas e servidores públicos. Funcionários de empresas privadas também podem ter acesso, dependendo dos convênios firmados pela empresa com bancos parceiros.
Nessa modalidade, a parcela é descontada direto da folha de pagamento ou do benefício, o que reduz o risco de inadimplência para o banco e permite taxas bem abaixo do crédito pessoal comum.
Como escolher a melhor linha de crédito para sua empresa?
Antes de fechar qualquer contrato, considere:
Finalidade: capital de giro, expansão, compra de máquinas?
Prazo: quanto tempo a empresa precisa para pagar sem comprometer o caixa?
Garantias: há recebíveis, imóveis ou aval que reduzam o juro?
CET total: nunca decida apenas pela taxa nominal de juros divulgada.
Impacto no caixa: a parcela cabe no fluxo mensal sem comprometer o capital de giro?
Ter um sistema de gestão que organize as receitas, despesas e o fluxo de caixa facilita na hora de comprovar capacidade de pagamento e negociar condições melhores com o banco.
Conclusão
O melhor cenário sempre será não precisar de empréstimo. Mas quando ele se torna necessário, vale a regra de ouro: pesquise, compare CETs, leia o contrato com atenção e escolha a modalidade mais alinhada à finalidade do recurso. Para a maior parte das pequenas empresas e MEIs em 2026, Pronampe e cooperativas de crédito tendem a oferecer as melhores condições de capital de giro. Linha de crédito bem contratada acelera o crescimento; linha de crédito mal escolhida vira uma âncora que segura a empresa por anos.
Perguntas frequentes sobre linha de crédito empresarial
Qual a diferença entre empréstimo e financiamento?
O empréstimo é livre — a empresa usa o dinheiro como quiser. O financiamento tem destino específico (veículo, máquina, imóvel) e por isso costuma ter juros menores e prazos mais longos.
Qual a melhor linha de crédito para capital de giro?
Para empresas pequenas, o Pronampe e as linhas específicas de capital de giro de bancos públicos costumam oferecer as condições mais vantajosas. Para empresas com bom faturamento de cartão, a antecipação de recebíveis pode ser ainda mais barata.
MEI pode pegar empréstimo empresarial?
Sim. MEI tem acesso ao Pronampe, ao SIM Digital (em janelas específicas) e a linhas próprias em bancos públicos, cooperativas de crédito e fintechs. A análise considera o faturamento declarado e o histórico de pagamento do empreendedor.
Quanto um MEI consegue de empréstimo?
Depende do banco e do faturamento. Em geral, MEI consegue limites de R$ 1.000 a R$ 21.000 nas linhas tradicionais; pelo Pronampe, o limite costuma ser de até 30% do faturamento dos últimos 12 meses, com possibilidade de negociar mais conforme o histórico.
Como conseguir empréstimo do BNDES sendo pequena empresa?
Pequenas empresas geralmente acessam o BNDES de forma indireta, via banco credenciado (Banco do Brasil, Caixa, Sicoob, Sicredi, entre outros). É a instituição financeira que faz a análise e libera o crédito com recursos do BNDES — o processo é mais simples do que solicitar diretamente ao banco de fomento.
Vale a pena pegar empréstimo com Selic alta?
Depende do retorno esperado. Se o investimento (em máquinas, estoque, marketing) gera retorno acima do CET do crédito, vale a pena. Caso contrário, é melhor adiar o projeto ou buscar capital próprio.
Outsourcing é o termo em inglês que significa terceirização. Assim, no vocabulário empresarial, outsourcing se refere à algo que é feito fora da empresa, uma vez que out significa fora e source significa origem. Mas, afinal, o que seria essa estratégia e por que ela tem sido cada vez mais implementada em diferentes companhias?
O outsourcing é a contratação de serviços especialistas de terceiros. Ou seja, terceiros realizam tarefas que normalmente não são executadas dentro da empresa. Ou, então, funções que já não se encaixam na proposta inicial da empresa e deverão ser cessadas.
Assim, o outsourcing se refere a processos ligados a setores da administração da empresa. Sua principal demanda costuma ser para atividades de tecnologia da informação (TI), contabilidade, atendimento ao cliente e marketing.
Esse tipo de serviço não deve estar ligado ao propósito inicial da empresa. Assim, se você tem uma empresa de sistemas de gestão de negócios, você não pode contratar alguém para fazer o sistema. Mas, pode ter uma empresa de fora fazendo sua contabilidade, por exemplo.
Esse tipo de iniciativa foi reconhecido pela primeira vez em 1989 e se tornou comum ao longo dos anos 1990. Basicamente, o outsourcing é contratar uma empresa para executar tarefas ou prestar serviços nas instalações da empresa contratante ou em locais externos.
Qual o objetivo do Outsourcing
O principal objetivo do outsourcing é a contratação de pessoas de fora do negócio plenamente capacitadas para prestação de um serviço. Dessa forma, a contratação visa aumentar os lucros ao admitir pessoas ou empresas qualificadas para o serviço. Ou seja, o custo do funcionário é bem menor.
Outros objetivos do outsourcing são:
Otimização dos processos
Proporcionar flexibilidade
Reduzir custos empregatícios
Proporcionar serviço de alto valor agregado
Exemplos de áreas que podem ser terceirizadas
Como explicado, não é possível contratar empresas terceirizadas para a realização de atividades ligadas à função principal da empresa. Isso pois seu fim é justamente o de auxiliar em áreas que a empresa não é expert.
Assim falaremos da terceirização de algumas áreas. Assumindo que sua empresa não seja prestadora desses serviços.
Marketing
Talvez a contratação de uma empresa de marketing, publicidade e propaganda ou relações públicas seja necessária para sua empresa. Isso porque ela passará uma perspectiva diferente da que já existe na sua empresa.
Para uma empresa que não tem como foco uma estratégia de marketing, formar uma equipe é sair do planejamento. Dessa forma, entra o outsourcing.
A empresa contratada também pode fazer a criação de logos e de imagens. Além de todo marketing digital e físico.
Contabilidade
Esse tipo de terceirização é um dos mais utilizados. Eles servirão como auxiliares em questões como relatórios e balanço patrimonial. Ajudam nas questões legais, mantendo em dia os tributos legais que devem ser recolhidos.
A parte de análise e planejamento também são funções da empresa de contabilidade contratada. Além de ajudar no processo de pagamento da folha de salários dos seus funcionários.
Recursos humanos
Contratar uma empresa para fazer a contratação de seus funcionários pode parecer um pouco ilógico. Mas é o total oposto.
Esse tipo de instituição possui um maior conhecimento nesse ramo, assim, selecionando os melhores candidatos para as vagas disponíveis na sua empresa. Além de dispor de um time com psicólogos e outros especialistas. Essa equipe ou empresa também pode ser responsável pela folha de pagamento e tudo que ela inclui.
Logística
A parte de logística de uma empresa demanda bastante controle. Por isso, optar pelo outsourcing no processo logístico é uma boa ideia.
Se uma empresa precisa de um sistema de controle de estoque, com entradas e saídas, o outsourcing traz vantagens.
Afinal, além desse tipo de controle, é possível garantir que não haverão roubos, perdas, ou extravios durante o processo de deslocamento ou armazenamento.
T.I.
Por essa área necessitar de profissionais especialistas, que normalmente custam caro, é muito comum essa terceirização.
É possível desenvolver uma parceria da sua empresa com a empresa de T.I. terceirizada. Gerando benefícios mútuos. Sendo o profissional valorizado; e a empresa que necessita desse serviço tendo um suporte constante. Tanto de equipamentos, como de gerenciamento de dados.
Insourcing x Outsourcing
Indo na contramão do outsourcing, o Insourcing é quando as equipes internas executam as funções. Geralmente, sua prática envolve a contratação de novos funcionários, de forma permanente ou temporária. Além disso, as empresas acabam, em alguns momentos, precisando investir em novos equipamentos e reprojetar os processos de negócios.
Por essa razão, considerando os gastos, é mais frequente o uso dessa fonte externa para atender a todas as necessidades da empresa.
Vantagens do Outsourcing
Melhor resultado
Por serem empresas especialistas no assunto, o resultado será o esperado. Ou seja, terminado em menos tempo do que se contratado alguém para tal e não utilizando os recursos da sua empresa.
Aumento da produtividade
Com a contratação de uma empresa de fora, é possível investir em maior concentração para as atividades realizadas. Assim, se aumenta a eficiência de suas atividades, e se pode focar em tarefas que irão gerar receita.
O outsourcing ajuda em diferentes fatores que impactam na produtividade dos funcionários. Em especial, porque essa estratégia conta com o trabalho de profissionais externos que são bem capacitados. Isso os qualifica para executar o trabalho em menos tempo e com menos recursos, agilizando os processos e dando mais eficiência às funções.
Assim, em vez de se preocupar com o que precisa ser feito, a empresa pode se focar. E, cada um estará trabalhando na área que tem mais conhecimento, o que acaba levando a uma boa gestão. Assim, a atenção da equipe não precisará estar dividida entre outras questões que já estão sendo solucionadas.
Com isso, a produtividade cresce nos setores, uma vez que seus gestores e colaboradores terão mais tempo para se concentrar em suas atividades. Isso gera resultados positivos na qualidade do produto ou serviço oferecido e, naturalmente, impactam o que é ofertado ao cliente.
Redução de riscos
Qualquer erro decorrente de pouca experiência ou falta de atenção não irá ocorrer. Afinal, a empresa contratada será especialista no ramo.
O outsourcing atende uma necessidade ou demanda bastante pontual. Isso torna mais fácil executar essa contratação externa do que criar um novo departamento para executar a função. Por isso, a empresa não precisa se preocupar com os riscos e os investimentos que isso envolve, por exemplo.
Outro ponto a ser observado é que os profissionais contratados de acordo com essa estratégia possuem know how e estão bem preparados. Isso faz com que as chances de que algo dê errado diminuam. Afinal, quanto mais esse especialista entende, menores os riscos de ele cometer algum erro.
Redução de despesas
Se é necessário criar uma equipe dentro da empresa, há necessidade de treinamento e outros gastos derivados da contratação. Ao empregar um serviço de outra empresa, esses custos desaparecem. Podendo assim transpor esse valor para outros setores mais importantes.
Olhando de uma maneira geral, na sua forma mais simples, as empresas tercerizam porque reduz as suas despesas. Consequentemente, isso aumenta suas margens de lucro e sua rentabilidade, o que faz disso uma decisão puramente comercial.
Em vez de gastar com treinamentos e contratações de colaboradores especialistas, o outsourcing garante que os gastos sejam menores. Isso acontece porque esses indivíduos recebem um salário um pouco menor que os funcionários. Mas também não têm vínculos empregatícios e trazem uma série de conhecimentos e tecnologias novas.
Uma pesquisa confirmou que 46% das organizações optam pelo outsourcing porque a redução dos custos operacionais é o principal atrativo nessa estratégia.
Desvantagens do Outsourcing
O outsourcing é considerado uma das ferramentas mais importantes dentro da gestão empresarial. Ainda assim, é necessário muita atenção, para que de forma alguma essa prática prejudique seu negócio. Algumas desvantagens desse método:
Perda de controle
O outsourcing precisa ser bem controlado pela empresa que o contrata. Sendo assim, é preciso um contrato bem específico e que seja cumprido sempre.
É necessário estar atento à contratação de uma prestadora de serviços que seja adequada. Afinal, pode ser que existam conflitos de interesses. Por essa razão, todo cuidado é pouco. É preciso estar ciente de que, em alguns casos, pode ser que o indivíduo, ou empresa, escolhido não supra as expectativas.
Fechamento de vagas
Com o cessamento de alguma área da empresa, existe chance que algumas pessoas sejam dispensadas do cargo. E isso também irá causar um impacto na opinião da comunidade sobre a empresa.
Em alguns casos, a empresa pode ficar dependente dos parceiros externos e acabar perdendo seus próprios conhecimentos técnicos. Isso nunca é positivo.
Tenha em mente que o serviço outsourcing é uma estratégia benéfica e que traz inúmeras vantagens. Mas, é preciso ter um plano B, caso essa pessoa pare de fornecer seus trabalhos ou até mesmo o contrato seja rompido. O que não pode ocorrer é a companhia ficar nas mãos de quem contratou.
Problemas na segurança
Por realizar diversos serviços, a empresa contratada precisará de dados confidenciais e importantes. Assim, é preciso ter uma segurança muito grande ao fazer essa escolha.
Não é porque o serviço está em outsourcing que não precisa ser monitorado, muito pelo contrário. O gerenciamento deve continuar e, principalmente, o mais de perto possível. O gestor não pode permitir que haja uma perda de controle ou que o sigilo de informações esteja em risco.
É preciso estar atento ao fato de que a segurança da empresa fica em desvantagem com esse tipo de estratégia. Afinal, muitas vezes, a pessoa escolhida estará em contato com dados confidenciais, segredos de negócios e outras informações sigilosas. Por isso é tão importante acompanhar tudo o que está sendo feito fora das dependências da companhia.
Ainda assim, esse acompanhamento pode significar em um aumento de gastos que não estava previsto no orçamento.
Qual a diferença entre terceirização e outsourcing?
O outsourcing pode ser considerado um tipo de terceirização. Explico: a terceirização é contratar um terceiro para fazer um serviço. E o outsourcing se refere, principalmente, a funções burocráticas e administrativas da empresa.
Ou seja, está relacionado a essa contratação para realizar funções específicas e sempre relacionadas ao funcionamento daquela organização. Essas são, muitas vezes, burocráticas, como é o caso do RH ou da contabilidade.
A terceirização se dá quando um indivíduo é contratado para realizar um serviço rotineiro, como a limpeza, segurança e até mesmo a logística.
Claramente essas tarefas são de suma importância. Como em um restaurante, onde as tarefas que poderão ser terceirizadas serão as de transporte, limpeza e segurança. E não as funções ligadas a cozinha, por exemplo.
Dessa forma, apesar de serem parecidos, esses termos não são sinônimos. O outsourcing pode ser até considerado um tipo de terceirização, mas ele estará sempre associado às áreas-chave, ao core-business.
Outsourcing No Brasil
Esse tipo de atividade deve estar regularizada. E no Brasil, a terceirização é regulada pela Lei da Terceirização, Lei n.º 13.429/2017. Essa lei editou a súmula 333 do Tribunal Superior do Trabalho, que permitia a terceirização apenas para atividades-meio da empresa. Essas atividades eram apenas os serviços de conservação e limpeza.
A popularidade do Outsourcing
O outsourcing tornou-se popular na última década, em função das necessidades específicas que surgem com o crescimento de uma empresa. No entanto, o que antes era visto apenas como uma solução, transformou-se em uma ferramenta estratégica para obter eficiência e reduzir custos.
As empresas líderes entenderam que fazer o outsourcing de algumas funções poderia ajudá-las a obter uma vantagem competitiva. Isso porque o outsourcing garante novos conhecimentos e tecnologias. Essas, ajudam a fornecer produtos ou serviços mais rapidamente.
Dessa forma, sua popularidade se expandiu ao ponto de se tornar uma referência em termos de modalidade de negócio a ser exercida.
Considerações Finais
Os que se opõem ao outsourcing argumentam que isso causou a perda de empregos dentro das empresas, principalmente no setor manufatureiro.
Já os apoiadores dizem que isso cria um incentivo para que empresas aloquem seus recursos onde são mais eficazes. E, também, que essa estratégia ajuda a manter a natureza das economias de livre mercado em escala global. Você concorda?
Compartilhe com a gente o seu pensamento e não deixe de dividir este texto com alguém que tenha interesse no assunto!
A sigla KPI vem do inglêsKey Performance Indicator, na tradução direta significa indicadores chaves de performance. Eles servem para medir se alguma ação ou um determinado conjunto de ações está de acordo com os objetivos planejados pela empresa.
Esses indicadores de desempenho podem ser vistos tanto como números ou como porcentagem. Isso pode variar de acordo com as necessidades da empresa. Os KPIs são o auxílio necessário para a empresa, equipes e gestores tomarem decisões com mais êxito.
Assim, sem dúvida nenhuma, o segredo para uma boa gestão estratégica é definir os KPIs. Apenas eles podem trazer bom controle dos dados da sua empresa. São eles responsáveis por apresentar todos os indicadores baseados nos objetivos e metas estabelecidos.
Por esse motivo eu te pergunto, como você controla os dados da sua empresa? E o sucesso das metas e objetivos planejados?
Nesse texto separamos tudo que você precisa saber para adaptar os indicadores estratégicos na gestão da sua empresa.
Qual a diferença de KPI e métrica?
Os KPIs são o conjunto dos indicadores chaves necessários para controlar se sua empresa está no caminho certo de atingir seus objetivos.
Por outro lado, as métricas são pontos específicos que precisam ser medidos para que sua empresa possua uma análise firme.
Quais são os principais tipos de KPI?
Os KPIs podem ser separados em diferentes tipos, variando de acordo com os objetivos e as metas de cada empresa. Dessa forma, eles abrangem muitas áreas e níveis de atuação.
Portanto, vamos dividir os tipos de KPIs que podem ser divididos em primários, secundários e práticos.
KPI primários
Os KPIs primários são essenciais para indicar se a empresa está obtendo o sucesso desejado com as ações ou estratégias. Assim, eles fornecem todos os dados e informações da empresa, indicando se tudo está funcionando dentro do planejado.
Dessa forma, essas análises precisam compreender o progresso, melhorar o desempenho da empresa e visualizar os pontos a melhorar.
Exemplos de KPIs primários:
Indicadores de lucratividade
Retorno sobre Investimento (ROI)
Taxa de conversão de vendas
Ticket médio
Leads gerados
Lucro gerado
Tráfego
Custo de aquisição por cliente
KPI secundários
Os KPIs secundários detalham os resultados obtidos nos KPIs primários. Assim, é possível ver e analisar todos os indicadores mais de perto. Isso ajuda diretamente os responsáveis a entenderem o resultado e a justificativa para esse resultado.
Exemplos de KPI secundários:
Custo detalhado por lead
Valor de cada venda
Média de preço de compras
Quantidade de visitantes por determinado tempo
Origem do tráfego
KPIs práticos
Os KPIs práticos explicam, de forma prática, todos os resultados apontados nos KPIs primários e secundários.
Assim, avaliando e fornecendo informações básicas do dia a dia.
Exemplos de KPis práticos:
Produtos que tiveram a taxa maior de procura
Páginas do site que foram mais visitadas
Quantas pessoas foram impactadas com determinada publicação
Palavras chaves mais eficazes
Quais KPIs escolher para meu negócio?
Os KPIs dependem dos objetivos que a empresa deseja alcançar. Dessa forma, fica a critério de cada negócio decidir quais são os KPIs adequados para acompanhar o progresso da sua empresa.
Desse modo, um indicador chave de desempenho serve para mostrar quais ações ou estratégias estão trazendo o resultado desejado. Mas ele também serve para mostrar quais devem ser melhoradas ou excluídas.
Portanto, vamos apresentar apenas exemplos que poderão ser utilizados a partir da necessidade de cada negócio.
KPI de eficiência ou eficácia
O KPI de eficiência ou eficácia são indicadores responsáveis por apresentar as ações ou estratégias que objetivaram um resultado positivo para a empresa.
Eficiência: A eficiência está ligada ao ato de realizar a atividade de forma otimizada, com menos tempo, menos recursos e mantendo a qualidade.
Eficácia: A eficácia é realizar a atividade de forma certa, atingindo os objetivos desejados.
KPI de capacidade
Os KPIs de capacidade medem a quantidade de um produto que pode ser feito e o tempo necessário para produzi-lo.
A quantidade de calças que uma confecção de roupas consegue produzir por semana, por exemplo, é um KPI de capacidade.
KPI de produtividade
Os KPIs de produtividade são indicadores de performance que medem o resultado de um trabalho em relação a entrega de resultados dos colaboradores. Assim, levando em consideração os recursos utilizados e o tempo que foi demandado.
Um exemplo, é a quantidade de clientes que um determinado funcionário consegue atender em um determinado tempo.
KPI de qualidade
Os KPIs de qualidade são indicadores de desempenho responsáveis por apontar a qualidade dos produtos ou serviços fornecidos por determinada empresa.
Dessa forma, esses indicadores são realizados através de pesquisa de satisfação de clientes, desempenho dos colaboradores, atendimento e resultados dos processos implementados.
KPI de lucratividade
O KPI de lucratividade possui o objetivo de indicar os lucros obtidos pela sua empresa.
Portanto, nesse indicador, cabe à empresa definir os valores esperados por um determinado período. Assim, se determina qual lucro é considerado satisfatório e qual é considerado abaixo do desejado.
Exemplo de KPIs
KPI de vendas
Os KPI de vendas têm como principal objetivo controlar todas as vendas realizadas pela empresa.
Assim, ele facilita o entendimento dos objetivos estabelecidos, se estão perto de bater a meta ou não.
Dentre os KPI de vendas estão:
Taxa de conversão
Tempo médio de conversão
Ticket Médio
Custo de aquisição por cliente
Número de oportunidades abertas
Número de oportunidades concluídas
Canais de vendas
KPI de RH
Os KPIs de RH são uma ferramenta essencial para entender e medir o desempenho e crescimento da empresa. Assim, levando em consideração todas as metas e objetivos para esse determinado setor.
Exemplos de KPIs de RH:
Índice de rotatividade
Absenteísmo
Desempenho
Recrutamento e seleção
Satisfação dos colaboradores
Cálculo de competitividade salarial
KPI de Marketing
O marketing é o setor responsável pela criação de estratégias para atrair cada vez mais consumidores para a marca. Dessa forma, os KPIs de marketing medem a efetividade das estratégias criadas.
Exemplos de KPIs de marketing:
Custo por lead
Custo de Aquisição de Clientes
Origem de tráfego
Novos leads mensais
Taxa de cliques
Taxa de conversão
Retorno sob investimento
KPI financeiro
Os KPIs financeiros são responsáveis por gerir e acompanhar a saúde financeira da empresa. Assim, é possível entender como está indo as finanças de um negócio através de algumas categorias como lucratividade e eficiência, por exemplo.
Dessa forma, os dados obtidos desse acompanhamento auxiliam diretamente na tomada de decisões da empresa. Assim, é possível definir e organizar novas metas e objetivos.
Exemplos de KPIs financeiros:
Custo de serviço prestado
Retorno sobre investimento (ROI)
Fluxo de caixa
Receita recorrente mensal (MRR)
Rentabilidade
Como montar um KPI passo a passo?
Defina seus objetivos e estratégias
Para começar a definir os KPIs, o primeiro passo necessário é que você tenha em mente os objetivos do seu negócio. É preciso levar em consideração a missão, visão e valores estabelecidos no momento da criação da sua empresa.
Dessa forma, vale lembrar que a definição dos objetivos é uma característica vital para esse processo. Afinal, é impossível acompanhar e medir o desempenho de uma empresa que nem sabe por onde deve seguir.
Entendendo e definindo isso, é necessário que você decida por qual caminho seu negócio irá traçar para atingir esses objetivos. Assim, são desenvolvidos planos de ação que vão focar diretamente em estratégias que captem cada vez mais clientes para sua empresa.
Defina as métricas relevantes
Nesse momento, é necessário controlar os processos que terão uma exclusividade de monitoramento, ou melhor dizendo, os que podem ser considerados mais importantes.
Quando uma empresa tem muitos indicadores em vários setores diferentes, não existe certeza que todos eles serão úteis para manter um controle adequado. Isso, na verdade, vai tornar os processos cada vez mais complexos e difíceis de serem analisados.
Então, fique atento às métricas que fazem sentido com os objetivos da sua empresa. Com ela é possível entender quais atividades possuem mais valor para que seja possível alcançar os objetivos necessários.
Defina metas
Então, para poder dar continuidade no desenvolvimento do seu controle, é necessário definir uma meta para cada KPI pré estabelecido.
Isso é, só é possível fazer um controle se algo está dando certo, se existe uma meta para medir. Assim, acompanhando por valores limites superiores ou inferiores.
Só assim é possível medir quando a empresa está perto ou longe de alcançar determinada meta.
Tenha métodos para a análise de dados
De nada adianta você entender definir seus KPIs se não possui um método específico para realizar esse controle. Dessa forma, nesse momento é necessário buscar por ferramentas que ofereçam isso de forma automatizada e rápida.
Planilhas
Um bom exemplo que auxilia as rotinas das empresas a controlarem seu desempenho é através de planilhas. Assim, é possível coletar todos os dados sobre seus KPIs manualmente.
Entretanto, mesmo a planilha sendo uma opção fácil, ela pode resultar em uma grande demanda de tempo e retrabalho. Dessa forma, recomendamos que você procure um sistema automatizado para coletar seus dados.
Sistema de coleta de dados
Uma boa alternativa para controlar de forma automatizada todos os dados que compõem seus KPIs é um sistema de coleta de dados. Assim, é possível centralizar todos os seus dados em um só lugar, sem precisar demandar muito tempo reunindo todos.
Normalmente, sistemas de coletas de dados fornecem relatórios completos para analisar o que é bom e o que é ruim. Alguns exemplos de sistema de coletas de dados:
Google Analytics
Scoreplan
Acompanhe e analise os resultados
Então, após realizar o controle desses dados, é necessário que seja feito um acompanhamento constante dos resultados dos processos. Assim, garantindo que está tudo ocorrendo de forma correta as estratégias definidas para alcançar o sucesso da sua empresa.
Portanto, esse acompanhamento promove que sejam realizadas as alterações necessárias para tornar o processo mais eficaz. Desse modo, mudando o que não está trazendo bons resultados e implementando alternativas melhores.
Qual a importância do KPI para as empresas?
Os KPI representam todos os resultados da empresa, demonstrando se a empresa está alcançando todos os objetivos desejados.
Dessa forma, é possível ter uma visão detalhada e crítica na hora de realizar a tomada de decisões necessárias.
Pense que a elaboração de estratégias e definições de processos na empresa não trouxe um resultado positivo, por exemplo. Nessa situação, é necessário que a empresa tenha noção disso. Dessa forma, é possível que sejam elaboradas novas alternativas para suprir a baixa eficácia das alternativas anteriores.
Portanto, os KPIs podem ser separados em métricas gerais, como:
Churn;
MRR (Receita Mensal Recorrente);
Fluxo de caixa
CAC (Custo de Aquisição de Cliente).
Ou métricas específicas, como:
custo por aquisição;
taxa de conversão.
Controle de objetivos e metas
Quando falamos em KPI, estamos falando sobre objetivos e metas.
O porquê disso é muito simples. As empresas utilizam os KPIs para acompanhar seus objetivos e as metas estabelecidas para cada equipe e setor.
É muito importante entender se a empresa está percorrendo o caminho certo para atingir as metas desejadas. Isso porque, se algum erro acontece no meio do caminho, ainda há tempo de corrigir.
A principal importância de manter um controle sobre os objetivos e metas definidos, é acompanhar se tudo está acontecendo da melhor forma. Afinal, se não está, é preciso tomar alguma ação para corrigir o caminho.
Exemplos de metas :
Aumentar o faturamento
Adquirir uma quantidade maior de clientes
Reduzir custos
Melhorar o fluxo de caixa
Controle de estratégias
As estratégias são os caminhos que são elaborados para chegar nos objetivos desejados. Sendo estabelecidas a partir da análise das metas e objetivos que a empresa deseja alcançar.
Dessa forma, quando é realizado um controle estratégico adequado a possibilidade do seu negócio estar seguindo por um caminho certo é alta.
Para isso, é necessário que as métricas sejam acompanhadas sempre. E, ao identificar que o indicador mostra um resultado ruim, é preciso pensar em uma solução.
Auxílio na tomada de decisões baseadas em dados
Tomar decisões baseadas no instinto é um grande perigo. Uma empresa que quer estar bem estruturada deve tomar decisões baseadas em informações reais.
Essas informações permitem montar uma estratégia com base em um objetivo real e concreto. Ou seja, saber os resultados de uma ação faz com que se tenha completa noção de como ela foi. E, a partir desse dado, tomar novas decisões e criar novos projetos.
Eliminação de erros
Nenhuma empresa gosta de ter que repetir um trabalho várias e várias vezes.
Os KPIs são um auxílio necessário para que o negócio tenha todas as informações concretas sobre todos os processos desenvolvidos. Assim, eliminando as possibilidades de gastos com retrabalho e possíveis erros.
Os KPIs melhoram a produtividade do negócio, direcionando para onde a empresa deve seguir para alcançar os objetivos necessários.
As pessoas também perguntam
Qual o objetivo de um KPI?
O objetivo de um KPI é medir e representar o sucesso ou desempenho de determinadas ações, estratégias ou processos de um negócio. Assim, permitindo que os todos os objetivos determinados pela empresa sejam alcançados.
O que são KPIs operacionais?
Os KPIs operacionais são responsáveis por medir o progresso de uma organização nos diferentes setores da empresa.
O e-commerce é o comércio eletrônico, totalmente digital, onde ocorre a compra e venda de produtos online. Assim, desde a saída até a venda do produto são realizados de forma totalmente online.
A prática existe a muitos anos, entretanto, ganhou um grande espaço no mercado devido a pandemia da Covid-19. Nesse momento, a única forma de comprar com menos risco, era pela internet.
Um ponto relevante é que as plataformas de e-commerce servem a diferentes objetivos. Ou seja, não importa se você já tem um negócio físico e quer vender no digital ou se já quer começar na internet.
Dessa forma, as vendas são realizadas através de uma plataforma online, funcionando como uma vitrine para os produtos.
Quais são os tipos de e-commerce?
O e-commerce é uma loja virtual, onde as vendas são totalmente digitais, desde a divulgação até a venda. Mas você sabia que existem diferentes tipos de e-commerce?
Os principais tipos de e-commerce são:
Business-to-business (B2B)
Business-to-customer (B2C)
Customer-to-customer (C2C)
Customer-to-business (C2B)
Business-to-government (B2G)
Direct-to-Consume (D2C)
Business-to-business (B2B)
O tipo de e-commerce business to business, ou B2B, é um negócio pensado para ser de empresa para empresa. Ou seja, uma empresa vendendo para outra empresa.
Essas vendas normalmente são insumos, commodities e matéria prima para outros produtos. Dessa forma, as mercadorias são vendidas em uma grande quantidade e usadas para grandes produções.
Esse tipo de comércio existe há muito tempo, porque empresas precisam suprir suas necessidades básicas de vendas.
Portanto, considerando que ambas as partes do negócio são empresas, é comum que a venda seja de produtos em grande quantidade.
Esse modelo tem vantagens como retenção de clientes, divulgação e distribuição de produtos, e expansão para novos mercados.
Exemplos de e-commerce business-to-business (B2B):
Vendas por atacado
Fornecimento de matéria prima
Dropshipping
Financiamento coletivo
Dentre alguns exemplos de empresas que já trabalham com essa modalidade de venda, estão: Amazon, Ebay, Ambev, Alibaba, entre outros.
Business-to-consumer (B2C)
O business to consumer, ou B2C, é um dos tipos de e-commerce mais conhecidos dentro do mercado. Isso porque ele se refere a empresas que vendem produtos diretamente ao consumidor final.
Essas estratégias e propostas de vendas visam alcançar os consumidores finais, suprindo seus interesses e necessidades básicas.
Esse tipo de e-commerce possui grandes oportunidades de negócio, pois está incluída em uma grande variedade, como:
Alguns exemplos de marketplaces que já possuem essa modalidade são: OLX, Dafiti, Netshoes, Magazine Luiza, entre outros.
Customer-to-customer (C2C)
O modelo de negócio customer-to-costumer, ou C2C, significa consumidor para consumidor. Ou seja, as vendas de produtos ou serviços dessa modalidade são realizadas através do contato de uma pessoa física com outra. Assim, não é preciso que um vendedor intervenha nessa relação de compra e venda.
Plataformas como OLX, eBay e Mercado Livre, popularizaram a venda de produtos usados. Um bom exemplo desse tipo de e-commerce é o site Enjoei. A plataforma conta com mais de 1,9 milhões de vendedores.
Exemplos de produtos vendidos na modalidade C2C:
Eletrodomésticos;
Objetos de decoração;
Móveis;
Objetos colecionáveis;
Celulares;
Tablets;
Tvs;
Consumer-to-business (C2B)
O modelo consumer to business, ou C2B, é o tipo de e-commerce onde uma pessoa física vende para empresas. Assim, os consumidores possuem a liberdade de definir seus próprios produtos e preços.
Um exemplo muito conhecido desse tipo de comércio são os comércios livres dos royalties, como os comércios de banco de imagem. São eles: Pexels, Unsplash, Freepik, Shutterstock, entre outros.
Essa modalidade possui diversos benefícios, tanto para a empresa, quanto para a pessoa física.
Maior interação do consumidor.
Flexibilidade
Maior alcance
Independência
Business-to-government (B2G)
O modelo business to government, ou B2G, é a venda de produtos ou serviços para o governo.
Essa modalidade é fortemente regulada, pois envolve recursos públicos. Portanto, são feitos acordos que comprovam que a empresa atenderá às necessidades do governo.
Um exemplo dessa modalidade são as fábricas de materiais de construção. Elas fornecem materiais que serão destinados a obras de construção governamentais ou públicas.
Dentro de alguns benefícios do modelo B2G estão o aumento da visibilidade da marca, e o aumento das vendas.
Direct-to-Consumer (D2C)
Outro tipo de e-commerce é o direct to consumer, ou D2C. Nele, quem produz o serviço também vende, sem passar por grandes empresas varejistas, por exemplo.
Esse modelo de negócio possui o benefício de reduzir custos com a contratação de intermediários. Assim, podendo ser investido em demais oportunidades e aprimoramento de canais de vendas.
Um exemplo muito conhecido de D2C é a empresa de cosméticos Avon, que vem a anos trabalhando para fornecer autonomia aos seus revendedores. Assim, os meios mais utilizados para realizar essas vendas são os canais digitais. Neles, os produtos são vendidos diretamente para o cliente final, juntamente de uma comissão por venda feita.
Tipos de e-commerce segundo o canal de vendas
Social commerce (S-commerce)
A Social commerce é a estratégia de venda que utiliza as redes sociais para alcançar mais clientes e consequentemente realizar mais vendas.
Assim, com a popularidade das redes sociais, muitas empresas utilizam as redes para mostrar seus produtos. Desse modo, fica cada vez mais fácil utilizar esses conteúdos a favor das suas vendas.
Dessa forma, é possível realizar a compra de produtos diretamente pelo link de um anúncio ou postagem. Para fazer isso basta inserir os botões com links de comprar agora.
Além disso, algumas redes sociais possuem marketplaces próprios, que auxiliam a venda dos produtos.
Vantagens do S-commerce
Maior visibilidade
Alcance do público alvo
Aproximação com os consumidores
Mobile commerce (M-commerce)
Bom, todos nós sabemos que cada vez mais as vendas são realizadas através de dispositivos móveis. O principal motivo para isso é o fácil acesso da internet por todo mundo. Afinal, permite que se possa fazer compras com apenas poucos cliques.
Portanto, Mobile commerce, ou M-commerce, é um formato de venda por e-commerce feito através de dispositivos móveis como smartphones ou tablets.
Esse canal de venda facilita o caminho até a compra porque é uma forma fácil de ver os produtos e finalizar a compra.
Benefícios do M-commerce:
Aumento das vendas
Proximidade com o cliente
Compras finalizadas de forma mais rápida
TV commerce (T-commerce)
A TV commerce é a união dos canais de Televisão a anúncios do comércio eletrônico. Ou seja, os anúncios são transmitidos no intervalo da programação normal, com as instruções de compra.
Assim, empresas colocam banners e cards na parte superior da programação para que os consumidores possam comprar de forma direta por ali.
Dentre as vantagens do TV commerce estão:
Credibilidade
Interatividade
Experiência única
Aumento das vendas
Exemplos e-commerce
O e-commerce está frequentemente inserido no nosso cotidiano e podem ser encontrados exemplos em diversas empresas.
Separamos alguns exemplos de marcas que estão constantemente inseridas na nossa rotina de compras:
Amazon Brasil
A Amazon é o maior comércio varejista online do mundo, com mais de 95 milhões de usuários e mais de 50 mil vendedores.
A plataforma é conhecida mundialmente por sua alta praticidade e velocidade de entrega de vendas, superando diversos e-commerces já consolidados
Dessa forma, a Amazon reúne em sua plataforma uma ampla quantidade de lojistas e vendedores que anunciam uma ampla quantidade de produtos. Isso permite que os lojistas alcancem um grande público sem a necessidade de desenvolver sua própria plataforma de e-commerce.
Shoppe
A Shoppe é um marketplace que atrai muitos clientes que buscam comprar produtos de forma prática e por um valor em conta. Assim, ela possibilita que vendedores criem suas próprias lojas e vendem seus produtos.
Essa plataforma de vendas online tem mais de 43 milhões de seguidores e 3 milhões de vendedores ativos na plataforma.
Foto: Divulgação/Shoppe
Magazine Luiza
A Magazine Luiza apesar de ser uma loja física originalmente, foi um dos primeiros marketplaces no Brasil. Assim, além de vender seus produtos, a plataforma também permite a venda de produtos de terceiros.
Esse modelo de negócio dá oportunidade para que comerciantes vendam seus produtos e também tenham o suporte de logística necessário.
Foto: Divulgação/Americanas
Shein
A Shein é uma plataforma de fast fashion chinesa que teve um aumento significativo durante a pandemia da Covid 19. Ela cresceu, principalmente, devido a sua grande variedade de produtos por um preço acessível.
Em 2022 a Shein abriu as portas para comerciantes brasileiros venderem seus produtos através da plataforma.
A loja oferece um grande suporte para quem deseja ampliar suas vendas, porque alcança mais consumidores estando em um e-commerce tão famoso.
Loja virtual
Outro exemplo de e-commerce, talvez o principal, é a loja virtual própria. Nela, a loja é criada baseada apenas para uma loja, sem produtos de outras lojas.
Assim, a loja virtual exibe os produtos da loja como sua própria vitrine, realizando a venda por lá. Com a loja virtual própria, a loja não fica limitada a manter suas vendas apenas no ambiente físico. Assim, é possível alcançar cada vez mais clientes e outros públicos.
Por outro lado, quem não tem uma loja física, tem a vantagem de montar sua loja virtual por um baixo custo. Isso porque ela não demanda custos físicos, como aluguel e ponto físico, por exemplo.
Perguntas frequentes sobre e-commerce
Qual é o nicho que mais vende na internet?
Modas e Vestuário lideram as vendas online, sendo 38% delas.
Quais são os maiores e-commerce do Brasil?
Existem diversos e-commerce espalhados pelo mundo inteiro, entretanto, alguns são maiores que outros. No Brasil, os 3 maiores e-commerces em número de acessos são: Mercado Livre: com 364.621.414 acessos Amazon Brasil: com 227.267.108 acessos Shopee: com 173.350.141 acessos
Qual segmento mais cresce no e-commerce?
Um dos segmentos que mais cresce no Brasil na modalidade de e-commerce é a moda. Isso porque produtos de vestuário, calçados e acessórios têm uma grande procura.
Qual a melhor plataforma de e-commerce para iniciantes?
Existem muitas opções de plataformas de e-commerce, dentre elas estão: Nuvem shop WooCommerce Magento Mercado Livre Dooca Bagy
Qual é a diferença entre e-commerce e marketplace?
Tanto o e-commerce quanto o marketplace fazem vendas online. Entretanto, o e-commerce é uma loja virtual específica para uma loja vender seus produtos ou serviços. Por outro lado, o marketplace é uma empresa que intermedia a compra e venda entre vários vendedores e compradores.
O que preciso para abrir um e-commerce?
Para abrir um e-commerce existem alguns passos, dentre eles estão: Faça um planejamento de negócio Defina um nicho. Conheça seu público alvo Escolha uma plataforma de e-commerce Escolha bons fornecedores Defina os métodos de pagamento Escolha uma boa logística
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