Controle de Estoque para Livrarias: dicas para melhor a gestão

Controle de Estoque para Livrarias: dicas para melhor a gestão

Na gestão de uma livraria, o controle de estoque é um dos pontos mais importantes quando se trata de oferecer um atendimento eficiente e satisfatório segundo às demandas dos clientes. Ao manter um registro preciso dos itens em estoque, é possível evitar situações em que um livro procurado esteja indisponível. Isso melhora a experiência do cliente e aumenta as chances de fidelização, já que os clientes tendem a valorizar a disponibilidade imediata dos produtos que desejam.

Existem alguns fatores específicos em uma livraria que o gestor precisa considerar, como conhecer o nível de aceitação e movimentação dos principais títulos, sabendo assim quais devem receber maior visibilidade e disponibilidade para venda em períodos específicos.

Nesse texto vamos mostrar algumas dicas de como fazer uma boa gestão de estoque em livrarias.

A importância estratégica do controle de estoque em livrarias

O controle de estoque desempenha um papel crucial na gestão de livrarias, contribuindo diretamente para sua importância estratégica.

Esse controle adequado do inventário de livros disponíveis para venda está intimamente ligado à gestão financeira da livraria. Quando se monitora adequadamente os níveis de estoque, os proprietários de livrarias podem tomar decisões informadas sobre quando e quanto reabastecer. Isso ajuda a evitar investimentos excessivos em estoque que pode ficar parado, o que poderia comprometer o fluxo de caixa. Por outro lado, a falta de controle de estoque pode levar a necessidade de compras de emergência, geralmente mais caras, para suprir uma demanda não prevista.

Como é feito o controle de estoque para livrarias

O controle de estoque em livrarias é feito com o objetivo de garantir um nível satisfatório de produtos em disponibilidade, garantindo que não haverá falta para os pedidos realizados. Esse controle é importante tanto em lojas físicas quanto em um e-commerce de livraria.

Outro ponto de importância é a otimização dos espaços de armazenamento. Livrarias muitas vezes têm espaço limitado para estocar seus produtos. Um controle eficaz ajuda a determinar quais itens têm maior rotatividade e quais podem a livraria pode manter quantidades menores em estoque. Isso resulta em um uso mais eficiente do espaço disponível, permitindo até mesmo a inclusão de novos títulos em seu inventário.

6 dicas de controle de estoque para livrarias

1 – Determine a quantidade mínima e máxima de cada produto no estoque

Para estipular as quantidades mínimas e máximas de estoque é importante que o gestor conheça o público da livraria, quais temas esse público mais consome, e também as tendências sazonais, causadas por exemplo por novos lançamentos.

Dessa forma, será possível saber quais livros precisam estar sempre em disponibilidade devido à grande demanda, mas também aqueles que vendem menos e não precisam estar disponíveis em grandes quantidades, já que isso significa dinheiro parado em estoque.

2 – Opte por produzir em pequenas quantidades para lançamentos e reposição de Estoque

O lançamento de novos títulos deve ser tratado com atenção, visto que ele serve como uma espécie de termômetro de vendas nos primeiros momentos. Considerando isso, é sempre uma boa prática realizar a impressão e disponibilização de pequenas tiragens nessas ocasiões.

Dessa maneira, será possível controlar o público esperado de acordo com as vendas dessas tiragens menores, e a partir disso é possível se adaptar conforme o aumento ou diminuição da demanda.

3 – Planeje estrategicamente os Ciclos de Produção

Analise os históricos de vendas para identificar quais livros são os mais populares em diferentes épocas do ano.

Esteja atento a tendências literárias, lançamentos de autores renomados e eventos culturais que possam impactar a demanda por certos gêneros ou temas.

Classifique os livros em categorias específicas, como ficção, não ficção, autoajuda, infantil etc. Dessa forma seu público-alvo estará segmentado de maneira a entender as preferências de leitura de diferentes grupos de clientes.

Além disso, isso vai fornecer dados históricos e informações de tendências para fazer previsões de vendas para os próximos períodos.

4 – Realize verificações periódicas

Realizar verificações periódicas de estoque em uma livraria é uma prática fundamental para aprimorar a gestão. Essas verificações regulares ajudam a manter a precisão dos registros de estoque, identificando discrepâncias entre o estoque físico e o sistema. Isso permite correções imediatas, evitando problemas futuros.

Além disso, essas verificações auxiliam na identificação de produtos de baixo desempenho, facilitando a tomada de decisões sobre promoções ou retirada de títulos. Elas também permitem a detecção de danos físicos aos produtos, garantindo a qualidade do estoque.

Em termos de planejamento, verificações regulares preparam a livraria para flutuações sazonais, assegurando que os produtos estejam disponíveis para atender à demanda durante eventos especiais. Financeiramente, essa prática ajuda a reduzir custos ao evitar o acúmulo de produtos obsoletos.

Portanto, ao realizar verificações periódicas você não apenas garante não integridade do estoque, mas também fortalece a gestão ao garantir registros precisos. Além disso, ajuda a identificar problemas, otimizar recursos e responder efetivamente às mudanças no mercado.

Controle de de estoque para livrarias

5 – Estabeleça um parceiro de impressão para baixas tiragens

Ter um parceiro de impressão de baixas tiragens pode trazer benefícios significativos para a gestão de uma livraria. Essa parceria oferece uma solução eficaz para gerenciar a oferta de títulos menos procurados, melhorar a eficiência operacional e proporcionar uma experiência mais personalizada para os clientes.

Primeiramente, essa abordagem permite que a livraria mantenha um catálogo mais diversificado sem a necessidade de manter grandes estoques de cada título. Isso é especialmente benéfico para livros de nicho ou edições limitadas, onde a demanda pode ser menor. Em vez de investir em grandes quantidades de impressão, a livraria pode solicitar baixas tiragens conforme necessário, evitando o risco de excesso de estoque e desperdício.

Além disso, essa parceria simplifica a gestão de estoque. Em vez de ter que manter um estoque constante de títulos de baixa demanda, a livraria pode fazer pedidos sob demanda, reduzindo o espaço necessário para armazenamento. Isso também elimina a necessidade de realizar verificações de estoque frequentes para esses produtos específicos.

A eficiência operacional é aprimorada, uma vez que a parceria de impressão sob demanda elimina a espera por reimpressões e minimiza os custos associados ao transporte e armazenamento excessivo de livros. Isso também se traduz em redução de custos operacionais, já que a livraria só imprime o que é necessário.

Além disso, a impressão sob demanda possibilita uma abordagem mais personalizada. Os clientes podem solicitar títulos específicos mesmo que não estejam em estoque, e a livraria pode atender a essas solicitações sem problemas. Isso cria uma experiência mais satisfatória para os clientes, aumentando sua fidelidade.

6 – Utilize ferramentas automatizadas para controlar o estoque da livraria

No mundo dinâmico do varejo de livros, a gestão eficiente do estoque é fundamental para garantir que os títulos certos estejam disponíveis para os clientes no momento certo.

Imagine uma livraria onde o estoque é monitorado em tempo real, sem a necessidade de verificações manuais. Isso é possível com um sistema automatizado de controle de estoque.

Com esse sistema, os níveis de estoque são atualizados automaticamente à medida que as vendas e reabastecimentos ocorrem. Isso não apenas elimina a margem de erro associada a contagens manuais, mas também permite que os gerentes e proprietários tenham uma visão precisa e atualizada do estoque a qualquer momento.

O eGestor é uma sistema de gestão que, além de automatizar todo seu controle de estoque, também pode fazer a integração com o toda a gestão financeira da livraria, permitindo o rastreamento de vendas para acompanhar o desempenho de cada título em tempo real.

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Impostos Municipais: Quais são e como pagar

Impostos Municipais: Quais são e como pagar

Impostos Municipais são taxas e tributos recolhidos pela prefeitura de uma determinada cidade. É através da arrecadação dos impostos que o município consegue ofertar serviços à população, como saúde e segurança, por exemplo.

A responsabilidade da emissão dos tributos é da administração pública municipal. Além disso, a fiscalização dos tributos é do Fisco Municipal, que garante o cumprimento da legislação.

Contudo, o não pagamento de impostos gera ao contribuinte a cobrança de multas e taxas, correndo o risco da dívida ir para os órgãos de restrição ao crédito.

No texto a seguir explicamos mais informações sobre os impostos municipais e suas diferenças entre os estaduais e federais.

Impostos Municipais, o que são?

Os Impostos Municipais são todos os tributos e taxas que a população física e jurídica de uma cidade paga ao governo municipal. Seu pagamento possibilita à prefeitura oferecer serviços à população moradora, como segurança e iluminação na rua, por exemplo.

Desse modo, todos os cidadãos pagam impostos ao município, seja de forma direta ou indireta.

Quais são os Impostos Municipais?

IPTU – Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana

O IPTU é o Imposto sobre Propriedade Territorial Urbana, ou seja, é um imposto que incide sobre a propriedade construída no meio urbano. Todos os proprietários de imóveis, sejam comerciais ou residenciais, devem pagar esse imposto. O seu fato gerador é a propriedade, o bem imóvel, e a base de cálculo é o valor venal do mesmo.

ISS – Impostos Sobre Serviços

O ISS é o imposto Sobre Serviços, também chamado de ISSQN, ou Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza. Todas as empresas e pessoas jurídicas, além dos profissionais autônomos, que prestam serviços devem fazer o pagamento desse imposto.

O fato gerador do ISSQN é a prestação de serviço, contudo, não é qualquer serviço que gera a cobrança do tributo. A Lei Complementar 116/2003, contempla os serviços que cobram ISSQN e sua base de cálculo é o preço de serviço realizado.

ITBI – Impostos de Transmissão de Bens Imóveis

O Impostos de Transmissão de Bens Imóveis é um imposto sobre vendas ou transferências de imóveis. Ele incide em todas as vendas ou transferências e o não pagamento impossibilita a realização dessa atividade.

O fato gerador é a atividade de transferência de imóvel, sua base de cálculo é o valor do imóvel, levando em consideração as condições de mercado.

Em síntese, o ITBI é um imposto sobre vendas ou transferências de imóveis.

Contribuição de melhoria

A Contribuição de Melhoria é um imposto cobrado quando a prefeitura realiza alguma obra ou manutenção que valoriza o imóvel, ou seja, realça o imóvel aumentando o valor venal.

Normalmente cobrado em conjunto com o IPTU, seu fato gerador é o acréscimo que ocorre no valor do imóvel que está localizado no mesmo lugar da obra de melhoria, agregando valor ao imóvel. Assim, a base de cálculo é a valorização imobiliária decorrente da obra pública.

Taxa de coleta de lixo

A taxa de coleta de lixo é um tributo referente a limpeza urbana realizada pela prefeitura na cidade. Cobrado anualmente, seu fato gerador é a utilização do serviço de coleta de lixo, seja o serviço de coleta ou posto de coleta que fica à disposição da população todos os dias. Assim, sua base de cálculo da taxa de coleta de lixo é o valor anual que a prefeitura gasta com o serviço e o destino do lixo coletado.

Taxa de alvará de licenciamento

A taxa de alvará de licenciamento é um imposto cobrado de empresas para habilitação de funcionamento e emissão de notas fiscais de vendas de produtos ou serviços. O fato gerador dessa taxa é a atividade que a empresa realizará, sua base de cálculo é o valor venal do estabelecimento, assim como área do piso e valor locativo do imóvel.

O que compõe os tributos?

A composição dos tributos são:

  • Fato gerador: é a situação prevista em lei que causa a cobrança de imposto, como o IPTU que possui como o fato gerador um bem imóvel, por exemplo.
  • Contribuinte: é a pessoa relacionada diretamente com o fato gerador, é quem faz o pagamento do tributo.
  • Base de cálculo: é o item sobre o qual é cobrado o imposto. No IPTU a base de cálculo é o valor do imóvel a base de cálculo para a cobrança, por exemplo.
  • Alíquota: é o percentual do valor aplicado na base de cálculo gerando a cobrança, normalmente estipulado em lei.

Como o governo cobra os impostos municipais?

A cobrança dos impostos municipais é feita de forma específica para cada um:

  • IPTU: No início do ano a prefeitura emite as guias para pagamento do imposto, que será pago à vista ou em parcelas. Quando pago à vista, algumas prefeituras concedem um desconto sobre o valor total, mas caso for pago com atraso, ele ocasiona multa. O boleto para pagamento normalmente chega na caixa de correio do imóvel, mas também pode ser emitido através do site da prefeitura.
  • ISS: existem três formas principais de pagar o ISS:
    • na nota fiscal, para prestadores de serviço autônomos;
    • na DAS, para empresa do Simples Nacional;
    • na guia emitida pela prefeitura, para empresas de outros regimes tributários.
  • ITBI: pelo tributo ser pago apenas quando um imóvel é transferido nominalmente, cabe ao novo proprietário solicitar a guia de pagamento no banco credenciado pelo município ou na própria prefeitura.
  • Contribuição de melhoria: a contribuição de melhoria é cobrada apenas quando ocorre a valorização de imóveis, em função de obras públicas.
  • Taxa de coleta de lixo: a taxa de recolhimento de lixo é recolhida pela prefeitura através do IPTU ou de forma individual.
  • Taxa de alvará de licenciamento: a taxa que deve ser paga em função do alvará de licenciamento da empresa deve ser paga quando a empresa solicita o alvará, sendo assim, gerada pelo órgão emissor.

O governo recolhe os impostos municipais das empresas e da população residente conforme o fato gerador de cada um.

A administração utiliza esses valores arrecadados para a manutenção de serviços públicos, infraestrutura da cidade, pagamento de salários dos servidores, seguridade social e previdência social, por exemplo.

Quais são os tipos de impostos municipais?

Existem três tipos de impostos municipais:

  • Imposto: é um tributo cobrado por um fato gerador, seja ele um serviço ou produto.
  • Taxa: incide sobre serviços específicos que o governo oferta. Não é um imposto obrigatório, seu fato gerador é a utilização do serviço ofertado pelo município, como a renovação de algum documento, por exemplo.
  • Contribuições de melhoria: é um tributo cobrado quando o governo municipal faz alguma melhoria na cidade, como a melhoria de infraestrutura, por exemplo.

Cobrança sobre alvará de licenciamento

A partir da solicitação do alvará de licenciamento, existe a cobrança da taxa de alvará de licenciamento. Ainda, quando há manutenção, a taxa também é cobrada. A atividade da empresa e o município definem o valor da taxa.

A prefeitura é o órgão responsável pela emissão da cobrança, para que a empresa possa exercer suas atividades. Desse modo, é um documento obrigatório para todas as empresas com estabelecimento fixo e atendimento ao público, independente do modelo jurídico e tamanho da empresa.

Cobrança de taxas e serviços

O artigo 145 do Sistema Tributário Nacional regulamenta as taxas municipais, divididas em dois tipos:

  • Taxa de serviço: no Código Tributário Nacional (CTN), mais especificamente nos artigos 77.° e 79º, informa quais os serviços que geram cobrança de taxas e a forma de utilização desses serviços pelo contribuinte. O município emite dois tipos de taxa para empresa, a taxa de licenciamento e a taxa de fiscalização sanitária. Já para contribuinte pessoa física, a cobrança acontece somente quando ocorre a utilização do serviço, como a coleta de lixo, por exemplo.
  • Taxa de poder de polícia: é uma taxa referente a segurança pública. Ela é cobrada aos contribuintes que precisam de autorização para realizar suas atividades. Desta forma, ela administra e regula a prática conforme as normas estabelecidas no artigo 78 do CTN.

Diferença entre os tipos de taxas

As diferenças entre as taxas cobradas pelo governo municipal estão na sua natureza e no fato gerador. As taxas de serviço, incidem sobre os serviços executados, enquanto a taxa de polícia, incide sobre situações de segurança pública.

Diferença entre taxa e imposto

A diferença entre taxa e imposto é que a taxa é um tipo de cobrança com fins específicos, a pessoa que realiza o pagamento sabe para onde o dinheiro será pago. Diferente do imposto, onde o valor recolhido pode ter diversos fins, como, para saúde, educação, salários e outros gastos para manutenção da estrutura pública, por exemplo.

Quem recolhe os Impostos Municipais?

A prefeitura faz o recolhimento dos impostos municipais para gestão e administração do município. Assim, é possível o governo municipal conseguir ofertar serviços ao cidadão, como saúde e educação.

Como funcionam os Impostos Municipais?

O funcionamento dos Impostos Municipais variam conforme a sua natureza, cada um possui uma base de cálculo e periodicidade.

Os impostos municipais são de responsabilidade da administração pública do município. Assim, ele é cobrado a todos os cidadãos residentes e as empresas que possuem negócios na cidade.

Todos os municípios brasileiros cobram impostos e o não pagamento gera a cobrança de multas e taxas. Ainda, em alguns casos, o nome do contribuinte pode ir para o órgão de restrição ao crédito.

Quem faz a fiscalização dos tributos municipais?

O Fisco Municipal faz a fiscalização dos tributos municipais, com base em análise de documentos, livros e mercadorias. A lei que contempla a atividade de fiscalização é a Lei n°5.172, artigo 195 do CTN.

Possui como principal objetivo combater a sonegação de impostos, informações falsas de documentos enviados aos órgãos públicos. Assim, eles garantem a aplicabilidade da legislação tributária.

Qual a importância dos impostos municipais?

Os impostos municipais são os valores utilizados para a gestão do município. Com o dinheiro arrecadado por meio de impostos, a administração pública consegue realizar manutenção em infraestrutura, investir em melhores condições e oportunidades para os moradores, maior qualidade de vida com boa saúde, educação e lazer.

O governo municipal não produz. Assim, é de responsabilidade do governo fazer a gestão dos recursos disponibilizados através dos impostos. Esse processo sendo feito de maneira assertiva garante que a população tenha os melhores benefícios.

Como funciona a gestão de impostos nos municípios?

A gestão dos impostos municipais é realizada de acordo com a classificação: espécie e incidência. Assim, cada imposto recolhido possui uma porcentagem destinada para algum setor de serviço ofertado para a população.

Os impostos classificados por espécie são:

  • Tributos vinculados: são tributos pagos que possuem vínculo com o serviço já prestado ou a prestar pela prefeitura, como a contribuição de melhoria, por exemplo.
  • Tributos não vinculados: são tributos que não estão relacionados diretamente a um fim específico, como o imposto, por exemplo.

O município é obrigado pela constituição fazer a seguinte divisão com o valor arrecadado dos impostos:

  • mínimo de 25% em educação
  • mínimo de 15% em saúde

Ou seja, apenas 40% do total arrecadado com o valor dos impostos tem um fim específico, os outros 60% o município tem total liberdade para aplicar onde necessário.

Já os impostos classificados por incidência são:

  • Tributos sobre renda: incide sobre o produto do capital, como a contribuição social e o imposto de renda, por exemplo. Contudo, no município não existem tributos com essa incidência.
  • Tributos sobre patrimônio: incide sobre os imóveis, sejam eles de pessoa física ou jurídica.
  • Tributos sobre consumo: são aqueles que incidem na cadeia produtiva, como o ISSQN.

Quais são os impostos indiretos?

Os impostos que a prefeitura tem acesso indiretamente são pertencentes às esferas estaduais e federais. Segundo a constituição de 1988, uma porcentagem dos impostos arrecadados pela União e pelo Estado devem ser direcionados aos municípios. São eles:

  • 22,5% dos recursos arrecadados pela União
  • 50% do imposto sobre propriedade rural situada no território do município
  • 25% dos recursos arrecadados do ICMS

Qual a diferença entre Impostos Federais, Estaduais e Municipais?

A diferença entres os três tipos de impostos está na esfera que representa.

  • Os Impostos Federais fazem a arrecadação de 60% do valor dos impostos e custeiam os gastos do Estado.
  • Os Impostos Estaduais correspondem a 28% do total de impostos arrecadados, seu objetivo é conseguir financiamentos e investimentos em todo o estado.
  • Os Impostos Municipais são 5,5% do total nacional, seu objetivo é realizar a manutenção da administração do município para conseguir ofertar os serviços a população residente.

Por que existe a subdivisão entre impostos federais, estaduais e municipais?

A subdivisão entre impostos existe porque cada esfera governamental tem uma necessidade e interesse diferente. Dessa forma, cada um pode captar recursos e direcionar diretamente para a necessidade que possui.

Um exemplo disso são os impostos municipais, o valor arrecadado é direcionado para realizar melhorias no município, desde coleta de lixo até a educação infantil.

Além disso, cada esfera tem autonomia para instituir seus impostos para a população e liberdade para realizar a cobrança ou não. Os tributos e suas regras estão contemplados no artigo 145 da Constituição Federal e no artigo 6º do Código Tributário Nacional (CTN).

Qual o objetivo da arrecadação de impostos?

O objetivo dos impostos é a arrecadação de impostos para que o governo possa fazer a gestão e administração dos serviços públicos ofertados à população.

Para que servem os impostos?

Os impostos servem para pagar os gastos do governo e fazer a máquina pública funcionar. Com o recolhimento dos impostos o governo paga despesas como, educação, saúde e segurança, serviços fornecidos a população. Além disso, os impostos também são responsáveis por pagar salários de servidores públicos e para a seguridade social.

Qual a destinação dos Impostos?

O destino do valor recolhido com impostos são para manutenção dos bens públicos, sendo eles:

  • Programas de seguridade social
  • Programas públicos de saúde
  • Manutenção da infraestrutura física e administrativa

Como consultar impostos?

A consulta de impostos pode ser feita no site da Receita Federal ou da Prefeitura do seu município. Assim, em ambos os sites é possível ver os débitos em aberto e em alguns casos até renegociar dívidas de impostos atrasados. 

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Logística reversa: O que é e como aplicar

Logística reversa: O que é e como aplicar

Hoje, sabemos que a ação humana impacta diretamente no meio ambiente e no clima do planeta. Por isso, práticas de sustentabilidade, como a logística reversa, estão cada vez mais presentes nas empresas, trazendo resultados importantes para a organização e a sociedade.

Não é incomum vermos no comércio informativos como: “Posto de coleta” ou “Descarte seu aparelho usado aqui”. Alguns encaram isso apenas com curiosidade, enquanto outros fazem questão de colaborar e divulgar a ação.

O que poucos sabem, no entanto, é que esses informativos são etapas que fazem parte de uma estratégia logística. E existem muitos outros benefícios dessa prática para as empresas, apesar de o meio ambiente ser o mais beneficiado.

Portanto, no artigo a seguir, apresentaremos a logística reversa e a lei que impulsionou as empresas a praticarem esse processo. Continue lendo e confira!

O que é a logística reversa?

A logística reversa é a ciência que acompanha o fluxo dos produtos, desde a matéria-prima do produto até o descarte, após utilização pelo consumidor final. Para isso, o acompanhamento passa por etapas como armazenagem, transporte, distribuição, por exemplo.

Logística reversa é um processo que engloba toda a cadeia produtiva de um item. Nesse processo é pensado como produzir, descartar e reutilizar itens de uma forma sustentável, sem agredir o meio ambiente.

Assim, as empresas produzem seus produtos pensando em como será sua coleta após o consumo pelo cliente. Dessa forma, o produto é descartado de maneira consciente, em pontos específicos, para ser recolhido pela empresa. Após, o que é descartado é reintegrado na cadeia produtiva de algum outro bem como matéria prima, por exemplo.

Dessa forma, podemos perceber que para a logística reversa ser efetiva é necessário um conjunto de ações e comprometimento das pessoas.  

Ciclo da Logística Reversa

Qual a origem da logística reversa?

A origem da logística reversa é europeia, tendo surgido na Alemanha em 1991. Já no primeiro ano surgiu a primeira legislação no mundo sobre o assunto.

No Brasil, ela teve início em 2010, com a Política Nacional dos Resíduos (PNRS). Essa iniciativa colocou a logística reversa como uma das prioridades para as empresas. Foi ela que obrigou, com a Lei 12.305, uma empresa a implementar uma estrutura para recolher os produtos descartados pelos clientes após o consumo.

Contudo, antes da implementação da Lei, já era falado sobre a importância da logística reversa, principalmente para as empresas que trabalham com produtos de alta periculosidade. Entre esses, podemos citar pilhas, pneus e embalagem de óleo diesel, por exemplo.

A lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Lei nº 12.305/10 — também conhecida como a Política Nacional de Resíduos Sólidos — tem o intuito de diminuir o impacto que resíduos e produtos mal descartados causam no meio ambiente e na sociedade.

Ela obriga os fabricantes, distribuidores e comerciantes a serem responsáveis pelos resíduos dos seus produtos. Assim, é incentivado a reciclagem, o reuso e o fim adequado para os materiais sem utilidade.

A completa adequação à norma passa muito pela aplicação da logística reversa na empresa. Afinal, é por meio dessa estratégia que as instituições garantem que os seus materiais não sejam descartados em qualquer lugar, prejudicando o meio ambiente.

Além disso, como toda regra, a lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos também tem as suas sanções e punições para quem não cumpre as determinações.

Logística reversa e responsabilidade compartilhada

Logística reversa e responsabilidade compartilhada estão associadas às pessoas que fazem parte do processo. 

O processo engloba a empresa produtora, o vendedor do produto, o cliente e o poder público. Sendo assim, cada um tem um papel importante dentro do processo para a logística reversa ser efetiva.

A empresa produtora é responsável pelo gerenciamento dos resíduos, de forma que não prejudique o meio ambiente nem contamine a população causando possíveis doenças.

A produção dos produtos é desenvolvida e pensada de forma que seja benéfica para o meio ambiente, a matéria prima é usada de forma racional para que não ocorra desperdício. Também é planejado como será o processo de coleta e reintegração do produto na cadeia produtiva após o consumo do cliente final. 

O consumidor é responsável pelo descarte correto do produto. Dessa forma, as empresas produtoras espalham pelas cidades pontos de coleta, onde os cidadãos podem devolver os resíduos.

O setor público é responsável por estabelecer regras para o processo de logística reversa, fiscalizar e conscientizar a população sobre a importância do descarte correto dos resíduos. Nesse processo todas as pessoas envolvidas são responsáveis pela logística reversa, pois, uma etapa não existe sem a outra.

Logística Reversa

Importância da logística reversa

A importância da logística reversa está no impacto positivo que reflete no meio ambiente e sociedade. Ela é responsável por dar um destino aos resíduos sólidos de maneira correta e consciente.  

Devido a globalização e o fácil acesso à informação, a sociedade está mais exigente com empresas e seus posicionamentos ambientais. A obrigatoriedade por lei da logística reversa formaliza, implementa regras e fiscaliza as estruturas implantadas pelas empresas. Assim, é possível garantir que todas consigam aplicar a logística reversa de forma correta.

No entanto, a logística reversa não é importante apenas pela necessidade de cumprir uma legislação — ela deve fazer parte de um planejamento de política sustentável.

Até porque não podemos ignorar que os efeitos da poluição se voltam contra todos. Logo, cuidar do meio ambiente é garantir um futuro para as novas gerações.

Objetivos da logística reversa e tipos de retorno

O objetivo da logística reversa é o descarte correto dos materiais para diminuir os impactos ambientais e melhorar a saúde pública e qualidade de vida. Com a logística reversa e o descarte correto dos materiais, a vida útil dos aterros sanitários aumentam, a poluição e os danos que o descarte incorreto pode causar ao meio ambiente e a população, diminui.

Além de refletir em lucros para a empresa, com a reutilização dos materiais coletados, os custos para fabricação de produtos são reduzidos. Os consumidores e investidores dão preferência para empresas que têm práticas conscientes sobre o meio ambiente.

A logística reversa é empregada em duas situações:

Pós-venda

A logística reversa de pós-venda é aquela a que todo consumidor já fez parte algum dia. O pós venda é empregado quando o cliente realiza a compra do produto e ele está com defeito, vencido ou com alguma avaria. O produto é devolvido ao fabricante para reutilizar em algum processo da fabricação e é entregue um produto apto para ser utilizado pelo cliente. Por exemplo:

  • erros no processamento dos pedidos;
  • defeitos de fabricação;
  • avarias com trocas pré combinadas;
  • devoluções por parte do consumidor por diferentes motivos.

Pós-consumo

O pós-consumo é quando o cliente compra o produto e o utiliza até o fim. Depois, ele realiza o descarte correto para a empresa coletar e reintegrar a produção de um outro item, por exemplo. Esses itens podem ser devolvidos por meio de postos de coleta ou empresas de recolhimento de descartáveis.

Entre os fins que os produtos descartados podem receber, destacamos:

  • reciclagem;
  • reúso;
  • desmanche.

Vantagens da logística reversa

As vantagens da logística reversa estão na melhora da qualidade de vida da população, por beneficiar o meio ambiente e a saúde pública, são elas: 

  • Redução dos resíduos: resíduos que antes iam direto para o lixo, ou descartados de maneira incorreta, são reintegrados a cadeia produtiva se transformando em um bem material.
  • Consumo consciente: a responsabilidade é compartilhada entre setor público, setor privado e sociedade civil. 
  • Redução de custos: a logística reversa possibilita a reutilização de materiais. Isso porque muitas vezes a matéria prima para produzir um bem pode ser o próprio bem, quando esse é descartado de maneira correta. Assim, os custos podem ser reduzidos.
  • Conformidade legal: estar de acordo com a legislação e Política Nacional de Resíduos Sólidos.
  • Oportunidade de negócios: cooperativas de reciclagem, catadores e outros empreendimentos se tornam possíveis, devido a logística reversa possibilitar a geração de renda.  
  • Colaborar com questões ambientais: a logística reversa e o descarte correto dos resíduos evitam a contaminação de mares e oceanos, além de não contribuir com a poluição.
  • Incentiva o reuso de materiais, reciclagem e tratamento de resíduos: o setor público é muito importante para a logística reversa por conscientizar a população e aplicar políticas públicas voltadas à preservação do meio ambiente e o descarte correto dos resíduos. 
  • Aumenta a eficiência dos recursos naturais: devido a logística reversa preservar o meio ambiente, os recursos naturais são preservados e cuidados.
  • Amplia oferta de produtos: a logística reversa abre um leque de possibilidades, os resíduos recolhidos voltam a fazer parte do processo produtivo de algum bem, possibilitando a transformação em qualquer produto.

Custos da logística reversa

Os custos da logística reversa podem ser mais elevados para a implementação. Entretanto, isso depende muito do segmento que a empresa está inserida e do tipo de transporte que utiliza, além de outros fatores que fazem parte da produção e logística do material. 

Porém, depois de um ciclo formado e bem estruturado, o sistema contribuirá de forma decisiva para a criação de novos produtos com menores custos para a empresa. Ou seja, o investimento inicial será compensado rapidamente, e fará com que a empresa impulsione a sua produtividade sem aumentar os gastos.

Para que isso fique mais claro, por meio da logística reversa uma empresa consegue reduzir custos das seguintes formas:

  • comprar matéria-prima reciclada, em vez de virgem (que é sempre mais cara);
  • aproveitar o seu próprio material;
  • utilizar embalagens recicláveis;
  • vender os resíduos que não lhe são úteis para mercados secundários.

Um bom exemplo é o caso de uma grande multinacional do ramo de salgadinhos. Eles coletam as caixas nos clientes, entregam em um fornecedor para fazer a triagem e higienização e chegam a aproveitar a caixa até 5 vezes.

Assim, mesmo com o custo de transporte e da higienização, o preço é metade que o de uma caixa nova.

Exemplos de logística reversa

Existem diversos casos de implementação de logística reversa dentro de empresas, mas também com produtos que muitas empresas comercializam.

Natura

A Natura é uma empresa que trabalha com refil de produtos para diminuir o descarte de embalagens há mais de 40 anos.

Ela possui o programa Elos, que trabalha com mais de 2.000 cooperativas de logística reversa e possui mais de 700 pontos de coleta de resíduos. Assim, ela incentiva os clientes a contribuir com o descarte correto dando benefícios.

Os resultados que a empresa está alcançando com esses programas são diversos. Por exemplo, com 70% de todo o plástico que a empresa utiliza sendo reciclado e toda a linha de perfumaria com frascos de até 30% de vidro reciclado, a empresa consegue reduzir custos financeiros e gerar mais empregos.

Latinhas de bebidas

Outro exemplo de logística reversa que podemos citar e que todos nós já vimos são as latinhas de bebida.

Existem catadores recolhendo esse tipo de resíduo em diversos lugares, mas o que muitas pessoas não sabem é o quanto esse trabalho é significativo. Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, entre os anos de 2019 e 2021, o impacto do trabalho da coleta da latinha de alumínio proporcionou uma redução de 70% no consumo e energia, 65% no consumo de água e queda de 70% nas emissões de gases de efeito estufa.

Ainda, segundo a Associação Brasileira de Alumínio, a reciclagem desse material gasta apenas 5% de energia comparado ao metal virgem, para produzir cerca de uma tonelada de latas. Sem dúvida, uma clara redução de custos e impactos ao meio ambiente.

Esses resultados possibilitaram investimentos em educação ambiental e financeira para melhorar a renda e a vida dos catadores.,

DEVOLVA

Uma oportunidade de negócio que surgiu com a logística reversa e se transformou em benefício para as empresas e para o meio ambiente, foi a empresa DEVOLVA.

A empresa DEVOLVA surgiu em 2010, no mesmo ano que a Lei de Logística Reversa. A empresa nasceu com o intuito de desenvolver soluções de Logística Reversa para diversos setores da indústria brasileira. Ela trabalha em parceria com várias empresas realizando coleta, transporte e destinação de resíduos, auxiliando a todos os agentes produtores e fornecedores a cumprirem a legislação.

4 dicas para aplicar a logística reversa

1. Estabeleça uma política de devoluções e trocas

Para que o ciclo da logística reversa funcione corretamente é necessário estabelecer uma política de devoluções e trocas. Isso ajudará fornecedores, lojistas e clientes a entender, de forma clara, como proceder para trocar ou devolver produtos, embalagens ou resíduos.

Sem as diretrizes definidas, toda vez que algum consumidor necessitar retornar algum material podem surgir dúvidas — como sobre quem contatar ou quais dados deve apresentar —, e ainda corre-se o risco de o procedimento ser realizado de forma aleatória.

Agora, ao estabelecer uma política que deve respeitar os direitos do consumidor, a empresa estabelece um passo a passo a ser seguido, tornando esse fluxo mais prático para todos os envolvidos.

2. Desenvolva um protocolo para devoluções e trocas

Enquanto a política de troca ajuda a informar os parceiros e clientes sobre como proceder para realizar a devolução dos itens, o protocolo é direcionado para os colaboradores.

O gestor deve se certificar que os funcionários da empresa estão preparados e conhecem os procedimentos para efetuar os passos da logística reversa. O ideal é que o protocolo seja repassado para as equipes dos setores que lidam diretamente com a produção ou atendimento ao público, como, por exemplo:

  • setor comercial;
  • setor de atendimento ao cliente;
  • setor de produção;
  • setor logístico;
  • gestores.

3. Pratique um atendimento eficiente

Ainda que a empresa desenvolva e comunique a sua política de devolução e troca (muitos produtos, atualmente, vêm com um informativo nas embalagens), sempre existirão os clientes que precisarão de ajuda para realizar os procedimentos corretamente.

Sendo assim, disponibilize variados canais de atendimento ao consumidor e treine os funcionários do setor para que possam instruir, da melhor maneira, esses clientes.

Com um atendimento eficiente, o colaborador conseguirá explicar os passos em menos tempo e, assim, garantir a total satisfação do consumidor. Além disso, quanto melhor for a experiência do consumidor ao resolver um problema, maior será a possibilidade de ele voltar a fazer negócios com a sua empresa.

4. Tenha um bom controle de estoque e financeiro

Quando o cliente devolve um produto por conta de um defeito ou alguma outra razão que o impossibilite de utilizá-lo corretamente — o que implica em uma logística reversa pós-venda —, a empresa precisa fazer o reembolso de acordo com as suas políticas. E isso exige controle.

É preciso também investir em estoque, garantindo que a troca aconteça em um tempo aceitável. E não podemos esquecer que, com isso, existem também novos custos com frete de retorno e entrega.

Dessa forma, se torna necessário um bom trabalho de equipes — e a ajuda de uma consultoria é essencial para que isso não venha a prejudicar a saúde financeira da empresa.

Enfim, como vimos, a implantação da logística reversa vai muito além do cumprimento da lei. Os benefícios desse sistema vão desde uma melhor reputação da empresa com os clientes até uma redução de custos e maiores margens de lucro.

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Passivo Contábil: O que é e qual a diferença para um ativo

Passivo Contábil: O que é e qual a diferença para um ativo

O Passivo Contábil representa todas as dívidas, obrigações, gastos e despesas que uma empresa tem no seu funcionamento. Ele é um dos blocos que compõem o balanço patrimonial, assim como o ativo contábil, que representa todo o dinheiro que entra na empresa e o patrimônio líquido.

Dessa forma, é importante uma empresa ter conhecimento de todos os seus passivos contábeis para conseguir gerir todos os seus recursos, evitar despesas excessivas e prejuízos futuros.

Além disso, o passivo contábil é importante para o balanço patrimonial, que é um documento contábil obrigatório para todas as empresas. A seguir explicamos mais detalhadamente sobre o que é passivo contábil e sua importância, assim como outros elementos que fazem parte do balanço patrimonial.

O que é um passivo contábil?

Um passivo contábil é qualquer obrigação financeira que a empresa tem, entre despesas, dívidas e gastos. Assim, ele é uma parte importante do balanço patrimonial de uma empresa.

Qual o conceito de passivo?

Passivo contábil é um somatório de obrigações, dívidas e despesas que uma empresa precisa cumprir. Ou seja, ele é todo dinheiro que sai do caixa durante o período de 12 meses.

Quais são os passivos contábeis de um negócio?

Os passivos contábeis que uma empresa possui são representados por várias despesas e obrigações. Elas são classificadas como passivo contábil exigível e passivo contábil não exigível.

Assim, os exigíveis são divididos em circulante e não circulante; já os passivos contábeis não exigíveis consideram o patrimônio líquido da empresa e capital social.

passivo contábil

Passivo Contábil Circulante

O passivo circulante são todas as obrigações financeiras de uma empresa que tem um vencimento de pagamento dentro do exercício social de 12 meses. Ou seja, um passivo é um pagamento que deve ser feito dentro de um ano.

O passivo contábil circulante também é conhecido como passivo contábil exigível de curto prazo.

Quais são os passivos circulantes de uma empresa?

Os passivos circulantes de uma empresa são todas as despesas e obrigações com vencimento dentro de 12 meses ou um ano. Os passivos circulantes de uma empresa são:

  • aluguel
  • água
  • pagamento dos funcionários

Passivo Contábil Não Circulante

Passivo não circulante são as despesas e obrigações com prazo maior de 12 meses. Mas, o período de vencimento do passivo circulante e do passivo não circulante é o que diferencia um do outro.

Quais são os passivos não circulantes de uma empresa?

Os passivos não circulante de uma empresa possuem um período superior de 12 meses para quitação de suas obrigações, os principais exemplos são:

Passivo circulante financeiro

Passivo circulante financeiro é uma obrigação contratual em que uma empresa precisa entregar dinheiro a outra empresa. De acordo com a Lei 4.320, o passivo circulante financeiro pode ser chamado de dívidas fundadas ou dívidas flutuantes, e todas as obrigações que estão dentro da dívida flutuante faz parte do passivo circulante financeiro.

Quais são os passivos financeiros de uma empresa?

O passivo financeiro de uma empresa é qualquer item empresarial que gerará algum custo, seja custo de manutenção, por exemplo, ou outro. Existem quatro tipos de passivos contábeis financeiros, são eles:

  • A descoberto: ocorre quando os passivos contábeis são maior que os ativos contábeis no balanço patrimonial
  • Circulante: são os passivos contábeis pagos em até 12 meses
  • Fictício: mostra as despesas pagas da empresa. Por isso não entram no balanço patrimonial
  • Elegível: é aquele que a empresa não tem obrigação de pagar

Como funciona o passivo contábil?

O passivo contábil são todas as despesas, dívidas e obrigações que uma empresa possui. Assim, dentro do balanço patrimonial ele deve ser lançando no lado direito, dividido em duas partes:

  • Passivo circulante: são despesas, dívidas e obrigações com vencimento em até 12 meses
  • Passivo não circulante: são despesas, dívidas e obrigações com vencimento de longo prazo, acima de 12 meses

Qual é a importância dos passivos contábeis?

O balanço patrimonial traz uma análise geral do financeiro da empresa, em relação a seus ganhos e gastos. Assim, um lado do balanço é ocupado pelos ativos e o outro pelos passivos e pelo patrimônio. Dessa forma, o valor entre eles deve ser igual. Ou seja, a soma de todos os ativos deve ser igual a soma de todos os passivos mais o patrimônio.

Por isso, uma empresa ciente do seu passivo contábil consegue conter gastos desnecessários, permitindo que o gestor consiga fazer o controle financeiro de maneira mais eficiente para que a empresa mantenha seu equilíbrio e crescimento constante.

O que é balanço patrimonial?

passivo contábil

O balanço patrimonial é um documento contábil muito importante para empresa e obrigatório pelo CPC (Comitê de Pronunciamento Contábeis) desde que a empresa não seja optante pelo regime do Simples Nacional.

Ele apresenta todos os ativos contábeis, que são as receitas de uma empresa; e todos os passivos contábeis, listando todas as dívidas e obrigações, além do patrimônio líquido. O período dos dados apresentados no balanço patrimonial é de 12 meses.

A apresentação desses dados no balanço patrimonial ajuda na análise da situação financeira da empresa e na tomada de decisões pelos gestores.

Onde as informações sobre os passivos contábeis são inseridas?

As informações sobre o passivo contábil são inseridas no balanço patrimonial, no lado direito do ativo contábil.

O que é ativo?

Ativos contábeis são bens e direitos de uma empresa, são tudo o que a empresa tem que gerar valor monetário para ela. Ou seja, os ativos são a receita da empresa, todo dinheiro que entra.

Tipos de ativo

Os ativos contábeis são categorizados pela sua natureza e pelo seu tipo, e classificados por conta da sua conversibilidade em dinheiro.

A conversibilidade em dinheiro se refere aos bens que a empresa vende e se transformam em dinheiro. Assim, os bens que a empresa possui são classificados de acordo com o tempo que demora para se transformar em dinheiro.

Dessa forma, há dois tipos de ativo contábeis, o circulante e o não circulante:

Ativo Circulante

Os ativos circulantes de um negócio são recursos, bens e direitos de uma empresa que se transformam em dinheiro imediatamente. Ou seja, o dinheiro gerado por esse tipo de ativo entra no caixa de forma automática ou dentro do prazo de 12 meses.

Ativo Não Circulante

Os ativos não circulantes são recursos, bens e direitos que se transformam em dinheiro num prazo maior que 12 meses. São opostos ao ativo circulante e normalmente os itens que fazem parte deste ativo não são direcionados ao cliente, como por exemplo, veículos, máquinas e equipamentos.

Exemplos de Ativo

Ativo circulante são:

  • aplicações financeiras
  • estoques
  • reservas de caixa
  • saldo no banco
  • contas a receber, entre outros.

Ativo contábil não circulante são:

  • duplicatas
  • depósitos
  • aplicações financeiras de longo prazo, entre outras.

Para que serve o balanço patrimonial? Qual o seu objetivo?

O Balanço Patrimonial serve para fazer um levantamento completo da situação financeira da empresa durante um determinado período. Assim, sua elaboração pode se estender por até 12 meses, devido a sua complexidade e quantidade de dados que deve constar.

O objetivo dele é informar a situação patrimonial e financeira da empresa, além de ajudar o gestor na tomada de decisões baseada nas informações contidas nele.

Como é composto o balanço patrimonial?

O Balanço Patrimonial é composto por três blocos, ativos contábeis, passivos contábeis e patrimônio líquido. O ativo contábil, é dividido em ativo circulante e ativo não circulante; assim como o ativo, o passivo contábil também é dividido em circulante e não circulante.

Patrimônio Líquido

O Patrimônio Líquido é o resultado da subtração entre ativos e passivos contábeis, o resultado demonstra o valor do capital que a empresa efetivamente possui. Assim, em sua análise, considera o retorno financeiro dos acionistas e sócios, prejuízos acumulados, reservas de lucro, entre outros.

O que é o ativo e o passivo em contabilidade?

O ativo e passivo contábil em contabilidade se refere a tudo que a empresa possui. Os ativos contábeis representam os bens e os passivos contábeis as obrigações que a empresa tem com terceiros, seja ela obrigações variáveis ou fixas.

Os bens que representam os ativos são dinheiro em caixa, máquinas e equipamentos, automóveis, investimentos, entre outros. É todo o dinheiro que entra na empresa, ou seja, são as receitas.

Os passivos são representados pelos deveres que a empresa precisa cumprir perante a sociedade, nele estão incluídas atividades que fazem o dinheiro sair da empresa em forma de despesa. Como, por exemplo, pagamento de aluguel, pagamento de tributos, fornecedores, funcionários.

Qual a diferença entre ativo e passivo contábil?

A diferença entre ativo e passivo contábil está no fluxo monetário. Enquanto o ativo representa a entrada de dinheiro na empresa através da receita, o passivo representa a saída.

Além da diferença no fluxo monetário, ativos e passivos possuem mais algumas especificações.

Os bens que representam os ativos são classificados em ativos circulantes e ativos não circulantes. Sendo essa classificação relacionada ao tempo que os bens levam para se transformar em dinheiro. Assim, os bens que se transformam em dinheiro no prazo de 12 meses são os ativos circulantes; e os que demoram mais de 12 meses são os ativos não circulantes. Como dinheiro em caixa, estoque, investimento, por exemplo.

O passivo é classificado como exigível e não exigível. Os não exigíveis são as contas do patrimônio líquido da empresa inseridas no balanço patrimonial. O passivo exigível são os passivos circulantes e não circulantes, eles são classificados de acordo com o prazo para cumprir as obrigações. O passivo circulante são as obrigações com vencimento em até 12 meses e o passivo não circulante são as obrigações com vencimento acima de 12 meses.

Perguntas frequentes

Por que analisar ativo e passivo na contabilidade?

É importante analisar o ativo e passivo contábil porque o resultado desses dois indicadores informam a situação da empresa. Através da análise é possível planejar estratégias de crescimento para o negócio.

Como calcular o Ativo e o Passivo?

O cálculo do ativo e passivo contábil é realizado com base na análise do balanço patrimonial de uma empresa num determinado período, pela seguinte fórmula:

passivos/ativos = (dívida de curto prazo + dívida de longo prazo) / total de ativos

Para conseguir executar a fórmula é necessário fazer um levantamento de todas as despesas e receitas.

Qual a relação entre ativo, passivo e plano de contas?

O plano de contas é um documento que informa todas as movimentações financeiras da empresa, inclusive o ativo e o passivo contábil.

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Impostos estaduais: quais são os principais

Impostos estaduais: quais são os principais

Quando pensamos em impostos, é comum direcionarmos nossa atenção para o âmbito municipal ou federal. No entanto, os impostos estaduais desempenham um papel fundamental no financiamento e no fortalecimento das atividades governamentais em cada unidade federativa. Por meio do recolhimento desses tributos, os Estados têm a capacidade de investir em áreas essenciais, como educação, saúde, infraestrutura e segurança pública.

Neste artigo, exploraremos a importância dos impostos estaduais e como eles contribuem para impulsionar o desenvolvimento do Estado, fornecendo uma base sólida para a promoção do bem-estar da população e o crescimento econômico regional.

O que é imposto estadual?

Os impostos estaduais são todos os tributos que o governo do Estado institui e faz a arrecadação. Eles têm como objetivo manter todo o financiamento das atividades e programas do governo estadual.

A cobrança de impostos estaduais serve, principalmente, para tornar possível que o Estado mantenha toda a estrutura de serviços públicos disponível. Esses serviços incluem educação (por meio de escolas e universidades estaduais), saúde, segurança e programas sociais.

Ou seja, cada Estado é responsável por estabelecer a legislação a respeito de seus tributos e também as maneiras de arrecadá-los.

impostos estaduais

Fato gerador dos impostos estaduais

O fato gerador é o evento que gera a obrigação de pagar o tributo. É obrigatório que uma lei estabeleça esse fato gerador para que a cobrança do imposto seja válida e legítima.

Logo, cada um dos impostos estaduais vai ter um fato gerador específico. Para exemplificar, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um imposto federal que tem como fato gerador, ou seja, o ponto de partida da obrigação de pagar, a realização de uma transação financeira, como uma operação de crédito ou um investimento.

Quais são os impostos estaduais?

Existem 3 impostos que são de responsabilidade dos Estados. A Constituição Federal do Brasil estabelece esses tributos no artigo 155.

ICMS: Imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços

O ICMS é um imposto cobrado pelos Estados que incide sobre todo tipo de vendas de bens e serviços. É o imposto que possui o maior volume de arrecadação em todo país, justamente pelo fato de que seu fato gerador é muito amplo. Isso porque ele incide sobre todo produto que circula e sobre todos serviços.

O governo federal é quem instituiu o ICMS através da constituição, e a partir disso designou os Estados como responsáveis pela gestão e planejamento da arrecadação desse tributo, assim como a regulação das alíquotas. Além disso, a constituição estabelece que os Estados precisam repassar para os municípios brasileiros 25% de todo montante de ICMS que eles arrecadam. Essa parcela de repasse dos Estados para os municípios tem o nome de cota-parte.

O que é o DIFAL

Quando o assunto é ICMS e impostos estaduais, é importante que falemos sobre o DIFAL e o que ele significa.

DIFAL é a sigla para Diferencial de Alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Trata-se de um imposto brasileiro que incide nas operações de venda de mercadorias entre empresas localizadas em diferentes estados do país.
O DIFAL tem como base legal a Emenda Constitucional 87/2015, e possui o objetivo de promover a redistribuição da arrecadação do ICMS entre os estados. Antes dessa emenda, quem fazia o recolhimento integral do valor do ICMS era o estado de origem da mercadoria, mesmo quando o destino dessa mercadoria era consumidores em outros estados.

Com a implementação do DIFAL, ocorreu uma mudança no recolhimento do ICMS nas operações interestaduais que envolvem consumidores finais não contribuintes do imposto.

Agora, o Estado de origem deve repassar uma parte do imposto para o Estado de destino da mercadoria, garantindo uma divisão mais justa da arrecadação entre os Estados envolvidos na transação.

O cálculo do DIFAL é feito com base na diferença entre a alíquota interestadual do ICMS e a alíquota interna do Estado de destino da mercadoria. A alíquota interestadual é geralmente de 7% a 12%, dependendo da região do país. Já a alíquota interna varia de acordo com o Estado de destino.

Quem paga o DIFAL?

Quem faz o recolhimento do DIFAL é o remetente da mercadoria, que deve efetuar o pagamento do imposto ao Estado de destino. Esse processo pode envolver o uso de guias de recolhimento específicas e a emissão de documentos fiscais que demonstrem a operação e o valor do imposto devido.

O DIFAL se aplica a todas as operações interestaduais, até mesmo em operações e vendas onde o destinatário não é contribuinte de ICMS.

IPVA: Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores

O IPVA é um imposto estadual cobrado no Brasil sobre a propriedade de veículos automotores, sejam eles carros de passeio, motocicletas, caminhões, ônibus, entre outros. Ele é uma obrigação anual para todos os proprietários de veículos.

Quem faz a regulação do IPVA é a legislação específica de cada Estado brasileiro, e as alíquotas podem variar de acordo com o tipo de veículo, seu valor de mercado, idade e outros critérios definidos pelas autoridades fiscais estaduais. Normalmente, as alíquotas do IPVA variam entre 1% e 4% do valor do veículo, dependendo do modelo, e são as autoridades fiscais que fazem essa regulação.

Os Estados utilizam os recursos que arrecadam com a cobrança de IPVA para financiar despesas governamentais, como o investimentos em estrutura viária, segurança pública, saúde, educação e outras áreas de interesse público.

É importante ressaltar que o não pagamento do IPVA dentro do prazo estabelecido pode acarretar em multas, juros e restrições legais, como a impossibilidade de obter o licenciamento e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), o que impede a circulação legal do veículo.

ITCMD: Imposto sobre Transmissão “Causa Mortis” e Doação

O ITCMD é um dos impostos estaduais obrigatórios que os contribuintes pagam em toda doação de bem ou recebimento de um direito. Umas dessas hipóteses de recebimento é “causa mortis” que é quando uma pessoa recebe de herança por porte.

No entanto, o fato gerador do ITCMD é bem mais amplo, e o Estado pode cobrar ele em qualquer situação que houver qualquer transmissão de bens, como no caso de partilha de bens em um divórcio.

O contribuinte do ITCMD, ou seja, a pessoa responsável por pagar o tributo, é quem vai receber o bem ou direito.

A alíquota varia de acordo com o Estado que irá realizar a cobrança, no entanto, atualmente o teto máximo para o pagamento do ITCMD é de 8%.

Fundo de Combate a Pobreza (FCP)

O FCP é um imposto atrelado à cobrança do ICMS nos Estados brasileiros e tem o objetivo de gerar recursos voltados ao propósito de erradicar a miséria e a pobreza no país que são fruto de desigualdades regionais. Apesar de esse não ser um dos impostos previstos originalmente na constituição assim como os 3 mencionados anteriormente, o recolhimento do FCP em toda nota fiscal é obrigatório para todos os Estados, com exceção de Amapá, Pará e Santa Catarina, que não exigem o FCP.

As alíquotas do FCP são complementares ao ICMS em toda venda de bens e serviços nos Estados que possuem esse tributo. Dessa forma, os recursos têm como destino o financiamento de programas públicos focados em nutrição, saúde e habitação para camadas sociais mais afetadas pelas desigualdades regionais. As alíquotas variam de acordo com a legislação de cada Estado, e incidem sobre toda nota fiscal emitida.

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Como o governo cobra os impostos estaduais?

Os impostos estaduais podem ser cobrados de diferentes maneiras, dependendo da legislação tributária específica de cada Estado. No entanto, é possível se ter uma visão geral sobre as principais formas de cobrança desses tributos.

  1. Cobrança direta: Nesse método, os impostos são pagos diretamente pelo contribuinte ao governo estadual. Os contribuintes são responsáveis por calcular o valor devido com base nas alíquotas e nas regras estabelecidas pela legislação tributária estadual. Eles devem preencher declarações fiscais e efetuar os pagamentos em prazos determinados.
  2. Retenção na fonte: Em certos casos, o imposto estadual pode ser retido na fonte, ou seja, no momento em que a transação ocorre. Isso geralmente é aplicado a impostos sobre a circulação de mercadorias e serviços, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nesse caso, os contribuintes que vendem mercadorias ou prestam serviços retêm o valor do imposto no momento da transação e o repassam ao governo estadual.
  3. Declarações e autolançamento: Alguns impostos estaduais podem ser cobrados com base em declarações apresentadas pelos contribuintes. Nesse método, os contribuintes são responsáveis por informar ao governo estadual os detalhes de suas atividades econômicas e calcular o valor do imposto devido. É importante fornecer informações precisas e cumprir os prazos de entrega das declarações.
  4. Fiscalização e auditoria: Os governos estaduais também têm o poder de fiscalizar e auditar as atividades econômicas dos contribuintes para garantir o cumprimento das obrigações fiscais. Eles podem realizar auditorias, inspeções e solicitar documentos e registros para verificar se os impostos estão sendo pagos corretamente.

Como consultar os impostos estaduais?

Cada imposto possui procedimentos específicos para consulta e emissão.

No caso do ICMS, é possível consultar por meio do site da Secretaria de Fazenda do Estado. Utilizando as informações do CNPJ ou número de Inscrição Estadual, é possível verificar os impostos e consultar o cadastro do ICMS.

Quanto ao IPVA, o usuário pode fazer a consulta e emissão através do Detran. Tanto de forma presencial, nas unidades do órgão, como também nos canais digitais disponibilizados pelo respectivo município.

Já a consulta do ITCMD acontece através do site da Secretaria de Fazenda do Estado, responsável pelo registro da pessoa física ou jurídica que deve recolher o imposto.

Qual é a diferença de taxas e impostos estaduais?

É comum haver uma certa confusão quanto ao significado dos termos taxas e impostos, todavia é essencial saber que são coisas distintas. As taxas estaduais são valores que os Estados cobram da população pela prestação de serviços específicos.

Além disso, as taxas têm uma destinação específica de custear o serviço que o Estado oferece. Essas taxas estaduais também têm um valor fixo definido. Para ilustrar algumas taxas que pagamos com frequência, é possível mencionar a emissão de alvarás públicos e a taxa de iluminação pública. Esses serviços envolvem o pagamento de uma taxa específica como contrapartida.

A cobrança dos impostos, por sua vez, acontece independente da utilização de qualquer serviço público, e estão atrelados à geração de renda, patrimônio e consumo. Eles não possuem um valor fixo, e a legislação estabelece a cobrança através de alíquotas que variam conforme o tipo de imposto. Além disso, diferente do que acontece com as taxas, os impostos não têm uma destinação específica definida por lei. Isso significa que o governo pode, por exemplo, utilizar

Porque os impostos são separados por União, Estados e municípios?

A separação dos impostos entre União, Estados e municípios é uma forma de distribuir a tributação em impostos federais, estaduais e municipais, entre os diferentes níveis de governo em um país. Essa divisão tem como base a descentralização do poder e a busca por uma administração mais eficiente e próxima das necessidades da população.

Podemos citar como algumas razões para essa separação:

  • Princípio da subsidiariedade: O princípio da subsidiariedade sugere que as decisões devem ser tomadas no nível mais próximo possível dos cidadãos afetados por essas decisões. Ao atribuir responsabilidades fiscais aos governos locais, busca-se a proximidade entre a arrecadação de impostos e a prestação de serviços públicos.
  • Autonomia e federalismo: Quando a responsabilidade pelos diferentes impostos é dividida entre os níveis de governo, isso fortalece a autonomia e a independência de cada ente federativo (União, Estado e Municípios). Isso permite que cada nível de governo tenha sua própria fonte de receita para administrar suas despesas e tomar decisões adequadas quanto às suas particularidades regionais.
  • Equilíbrio fiscal e redistribuição de recursos: A divisão dos impostos também busca equilibrar a distribuição de recursos financeiros entre os entes federativos. Isso é especialmente importante em regiões com maiores desigualdades econômicas, ao passo que Estados e municípios menos desenvolvidos podem receber transferências de recursos dos entes mais ricos, visando promover a redução das disparidades econômicas e sociais.
  • Especialização e eficiência: Ao dividir as responsabilidades fiscais, cada nível de governo pode se especializar na gestão de determinadas áreas e serviços públicos. Isso pode promover maior eficiência e capacidade de atendimento às demandas específicas de cada região.

Impostos federais

Impostos federais são de responsabilidade da União, e representam aproximadamente 60% de toda arrecadação de tributos no país. Ao todo são 9 tipos diferentes de impostos:

  • IOF: Impostos sobre Operações Financeiras
  • IPI: Impostos sobre Produtos Industrializados
  • II: Imposto sobre Importação
  • IRPF: Imposto de Renda Pessoa Física
  • IRPJ: Imposto de Renda Pessoa Jurídica
  • CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido
  • PIS: Programa Integração Social
  • COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
  • INSS: contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social

Impostos municipais

Impostos municipais são tributos que as prefeituras ou órgãos responsáveis pela administração dos municípios arrecadam. Esses impostos têm como objetivo financiar os serviços e infraestrutura local, como educação, saúde, transporte, limpeza pública, entre outros.

Os 3 impostos municipais são:

  • IPTU: Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana – É um imposto cobrado anualmente sobre imóveis urbanos, como casas, apartamentos e terrenos. O valor do IPTU varia de acordo com o tamanho, localização e valor venal do imóvel.
  • ISS: Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – É um imposto cobrado sobre a prestação de serviços, como consultorias, profissionais autônomos, empresas de serviços, entre outros. O município é quem define a alíquota do ISS, podendo variar de acordo com a atividade econômica.
  • ITBI: Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis – É um imposto cobrado quando ocorre a transferência da propriedade de um imóvel, seja por venda, doação ou herança. O valor do ITBI incide sobre o valor do imóvel ou sobre o valor da transação, o que for maior.

Além desses impostos, os municípios podem instituir outras taxas e contribuições, como taxas de coleta de lixo, taxas de iluminação pública, contribuição de melhoria, entre outros, dependendo da legislação municipal.

impostos estaduais

Para onde vão os impostos estaduais?

Os impostos estaduais têm como destino principal o financiamento das atividades governamentais no âmbito dos Estados. Esses recursos servem para financiar serviços e investimentos estaduais nas áreas de saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, entre outros setores.

A destinação específica dos impostos estaduais pode variar de acordo com a legislação de cada Estado e suas prioridades orçamentárias. Mas em termos gerais o dinheiro proveniente dos impostos estaduais têm os seguintes fins, os quais são as leis orçamentárias de cada Estado que definem.

Saúde: Financiamento de hospitais, postos de saúde, programas de prevenção e promoção da saúde, compra de medicamentos, entre outros.
Educação: Investimento em escolas, universidades estaduais, programas educacionais, aquisição de materiais didáticos, capacitação de professores, entre outros.
Segurança pública: Manutenção e equipamento de forças policiais estaduais, programas de combate à criminalidade, investimento em sistemas de segurança, como videomonitoramento, e ações de prevenção e combate à violência.
Infraestrutura: Construção, manutenção e melhorias em estradas, pontes, sistemas de transporte público estadual, saneamento básico, energia e abastecimento de água.
Cultura, esporte e lazer: Financiamento de projetos culturais, museus, bibliotecas, centros culturais, incentivos para o esporte amador e profissional, atividades de lazer e turismo.

Além disso, os impostos estaduais também são utilizados para cobrir as despesas administrativas do governo estadual, como pagamento de servidores públicos, manutenção de órgãos e estruturas governamentais, entre outros custos operacionais.

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