Como abrir uma empresa: Passo a passo [Atualizado 2022]

Escrito em: 04/01/22
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Abrir uma empresa é o sonho de muita gente. Os principais motivos para abrir empresa normalmente são ser seu próprio chefe, ter o trabalho dos sonhos ou ter mais tempo livre.

O começo pode ser desafiador, mas tendo certeza de que é esse o caminho ideal, os obstáculos serão superados e o sucesso virá! Lembre-se: crises econômicas não são motivo para deixar de abrir um negócio e podem ser a oportunidade ideal para o nascimento de grandes negócios. Para ajudá-lo a realizar esse sonho, criamos um passo a passo de como abrir uma empresa:

Por onde começar a abrir uma empresa

Quando se decide abrir uma empresa, existem alguns passos que devem ser seguidos. Entre eles:

  • Decidir as atividades que irá exercer
  • Escolher o tipo de empresa
  • Definir o regime jurídico
  • Selecionar o regime tributário
  • Montar o Contrato Social
  • Levar os documentos na Junta Comercial
  • Conseguir os alvarás necessários
  • Fazer a inscrição estadual (e municipal, se necessário)

Esses são alguns dos passos na hora de abrir um negócio legalmente. Ainda, existe a preparação pessoal, além de definir localização, estratégia de marketing e outros.

Conheça também: o que é o REDESIM, portal que visa facilitar o entendimento sobre os processos para registro e legalização dos negócios.

Após dar entrada na Junta Comercial, através do site da Receita Federal, o empreendedor receberá o Número de Identificação de Registro de Empresa (NIRE).

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Quanto custa abrir uma empresa

Essa é uma dúvida básica de muitos empreendedores, e a resposta é: depende da empresa. Depende da cidade que a empresa será aberta e o porte da mesma, por exemplo.

Mas, de acordo com uma pesquisa da Firjan, o custo médio para abrir uma empresa é de R$ 2.038,00. Entretanto, podemos citar o exemplo de São Paulo, onde os custos das taxas da Junta Comercial são de R$ 300,00. Bem menores que no Rio de Janeiro, que podem ser de até R$ 1.200,00.

Porém, existem despesas básicas que fazem parte de qualquer negócio, como aluguéis, compra de produtos ou contrato de prestação de serviços e regimes tributários que serão cobrados frequentemente.

Fazer o levantamento de todos esses custos não é tarefa fácil, principalmente porque você precisa conhecer todos os tributos e impostos que sua empresa precisará pagar. Dessa forma, vemos que o melhor a se fazer é elaborar um plano de negócios e definir o capital social da empresa antes.

Ainda, a melhor maneira de ter os valores de forma mais correta é com um contador, o que também implica em um valor.

Quanto tempo leva para abrir uma empresa

Um dos principais motivos para abrir uma empresa é ganhar dinheiro. Isso significa que o empreendedor quer que tudo esteja pronto o mais rápido possível. Mas abrir uma empresa leva tempo.

De acordo com o Mapa de Empresas do governo federal, o tempo médio para abertura de empresa é de 2 dias e 16 horas. Ainda, em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 5h.

Esse tempo equivale ao intervalo para registrar a empresa nos órgãos necessários e receber o CNPJ. Toda fase de planejamento e estruturação não é contabilizada neste dado.

Passo a passo para abrir uma empresa

Entenda melhor cada passo:

1. Pesquise antes de abrir uma empresa

Antes de decidir abrir uma empresa, pesquise muito sobre o assunto. O conhecimento sobre o mercado lhe dará vantagem em abrir o negócio e mantê-lo. As três principais informações que você precisa antes de criar sua empresa são:

  • Área que sua empresa irá atuar;
  • Alvarás de funcionamento necessários para o exercício da atividade;
  • Nomes de corporações idênticas ou com detalhes semelhantes;

2. Defina o modelo do negócio

Qual o intuito do negócio? O que ele irá comercializar? É para isso que servem os modelos de negócios. Entenda mais sobre os modelos de negócio:

  • B2C: A sigla, em inglês, significa Business to Consumer, ou seja, Empresa para Consumidor. Esse modelo de negócio significa a venda direta da empresa para o consumidor final. Por exemplo: mercados e farmácias.
  • B2B: Mais uma sigla em inglês, que quer dizer Business to Business, ou Empresa para Empresa. Ou seja, é para quem vende produtos ou serviços para outra empresa, e não para o consumidor final. Por exemplo: empresas de transporte.
  • Franquia: É comprada uma espécie de licença para comercialização e distribuição de produtos ou serviços. Assim, é necessário seguir as regras da empresa que foi adquirida, mas se tem apoio para marketing, vendas, fornecedores e outros. Por exemplo: Boticário, AmPm e Cacau Show.
  • Assinatura: Normalmente se dá pela forma online, mas podendo ser de forma física, ocorre através do pagamento de um valor recorrente que concede produtos ou serviços. Por exemplo: assinatura de revistas, Netflix e Spotify.
  • Freemium: Muito parecido com o modelo de assinatura, o intuito é disponibilizar um serviço grátis, mas que possui limitações que são desbloqueadas com a versão paga.
  • SaaS: Também com a sigla derivada do inglês, Software as a Service, ou Software como Serviço. É um software digital, normalmente na nuvem, que atua como um serviço, onde é pago um valor recorrente para o uso do sistema, suporte e manutenção. Por exemplo: eGestor e Google Drive.
  • Marketplace: É um comércio virtual de bens onde mais de uma empresa pode fazer a oferta de produtos. A sua vantagem é, principalmente, o valor, uma vez que é mais barato do que montar seu próprio e-commerce. Mas, a sua desvantagem é a competição. Por exemplo: Amazon e Mercado Livre.
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3. Escolha a atividade do seu negócio

O CNAE é a Classificação Nacional de Atividades Econômicas. É essa classificação que demonstra qual a atividade principal, e se houver, secundária do negócio.

A atividade selecionada estará no CNPJ da empresa, portanto, não é tão simples mudar. Ela também assegura que a empresa possa ter a melhor tributação, e influencia até no porte do negócio.

4. Elabore um plano de negócios

O plano de negócios é um projeto de como sua empresa irá funcionar. Ou seja, ele é um documento que indica todos os dados do negócio, desde produtos ou serviços, público-alvo e fornecedores, até a viabilidade do negócio e como ele fará a gestão.

Basicamente, ele que guiará o negócio pelos anos que seguem. Assim, devem constar, especificados, o plano operacional, plano de marketing e plano financeiro.

5. Preciso contratar um contador para abrir uma empresa?

Não é obrigatório, mas é extremamente recomendado que você contrate um contador. E eu explico o porquê: o contador é o profissional responsável em mantê-lo informado e alerta a qualquer dado sobre sua empresa perante os órgãos públicos. Além disso, ele sabe dizer sobre a entrega de todos os documentos para serem protocolados à Junta Comercial da sua região.

Além disso, ele resolve as questões financeiras e de regime jurídico para que sua empresa funcione. E não é só isso, veja as principais vantagens de ter um contador:

6. Escolha o tipo de empresa

Existem alguns tipos de empresas que definem algumas situações do seu negócio. Por exemplo, os tipos de empresa definem o faturamento do negócio, o pagamento de impostos e a quantidade de funcionários que um pode ter. Entenda quais são os tipos de empresa:

  • Microempresário Individual (MEI): O MEI é a maneira mais simples de abrir uma empresa, mas, ele tem a limitação de faturamento de R$ 81 mil anualmente. Ainda, só é possível a contratação de um funcionário CLT e não é possível ter sócios.
  • Microempresa (ME): Ao contrário do MEI, a microempresa pode ter mais de um sócio. Ela também fatura até R$ 360 mil por ano e pode ter entre 9 e 19 funcionários.
  • Empresa de Pequeno Porte (EPP): A EPP pode ter de 10 a 99 funcionários e faturar entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões por ano.

7. Defina a natureza jurídica

Ainda, além de definir o tipo de empresa, é necessário definir a natureza jurídica do negócio. Podendo ser:

  1. Empresário Individual e Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): são os tipos mais simples e não exigem mais de um sócio. Não existe separação jurídica entre os bens do dono do negócio.
  2. Sociedade Limitada: exige mais de um sócio. O dono do negócio e o sócio responderão na Justiça como pessoa jurídica.
  3. EI: é o empresário individual. Todo o patrimônio da pessoa física está ligada à pessoa jurídica.

8. Identifique o regime tributário

Como saber o quanto de impostos sua empresa terá de pagar? Isso é definido pelos regimes tributários definidos. São eles: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um desses tem suas especificações. O contador pode lhe informar todo tipo de tributo que cabe à sua empresa, além do valor e data de pagamento.

  • Simples Nacional: esse regime unifica os oito impostos pagos pelos empresários em apenas uma guia. Ele foi criado justamente para facilitar o dia a dia do empresário. Porém, podem aderir apenas empresas que faturam menos de R$ 4,8 milhões por ano, entre outros.
  • Lucro Presumido: dentro desse regime, os valores dos impostos se baseiam no lucro da empresa. Por isso, é necessário ficar atento a quantidade de impostos que são pagos e a quanto a empresa lucra.
  • Lucro Real: o regime de lucro real é obrigatório para qualquer empresa que tenha receita bruta acima de R$ 78 milhões por ano. Nele são definidas alíquotas para o pagamento dos impostos baseados no lucro líquido da empresa.

9. Documentações necessários para abrir uma empresa

Aqui a ajuda do contador é essencial. Ele irá conferir todos os documentos, evitando atrasos que inviabilizam a criação da empresa. O contador saberá a documentação necessária para as autorizações que cada segmento exige, pois esses documentos podem variar também de acordo com cada prefeitura.

De qualquer forma, disponibilize sempre seus documentos pessoais:

  • RG e CPF;
  • Comprovante de Residência;
  • Certidão de Casamento (caso seja casado);
  • Cópia do IPTU da área onde a empresa irá atuar.

Em alguns casos, podem ser exigidos outros documentos como CRM ou OAB. Se não for o caso, a Justiça dará entrada na abertura da empresa. Então será necessário o Contrato Social.

10. Contrato Social

O Contrato Social é o documento que comprova a sua participação e a dos sócios na empresa. Todas as informações previamente definidas com o contador estarão agora no papel. Ou seja, todos os interesses das partes, objetivo da empresa e detalhamento de cotas e sociedade devem ser prescritos neste contrato.

11. Como registrar minha empresa?

Depois de criar o Contrato Social, dando continuidade no processo de abrir empresa, é hora de ir à Junta Comercial registrar sua empresa. Para isso, alguns documentos são necessários:

  • Contrato social (três cópias);
  • Requerimento Padrão (Capa da Junta Comercial, em uma via);
  • Cópia do RG e CPF do empreendedor e dos sócios;
  • FCN (Ficha de Cadastro Nacional), com os dois modelos (uma via);
  • Pagamento das taxas e do Guia de Recolhimento (JC) e do DARF (CNE).

Alguns segmentos e prefeituras podem exigir mais documentos além dos obrigatórios. Após dar entrada na Junta Comercial, através do site da Receita Federal, o empreendedor receberá o Número de Identificação de Registro de Empresa (NIRE). Essa numeração dará entrada na emissão do CNPJ via Sedex ou na sede da Receita Federal de sua região.

12. Inscrição Estadual + Documentos necessários para abrir uma empresa

A Inscrição Estadual é obrigatória para empresas que atuam com prestações de serviços, operações em comércio e transportes e o cadastro também é realizado pela internet. Algumas prefeituras exigem primeiro o alvará de funcionamento, outras exigem a inscrição estadual antes do alvará.

Os documentos que devem ser entregues são:

  • RG e CPF do empreendedor e dos sócios;
  • Cópia do Ato constitutivo (obtida quando emitido o contrato social);
  • DCC (Documento Complementar de Cadastro), em uma via;
  • Cópia do CNPJ;
  • Comprovante de contribuição do ISS;
  • Comprovante de residência do empreendedor e dos sócios (original e cópia);
  • Cópia do alvará de funcionamento da empresa;
  • Número de cadastro do contador;
  • DUC (Documento Único de Cadastro), em três vias.

13. Licenças necessárias para abrir uma empresa

São várias as licenças necessárias para sua empresa funcionar. Em algumas prefeituras, a emissão do registro municipal, que dá acesso às licenças, vem junto com a entrada na Junta Comercial. Mas nem todas fazem isso, obrigando o empreendedor a realizar essa etapa à parte. Apenas depois de ter o registro municipal é possível conseguir todas as licenças e alvarás.

Existem as licenças gerais e algumas bem específicas para cada segmento de empresas. As licenças gerais são:

Licenças ambientais

As licenças ambientais são as que autorizam o funcionamento de empresas que causam impacto no meio ambiente em que se encontram. Essas licenças podem ser emitidas tanto em regime municipal e estadual e muitas empresas, como metalúrgicas, fábricas e laboratórios precisam desse documento.

Licença do Corpo de Bombeiros

A licença do Corpo de Bombeiros é obrigatória para todas as empresas. É o Corpo de Bombeiros que irá avaliar a estrutura do estabelecimento, se a sustentação afeta prédios vizinhos e outras informações relacionadas à segurança do patrimônio e dos arredores.

Licença sanitária

A licença sanitária é obrigatória para diversos setores como: alimentação, medicamentos e educação, por exemplo. Órgãos como a ANVISA que são responsáveis em emitir essa licença.Para facilitar tanto os órgãos competentes quanto a rapidez para aprovação de atuação da sua empresa, verifique se sua documentação está em dia e disponível. Os documentos principais para obter essas licenças e alvarás são os seguintes:

  • CNPJ (cópia);
  • Contrato social (cópia)
  • Formulário da prefeitura;
  • Comprovante do endereço da empresa (cópia);
  • Laudo dos órgãos de vistoria.

14. Trabalhos Fiscais

Obrigações trabalhistas, pagamentos de tributos e outras responsabilidades legais devem ser de total conhecimento do empreendedor para a empresa funcionar. Por isso, geralmente com 30 dias de funcionamento da empresa, é necessário fazer o cadastro na Previdência Social.

Além disso, sua empresa precisa de autorização para emitir notas fiscais e obter os livros fiscais. Nesse caso, basta ir até a sede da SEFAZ e fazer a solicitação.

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Principais erros ao abrir uma empresa

É isso! Você seguiu o passo a passo e a sua empresa está pronta! Mas os desafios de empreender não são apenas burocráticos. Muitos empreendedores desistem de abrir um negócio porque esbarram em outros obstáculos. Veja a seguir quais são os 15 principais erros ao abrir uma empresa e fuja de todos eles!

1. Não planejar na hora de abrir uma empresa

O planejamento é essencial em todas as fases da vida de uma pessoa — e no mundo dos negócios também, afinal, é necessário definir aonde se espera chegar e quais os recursos exigidos ao longo do caminho.

O grande número de empresas que fecham antes de seus primeiros dois anos está muito relacionado à falta de planejamento. E não ter esse planejamento é um dos principais erros ao abrir uma empresa. O planejamento, por sua vez, pode ser feito por meio de uma ferramenta muito importante: o plano de negócios.

2. Não ter um plano de negócios

O plano de negócios é o que dita os objetivos e as metas organizacionais e, por isso, é considerado uma ferramenta fundamental, que deve ser produzida logo nas etapas iniciais da empresa.

Entre outras funções, essa ferramenta ajuda na determinação de quais serão os recursos materiais, financeiros e humanos utilizados no negócio e como ele deverá ser visto pelos clientes em médio a longo prazo.

3. Não conhecer verdadeiramente o ramo

Alimentício, vestimentas, animais de estimação… São tantos os ramos disponíveis para ingresso no mercado que muitos empreendedores acabam pesquisando superficialmente sobre cada um deles antes de tomar a decisão da área onde investir.

Esse erro é bastante grave. Sem conhecer a fundo os ramos, como será possível perceber as verdadeiras oportunidades para abrir uma empresa que cada um deles oferece?

4. Não definir corretamente seus produtos e serviços

Muitas empresas são abertas com a falsa ideologia de oferecer tudo a todos e pouquíssimas conseguem, de fato, alcançar esse objetivo. Definir produtos e serviços, conhecendo-os a fundo e direcionando-os a mercados específicos, é o melhor meio de ter sucesso.

5. Não pesquisar o mercado fornecedor

Da mesma forma, não conhecer quais serão seus potenciais fornecedores é um grande erro. O maquinário necessário, ou as mercadorias que serão comercializadas, podem ser facilmente adquiridas ou precisarão de longos e custosos processos para serem entregues?

Além de pesquisar os fornecedores, o ideal é criar um banco de dados onde eles possam ficar cadastrados para futuras negociações.

6. Não avaliar a localização da empresa

O ponto comercial é uma importante ferramenta no mundo dos negócios. Analisar estrategicamente essa localização é, portanto, essencial.

Por exemplo, abrir uma empresa do ramo de roupas em um local de pouco movimento gerará grandes gastos com propaganda. Um aluguel mais caro em um ponto movimentado, por sua vez, possibilitará automaticamente maior visibilidade para o negócio.

7. Não pesquisar empresas concorrentes

Que empresa pode ser considerada uma concorrente direta do seu negócio? Quais são os pontos em comum entre vocês? Vocês oferecerão as mesmas marcas e produtos? Quais os diferenciais que levariam os clientes dela a comprar na sua empresa? Observar atentamente cada um desses pontos é a melhor maneira de entrar consciente no mercado, desenvolvendo estratégias desde seus primeiros dias.

8. Não pesquisar o mercado consumidor

Quem vai comprar o que a sua empresa está vendendo? Por mais que o produto seja uma necessidade que independe de idade, sexo ou etnia, é importantíssimo pesquisar pelo perfil do mercado consumidor. A correta análise desses dados proporcionará um direcionamento mais preciso de suas propagandas, por exemplo.

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9. Não ter um bom atendimento

Parece difícil acreditar que um dos principais erros ao abrir uma empresa esteja relacionado ao atendimento ao cliente. Entretanto, verifica-se que é gigantesco o número de negócios que não priorizam a área e acabam por desagradar ao seu público.

Um cliente cativado volta a fazer compras com a empresa, enquanto outro que teve uma má impressão, além de não retornar, convence vários clientes a não comercializarem com você. Trata-se de um grande prejuízo que deve ser evitado!

10. Não conhecer os processos operacionais ao abrir uma empresa

Antes de tirar uma ideia do papel, todas as suas vertentes devem ser estudadas e analisadas, evitando-se posteriores surpresas no dia a dia corporativo.

Sendo assim, é imprescindível determinar quem fará o que dentro da empresa e quais são os processos de fabricação de um produto, por exemplo, antes de partir para a realidade.

11. Não fazer análise de viabilidade da empresa

A ideia toda é interessante, mas será que ela é realmente viável? Como se determina a viabilidade de um projeto que visa a abrir uma empresa?

Primeiramente, é preciso calcular as estimativas de resultados: o que você espera do retorno deste empreendimento? Depois, é necessário avaliar o capital que o negócio requer para sair do papel: qual o valor do investimento? Por fim, leve em conta o tempo que a empresa levará para trazer o retorno e veja se está dentro do que você pode aguardar.

12. Não organizar o financeiro ao abrir uma empresa

Abrir uma empresa requer extremo planejamento financeiro, com a previsão orçamentária do negócio sempre atualizada.

Todos os gastos, investimentos, faturamentos e lucros devem ser colocados no papel — ou, melhor ainda, no sistema — para um controle mais efetivo e real da situação financeira da empresa.

13. Não separar as despesas pessoais das despesas da empresa

Erro incrivelmente comum e que tem levado muitas empresas à falência, misturar as finanças pessoais com as da empresa é um passo para o precipício, afinal, não é porque você é o dono do negócio que todas as entradas podem ser aproveitadas em benefício próprio.

A empresa precisa de recursos para se manter, adquirir novos estoques, quitar a folha de pagamentos e investir em infraestrutura e em novidades para os seus clientes. Usar o dinheiro indevidamente pode ocasionar o fracasso do negócio.

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14. Não saber calcular capital de giro

Calcular o capital de giro e trabalhar com prazos de vendas são dois fatores essenciais para que a empresa não se afunde em dívidas e empréstimos bancários.

O capital será responsável por impulsionar, sempre a empresa, ao permitir que esta invista em novas tecnologias e produtos para o seu público sem deixar de pagar as suas contas — ou pior, pagando juros altíssimos.

15. Não emitir nota fiscal

Outro erro bastante comum e que tem complicado a vida dos empresários é a não emissão de notas fiscais, problema grave que pode gerar atritos diretamente com o fisco. Hoje, felizmente, na hora de abrir uma empresa, já é possível solicitar sistemas e softwares online que atuam exatamente no fornecimento desse documento.

Como saber o porte da empresa

Existem duas principais maneiras de definir o porte de uma empresa, através do IBGE e através da ANVISA. O IBGE faz a divisão por indústrias e comércio e prestação de serviços pela quantidade de funcionários.

IBGE

  • Comércio e serviços
    • Microempresa: até 9 funcionários
    • Pequeno Porte (EPP): de 10 até 49 funcionários;
    • Médio Porte: de 50 até 99 funcionários;
    • Grande Porte: mais de 100 funcionários.
  • Indústria
    • Microempresa: até 19 funcionários
    • Pequeno Porte (EPP): de 20 até 99 funcionários;
    • Médio Porte: de 100 até 499 funcionários;
    • Grande Porte: mais de 500 funcionários.

ANVISA

  • Microempresa: até R$ 360 mil;
  • Pequeno Porte (EPP): entre R$ 360 mil e R$ 4.8 milhões;
  • Médio Porte (Grupo IV): igual ou inferior a R$ 6 milhões;
  • Médio Porte (Grupo III): entre R$ 6 milhões e R$ 20 milhões;
  • Grande Porte (Grupo II): entre R$ 20 milhões e R$ 50 milhões;
  • Grande Porte (Grupo I): superior a R$ 50 milhões.
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O que fazer depois de abrir uma empresa

Você fez todo o necessário para abrir uma empresa e ela está pronta. O que fazer agora? Existem alguns passos que podem ser seguidos:

Siga o plano de negócio

O plano de negócio é um documento que mostra justamente os objetivos do negócio e o que será feito para alcançá-los. Agora que a empresa está oficialmente aberta, ele deve ser seguido. É preciso estar atento para entender como ele realmente funciona, como o público se comporta e até a sazonalidade. Isso fará com que controlar o negócio seja cada vez mais simples.

Controles internos

O controle financeiro da empresa é essencial. É ele que mostra a viabilidade de investimentos e como está a situação geral. Com um controle financeiro bem feito se entende quais são as melhores épocas para promoções, como fazer campanhas, como cobrar seus clientes, quando realizar ações de marketing mais diretas, entre outras tantas decisões. Também é com ele que se sabe quando o cliente deve realizar o pagamento e quando se deve pagar o fornecedor, por exemplo.

Já em empresas que comercializam produtos, o controle de estoque é fundamental, tal qual o controle financeiro. O estoque do negócio é a maior fonte de ativos, ou seja, é onde está a maior parte do dinheiro da empresa. Quando o controle de estoque não é feito da melhor forma, as chances de haver prejuízos são grandes.

Ainda, existem outros tipos de controle que devem ser feitos, como controle de vendas, de fluxo de caixa e outros. Conforme a empresa for se adaptando, ela também acaba demonstrando o que será necessário. Assim, a melhor forma de monitorar esses controles é através de um sistema que integra todos esses dados, como o eGestor.

Esteja atento aos pagamentos

Um dos principais indicadores a que você deve estar atento agora que a empresa está aberta é o faturamento. Ele demonstrará se a empresa pode continuar no regime tributário que se encontra, mas também qual valor de pró-labore, por exemplo.

Para saber esse dado é necessário realizar a emissão de notas fiscais. São elas que mostram com assertividade os valores de venda e, consequentemente, de faturamento.

Ainda, dependendo do regime que a empresa se enquadra é necessário estar atento aos pagamentos mensais. No Simples Nacional, por exemplo, o pagamento da DAS deve ser feito até o dia 20, que é a data de vencimento. Também quem se enquadra nos outros regimes deve estar atento à data de pagamento da guia GPS, referente ao INSS.

Perguntas frequentes

Já tenho uma empresa. Posso abrir outra?

Depende do tipo da empresa. Cada uma tem duas regras específicas a serem seguidas, entenda:
MEI: não é possível. O MEI não pode ter sócios e não pode ser proprietário de outra empresa.
EI: Pode ter uma EIRELI e mais de uma SLU ou LTDA
EIRELI: Pode ter uma EI e mais de uma SLU ou LTDA
LTDA ou SLU (Sociedade Limitada Unipessoal): Pode ter uma EI, ou EIRELI SLU ou LTDA.
Ainda, quem se enquadra no Simples Nacional deve ter atenção. Isso porque o faturamento anual, cujo máximo no regime é de R$ 4,8 milhões, é a soma das empresas. Ou seja, você pode ter quantas empresas quiser cadastradas no Simples Nacional. Mas, o faturamento total delas não pode ultrapassar o máximo do Simples, os R$ 4,8 milhões.

Como emitir nota fiscal?

A partir do momento que todos os passos citados acima estiverem cumpridos e sua empresa estiver aberta, é possível emitir as notas fiscais. Ainda, saiba que o MEI não é obrigado a emitir notas fiscais.
Cada tipo de nota, seja NF-e, NFS-e ou NFC-e possui sua regulação para emissão. Mas, todas precisam de um sistema emissor de notas para realizar o processo.

Como funciona a aposentadoria sendo pessoa jurídica?

Para ter sua aposentadoria assegurada é necessário realizar a contribuição ao INSS. Atualmente esse valor é de 11% do salário. No caso do dono do negócio, essa porcentagem é sobre o prolabore.
Mas, caso você seja MEI, o valor do INSS já está incluso na DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

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<a href="https://blog.egestor.com.br/author/pedro-henrique-escobar/" target="_self">Pedro Henrique Escobar</a>

Pedro Henrique Escobar

Pedro Henrique Escobar é formado em Administração e gerente de marketing no eGestor. O eGestor é uma ferramenta online para gestão de micro e pequenas empresas. Teste gratuitamente em: eGestor.

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