MEI para ME: Passo a passo completo

MEI para ME: Passo a passo completo

No momento que um Microempreendedor individual (MEI) começa a ampliar seus negócios, consequentemente seu negócio começa a alcançar um público maior. Dessa forma, chega a hora de migrar para outra modalidade de empresa.

Mas talvez você se pergunte – Por que isso é necessário?

A mudança pode ser feita por opção própria do efpreendedor ou por obrigação.

Assim, quando o empreendedor descumpre alguma exigência estabelecida para ele ser mantido como MEI é necessário que ele faça o desenquadramento.

Dessa forma, existe alguns fatores que podem fazer com que essa mudança seja necessária, são eles:

  • Ultrapassar o faturamento anual (R$81mil);
  • Contratação de mais de um funcionário;
  • Virar sócio de uma empresa;
  • Abertura de filial ou empresa;
  • Exercer atividades não regulamentadas pelo MEI.

Portanto, para facilitar o processo de transição, separamos um texto completo com todas as informações necessárias para te ajudar nesse momento.

A imagem mostra várias pessoas em uma sala, interagindo perto de uma parede de vidro coberta com post-its coloridos. As faces das pessoas estão obscurecidas para manter a privacidade.

Várias pessoas estão reunidas em um ambiente interno, possivelmente um escritório ou sala de reuniões. A parede de vidro ao fundo está coberta com post-its coloridos, indicando uma sessão de brainstorming ou planejamento. Algumas palavras e desenhos são visíveis nos post-its, mas não são claramente legíveis. As pessoas parecem estar em uma discussão animada ou colaborativa, embora suas emoções específicas não possam ser determinadas. O ambiente é moderno e bem iluminado, com outras salas visíveis ao fundo através da parede de vidro.

Passo a passo para migrar de MEI para ME

Após você entender as principais diferenças do MEI para a ME. Confira a seguir um passo a passo para poder realizar essa migração da forma correta.

1. Acessar o Portal do Simples Nacional

O primeiro passo é acessar o Portal do Simples Nacional e solicitar o desenquadramento do MEI.

Desse modo, no caso de ser uma mudança automática, só é preciso confirmar o processo no portal. Confira exemplos de mudanças automáticas:

  • Alteração da natureza jurídica para Empreendedor Individual (EI) ou Sociedade Limitada Unilateral (SLU);
  • Abertura de filial;
  • Virar sócio de uma empresa;
  • inclusão de CNAE não permitida ao MEI;
  • Deixar de realizar o pagamento do DAS-MEI;

Entretanto, se a mudança for devido ao crescimento do faturamento, é necessário gerar outro DAS para realizar a quitação do valor que excedeu.

  • Faturamento inferior a 20% do limite máximo (R$81mil): Efetuar o pagamento normalmente do DAS-MEI. Após isso, é preciso gerar um novo DAS referente ao valor que excedeu e realizar o pagamento na data prevista.
  • Faturamento superior a 20% do limite máximo (R$81mil): Efetuar o pagamento do DAS-MEI e levar em consideração os impostos retroativos ao início do ano em que o aumento ocorreu. 

2. Comunique a Junta Comercial do seu estado

Para realizar esse processo, é necessário comunicar para a junta comercial do seu estado o processo de migração de MEI para ME. Para isso, é necessário apresentar alguns documentos, como:

  • Formulário de desenquadramento;
  • Comunicação de desenquadramento do Simei;
  • Contrato social ou semelhante;
  • Requerimento solicitando ao presidente da Junta Comercial o desenquadramento da sua empresa.

3. Atualizar os dados cadastrais

Bom, agora esse é o momento de realizar a atualização dos dados da empresa na junta comercial. Dentre eles estão, os dados cadastrais, a Razão Social e o Capital Social.

Dessa forma, além de ser realizada a atualização dos dados na junta comercial, é necessário atualizar os dados na prefeitura da sua cidade juntamente dos órgãos, como SEFAZ (Secretaria do Estado da Fazenda).

Vale lembrar que esse passo é essencial para garantir que ocorrerá a alteração dos dados.

4. Escolha o regime tributário

Após realizar o desenquadramento da sua empresa é necessário escolher o regime tributário que o seu ME irá se enquadrar, são eles:

  • Simples Nacional: O Simples Nacional é um regime tributário de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicados em microempresas e pequenas empresas.
  • Lucro Real: O Lucro Real permite que a empresa calcule seus impostos com base na lucratividade de um determinado período.
  • Lucro Presumido: O Lucro Presumido é geralmente aplicado a empresas de pequeno porte que não se enquadram no regime do Simples Nacional.

Segunda opção para mudar de MEI para ME

Então, além da opção apresentada, existe uma segunda opção para quem deseja cancelar o MEI e se tornar ME, segue os passos abaixo:

1. Baixa do MEI

  1. Acesse o Portal do Empreendedor;
  2. Clique na opção “Já sou MEI”;
  3. Clique na opção “Baixa da empresa;
  4. Realize o login na sua conta e preencha os dados;
  5. Realize o pagamento do DAS-MEI no Programa Gerador de Das do Microempreendedor Individual (PGMEI)

2. Abertura da ME

Após realizar a baixa do MEI, é necessário seguir um passo a passo para iniciar a abertura do seu ME. Os passos, são:

  1. Defina a razão social e o nome fantasia;
  2. Contrate um contador;
  3. Determine a atividade da sua empresa;
  4. Defina a natureza jurídica: Sociedade Empresária Limitada, Sociedade Limitada Unipessoal, Sociedade Simples, Empresário Individual;
  5. Escolha o regime tributário: Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real.
  6. Defina o CNAE;
  7. Elabore o contrato social;
  8. Registre a empresa na Junta Comercial;
  9. Consiga os alvará necessários;
  10. Obtenha a inscrição estadual.

Qual a diferença de MEI para ME?

MEI

MEI, sigla para Microempreendedor Individual, é um profissional autônomo que realiza a venda de produtos ou serviços dentro das atividades impostas. Dessa forma, em comparação a outras modalidades, o MEI possui algumas vantagens, como, impostos reduzidos. Além de possuir direitos como aposentadoria e salário maternidade.

Assim, o MEI foi criado com o objetivo de formalizar as atividades de trabalhadores brasileiros que não tinham amparo legal ou segurança jurídica.

Requisitos para ser MEI:

  • Possuir faturamento anual de até R$81 mil;
  • Possuir apenas 1 funcionário com mais de 16 anos;
  • Não ser sócio ou titular de uma empresa;
  • Exercer apenas as atividades impostas para a categoria.
A pessoa na imagem está olhando para dentro de uma sacola de papel pardo que está sobre uma mesa.

A imagem mostra uma pessoa interagindo com uma sacola de papel pardo. A pessoa está vestida com uma blusa branca de manga longa e calças escuras. O rosto da pessoa foi desfocado para preservar a privacidade. A sacola parece estar em cima de uma mesa ou superfície similar. Ao fundo, há uma janela coberta por cortinas, permitindo a entrada de luz natural no ambiente interno. Há um radiador visível sob a janela, indicando um ambiente interior climatizado.

ME

ME é a sigla para Microempresa, é um dos portes que uma empresa pode escolher. Ela é a principal escolha para a empresa que já não se encaixa como MEI, porque permite mais funcionários e um faturamento anual maior.

O faturamento anual da ME é de até R$360 mil por ano, possuindo uma grande vantagem comparado ao MEI que possui um faturamento limite de R$81 mil por ano.

Requisitos para ser ME:

  • Possui rendimento bruto de até R$360 mil por ano.
  • Possui até 9 colaboradores no ramo do comércio ou serviços e até 19 no ramo da indústria.
  • Exerce uma atividade que esteja apenas no escopo do Simples Nacional.

Quais são os impostos que a ME paga?

A ME (Microempresa) é uma modalidade de empresa que possui alguns impostos, são eles:

  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social): Contribuição Social calculado de acordo com o faturamento bruto da empresa.
  • CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido): Tributo recolhido a partir do lucro líquido de um período, antes do imposto de renda. Tem como finalidade custear a Seguridade Social.
  • CPP (Contribuição Previdenciária Patronal): Imposto pago por todas as empresas optantes do Simples Nacional, varia de valor de acordo com a atividade econômica da empresa.
  • IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica): Imposto que deve apurar o IRPJ com base no lucro, que pode ser real, presumido ou arbitrado.
  • PIS (Programa de Integração Social): Imposto pago para trabalhadores que possuem carteira assinada, garantindo o seguro – desemprego e abono dos colaboradores.
  • ISS (Imposto Sobre Serviços): Tributo que deve ser efetuado em todas as empresas e profissionais autônomos que realizam a prestação de serviços.

Motivos para migrar de MEI para ME

1- Contratação de mais funcionários

Quando uma empresa começa a crescer, consequentemente as demandas aumentam. Assim, o ideal a se pensar é a contratação de novos funcionários para delegar essas atividades.

Desse modo, na modalidade de MEI não é possível possuir mais de um funcionário. Entretanto, na ME é possível possuir até 9 colaboradores no ramo do comércio ou serviços e até 19 no ramo da indústria.

A imagem captura uma cena de quatro indivíduos sentados ao redor de uma mesa de madeira, cada um concentrado em seu laptop. O ambiente parece ser uma sala aconchegante e bem iluminada, com interiores de madeira.

2 – Aumento do faturamento

O aumento do faturamento de uma empresa pode mudar conforme o seu crescimento. Desse modo, o MEI é uma modalidade de empresa que possui faturamento anual de até R$81 mil. No caso desse valor ultrapassar o limite previsto, o MEI deverá mudar a situação da empresa.

Dessa forma, mudar a situação para ME pode ser a melhor opção do momento, porque esse modelo tem um faturamento anual maior (R$360 mil), um maior número de limite de funcionários e diversos outros benefícios tributários.

A imagem captura uma representação criativa e simbólica de crescimento e investimento. Um pequeno broto de planta com duas folhas verdes vibrantes está crescendo no meio de uma pilha de moedas, sugerindo temas de crescimento financeiro ou investimento com resultados positivos.

4 – Exercer uma atividade não permitida

Além da sua atividade principal, o MEI pode registrar até 15 atividades secundárias.

Dessa forma, algumas atividades não são permitidas que o MEI exerça, e no caso do empreendedor desejar exercer a atividade, ele deve solicitar o desenquadramento como MEI.

Lista de atividades não permitidas para MEI

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As pessoas também perguntam

Quando o MEI passa a ser ME?

  • Ultrapassar o limite de faturamento anual (R$81 mil);
  • Ultrapassar o limite de funcionários (Apenas 1);
  • Realizar atividades não enquadradas pelo MEI;
  • Virar sócio ou titular de uma empresa;

Quanto custa passar de MEI para ME?

O desenquadramento do MEI não tem custo algum. Entretanto, o enquadramento como ME possui alguns custos, como:

  • Taxa de registro na junta comercial;
  • Emissão do certificado digital;
  • Taxa de alvará da prefeitura;

Quanto tempo demora para desenquadrar do MEI para ME?

O tempo de duração do processo pode variar de 10 a 25 dias, dependendo exclusivamente das características do processo.

Qual a vantagem de sair do MEI para ME?

  • Existem diversas vantagens de realizar a transição de MEI para ME, dentre elas estão:
  • Aumento do faturamento anual;
  • Possibilidade de contratação de mais funcionários;
  • Diversidade de atividades;
  • Amplas vantagens tributárias;
Cancelar MEI: Passo a passo para cancelar gratuitamente

Cancelar MEI: Passo a passo para cancelar gratuitamente

Muitos empreendedores iniciam sua jornada sendo MEI, porque ele é mais fácil e os benefícios que se tem. Entretanto, esse modelo pode não se encaixar mais como modelo para seu negócio e chega a hora de começar o processo de cancelamento.

Quem quer encerrar as atividades da empresa, ou trocar de porte, precisa cancelar o MEI.

O cancelamento do MEI implica no cancelamento do CNPJ do empresário. Assim, segundo o Portal do Empreendedor, a baixa do CNPJ do MEI também encerra todas as outras inscrições. Além disso, também gera o cancelamento das licenças e dos alvarás concedidos e demais inscrições.

⚠️ Atenção, vale lembrar que após a baixa do MEI, o empreendedor não poderá reativar o seu CNPJ novamente. Dessa forma, se você for criar uma nova empresa, deverá abrir um novo CNPJ.

Portanto, se você deseja cancelar o seu MEI mas não sabe por onde começar, nós preparamos o passo a passo perfeito para você!

Passo a passo para cancelar o MEI

1. Acessar o portal do empreendedor 

Para iniciar o processo de baixa do MEI é necessário entrar no Portal do Empreendedor, em “Já sou MEI” e em “Baixa da empresa”.

Portal do Empreendedor

2. Selecionar a opção de solicitar baixa

Após entrar na aba baixa da empresa, é necessário clicar na opção “Solicitar baixa”. Essa opção irá direcionar você para a área de login.

Portanto, basta inserir seu login e senha e entrar na sua conta Gov.br

⚠️ Atenção, vale lembrar que empreendedores brasileiros que realizaram a formalização até 15/03/2022 poderão realizar a baixa com a conta com nível bronze. O restante dos empreendedores, que se formalizaram após 15/03/2022, precisam ter a conta com nível Prata ou Ouro.

Para empreendedores estrangeiros, no caso da conta ser nível bronze, serão solicitados os dados de identificação civil do empreendedor estrangeiro. Entretanto, caso a conta for nível prata ou ouro, os dados não serão solicitados.

Segundo o portal do empreendedor, os dados de identificação civil do estrangeiro são:

  • O país de nascimento, conforme cadastro CPF; (importante verificar se os dados do CPF estão atualizados junto à Receita Federal).
  • Dados de identificação civil do estrangeiro, conforme cadastro Polícia Federal. São aceitos os seguintes documentos emitidos pela PF:
    • Carteira Nacional de Registro Migratório;
    • Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;
    • e Protocolo de Solicitação de Refúgio.
Portal do Empreendedor

3. Insira o Código de acesso do Simples Nacional

O código de acesso do Simples Nacional é uma sequência numérica que permite acesso a alguns serviços da Receita Federal.

Dessa forma, nessa etapa você precisa informar seu Código de Acesso do Simples Nacional e clicar em continuar.

No caso de você não ter o código de acesso, basta seguir o passo a passo abaixo:

  1. Acesse o Site do Simples Nacional
  2. Acesse a área de Serviços Simei
  3. Vá até o final da aba e selecione a opção “Clique aqui” que fica abaixo de “Usando Código de Acesso”
  4. Informe os dados da sua empresa e clique em continuar;
  5. Anote o seu Código de Acesso;

4. Confira os dados da empresa

Agora é necessário conferir todos os dados da empresa, garantindo que tudo esteja correto para o fazer o cancelamento.

Confira os principais dados:

  • Nome empresarial;
  • CNPJ;
  • CPF;
  • Data de início;
  • Endereço comercial;

5. Assine a declaração de baixa

Após realizar a conferência de todos os dados é necessário assinar a declaração de baixa.

Dessa forma, após assinado o processo não pode ser revertido. No momento em que você clicar em continuar será fornecido um comprovante da situação cadastral.

Esse documento pode ser necessário no futuro, então a recomendação é que ele seja armazenado.

6. Regularizar pagamentos

Após realizar a baixa total do MEI é necessário realizar a regularização dos pagamentos e a declaração referente ao DAS.

Segundo o portal do empreendedor, essa regularização é necessária pois:

Para realizar esse processo basta seguir o passos a seguir:

  1. Entre no site do Programa Gerador de Das do Microempreendedor Individual (PGMEI);
  2. Insira o CNPJ;
  3. Clique em “Emitir guia de pagamento (DAS)”;
  4. Selecione o período das guias pendentes;
  5. Verifique as que estão pendentes e gere o DAS ou clique em pagar online.

7. Gerar a Declaração Anual do Simples Nacional

Após dar baixa no MEI, é necessário gerar e enviar a Declaração Anual do Simples Nacional de Baixa (Situação Especial). Esse documento inclui toda a receita bruta do negócio durante o ano.

Para realizar esse processo, siga os passos a seguir:

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional;
  2. Informe o número do seu CNPJ e clique em continuar;
  3. Clique em Simples Serviços;
  4. Clique na chave do Código de Acesso e PGDAS-D e Defis, do ano que você deseja;
  5. Insira sua chave de acesso;
  6. Clique em “Defis” e depois em Declarar;
  7. Preencha os campos necessários e conclua o processo.
cancelar mei

8. Declarar a extinção do MEI no portal do Simples Nacional

Para finalizar o processo de cancelamento total do MEI é necessário emitir Declaração Anual do Simples Nacional Situação Especial (Extinção).

Para realizar esse processo, basta seguir os passos abaixo:

  1. Acesse o portal DASN SIMEI;
  2. Informe o CNPJ do seu negócio;
  3. Selecione o ano e a opção “Extinção;
  4. Data da baixa do CNPJ;
  5. Informe o faturamento correspondente ao período anterior do MEI;
  6. Envie o formulário e conclua o processo.

Motivos para cancelar o MEI

Os principais motivos que levam um empresário a cancelar o MEI são as falhas na gestão ou porque o faturamento foi ultrapassado. Mas existem outros, confira os principais:

Virar titular ou sócio de uma empresa

O Microempreendedor Individual (MEI) não pode ter mais de CNPJ em seu nome. Ou seja, ele não pode se tornar titular de uma empresa ou ser sócio.

Caso outra empresa for aberta em nome do MEI, ele deve migrar para outra modalidade.

Não pagar o DAS por 12 meses consecutivos

O Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é o documento pelo qual os MEIs pagam seus impostos. É esse pagamento que mantém sua regularidade fiscal e previdenciária.

Assim, se ele não é pago, o MEI perde todos os seus benefícios previdenciários e a permissão para emissão de notas fiscais. Além, é claro, de não estar regularizado perante o fisco.

Possuir mais de um funcionário

O Microempreendedor Individual pode ter apenas um funcionário, segundo a Lei Complementar nº 128/08. Esse colaborador deve ser maior de 16 anos e precisa realizar um exame admissional.

Se houver mais de um funcionário, o MEI precisa trocar o porte da empresa.

Ultrapassar o limite de faturamento anual

O faturamento anual do MEI é de R$81 mil por ano. Portanto, se o valor ultrapassar 20% do limite, o MEI deve migrar para Microempresa (ME) ou para Empresa de Pequeno Porte (EPP).

Além disso, é necessário emitir uma nova guia de pagamento da DAS e recompensar o valor que excedeu.

cancelar mei

Como ter certeza que o MEI foi cancelado?

Realizou todo o processo de cancelamento mas ainda não tem certeza que seu MEI foi cancelado? Pode ficar tranquilo que temos o passo a passo ideal para sanar sua preocupação.

  1. Acessar o site de Consultas Pessoa Jurídica;
  2. Clique no botão “Conferir Comprovante de Inscrição e Situação Cadastral com Código de Autenticidade”;
  3. Preencha seus dados de login e senha na página do gov.br;
  4. Verifique a sua situação cadastral.

Cancelar MEI tem custo?

O encerramento do MEI é totalmente gratuito. É possível realizar o processo inteiro de forma totalmente gratuita através da internet.

Entretanto, se ao cancelar o MEI você ficar com alguma dívida em aberto, podem ocorrer algumas consequências, como:

  • Cobranças Judiciais;
  • Restrições financeiras;

Você pode realizar a consulta se tem alguma pendência através dos seguintes passos:

Dessa forma, o empreendedor precisa pagar a guia do PGMEI em relação às dívidas que estão incluídas na Receita Federal. Caso o valor for muito alto, você pode parcelar em até 60 (sessenta) vezes com a parcela mínima de R$50 (cinquenta reais).

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Há custos para encerrar o MEI?

Não há nenhum custo para encerrar o MEI. No caso de existir alguma pendência que não foi quitada, pode ser que ela apareça no processo de encerramento.

É possível ter dois MEI no mesmo CPF?

Não, não é possível ter mais de um MEI com o mesmo CPF.

Qual o valor máximo que o MEI pode faturar por ano?

O faturamento anual do MEI é de R$81 mil por ano. Portanto, se o faturamento ultrapassar esse valor, provavelmente surgirão multas e será necessário mudar a modalidade de empresa.

Guia para escolher o nome da sua empresa

Guia para escolher o nome da sua empresa

Quando é tomada a decisão de montar uma empresa é preciso tomar várias decisões. Elas vão desde a escolha do tipo da empresa, se será uma MEI, ME, EIRELI, EPP ou EI. Passando pelo sistema de controle do financeiro, do estoque e das vendas. Mas uma das mais importantes e não tão faladas é a escolha do nome para sua empresa.

O principal motivo de ela estar entre as mais importantes, é porque ela será a cara da sua empresa. Ou seja, como ela será chamada e reconhecida. Além disso, influencia na criação de um logo e um slogan. Afinal, você consegue imaginar a Apple com outro nome?

Razão Social x Nome Fantasia

A primeira parte da criação de um nome para sua empresa, é entender a diferença de razão social e nome fantasia.

Ambos precisam ser registrados para que não sejam usados nomes iguais. O nome fantasia pode ser registrado em um registro de patentes, já que não é usado em documentos oficiais. Após registrado, terá ao seu lado o símbolo ®. Por sua vez, a razão social deve ser registrada na Junta Comercial do estado. 

Razão Social

A razão social é o nome oficial da sua empresa. Será o nome ligado ao CNPJ e aos documentos de sua empresa.

É ela que irá aparecer no seu contrato social, notas fiscais e qualquer outra documentação. Por isso, a razão social é única e exclusiva. Isso acaba dificultando sua escolha.

Ela também deve conter a atividade e o enquadramento da empresa. Sendo montado da seguinte forma: “Designação + ATIVIDADE + ENQUADRAMENTO DA EMPRESA”. Formando “Nome da empresa serviço oferecido LTDA”.

Nome fantasia

O nome fantasia é o nome que sua empresa será conhecida. É o seu nome utilizado na fachada da loja, por exemplo. Portanto, o nome da empresa deve se encaixar com o propósito da sua empresa e no que ela representa.

Serve também para o marketing, seja ele online ou não. Quando online, é o nome nas redes sociais, como Facebook, Instagram e qualquer outra que sua empresa ache que seja apropriado. No offline, ele deve estar em cartazes, folders, cartões de visita, o que se encaixa melhor com o propósito da sua empresa. 

Mas agora que entendi o que isso significa, como escolher o nome da minha empresa?

etiqueta branca com texto preto anexada a uma peça de roupa bege. A etiqueta fornece informações sobre a marca e sua localização, oferecendo insights sobre a origem e a qualidade do item

O processo de naming

Naming, nomear em inglês, é justamente isto, dar nome a algo. Em princípio, esse esquema parece simples e fácil, mas é muito mais aprofundado. 

O naming é uma expressão relativamente nova no país. Ele é uma parte do projeto de branding. Ou seja, todo o processo de reconhecimento da empresa, se tratando da identidade; tanto da empresa, como do produto.

Por fazer parte desse processo, ele foca em exercícios e dicas de como criar um bom nome. Algo que vai fazer a marca ser lembrada.

E para que o nome da sua empresa seja lembrado, o naming traz algumas estratégias em sua metodologia. E ainda as características para a escolha do nome, e as características do processo. 

Tipos de nome

  • Descritivos: eles indicam diretamente o que a empresa faz. Dentro disso, eles podem ser simbólicos, trazendo uma comparação com o produto. Mas também podem ser associativos, trazendo uma alusão ao seu produto ou atributos. Eles trazem mais clareza e entendimento do para que serve seu negócio; 
  • Siglas: A sigla é a abreviação de um nome. Sendo assim, elas podem ser geradas por iniciais ou por acrônimos, que são siglas que são faladas como palavras. Portanto, as vantagens de ter uma sigla como nome é que são fáceis de identificar e difíceis de copiar.
  • Inventados: São considerados vazios, por não terem um significado próprio, ou seja, não existirem. Isso não é um contra, porque facilita que as pessoas reconheçam e lembrem do nome, sendo nomes criativos, normalmente. Além de não terem sido usados ainda. 
  • Por experiência: Esses são os nomes de lugares, sentimentos ou experiências dos criadores da marca. Assim, são úteis para empresas que querem ser diferentes, e têm intenção de mostrar que são locais.  
  • Nomes próprios: A primeira vista esse tipo de nome não passa uma boa impressão, já que são menos criativos. Mas, assim que lembramos do McDonalds, ou da Louis Vuitton, por exemplo, vemos que não são tão má ideias assim. Aqui, a parte importante está na sonoridade do nome e de sua importância. Evite nomes comuns, busque nomes de pessoas que foram importantes.
elegante fachada de uma loja Louis Vuitton, destacando o contraste entre o moderno letreiro iluminado da marca e os detalhes arquitetônicos clássicos do edifício

Metodologia do naming

Essa parte do processo é dividida em etapas. São elas a investigação, o brainstorm, a filtragem, a análise e o registro.

Investigação

A primeira etapa. Essa é etapa de levantamento de dados e análise da concorrência. Esse levantamento de dados acontece conhecendo sua empresa, sabendo qual seu propósito e objetivo. Assim, tome cuidado para não escolher um nome contraditório e que não tenha nada que lembre seu produto.

Tenha em mente seu público-alvo na hora da criação do nome. Lembre-se que é ele que você tem que agradar. E que ele que terá que lembrar

Também é importante analisar a concorrência. Afinal ninguém quer ter um nome parecido com seu concorrente. 

Brainstorm

Brainstorm, ou tempestade de ideias, é a parte principal do processo de criação. É a fase onde todas as ideias de nomes surgem, onde tudo é válido.

Nessa etapa, nada é descartado. Quanto mais opções, melhor (menos o nome do seu concorrente).

Existem diversas formas de fazer um brainstorm. Escolha uma palavra que defina seu produto, transmita sua mensagem aos clientes e represente sua marca. Você pode montar uma equipe para esta etapa ou fazer sozinho.

Pode pesquisar nos mecanismos de pesquisa na internet ou em livros, imagens, o que estiver ao seu alcance. Anote todas as palavras parecidas ou o que vier à mente. 

Por fim, descarte as que podem ser ofensivas, podem gerar confusão ou simplesmente não se adaptarem ao que você espera. Não as classifique como ruins, e não jogue fora suas anotações, já que elas podem ser úteis futuramente. 

Filtragem

Esse é o processo de avaliação do que passou pela fase final do brainstorm. Aqui é onde são levadas em conta as características do processo.

Mas o que isso quer dizer?

Assim, depois de chegar em uma lista um pouco menor, você precisa avaliar se as suas escolhas se adaptam com essas características. São elas:

  • Facilidade: Esse nome é fácil de pronunciar? É fácil de escrever? Fale em voz alta os nomes e avalie a sua sonoridade. Tenha certeza de que ele será fácil de lembrar, escrever e falar.
  • Expressão: O propósito da sua marca está evidenciado nesse nome? Assim como sua personalidade? O nome deve retomar o produto ou serviço da sua empresa, então ele não pode ser contraditório ou lícito. Assim, pense no seu público-alvo e se ele irá se identificar com o nome escolhido.
  • Distinção: Aqui você garante que o nome escolhido será único, distinto da sua concorrência e se ele se destaca entre os outros.
  • Memorização: É um nome fácil de lembrar? Seu cliente deve ser capaz de lembrar do nome ao pensar no ramo do seu negócio.
  • Aparência: Aqui a sonoridade entra mais uma vez. Portanto, o nome deve ser agradável, de ler, ouvir e ver. Essa parte também é importante em relação a definição do logo. Já que muitas vezes o nome se associa ao logo.
  • Disponibilidade: Tenha certeza de que nenhuma outra empresa, principalmente as da sua área, tenham esse nome ou algo semelhante. O seu marketing também é importante aqui. Ao criar redes sociais, sites, blogs ou algo que precise ter um usuário ou url, garanta que o nome está disponível.
  • Versatilidade: Caso escolha um nome em outra língua, tenha certeza da tradução e dos significados. Isso é de suma importância caso sua empresa resolva expandir os negócios para outro país. 

Registro

Como citado nas características, seu nome precisa ser único, para isso verifique a disponibilidade nos órgãos responsáveis. Assim que seu nome for escolhido ou criado, realize o registro. Isso serve para que nenhuma outra empresa tenha um nome igual ao seu. 

Pessoa segurando um iPhone, que exibe a tela da câmera com uma imagem do logo da Nike em um fundo vermelho, correspondendo à cor da roupa que a pessoa está vestindo.  O registro visual captura a sinergia entre tecnologia e marcas populares.

Logotipo

Além de todo esse processo para a escolha do nome da sua empresa, há ainda a escolha do logo. Provavelmente essa é uma parte que você não irá fazer sozinho.

Portanto busque auxílio de empresas publicitárias que têm um maior conhecimento na área. Também tente manter um padrão da arte do nome e da arte do logotipo. O que pode facilitar todo o processo.

Genericídio

Regularmente vemos nomes de marcas que viram sinônimos de produtos. Entre elas estão a Gillette e a Bombril, o que vêm à mente ao se falar de lâminas e lã de aço, respectivamente. E pode parecer que elas chegaram no ideal que se espera ao escolher um nome.

Mas nem sempre isso pode ser considerado algo bom. Pode ser bom para a marca que acaba ganhando reconhecimento. Mas juridicamente não é assim.

Isso acontece porque muitas vezes esses nomes acabam se tornando nomes de domínio público e as marcas se tornam genéricas. O que faz com que elas possam perder os direitos sobre elas.

É o caso da aspirina. Aspirina é o nome utilizado pela Bayer para o composto ácido acetilsalicílico. Em muitos países a Bayer continua com a patente do nome do remédio, mas nos EUA a marca já é considerada genérica.

Ferramentas de naming

Se mesmo depois de todos esses passos você e sua equipe não conseguiram escolher um nome, é hora de procurar ajuda. Para isso, existem diversos profissionais nessa área que podem prestar consultoria a sua empresa.

Ademais, existem ferramentas que podem lhe auxiliar. No Google Forms você pode fazer enquetes, no Word Safety você pode checar palavras que podem não ser a melhor escolha.

Dicas para escolher o nome da sua empresa

Personifique seu empreendimento

Imagine sua empresa como se ela fosse uma pessoa. Pense em todas as características que ela teria e como seria a sua personalidade.

Faça essa definição do que pode ser relacionado e parta dessa ideia para escolher o nome mais adequado à sua identidade jurídica. Lembre-se de que vai ser por meio dele que a sua empresa se comunicará com o mercado. Então escolha bem!

Planeje-se

De nada adianta você elencar muitas opções de nomes sem que estas opções estejam realmente ligadas com o seu negócio. O nome será a identidade de sua empresa. Só de ler o nome da empresa, um potencial cliente já deve saber do que se trata o seu negócio.

Por isso é de fundamental importância realizar um estudo aprofundado da concorrência. A partir de então se verificam os nomes já existentes no mesmo nicho. Depois, se avalia se estes nomes foram bem aceitos ou não pelo público.

Fazendo este estudo se tem uma base para a criação do nome de sua empresa. Também, se saberá identificar os motivos que determinados nomes já existentes tiverem ou não uma aceitação pelo público. Todo este processo, desde o planejamento e estudo do mercado até a criação do nome de seu empreendimento, é chamado de naming.

Esteja atento às questões legais

Ao finalmente decidir por um nome é preciso verificar sua disponibilidade para registro. Para isso, deve-se verificar se o mesmo já existe nas Juntas Comerciais Estaduais e no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). A denominação social é relacionada à antecedência, o que significa que quem registra o nome primeiro ganha o direito de usá-lo.

Para não correr riscos e não poder fazer o registro, trate de fazer uma lista com várias opções. É importante ter o plano b, mas lembre-se: Os possíveis nomes não podem ser escolhidos de uma forma aleatória. Estude!

nome “PHILIPP” em letras grandes e iluminadas, fixadas na parede exterior de um edifício de tijolos vermelhos com janelas escuras.  A combinação entre as letras brilhantes e os elementos arquitetônicos escuros cria um contraste interessante

Entenda as designações

Uma empresa precisa ter três designações com funções específicas, são elas:

  • Denominação social: é o nome legal da empresa. Deve ser relacionada à sua natureza jurídica da sociedade — como Ltda, S/A e Empresa Individual, por exemplo
  • Marca: faz parte da propriedade industrial, e é concedida pelo Governo Federal por meio do INPI. Isso garantirá o uso exclusivo da marca em todo o território nacional.
  • Nome fantasia: é o título de que a empresa se utiliza para fazer referência a seu negócio.

Cuidado com referências geográficas

Se o seu negócio é escalável ou você quer abrir filiais, não use referências geográficas. Mesmo que implícitas elas podem limitar sua área de atuação. Então nada de associar seu nome à rua, ao bairro ou à região em que seu negócio está localizado.

Escolha um nome de fácil memorização

Uma forte tendência atual é a escolha de nomes pequenos, que sejam simples de guardar, de escrever e de pronunciar. A grafia deve ser de fácil escrita, para que a pesquisa seja fácil e possível fazer referências a ela da maneira correta. Nada de colocar seu sobrenome russo como o nome do negócio! Evite termos estrangeiros pouco conhecidos, letras mudas — como aquele dispensável no final — e símbolos muito chamativos.

Criar um nome curto e original para a sua empresa não é fácil. Deve ser fácil de identificar e representar bem a empresa. Mas sem dúvida é um fator que pode potencializar a sua empresa em relação à concorrência.

Seguir estes padrões tornarão a sua empresa conhecida. Um cliente não terá dúvidas em optar por uma marca que a grande maioria das pessoas conhecem em detrimento de outra pouco conhecida.

Portanto, além de representar uma identidade, a escolha de um bom nome pode ser fundamental para a obtenção de clientes. Isso porque quando determinada pessoa está buscando um produto ou serviço, o nome será a primeira referência. Somente depois ele irá buscar outras informações.

Criatividade

Nomes curtos, que sejam de fácil memorização e pronúncia, evitar termos estrangeiros…

Todos estes fatores são importantes para a construção de uma marca, é necessário manter este padrão, como falamos anteriormente. Mas lembre-se, não esqueça de buscar um diferencial, seja criativo! Seguir os padrões citados não pode inibir a sua criatividade.

De nada adianta seguir todas essas dicas e criar um nome que seja parecido com o da concorrência. Isso faz com que você perca um possível cliente, justamente por sua empresa não possuir um nome realmente próprio e com identidade.

Logicamente é difícil encontrar um nome que seja único e diferenciado, tendo em conta o número cada vez maior de empresas no mercado. Mas seguindo estas dicas, fazendo um estudo de concorrência é possível criar um diferencial. E é claro: Pense fora da caixa, estimule a sua criatividade!

Pois bem, agora que você já leu nossas dicas, está pronto para escolher o nome da sua empresa. Então escolha um bem marcante, mas acessível, e seja lembrado em todos os momentos! Comente aqui e compartilhe conosco sua lista de nomes já descartados. Quem sabe eles não inspiram outras pessoas?

Considerações finais

“O nome certo é atemporal, não cansa, é fácil de dizer e lembrar; ele representa alguma coisa e facilita as extensões da marca. Seu som tem ritmo. Ele é fantástico no texto de um e-mail e no logotipo. Um nome bem escolhido é um ativo de marca fundamental e está sempre trabalhando.” (WHEELER, Alina. Design de identidade da marca)

Enfim, podemos concluir que o processo de dar nome a sua empresa não é tarefa fácil. Seguindo os passos aqui, garantindo que o nome combine com sua empresa e não seja plágio, o sucesso do nome é garantido!

Micro e pequenas empresas: Qual a importância para o Brasil

Micro e pequenas empresas: Qual a importância para o Brasil

O Brasil é um país de empreendedores. Muitos brasileiros têm ideias de novos negócios e as concretizam como micro e pequenas empresas. Isso acontece, principalmente, pelas vantagens que esse setor proporciona. Entre essas vantagens, pode citar a pouca burocracia, o acesso a linhas de crédito e o pagamento de tributos facilitado.

Muita gente acha que são apenas as empresas grandes ou multinacionais que fazem a economia ir para frente, mas não é bem assim. Hoje, as micro e pequenas empresas, ou MPEs, correspondem a 53% do PIB do comércio brasileiro. Confira porque as micro e pequenas empresas são tão importantes para o Brasil!

O que é uma microempresa?

Uma microempresa é uma empresa com faturamento anual de até R$ 360 mil e que pode empregar 9 pessoas se do comércio ou 19 se for indústria. Esse tipo de empresa possui algumas vantagens em relação aos outros tipos, como uma menor burocracia, por exemplo.

Assim, a microempresa (ME) também se enquadra no Simples Nacional, o regime tributário que define a forma de pagamento dos impostos pela empresa. Nele, a ME pode pagar alíquotas menores de imposto.

E o que é uma pequena empresa?

Uma pequena empresa é uma empresa que fatura até R$ 4,8 milhões anualmente e pode ter até 49 funcionários no comércio ou até 99 na indústria. A pequena empresa é um tipo de empresa maior que a microempresa, mesmo ainda sendo pequena. Assim, ela também possui alguns benefícios fiscais e de burocracia.

Boa participação no mercado e geração de empregos

Ao contrário do que muitos pensam, as micro e pequenas empresas têm um papel fundamental para promover o crescimento econômico do país. Esses negócios ajudam a criar empregos e renda para a população, o que é uma das causas para a redução das desigualdades sociais.

Segundo dados do IBGE, as empresas de pequeno porte representam 27% do Produto Interno Bruto brasileiro. E, além disso, foram responsáveis por mais de 70% das vagas de emprego abertas em 2023.

Mais flexibilidade e grande abrangência

Uma MPE consegue ter uma grande abrangência porque essas conseguem estar em pequenos municípios e bairros de cidades maiores. Assim, também é possível encontrar uma mão de obra mais facilmente, principalmente dos profissionais que têm mais dificuldade de se realocar.

Essa capacidade de gerar emprego, e a posição geográfica, faz com que as micro e pequenas empresas sejam grande parte das empresas brasileiras.

Mais resistência às mudanças críticas

A alta resistência às mudanças das MPEs é resultado da menor quantidade de funcionários e das facilidades de crédito, assim como menores impostos. Esses negócios são montados para refletir um crescimento de longo prazo. E, seus donos ou gestores costumam ser muito mais obstinados a conservar o empreendimento.

💡 Você também pode gostar: Porte da empresa: quais tipos existem e como definir eles?

Mais créditos e aumento nas exportações brasileiras

Os pequenos negócios ajudam a movimentar o setor de créditos e empréstimos bancários. Isso porque eles têm acesso a melhores opções de financiamento. Entre eles, podemos citar o Sebrae, um serviço social autônomo sem fins lucrativos, mas também utilizando os serviços da rede bancária privada.

Outro setor comercial que se expande com a ação desses negócios é a exportação. Essas vendas têm taxas superiores a 20% ao ano para a área. Nesse caso, os principais produtos são os manufaturados e industriais de menor custo, especialmente para os mercados dos EUA e Canadá.

Os pequenos negócios têm papel de destaque quando se fala sobre crescimento econômico. Isso porque eles respondem por boa parte da geração de empregos no país e contribuem para um grande percentual do PIB brasileiro. Além de sustentar a economia nos momentos de crise, agregam valor aos produtos e serviços em que as suas atividades estão envolvidas.

Conclusão

Portanto, as micro e pequenas empresas são importantíssimas para o crescimento econômico do Brasil. Elas aumentam consideravelmente a geração de empregos porque são responsáveis por 60% dos quase 100 milhões de empregos existentes no país.

Gerando empregos, as micro e pequenas empresas ajudam a reduzir as desigualdades sociais. Mas também acabam proporcionando oportunidades para pessoas que têm dificuldades em ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

Além da altíssima geração de empregos, a contribuição destas empresas para o PIB (Produto Interno Bruto Brasileiro) é de 20%.

Exemplo disso são profissionais com mais de 40 ou 50 anos que buscam se recolocar no mercado. Também pessoas ainda sem experiência e que têm dificuldades para conseguir um primeiro emprego. Ou pessoas com formação incompleta ou recém formado, que também possuem dificuldades em ingressar definitivamente no mercado.

Em meio a esta dificuldade e alta exigência do mercado, as micro e pequenas empresas são uma alternativa. É interessante saber que o faturamento dessas empresas vem crescendo acima do ritmo médio da economia do país.

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Soluções na nuvem: Como elas ajudam ao abrir uma empresa

Soluções na nuvem: Como elas ajudam ao abrir uma empresa

Ao abrir um negócio, o dono precisa se preocupar em colocar o negócio para rodar. Assim, qualquer solução para minimizar os esforços e investimentos em uma fase tão conturbada é extremamente bem-vinda.

A nuvem dispensa a compra de infraestrutura física, sendo um dos recursos que mais ajuda os empreendedores a começar suas atividades. Isso, claro, sem que eles tenham que tirar o foco do negócio.

O que é uma solução na nuvem?

A solução na nuvem é a forma de salvar algo em um local que não é físico. Com essa solução, é possível salvar um arquivo online, que pode ser acessado de qualquer lugar que tenha acesso a internet.

Assim, com a nuvem, não há necessidade de instalar sistemas em um computador, fixando seu acesso a apenas um local. Uma das principais vantagens da nuvem é, além de poder ser acessada de qualquer lugar, é que não há risco de perda. Isso porque não há arquivo físico para perder.

Se o arquivo está salvo no computador e o computador quebrar, automaticamente você perde o arquivo. O banco de dados de uma solução na nuvem garante total segurança contra perdas.

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Entregue a TI para os experts

Uma das maiores preocupações de um novo dono de negócio é ter os sistemas que os seus funcionários precisam para trabalhar. Ao adotar soluções na nuvem, só é preciso contratar um serviço disponível na web. Esse, exige apenas um cadastro no site do fornecedor e dispensa tarefas trabalhosas e complexas, como instalações e manutenções.

Otimize os gastos

Um dos grandes benefícios da adoção de soluções na nuvem na hora de abrir um negócio é o baixo custo. Os sistemas que ajudam nas operações da empresa são de valor acessível, podendo ser negociáveis em relação ao tamanho da empresa.

Dessa forma, não é preciso fazer grandes investimentos em máquinas e softwares no início. Isso alivia o fluxo de caixa no início da operação, evitando que a empresa tenha dívidas.

Ganhe flexibilidade com soluções na nuvem

Negócios em ascensão possuem diversos caminhos a serem seguidos quando o assunto é faturamento. Assim, consequentemente, a estrutura que a empresa irá precisar para atender os seus clientes.

Com isso, as soluções na nuvem permitem que o empresário aumente ou diminua a demanda do serviço contratado com o fornecedor. Também, de acordo com as oscilações em seu faturamento. Isso facilita a adaptação a mudanças bruscas no mercado ou no volume de negócios. E essa situação não é rara em empresas que estão iniciando as suas atividades.

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Aproveite a conectividade

É normal que alguns donos de negócio tenham a necessidade de estar sempre na empresa para garantir que tudo está saindo como planejado. Mas, isso muitas vezes pode dar errado. Por exemplo, líderes que acabam assumindo muitas obrigações e não delegam tarefas ficam sobrecarregados.

Quem conta com uma solução na nuvem não precisa estar sempre presente para saber o que acontece na empresa. Assim, eles podem gerar e analisar relatórios e tomar decisões assertivas mesmo a distância. Além, é claro, de focar no que realmente importa e pode ser feito.

Ultrapasse a concorrência com soluções na nuvem

Por soluções na nuvem terem um preço mais acessível, as micro e pequenas empresas também conseguem aproveitar as funcionalidades dela. Assim, o que antes estava restrito apenas a grandes organizações, também alcança pequenos negócios.

O armazenamento de dados é um dos principais serviços das soluções na nuvem, uma vez que ele pode ser compartilhado e acessado de qualquer lugar. Assim, a solução na nuvem também é utilizada em sistemas, que acompanham o desempenho da equipe.

Os sistemas para gestão financeira e de estoque identificam oportunidades de reduzir os custos e assim, melhorar a gestão como um todo. Isso, por consequência, aumenta a competitividade.

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