Iniciar seu negócio próprio online é uma tarefa que exige muita responsabilidade. Você sabe que deve sempre pensar em tudo com antecedência, mas na prática, as coisas acontecem bem diferentes. O que levar em consideração? Como não esquecer o mais importante? Como calcular os riscos? Reunimos as respostas para estas perguntas em uma lista para ajudar você a trilhar o caminho certo.
1. Faça um plano de negócios
Não confie em ninguém que diz que é possível começar um negócio online sem um plano de negócios detalhado. Você construiria uma casa sem um alicerce forte? Ela entraria em colapso dentro de pouco tempo. É a mesma coisa com o e-commerce ou qualquer outro tipo de negócio online.
Um plano de negócios é um documento que inclui:
descrição do projeto: qual é o tipo de negócio, quanto você precisa investir nele, o período de retorno esperado e qual é a previsão de lucro;
análise de nicho e de esfera, levando em consideração tendências, perspectivas, fatores positivos e negativos;
plano de marketing: como você vai promover a sua empresa e produtos, qual será o posicionamento do negócio (bem como, o orçamento para isso), análise do público-alvo, argumentação de preços;
análise de concorrentes: lista dos principais concorrentes, os pontos fortes e fracos deles, métodos de competição;
descrição do produto e do processo de venda (desde encontrar fornecedores até organizar a entrega aos clientes);
plano operacional: uma descrição completa do seu projeto, incluindo os recursos necessários para administrar o negócio online;
plano financeiro: cálculos detalhados da atividade planejada: a quantia de investimento, a distribuição de fundos, despesas planejadas e receitas previstas por 1 ou mais anos, eficiência do investimento, períodos de retorno, etc. Se você planeja atrair um investidor, esta tabela será a parte principal do plano.
2. Planeje a estrutura do seu negócio online
Empresa individual: essa é a forma mais simples. Você gerencia o negócio por conta própria, toma todas as decisões e é responsável por todas as consequências;
Limitadas/Ltda: Cada parceiro contribui com sua cota e participa das principais tomadas de decisão;
Sociedade: atividades baseadas em um acordo legal. Todos os participantes da transação estão engajados em um propósito comum – obter lucro.
Escolhida a estrutura do seu negócio online, você poderá registar a sua atividade e avançar para o passo seguinte.
3. Escolha o que deseja vender
É claro que, se você elaborou um plano de negócios, já sabe o que vender, onde encontrar um fornecedor e a que preço oferecer seu produto aos clientes. Porém, nos referimos aqui a um planejamento detalhado da seleção de produtos ou serviços, levando em consideração as características e benefícios de sua oferta. Faça uma lista de produtos e pergunte aos fornecedores sobre as condições.
4. Escolha uma plataforma de comércio eletrônico
Quando os principais processos de negócios foram planejados, você poderá começar a se preparar para o desenvolvimento do site. Comece escolhendo uma plataforma de vendas online. Como fazer isso:
Identifique o negócio. É uma pequena loja local ou um supermercado online?
Considere o posicionamento: quem é o seu público-alvo?
Avalie seu plano para desenvolver a empresa.
Ao ter em mãos a resposta para estes questionamentos, você poderá escolher a sua plataforma com mais cuidado. Você pode começar a vender pela internet sem precisar criar seu próprio site. Por exemplo:
O AliExpress oferece condições fáceis para a entrada do seu negócio no mundo online. Você precisará cuidar da logística de forma econômica para fazer um trabalho bem-sucedido;
A Amazon seleciona estritamente os vendedores: o serviço tem altos requisitos para parceiros, bens, preços e qualidade de serviço;
O eBay está mais focado em vendedores corporativos e tem requisitos rígidos para eles.
Você também pode criar seu próprio site em uma plataforma especializada. Anualmente existem avaliações das melhores plataformas para e-commerce: escolha uma adequada e especifique as condições de integração.
5. Tenha uma identidade visual para o seu site ou perfil de marketplace
A identidade visual da marca e o branding é a base de uma luta competitiva de sucesso. Para construir um público fiel, você precisará fazer mais do que oferecer produtos interessantes a preços excelentes. Você também precisará cuidar da identificação e do reconhecimento da sua marca. Criar:
nome;
logo;
slogan:
elementos visuais.
Os últimos incluem o cabeçalho do site, avatares para páginas em redes sociais, modelos de posts e outros detalhes. Você pode criar todos estes elementos visuais mesmo sem possuir habilidades de design. Basta utilizar um serviço online como o Logaster. Com ele é possível criar um logo e outros elementos visuais da sua marca através de um simples processo -guiado.
Lembre-se de que a aparência do seu site deve corresponder ao nicho de mercado onde você atuará. Por exemplo, ao vender brinquedos infantis, escolha cores vívidas e, ao vender equipamentos de escritório, escolha um esquema de cores neutras.
6. Escolha o nome de domínio ideal
Idealmente, o nome de domínio do seu site deverá corresponder ao nome da marca. No entanto, sejamos honestos: é quase impossível atualmente registrar um domínio com uma palavra simples de apenas 5 a 7 letras. Você terá que procurar por alternativas. Lembrar:
o nome deve ser fácil de ler;
quanto menos símbolos, melhor é;
o nome deve informar a área de atuação;
ao conectar palavras, confirma se não haverá ambiguidade ou formação de palavras indesejadas quando lidas em conjunto;
nomes de domínio podem usar apenas letras, números e hífens. Nenhum outro caractere é permitido;
hifens não podem ser usados no início ou no final do domínio;
você não pode usar um nome de domínio que já está em uso;
nomes de domínio não diferenciam maiúsculas de minúsculas, por exemplo, www.meudominio.com.br é o mesmo que www.MeuDominio.com.br;
é altamente recomendável não registrar um nome de domínio que possa violar a marca registrada de outra empresa, a menos que possa provar que tem o direito de fazê-lo.
7. Crie um site de comércio eletrônico
Se você optou por criar um site próprio em uma plataforma, o processo de desenvolvimento ficará reduzido às configurações de seções e páginas, preenchendo-as com conteúdo e itens. Aqui estão algumas recomendações:
crie as principais seções do site: “Sobre nós”, “Pagamento e entrega”, “Regras de troca e devolução”, “Contatos”;
classificar os produtos em categorias temáticas para facilitar a escolha do cliente;
fazer upload dos documentos necessários: “”Política de Privacidade”, “Contrato de Venda (oferta)” e outros conforme a legislação do seu país;
Cada página de produto deve conter uma descrição do produto (completa e técnica), foto e preço. É altamente desejável fornecer informações sobre disponibilidade (número de unidades restantes), custos de envio e fornecer a opção de os clientes deixarem um comentário.
8. Personalize o carrinho de compras
Parece que essa é uma tarefa muito fácil. No entanto, até mesmo o tamanho do botão do carrinho de compras faz a diferença em um ambiente competitivo. Aqui estão algumas diretrizes para criar uma interface amigável:
acesso fácil ao carrinho de compras: um ícone grande e um botão destacado;
página do carrinho de compras conveniente e fácil de usar;
a capacidade de editar o pedido em qualquer estágio do processo de compra;
sem custos adicionais ocultos (o preço não deve mudar durante o processo de compra);
navegação clara do usuário;
falta de registro empresarial obrigatório;
disponibilidade de formas alternativas de compra (por exemplo, por telefone).
9. Fazendo propaganda e promovendo o seu produto
Para que as vendas ocorram, será necessário atrair compradores. Para fazer isso, você deverá planejar através de duas perspectivas:
Perspectiva de curto prazo. Atraia clientes agora com publicidade contextual. Crie anúncios, personalize a segmentação, analise o público e o desempenho da interação. Se tudo for feito corretamente, você receberá os pedidos desde os primeiros dias do lançamento da campanha publicitária. No entanto, lembre-se: assim que a publicidade paga for interrompida, o tráfego irá parar.
Perspectiva de longo prazo. Faça a otimização e a promoção do mecanismo de busca para o seu site. Ao contrário da publicidade contextual paga, o aumento da posição do seu site no ranking de resultados da pesquisa fornecerá um fluxo estável de visitantes ao seu site. Você poderá transformá-los em clientes.
10. Continue amparando o seu negócio online
Você não deve relaxar, mesmo quando tudo estiver funcionando, o tráfego de acessos estiver crescendo e as estatísticas de vendas positivas. Na verdade, o trabalho principal ainda está por vir. Aqui está o que você precisará fazer nesta fase:
analisar o site, identificar e corrigir erros em tempo hábil;
monitorar a disponibilidade de mercadorias, ao mesmo tempo que reabastecer os estoques;
acompanhar tendências e novidades, ampliar a gama de produtos;
trabalhar com clientes: responder a críticas, responder a perguntas, etc.;
realizar promoções, vendas, sorteios e outras atividades;
trabalhar com dados analíticos para melhorar o desempenho da sua empresa agora e no futuro.
Conclusão
Estes 10 passos o ajudarão a estruturar seus pensamentos, se preparar para começar um negócio online e a pensá-lo de forma deliberada. Isso não garantirá 100% de sucesso, pois muita coisa dependerá apenas de sua decisão e ação, mas com certeza, este guia o colocará no caminho certo. Avalie o mercado, considere cada decisão e se esforce para implementar com sucesso tudo o que você planejou.
O SaaS, ou Software as a Service, é uma nova forma de venda. Basicamente ele consiste na venda de um softaware como um serviço. O próprio nome já diz, Software como um Serviço. Assim, ele é um modelo de troca de serviços entre empresa e usuário, através da internet.
Mas, de que forma o SaaS se desenvolve dentro da sua vida? Como ele funciona, de fato? E, a pergunta sempre muito pertinente: É realmente seguro usar esse tipo de serviço? É sobre essa tendência digital e tecnológica, que está crescendo muito nos últimos tempos que falaremos.
O que é SaaS
O SaaS, software como serviço, é a venda de um software como um serviço. Esse serviço é desenvolvido apenas no meio digital, ou seja, na nuvem. Desta forma, a empresa não adquire um produto, mas um serviço e tem acesso através do pagamento de uma licença, como recorrência.
Essa é uma modalidade de aquisição de serviço que está crescendo muito em função das suas vantagens. Sendo as principais a agilidade e a praticidade.
Como funciona o SaaS
Para compreendermos melhor como funciona o SaaS, podemos dar um exemplo que está muito presente: a Netflix. O serviço de streaming oferece milhares de filmes, séries e documentários mediante o pagamento de uma licença, renovada todos os meses e que chamamos de mensalidade.
Assim, ao criar a sua conta na Netflix, você não compra um produto, mas um serviço. A empresa, por sua vez, oferta os filmes e também deve zelar pela qualidade do serviço. Ela precisa inovar criando atrações diferenciadas e atender demandas diversas com o intuito de sempre estar perto do cliente e mantê-lo fiel.
Quando o cliente não estiver mais satisfeito com o negócio, ele cancela a conta e não tem mais acesso aos vídeos disponíveis. Assim, ele não tem um produto, mas o acesso a um serviço. Ficou mais claro?
Então, é assim que os SaaS funcionam, com a aquisição de um serviço mediante o pagamento de licença ou por recorrência. Ou seja, o cliente tem acesso a softwares, sejam sistemas de gestão, de armazenamento e controle de dados e muito mais.
Trazendo para o mundo empresarial, percebemos que as empresas também vêm olhando para o SaaS com um pouco mais de carinho, uma vez que é muito mais vantajoso adquirir um serviço por tempo determinado do que comprar um produto de vez.
Modelos de venda
Existem versões pagas e gratuitas do SaaS, dependendo do que for ofertado. Um exemplo muito comum de SaaS gratuito são os serviços do Google que, para você ter acesso, basta criar uma conta de e-mail totalmente grátis.
São exemplos: Google Sheets para a criação de planilhas de dados, Google Docs para criação de arquivos de texto e Google Drive, para armazenamento de documentos, vídeos e outros.
Já o Microsoft Office, responsável pelo Word (para criação de texto) e Excel (para criação de planilhas), por exemplo, exige do usuário o pagamento de uma licença para uso dos softwares. Essa licença é renovada anualmente, mediante pagamentos mensais.
Em resumo, os principais modelos de venda são:
Gratuito: mas com recursos limitados;
Por planos: escolha os recursos que deseja e pague apenas por eles;
Personalizado: aqui o fornecedor do Saas precisa conhecer as necessidades da empresa e oferecer o que fizer mais sentido para ela naquele momento.
Principais segmentos que utilizam o modelo SaaS
O SaaS está se popularizando bastante nos últimos tempos, em que a tecnologia cada vez mais se aprimora e oferece agilidade à gestão e experiência satisfatória do usuário. Assim, muitos segmentos se beneficiam com as vantagens do SaaS. Confira:
Sistemas de gestão: gestão e até criação de empresas podem contar com um sistema de gestão no estilo SaaS.
Big Data: empresas que precisam armazenar uma grande quantidade de dados;
E-learning: sistema de aprendizagem online com oferta de cursos variados é um dos segmentos mais atuantes no SaaS.
Aplicativos: todas as vantagens dos aplicativos atraíram muitos usuários e é claro que, pensando em agilidade e acessibilidade, o uso do sistema SaaS não poderia ficar de fora desse tipo de produção e consumo de conteúdo. São exemplos: app de podcasts, filmes, músicas etc.
Vantagens
Baixo custo
Se comparado às outras formas de adquirir um serviço, o SaaS é muito mais acessível, financeiramente falando. Com ele, a empresa não precisa comprar um produto, gastar com implantação, manutenção, solução de problemas; ela precisa apenas pagar a licença, de acordo com o plano escolhido e usar. Assim, questões burocráticas ficam por conta do provedor.
Mais tempo para a gestão
Outra grande vantagem do software como serviço é o tempo que o gestor ganha para lidar com questões mais importantes da empresa, já que não precisa se preocupar com pontos burocráticos do negócio.
O sistema pode ser acessado por várias pessoas e com a delegação de tarefas, sobra muito mais tempo e energia para focar em estratégias de crescimento do negócio, por exemplo.
Acessibilidade e agilidade
Como está armazenado na nuvem, o serviço contratado fica acessível para o usuário em qualquer lugar em que ele esteja, desde que tenha acesso à internet. E não apenas para visualização, mas também para alterações, facilitando muito o trabalho em equipe e manutenção de dados em tempo real.
Tempo é a moeda da atualidade e muitos gestores já percebem isso. Agilidade nas negociações, rapidez na manipulação de dados burocráticos, emissão precisa e fácil de informações são fundamentais para quem lida com um mercado em constante evolução.
Isso sem falar que o acesso remoto é totalmente compatível com a modalidade de trabalho que mais cresce nos últimos tempos que é o home office, também cada vez mais adotado pelas grandes empresas.
É seguro?
Os provedores do sistema SaaS garantem a segurança dos dados armazenados e das transações realizadas lá dentro. Certamente, o crescimento gigante desse modelo de serviço deve servir também como resposta para quem tem essa dúvida.
De toda forma, a negociação do serviço envolve uso de senhas e criptografia para dificultar a invasão e uso indevido das informações. Isso sem contar nas atualizações constantes, também levando em conta a melhoria da segurança e do serviço prestado.
Considerações finais
O que você viu aqui são os principais motivos pelo qual o SaaS crescendo tanto entre as empresas de todos os tamanhos. O fácil acesso, o baixo investimento e a agilidade na inclusão e no processamento de dados são grandes atrativos. É a tecnologia mais uma vez se mostrando como um apoio necessário para a criação e evolução dos negócios de vários segmentos.
Você já ouviu falar em dropshipping? O termo em inglês vem se popularizando cada vez mais nos últimos tempos em função do avanço do comércio eletrônico. Quer saber como funciona e como começar a trabalhar com dropshipping? Continue lendo.
O que é dropshipping
O dropshipping é um método de vendas online. Ele consiste em uma parceria entre a empresa que faz a venda e a empresa que produz e mantém o estoque de produtos.
Grandes empresas da atualidade conseguiram crescer e se estabelecer no mercado usando esse modelo de negócio. Podemos citar como exemplo a Amazon, loja online que vende diversos tipos de produtos e que hoje conta com clientes fiéis.
Assim, o dropshipping é uma técnica de vendas online que se diferencia dos modelos tradicionais.
Como funciona
Apesar de parecer difícil, o processo de venda por dropshipping é bem fácil. Ele é feito com duas empresas, a que realiza a venda e a que faz a entrega. Dessa forma, não é necessário nenhum tipo de estoque.
Sempre que uma venda for realizada, a empresa vendedora entra em contato com a empresa que tem o produto. Após, esta se responsabiliza por toda a logística de entrega do item adquirido.
Desta forma, o vendedor não precisa ter um estoque de peças. Basta ter os fornecedores certos para atender aos pedidos dos seus clientes.
Assim, podemos concluir que o dropshipping é um modelo de negócio baseado em parcerias, estratégia e muita responsabilidade.
Vantagens e desvantagens
O dropshipping é um negócio que vem se destacando mais ultimamente em função das suas vantagens. Ele é uma ótima opção para quem deseja montar o próprio negócio e não tem condições financeiras para criar um estoque que atenda a demanda por completo.
Por outro lado, pode ser um jeito arriscado de investir dinheiro e tempo, uma vez que todo o processo é baseado em parcerias e compromisso com prazos e qualidade dos produtos. Afinal, os consumidores estão cada vez mais exigentes e resistentes a falhas. Essa preocupação é principalmente em relação a atrasos na entrega e até baixa qualidade do item comprado.
Veja a seguir, com mais detalhes, as principais vantagens do dropshipping e desvantagens do dropshipping.
Vantagens do dropshipping
Não ter que se preocupar com estoque
Essa é a vantagem mais atraente, sem dúvidas. Ao montar um negócio de venda de produtos, a única preocupação do vendedor é atrair clientes e fechar vendas. Entregas, atrasos, estornos e questões similares são responsabilidades do fornecedor.
Assim, não há necessidade de realizar o controle de estoque ou estudar métodos de gestão de estoque. Afinal, você não terá um estoque.
Investimento financeiro reduzido
Montar um negócio é um processo que requer bastante investimento. Além de toda a parte burocrática, com impostos e tributos a pagar, o empreendedor precisa se capacitar; alugar um espaço; comprar maquinário; contratar pessoas; adquirir produtos; fechar vendas; e ainda tratar do pós-venda.
Ao optar por um negócio do tipo dropshipping, o empreendedor reduz os seus custos em uma porcentagem relativamente grande. Afinal, ele não precisa investir em matéria-prima, funcionários, aluguel etc. Dessa forma, basta se empenhar em fazer um bom trabalho nas plataformas de venda.
Maior alcance de vendas
O vendedor pode ofertar os produtos e vendê-los para qualquer lugar, uma vez que não depende dele a entrega do item adquirido. Essa é uma grande vantagem porque o vendedor não precisa se preocupar com fretes e logística, por exemplo.
Catálogo variado de ofertas
Qualquer produto que esteja disponível para vendas no estoque de uma empresa parceira pode ser vendido. E isso aumenta muito o público do vendedor. Assim, ele não precisa se limitar a um nicho de mercado, a um tipo só de produto.
Desvantagens do dropshipping
Dificuldade em encontrar fornecedores
A principal desvantagem é a dificuldade em encontrar fornecedores.
Não basta ter uma boa oferta de produtos, é preciso focar em qualidade e rapidez na entrega. Do contrário, é o nome da sua empresa que se desvaloriza.
Dificuldade de rastreamento de produtos
Com a expansão do negócio e muitas vendas realizadas, pode ser um pouco complicado gerenciar todas as negociações, rastrear produtos e atender a todas as demandas dos clientes. No caso de insatisfação, por exemplo, quem vende precisa fazer a ponte entre fornecedor e cliente para solucionar o problema.
Como trabalhar
Quem deseja começar a trabalhar com dropshipping deve, em primeiro lugar, criar uma loja virtual em alguma plataforma que ofereça esse serviço. São exemplos: Elo 7, Mercado Livre, Aliexpress, Magazine Luiza e outras.
Depois, é só investir tempo e disposição na promoção da sua loja, conquista e fidelização dos seus clientes. Mas, é claro que ser um empreendedor de sucesso exige bem mais do que o óbvio. E se você quer se destacar dos demais, temos outras dicas:
Escolha fornecedores honestos, com produtos de qualidade e que sejam pontuais;
Acompanhe a entrega do produto;
Estabeleça e mantenha o bom relacionamento com os seus clientes;
Ofereça apenas o que, de fato, está no estoque e pode ser entregue;
Estabeleça as regras de forma clara para os clientes, para que não restem dúvidas de como funciona o processo;
Lembre-se que, para o comprador, o fornecedor e o vendedor são a mesma coisa. Logo, em muitos casos, é de você que ele irá cobrar caso algo não saia como combinado. Por isso, é fundamental escolher bem seus parceiros de trabalho.
Como encontrar fornecedores
Antes de fechar parcerias com vários fornecedores, avalie o histórico e a reputação de cada um nas plataformas em que eles se encontram. Conheça e estude a política de vendas da empresa, saiba como funciona e como é a relação deles com o vendedor e também com o cliente.
Pesquise em grupos de dropshipping e até mesmo na internet sobre empresas sérias que trabalham com esse tipo de comércio e só feche um acordo após coletar informações suficientes para lhe dar segurança.
É seguro?
O dropshipping é um negócio de baixo investimento e também de baixo risco, ideal para quem está começando a empreender. Todos os dias, várias pessoas estão postando nesse novo modelo de empresa e você mesmo já deve ter utilizado esse mecanismo de venda em algum momento, na hora de adquirir um produto.
Além do mais, o dropshipping é um negócio legal, como qualquer outro. Contudo, sempre há o risco de encontrar empresas com más intenções, principalmente entre fornecedores. O ideal é começar aos poucos, estudar o mercado e começar quando se sentir seguro.
Considerações finais
Vimos que o dropshipping é um modelo de negócio que está crescendo muito no Brasil especialmente pelo baixo investimento e baixo risco apresentados. Contudo, como em todos os negócios, há vantagens e desvantagens que devem ser avaliadas com cuidado.
A dica é planejar bem o seu negócio, se atentar a todos os riscos, minimizá-los com as orientações que demos ao longo desse artigo e experimentar, com cautela, até se sentir seguro para expandir o seu trabalho.
Uma das principais funções da contabilidade é a geração de informações sobre uma determinada empresa. Esses dados podem (e devem) ser usados tanto por agentes externos quanto por agentes internos do negócio, visando auxiliar em atividades como fiscalização, planejamento do empreendimento, compra de ações etc.
Entretanto, em um balanço patrimonial completo e rico em informações úteis, são muitos os conceitos que devem ser apresentados. Apesar de a maior parte deles se tratar de conceitos relativamente simples, costumam causar grande confusão na cabeça de empreendedores menos experientes. Esse é o caso do ativo circulante e ativo não circulante.
Você também tem dúvida sobre o uso correto desses dois conceitos? Então, descubra abaixo tudo o que você precisa saber sobre cada um deles antes de realizar um relatório contábil completo:
O que é o Balanço patrimonial
O balanço patrimonial é uma demonstração contábil que reflete a posição patrimonial e financeira da empresa analisada em um determinado período.
Através da análise do balanço patrimonial é possível compreender exatamente onde os recursos financeiros da empresa estão sendo alocados. E, assim, embasar a tomada de decisão, seja como gestor ou como acionista no mercado financeiro.
Assim, fica muito mais fácil compreender exatamente o que o ativo circulante representa e qual é a sua diferença em comparação com o ativo não circulante.
O que é um Ativo?
Antes de definirmos os conceitos de ativos, precisamos entender o que é, afinal, um ativo. Pode ser considerado como um ativo todos os recursos que são controlados por uma empresa e que se espera que, no futuro, resultarão em benefícios econômicos. Assim, como a finalidade de um negócio é gerar lucros, os ativos podem ser compreendidos como aplicações de bens e direitos que visam criar ganhos a curto, médio ou longo prazo.
Por fim, para que algo possa ser considerado um ativo é preciso cumprir quatro requisitos:
Trazer benefícios ou expectativa de benefícios para a empresa;
Ser um bem ou direito da empresa;
Ser propriedade da empresa;
Possuir valor monetário.
É importante ressaltar que um ativo ainda pode ser tangível — ou seja, tudo aquilo que existe fisicamente e pode ser tocado — ou intangível — sendo tudo aquilo que não existe fisicamente, mas que possui valor monetário. Por exemplo, nesse caso, é a marca da empresa.
Ativo circulante
Como o próprio nome já nos dá uma noção, ativos circulantes são o contrário dos não circulantes.
O Ativo circulante é composto por diversas categorias que possuem alta liquidez, ou seja, podem ser transformadas em dinheiro dentro de um curto prazo. Entre as categorias podemos citar algumas:
Caixa – Dinheiro no caixa da empresa
Contas a receber – Valores a serem recebidos de vendas já realizadas
Estoque – Valores monetários da empresa investidos em estoque, que pode ser vendido no curto prazo
Aplicações financeiras – Ações ou participação em outros negócios que podem, com facilidade, ser comercializados.
Adiantamento de fornecedores – Valores já pagos aos fornecedores de faturas ainda não vencidas
Créditos tributários – Valores a receber do governo por ressarcimento de impostos
Um ativo circulante possui alta liquidez e constará nas contas de uma empresa que estará sempre em constante movimento, sofrendo diversas alterações enquanto esta empresa realiza sua atividade comercial principal.
Balanço Patrimonial – Ativo Circulante
Caixa
R$ 12.586,89
Contas a receber
R$ 2.506,81
Estoque
R$ 19.825,12
Aplicações financeiras
R$ 0,00
Adiantamento de fornecedores
R$ 5.000,00
Créditos tributários
R$ 1.245,72
Outros ativos
R$ 1.986,21
Total do Ativo Circulante
R$ 43.150,75
Exemplos de ativos circulantes
a conta bancária de uma empresa;
duplicatas a receber de clientes;
estoques de material para venda;
despesas antecipadas;
adiantamentos a fornecedores;
resgate de aplicações financeiras;
ou investimentos de curto prazo.
Nessa lista entram até mesmo impostos a serem recuperados, como PIS, ICMS ou COFINS — dependendo do regime de tributação escolhido pela empresa.
Tipos de ativos circulantes
Existem três tipos de ativos circulantes em uma empresa: líquido, cíclico, operacional.
Ativo circulante líquido
O líquido, também conhecido como ativo financeiro, são os recursos financeiros disponíveis para pagamentos de despesas, gastos e dívidas. Ele é uma forma de avaliar rapidamente a saúde financeira do negócio. Isso porque, mostrando que os valores em caixa podem pagar as despesas, a empresa está bem gerida.
Ativo circulante cíclico
O cíclico são os recursos das atividades diárias do negócio, por isso, ele também é conhecido como ativo regular. Os exemplos mais comuns desse tipo de ativo são os adiantamentos de fornecedores e mercadorias.
Ativo circulante operacional
O operacional está diretamente ligado à operação do negócio. Ou seja, os principais exemplos são as contas a receber e duplicatas. Ainda, eles são os que podem ser convertidos em recursos financeiros em curto prazo.
O que é um Ativo Não Circulante
O ativo não circulante pode ser compreendido como todos aqueles ativos tangíveis ou intangíveis que, por mais que tenham algum valor de mercado e possam ser transformados em dinheiro, demoram algum tempo até que se consiga realizar esta ação. Assim, eles são caracterizados como ativos de baixa liquidez.
Alguns exemplos de ativos não circulantes de uma empresa são veículos, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos, duplicatas ou aplicações a serem recebidas no próximo exercício contábil. Outros ativos, que são considerados ativos intangíveis são as patentes, propriedade intelectual, direitos autorais etc.
Ainda, vale lembrar que o exercício contábil é compreendido, geralmente, como um período de 12 meses de transações contábeis de uma empresa, sendo considerado tudo que acontece durante esse período como curto prazo.
Tipos de ativos não circulantes
Assim como os circulantes, os não circulantes possuem tipos. São eles: realizável a longo prazo, investimentos, intangível e intangível.
Ativo não circulante realizável a longo prazo
Os ativos não circulantes realizáveis a longo prazo são valores que a empresa deve receber após o fim da data do balanço patrimonial. E, como o balanço patrimonial normalmente é do prazo de um ano, ele ultrapassa essa data.
Os exemplos mais comuns são empréstimo, aplicações financeiras e duplicatas.
Investimentos
Esse tipo de aplicação, por ser equivalente a um valor, em dinheiro, mas que acabam demorando e dando mais trabalho para serem utilizadas como tal.
Ativo não circulante imobilizável
Esses ativos são recursos que sofrem depreciação, com o tempo. Eles são bens tangíveis, como máquinas, equipamentos de informática e outros.
Ativo não circulante intangível
Como o nome já diz, intangível é o que não se pode tocar. Os ativos não circulantes intangíveis de uma empresa são, normalmente, licenças de softwares, patentes e o valor da marca no mercado.
Qual é a diferença entre ativo circulante e ativo não circulante?
A diferença entre circulante e não circulante é apenas que o circulante pode ser comercializado no curto prazo enquanto o ativo não circulante costuma demorar um período maior para ser vendido.
Porém, ambos representam valores que a empresa possui como seus. Por exemplo, possuímos o estoque da empresa, composto por produtos que são diariamente vendidos. Estes são muito fáceis de serem transformados em dinheiro líquido, enquanto se a empresa possuir um imobilizado, como um prédio por exemplo, este tende a demorar muito mais para ser comercializado pelo preço que está avaliado.
Outro bom exemplo é o dinheiro que a empresa já possui em caixa. Este é um ativo circulante, enquanto uma máquina de fabricação têxtil avaliada em R$ 500.000,00 pode levar um bom tempo para ser vendida, caso a empresa precise liquidar este bem.
Para concluir, conseguimos perceber a importância da análise do balanço patrimonial e a compreensão precisa dos ativos circulantes e ativos não circulantes como a representação real do capital alocado na empresa. Assim, a falta de liquidez, tida através de grandes valores investidos em não circulantes, pode vir a ser um grande problema para uma empresa.
O risco é muito menor quando o ativo circulante representa uma boa fatia do total da empresa, já que a qualquer momento aquele valor pode ser liquidado sem maiores dificuldades.
O NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas) tinha como fundamentação legal a lei 8.934/1994, que tornava obrigatória a sua emissão. Contudo, a Lei da Liberdade Econômica, 13874/2019, revogou a obrigatoriedade desse registro. Mesmo assim, as Juntas Comerciais de alguns estados ainda apresentam esse campo na hora de registrar uma empresa.
Confira a seguir como funciona o NIRE, como emitir esse número e como as mudanças legislativas afetam o registro da sua empresa.
O que é o NIRE
NIRE, ou Número de Identificação do Registro de Empresas, é um número de inscrição que identifica a empresa na Junta Comercial do estado onde ela atua. Ele garante a legalidade da empresa e a procedência das suas transações.
A junta comercial é um órgão com atuação independente em cada estado. Por isso, a nomenclatura pode variar de um lugar para o outro, bem como regras, prazos e informações. O que é comum a todos é a necessidade da inscrição da empresa.
O NIRE é composto por 11 dígitos e pode ser dividido desta forma:
2 primeiros dígitos: código do estado onde a empresa atua;
Terceiro dígito: indica o tipo jurídico da sociedade. Aqui, é possível saber se a empresa é S.A., Sociedade Limitada, Cooperativa, Empresário Individual dentre outras;
Próximos 7 dígitos: revela o registro da empresa na Junta Comercial;
Último dígito: dígito verificador.
Vale lembrar que não existem números de NIRE iguais, assim como não há CNPJ com a mesma numeração. Cada empresa possui um NIRE diferente e particular, de acordo com as características de cada uma.
Como consultar
O número do NIRE de uma empresa pode ser consultado diretamente na Junta Comercial do estado onde ela está registrada.
NIRE x Inscrição Estadual
NIRE e Inscrição Estadual são a mesma coisa? A resposta é não. A Inscrição Estadual (IE) é outro registro que a empresa que comercializa produtos físicos deve ter junto ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e não tem relação direta com o NIRE.
A Inscrição Estadual é obtida junto à Secretaria da Fazenda do estado onde a empresa se localiza. A empresa precisa dessa inscrição para fazer o recolhimento dos impostos obrigatórios como o ICMS, por exemplo, além da emissão da nota fiscal.
Assim, todo e qualquer produto físico que seja comercializado dentro do estado por uma empresa precisa fazer o recolhimento do ICMS e, para isso, é obrigatório que essa empresa tenha a sua inscrição estadual ou IE.
Como descobrir o NIRE de uma empresa
Para descobrir o NIRE de qualquer empresa, basta se dirigir até a Junta Comercial do seu estado com o CNPJ em mãos e solicitar essa informação. Outra maneira bem prática é consultar o site da Junta Comercial, se houver, e fazer a pesquisa por esse canal online.
Depois da alteração promovida pela Lei da Liberdade Econômica, as empresas não têm mais a obrigatoriedade de emitir o NIRE. Nos registros, em muitos estados, nem há mais espaço para essa informação.
Por isso, é possível que ao fazer essa consulta, o interessado não encontre a informação que deseja. Contudo, para verificar a idoneidade da organização, ainda é recomendado a verificação do CNPJ da mesma, bem como a sua situação atual perante os órgãos reguladores.
Como obter o NIRE
Apesar de não ser mais obrigatório fazer a emissão do NIRE, alguns estados ainda estão se adaptando a essa nova realidade. Podemos dizer que a lei que extinguiu a necessidade do NIRE é recente e o processo de adaptação é lento. Assim, ainda são válidos os passos a seguir para emitir o NIRE da sua empresa.
Para obter esse número, procure a junta comercial do seu estado. Cada órgão pode ter requisitos diferentes, de acordo com cada estado onde está localizada. Contudo, há uma regra que é básica para todas: o nome fantasia da empresa deve ser original.
Portanto, verifique se o nome fantasia da sua empresa é único, se ele está livre para uso ou se já foi registrado por outra empresa. Em caso positivo, procure outro. Do contrário, não será permitida a sua inscrição.
O próximo passo é reunir a documentação exigida. Os documentos básicos são:
Documento de identificação do titular da empresa e dos administradores, se houver;
Documento que identifique o tipo da empresa: contrato social, ata de associação, requerimento de Empresário Individual;
Formulário da Junta Comercial preenchido, solicitando a inscrição;
Ficha de Cadastro Nacional também preenchida;
Pagamento de taxas relacionadas aos trâmites burocráticos.
Leve cópias e originais dos dois primeiros documentos. Se possível, entre em contato previamente com o órgão para garantir que você esteja levando tudo que é necessário.
É importante lembrar que todas as informações registradas na Junta Comercial ficam disponíveis para quem tiver interesse. Assim como você pode solicitar o NIRE de uma empresa, outra pessoa pode fazer o mesmo com a sua própria empresa.
Além disso, sempre que houver alguma alteração significativa na empresa, os dados informados previamente precisam ser modificados, para que não haja conflitos de informações.
NIRE e Lei da Liberdade Econômica
A lei da liberdade econômica, como ficou conhecida a lei de número 13.874 de 2019, trouxe algumas alterações no registro das empresas. Uma delas foi tornar desnecessária a obtenção do NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas), condição obrigatória desde 1994.
O objetivo dessa mudança foi facilitar o processo de registro das empresas, que sempre é muito burocrático e exigente em relação à quantidade de registros e documentações. Alguns estados já emitem o registro da empresa sem o espaço dedicado ao NIRE. Outros estados, contudo, ainda estão em fase de adaptação.
Considerações Finais
Como vimos, o NIRE deixou de ser obrigatório com a entrada em vigor da lei 13.874/2019. Durante o seu período de vigência, foi um quesito necessário e extremamente importante para a criação de uma empresa que desejasse desempenhar as suas funções dentro do ramo comercial e de serviços.
Sem esse número, a empresa não podia emitir o CNPJ e nem ser considerada uma empresa, de fato, legalizada, estando sujeita ao ônus das fiscalizações por parte dos órgãos responsáveis. Contudo, é possível que algumas Juntas Comerciais ainda estejam se adaptando a essas mudanças.
Se for o seu caso, para solicitar o NIRE da sua empresa, basta entrar em contato com a Junta Comercial do seu estado com a documentação exigida e fazer o pedido.
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