O cross docking é uma estratégia logística que entrou de vez no mercado. Em geral, é praticado principalmente por e-commerces, mas lojas físicas também se beneficiam muito dessa estratégia.
Em resumo, o objetivo é agilizar a logística da empresa, tanto no cenário B2C quanto B2B. Para isso, usa-se o mínimo de estocagem, de modo que o produto vai do fornecedor até os clientes com o mínimo de etapas possível.
Ficou interessado e quer aprender mais? Preparamos um conteúdo completo para você, onde apresentamos seu modus operandi, vantagens e desvantagens, e muito mais. Leia todo o material!
O que é cross docking?
Hoje as empresas têm muitos desafios que surgem, tanto pela dinâmica do mercado, quanto pelas limitações físicas. Principalmente quando falamos em armazéns gigantescos.
O cross docking surgiu justamente para solucionar esses dois problemas de uma vez só. No caso, o que mais tem afetado o desempenho das empresas é a experiência do cliente; tempos de entrega longos são horríveis para a marca, e o cross consegue lidar com isso muito bem.
Outro ponto é a questão do controle de estoque. Manter estoques nem sempre é vantajoso para as empresas. Aliás, quanto menor o tempo de permanência, menores são as taxas cobradas pelo serviço de armazenagem terceirizado. Quando falamos em cross, o estoque, como o conhecemos, é praticamente extinto de uma vez por todas.
Ou seja, cross docking é uma estratégia logística que visa enviar o pedido aos clientes quase que imediatamente após o recebimento destes pela empresa. Além disso, o envio é otimizado, de modo que o potencial dos veículos é aproveitado ao máximo.
Quais os tipos de cross docking?
Como você deve imaginar, existem variações de cross docking, com o objetivo de adequar essa estratégia à realidade das empresas. No caso, temos três tipos principais, sendo eles:
o modelo distribuído;
a estratégia chamada de “consolidado”;
e o modelo contínuo.
Vamos explicar um pouco mais sobre cada um deles nas próximas seções:
Cross docking distribuído
O modelo distribuído é o mais utilizado quando falamos em B2B. No caso, é esperado que o volume de vendas seja enorme, ou seja pequeno. Na realidade brasileira, geralmente são vendas pequenas, comumente de itens variados.
Além disso, os negócios B2B são caracterizados por serem um pouco mais lentos que os B2C (vendas para pessoas físicas), dado que existem diversos aspectos burocráticos.
Portanto, a empresa vendedora pode se dar ao luxo de esperar até o caminhão ficar cheio de produtos, para aproveitar a viagem. Essa espera também é válida quando os produtos vêm de diversos fornecedores, onde a empresa se organiza para entregar a maior quantidade de pedidos para cada cliente de uma vez.
Cross docking contínuo
O modelo contínuo é bastante interessante para empresas que desejam evitar acumular estoque. Dessa forma, todos os itens que chegam ao centro de distribuição são enviados o quanto antes, o que impede a formação de estoque.
Em geral, essa prática é a mais comum no mundo do cross docking, sendo praticamente sinônimo dessa estratégia. Portanto, quando uma conversa sobre cross docking surgir, é provável que o tema principal seja o modelo contínuo.
Cross docking híbrido
O modelo híbrido intercala tanto o contínuo quanto o distribuído. Portanto, ao invés de serem enviados o mais rápido possível após chegarem ao centro de distribuição, os produtos passam por uma redistribuição inteligente, visando otimizar os recursos da empresa.
Para que esse sistema dê certo, a empresa precisa de ótimos recursos tecnológicos, sobretudo integrações poderosas e sistemas inteligentes de logística e organização. Caso contrário, a chance de problemas durante as operações é bastante alta.
Como funciona o cross docking?
O cross docking pode ser explicado através de 5 passos simples:
recebimento em armazéns;
distribuição;
registro e revisão;
embalo;
expedição.
Vamos apresentar alguns detalhes dessas operações nas próximas seções:
1. Recebimento em armazéns
A primeira ação é o recebimento dos produtos em armazéns. No caso, são as mercadorias requisitadas dos fornecedores, que já contam com destino certo – mas podem vir todas misturadas, inclusive em caminhões diferentes.
No recebimento, são analisados os produtos, suas etiquetas e conferida a qualidade. A descarga dos produtos também é feita nessa ocasião, com o intuito de realocação entre os veículos disponíveis.
2. Distribuição
A distribuição dos produtos é feita de acordo com o destino de cada um deles. Essa etapa pode ser automatizada, de modo que cada veículo receba produtos com destinos próximos entre si, diminuindo os tempos de entrega.
Todavia, é claro que a logística não é tão simples assim: em algumas situações, será preciso uma etapa adicional de envio, que ocorre quando o destino do veículo ainda está longe do destino do produto.
3. Registro e revisão
Antes de preparar os itens para envio, é preciso garantir que os produtos certos foram destinados aos clientes certos. Portanto, uma etapa de registro e revisão é feita, de modo a garantir o sucesso do envio.
O registro também é importante para atualizar o status do envio, em caso de integração com sistemas de acompanhamento de entrega.
4. Embalo
Os produtos que chegam dos fornecedores raramente estão prontos para envio. De fato, boa parte vem com embalagens genéricas, que não representam a marca de sua empresa.
Existe a possibilidade de ocorrer desembalamento das caixas vindas dos fornecedores, de modo a ser necessário embalar os produtos novamente, preparando-os para envio.
Aqui é preciso seguir as boas práticas de fretamento, como adicionar informações ao pacote, usar plástico bolha e assim por diante.
5. Expedição
Por fim, a expedição é feita de acordo com o destino de cada veículo e pacote, seguindo a estratégia de envio adotada na distribuição de mercadoria, e levando-se em conta a capacidade de cada veículo.
Como implementar o cross docking?
O cross docking é uma solução importantíssima para diversos desafios logísticos do mercado atual. Ou seja, ele conecta diversos métodos, técnicas e ferramentas de última geração, de modo a orquestrá-las para tirar o máximo de proveito delas.
Além disso, vale dizer que não existe uma solução final para o cross docking, pois ele precisa se adequar à realidade das empresas – e isso pode mudar muito, de acordo com a dinâmica do mercado.
Nesta seção, vamos apresentar os elementos básicos para implementar o cross docking em sua empresa. Confira!
Planeje o cross docking
Antes de mais nada, você precisa planejar todos os detalhes de acordo com as necessidades da sua empresa.
Só para exemplificar, pode ser que um novo centro de distribuição faça mais sentido do que designar um local já existente. Ou então o modelo contínuo seja mais interessante do que o híbrido.
Além disso, é imprescindível ajustar as demandas de sua empresa ao potencial de entregas do centro de distribuição. Vale lembrar que, quanto maior o centro, mais complexa sua gestão; por isso trabalhar com vários centros menores pode ser a melhor saída.
Lembre-se de conciliar as demandas existentes às que suas análises estão prevendo. Assim você consegue suprir as demandas cotidianas, ao passo que se prepara para futuras expansões.
Invista em um ERP
É fundamental trabalhar com as tecnologias certas para o cross docking. Dentre elas, o ERP é indispensável, dado que ele integra todos os dados da empresa, permitindo acompanhar os processos em tempo real.
A sigla ERP significa “Planejamento de Recursos Empresariais”, em tradução literal. Em outras palavras, todos os recursos empresariais, incluindo os recursos humanos, estão integrados nesse sistema.
Com ele, a gestão dos centros de distribuição e dos processos adotados serão muito mais simples!
Treine sua equipe
O treinamento da equipe é uma obrigação para que o cross docking tenha fluidez. De fato, é preciso que todos os processos sejam executados de forma rápida e precisa, visando a maior eficiência possível.
Portanto, o treinamento deve englobar o uso das ferramentas, a postura durante a execução dos processos, e aspectos relacionados a vencer desafios que possam surgir durante a execução da estratégia.
Vale lembrar que é uma equipe treinada que faz os resultados acontecerem. Então, a quantia alocada para o treinamento deve ser encarada como um investimento, e não como custo.
Negocie com fornecedores
A negociação com fornecedores é parte fundamental da estratégia de cross docking. Afinal, você pode conseguir ótimas oportunidades ao expor seus planos sobre centro de distribuição, dado que isso significa um relacionamento de longo prazo com fornecedores.
No entanto, também existe a possibilidade de as negociações ocorrerem por conta de barreiras associadas aos fornecedores. Locais muito distantes, fretes caros demais ou baixa quantidade de itens adquiridos por vez são algumas delas.
Não são todos os fornecedores que aceitam participar dessa estratégia, ainda mais quando o volume de vendas, do lado deles, for baixo.
Ofereça um ótimo atendimento
Embora estejamos falando de um sistema logístico, jamais descuide do atendimento ao cliente. Afinal, ele também faz parte da experiência do consumidor, mais precisamente da etapa do pós-venda, hoje muito explorada para a fidelização de clientes.
A parte mais importante para o cross docking são os pedidos de reembolso. Dessa forma, você precisa organizar a logística reversa, que deve seguir os mesmos princípios do envio de mercadorias: quanto mais itens agrupados ou menor o caminho percorrido pelos veículos, melhor para a empresa.
Monte um centro de distribuição
É imprescindível trabalhar com um centro de distribuição. Como ficou claro, ele é um dos elementos essenciais ao bom andamento do cross docking, inclusive sendo impossível trabalhar com essa estratégia, em grande escala, sem um local dessa natureza.
O centro de distribuição deve estar alocado em uma região estratégica para sua empresa, de modo a suprir as demandas principais do negócio, ou a explorar possíveis mercados para sua empresa.
Você pode, inclusive, ter vários centros de distribuição, desde que desenvolva uma forma de gerir todos eles ao mesmo tempo – o que também pode ser feito através de um ERP.
Teste antes de iniciar as operações
Antes de colocar a mão na massa para valer, você precisa testar se todos os processos estão ocorrendo de forma harmoniosa. Além disso, quando trabalhadores com pouca ou sem experiência são empregados, eles precisam se adequar ao ritmo de trabalho dos centros de distribuição.
Para realizar estas duas tarefas de uma vez, nada melhor do que começar com alguns testes iniciais com cross docking.
Devemos ressaltar que são esperados diversos problemas durante os testes. Afinal, é tudo muito novo, e um tempo de adaptação é necessário para que se atinja um bom ritmo de trabalho.
Use todos os resultados coletados dos testes para otimizar ainda mais sua estratégia.
Busque a perfeição
Por fim, faz parte de qualquer estratégia buscar a perfeição, e o cross docking não é diferente.
Seus centros de distribuição podem passar por diversos cenários inesperados, tanto positivos quanto negativos. Haverá períodos de alta intensidade de trabalho, que demandam técnicas para aliviar a pressão nos locais de trabalho.
Além disso, novos desafios vão surgir no horizonte ao longo dos anos. O importante é manter uma postura de aprendizado em todos esses momentos, sempre registrando os métodos utilizados para driblar esses eventos, para posterior uso.
A cultura de aperfeiçoamento é mandatória nas empresas atuais, sendo uma métrica de competitividade importante.
Quais as vantagens do cross docking?
Como ficou claro ao longo do conteúdo, o cross docking traz muitas vantagens para quem sabe aplicar essa estratégia logística.
A principal delas é o espaço, que antes era um grande problema para as empresas. De fato, os espaços tomam outra função, passando de uma postura passiva para outra ativa, indo de estoque para onde as ações são executadas.
Além disso, há muita economia envolvida nessa estratégia, dado que um mesmo percurso é capaz de realizar diversas entregas. Isso otimiza a utilização dos recursos da empresa, melhora o retorno das operações e diminui custos.
Feita esta pequena introdução, vamos explicar todas as vantagens detalhadamente a seguir:
Espaço
Como mencionamos, o espaço toma outra característica, pois, ao invés de participar passivamente, ele é usado para realizar diversas operações, sobretudo a distribuição, registro, embalo e assim por diante.
Ou seja, se antes tínhamos os espaços como recursos para estocagem, agora temos que qualquer metro quadrado é usado de forma produtiva. Assim, os espaços de sua empresa conseguem agregar ainda mais valor, principalmente quando estão alocados em regiões estratégicas para o negócio.
Redução de furtos
No Brasil, o índice de criminalidade é muito alto, e isso se agrava quando olhamos para as principais cidades de nosso país. Isso gera um problema: são nas principais cidades que a maioria dos negócios são feitos, mas são nelas que os criminosos mais atuam.
Como lidar com esse dilema? O cross docking traz uma solução plausível para ele: a pouca permanência de estoques.
Embora muitas pessoas acreditem que não existe estocagem no cross, na verdade os produtos são armazenados sim, mas por tempos bastante curtos, geralmente abaixo de 24 horas.
Quanto menos tempo parados, menores as chances de furtos.
Aplicar o cross docking é sinônimo de economia nas operações de sua empresa porque, de uma forma ou de outra, custos serão cortados, ou então o aproveitamento dos recursos da empresa será amplificado.
Vale lembrar que o custo de uma viagem é sempre o mesmo. Porém, quanto mais produtos forem entregues de uma vez, mais diluído esses custo ficará para a empresa. E a proposta do cross é justamente entregar o máximo de produtos em uma única viagem.
Aliás, técnicas de logística reversa otimizadas também são trabalhadas, permitindo aproveitar as viagens de volta dos veículos da empresa, reduzindo ainda mais os gastos com o translado de produtos.
Prazo de entrega reduzido
O prazo de entrega reduzido é um dos principais diferenciais competitivos para as empresas.
Tudo começou com o frete grátis, que surgiu no mercado há alguns anos. Na época, os consumidores adoraram a ideia, a qual se tornou um padrão do comércio, amplamente idolatrada pelos clientes – mesmo com custos maiores para os consumidores, haja vista.
Recentemente surgiram as entregas ultra rápidas. Nelas, os produtos conseguem ser entregues no mesmo dia da compra, o que deixou os consumidores loucos.
Como esses recursos são bastante conhecidos pelos consumidores, é raro encontrar um comprador que aceite esperar mais de 1 semana até receber o produto comprado. Até mesmo as compras internacionais vindas da China estão demorando muito menos do que demoravam.
Toda essa argumentação serve para mostrar que o prazo de entrega reduzido é de extrema importância para todas as empresas que querem se manter competitivas.
Portfólio maior
Como os estoques são minimizados e, em algumas situações, extintos, sua empresa consegue trabalhar com um número maior de produtos, adquirindo todos os benefícios de um modelo “long tail” de negócio.
O aumento no portfólio se dá na mesma medida que a necessidade de estoque desaparece. Afinal, o modus operandi é igual para qualquer produto, o que confere uma enorme liberdade para a organização.
Assim, empresas com estoque pequeno conseguem vender uma grande variedade de itens, seguindo a lógica clássica de poucas vendas, mas um leque enorme de produtos.
Fortalece o caixa
Por fim, um dos benefícios indiscutíveis do cross docking é o fortalecimento de caixa. Para entendermos esse benefício, devemos pensar no fluxo de dinheiro na organização.
Tomando como base uma empresa convencional, há o investimento em estoque, que muitas vezes tem uma velocidade bastante lenta de venda. Assim, a empresa pode levar um tempo considerável até reaver o investimento e ter lucro na operação.
Já na estratégia cross, por outro lado, o tempo entre o investimento e a coleta de lucros é bastante reduzido, dado que o produto não fica parado em armazéns por muito tempo.
Ter um caixa forte é o primeiro passo para conseguir investimentos sólidos em sua empresa, fazendo-a alcançar novos patamares de faturamento.
Quais as desvantagens do cross docking?
Infelizmente, todas as estratégias do mundo real trazem consigo algumas desvantagens, e com o cross docking não é diferente.
Como você pôde notar, são necessários diversos recursos para que o sistema entre em operação, e isso requer investimentos, seja na compra ou aluguel de espaços físicos, ou em sistemas tecnológicos para gerir todos os processos.
Além disso, a organização da estrutura logística precisa ser impecável, dado que estamos falando de um sistema estilo “corrente”: o processo seguinte depende do processo anterior.
Posto isto, veja em mais detalhes logo a seguir:
Investimento
Se sua empresa não possui locais com potencial de centro de distribuição, será necessário investir nessas áreas, sendo que bons pontos custam muito dinheiro.
De fato, como estratégias parecidas com o cross têm sido aplicadas por empresas de todos os tipos, terrenos próximos dos grandes centros urbanos inflacionaram muito ao longo dos últimos anos, deixando os preços realmente salgados.
Além disso, são necessárias estruturas para que a estratégia entre em operação, que necessitam de ferramentas, equipamentos e mão de obra especializada.
Tudo isso também precisa ser colocado na ponta do lápis.
Necessidade de integração
O mercado de TI brasileiro está realmente avançado. Hoje, existem diversos sistemas de integração disponíveis no mercado, cada um com suas funções, pontos positivos e negativos.
Na verdade, é essa imensa variedade de produtos de integração que pode prejudicar o cross docking. Se sua organização usa um sistema em particular, que não suporta as integrações demandadas, será preciso adquirir outro sistema de integração para o negócio.
Fora o gasto para implementar esse novo sistema, existem custos “invisíveis”, como a baixa produtividade dos colaboradores no primeiro contato com o novo sistema.
Tempo e organização
Por fim, a última desvantagem é a questão do tempo e da organização. Como você pôde perceber, esse sistema logístico funciona como uma orquestra, onde diversas partes devem estar afinadas para que a melodia final fique adequada.
O problema é que existem muitas partes, e boa parte delas foge do controle da sua empresa, como os próprios fornecedores.
Assim, um atraso gera outro atraso, que gera outro atraso, e assim por diante.
Conclusão
O cross docking é uma ótima ferramenta para tornar sua empresa mais competitiva no mercado. Sem dúvidas, é o próximo passo de qualquer negócio que atue no varejo, sendo de fundamental importância para a expansão do mesmo.
Perguntas frequentes
Apenas e-commerce deve investir em cross docking?
Normalmente, ele é uma estratégia muito utilizada pelos e-commerces. Mas isso não quer dizer que ele não possa ser utilizado em outras empresas. Muito pelo contrário. O mercado varejista e as indústrias fazem o uso dessa estratégia.
Qual a diferença entre cross docking e transit point?
Transit point, do inglês, ponto de transição, é uma área de passagem de produtos, normalmente mais afastada de armazéns e depósitos centrais. Enquanto isso, o cross docking utiliza espaços menores, de empresas que muitas vezes não tem estoque.
Quem pode utilizar o cross docking?
Todas as empresas e tipos de empresas podem fazer o uso do cross docking, desde que o mesmo se encaixe nas formas de venda.
O processo de controle de contas a receber é de absoluta importância para a estabilidade financeira de qualquer micro ou pequena empresa.
Entretanto, muitos empreendedores encontram certa dificuldade em gerenciar este processo de uma forma eficiente. Isso porque ainda não possuem experiência em relação ao controle financeiro à frente de seus negócios.
O controle de contas a receber é essencial para as empresas manterem uma boa organização financeira e assim melhorarem os seus resultados. Com a projeção de futuros valores que irão reforçar o seu orçamento empresarial, é possível analisar a possibilidade de realizar novos investimentos ou aumentar a folha de pagamento, dentre outras ações estratégicas.
Uma empresa sem controle de suas contas não possui uma visão exata a respeito de sua situação orçamentária. À medida que não enxerga com clareza a necessidade de capital, ela não consegue lidar com futuras despesas. E assim, não consegue realizar uma projeção de caixa a médio e longo prazo.
Pensando nisso, selecionamos 7 dicas que podem te ajudar a otimizar o processo de controle de contas a receber em sua empresa e assim realizar uma gestão financeira mais eficiente de seu negócio. Confira!
É importante organizar todas as suas contas de acordo com os seus respectivos prazos de recebimento. Possuir este rigoroso controle evita que você realize cobranças em datas indevidas para os seus clientes e também possa se precaver mais facilmente contra situações de inadimplência.
Neste sentido, também é importante analisar o perfil de seus clientes em relação a agilidade de pagamento. Quais deles costumam efetuar pagamentos mais adiantados? Quais costumam atrasar?
São informações importantes para que se possa fazer uma projeção adequada de todas as contas a serem recebidas pela sua empresa. Para que você consiga realizar um controle eficiente de sua clientela, é recomendável utilizar um bom programa de cadastro de clientes.
Tenha disciplina com seu fluxo de caixa
O primeiro passo para melhorar significativamente o controle de contas a receber é integrar os lançamentos no fluxo de caixa de maneira organizada e precisa. Isso é feito registrando os valores de cada conta e suas respectivas datas de vencimento.
Isso vai permitir, inclusive, que você adapte seu fluxo de recursos conforme as datas em que o dinheiro efetivamente entra na empresa. Assim, é mais simples de equilibrar entradas e saídas, para absorver o capital necessário antes dos prazos estipulados para satisfazer suas obrigações.
2. Não faça o controle manualmente
O controle de contas a receber por parte da sua empresa, até pode ser feito em um caderno ou agenda. Entretanto, estes métodos são um tanto quanto ultrapassados se comparado a recursos mais informatizados, como a nossa planilha de fluxo de caixa disponibilizada gratuitamente para download.
Por meio da planilha, você pode fazer um gerenciamento de todas as contas que já foram efetivamente recebidas e as que ainda estão projetadas. Assim como em relação a todas as contas a pagar. A planilha permite uma gestão rápida e eficiente de todas as movimentações financeiras da sua empresa, sem nenhum custo de implementação.
3. Estimule o pagamento adiantado por parte de seus clientes
Que receber pagamentos adiantados é a melhor opção para não haver nenhuma chance de inadimplência, você já sabe. Além disso, os recebimentos adiantados proporcionam uma maior segurança ao orçamento de sua empresa e a possibilidade de pagamentos imediatos a seus fornecedores.
Mas afinal, como estimular os seus clientes a realizarem esta ação? O pagamento adiantado não pode trazer vantagens e segurança somente para a sua empresa. É preciso que os clientes tenham benefícios ao efetuar esse tipo de pagamento. Ofereça descontos em seus produtos, vantagens em outras ações realizadas pela sua empresa, descontos em empresas parceiras, dentre outras situações.
Dessa forma, os clientes terão uma boa experiência de compra e sentiram-se motivados a realizar o pagamento adiantado em outras transações. Para isso, também é necessário que você realize a emissão das faturas de pagamento para os seus clientes o mais rápido possível.
Se você deseja agilidade no pagamento, os clientes também necessitam de agilidade por parte da sua empresa para efetivarem esse pagamento. De nada adianta você querer receber pagamentos adiantados e demorar para emitir os documentos de fatura de determinada conta.
Além de oferecer vantagens para os clientes em casos de pagamentos antecipados, é preciso deixar claro para eles o quanto você ficou satisfeito com essa agilidade, enviando mensagens agradecendo os pagamentos adiantados e prestando um eficiente atendimento pós-venda, procurando saber se o seu produto ou serviço foi satisfatório.
São atitudes que podem parecer simples, mas que tornam a experiência de compra dos clientes mais prazerosa e aumenta as chances não só de fidelização da sua clientela. E, também há possibilidade de haver ainda mais pagamentos adiantados.
Crie bons relacionamentos com os clientes
É essencial manter o ótimo relacionamento com a clientela, mesmo com aqueles que eventualmente atrasam os pagamentos. Vale a pena analisar os clientes que costumam fazer negócios com você, a fim de identificar os que costumam atrasar mais e os que sempre pagam em dia, de modo que seja possível se preparar para lidar com cada tipo de pessoa ou empresa.
4. Antecipe-se à inadimplência
Não pense que existem clientes inadimplentes somente na sua empresa, viu? Isso acontece com a maioria absoluta dos empreendimentos, e é importante aprender a trabalhar com o problema. Avalie, mês a mês, sua taxa de inadimplência, ao longo dos últimos anos, e entenda como a falta — ou o atraso — nos pagamento afeta seu negócio. Dessa forma você terá elementos para se precaver e se preparar melhor para os próximos períodos.
Não tenha medo de cobrar seus clientes inadimplentes
De nada adianta manter o controle de contas organizado, com gerenciamento adequado de prazos de recebimento, a origem de cada conta e os clientes responsáveis por cada uma, sem realizar a devida cobrança após a expiração dos prazos.
Muitos empresários possuem certo “constrangimento” de cobrar seus clientes inadimplentes e acabam ficando longos períodos sem receber o projetado. Essas decisões geram prejuízos para o fluxo de caixa de suas empresas. Por isso, em hipótese alguma fique com receio de cobrar os seus clientes que não efetuarem o pagamento na data prevista.
Se sua empresa prestou um serviço ou vendeu determinado produto, é obrigação do cliente cumprir com os seus compromissos financeiros. Para que você possa realizar as cobranças devidamente e ter certeza que realmente o prazo expirou, é necessário fazer o controle de contas a receber de forma diária, para que não se esqueça de nenhuma movimentação.
Mas é claro, procure realizar a cobrança de forma educada e atenciosa, procurando saber quais foram os motivos do atraso, de forma a deixar o cliente a vontade e ajudá-lo a resolver a pendência financeira da forma mais amigável possível. Entretanto, não esqueça de verificar o histórico de inadimplência e atraso por parte dos clientes.
Com um bom programa de cadastro de clientes, você consegue enxergar os que estão atrasando o pagamento pela primeira vez e aqueles que já apresentam este problema de uma forma recorrente.
Se você foi atencioso, procurou saber os motivos que levaram ao atraso de pagamento e mesmo assim a situação voltou a se repetir com o mesmo cliente, certamente é o momento de repensar a realização de negócios com esse cliente.
Se você não gosta de realizar essas cobranças diretamente, possua um departamento financeiro voltado especificamente para as cobranças e gestão de pagamentos.
Seja cortês no momento da cobrança
Quando um produto é vendido ou quando um serviço é realizado e o prazo de pagamento já expirou, torna-se direito do vendedor cobrar pela dívida. Existem, contudo, diversos meios para se fazer isso, sempre cuidando para que o relacionamento com o cliente se mantenha bem. Pode-se, por exemplo, enviar um e-mail como forma de lembrança de que o prazo da cobrança está próximo, obviamente antes do vencimento da fatura. Vale a pena, ainda, já enviar uma cópia do boleto no anexo deste correio eletrônico.
5. Analise os dados dos clientes antes de efetuar a liberação do crédito
É preciso ter muito cuidado na realização de vendas a prazo. Avalie o histórico e risco de crédito de cada cliente antes de realizar a liberação de pagamento de crédito por parte de seus clientes. A avaliação de risco de crédito de cada consumidor, é importante mesmo que se trate de bons pagadores, pois a situação financeira desses clientes pode ter mudado e eles podem apresentar dificuldades para arcar com todas as parcelas futuras.
Ofereça descontos para quem pagar antecipado
Mais interessante do que receber no prazo é receber antes mesmo do vencimento da conta, garantindo não só a ótima concretização do negócio, mas a entrada de recursos na empresa. Só que, para receber de forma antecipada, o empreendedor tem que oferecer uma contrapartida para o cliente, o que pode ser feito sob a forma de descontos percentuais para o pagamento antes do vencimento, por exemplo. Isso certamente incitará ao menos parte de sua clientela à adimplência.
6. Não conte com os valores a receber antes do tempo
Realizar a projeção de seu orçamento a um médio prazo, a partir dos valores referentes as suas contas a receber, é de suma importância para analisar a possibilidade de realizar novos investimentos no futuro. Mas não se esqueça! Jamais dependa dos valores de contas que ainda estão para serem recebidas como o suficiente para arcar com as suas futuras despesas.
Isso porque conforme falamos ao longo deste artigo, a inadimplência de clientes é uma situação recorrente, e a dependência destes recebimentos para arcar com as suas futuras despesas, pode fazer com que a sua empresa não possua o capital necessário para efetuar os seus pagamentos.
Sendo assim, é essencial que você somente contabilize os valores de suas contas a receber, quando estas forem efetivamente depositadas em seu caixa. É necessário ter em mente as suas futuras contas a pagar e assim calcular a necessidade de capital de giro, que será o valor suficiente e destinado para arcar com as despesas empresariais.
7. Utilize um software de gestão financeira
O controle de contas a receber por parte de sua empresa, até pode ser realizado por meio de uma planilha eletrônica do excel. Entretanto, apesar de não apresentar nenhum custo para a sua implementação, a planilha não é capaz de agrupar todos os processos gerenciais de seu negócio de uma forma unificada.
Seriam necessárias diversas planilhas específicas para cada aspecto da empresa: uma para o controle de vendas, uma para o controle de suas contas, uma para o estoque e assim por diante…
Além desta falta de praticidade, o controle financeiro em uma planilha é bastante limitado se comparado aos recursos disponibilizados por um software de gestão financeira, que além do controle de contas a pagar e a receber, possibilita a geração de relatórios gerenciais sobre os mais variados indicadores financeiros de sua empresa, como fluxo de caixa, DRE, ABC de vendas e muitos outros, além de proporcionar o controle de todos os processos de sua empresa em uma única ferramenta, de uma maneira extremamente prática, segura e rápida!
eGestor
O eGestor é um software de gestão empresarial totalmente fácil e online para a sua micro e pequena empresa. Através do sistema, é possível realizar um controle financeiro bastante aprofundado de seu negócio, gerenciar suas compras e vendas e controlar o seu estoque, além de emitir notas fiscais eletrônicas e boletos bancários para os seus clientes.
E tudo isso pode ser feito de onde estiver, por meio de qualquer computador, tablet ou smartphone.
Razão social: é o nome da pessoa jurídica registrado em órgãos governamentais e outras instituições, sendo totalmente exclusiva.
Nome fantasia: é o nome da marca. É o nome pelo qual ela será reconhecida pelo público, utilizado em fachadas, panfletos e redes sociais.
Para quem quer começar a empreender, existem alguns conceitos básicos. Alguns são cruciais para iniciar o registro e as etapas burocráticas de seu novo negócio. Confira mais sobre os termos razão social e nome fantasia.
A razão social é o nome real da sua empresa. Ela é o nome que estará vinculado a todos os documentos e ao número do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica). Esse nome constará, por exemplo, em registros em cartório, além da junta comercial e programas ou órgãos governamentais.
Também estará:
no contrato social, que é a certidão que oficializa sociedades na Junta Comercial do estado em que a sede da empresa se localiza,
contratos de prestação de serviço,
notas fiscais – tanto as emitidas pela empresa quanto recebidas por fornecedores da mesma,
documentos bancários,
escrituras,
e qualquer outra documentação oficial que seja necessária para os trâmites do negócio.
Uma particularidade é que a razão social precisa ser absolutamente exclusiva. Ou seja, ela não pode pertencer a nenhuma outra empresa criada e corretamente registrada anteriormente. Mesmo que essa outra empresa seja sua.
Escolher um nome que ainda não tenha sido utilizado por nenhum outro negócio pode ser uma tarefa árdua, uma vez que exige muita pesquisa e criatividade. Atualmente, com o advento da tecnologia, existem métodos de consulta rápidos e fáceis. Eles podem ser utilizados online, de qualquer computador ou dispositivo móvel.
Basicamente, para descobrir se o nome escolhido por você para sua razão social já foi utilizado por outra pessoa, basta acessar o site da Junta Comercial do seu estado. As abas equivalentes a esse serviço no menu do site de cada Junta variam. Mas costumam estar demarcadas como “Pesquisa de Empresas”, “Consultar Nome” ou “Consulta de Viabilidade de Nome”.
A Razão Social da empresa é assegurada por lei pelo Código Civil Brasileiro e pela Constituição Federal.
Como escolher a razão social
Para decidir o nome, é importante saber que a razão social estará dividida em três partes distintas. São elas:
Designação: diz respeito ao nome em si, escolhido por você e consultado na Junta, assegurando que não exista nenhuma outra empresa com o mesmo nome.
Atividade: diz respeito ao ramo em que sua empresa atua, e/ou ao serviço que ela oferece.
Enquadramento da empresa: refere-se a responsabilidades, cargos e funções dos diretores, presidentes, CEOs ou administradores dentro da empresa. Dito isso, o enquadramento pode ser definido pela sigla S.A. ou LTDA.
LTDA
LTDA significa sociedade limitada, e diz respeito ao capital social do seu negócio, que, nesse modelo, é dividido em cotas previamente definidas através do anteriormente citado contrato social. Cada sócio fica com uma cota, de acordo com o que foi definido nesse documento. A responsabilidade de cada um desses sócios deve ser proporcional a sua cota na empresa.
S.A.
Já no modelo S.A., a sigla significa sociedade anônima. Como o nome sugere, os “sócios” não são definidos contratualmente porque, ao invés de cotas, o capital social da empresa é dividido em ações, e, ao invés de sócio, o dono de cada ação é chamado acionista. A responsabilidade de cada acionista dentro do negócio é proporcional ao preço inicial de emissão de suas ações.
Logo, o enquadramento da razão social deve ser definido de acordo com o modelo de capital social de sua empresa. Então, retomando: a razão social será definida pela equação DESIGNAÇÃO + RAMO DE ATIVIDADE + ENQUADRAMENTO DA EMPRESA. Na prática, o nome completo será: NOME DA SUA EMPRESA SERVIÇO OFERECIDO LTDA.
Para que serve a razão social?
A razão social é um elemento de identificação de sua empresa. Assim como pessoas físicas possuem vários tipos diferentes de documento necessários para terem seus direitos reconhecidos e seus deveres cobrados perante a sociedade, pessoas jurídicas também precisam.
Ela é imprescindível para a legalização da empresa, assim como o endereço do espaço físico e CNPJ. Será necessário informar o nome escolhido para sua razão social sempre que for solicitar algum serviço, demanda ou material, formalizar alguma negociação ou pedido e se inscrever em demandas, programas ou editais governamentais.
Portanto, não há como fugir dessa etapa importante para a formalização do seu novo negócio.
Diferenças entre Razão Social e Nome Fantasia
O nome fantasia também é conhecido como nome de marca. É o termo utilizado para identificar o estabelecimento que é utilizado pela empresa do primeiro, segundo ou terceiro setor.
Então, a partir do momento em que registra a razão social na junta comercial e decide iniciar suas atividades, a empresa deve registrar um nome comercial. Esse será utilizado na fachada do estabelecimento e produtos da empresa. Mas também será utilizado em material de publicidade online como site, página no Facebook, Instagram, por exemplo.
Este nome também será aplicado nos materiais impressos da instituição, como panfletos, cartão de visita e outros. Em algumas empresas, é necessário a criação do manual de identidade visual para que sua marca seja reconhecida pelo cliente. Assim, é criado uma afinidade visual relevante entre cliente e empresa. Além disso, o logo da empresa e as cores usadas, podem ser decididas por um profissional de design, comunicação ou marketing.
Esses profissionais têm conhecimento em mercadologia das cores. Esse é um conhecimento necessário na hora de decidir o logotipo da sua empresa e pode atrair o cliente com maior eficácia.
Por fim, o nome fantasia pode ser igual a razão social. Entretanto, não tem obrigatoriedade neste aspecto, pois é empregado de forma mais atrativa para o cliente.
Como registrar o nome fantasia
O registro do nome comercial deve ser feito junto aos órgãos competentes, nesse caso é o órgão de marcas e patentes. É necessário registrar o nome escolhido para evitar a utilização do mesmo título por sociedades diferentes, mesmo que não seja obrigatório.
As marcas que são registradas passam a ter junto ao seu nome o símbolo ®. Ele é utilizado para identificação de marca registrada. Após esse símbolo no nome da empresa, ela é dona absoluta da marca.
Em diversos casos, a marca se torna tão conhecida perante ao público consumidor que passa a valer mais que os bens patrimoniais da empresa registrada como razão social.
Considerações finais
Portanto, se você está pensando em abrir um negócio, é muito importante saber diferenciar os conceitos de razão social e nome fantasia.
Razão social: nada mais é do que o nome verdadeiro de sua empresa. O nome que estará escrito no seu CNPJ e no contrato social. Ela precisa ser exclusiva.
Nome fantasia: é o nome comercial que a empresa utiliza nos produtos em geral e nas redes sociais da empresa. O nome fantasia da empresa também será utilizado em materiais impressos de divulgação, como panfletos.
eGestor
O eGestor é um sistema online ideal para auxiliar no gerenciamento de sua micro e pequena empresa. O software realiza funções de controle de estoque, controle financeiro e emissão de diversos relatórios referentes às atividades de sua empresa.
Tudo isso de uma forma automatizada e a partir de qualquer local por meio de um computador ou dispositivo móvel, já que é um sistema completamente em nuvem.
A compra ou venda de um item, para ser comprovada, conta com um registro. Esse registro pode ser um recibo ou uma nota fiscal eletrônica. Um dos tipos de nota fiscal que utilizamos para comprovar uma transação é a NFC-e, a nota fiscal do consumidor eletrônica. Hoje, ela é obrigatória em alguns estados brasileiros, mas como saber a obrigatoriedade no seu estado? Você, empreendedor baiano, sabe se deve emitir a nota fiscal do consumidor eletrônica? Entenda tudo sobre emitir NFC-e em BA.
A nota fiscal do consumidor eletrônica, NFC-e, é um dos tipos de nota fiscal utilizada no Brasil. Ela foi criada com o intuito de substituir o cupom fiscal. Dessa forma, ela é mais rápida e mais simples. Também com o intuito de tornar mais fácil, a nota possui apenas os dados do emissor da nota, ou seja, quem vende a mercadoria.
Além disso, ela é totalmente online, portanto a denominação eletrônica. Isso facilita a sua consulta, possibilitando o cliente de realizá-la através de um dispositivo com acesso a internet e uma conexão. Isso também faz com que seu armazenamento seja online, diminuindo gastos com o próprio armazenamento e com a impressão.
A NFC-e pode ser consultada através da SEFAZ BA, ou por aqui.
DANFE NFC-e
A DANFE é a sigla para Documento Auxiliar de NF-e, a nota fiscal eletrônica. Sendo assim, a NFC-e também possui a DANFE NFC-e, o documento auxiliar da nota fiscal do consumidor eletrônica. Esse documento auxiliar tem como intuito ser um documento simplificado da nota. Mas deve conter os dados do arquivo eletrônico XML da nota. Ela também deve ser impressa em impressora comum, sendo assim, não fiscal.
Uma das propostas da DANFE NFC-e é que ela seja utilizada para o transporte de mercadorias. Assim, ela deve, obrigatoriamente, acompanhar produtos que não foram entregues ao comprador. E, para que a consulta dela seja mais fácil e rápida, ela deve conter um QR code, o código de barras bidimensional.
Ainda que seja obrigatório para o transporte de mercadorias, a DANFE NFC-e não tem sua impressão obrigatória. Isso quer dizer que ao realizar a compra, o cliente pode solicitar a sua impressão ou não. Mas é sempre importante lembrar que a obrigatoriedade ocorre para transporte e em caso de nota fiscal do consumidor emitida em contingência.
Em caso de ainda haver alguma dúvida, ela pode ser sanada no “Manual de Especificações Técnicas do DANFE NFC-e e QR Code”. Ele pode ser consultado no Portal da Nota Fiscal Eletrônica, dentro do menu “Documentos / Manuais”. Ou por aqui.
Quem emite NFC-e em BA
O decreto nº 17.878 de 22 de agosto de 2017 estipula que as empresas criadas a partir de 22 de agosto de 2017 devem, obrigatoriamente, emitir a NFC-e em BA. Já, a partir de 1º de novembro de 2017, as empresas inscritas no cadastro contribuinte da Bahia também devem emitir a NFC-e. E, a partir de 1º de janeiro de 2019, os estabelecimentos optantes do Simples Nacional também devem seguir a obrigatoriedade da NFC-e em BA.
Data
Implementação
22 de agosto de 2018
Todo novo estabelecimento inscrito no CAD-ICMS da Bahia
1º de novembro de 2018
Estabelecimentos inscritos no cadastro de contribuinte da Bahia que apurem o imposto pelo regime de conta-corrente fiscal
1º de janeiro de 2019
Estabelecimentos de contribuintes optantes pelo Simples Nacional
É importante lembrar que os MEIs ainda não se encaixam neste decreto. Assim como a obrigatoriedade não se aplica nas operações de serviço público, como fornecimento de água ou energia elétrica, por exemplo. Também nas prestações de serviços de comunicação, transporte de carga, ou instituições de assistência social ou educação. Outra situação em que não se deve emitir a NFC-e em BA é quando contribuintes optam por emitir a NF-e em todas as operações. Assim, eles não realizam a emissão da NFC-e.
A não emissão da NFC-e por empresas que devem realizá-la também gera problemas para a empresa. Isso, porque todas as empresas obrigadas a emitir a nota fiscal do consumidor eletrônica que não o fizerem terão sua inscrição estadual cancelada, conforme disposto no inciso XVI do art. 27 do RICMS.
Como cancelar uma NFC-e
A nota fiscal do consumidor eletrônica pode ser cancelada através do mesmo sistema que a emite. Mas existem regras para seu cancelamento. Uma delas é que o produto não pode ter sido retirado do estabelecimento fornecedor para que a nota seja cancelada. Outra, é que ela não pode ser feita após o prazo de 24h da sua emissão.
Carta de correção serve para NFC-e?
A carta de correção foi criada para uso exclusivo da nota fiscal eletrônica, a NF-e. Sendo assim, ela não pode ser utilizada para correção de NFC-e.
É possível emitir uma NFC-e em contingência?
Uma nota fiscal pode ser emitida em contingência apenas em casos especiais. Sua autorização ocorre quando existe algum problema de comunicação, ou no processamento das informações da nota. Sendo assim, quando não há possibilidade de emissão da forma convencional.
Portanto, a nota fiscal do consumidor eletrônica não pode ser emitida em contingência sem uma razão. Também é importante ressaltar que a nota deve ser repassada a SEFAZ no prazo de até um dia útil após a data da emissão da nota em contingência.
Se ainda houver algum questionamento em relação a nota em contingência, é possível consultar o “Manual de Especificações da Contingência Offline para NFC-e”. Ele é encontrado no Portal Nacional da NF-e, na área “Documentos / Manuais”. Ou por aqui.
Como emitir NFC-e em BA
Para realizar a emissão de notas fiscais do consumidor eletrônicas é necessário contratar um sistema emissor de notas fiscais. Além, disso, o emissor deve:
Ter um sistema emissor de nota fiscal;
Credenciamento na SEFAZ e a permissão para emitir a nota;
Inscrição estadual em dia;
Impressora não fiscal;
Código de Segurança do Contribuinte, o CSC;
E CNPJ regularizado;
Para solicitar a emissão de notas fiscais, basta entrar em contato com a SEFAZ BA. Já, a solicitação do código de segurança do contribuinte, o CSC, pode ser feita diretamente por aqui.
Com um sistema emissor de NFC-e, como o eGestor, para emitir a nota, a empresa deve cadastrar todos os dados citados acima no sistema emissor. Após, basta inserir os dados da venda. A partir da inserção de todos os dados da empresa e os da venda, é possível apenas selecionar emitir a NFC-e.
No eGestor
Um sistema que conta com o emissor de NFC-e é o eGestor. Além de manter toda a gestão da sua empresa, do seu financeiro, estoque, fluxo de caixa, entre outros, o sistema também emite notas fiscais, sejam elas NF-e, NFC-e ou NFS-e.
Em meio a um mercado cada vez mais competitivo, formar parcerias com outras empresas é uma ótima maneira de expandir um negócio e atrair uma clientela mais abrangente. Através de uma parceria, as empresas cooperam uma com a outra de forma a obter crescimento e potencializar suas respectivas marcas no mercado.
Uma parceria é um acordo entre duas partes, que oferece grandes possibilidades de desenvolvimento para as empresas envolvidas. Isso porque, com ela, não há necessidade de realizar grandes investimentos para atrair um novo público. Além de poder compartilhar alguns processos de produção e oferecer melhores condições de compra para seus clientes, dentre outras vantagens, como veremos a seguir.
O que é parceria e o que ela representa
De acordo com o dicionário Michaelis Online, parceria significa:
Reunião de pessoas por interesse e objetivo comum; companhia, sociedade:
Já éramos sócios no trabalho. O que representava certo progresso. Pelo jeito, a desconfiança estava dando lugar – ainda que em estranho horário – à parceria” (MS).
ou
Reunião de dois ou mais compositores, principalmente de música popular:
Fez esta música em parceria com um compositor famoso.
Ou seja, parcerias são acordos entre duas ou mais pessoas, onde todas buscam o sucesso em um objetivo em comum.
Normalmente esses objetivos são:
Novos clientes
Aumento da receita
Expansão do negócio
Quais são os sinônimos de parceria
Existem alguns sinônimos da palavra parceria, que significam a mesma coisa. Por exemplo, os sinônimos de parceria que visam um objetivo comum:
Colaboração
Cooperação
Combinação
Coadjuvação
Coparticipação
E os sinônimos de parceria que são sociedades de pessoas com objetivos comuns:
Sociedade
Acordo
União
Ligação
Associação
Tipos de parceria
Parceria de produto ou serviço ou Joint Ventures
Parcerias de produto ou serviço, normalmente, acontecem quando empresas constroem um produto ou serviço em conjunto. Em sua maioria, é preciso que essas empresas não sejam competidoras entre si, uma vez que a intenção desse tipo de parceria é que o público de cada uma conheça os produtos ou serviços da outra.
Parceria de marca ou Co-Branding
Muito parecido com a parceria de produto, a parceria de marca une duas empresas, buscando o aumento de vendas e do valor agregado, fazendo com elas promovam um produto conjunto ou as suas competências.
Nesse caso, elas podem ser do mesmo segmento e algumas vezes até concorrentes. Por exemplo, empresas que comercializam alimentos podem realizar esse tipo de parceria sem, praticamente, nenhum tipo de perda.
Parceria de distribuição
Essas parcerias são muito conhecidas, estamos falando de afiliados e atacadistas, assim como distribuidores. Ela funciona como uma promoção externa do negócio.
Corporate Ventures
Esse tipo de parceria gira muito mais em relação a investimentos financeiros em grandes empresas. Ou seja, quando uma empresa ou conglomerado investe dinheiro em, normalmente, startups, ou novos negócios.
É comum que esses não se envolvam em decisões da empresa, mas sim, apenas realizam o investimento e colhem frutos. Algumas startups que receberam aportes e hoje são unicórnios, são: Nubank e 99. Enquanto isso, alguns exemplos de empresas grandes que realizam esses investimentos são: Magazine Luiza, Mercado Livre e Locaweb.
Maior alcance
O alcance de ambas empresas envolvidas na parceria empresarial é amplamente potencializado. Afinal, as empresas parceiras divulgam os produtos e serviços uma da outra para seus clientes. Esse aumento de alcance acontece porque o negócio destas empresas chega com muito mais facilidade a um público que ainda não é seu principal consumidor, mas que, no fim, pode se tornar um cliente em potencial.
Otimização de processos
Em muitas parcerias empresariais, o processo de produção e gestão é totalmente compartilhado, o que traz uma maior facilidade para as empresas envolvidas. Com a indicação das empresas parceiras, o processo de vendas também se torna muito mais facilitado. Assim, gerando mais chances de aumentar a produtividade.
Soma de qualidades
Quando se realiza uma parceria com uma empresa que é forte em alguma área, seu empreendimento vai se tornar mais forte nessa área, e, portanto, mais completo. Isso acontece porque a empresa com um domínio maior sobre um ramo pode suprir qualquer eventual necessidade da sua.
Vamos supor que você possui um ótimo produto ou presta um excelente serviço, mas não consegue realizar uma divulgação adequada. Neste caso, formar parcerias com agências de publicidade ou de marketing digital, por exemplo, será uma excelente alternativa de complementar o seu serviço. Essa ação também irá elevar os seus resultados a um nível muito mais expressivo.
O mesmo acontece se você conseguir suprir as necessidades de seus parceiros, certamente sua empresa ficará com uma imagem muito positiva no mercado.
Como formar parcerias de sucesso
Formar parcerias empresariais pode ser fundamental para alavancar o sucesso de seu empreendimento. Mas, é preciso tomar cuidados ao escolher seus parceiros. Assim, analise todas as possibilidades e procure empresas que complementam o seu trabalho e que possam ser de fato vantajosas e lucrativas com o decorrer da parceria. Por isso, se você está em busca de parceiros para a sua empresa, selecionamos algumas dicas de como formar parcerias de sucesso:
Busque parceiros que complementam o seu negócio
Como já falamos acima, as empresas parceiras precisam complementar e agregar no trabalho uma da outra.
Por exemplo, se sua empresa trabalha com publicidade, estude a possibilidade de fazer parcerias com empresas de áudio e vídeo. Essas empresas possuem um público com interesse semelhante ao seu, assim, podem auxiliar na produção de campanhas publicitárias.
Se você possui uma academia de musculação, que tal pensar em parcerias com lojas que vendem suplementos alimentares? E assim, oferecer descontos para os clientes de sua academia na compra destes produtos?
Nestes casos, as parcerias não só complementam o negócio, como também acabam suprindo outras necessidades de seus clientes. Assim, se tornando um diferencial para a sua empresa.
Para definir que tipo de parceiros podem auxiliar o seu negócio, realize um estudo interno de sua empresa e identifique em que aspectos ela ainda deixa a desejar. A partir de então, pense em quem pode suprir estas necessidades.
Seu parceiro pode ser de um nicho totalmente diferente do seu. Porém, é recomendável que ele possua clientes com o mesmo interesse. Como, por exemplo, no exemplo que citamos acima, de uma possível parceria de uma academia de musculação com uma loja de suplementos alimentares!
Tenha parceiros alinhados com a perspectiva de sua empresa
É importante que você busque parceiros que possuam um pensamento alinhado com o da sua empresa. Mas, que também tenha ambições de crescimento. Do contrário, podem ocorrer muitas discussões e a parceria pode não se estabilizar. Por isso, o ideal é formar parcerias com empresas que sejam de um porte semelhante a sua.
Uma boa forma de identificar as empresas que podem contribuir neste sentido é através da internet. Aproveitando que ela é uma ferramenta extremamente poderosa para a formação de novos negócios. Em especial a rede social Linkedin, nela, o processo de busca por interesses e empresas é bastante fácil. Ela também tem a facilidade de contato, que esta e outras redes sociais, como as plataformas digitais, de uma forma geral oferecem.
O mesmo vale para a empresa parceira. Sua empresa precisa compensar algum possível ponto fraco de seu parceiro. A partir da identificação destes fatores e das empresas que potencialmente podem vir a se tornar parceiras, é preciso conversar e consultar o interesse em realmente firmar esta parceria. Assim, o auxílio de uma parceria pode fazer toda a diferença. Comece a construir uma boa relação com seu potencial parceiro!
Esclareça como vai funcionar a parceria
É imprescindível deixar bem claro ao seu parceiro o que ele terá que fazer relacionado a sua empresa. Estabeleça um plano de ação com as medidas a serem tomadas e com as recompensas em casos de cumprimento de metas.
Por isso, é importante fechar uma parceria devidamente formalizada com um contrato bem especificado. Lembrando que também existe a parceria informal, que é feita somente a partir de um acordo e de conversas, mas sem a assinatura de contrato.
Por estar em fase inicial de parceria e ainda não conhecer a fundo o seu negócio, o seu parceiro pode demorar certo tempo para começar a trazer resultados para a sua empresa. Mas isso não pode ser motivo para cancelar a parceria.
Invista em um constante treinamento e aperfeiçoamento de seus parceiros. Assim, eles podem indicar e falar dos produtos ou serviços de sua empresa de uma forma bastante satisfatória. Isso irá causar o interesse dos clientes em procurar a sua empresa!
Mensure os resultados da parceria
Se por um lado é preciso ter paciência para esperar retorno de seus parceiros, por outro é preciso ficar sempre atento e fazer constantes avaliações da parceria.
Se você oferece treinamento para o parceiro melhorar os resultados, dedica o máximo de atenção para trazer resultado para as empresas parceiras, mas percebe que elas não estão na mesma sintonia que você e nem estão empenhadas da mesma forma, é hora de reconsiderar esta parceria.
As parcerias devem ser vantajosas para os dois lados sempre. Caso contrário, algo está errado, a parceria está fugindo do seu princípio inicial!
Estratégias para uma parceria de sucesso
Na maioria dos negócios, associar forças traz benefícios mútuos. Esses, podem ser desde uma economia na aquisição de materiais, aumento da agilidade nos processos e até mesmo o compartilhamento de conhecimentos e informações. Parcerias trazem vantagens competitivas para os dois lados — afinal, é uma parceria! Ou seja, se entende que tanto você quanto seu parceiro vão sair ganhando, certo?
Já que esse pode ser um grande benefício para seu negócio, talvez seja a hora de pensar no que poderia ser feito para criar parcerias de sucesso!
Analise os benefícios reais da cooperação
Antes de estabelecer as parcerias, uma análise da situação da sua empresa é muito bem-vinda. É importante saber os pontos principais de organização do negócio, seja do financeiro, ou até sobre os colaboradores. Dessa forma se sabe os pontos fortes para serem mencionados e os pontos fracos para serem melhorados. Uma ferramenta que pode ajudar nesse processo é a análise SWOT.
Só assim você será capaz de enxergar quais parceiros podem contribuir para amenizar suas fragilidades. E, assim, é mais fácil escolher o parceiro ideal. Lembre-se sempre de que você tem que ganhar com essa associação de forças, porque, caso contrário, não existiria motivo para fazê-la.
Colabore para a melhoria do negócio do parceiro
Obviamente, o negócio do parceiro também deve ganhar com a parceria estabelecida entre vocês. É por isso que você deve se esforçar para dar sugestões e contribuir com melhorias a partir do que sua própria empresa pode oferecer.
Assim, seu parceiro terá a abertura necessária para também recomendar novas práticas, dar ideias e soluções de mercado que você talvez não conheça, mas que podem ser muito úteis para seu negócio. O importante é que a interação seja constante e sempre construtiva.
Aprimore suas competências e aptidões
Quanto mais habilidades você tiver, mais será capaz de potencializar o próprio negócio e dar aos parceiros soluções certeiras para suas organizações. Nesse sentido, o relacionamento e o nível de confiança tendem a ser ampliados. Ainda, a colaboração entre vocês certamente será muito mais sólida, fazendo com que os conhecimentos agregados de fato melhorem os negócios de ambos.
Alinhe valores e princípios
Os valores e princípios éticos devem sempre vir em primeiro lugar quando falamos de parcerias. Verifique se esses valores e princípios também fazem parte de sua cultura, para que a relação seja duradoura e para que não venham a ter maiores problemas no futuro.
A comunicação entre vocês deve ser clara e sem ruídos. Vocês não precisam necessariamente pensar da mesma forma — e pode até ser melhor que não o façam —, mas seus perfis também não podem causar atritos que sejam negativos ao bom andamento da parceria.
Meça e avalie os resultados
Qualquer relação precisa de ajustes de vez em quando, não é mesmo? E, como não haveria de ser diferente, na parceria de mercado certas adaptações ou mudanças também precisarão ser realizadas ao longo do tempo.
Nesses momentos, veja se ambas as empresas têm obtido ganhos efetivos com a associação de forças, conserte tudo aquilo
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